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30/05 - Fortuna de Trump aumenta em R$ 705 milhões na véspera de julgamento do ex-presidente
Ex-presidente americano tem uma fortuna estimada em US$ 7,7 bilhões (R$ 39,6 bilhões) e é a 343ª pessoa mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da Forbes. Donald Trump em fevereiro de 2024 Sam Wolfe/Reuters Na véspera do segundo dia do julgamento de Donald Trump, a fortuna do ex-presidente americano, que responde a 34 acusações em um processo de suposta fraude contábil na campanha eleitoral de 2016, teve um incremento expressivo. Nesta quarta-feira (29) , o patrimônio de Trump cresceu em US$ 137 milhões, cerca de R$ 705 milhões, na atual cotação do dólar. Agora, ele tem uma fortuna estimada em US$ 7,7 bilhões (R$ 39,6 bilhões) e é a 343ª pessoa mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da Forbes. Trump é acusado de falsificar documentos comerciais para encobrir um pagamento de US 130 mil pouco antes da eleição presidencial de 2016 para silenciar a estrela pornô Stormy Daniels, que alegou ter tido um encontro sexual. LEIA MAIS Julgamento de Trump: começa 2º dia de reunião do júri para decidir futuro do ex-presidente dos EUA AO VIVO: Júri pode decidir se ex-presidente é culpado ou inocente nesta quinta; acompanhe Essa alta no patrimônio do ex-presidente é puxada, sobretudo, pela valorização das ações de sua empresa de mídia social, a Trump Media & Technology Group (TMTG), cujo principal produto é a Truth Social - uma rede social ao estilo do X, antigo Twitter. Somente nos últimos cinco dias, os papéis da companhia, que são negociados na bolsa de Nasdaq, registraram uma valorização de 17,2%. O movimento de alta nas ações começou em 17 de abril, quando eram cotadas em US$ 22,84, dois dias após o início do julgamento de Trump em Nova York. De lá para cá, os papéis dispararam 123,8% e encerraram o pregão desta quarta vendidos a US$ 51,12. Segundo o analista de investimentos Vitor Miziara, esse movimento se deve ao aumento das expectativas entre participantes do mercado de que Trump deve ser considerado inocente e, concorrendo às eleições, possa sair vencedor. "Se tem uma expectativa de que o presidente da empresa pode ser presidente dos Estados Unidos, alguma coisa boa os investidores esperam disso", explica. Sobe e desce das ações As ações da TMTG foram listadas no final de março na bolsa de Nasdaq após a conclusão um longo processo de fusão, que levou 29 meses, da empresa com a Digital World Acquisition. Com a estreia, o mercado se empolgou e fez o preço dos papéis dispararem mais de 40% já no primeiro dia de negociação. No entanto, a animação logo deu lugar à cautela e, em uma semana, as ações chegaram a cair mais de 30%. Em abril, a divulgação do balanço corporativo da empresa, que reportou um prejuízo de US$ 58 milhões em 2023, fez com que seus preços derretessem ainda mais, levando seus papéis ao posto de mais vendidos do mercado - ou seja, investidores apostando que os preços vão continuar caindo. Além do prejuízo milionário, o que mais chamou a atenção nos resultados da empresa foi a sua receita no último ano: apenas US$ 4 milhões, levantando o questionamento de quão rentável é o negócio. No entanto, junto ao início do julgamento de Trump, as ações voltaram a subir. LEIA TAMBÉM Trump entra para o grupo dos 500 mais ricos do mundo, com fortuna de US$ 6,5 bilhões Trump paga multa de US$ 175 milhões por fraudar balanço financeiro A fusão da Trump Media A Trump Media é detentora da rede social Truth Social. Em seu site, a empresa se descreve como "uma força unificadora para a liberdade de expressão", que vem "cancelando a cultura do cancelamento" e "sem discriminação política". Apesar disso, a mídia social proporciona um ambiente de interação entre os apoiantes de Trump, principalmente agora, em sua campanha para uma nova eleição em 2024. O acordo da fusão bilionária demorou anos para ser concluído, pois foi alvo de investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A empresa, inclusive, chegou a um acordo de US$ 18 milhões com o regulador do mercado americano, sob a acusação de divulgações imprecisas de informações do negócio, em julho do ano passado. Segundo a agência de notícias Reuters, o negócio injetou cerca de R$ 300 milhões ao caixa da Truth Social, depois da companhia perder US$ 10,6 milhões com suas operações nos nove primeiros meses de 2023. A notícia da conclusão do acordo veio em um momento atribulado para o ex-presidente. Ele foi condenado a pagar uma fiança de quase US$ 500 milhões em um caso civil de fraude em Nova York. Porém, depois de uma apelação, a justiça reduziu o valor do pagamento para R$ 175 milhões na última segunda-feira (25). Embora já fosse bilionário, com uma fortuna de mais de US$ 2 bilhões, Trump enfrentava problemas para pagar o valor da fiança por conta de onde estava esse dinheiro: a maior parte do patrimônio era de imóveis e, portanto, não apresentava boa liquidez para resolver as dívidas com a justiça. O ex-presidente pagou o valor da multa. Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023
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30/05 - 'Um rastro de destruição sem precedentes': empresários gaúchos relatam falta de caixa, perda de produtos e prejuízos milionários
Além da dificuldade na retomada e na expectativa por novas medidas empresariais por parte do governo, setor privado ainda enfrenta aluguéis em disparada nas regiões mais elevadas do RS e cita temor de 'êxodo' e de falta de mão de obra. Empresários sinalizam dificuldade na retomada após tragédia no RS Os empresários gaúchos já começaram a contabilizar os prejuízos, em meio ao cenário de devastação deixado pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Com instalações e maquinário destruídos, e a perda de todos os produtos e matérias-primas, a maior parte do setor produtivo do estado ainda tenta avaliar quais serão os próximos passos. De um lado, a falta de caixa e o difícil acesso ao crédito com taxas atrativas tem impedido a projeção de retomada daqueles que terão que reconstruir suas fábricas. A situação é ainda pior nos casos de empresas que já estavam endividadas antes dos prejuízos. De outro, os aluguéis em disparada nas regiões mais elevadas do estado e a dificuldade em achar interessados nos terrenos que foram atingidos pelas enchentes, também podem minar as oportunidades de recomeçar do zero em outro lugar. Ao g1, empresários gaúchos — que passaram não só por essa, mas também por duas enchentes recentes que afetaram o estado no último ano — dizem que parte das reservas financeiras que possuíam foi queimada nas outras cheias, e, agora, precisa se reinventar para voltar a caminhar com as próprias pernas. “Um rastro de destruição sem precedentes” Dono de hortigranjeiro em Cruzeiro do Sul, RS, tem prejuízo de mais de R$ 1 milhão Não foi a primeira enchente que o empresário Fabio Scheibel, 41, enfrentou. Dono de um hortigranjeiro na cidade de Cruzeiro do Sul (RS), ele viu suas terras serem inundadas pelas águas do Rio Taquari outras duas vezes. Ambas no ano passado, uma em setembro e outra em novembro. Em setembro, o Rio Grande do Sul havia sido atingido por um ciclone extratropical que inundou cidades e deixou mortos. Fabio conta que os estragos foram mais controlados, já que apenas a área em que mantinha suas plantações tinha sido afetada. “Agora, a gente só saiu com a roupa do corpo. A água baixou, mas deixou um rastro de destruição sem precedentes. É coisa de se ver em filme. A gente nunca acha que vai passar por uma coisa dessas”, disse o empresário. Ele, que morava no mesmo terreno em que mantinha o hortigranjeiro, conta que a propriedade foi completamente atingida. Na área de plantio, antes coberta por folhas verdes da plantação, só resta lama. Os veículos, tanto os de passeio quanto os utilizados para colheita, ficaram embaixo da água e foram perdidos, assim como a maior parte de seus bens materiais. Initial plugin text “Nem se vê mais o que estava plantado lá. A correnteza tirou todo o solo, deixando apenas areia em outras partes do terreno. A infraestrutura que tínhamos, os tratores, o galpão... foi tudo embora. Só sobrou duas residências, uma dos meus pais e outra que eu ainda estava construindo”, contou Fabio. O empresário conta que apesar de sempre ter tentado deixar um colchão financeiro de emergência, voltado para imprevistos, precisou queimar toda a sua reserva nas duas primeiras cheias no estado, usando os recursos para refazer o plantio que havia sido perdido. “Agora ficou complicado, não temos mais caixa nenhum. Mais do que nunca o governo vai ter que mostrar a que veio, porque se não tivermos algum tipo de incentivo ou opções de financiamento, vai ser bem difícil pensar em um horizonte”, afirmou o empresário. Fabio diz que ainda não conseguiu colocar todas as perdas na ponta do lápis, mas estima que o prejuízo total ultrapasse R$ 1 milhão, considerando a plantação, a estrutura e os bens materiais perdidos. Vida de inseto: pesquisador faz 'reality' nas redes e mostra luta de formigas por paçoca No momento, ele está com sua esposa e sua filha de quatro anos na casa de amigos. Já houve um consenso na família de que não voltarão a morar no antigo terreno, tanto pelo perigo das enchentes quanto pelas memórias deixadas nas últimas semanas. Fabio Scheibel e sua família Arquivo pessoal “Parecia um cenário de guerra. Demorou três dias até sermos resgatados, tivemos que subir no telhado para o helicóptero ajudar a gente. Não queremos ficar mais lá, mas a terra, a lavoura, não tenho como vender agora. Quem vai querer comprar uma área em que a enchente chega tão facilmente?”, questiona o empresário. “Se desse, a gente não voltaria nem a plantar lá, mas não é tão simples. É um custo muito alto fazer essa mudança, já que cada pedacinho de terra aqui onde não dá enchente está supervalorizado”, acrescenta. “A força da água arrebentou a parede e levou toda a nossa mercadoria” A empresária Regina Mallmann, 57, também vai precisar de ajuda para recomeçar. Ela é dona de uma fábrica de brinquedos junto com seu marido, Alberto Mallmann, 58, situada em Estrela (RS). O maquinário de produção ficou inutilizado após a enchente deste mês, e a empresa perdeu todos os seus produtos e matérias-primas. Regina Mallmann e seu marido, Alberto Mallmann, donos da Brinquedos Piá. Arquivo pessoal/ Regina Mallmann “A nossa empresa ficava em dois prédios. Aquele em que fabricávamos os brinquedos foi totalmente tomado pela água, e as máquinas ficaram todas dentro da lama. No outro, que era um depósito, a força da água arrebentou a parede e carregou toda a nossa mercadoria. Fixamos a zero”, conta a empresária. Regina também vivenciou as enchentes do ano passado, e diz que só conseguiu se reerguer porque negociou um prazo maior de pagamento com fornecedores e conseguiu vender o restante das mercadorias que ainda possuía nas festas de fim de ano. Agora, o rombo no orçamento é bem maior. Segundo a empresária, se antes o prejuízo havia sido por volta dos R$ 500 mil, hoje as perdas já somam mais de R$ 1 milhão. Fábrica e depósitos da Brinquedos Piá, em Estrela, no RS, foram inundados pelas enchentes. Arquivo pessoal/ Regina Mallmann “Estamos esperando algum recurso do governo federal ou algum crédito melhor, porque os juros dos financiamentos estão inviáveis, e até agora não conseguimos fazer nada. Tivemos até que demitir alguns funcionários porque teremos que começar pequenos de novo”, afirma. A empresária conta, ainda, que também pensa em mudar para um local mais elevado, longe das encostas do rio Taquari. “Mas está muito difícil procurar um lugar mais alto. Os preços das coisas, os aluguéis, tudo disparou porque tem muita gente que precisou sair de onde estavam para buscar lugares melhores. Ainda estamos procurando e, até lá, vamos ter que ficar com a atividade parada”, comenta. “O dinheiro que eu tomei de empréstimo para investir foi para o lixo” Além das perdas materiais trazidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, empresários gaúchos também precisam enfrentar a falta de caixa para pagar dívidas de créditos tomados antes da tragédia. O empresário Ângelo Fontana, 63, dono de uma empresa de produtos de limpeza e higiene localizada em Encantado (RS), conta que a companhia vinha em uma onda de investimentos voltados para a expansão antes das enchentes de maio. Fachada do prédio da Fontana S/A em Encantado, no RS. Arquivo pessoal/ Ângelo Fontana A empresa havia aprovado, há cerca de três anos, o projeto de uma nova fábrica em Goiás. Atualmente, passava por um processo de consolidação da companhia em Encantado, com atualização de equipamentos, máquinas e embalagens, antes de começar os preparativos da expansão para o Centro-Oeste. “Nós nos alavancamos porque o projeto estava caminhando dentro dos conformes. Peguei um empréstimo para atualizar equipamentos e, nesse ano, o foco era para ser a instalação em Goiás. Mas com essa enchente, como fica o meu equilíbrio? Dos R$ 60 milhões que tomei [emprestado], perdi R$ 32 milhões. O dinheiro que eu tomei de empréstimo foi para o lixo” afirma o empresário. Ele, que também é presidente da Câmara da Indústria e do Comércio do Vale do Taquari (CIC VT) e diretor da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), conta que tem conversado com diversos empresários do estado. “Muitos estão sem rumo, se questionando o que fazer agora”, explica Fontana. “Desde a segunda cheia tem muita gente ainda tentando pegar fôlego para continuar. Mas, agora, sem estoque e sem maquinário, alguns terão que ficar meses sem produzir. E isso é ainda pior porque, sem fornecer produto para o varejo, perde-se espaço de prateleira, perde-se contatos. É um prejuízo intangível que é difícil de medir”, completa. Empresa de Encantado, no RS, tem prejuízo de R$ 32 milhões após cheias do Rio Taquari À espera de realocação e medidas financeiras Fontana afirma, ainda, que há grande expectativa do setor privado para o cumprimento das medidas anunciadas pelos governos federal e estadual e que muitos empresários ainda esperam por novas iniciativas, voltadas para crédito e emprego. O executivo reforça que há temores entre os empresários de que haja um “êxodo” de pessoas do estado. “As pessoas que perderam tudo, vão continuar aqui? Será que vamos conseguir atrair mão de obra?”, questiona o empresário. “Por isso, as medidas precisam envolver tanto o lado público quanto o lado das entidades, porque não é só limpar a casa ou a fábrica. Reconstruir as companhias e manter mão de obra é uma tarefa que também é importante”, acrescenta Fontana. O empresário Luis Felipe Soares, 30, que tem uma barbearia localizada em Taquari, RS, afirma que apesar de ter contratado um seguro total para seu comércio e residência, ambos atingidos pelas cheias, ainda não conseguiu nenhum ressarcimento por parte da seguradora — que, por sua vez, afirma que a apólice contratada não teria cobertura contra enchentes. Empresa Fontana S/A, em meio às enchentes causada pela alta do Rio Taquari. Arquivo pessoal/ Ângelo Fontana "Cheguei a ir atrás de auxílios, mas o dinheiro ainda está sendo direcionado para as pessoas que têm renda menor. Acho que nós seremos os últimos a receber algo", disse Soares. Para Fontana, mesmo que parte dos empresários queira continuar no Rio Grande do Sul, muitos já começaram um planejamento para tentar um recomeço em outro lugar. “Precisamos pensar na realocação das companhias, porque tem muitas entidades que não podem ficar onde estão. Temos que realocar na região ou no estado. Se não, realocaremos fora dele”, conclui.
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30/05 - Imposto de Renda 2024: cerca de 5,8 milhões contribuintes ainda não entregaram a declaração
Quem não entregar a declaração a tempo está sujeito ao pagamento de uma penalização mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2024 termina nesta sexta-feira (31), e cerca de 5,8 milhões de contribuintes ainda não fizeram a prestação de contas. A Secretaria da Receita Federal informou que espera receber 43 milhões de declarações do ano-base 2023. De acordo com a última atualização do site da Receita Federal, às 09h31 desta quinta-feira (30), cerca de 37,2 milhões de contribuintes haviam concluído o processo. Pouco mais de 40% dos contribuintes utilizaram a declaração pré-preenchida. A utilização do modelo pré-preenchido ou a opção pela restituição via PIX têm novamente direito a prioridade no recebimento das restituições. ▶️ NÃO ATRASE: A recomendação dos especialistas é a de cumprir o prazo estipulado pela Receita Federal. Ou seja, é melhor entregar incompleta e fazer as correções necessárias posteriormente. Isso porque quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito ao pagamento de multa — e, dependendo do caso, pode até ficar com o nome sujo e ter o CPF apontado como irregular pelo Fisco. (saiba mais abaixo) LEIA MAIS Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024 Veja como fazer a declaração Veja quem é obrigado a declarar Veja como baixar o programa Veja o calendário dos lotes de restituição Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina Por que não entregar atrasado? Quem entregar a declaração incompleta pode, depois, fazer as alterações necessárias sem ser penalizado. Basta reenviar com os dados corretos por meio da chamada declaração retificadora. Nesse caso, o contribuinte precisa apenas selecionar essa opção na ficha de Identificação do Contribuinte, informando o número do recibo encontrado na declaração enviada inicialmente. Modelo não pode ser alterado Mas é preciso cuidado para um detalhe: depois do final do prazo de entrega, o contribuinte não pode mais alterar o modelo de declaração – simples ou completa. A declaração no modelo completo é mais indicada para quem tem muitas deduções a incluir, como dependentes e gastos com saúde. Já a simples é mais vantajosa para os contribuintes que não têm essas deduções. O contribuinte pode corrigir a declaração enviada quantas vezes julgar necessário sem ter de pagar multa. O que acontece se eu não declarar? Segundo informações do Fisco, no caso de envio da declaração após o prazo previsto ou da não apresentação do documento, o contribuinte que é obrigado a declarar fica sujeito ao pagamento de multa por atraso, calculada da seguinte forma: Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%; Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar) Além disso, o CPF pode ficar irregular, o que pode impedir a liberação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022); quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022); quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; Possui trust no exterior; Deseja atualizar bens no exterior.
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30/05 - A dois para fim do prazo, quase 14 mil contribuintes do Acre ainda não declararam Imposto de Renda 2024
Ao todo, 95.772 contribuintes já cumpriram suas obrigações com o fisco federal até esta quarta (29). São esperadas 109.683 declarações no estado este ano. Prazo para entregar declaração acaba na sexta (31) Jornal Nacional/ Reprodução Quase 14 mil contribuintes do Acre ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda 2024. Os dados, divulgados pela Receita Federal, estão atualizados até o final da tarde desta quarta-feira (29). O prazo se encerra às 23h59 da próxima sexta (31). LEIA MAIS: Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024 Veja como fazer a declaração Veja quem é obrigado a declarar Veja como baixar o programa Veja o calendário dos lotes de restituição A 15 dias do fim do prazo, mais de 27 mil contribuintes do AC ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda Ao todo, 95.772 contribuintes já cumpriram suas obrigações com o fisco federal. São esperadas 109.683 declarações no estado este ano. Já na 2ª Região Fiscal, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, 1.736.470 contribuintes cumpriram a obrigação. Quem não entregar a declaração até o prazo final terá que pagar uma multa. O valor da multa cobrada é de 1% ao mês, sobre o valor do Imposto de Renda devido, limitado a 20% do valor do Imposto de Renda. O valor mínimo é de R$ 165,74. Este ano, o número previsto pelo Fisco prevê aumento de 4% em relação ao volume de declarações recebidas no ano passado, que foram de 104.968 no Acre. Em todo o país a expectativa é de receber 43 milhões de declarações. Veja o calendário da restituição do IR 2024 A Receita Federal incluiu 20.852 contribuintes do Acre no primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2024. O montante de mais de R$ 37 milhões deve ser pago na próxima sexta (31). A consulta ao lote foi aberta no último dia 23 pelo órgão através do portal da Receita Federal. (Veja como fazer a consulta no final da reportagem) Os pagamentos das restituições do IR 2024 serão feitos em cinco lotes, segundo informações da Receita. O prazo para entrega das declarações começou no dia 15 de março. Segundo a instituição, na 2ª Região Fiscal, que contempla os estados do Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima, além do Acre quase 572 milhões devem ser pagos a mais de 289 mil pessoas. Em todo o país, 5,5 milhões de contribuintes devem receber a restituição no lote de abertura que inclui ainda montantes residuais de anos anteriores. Ao todo devem ser pagos R$ 9,5 bilhões, o que segundo a Receita é o maior valor já pago na história. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 31 de maio 2º lote: 28 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 30 de agosto 5º lote: 30 de setembro Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina Como fazer a consulta? Assim que a consulta estiver disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal lembrou que disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Ao fazer o login, selecione a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF)”. Na aba “Processamento”, escolha o item “Pendências de Malha”. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida. Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta. Até o dia 16 de maio, 77.442 contribuintes no Acre já haviam entregado suas declarações ao Fisco. Para este ano, a Receita Federal espera 109.683 declarações no Acre este ano. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022); quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022); quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; Possui trust no exterior; Deseja atualizar bens no exterior. 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29/05 - Aprenda a cultivar lúpulo, usado na produção de cerveja
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-Usp) mostra as características da planta, as diferentes variedades e também dá dicas para o beneficiamento. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-Usp) ensina a cultivar lúpulo, usado na produção de cerveja. O documento mostra quais são as características da planta, as diferentes variedades e também dá dicas para o beneficiamento. >>>Acesse aqui
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29/05 - TCU multa em R$ 40 mil auditor da Receita suspeito de receber R$ 160 milhões em esquema
Caso envolve devolução de créditos tributários a empresas do grupo J&F e foi revelado pela operação Baixo Augusta, deflagrada em 2017. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a aplicação de multa de R$ 40 mil a um auditor fiscal da Receita Federal acusado de R$ 160 milhões em um esquema para facilitar a liberação de créditos tributários ao grupo J&F. Segundo o TCU, o auditor Cloves da Costa Oliveira atuou em análises de pedidos de ressarcimento dos impostos PIS/Cofins à JBS e outras empresas do grupo J&F no período de 2006 a 2017. O esquema foi revelado pela operação Baixo Augusta, deflagrada em 2017 pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Receita Federal. A defesa de Cloves negou a acusação e informou que ele ainda não foi comunicado da decisão (veja nota da defesa abaixo). Receita federal apreendeu 500 mil reais em mercadorias clandestinas De acordo com o relatório do TCU, nos processos analisados, a JBS solicitou R$ 1,1 bilhão de créditos, dos quais o auditor concedeu R$ 822 milhões. No entanto, uma revisão dessas auditorias reconheceu apenas R$ 584 milhões de créditos como válidos. Ou seja, a devolução dos créditos foi sobredimensionada. A área técnica do TCU diz que o valor “somente não se materializou [em dano ao erário], pois havia alguns créditos tributários passíveis de revisão ou que ainda não haviam sido restituídos, cuja restituição indevida foi obstada pela RFB após a realização da operação Baixo Augusta”. O montante estimado de créditos autorizados é de R$ 2 bilhões, mas ainda resta a revisão de alguns desses processos. Dados divulgados pela PF, MPF e a própria Receita Federal, em 2017, apontam que o auditor teria recebido R$ 160 milhões — cerca de 8% do valor total estimado do esquema. Ao TCU, o auditor afirmou que não tinha atribuição de autorizar a devolução de créditos tributários. "Portanto, entende que não poderia agilizar ou atrasar este procedimento, já que sua função era apenas avaliar a regularidade da cadeia de apuração de cobrança de PIS/Cofins em um prazo específico", diz o relatório. A área técnica da Corte de Contas refutou a justificativa apresentada, afirmando que o auditor fiscal "é a autoridade competente por elaborar e proferir decisão relativa a direito creditório em processo de restituição, compensação, ressarcimento ou reembolso". O TCU também decidiu inabilitar o funcionário da Receita a exercer cargo em comissão ou função de confiança pelo período de cinco anos. A advogado Pablo Naves Testoni, que atua na defesa do auditor, afirmou que o cliente não recebeu a decisão oficialmente e classificou a acusação de que recebimento de vantagem financeira indevidas como algo "sem qualquer fundamento". Leia íntegra do texto abaixo. Nota da defesa do auditor Cloves da Costa Oliveira "Ainda não fui comunicado formalmente dessa decisão, inclusive para impugnar eventual conteúdo que não esteja em sintonia com a o que restou produzido como prova nesse processo para se chegar a esse resultado, enfim. De toda forma o Cloves já havia sido formalmente exonerado do cargo, e unicamente por conta de circunstâncias que ainda estavam sendo investigados na seara penal, e tinham como fundamento apenas o depoimento de colaboradores que jamais atribuíram qualquer pratica delitiva diretamente ao próprio Cloves. O fato é que, concretamente, a operação Baixo Augusta resultou na abertura de uma ação penal que ele responde na Justiça Federal Criminal, e essa ação penal ainda não foi julgada, segue sob sigilo, mas posso assegurar, como defensor constituído naquele processo, que a prova documental, corroborada pelas testemunhas e colaboradores, assim como pela quebra de sigilo bancário e fiscal do Cloves e de toda sua família, não ratifica a informação preliminar e sem qualquer fundamento na época veiculada, no sentido de que ele, na qualidade de servidor público lotado na Secretaria da Receita Federal, teria recebido vantagem no valor de cento e sessenta milhões de reais para beneficiar qualquer empresa. Posto isso, e independentemente da sentença penal que será oportunamente prolatada, nossa expectativa é no sentido de que essa informação equivocada - suposto recebimento desse montante -, e que destarte não encontra fundamento na prova produzida na instrução penal, seja definitivamente superada, para com isso restabelecer, respeitosamente, a possível motivação de decisões açodadas, proferidas pelos órgãos administrativos sem que a prova produzida na seara penal tivesse sido rigorosamente apreciada."
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29/05 - Governo marca leilão de compra de arroz importado para o dia 6 de junho; alimento deve chegar até setembro ao consumidor
Serão adquiridas 300 mil toneladas. Em coletiva de imprensa, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, disse que governo ainda irá avaliar se novas compras serão necessárias. Arroz na colheitadeira Celso Tavares / g1 O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, informou que o leilão público para compra de arroz importado vai acontecer no dia 6 de junho, às 9h. Nesta data, o governo pretende adquirir 300 mil toneladas de arroz. O edital do leilão foi publicado nesta quarta-feira (29). O preço será tabelado e o pacote terá o rótulo do governo. O quilo será vendido por R$ 4 e o arroz deve chegar ao consumidor até setembro. O governo vai importar o "Arroz Beneficiado, Polido, Longo fino, Tipo 1", o mesmo produzido pelo Brasil. "Temos uma grande procura por informações, tanto do Mercosul, como de outros países", disse Pretto, em coletiva de imprensa nesta quarta. "O governo tomou a decisão da retirada da TEC [tarifa de importação] para que outros países possam também entrar nesse leilão de igual para igual com os países do Mercosul, que já têm tarifa zero", disse Pretto. Tailândia vendeu arroz para o Brasil recentemente O presidente da Conab reforçou que a decisão do governo de importar o grão tem o objetivo de garantir preços mais em conta ao consumidor. "Vocês sabem que, nos últimos dias, especialmente nos últimos 30 dias, nós tivemos um aumento entre 30% e 40% no preço do arroz". Segundo ele, após as enchentes no Rio Grande do Sul, os preços do arroz começaram a subir no Brasil e, depois, no Mercosul, como disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ao g1. O Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional deste grão. "Nós não queremos que essa compra importada venha a competir com a nossa produção nacional. Nós estamos comprando as primeiras 300 mil toneladas e vamos avaliar conforme será o comportamento do mercado. Se nós percebemos que essa medida já equilibrou os preços, o governo vai avaliar se haverá necessidade ou não de fazer um novo leilão", disse Pretto. Ao longo deste mês, o governo federal liberou R$ 7,2 bilhões para a compra de até 1 milhão de toneladas de arroz importado. Segundo o presidente da Conab, essa deve ser a quantidade de arroz que foi perdida nas enchentes do Rio Grande do Sul, somando as perdas no campo e o grão que está em armazéns. "Nós tivemos algumas dificuldades para ir a campo fazer um levantamento. O próprio setor chama a atenção que, em torno de 600 mil toneladas de arroz [que ainda estavam no campo], foram perdidas", disse. "Nós não conseguimos dimensionar a parte que estava nos armazéns e que foi atingida pelas águas. Mas, o que nós estamos imaginando, conforme disse o setor: 600 mil toneladas, mais o que pode ser atingido nos armazéns, o que nós estamos propondo, de até 1 milhão de toneladas, é o que se estima que foi perdido no Rio Grande do Sul", destacou. Antes da tragédia, a previsão da Conab era de que o estado colhesse, no total, 7,4 milhões de toneladas de arroz. A estatal deve publicar uma nova estimativa no próximo dia 13. Segundo dados do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), o estado já colheu 90% da sua área plantada, um total de 6,8 milhões de toneladas de arroz. O instituto prevê que, ao fim da safra, o RS deve colher 7,1 milhões de toneladas. "O número é bem próximo ao registrado na safra anterior, de 7,239 milhões de toneladas – o que comprova que o arroz gaúcho é suficiente para abastecer o mercado brasileiro, sendo desnecessária a importação do grão", disse o Irga, em nota, na semana passada. Preço do arroz subsidiado Questionado sobre por que o governo decidiu vender o arroz por, no máximo, R$ 4 o quilo, o diretor-Executivo de Política Agrícola e Informações da Conab Silvio Porto disse que o produto tem sido um dos componentes que tem contribuído para elevar a inflação de alimentos. "Se nós pegarmos os parâmetros de preços do varejo, antes do problema climático no Rio Grande do Sul, o que nós podemos dizer é que estava em torno de R$ 25 a saca de 5 quilos, de uma forma média no mercado, pegando as marcas mais comuns. Nós estabelecemos um deságio [desconto] de 20% a partir desse parâmetro e chegamos a esse valor de R$ 4 por quilo", explicou. Oeste Paulista registra aumento no preço do quilo do arroz Preço do arroz sobe após enchentes no Rio Grande do Sul
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29/05 - Congresso remaneja emendas de comissão e abre R$ 2,8 bilhões em créditos para Saúde e Desenvolvimento Regional
Oposição criticou e disse que texto serviria de arranjo para 'balcão de negócios' no Congresso; Comissão de Educação, de Nikolas Ferreira, perdeu toda a verba. Projeto vai à sanção. O Congresso Nacional aprovou, em sessão conjunta, nesta quarta-feira (29) um projeto que remaneja recursos indicados por comissões permanentes do Congresso para abrir um crédito suplementar de R$ 2,8 bilhões no Orçamento de 2024. O dinheiro, antes alocado em diversas pastas, será realocado para programas dos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Regional, em especial a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Segundo parlamentares, o projeto tem o objetivo de liberar recursos carimbados como emendas de comissão. O texto foi aprovado pela Câmara por 330 votos a 69. Em votação no Senado, o placar foi de 53 a 5. Agora, o texto seguirá para sanção do presidente Lula. A medida foi aprovada em meio a críticas de parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que questionavam os critérios de remanejamento e a pertinência da proposta. Após o STF declarar a inconstitucionalidade das emendas de relator – que ficaram conhecidas como Orçamento Secreto — deputados e senadores articularam o remanejamento dessas verbas para outros mecanismos. PT lidera ranking dos partidos que mais receberam emendas na Câmara, seguido de MDB e União Uma das alternativas encontradas foi turbinar o montante das emendas de comissão. Em 2022, por exemplo, o valor autorizado para essas emendas foi de R$ 329,4 milhões. Em 2023, chegou a R$ 6,9 bilhões e em 2024 é de cerca de R$ 15 bilhões. “Aqui a gente está tratando de emenda de comissão. Essa emenda de comissão não é a comissão temática que tem dinheiro, na Comissão de Saúde, e as comissões destinam esse dinheiro. Isso aqui é o balcão de negócios do Congresso, é o orçamento secreto, é a compra de apoio”, afirmou a deputada Adriana Ventura (Novo-SP). Já o líder da maioria no Congresso, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que os recursos são imprescindíveis para realizar as políticas públicas nos municípios e orientou voto favorável ao projeto. “É importante a gente desmistificar as coisas. Às vezes, você por ter receio de discutir determinados temas a gente termina criando celeumas desnecessaáias”. Presidente da Comissão de Educação da Câmara, o deputado Nikolas Ferreiras (PL-MG) criticou a reorganização dos recursos no Orçamento e apontou que o seu colegiado seria um dos mais prejudicados pela proposta. Ao todo, o Orçamento de 2024 destinou cerca de R$ 180 milhões à Comissão de Educação. Com o projeto, no entanto, as indicações feitas pelo colegiado serão canceladas e passarão a suplementar o dinheiro atribuído à Funasa e ao Dnocs.
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29/05 - Aliança liderada pela 99 dobra meta de carros elétricos e passa a incluir motos
Grupo de empresas, que inclui Raízen, Movida, BYD e outras, já teria injetado R$ 245 milhões em iniciativa. Raul Zito/ G1 Um grupo de empresas interessadas na expansão do transporte urbano com veículos eletrificados no Brasil ampliou objetivos depois de ter um desempenho melhor do que o esperado desde o lançamento em 2022, afirmou nesta quarta-feira a 99, líder da iniciativa. A aliança inclui empresas como a distribuidora de combustíveis Raízen, a locadora de veículos Movida e a montadora chinesa BYD, entre outras. Em 2022, o grupo tinha previsto alcançar 10 mil carros elétricos conectados ao aplicativo de transporte urbano da 99 até 2025. Mas, com os números tendo avançado mais rápido do que o previsto, as companhias dobraram o volume para 20 mil. (entenda mais abaixo) Mas para além de dobrar a meta de carros elétricos na plataforma da 99, a aliança também anunciou a inclusão de motos eletrificadas para mototáxi na iniciativa, em parceria com duas montadoras nacionais, Vammo e Riba, além de ter incluído o aplicativo de entrega de comida iFood no grupo. "A 99Moto é o negócio que mais cresce na indústria no Brasil nos últimos dois ou três anos. Somos líderes absolutos no segmento com 3,6 mil cidades cadastradas. Tem potencial de crescimento muito grande", disse Thiago Hipolito, diretor sênior de inovação da 99, em entrevista à Reuters. Segundo o executivo, o motivo de o grupo de empresas só agora ter incluído as motos eletrificadas na iniciativa é a evolução da tecnologia. De acordo com Hipolito, dois anos atrás não havia modelos no Brasil com autonomia capaz de levar garupa para um serviço de mototáxi. Ainda segundo o executivo, com a melhora tecnológica no segmento, o mototaxista pode ter uma economia de R$ 600 por mês com uma moto elétrica ante uma de motor a combustão. "Eles rodam 5 mil quilômetros por mês", afirmou. Carros elétricos e híbridos têm alta de 200% na Grande SP Dobrando a meta Com os bons resultados da iniciativa, Hipolito afirmou que o grupo de empresas acabou dobrando a meta prevista anteriormente. "Hoje estamos mais rápido do que imaginávamos. O objetivo era 3,5 mil este ano e estamos agora em 4,1 mil. Revisamos para 8 mil neste ano e 20 mil ano que vem", disse Thiago Hipolito, diretor sênior de inovação da 99, em entrevista à Reuters. A companhia, controlada pela chinesa Didi, não revelou o investimento específico feito na aliança. Segundo Hipolito, no entanto, o grupo de empresas já teria injetado R$ 245 milhões na iniciativa só nos últimos dois anos. Considerando o investimento total da 99 em inovação — que inclui outros projetos — a programação prevê R$ 250 milhões até 2025. O aumento da meta ocorre em um momento em que o Brasil se tornou o maior mercado de carros elétricos e híbridos da China, superando a Bélgica. Em abril, as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in da China para o Brasil aumentaram 13 vezes em relação ao ano anterior, atingindo 40.163 unidades. Com isso, o país seguiu como o maior mercado para as montadoras chinesas pelo 2º mês consecutivo, de acordo com dados da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA). Em janeiro, o Brasil era o 10º maior mercado de exportação de carros eletrificados chineses. Aumento de impostos Em janeiro, o governo federal aumentou o Imposto de Importação de veículos elétricos. O processo será gradual e deve se estender até meados de 2026, quando o tributo chegará a 35%. Segundo Hipolito, o aumento do imposto não será um problema para a aliança. "Para contornar o Imposto de Importação vamos ter fábrica local", disse o executivo, referindo-se aos centros de produção da BYD na Bahia e da GWM em São Paulo. "Nosso nicho [...] se encaixa com a produção local começando a partir deste ano. Achamos que o imposto pudesse ser um problema, mas com a evolução das estratégias e da tecnologia, não vai ser", acrescentou Hipolito, mencionando a queda nos preços dos veículos elétricos desde 2022 e a maior disponibilidade de modelos no país. No lançamento da aliança, em 2022, o grupo teve dificuldade para encontrar 50 motoristas do aplicativo dispostos a encarar a locação do modelo elétrico Leaf, da Nissan, que custava quase R$ 300 mil. "Hoje o número de carros [elétricos] tem crescido mais rápido do que imaginávamos", disse Hipolito. A autonomia do Leaf não atingia os 200 km, ante os mais de 300 km alcançados por um BYD Dolphin, que custa mais barato. Dolphin é o carro elétrico mais eficiente do Brasil BYD/Divulgação Com isso, a aliança da 99 está trazendo mais carros elétricos da BYD. Um total de 200 unidades do Dolphin serão importadas e disponibilizadas para locação a motoristas do aplicativo, por meio da parceria da aliança com o grupo brasileiro Osten, disse o executivo. Hipolito evitou mencionar cifras da operação, mas o principal objetivo da 99 no incentivo aos carros elétricos é o engajamento dos motoristas com a plataforma. "Engajamento nessa indústria custa muito dinheiro", afirmou. "É a nossa principal métrica." Segundo ele, um carro elétrico para um motorista de aplicativo reduz em 80% o custo operacional ante um modelo a combustão. Além dos carros da parceria com a Osten, a 99 incluiu na aliança o braço de locação de veículos elétricos da Renault no Brasil, a Mobilize, que vai disponibilizar também este ano 100 Leafs e 100 compactos Kwid a motoristas do aplicativo. A 99 cobra uma comissão máxima de 19,99% no mês dos motoristas — mas no caso dos que dirigem o modelo Dolphin Mini a empresa cortou a taxa para 9,99%, também como forma de incentivar a adoção de carros elétricos na plataforma. "O elétrico para algumas situações [como motorista de aplicativo] é mais eficiente. O motorista roda numa área 100% urbana e não precisa de viagens longas", disse o executivo ao ser questionado sobre a meta de 10 mil estações de recarga até 2025 no Brasil que foi mantida pela aliança. "Por isso, se concentrar a infraestrutura de recarga numa área relativamente pequena resolve o problema." No Brasil, a principal rival da 99 é a norte-americana Uber.
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29/05 - Número de pousos e decolagens na Base de Canoas vai dobrar a partir de 10 de junho, diz ministro
Base Aérea de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre Reprodução/RBS TV A Base Aérea de Canoas irá dobrar a oferta de voos a partir do dia 10 de junho, passando dos atuais 35 pousos e decolagens semanais para 70, informou ao blog o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Costa Filho está no Rio Grande do Sul e deve anunciar a ampliação ao lado dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Paulo Pimenta, que é ministro especial para centralizar demandas para o Rio Grande do Sul. A decisão de dobrar os voos em Canoas ocorreu a partir de avaliação com a Força Aérea Brasileira (FAB), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e empresas aéreas. Há uma dificuldade de realizar voos noturnos, mas uma estrutura de iluminação e sinalização será parte de um conjunto de obras de melhorias no terminal. As medidas têm como meta atender à demanda de passageiros que procuram voos para Porto Alegre e região metropolitana. Ainda segundo Costa Filho, na próxima semana, já devem ser realizados os primeiros testes para avaliar as condições da pista do Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, interditado em razão das inundações na capital gaúcha. Base Aérea de Canoas estuda receber voos internacionais
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29/05 - Sam Altman, 'pai' do ChatGPT, diz que vai doar maior parte de sua fortuna para caridade
Bilionário afirma que seu objetivo é concentrar suas doações para promover o desenvolvimento de 'tecnologias que ajudem a criar abundância para as pessoas'. O valor, porém, não foi revelado. Pouco se sobre a fortuna exata de Sam Altman Getty Images O Giving Pledge, um movimento global de bilionários para dar destino social ao patrimônio que acumularam, anunciou que Sam Altman, cofundador da empresa por trás do ChatGPT, prometeu doar maior parte de sua fortuna para caridade. O bilionário diz que quer concentrar as suas doações filantrópicas na "tecnologia que ajuda a criar abundância para as pessoas", segundo a agência Associated Press. O valor, no entanto, não foi revelado. Em uma carta assinada junto de seu marido, Oliver Mulherin, Altman diz que "não estaríamos fazendo essa promessa se não fosse pelo trabalho árduo, brilhantismo, generosidade e dedicação para melhorar o mundo de muitas pessoas que construíram a estrutura da sociedade que nos permitiu chegar aqui". O fundador da Microsoft, Bill Gates, sua ex-esposa, Melinda French Gates, e o investidor bilionário Warren Buffett fundaram o Giving Pledge em 2010 para promover uma cultura de filantropia entre as pessoas mais ricas do mundo para resolver problemas urgentes. Mais de 240 signatários de 30 países comprometeram-se a doar a maior parte da sua riqueza a instituições de caridade, embora os críticos argumentem que há pouca supervisão para garantir que os membros da comunidade cumpram os seus votos. LEIA TAMBÉM: 'Ganho mais de R$ 20 mil por mês'; 'Entrei crua e foi difícil no início': como é trabalhar na área da inteligência artificial Vale a pena trabalhar com inteligência artificial? Dá dinheiro? Veja dicas de brasileiros que já estão na área 'Cobras são mamíferos' e 'gatos na lua': Google é criticado após erros em respostas geradas por IA O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024 Conheça o GPT-4o, novo modelo de IA usado pelo ChatGPT
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29/05 - Compras internacionais de US$ 50: entenda o que muda caso o fim da isenção seja aprovado
Projeto que acaba com a isenção do tributo foi aprovado pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (28). Medida ainda vai passar pelo Senado. Compra no exterior de até US$ 50 terá taxa de 20% A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) um projeto que acaba com a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50. A medida foi incluída no projeto que cria o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que visa criar incentivos para estimular a indústria de veículos sustentáveis. O projeto, agora, vai ao Senado Federal. (entenda mais abaixo) Os debates sobre a taxação de compras internacionais vêm acontecendo desde o ano passado e, mais recentemente, chegaram até a gerar um bate-boca entre parlamentares e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Entenda o que muda para o consumidor e veja a cronologia dos debates sobre o tema. Como é a cobrança do imposto atualmente? Como ficaria a cobrança de tributos com as novas regras? Como tudo aconteceu? Taxa nas importações de até US$ 50 gera bate-boca entre Haddad e deputado Como é a cobrança do imposto atualmente? Desde agosto do ano passado, o governo vinha isentando as compras internacionais feitas na internet de até US$ 50. A medida foi implementada por uma portaria publicada em junho pelo Ministério da Fazenda. De acordo com as regras, as empresas que aderissem ao programa Remessa Conforme, da Receita Federal, e recolhessem o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estariam isentas da cobrança. O programa do Fisco também estabelecia uma série de critérios que as empresas do comércio eletrônico devem seguir, tais como: O repasse dos impostos cobrados; O detalhamento de informações sobre valores de impostos, tarifas postais e demais despesas para o consumidor; Os pacotes enviados ao consumidor devem conter, de maneira visível e no campo do remetente, a marca e o nome da empresa vendedora; O combate ao descaminho e ao contrabando; O recolhimento de ICMS, atualmente com uma alíquota de 17%. Como ficaria a cobrança de tributos com as novas regras? Agora, caso o projeto seja aprovado sem mudanças, a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 deve acabar. Em seu lugar, um imposto de 20% sobre as vendas deverá ser cobrado. Para compras acima de US$ 50, o Imposto de Importação de 60% continuará valendo. O valor reduzido para compras internacionais de até US$ 50 foi definido por um acordo entre o Congresso e o governo federal. A medida foi incluída no projeto que cria o programa Mover pelo relator, o deputado Átila Lira (PP-PI). Em sua justificativa, o deputado afirmou que a isenção tem “preocupado a indústria nacional”. “Propomos revogar a possibilidade de importações via remessa postal que hoje estão isentas, para não gerar desequilíbrio com os produtos fabricados no Brasil, que pagam todos os impostos e sofrem com a concorrência desleal de produtos isentos do exterior”, disse. A Secretaria da Receita Federal informou que a isenção para compras internacionais de até US$ 50, se mantida pelo governo federal, resultaria em uma "perda potencial" de arrecadação de R$ 34,93 bilhões até 2027. Como tudo aconteceu? As discussões sobre como o governo deve taxar as compras internacionais vêm acontecendo desde o ano passado. À época, o governo tentou retirar a isenção para compras de até US$ 50 — que valia apenas para remessas internacionais entre pessoas físicas —, sob o pretexto de que varejistas do exterior se usavam disso para burlar o Fisco. A iniciativa teve uma má repercussão e, após idas e vindas, o governo decidiu criar o programa Remessa Conforme. Em suma, as varejistas que se cadastrassem no programa pagariam apenas o recolhimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passou a ser de 17% para todo o país. A decisão foi mal-recebida pela indústria e pelo varejo domésticos, que continuamente diziam que a medida trazia um desequilíbrio de competitividade. Entenda, agora, a cronologia dos fatos: 11 de abril de 2023 Em abril do ano passado, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal anunciaram a extinção da isenção para o comércio internacional entre pessoas físicas. A decisão foi reafirmada ao g1 três dias depois, em 14 de abril, pela Casa Civil da Presidência da República e pela Fazenda. Isso porque, segundo o governo, a isenção de transações internacionais de até US$ 50 entre pessoas físicas vinha sendo usada de maneira irregular por varejistas internacionais. Ainda de acordo com as pastas, essas empresas estariam se “disfarçando” de pessoas físicas para enviarem encomendas de forma fracionada para compradores brasileiros. O objetivo seria não pagar o Imposto de Importação (de 60%), cobrado de todas as compras de importados. 18 de abril de 2023 Com a má repercussão da medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu o recuo da decisão, tendo solicitado à equipe econômica que buscasse resolver a questão de forma administrativa, com reforço na fiscalização. Em conversa com jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad ressaltou que a isenção era apenas para pessoas físicas e que o governo buscaria formas para aumentar a fiscalização e taxar empresas que burlassem as regras para receber o benefício de forma irregular. "O presidente nos pediu ontem para tentar resolver isso do ponto de vista administrativo. Ou seja, coibir o contrabando. Nós sabemos aí que tem uma empresa que pratica essa concorrência desleal, prejudicando todas as demais empresas, tanto do comércio eletrônico quanto das lojas que estão abertas aí, sofrendo a concorrência desleal dessa empresa", disse Haddad à época. 30 de junho de 2023 Em junho, a Fazenda publicou uma portaria com as novas regras para compras internacionais feitas pela internet. Pela norma, o governo deixaria de cobrar o Imposto de Importação de compras on-line desde que as empresas aderissem ao programa Remessa Conforme, da Receita Federal. Em suma, quem se cadastrasse pagaria apenas o recolhimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado em compras feitas em plataformas online de varejistas internacionais, que passou a ser de 17% para todo o país. Pela portaria, empresas que não cumprissem com as novas regras do governo continuariam sendo taxadas pelo Imposto de Importação de 60%. 1º de agosto de 2023 As normas de isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 para as empresas que aderissem ao Remessa Conforme passaram a valer em agosto de 2023. À época, especialistas disseram em entrevistas ao g1 que os consumidores poderiam sentir algumas diferenças nos preços com o novo programa. Nas compras abaixo de US$ 50, por exemplo, apesar da isenção da taxa de importação, a incidência do ICMS, com alíquota de 17% — que muitas vezes não acontecia devido à dificuldade de fiscalização por parte da Receita —, ainda pode trazer impactos nos preços. Já no caso das compras acima de US$ 50, embora a tributação continue a mesma, a expectativa é que as regras de conformidade do novo programa mitiguem a sonegação de impostos, de maneira que empresas que antes usavam artifícios para driblar a cobrança, não conseguirão mais fazê-lo — o que também pode resultar em um eventual aumento de preços. Relembre o lançamento no vídeo abaixo. Compras internacionais de US$ 50: novas regras passam a valer nesta terça (1º) 2 de outubro de 2023 Em outubro, o g1 mostrou que clientes sentiram diferença no tempo de entrega de encomendas internacionais com as novas medidas — o que incentivava a aquisição de produtos vindos do exterior. A rapidez se dava porque a prestação de contas tributárias à Receita Federal era feita de forma antecipada, reduzindo os processos após a chegada dos pacotes, de forma que o Fisco só precisava fazer as checagens de segurança antes de liberar o envio. A medida continuou a trazer críticas por parte da indústria e do varejo nacionais. À época, a Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings (Ablos), por exemplo, afirmou que a medida trazia "muitos danos" ao país, reiterando que a "falta de isonomia tributária dos varejistas brasileiros com a isenção de impostos para as plataformas de marketplace estrangeiras teriam um impacto significativo no aumento do desemprego do setor". "Essa disparidade cria uma competição desleal entre os varejistas nacionais e estrangeiros, resultando em consequências negativas para a economia brasileira”, disse a associação em posicionamento divulgado na época. 29 de novembro de 2023 Em novembro, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chegou a dizer que o "próximo passo" do programa Remessa Conforme seria reinstaurar o imposto de importação para varejistas estrangeiras. "Foi feito o trabalho nas plataformas digitais para formalização dos importados, já começou a tributação de ICMS e o próximo passo é o imposto de importação, mesmo para os com menos de US$ 50", disse Alckmin à época. As falas voltaram a gerar uma repercussão negativa, o que fez com que o assunto esfriasse novamente. 22 de maio de 2024 Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que participou de uma audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, afirmou que o programa Remessa Conforme serviu para dar transparência ao problema de entrada de produtos que burlavam a Receita Federal. Haddad também indicou que a decisão de retomar as taxas será tomada em debate com o Congresso e com base em evidências. "O Remessa Conforme é para dar transparência para o problema. Saber quantos pacotes estão entrando, quanto custa, quem está comprando, para dar transparência para vocês tomarem a decisão. Tem que ter a coragem de tomar a decisão. Mas antes de tomar a decisão tem que se debruçar sobre o que está acontecendo no país", disse durante a audiência. Sua participação chegou até a gerar um bate-boca do ministro com o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), que questionou a linha do PT de aumentar a arrecadação por meio de alta de tributos, e afirmou que teria havido uma briga entre deputados do PT e o governo na última semana sobre o assunto. Lula diz que 'tendência é vetar' possível fim da isenção a compras internacionais 23 de maio de 2024 No dia seguinte à participação de Haddad na audiência pública, o presidente Lula afirmou que a tendência no governo era vetar a retomada do imposto federal sobre importações de até US$ 50, se a volta da tributação for aprovada pelo Congresso Nacional. Ele afirmou, no entanto, que estava aberto a negociações. "Eu só me pronuncio nos autos do processo (risos). A tendência é vetar, mas a tendência também pode ser negociar", afirmou Lula a jornalistas no Palácio do Planalto. 28 de maio de 2024 Após dias de negociação, o comando da Câmara dos Deputados fechou acordo com o governo federal para que o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 fosse de 20% – bem menor que os 60% cobrados para compras superiores a esse valor. Os 20% foram aceitos pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com a contrapartida de que Lula não vete a proposta. Com isso, a Câmara dos deputados votou e aprovou o projeto na última terça-feira (28).
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29/05 - Criação de empregos formais no Brasil tem alta de 32% em abril, com saldo de 240 mil novas vagas
Dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho. Nos quatro primeiros meses deste ano, 958 mil vagas com carteira assinada foram criadas, aumento de 33,3% em relação ao mesmo período em 2023. Carteira de trabalho Heloise Hamada/G1 O Brasil gerou 240 mil empregos formais em abril deste ano, informou nesta quarta-feira (29) o Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em abril: 2,27 milhões de contratações; 2,02 milhões de demissões. O resultado representa melhora de 32% em relação a abril do ano passado, quando foram criados 181,7 mil empregos com carteira assinada (valor ajustado). IBGE: desemprego vai a 7,5% no trimestre terminado em abril Segundo o Ministério do Trabalho, a geração de vagas com carteira assinada também é a maior, para meses de abril, desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020. Veja os resultados para os meses de abril: 2020: 981,6 mil vagas fechadas 2021: 90,1 mil empregos criados 2022: 205,6 mil vagas abertas A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada, porque o governo mudou a metodologia. Tragédia no Rio Grande do Sul O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que as enchentes no Rio Grande do Sul devem afetar a geração de empregos formais a partir de junho deste ano, mas acrescentou que o governo está tomando medidas para uma retomada rápida de uma “vida normal” para as pessoas, e para a economia da região. “Vai ter impacto seguramente no emprego no estado, e no geral do país. Ao mesmo tempo, as ações tomadas devem ter uma reação, depois de consolidadas, um impacto positivo na retomada especialmente na indústria de construção, venda de materiais de construção. Calcula-se a necessidade de 70 mil novas habitações serem construídas, escolas terão de ser reconstruídas, unidades de saúde. E recuperação de estradas, já em processo", disse o ministro. Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 958,4 mil empregos formais foram criados no país nos quatro primeiros meses deste ano. O número representa alta de 33,3% na comparação com o mesmo período de 2023, quando foram criadas 718,6 mil vagas com carteira assinada. O resultado também foi o maior registrado para esse período desde o início da série histórica do novo Caged, em 2020. Ao final de abril de 2024, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 46,47 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa aumento na comparação com março deste ano (45,23 milhões) e com abril de 2023 (44,77 milhões). G1 no Bom Dia DF: Veja dicas para fazer um bom currículo na busca pelo primeiro emprego Setores Os números do Caged de março de 2024 mostram que foram criados empregos formais nos cinco setores da economia. O maior número absoluto foi no setor de serviços. Regiões do país Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas regiões do país no mês passado. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.126,16 em abril deste ano, o que representa alta real (descontada a inflação) em relação a março de 2024 (R$ 2.089,20). Na comparação com abril de 2023, também houve crescimento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.080,73. Caged x Pnad Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad). Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil encerrou o trimestre terminado em março com taxa de desemprego em 7,9%. Com os resultados, o número absoluto de desocupados cresceu 6,7% contra o trimestre anterior, atingindo 8,6 milhões de pessoas.
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29/05 - Dólar fecha em alta e encosta em R$ 5,21, com dados econômicos no radar; Ibovespa cai
Na terça-feira (28), o Ibovespa fechou em queda de 0,58%, aos 123.780 pontos. Já a moeda norte-americana caiu 0,35%, cotada a R$ 5,1534. Cédulas de dólar bearfotos/Freepik O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (29), à medida que investidores repercutem novos dados macroeconômico no Brasil e continuam a monitorar sinais sobre a política monetária no mundo. Por aqui, a taxa de desemprego no Brasil foi de 7,5% no trimestre encerrado em abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, informações do Banco Central (BC) apontaram que a dívida pública subiu para 76% do Produto Interno Bruto (PIB). (entenda mais abaixo) Na agenda, indicadores internacionais também ficam no radar, bem como eventuais falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), opera em queda. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar O dólar fechou em alta de 1,07%, cotado em R$ 5,2083. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,2107. Veja mais cotações. Na terça-feira, a moeda norte-americana caiu 0,35%, cotada a R$ 5,1534. Com o resultado, acumulou: queda de 0,27% na semana; perdas de 0,76% no mês; ganho de 6,20% no ano. Ibovespa O Ibovespa fechou em queda de 0,87%, aos 122.707 pontos. Na terça-feira, o índice encerrou com um avanço de 0,15%, aos 124.496 pontos. Com o resultado, acumulou quedas de: 0,42% na semana; 1,70% no mês; 7,75% no ano. Entenda o que faz o dólar subir ou descer DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? As atenções dos investidores ficam voltadas para dados nacionais e internacionais nesta véspera de feriado no Brasil. Por aqui, o destaque fica com a taxa desemprego brasileira, divulgada pelo IBGE. Segundo a Pnad, o indicador foi a 7,5% no trimestre encerrado em abril, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, encerrado em janeiro, e uma queda de 1 ponto percentual (p.p.) em comparação a igual período de 2023 (8,5%). Esse é o melhor resultado para esse trimestre móvel desde 2014 (7,2%) e vem abaixo das projeções do mercado financeiro (7,8%). Com os resultados, o número absoluto de desocupados não teve alteração relevante contra o trimestre anterior, atingindo 8,2 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 9,7%. Ainda sobre emprego, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil gerou 240 mil empregos formais em abril deste ano. O resultado representa melhora de 32% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram criados 181,7 mil empregos com carteira assinada (valor ajustado). Além disso, o quadro fiscal do país continua no radar. Nesta quarta-feira, o Banco Central (BC) informou que as contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário (receitas maiores que despesas) de R$ 6,7 bilhões em abril deste ano. Esse foi o segundo saldo positivo seguido. Apesar disso, no entanto, a dívida pública subiu para 76% do PIB em abril (R$ 8,4 trilhões), no maior patamar em dois anos. O reequilíbrio das contas públicas é considerado importante pelo mercado financeiro para evitar uma disparada da dívida brasileira – indicador que é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco. Na agenda, o mercado também repercute a aprovação, por parte da Câmara dos Deputados, do projeto que acaba com a isenção do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. Em seu lugar, uma alíquota de 20% será cobrada. Para compras acima de US$ 50, o tributo de 60% continuará valendo. Compras internacionais de US$ 50: entenda o que muda caso o fim da isenção seja aprovado Nesse caso, o foco também fica com o fiscal. Recentemente, por exemplo, a Secretaria da Receita Federal informou que a isenção para compras internacionais de até US$ 50, se mantida pelo governo federal, resultaria em uma "perda potencial" de arrecadação de aproximadamente R$ 35 bilhões até 2027. Já no exterior, as atenções continuam voltadas para os juros básicos das economias desenvolvidas. A principal expectativa fica com a divulgação de uma série de dados de inflação, com foco para o índice PCE dos EUA — medida preferida de preços do Fed — e para a leitura de inflação da zona do euro, na sexta-feira (31). Os dados podem sinalizar a perspectiva para o início de um ciclo de afrouxamento monetário no Fed e no Banco Central Europeu. A manutenção da taxa de juros nos EUA tem ajudado a valorizar o dólar, deixando-o mais interessante para investidores globais. Nas últimas semanas, autoridades do banco central norte-americano têm reforçado que precisam avaliar mais dados para ganhar confiança de que a inflação no país está a caminho da meta de 2%, sem indicar quando a instituição pode começar a cortar sua taxa de juros. Na terça-feira, o presidente da distrital do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse em uma entrevista à emissora CNBC que a instituição deve esperar por um progresso significativo na inflação antes de reduzir os juros, abrindo a porta para até mesmo elevar a taxa básica caso os preços não desacelerem ainda mais. Operadores começaram o ano esperando cortes de juros pelo Fed já em março, mas reduziram as expectativas para um corte de 25 pontos-base somente em novembro ou dezembro, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. *Com informações da agência de notícias Reuters
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29/05 - Desemprego vai a 7,5% no trimestre terminado em abril, diz IBGE
Desocupação atinge 8,2 milhões de pessoas. É o melhor resultado para este trimestre móvel desde 2014 (7,2%). Números de trabalhadores com e sem carteira assinada batem recorde. Taxa de desemprego fica em 7,5% no trimestre terminado em abril A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,5% no trimestre encerrado em abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em janeiro, houve estabilidade na desocupação, que era de 7,6%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8,5%. Trata-se do melhor resultado para este trimestre móvel desde 2014 (7,2%) e vem abaixo das projeções do mercado financeiro (7,8%). Com os resultados, o número absoluto de desocupados não teve alteração relevante contra o trimestre anterior, atingindo 8,2 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 9,7%. No trimestre encerrado em abril, também houve estabilidade na população ocupada, estimada em 100,8 milhões de pessoas. No ano, o aumento foi de 2,8%, com mais 2,8 milhões de pessoas ocupadas. De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, os números revelam "uma manutenção da tendência de redução da taxa de desocupação do país, que vem sendo observada desde 2023". "É interessante notar que a entrada de abril já interrompeu um movimento de expansão da taxa de desocupação que foi visto no primeiro trimestre por questões sazonais. O retorno de segmentos da educação e a reversão das perdas de vagas no comércio trazem o indicador para a estabilidade", diz Beringuy. O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 57,3%, mesmo percentual do trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta é de 1,1 p.p. Já o número de pessoas dentro da força de trabalho (soma de ocupados e desocupados), teve alta de 1,8%, estimado em 109 milhões. A população fora da força totalizou 66,8 milhões, estável em relação ao período anterior. Veja os destaques da pesquisa Taxa de desocupação: 7,5% População desocupada: 8,2 milhões de pessoas População ocupada: 100,8 milhões População fora da força de trabalho: 66,8 milhões População desalentada: 3,5 milhões Empregados com carteira assinada: 38,188 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões Trabalhadores por conta própria: 25,5 milhões Trabalhadores domésticos: 5,9 milhões Trabalhadores informais: 39 milhões Taxa de informalidade: 38,7% Flourish - visualisation/13577753?1142165 Carteira assinada e sem carteira batem recorde Com o número de ocupados em patamares altos, acima dos 100 milhões de brasileiros, o IBGE registrou recordes nos números de trabalhadores com e sem carteira assinada. O número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) chegou a 38,188 milhões, o maior contingente da série histórica da pesquisa, iniciada 2012. Em relação ao trimestre anterior, houve estabilidade estatística. Mas registrou alta de 3,8% contra o mesmo período de 2023, o que acrescenta 1,4 milhão de pessoas ao grupo. Já o número de empregados sem carteira no setor privado ficou em 13,6 milhões de pessoas no trimestre, também recorde da série histórica. Da mesma forma, houve estabilidade no trimestre e crescimento de 6,4% contra abril do ano passado, somando mais 813 mil pessoas. Entre todos os informais, houve uma pequena variação para baixo (-0,5%) no trimestre, chegando a 39 milhões de trabalhadores. A taxa de informalidade foi, então, a 38,7% contra 39% no trimestre anterior. A taxa de subutilização, que faz a relação entre desocupados, quem poderia trabalhar mais e quem não quer trabalhar com toda a força de trabalho, segue em tendência de baixa. São 20,1 milhões de pessoas subutilizadas no país, o que gera uma taxa de 17,4% de subutilização. Esse é o menor número desde 2015. Ela registra estabilidade contra o trimestre anterior e queda de 1 p.p. na comparação anual. De acordo com Adriana Beringuy, do IBGE, o país segue observando um aumento geral no número de trabalhadores, sobretudo na condição de empregado, que mantém o mercado de trabalho aquecido e os rendimentos médios em alta. "A informalidade é muito significativa na composição da população ocupada, mas, nos últimos trimestres, ela tem ficado estável e o ramo que tem crescido é dos trabalhadores formais", diz. Rendimento segue em alta O rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior, e passou a R$ 3.151. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,7%. Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 313,1 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado teve variação inexpressiva frente ao trimestre anterior, e cresceu 7,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Carteira de trabalho Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas
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29/05 - Contas públicas têm superávit em abril, mas dívida avança para 76% do PIB, nível mais alto em dois anos
Informações foram divulgadas nesta quarta pelo Banco Central. Saldo positivo do governo federal foi de R$ 8,76 bilhões no mês. Estados e municípios ficaram no vermelho. As contas do setor público consolidado apresentaram um superávit primário de R$ 6,7 bilhões em abril deste ano, informou o Banco Central do Brasil nesta quarta-feira (29). Foi o segundo saldo positivo seguido. O superávit primário acontece quando as receitas com impostos ficam acima das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Em caso contrário, há déficit. O resultado engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Apesar do saldo positivo no mês passado, a dívida pública subiu para 76% do PIB em abril (R$ 8,4 trilhões). É o maior patamar em dois anos (leia mais aqui). De acordo com o BC, o superávit de abril das contas públicas foi assegurado pelo desempenho das contas do governo federal, pois os estados, municípios e estatais ficaram no vermelho no mês passado. Veja abaixo: governo federal registrou superávit de R$ 8,76 bilhões em abril; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 1,38 bilhão; empresas estatais apresentaram saldo negativo de R$ 698 milhões. Índice de atividade econômica do Banco Central foi negativo no mês de março Parcial do ano e meta fiscal Nos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo o BC, as contas públicas registraram um superávit de R$ 61,3 bilhões, ou 1,65% do PIB, contra um resultado positivo de R$ 78,7 bilhões (2,26% do PIB) no mesmo período do ano passado. Para 2024, a meta fiscal, fixada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é de um déficit de até R$ 13,31 bilhões para as contas do setor público consolidado (governo, estados, municípios e empresas estatais). A meta é zerar o déficit para as contas do governo federal. Porém, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas). Ou seja, pode haver variação de até R$ 28,75 bilhões, para cima ou para baixo, em relação ao objetivo. Com isso, o setor público pode apresentar um resultado negativo de até R$ 42,07 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida. Dívida pública A dívida do setor público consolidado registrou alta de 0,3 ponto percentual do PIB no último mês, passando de 75,7% do PIB, em março deste ano, para 76% do PIB em abril – o equivalente a R$ 8,4 trilhões. O atual patamar é o mais alto desde abril de 2022 – quando somou 76,3% do PIB. Ou seja, é o maior nível em cerca de dois anos. Governo e mercado veem dívida pública em tendência de alta; entenda efeitos na economia e comparação com outros países O reequilíbrio das contas públicas é considerado importante pelo mercado financeiro para evitar uma disparada da dívida brasileira – indicador que é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco. No governo Lula, a dívida pública avançou 4,3 pontos percentuais, pois estava em 71,7% do PIB no fechamento do ano de 2022. A gestão petista aprovou, no fim de 2022, a PEC da transição, e depois o arcabouço fiscal (a nova regra para as contas públicas). As regras ampliaram em cerca de R$ 170 bilhões em gastos públicos por ano, recursos destinados a áreas como saúde, educação, investimentos e emendas parlamentares. De acordo com o BC, o crescimento da dívida em abril está relacionado com as despesas com juros e da desvalorização do real frente ao dólar. Mesmo com o arcabouço fiscal, os analistas do mercado financeiro estimaram, de acordo com pesquisa do Banco Central, que a dívida pública brasileira deve atingir 86% do PIB em 2033. Para o governo, a dívida avançará até 79,7% do PIB em 2027 (cenário base), mas há possibilidade de que atinja 90,1% do PIB em 2028 (caso as previsões para as contas públicas e para o PIB sejam piores). Os números estão na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025.
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29/05 - Festa junina já foi chamada de 'joanina' em homenagem ao santo católico
Com origem nas festividades pagãs europeias que celebravam o dia mais longo do ano, celebração começou com o intuito de pedir proteção para a colheita; saiba mais ouvindo o podcast 'De onde vem'. Está chegando a época mais esperada do ano para muitos brasileiros amantes de comidas típicas: a festa junina. Mas você sabia que essa tradição tem raízes lá na Europa? No século 16, os europeus aproveitavam o solstício de verão, que é o dia mais longo do ano, em 21 de junho, para fazer uma grande comemoração para afastar maus espíritos e pedir proteção para a colheita. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, trouxeram essa festa na bagagem. Inicialmente, ela era conhecida como "festa joanina", em homenagem a São João. O santo católico continua sendo comemorado no mês, assim como São Pedro e Santo Antônio, o "casamenteiro". O podcast "De onde vem o que eu como" conta esta história e também a origem da quadrilha. 🎧OUÇA o episódio acima e aprenda ainda uma receita de curau, já que o milho costuma ser o destaque das mesas juninas 🌽 Festa junina; bandeirinhas de São João; balão de festa junina Agita Pirenópolis/Reprodução Milho, amendoim e mandioca: estrelas da festa Pipoca, pamonha, bolo... O milho não se sobressai só em junho. O alimento domesticado há mais de 10 mil anos faz parte da base alimentar dos povos das Américas. Até hoje ele ocupa uma posição de destaque na agricultura brasileira: é o grão mais cultivado depois da soja. Além de versátil e saboroso, ele tem um valor nutricional significativo, sendo fonte importante de carboidratos, fibras e compostos bioativos. Milho e pratos com milho como cural e pamonha. Divulgação Também destaque nas festas juninas, o amendoim é originário da América do Sul. O estado de São Paulo concentra 93% da produção nacional. E o Brasil é o quinto país que mais exporta amendoim em grão; a Índia e os Estados Unidos são os líderes. Pé-de-moleque caseiro. Reprodução/TV Globo A mandioca também mantém tem seu espaço nas mesas juninas. Surgida na América do Sul, é um dos alimentos mais importantes da culinária brasileira — já era um dos principais alimentos dos povos indígenas. Nas festas juninas, ela brilha como mandioca frita, tapioca e, por que não, até no tacacá, lá no Pará. Afinal, cada região brasileira tem seus quitutes típicos para a festa. Tacacá é uma comida típica da Região Norte do Brasil feita com mandioca Divulgação/Pai d'Égua Culinária Paraense 'Olha a cobra... ': a história da quadrilha Quadrilha caipira na Festa Junina de Votorantim Arquivo pessoal Assim como a festa junina em si, a quadrilha junina tem origem europeia, começando por volta do século 19, segundo o professor e historiador Rafael Afonso Gonçalves, da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná. Naquela época, ela era chamada de dança de salão ou dança palaciana, com coreografia e tudo... parecida com aquelas da série "Bridgerton", sabe? Aqui no Brasil, a dança começou a ser praticada no Rio de Janeiro, quando a influência francesa estava alta na cultura nacional. Normalmente, era um baile para classes altas. Com o tempo, foi se tornando mais popular e ganhando novos elementos, com humor e sátiras em relação às quadrilhas originais, até virar uma celebração coletiva. Inclusive com personagens típicos de qualquer cidade: noivos, padre, delegado... A cidade de Campina Grande, na Paraíba, diz ter a maior quadrilha do mundo: foram mais de 2 mil dançarinos em 2023. Leia também: 30 comidas de Festa Junina salgadas e doces: veja opções deliciosas; Massa que deu origem ao macarrão surgiu na China e foi criada há cerca de 11 mil anos; Tragédia no Rio Grande do Sul afeta produções de arroz e soja; entenda a importância do estado no agro. Ouça outros episódios do podcast: Veja a série de vídeos do "De onde vem o que eu como": De onde vem o que eu como: Milho Conheça a capital do amendoim no 'De onde vem o que eu como' De onde vem o que eu como: mandioca De onde vêm as frutas vermelhas De onde vem o que eu como: limão De onde vem a tangerina
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29/05 - De onde vem o que eu como #91: Festa Junina
Episódio conta a origem da festa e sobre três ingredientes essenciais nessa época do ano. CLIQUE ACIMA PARA OUVIR Você pode ouvir o "De onde vem o que eu como" no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga o “De onde vem” para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Está chegando a época mais esperada do ano para os amantes de festa e comidas típicas: a festa junina. Mas você sabia que essa tradição tem raízes lá na Europa? Pois é, no século 16, os europeus aproveitavam o solstício de verão para fazer uma baita festança. Neste episódio do podcast "De onde vem o que eu como", você vai saber: Qual a origem da festa junina; como ela chegou no Brasil; e como três ingredientes estão em quase todos os principais pratos dessa festa. O podcast "De onde vem o que eu como'" é produzido por: Mônica Mariotti, Luciana de Oliveira, Carol Lorencetti e Helen Menezes. Apresentação deste episódio: Luciana de Oliveira e Carol Lorencetti. Festa junina; bandeirinhas de São João; balão de festa junina Agita Pirenópolis/Reprodução Leia também: 30 comidas de Festa Junina salgadas e doces: veja opções deliciosas; Massa que deu origem ao macarrão surgiu na China e foi criada há cerca de 11 mil anos; Tragédia no Rio Grande do Sul afeta produções de arroz e soja; entenda a importância do estado no agro. 🎧OUÇA OUTROS EPISÓDIOS: 📺ASSISTA TAMBÉM: Conheça a capital do amendoim no 'De onde vem o que eu como' De onde vem o que eu como: Milho De onde vem o que eu como: mandioca De onde vem o que eu como: limão Festa junina é o tema do 91º episódio do podcast 'De onde vem o que eu como'. Comunicação/Globo
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29/05 - Éder Militão x Karoline Lima: como deve ser a pensão alimentícia de um pai milionário?
Advogadas ouvidas pelo g1 explicam que os pagamentos feitos pelo pai devem proporcionar aos filhos o mesmo padrão de vida que ele tem, independentemente do salário que ele receba. Éder Militão x Karoline Lima: como deve ser a pensão alimentícia de um pai milionário? O valor da pensão alimentícia pago pelo jogador de futebol do Real Madrid Éder Militão para sua filha Cecília, de quase dois anos, voltou a ser um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nos últimos dias. Na sexta-feira (24), a modelo e influenciadora Karoline Lima, mãe da menina, postou uma série de stories dizendo que Éder teria interrompido os pagamentos de profissionais que cuidam da criança depois que ela se mudou para o Rio de Janeiro para viver um novo relacionamento com Léo Pereira, jogador do Flamengo. (entenda detalhes do caso abaixo) Karoline afirma que Militão tenta manipulá-la. A modelo diz que sua filha recebe uma pensão alimentícia de seis salários mínimos — o que equivale a R$ 8.472 —, e que o jogador arca com despesas como plano de saúde, R$ 10 mil para aluguel, atividades extracurriculares, o salário de uma babá e de uma empregada doméstica. O gesto de Militão chamou atenção porque os gastos com Cecília não representam 1% do salário pago pelo Real Madrid ao zagueiro, que recebe 6 milhões de euros por temporada (cerca de R$ 34 milhões), segundo o ge. E, para advogadas ouvidas pelo g1, os pagamentos feitos a serviço de pensão devem proporcionar aos filhos o mesmo padrão de vida que ele tem, independentemente do salário que ele receba. E os valores não podem estar condicionados à relação entre os pais da criança. Karoline Lima e a filha Cecília Reprodução/Instagram Os princípios de uma pensão alimentícia A advogada especialista em Direito da Família Miriane Ferreira explica que o valor devido por um pai como pensão para o filho é norteado por três parâmetros: A necessidade do filho; A capacidade financeira do pai; A proporcionalidade. O papel da pensão, segundo Miriane, não é apenas prover a alimentação ou as necessidades básicas da criança, mas, sim, igualar o nível da vida do filho ao do pai. Em resumo: a criança precisa ter tudo o que teria se morasse com ele. "O filho não pode ter um padrão de vida muito diferente do que é o padrão de vida do pai, principalmente quando falamos de alguém com altos rendimentos", diz a advogada. Nesse sentido, a especialista pontua que a moradia do filho tem que ser equivalente ao padrão de moradia do pai, assim como carros, viagens, plano de saúde, alimentação, formas de lazer e roupas, por exemplo. Tudo tem que ser proporcional. Sem retaliação Além disso, nos casos em que o pai tem outros filhos, que eventualmente morem com ele, a pensão paga ao filho que vive em outra casa deve proporcionar as mesmas condições e oportunidades que as crianças que estão todos os dias com o pai. Anna Luiza Ferreira, também advogada especialista em direito da família, diz que o juiz levará em conta essas circunstâncias na decisão. Ela acrescenta ainda que não importa para a decisão judicial se a gravidez foi inesperada ou planejada. Nem se os pais da criança assumiram relacionamentos posteriores. "O advogado de quem está solicitando a pensão tem de direcionar os esforços em apresentar os motivos legítimos que comprovam a necessidade do valor daquela pensão para garantir a proteção da criança", afirma Anna Luiza. LEIA TAMBÉM Quebrar celular, negar dinheiro para coisas básicas, assinar documentos em nome de outro: saiba identificar os sinais da violência patrimonial Violência patrimonial: o que é e como se blindar contra esse tipo de abuso? Éder Militão Lucas Figueiredo/CBF Dinheiro pago diretamente à mãe evita manipulações Uma das queixas de Karoline Lima em relação a Éder Militão é que boa parte dos valores que o jogador paga para o sustento da vida da filha é direcionado diretamente para as profissionais que prestam serviços para o dia a dia da criança. Porém, após a modelo mudar de cidade junto com a filha, depois do início de um novo relacionamento com o jogador Léo Pereira, Militão teria interrompido o pagamento das profissionais, mesmo que elas tivessem continuado a prestar os serviços para a criança. Segundo Miriane Ferreira, o pagamento direto aos prestadores de serviços pode ser usado pelo pai como uma forma de manipular a mãe. "Pode ser acordado que o pai vai pagar a escola e o plano de saúde da criança, por exemplo, e ele faz isso diretamente para as instituições. Mas, se a mãe iniciar um relacionamento com outro parceiro ou fizer qualquer coisa que desagrade, o pai não pode parar de pagar ou arbitrariamente mudar o plano ou a escola. Isso é manipulação", explica. Para evitar esse tipo de situação, Miriane pontua que a mãe deve listar todos os gastos com a criança (não apenas os de necessidade básica, mas também aqueles que busquem proporcionar o mesmo padrão de vida que o do pai) e pedir que o valor da pensão cubra tudo isso, deixando-a como responsável por administrar o dinheiro. A advogada Anna Luiza ressalta, ainda, que há mecanismos legais para comprovar os gastos ao pai, realizando uma espécie de prestação de contas. Assim, cai por terra o argumento de que o dinheiro é utilizado para bancar a vida da mãe. "E se a mãe acabar usufruindo, também, do padrão de vida que é proporcionado para o filho, não deve ser visto com maus olhos, porque ter o mesmo padrão de vida que o pai é um direito da criança, e é a mãe que está ali cuidando no dia a dia", destaca Miriane. Entenda o caso Na semana passada, vazou a notícia de que o jogador Éder Militão estaria processando a mãe de sua filha, Cecília, por impedir a bebê de viajar com a família do pai sem uma babá de confiança e que a ação buscava, ainda, proibi-la de se mudar com a criança de São Paulo para o Rio de Janeiro. Tanto Karoline Lima, a mãe, quanto sua advogada, Gabriella Garcia, falaram sobre o processo e não negaram as informações. O jogador também deu entrevistas sobre o tema e não negou a ação. Após a repercussão da notícia ganhar destaque nas redes sociais, Karoline postou uma série de vídeos no Instagram relatando que Militão teria interrompido o pagamento da empregada doméstica que cuidava das roupas e alimentação de Cecília e da professora de natação da menina. "Já que a Cecília está no Rio de Janeiro, ela (a funcionária) também está e onde a Cecília estiver, ela vai estar para cuidar da Cecília. Mas essa funcionária acabou de receber uma ligação do contador do pai da Cecília dizendo que ela está demitida por estar no Rio de Janeiro", contou Karoline, dizendo que o jogador estaria tentando manipulá-la. "Quer dizer que se eu for na Arábia, em Fortaleza ou na Argentina, ele deixa de ser pai?", diz a influenciadora. Jô deixa cadeia em Campinas após pagar pensão alimentícia
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29/05 - +Milionária pode pagar R$ 214 milhões nesta quarta-feira
Apostas podem ser feitas até as 19h em casas lotéricas, pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do banco. Volantes da +Milionária Rafael Leal /g1 O concurso 150 da +Milionária pode pagar um prêmio de R$ 214 milhões para quem acertar seis dezenas e dois trevos. O sorteio ocorre às 20h desta quarta-feira (29), em São Paulo. No concurso do último sábado (25), ninguém levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a +Milionária custa R$ 6 e pode ser realizada até as 19h em casas lotéricas, pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do banco. A +Milionária soma dois sorteios semanais: às quartas e sábados. +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Sobre a +Milionária As chances de vencer na loteria são ainda menores do que na Mega-Sena tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois “trevos”. (veja no vídeo acima) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que podem chegar a R$ 83,1 mil. A +Milionária se destaca por oferecer o prêmio principal mínimo de R$ 10 milhões por sorteio e por possuir dez faixas de premiação. Saiba mais aqui.
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29/05 - Câmara aprova projeto que acaba com isenção para compras internacionais de até US$ 50
Texto aprovado prevê taxação de 20% sobre importações; atualmente, essas compras só pagam ICMS. Projeto ainda precisa ser aprovado no Senado. Compras internacionais pela internet em 2023 mais do que dobraram em relação ao ano anterior A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) um projeto que acaba com a isenção para compras internacionais de até US$ 50. Após um acordo entre Congresso e o governo federal, o imposto definido para ser aplicado nas vendas é de 20%. Os deputados votaram os destaques — sugestões de alteração no texto. O projeto ainda precisa ser aprovado no Senado. Participe do canal do g1 no WhatsApp O fim da isenção para importações de até US$ 50 foi incluída pelo relator, deputado Átila Lira (PP-PI), em um projeto do governo que cria incentivos para estimular a indústria de veículos sustentáveis (entenda mais abaixo). Inicialmente, a proposta do relator previa a incidência do imposto de importação federal, que é de 60%. Hoje, as compras do exterior abaixo de US$ 50 são taxadas somente pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual, com alíquota de 17%. Após semanas de negociação entre governo e Congresso, o relator chegou a um meio-termo, e definiu a taxação de 20%. Os detalhes foram fechados nesta terça em reuniões entre a equipe econômica e parlamentares. Reunião entre Lula e Lira O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir a proposta. Lula havia sinalizado ser contra a taxação, mas disse que aceitava negociar. Parlamentares da Casa defendem a medida como forma de proteger a indústria nacional. Líderes chegaram a avaliar que, embora “antipático”, o fim da isenção é necessário para estimular o varejo interno. Em sua justificativa, Átila Lira afirmou que a isenção tem “preocupado a indústria nacional”. “Propomos revogar a possibilidade de importações via remessa postal que hoje estão isentas, para não gerar desequilíbrio com os produtos fabricados no Brasil, que pagam todos os impostos e sofrem com a concorrência desleal de produtos isentos do exterior”, argumenta. A Secretaria da Receita Federal informou que a isenção para compras internacionais de até US$ 50, se mantida pelo governo federal, resultaria em uma "perda potencial" de arrecadação de R$ 34,93 bilhões até 2027. Apps da Shopee, Shein e AliExpress Vivian Souza/g1; Reprodução/Shein e Aline Lamas/g1 Produtos até US$ 800 têm isenção nos EUA: saiba como países taxam compras internacionais Projeto sobre mobilidade e inovação O fim da isenção do imposto em compras internacionais foi incluído pelo Congresso no projeto que cria o chamado Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). O programa é uma das pautas prioritárias do Ministério da Indústria e Comércio, comandado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O objetivo central da medida é reduzir as taxas de emissão de carbono da indústria automobilística até 2030. Em linhas gerais, o texto prevê benefícios fiscais para empresas que investirem em sustentabilidade e também estabelece novas obrigações para a venda de veículos novos no país. Pelo programa, as empresas que investirem em pesquisa, desenvolvimento e produção de tecnologias sustentáveis para a indústria automotiva poderão receber créditos financeiros. A proposta prevê um escalonamento dos recursos destinados a esse incentivo: 2024: R$ 3,5 bilhões; 2025: R$ 3,8 bilhões; 2026: R$ 3,9 bilhões; 2027: R$ 4 bilhões; e 2028: R$ 4,1 bilhões. O projeto foi apresentado pelo governo do presidente Lula em dezembro passado, junto de uma medida provisória, com o mesmo teor, que perderá a validade no fim deste mês. Governo define regras de adesão ao programa Mover Requisitos para novos veículos O projeto aprovado pelos deputados prevê que o governo federal poderá estabelecer obrigações ambientais para a venda de carros, tratores e ônibus novos no país. O texto prevê que, na definição dos requisitos, deverão ser levados em conta pelo governo, por exemplo, a eficiência energética e a reciclabilidade do veículo. O descumprimento poderá levar ao pagamento de multas. A proposta também cria uma espécie de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) “verde", que poderá elevar ou reduzir a alíquota do tributo sobre o veículo com base em seu impacto ambiental. Na prática, pagará menos impostos quem poluir menos. Bicicletas Durante a votação dos destaques, os deputados aprovaram a inclusão de bicicletas e bicicletas elétricas no regime de incentivo. O objetivo é reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e desenvolver a indústria local. “A inclusão de bicicletas e bicicletas elétricas no Programa Mobilidade Verde e Inovação - Mover representa uma medida essencial para fomentar a diversidade de meios de transporte sustentáveis, promovendo não apenas a mobilidade urbana, mas também alinhando-se aos princípios de descarbonização e sustentabilidade ambiental”, afirmou o autor da emenda, deputado Jilmar Tatto (PT-SP). Os deputados também incluíram no projeto um dispositivo que estabelece a política de conteúdo local para as atividades de exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, aplicável ao regime de concessão. Na prática, é uma forma de estimular a produção nacional e a contratação de fornecedores brasileiros em condições equivalentes a de outros convidados. Atualmente, o conteúdo local está previsto em cláusula contratual firmada pela ANP com empresas vencedoras de licitações e com a Petrobras nas fases de exploração e desenvolvimento da produção de petróleo, gás natural e biocombustíveis. A intenção agora é estabelecer isso em lei.
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29/05 - Portaria do governo autoriza Conab a importar 300 mil toneladas de arroz
Medida publicada nesta terça-feira (28) estabelece que órgão poderá gastar até R$ 1,7 bilhão para a compra do arroz. Edital de leilão deve ser lançada nesta quarta-feira (29). Governo vai anunciar regras para compra de arroz importado O governo federal publicou uma portaria autorizando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a comprar 300 mil toneladas de arroz importado. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta terça-feira (28). A aquisição será feita por meio de um leilão público, no qual a estatal está autorizada a gastar R$ 1,7 bilhão. O edital deve ser publicado ainda nesta quarta-feira (29). A mercadoria importada pela Conab terá preço tabelado e um rótulo próprio do governo federal. O quilo do arroz será vendido por R$ 4. A estatal irá estabelecer um limite de compra de pacotes por consumidor. Ao longo deste mês, o governo liberou um total de R$ 7,2 bilhões para a compra de até 1 milhão de toneladas do grão. Mas isso não significa que o governo deve adquirir toda essa quantidade. A importação do arroz foi anunciada pelo governo com o objetivo de reduzir o impacto econômico das enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é responsável por 70% da oferta nacional do cereal. Os estoques adquiridos pela Conab serão destinados à venda direta para mercados de vizinhança, supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos comerciais com ampla rede de pontos de venda nas regiões metropolitanas. Esses estabelecimentos comerciais deverão vender o arroz exclusivamente para o consumidor final. A Conab ainda deve definir quais regiões metropolitanas serão atendidas com base em indicadores de insegurança alimentar. No início do mês, o governo já havia autorizado a aquisição de 104 mil toneladas. No entanto, a compra desse lote não foi concluída, já que o edital foi suspenso pela Conab após o Mercosul aumentar em 30% o preço do cereal. Por que o governo quer importar? Plantação de arroz no Rio Grande do Sul Fernando Moraes de Mello A decisão pela compra se deu após enchentes no Rio Grande do Sul prejudicarem parte das plantações de arroz. Lavouras da região central do estado foram as mais prejudicadas. Além disso, o estado está com dificuldade para transportar o grão, tendo em vista a interrupção de estradas. O Ministério da Agricultura vem afirmando que a decisão de importar arroz tem o objetivo de evitar especulação de preços e alta no valor do arroz para o consumidor. Mas os produtores nacionais vêm se opondo às medidas de importação e afirmam que o arroz que já foi colhido no RS é suficiente para abastecer o mercado interno. Há duas semanas, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz) chegou a solicitar ao governo que cancelasse o leilão para importar o grão. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a safra do estado deve ficar em torno de 7,149 milhões de toneladas, mesmo com as perdas pelas inundações. "O número é bem próximo ao registrado na safra anterior, de 7,239 milhões de toneladas – o que comprova que o arroz gaúcho é suficiente para abastecer o mercado brasileiro, sendo desnecessária a importação do grão", disse o Irga, em nota, na semana passada. Os países do Mercosul teriam preferência no leilão para a compra do arroz importado. Eles são os principais fornecedores externos de arroz para o mercado nacional. E, como o bloco é uma zona de livre comércio, eles não pagam imposto para vender ao Brasil. Mas, por conta da alta de preços imposta pelo bloco, o governo decidiu zerar o imposto de importação para países de fora do Mercosul. VÍDEOS: mais assistidos do g1
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29/05 - Justiça homologa plano de recuperação judicial da Oi
A empresa obteve em abril a aprovação de seu plano de recuperação judicial por credores — o segundo processo consecutivo enfrentado pela companhia desde que um primeiro pedido foi feito em 2016. Sede administrativa da Oi funciona no Leblon, Zona Sul do Rio Marcos Serra Lima/G1 O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira (28) que homologou o plano de recuperação judicial da Oi, aprovado em assembleia de credores no mês passado. A decisão da juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, em exercício na 7ª Vara Empresarial do Rio, porém, faz uma ressalva em relação a três cláusulas do plano que tratam, entre outras questões, da "novação dos créditos e do compromisso de não litigar", disse o tribunal em comunicado. "Esses pontos somente surtirão efeito para os credores que aprovaram o plano de recuperação judicial, sem nenhuma ressalva", acrescentou o comunicado. LEIA TAMBÉM Conselho da Oi aprova novo plano de recuperação judicial Justiça aceita pedido de recuperação da Polishop Rede de supermercados Dia entra em processo de recuperação judicial A Oi obteve em abril a aprovação de seu plano de recuperação judicial por credores, o segundo processo consecutivo enfrentado pela companhia desde que um primeiro pedido foi feito em 2016. Sob o plano, os credores terão 30 dias ou 20 dias, conforme a opção de pagamento, contados da data da homologação, para novamente analisar o aspecto econômico-financeiro de seu crédito e optar pela melhor opção de pagamento, disse o tribunal. A companhia de telecomunicações informou mais cedo neste mês que desembolsou a quarta parcela de um empréstimo-ponte acertado pela empresa no âmbito do seu segundo plano de recuperação judicial. Número de empresas em recuperação judicial sobe no país
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28/05 - Mega-Sena, concurso 2.730: prêmio acumula e vai a R$ 80 milhões
Veja as dezenas sorteadas: 07 - 24 - 29 - 41 - 46 - 60. Quina teve 97 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 39.704,60. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O O sorteio do concurso 2.730 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (28), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 80 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 07 - 24 - 29 - 41 - 46 - 60 5 acertos - 97 apostas ganhadoras: R$ 39.704,60 4 acertos - 5.209 apostas ganhadoras: R$ 1.056,23 O próximo sorteio da Mega será no sábado (1º). Mega-Sena, concurso 2.730 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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28/05 - 'Taxa das blusinhas': Câmara e governo aceitam tributar em 20% compras no exterior de até US$ 50
O comando da Câmara dos Deputados fechou acordo com o governo federal para votar, ainda nesta terça-feira (28), uma nova regra para a taxação das compras feitas em sites internacionais de até 50 dólares. O imposto de importação sobre esses itens será de 20% – bem menor que os 60% cobrados para compras superiores a esse valor. O acordo é considerado um avanço pelo governo, já que atualmente essas compras são isentas de imposto federal. Sobre elas, incide apenas o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual com alíquota de 17%. Os 20% foram aceitos pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com a contrapartida de que Lula não vete a proposta. A negociação, que estava completamente interrompida, foi reaberta após um encontro fora da agenda entre os políticos, no início da tarde. Integrantes da Câmara já tinham "jogado a toalha" caso Lula mantivesse a posição de vetar um possível fim da isenção para essas compras internacionais – como ele chegou a anunciar na última semana. Compras internacionais de US$ 50: o que se sabe sobre a possível retomada do imposto sobre importações Compras internacionais pela internet em 2023 mais do que dobraram em relação ao ano anterior Terça de negociações A "taxa da blusinha", como passou a ser chamada em referência ao comércio virtual desses itens, abriu uma nova frente de divergência entre governo e parlamentares. Na reunião do começo da tarde, Lira levou a Lula uma proposta de taxar os produtos em 25%. A alíquota para o imposto de importação chegou a ser incluída no projeto pelo deputado Átila Lira (PP-PI), que deve agora fazer uma nova alteração. "Tem setores e regiões que estão desempregando, porque não aguentam uma concorrência que aparentemente não é saudável. Se isso for entrando na consciência e tranquilidade das bancadas para que a gente possa fazer uma discussão serena é ideal", disse Lira. A rigor, tanto aliados de Lula quanto o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, são contrários à sugestão. O PL, no entanto, teria se comprometido a votar a favor da solução – desde que haja um compromisso de que Lula não vetará o texto. Na última semana, a jornalistas, Lula tinha dito que a "tendência" dele era de vetar um possível fim da isenção – relembre no vídeo abaixo: Lula diz que 'tendência é vetar' possível fim da isenção a compras internacionais
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28/05 - Nubank ultrapassa o Itaú e se torna banco mais valioso da América Latina
Na bolsa de valores brasileira, o banco digital fica atrás apenas da Petrobras em valor de mercado, conforme levantamento de Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria. Escritório da fintech brasileira Nubank Divulgação/Nubank O Nubank ultrapassou o Itaú Unibanco em valor de mercado e se tornou o banco mais valioso da América Latina. É o que mostra um levantamento feito por Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria, após o fechamento dos mercados nesta terça-feira (28). Avaliado em R$ 297 bilhões, o Nubank também passou a ser a segunda maior empresa listada na bolsa de valores brasileira, a B3, atrás apenas da Petrobras (R$ 499,7 bilhões) . O Itaú, por sua vez, encerrou o pregão com R$ 288 bilhões em valor de mercado. LEIA TAMBÉM Petrobras perde R$ 34 bilhões em valor de mercado em um dia após demissão de Prates Chuvas no RS: veja as medidas dos principais bancos para apoiar os atingidos Vai ficar mais fácil comprar um carro zero em 2024? Em seu último balanço, o Nubank informou ter apurado lucro líquido de US$ 378,8 milhões no primeiro trimestre, um salto de mais de 160% em relação aos US$ 141,8 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Na base ajustada, o lucro atingiu US$ 442,7 milhões, um avanço de 143% em relação ao registrado nos primeiros três meses de 2023, e contra estimativa média de analistas de US$ 404,8 milhões, segundo projeções compiladas pela LSEG. "Nossos resultados para o primeiro trimestre de 2024 mostram como nosso modelo de negócios também é alimentado pela expansão da receita e custo estável por cliente", afirmou o fundador e presidente-executivo do Nubank, David Vélez, em comunicado. A base de clientes do banco digital no Brasil encerrou o primeiro trimestre em 91,8 milhões, crescimento de 22% em um ano. Em maio, a plataforma já acumulava mais de 92 milhões de clientes. No México e na Colômbia, o Nubank ultrapassou a marca de 7 milhões e 900 mil clientes, respectivamente. Segundo o CEO, as operações nesses novos mercados ainda estão "nas fases iniciais de atingir a lucratividade". O executivo ressaltou ainda que essas operações "estão apresentando resultados mais acelerados em número de número de clientes, depósitos, receita e participação de mercado no volume de compras com cartão de crédito do que o Brasil em um período de tempo comparável". Prévia da inflação fica em 0,44% em maio * Com informações da Reuters
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28/05 - Câmara e governo negociam 'taxa das blusinhas' menor, de 25%, em compras internacionais até US$ 50
A Câmara dos Deputados passou a negociar com o governo, nesta terça-feira (28), um acordo para taxar em 25% as compras feitas em sites internacionais de até 50 dólares. Hoje, compras desse valor são isentas do imposto de importação, e sujeitas apenas ao Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual com alíquota de 17%. Já para as compras de valor superior a 50 dólares, além do ICMS, há um imposto de importação de 60%. Compras internacionais de US$ 50: o que se sabe sobre a possível retomada do imposto sobre importações Compras internacionais pela internet em 2023 mais do que dobraram em relação ao ano anterior A "taxa da blusinha", como passou a ser chamada em referência ao comércio virtual desses itens, abriu uma nova frente de divergência entre governo e parlamentares. A proposta dos 25% foi apresentada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, em encontro nesta terça-feira (28) com o presidente Lula. E está no texto apresentado pelo deputado Átila Lira (PP-PI), que é o relator do projeto. Os 25% seriam um "meio-termo" no debate e podem ser analisados ainda nesta terça. "Tem setores e regiões que estão desempregando, porque não aguentam uma concorrência que aparentemente não é saudável. Se isso for entrando na consciência e tranquilidade das bancadas para que a gente possa fazer uma discussão serena é ideal", disse Lira. A rigor, tanto aliados de Lula quanto o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, são contrários à sugestão. O PL, no entanto, teria se comprometido a votar a favor da solução – desde que haja um compromisso de que Lula não vetará o texto. Na última semana, a jornalistas, Lula tinha dito que a "tendência" dele era de vetar um possível fim da isenção – relembre no vídeo abaixo: Lula diz que 'tendência é vetar' possível fim da isenção a compras internacionais
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28/05 - Caso Marielle: PF marca depoimento do delegado Rivaldo Barbosa para a próxima segunda
A Polícia Federal deve ouvir na próxima segunda-feira (3) o delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa sobre as investigações da morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O depoimento foi marcado após determinação do ministro Alexandre de Moraes, após pedidos reiterados da defesa de Rivaldo. O delegado é apontado pela PF como mentor intelectual do crime e vai depor em Brasília, onde está preso desde 24 de março. Moraes determinou que Rivaldo prestasse depoimento em até cinco dias, depois de o delegado escrever um bilhete, da cadeia, implorando para ser ouvido pela PF. PGR denuncia irmãos Brazão e delegado Rivaldo Barbosa por planejar e mandar matar Marielle Franco O ministro do STF afirmou que o depoente precisa ter assegurado o direito ao silêncio e à “garantia de não autoincriminação”. Segundo fontes que acompanham de perto as investigações, a PF está finalizando nesta terça-feira (28) os detalhes logísticos para que o depoimento aconteça na segunda, após o feriado de Corpus Christi. Rivaldo já foi indiciado pela Procuradoria Geral da República. Antes mesmo da denúncia, ele havia pedido para falar aos investigadores. Segundo a apuração da PF, Rivaldo trabalhou para obstruir investigações da Polícia Civil no Rio, se aproveitando da função de chefe de polícia.
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28/05 - Lira e Lula se reúnem fora da agenda para debater taxação de compras internacionais até US$ 50
Segundo interlocutores, governo deve se reunir ainda nesta terça-feira para discutir uma contraproposta ao Congresso. Lira quer que votação, e parlamentares estão divididos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniram no fim da manhã desta terça-feira (28) para tratar do projeto que prevê a taxação de compras internacionais num valor inferior a 50 dólares. Lula e Arthur Lira YURI MURAKAMI/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO; TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Atualmente, compras até esse valor são taxadas apenas pelo ICMS, um imposto estadual. Lira e alguns parlamentares, no entanto, tentam retomar o imposto federal sobre as encomendas em um dispositivo incluído no projeto de autoria do Executivo que trata de incentivos a veículos sustentáveis, o "Mover". Compras internacionais de US$ 50: o que se sabe sobre a possível retomada do imposto sobre importações Empresários x resistência popular O tema divide o Congresso. De um lado, empresas nacionais reclamam de uma competição injusta e pressionam os deputados a votarem a favor da taxação das compras internacionais. De outro lado, a aprovação sofre resistências devido a um apelo popular a favor da isenção das encomendas. O tema divide várias bancadas, principalmente em ano eleitoral, e até então não houve acordo para aprovação. O encontro de Lula e Lira acontece dias após o presidente da República dizer que a "tendência" seria vetar o dispositivo, caso ele fosse aprovado. Até semana passada, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também defendia publicamente a retirada do dispositivo do projeto Mover. Taxa nas importações de até US$ 50 gera bate-boca entre Haddad e deputado Segundo interlocutores, no encontro com Lira, Lula apresentou razões e preocupações do governo com a taxação, e o presidente da Câmara expôs o outro lado e a preocupação em relação às empresas nacionais. A promessa é que integrantes do governo – dos ministérios da Fazenda e da Casa Civil, além da Receita Federal – devem se reunir ainda nesta terça-feira na tentativa de chegar a uma proposta que atenda ao menos uma parte das demandas da indústria nacional. A intenção de Lira é votar a proposta no plenário da Câmara ainda na noite desta terça-feira. Enquanto o governo não apresenta uma contraproposta, o presidente da Câmara se reúne com líderes partidários para debater o tema. Uma medida provisória com o mesmo conteúdo do projeto do Mover perde a validade no próximo dia 31, o que pressiona o governo a aprovar a proposta nas duas Casas ainda nesta semana.
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28/05 - Gerdau paralisa operação de usina em Barão de Cocais; unidade tem cerca de 500 funcionários
Segundo a siderúrgica, custos elevados de matérias-primas e insuficiência da produção de minério de ferro próprio em MG contribuíram para decisão. Gerdau paralisa operação de usina em Barão de Cocais A Gerdau anunciou a paralisação da usina de Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais. A empresa confirmou que implementou, nesta segunda-feira (27), a "hibernação" da unidade. Segundo o sindicato dos metalúrgicos da cidade, são esperadas mais de 480 demissões. De acordo com a Gerdau, os custos elevados de matérias-primas, a insuficiência da produção de minério de ferro próprio em Minas Gerais e a estrutura com menor nível de atualização tecnológica da usina "estão afetando diretamente a competitividade da unidade". "A decisão é resultado de uma profunda análise da competitividade da planta, face às condições do mercado de aço no Brasil. [...] A medida está em linha com o planejamento estratégico da companhia de otimização dos seus ativos", afirmou a siderúrgica, em nota. A Gerdau disse ainda que "buscará a realocação do máximo de colaboradores em outras unidades". A empresa não informou quantos funcionários serão demitidos, mas, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Barão de Cocais, seriam 487 pessoas. Produção da Gerdau Washington Alves "A Gerdau pegou a gente de surpresa. A gente teve uma reunião com a empresa, ela ficou de formalizar a proposta de como seria o plano de demissão incentivada. Mas o sindicato ainda está lutando pela manutenção dos postos de trabalho", disse o presidente da entidade, Elizeu Santa Cruz. Em nota, a prefeitura afirmou que "vê com preocupação" a decisão da siderúrgica, "tendo o prefeito Décio dos Santos (PSB) classificado como 'traição com o município' a forma como foi conduzido o processo". "O chefe do Executivo Municipal ainda ressaltou que irá procurar esferas superiores da empresa para estabelecer diálogo, além do sindicato que representa os funcionários". Vídeos mais vistos no g1 Minas:
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28/05 - Índice de desenvolvimento humano recua em todos os estados brasileiros após pandemia, diz relatório
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento analisou o impacto da crise sanitária nas unidades da federação e atualizou o ranking do IDHM do país. Ranking: Brasil é 89º de 193 países no índice de desenvolvimento humano da ONU A pandemia da Covid-19 derrubou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de todos os estados brasileiros, segundo relatório apresentado nesta terça-feira (28) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud). O estudo sobre o desenvolvimento humano no Brasil analisou indicadores dos estados e das regiões metropolitanas em um período dez anos, de 2012 a 2021. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal estima o estágio de desenvolvimento das populações, com base no acesso ao conhecimento, a uma vida longa e saudável e a um padrão de vida decente. O indicador varia de zero a um. Quando mais próximo de um, maior o nível de desenvolvimento humano. Tabela mostra os valores do IDHM dos estados de 2012 a 2021 Reprodução/PNUD As maiores perdas em desenvolvimento humano por conta da crise sanitária ocorreram nos seguintes estados: Roraima (6,7%) Amapá (-6,6%) Rio de Janeiro (-5,8%) Mato Grosso (-5,5%) Distrito Federal (-5,2%). "É inegável que a pandemia gerou fortes consequências por todo mundo, mas podemos observar que os impactos foram mais severos nos países e nas regiões com desafios estruturais e padrões de desenvolvimento díspares", diz trecho do relatório do PNUD. Recuo nacional de pelo menos seis anos, diz relatório O Pnud verificou que a pandemia fez com que o IDHM do Brasil recuasse em pelo menos seis anos, retomando o patamar de desenvolvimento humano de 2015. Quando analisadas as dimensões do índice, longevidade e renda registraram valores anteriores ao início da série analisada pelo Pnud, em 2012. Já a dimensão educação regrediu ao nível de 2019. "O Brasil, nesses dez, anos se divide em dois tempos: o Brasil com uma tendência vitoriosa na melhoria consecutiva até 2019 do IDH brasileiro e nos estados também; e, depois, o IDH sofre perdas com os dois anos consecutivos da pandemia da Covid-19", declarou Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da unidade de desenvolvimento humano do PNUD Brasil. Segundo o Pnud, a dinâmica de perdas em todas as faces do desenvolvimento humano se repete, com variações, em todos os estados brasileiros. Em 2021, o Pnud apontou que seis estados retornaram à faixa de classificação de médio desenvolvimento humano e quatro estados regrediram de muito alto desenvolvimento humano para alto desenvolvimento humano. Desenvolvimento humano nos estados Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) DF tem maior IDMH do país, diz relatório Entre ganhos e perdas ao longo em longevidade, educação e renda, o Pnud atualizou o ranking do desenvolvimento humano no país. Apesar de ser uma das unidades da federação que mais sofreu após a pandemia, o Distrito Federal apresenta o maior IDMH do país (0,814). Na escala definida pelo órgão das Nações Unidas, o DF está na faixa de desenvolvimento humano muito alto. Na outra ponta, o Maranhão tem o IDMH mais baixo do país (0,676).
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28/05 - Itaipu: Brasil quer deixar de usar dólar e criar moeda comum para negociar energia com Paraguai
Usina binacional está inclusa no debate sobre moeda comum sul-americana, diz diretor-geral. Ideia é negociada na revisão do chamado 'Anexo C' de Itaipu. O Brasil negocia deixar de usar o dólar como moeda na comercialização da energia da usina hidrelétrica de Itaipu junto ao Paraguai. A informação é do diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, em entrevista ao g1 e à GloboNews. "A proposta nossa de Itaipu é sair da dolarização. Aliás, essa é uma tendência que o presidente Lula tem cobrado muito em todas as operações com nossos parceiros de outros países, sair da dependência do dólar e criar uma única moeda que seja a moeda para a comercialização, para as negociações internacionais. Itaipu, e a compra dessa energia, está dentro desse conceito", declarou Verri. A iniciativa faz parte das negociações do chamado "anexo C" do Tratado de Itaipu, que trata das regras para a comercialização da energia gerada pela usina. Pelo acordo entre os dois países, o "anexo C" poderia ser revisto depois de 50 anos de vigência, completados em 2023. Recentemente, Brasil e Paraguai firmaram um compromisso para concluir a negociação até 31 de dezembro de 2024. Hoje, a energia de Itaipu custa US$ 17,66 por quilowatt ao mês (kW-mês), segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Veja detalhes da estrutura e área interna de uma unidade geradora de energia de Itaipu Moeda comum Em maio do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs aos países sul-americanos a criação de uma moeda comum que sirva de referência para o comércio. A ideia já havia sido ventilada em janeiro, quando Lula e o então presidente da Argentina, Alberto Fernández, disseram em carta conjunta que queriam avançar nas discussões sobra uma moeda comum aos países da América do Sul. O anúncio gerou rumores sobre a criação de uma moeda como a da União Europeia, o euro, mas o governo brasileiro minimizou a ideia. Como uma moeda comum pode afetar o Brasil e países vizinhos Mercado livre de energia Outro ponto discutido na renegociação do anexo C de Itaipu é a venda do excedente de energia do Paraguai no mercado livre, a partir de 2027. Esse é um ambiente de comercialização em que as empresas podem escolher os seus fornecedores. A medida foi acordada entre o governo brasileiro e paraguaio quando se discutiu o valor da tarifa de Itaipu para 2024, no início de maio. Era um ponto de impasse entre os dois países e destravou a negociação do anexo C. Hoje, o Brasil compra com exclusividade o excedente da energia gerada pelo lado paraguaio. A energia é comprada pelas distribuidoras de energia do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Agora, a ideia é desobrigar o Brasil de comprar essa energia, que será vendida no mercado livre pelo Paraguai. "Com o fim da obrigatoriedade do Brasil de comprar o excedente, não há briga pela tarifa. O Brasil poderá calcular o seu preço, oferecer para os consumidores brasileiros em cima de uma tarifa mais baixa e o Paraguai vai obter a tarifa que o mercado lhe oferecer", destacou Verri. Começa a valer o mercado livre de energia para pequenas e médias empresas Escritório paraguaio O diretor-geral de Itaipu também afirma que, além da produção de Itaipu, o Paraguai também poderá vender a energia gerada pelas hidrelétricas Acaray e Yacyretá (também binacional, construída pelo Paraguai e Argentina). "O Paraguai deve abrir um escritório no Brasil, até já para começar o exercício com a venda da energia de Yacyretá e Acaray. Portanto, já vão pegando o processo, entendendo o comportamento do mercado brasileiro para então a partir de 2027 já estarem preparados e amadurecidos para oferecerem o seu produto", disse. Também se soma à estratégia paraguaia a perspectiva de abertura do mercado livre brasileiro a todos os consumidores, inclusive residenciais. Isso deve ser feito até 2030, segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
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28/05 - Tragédia no RS: dinheiro de Itaipu pode abater, ou até zerar, conta de luz dos gaúchos até o final do ano
Decisão ainda aguarda avaliação técnica do Planalto. Usina hidrelétrica tem R$ 1,2 bilhão de saldo que pode ser usado para reduzir tarifas de energia no Rio Grande do Sul. A usina hidrelétrica de Itaipu pode usar R$ 1,2 bilhão que tem em saldo para abater, ou até zerar, as tarifas de energia dos moradores de cidades atingidas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Hidrelétrica tem R$ 1,2 bi em saldo que poderia abater ou até zerar tarifas de moradores do RS. Rubens Fraulini/Itaipu Binacional Segundo o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, a quantia deve ser suficiente para reduzir as contas até o final do ano. "O cálculo que existe é que isso [o R$ 1,2 bilhão] pode dar até o final do ano. Vai depender muito de quem é que vai entrar nesse desenho, o que daria um grande fôlego para a população", disse em entrevista ao g1 e à GloboNews. Verri destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não bateu o martelo sobre a medida, o que deve acontecer na próxima semana. Ainda é necessária uma avaliação da área técnica da Casa Civil. "Acredito que [a definição] deve ser na outra semana ainda. Essa semana é uma semana de sessão no Congresso Nacional, os ministros acompanham de perto, tem veto, temos votações muito importantes aqui", declarou. Cheia quase alcançou os fios da rede elétrica em Lajeado (RS) Fábio Tito/g1 Como será feito A iniciativa ainda está em estudo, mas Verri acredita que, se for adiante, a transferência do saldo de Itaipu deve ser feita por medida provisória. "Devido à emergência, o melhor caminho, desde que negociado com o Congresso Nacional sempre, é a medida provisória. Porque se for pelos procedimentos tradicionais, o tempo do pagamento mesmo em casos de emergência tem um tempo de 1 [a] 2 meses, que na conjuntura do Rio Grande do Sul é muito tempo", afirmou. Um dos modelos considerados é de que o dinheiro de Itaipu seja transferido para as contas de luz na forma de crédito, abatendo as quantias a serem pagas pelos consumidores. Aneel proibiu juros e multas Neste mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) proibiu as distribuidoras de energia elétrica de cobrar juros e multas dos consumidores com contas de luz atrasadas em locais com decreto de calamidade no Rio Grande do Sul. ANEEL proíbe corte de energia por falta de pagamento no RS A Aneel também proibiu o corte de fornecimento de energia, dando um prazo de três meses para que os consumidores quitem suas dívidas. A agência não descartou a possibilidade de "perdão" das dívidas, mas destacou que isso depende de uma política pública definida pelo Ministério de Minas e Energia – que considera usar o dinheiro de Itaipu. "Não é perdoar a dívida do consumidor, porque para isso precisamos de política pública como foi na época da Covid. Mas, dependendo do caso, dar 90 [dias], 30 dias, para ele não ter que se preocupar de ser cortado, principalmente", declarou a relatora do processo, diretora Agnes Costa. Leia também: Abono Salarial, FGTS, restituição do IR: veja como pedir os benefícios anunciados pelo governo ao RS Chuvas no RS: pagamento do Bolsa Família para 21,6 mil famílias atingidas está previsto para quarta, diz governo Indenizações de seguros chegam a R$ 1,6 bilhão após cheias no RS; 8 mil veículos sofreram danos
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28/05 - Maioria no país, mulheres negras formam grupo menos beneficiado por avanços sociais, diz Pnud
Negras são 28,5% da população total, mas recebem 10,7% do total da renda do trabalho no Brasil. Estudo cita ainda 'baixa longevidade' e 'menor possibilidade de estudo' para elas. As mulheres negras compõem a maior parte da população do país – são mais de 60 milhões, 28,5% dos brasileiros. Correspondem, também, à maior percentagem de brasileiros em idade ativa: 48,3 milhões, ou 28,4% do total. É exatamente esse grupo, no entanto, o que fica mais longe dos ganhos em desenvolvimento humano no país. A conclusão é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e foi divulgada nesta terça-feira (28). As violações se manifestam na esfera pública – com as desigualdades no mercado de trabalho, por exemplo – e na vida privada, com as responsabilidades que carregam dentro de casa. "De forma marcadamente desproporcional à sua participação na população ou na força de trabalho brasileira, apenas 10,7% do total da renda recebida pela oferta de trabalho no país é destinado às mulheres negras", diz o relatório. IDH do Brasil melhora, mas país cai no ranking mundial da ONU "Os domicílios [brasileiros] de responsabilidade das mulheres negras, que representam 27,4% dos domicílios, abrigam, proporcionalmente, mais pessoas (29,5%) e crianças (34,7%), se comparado com os demais grupos". De acordo com o Pnud, as mulheres negras estão mais expostas à baixa longevidade, à menor possibilidade de estudo e à falta de renda. "Essa condição desfavorável também afeta seus dependentes, tornando-os suscetíveis a menor frequência escolar, menores anos de estudo e participação precoce no mercado de trabalho ou, ainda, ao trabalho infantil". O PNUD afirma ainda que os 60% mais pobres da população brasileira dependem, em grande parte, das condições de trabalho e vida das mulheres negras. "As mulheres negras são o segmento mais frágil da população brasileira, porque têm menos acesso a renda. A renda delas advém basicamente de programas sociais. Elas têm pouco acesso ao mundo do trabalho", afirmou Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da unidade de desenvolvimento humano do PNUD Brasil. Ela afirmou ainda que, "se o crescimento do IDH brasileiro dos negros continuar no ritmo que ele tem atualmente, serão necessários 35 anos ou nove mandatos presidenciais para que o IDH dos negros se iguale ao IDH dos brancos, desde que o IDH dos brancos fique igual". Desigualdade na pele Mulher negra, Cleonice Bispo Feitosa, 45 anos, é moradora do Setor de Chácara Santa Luzia – uma das regiões mais pobres do Distrito Federal. Mãe de 8 filhos, ela é dona de casa e não completou o ensino fundamental. Cleonice abandonou os estudos para cuidar dos pais e depois dos filhos. Cleonice Bispo, 45 anos Josualdo Moura/TV Globo Em entrevista à TV Globo, ela disse que nunca esteve no mercado formal de trabalho. "Não, carteira assinada não! Sempre trabalhei fazendo faxina, em casa de família para ajudar dentro de casa", contou. “Eu nasci negra né? Se eu vou em uma entrevista de emprego, tem cinco pessoas brancas, eu não sou selecionada. [...] Eu acho que nenhum ser humano é melhor que o outro. Somos todos iguais. Eu tenho orgulho de ser negra.” Cleonice Bispo, 45 anos Josualdo Moura/TV Globo Cleonice, como 20,8 milhões de famílias brasileiras, vive com o auxílio do Bolsa Família, mas a geladeira vive vazia. “Estamos todo mundo desempregado. A gente vive de doação, quando acha uma diária, uma faxina a gente vai.” Cleonice Bispo, 45 anos Josualdo Moura/TV Globo
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28/05 - Avanços em educação e longevidade até o início da pandemia ajudam a preservar IDH das cidades do Brasil entre 2012 e 2021
Análise consta em relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que, pela primeira vez, fez medição do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDMH) no Brasil, nos estados e nas regiões no período de uma década. Os avanços em educação e longevidade de 2012 a 2019, ano do início da pandemia da Covid, ajudaram as cidades do Brasil a preservar o nível de desenvolvimento humano no período de dez anos entre 2012 a 2021, segundo constatações de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Esse mesmo relatório avalia, contudo, que, nesse mesmo período, a população empobreceu. Na década analisada, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDMH) do país passou 0,746 para 0,766 — quanto mais próximo do número um for esse indicador, maior o nível de desenvolvimento humano. Ranking: Brasil é 89º de 193 países no índice de desenvolvimento humano da ONU No caso do IDHM Educação, ele passou de 0,687 em 2012 para 0,757 em 2021. Ao passo que o IDHM Longevidade recuou de 0,825 em 2012 para 0,819 em 2021; e O IDHM Renda regrediu de 0,732 em 2012 para 0,724 em 2021. A renda per capita no Brasil foi de R$ 723,84 em 2021, enquanto que 10 anos antes ela era de R$ 759,11. O estudo indicou que a renda dos brasileiros começou a cair em 2014, como efeito da crise econômica naquele ano. E que as perdas acumuladas ao longo dessa década se somaram às consequências da pandemia da Covid-19. As perdas em renda impediram melhoras expressivas na qualidade de vida dos brasileiros. Dessa forma, contribuíram para o aumento das desigualdades do país. Essa foi a primeira vez em que o Pnud analisou no transcorrer de uma década o desenvolvimento humano no Brasil, nos estados e nas regiões metropolitanas. O IDHM é um indicador que estima o estágio de desenvolvimento humano das populações, com base no acesso ao conhecimento, a uma vida longa e saudável e a um padrão de vida decente. Ele varia de zero a um. Quanto mais próximo de um, maior o nível de desenvolvimento humano. Além disso, o indicador é divido em três vertentes: educação longevidade renda Ao considerar o período de 2012 a 2019, a expectativa de vida ao nascer no Brasil oscilou positivamente de 74,48 para 76,47 anos, enquanto a frequência escolar — que corresponde ao percentual de pessoas de 6 a 14 anos na escola — aumentou de 98,13% para 99,27%. Dois anos depois, a esperança de vida dos brasileiros regrediu para 74,16 anos e a presença na sala de aula para 98,84%. "A pandemia gerou fortes consequências por todo o mundo, mas pode-se observar que os impactos foram mais severos nos países e nas regiões com desafios estruturais e padrões de desenvolvimento díspares. No caso do Brasil, as três dimensões do IDHM sofreram recuos em 2020 e 2021", diz o relatório. Variação nos estados Ao levar em conta, novamente, esse período anterior à pandemia, isto é, de 2012 a 2019, os estados do Nordeste foram os que mais registraram ganhos em desenvolvimento humano, com avanços de 7,6% em Pernambuco, 7,1% no Maranhão e 7% no Piauí. Já com a crise sanitária, entre 2020 e 2021, apesar de alguns estados da região terem perdido posição na régua do desenvolvimento humano, o Nordeste apresentou uma inversão menor dos padrões de vida de sua população. Desenvolvimento humano nos estados Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Na década analisada, a variação negativa do IDHM mais acentuada foi na região Centro-Oeste. Nesses 10 anos, o IDHM avançou em 18 estados, caiu em sete e se manteve estável em dois. Maiores quedas - IDHM Os maiores crescimentos do IDHM foram registrados em Alagoas, em Pernambuco e no Piauí. As maiores quedas foram observadas em Roraima, no Amapá e no Distrito Federal. Maiores avanços - IDHM
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28/05 - Petrobras sobe mais de 2% após falas de Magda Chambriard; dólar cai e fecha a R$ 5,15
As ações preferenciais da estatal, sem direito a voto, lideraram as altas do Ibovespa na sessão. O índice, por sua vez, fechou em queda de 0,58%, aos 123.780 pontos. Já a moeda norte-americana caiu 0,35%, cotada a R$ 5,1534. Ações da Petrobras vivem dia positivo Pexels O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), fechou em queda nesta terça-feira (28), conforme investidores repercutiam dados econômicos locais e internacionais. O destaque do pregão ficou com os papéis da Petrobras, que subiram mais de 2% e figuraram entre as maiores altas do índice após a coletiva de imprensa da nova presidente da companhia, Magda Chambriard, na véspera. A nova presidente assegurou que a estatal "vai dar muito lucro" e que vai atender aos interesses dos acionistas públicos e privados. O mercado também repercute os novos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15, a prévia da inflação oficial do país), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã. O IPCA-15 teve alta de 0,44% em maio, contra expectativas de alta de 0,49%. O dólar fechou em baixa, em uma semana marcada pela liquidez reduzida, devido a feriados em Nova York, Londres e também no Brasil. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar Ao final da sessão, o dólar recuou 0,35%, cotado em R$ 5,1534. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: queda de 0,27% na semana; perdas de 0,76% no mês; ganho de 6,20% no ano. Na segunda-feira, a moeda norte-americana subiu 0,08%, cotada a R$ 5,1713. Ibovespa Já o Ibovespa fechou em queda de 0,58%, aos 123.780 pontos. As ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras avançaram 2,51% e lideraram as maiores altas do índice na sessão. Já os papéis ordinários (com direito a voto) da estatal subiram 1,76%. Com o resultado, acumulou quedas de: 0,42% na semana; 1,70% no mês; 7,75% no ano. Na segunda-feira, o índice encerrou com um avanço de 0,15%, aos 124.496 pontos. Entenda o que faz o dólar subir ou descer DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? Em uma semana de liquidez reduzida, marcada por feriados em Nova York, Londres e no Brasil, o investidor mais uma vez coloca o futuro dos juros locais e internacionais na mira. Por aqui, o foco ficou com o IPCA-15, divulgado hoje, e com a Pnad, prevista para quarta-feira (29). A expectativa é que os dados tragam novos indícios sobre o futuro dos juros no país — principalmente após os ruídos trazidos pela última reunião de política monetária do Banco Central (BC). Na segunda-feira (27), o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, afirmou que as expectativas de inflação subiram em meio a ruídos recentes, mas reiterou entender que uma estabilização e posterior melhora nas projeções do mercado tendem a vir ao longo do tempo. "[A expectativa de inflação] voltou a subir... A gente entende que no longo prazo isso deve se estabilizar e voltar a melhorar", disse Campos Neto em evento promovido pelo grupo Lide, em São Paulo. O banqueiro central citou ruídos relacionados às contas públicas brasileiras, à credibilidade do BC e às especulações sobre o compromisso com a meta de inflação, além de citar dúvidas sobre quando o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deve começar a reduzir os juros por lá. No cenário corporativo, investidores repercutiram positivamente a primeira coletiva da nova presidente da Petrobras, realizada ontem. "Nós vamos respeitar a lógica empresarial. Não há como gerir uma empresa dessas sem respeitar a lógica empresarial. Dando lucro, sendo tempestivo, atendendo os interesses tanto dos acionistas públicos quanto dos privados, nós vamos fazer", afirmou Magda Chambriard, na sede da empresa, no Rio. "Agora, agilizar isso nessa direção. A palavra-chave é conversa. Nós vamos ter que conversar muito, entender muito as demandas de cada um e colocar a Petrobras à disposição dos interesses dos seus acionistas dentro da lógica empresarial", acrescentou. A presidente também afirmou ter certeza que a empresa dará lucros: "Se existe uma coisa que eu tenho certeza e garanto é que essa empresa vai dar muito lucro. Se tem lucros, tem dividendos. Nós queremos ter lucros". Já no exterior, o mercado monitora a divulgação de uma série de indicadores tanto nos EUA quanto na Europa, e eventuais falas de dirigentes do Fed. *Com informações da agência de notícias Reuters
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28/05 - IPCA-15: preços sobem 0,44% em maio, com destaque para a gasolina
Prévia da inflação acumulou 3,70% na janela de 12 meses. Números vieram abaixo das expectativas do mercado financeiro. Prévia da inflação fica em 0,44% em maio O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado a prévia da inflação oficial do país — registrou uma alta de 0,44% nos preços em maio, informou nesta terça-feira (28) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A gasolina foi o subitem de maior influência nos resultados do mês, com alta de 1,90% e 0,09 ponto percentual (p.p.) de impacto no índice geral. Sua alta levou o grupo Transportes para ganhos mensais de 0,77% e também a registrar o maior impacto entre os grupos pesquisados pelo IBGE, de 0,16 p.p. em maio. O índice geral teve uma aceleração de 0,23 p.p. na comparação com o mês anterior, quando teve alta de 0,21% para abril. Em maio de 2023, o IPCA-15 foi de 0,51%. Com os resultados, o IPCA-15 acumulou 3,70% na janela de 12 meses. No ano, a alta é de 2,12%. Os números vieram abaixo das expectativas do mercado financeiro. As projeções eram de alta de 0,47% para maio, chegando a 3,74% em 12 meses. Oito dos nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta de preços em maio. Outro aumento importante do mês vem do grupo Saúde e cuidados pessoais, que teve a maior alta percentual entre os grupamentos, com 1,07%, além do segundo maior impacto no índice, de 0,14 p.p. Segundo o IBGE, a maior contribuição veio dos produtos farmacêuticos, com ganho de 2,06% e 0,07 p.p., após a autorização do reajuste de até 4,50% nos preços dos medicamentos desde 31 de março. Veja abaixo a variação dos grupos em maio Alimentação e bebidas: 0,26%; Habitação: 0,25%; Artigos de residência: -0,44%; Vestuário: 0,66%; Transportes: 0,77%; Saúde e cuidados pessoais: 1,07%; Despesas pessoais: 0,18%; Educação: 0,11%; Comunicação: 0,18%. Outros destaques Além da gasolina, a passagem aérea voltou a contribuir bastante com a alta do grupo Transportes. A alta foi de 6,04%, com 0,04 p.p. Entre os demais combustíveis (2,10%), o etanol (4,70%) e o óleo diesel (0,37%) tiveram alta. Já o gás veicular (-0,11%) registrou queda. Um dos grupos de atenção nos últimos meses, Alimentação e bebidas desacelerou e registrou alta de 0,26% em maio. A Alimentação no domicílio subiu 0,22%, com altas da cebola (16,05%), do café moído (2,78%) e do leite longa vida (1,94%). Entre as quedas estão o feijão carioca (-5,36%), as frutas (-1,89%), o arroz (-1,25%) e as carnes (-0,72%). Já a Alimentação fora do domicílio (0,37%) acelerou em relação ao mês de abril (0,25%). A refeição passou de alta de 0,07% em abril para 0,34% em maio. O lanche teve variação de 0,47%, igual ao mês anterior. Gasolina, combustível Reuters Coleta de dados em meio à tragédia do RS Para a edição deste mês do IPCA-15, o IBGE enfrentou dificuldades para realizar a pesquisa de preços no Rio Grande do Sul. A região metropolitana de Porto Alegre é área de abrangência da pesquisa e foi duramente afetada pelas cheias. De acordo com o instituto, a coleta de preços remota foi intensificada, mas sem substituir a coleta em modo presencial quando possível. Mas o IBGE reconhece que nem todos os subitens puderam ser coletados, como algumas hortaliças e verduras. Itens que não puderam ser medidos pelo instituto tiveram os preços imputados. A imputação é a atribuição de preços de um ou mais produtos similares para o produto cujo preço não está disponível na coleta. "Em maio, aproximadamente 30% da coleta foi realizada durante a situação emergencial de modo remoto, por telefone ou internet, em vez do modo presencial. Cabe informar que o calendário de coleta do mês de maio iniciou em 16/04 e finalizou em 15/05, e a coleta remota de preços foi intensificada a partir do dia 06/05, quando aproximadamente 70% dos preços já tinham sido coletados", diz o IBGE.
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28/05 - Contas públicas têm superávit de R$ 11,1 bi em abril, pior resultado para o mês em quatro anos
No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram superávit de R$ 30,6 bilhões. Números foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional. As contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 11,08 bilhões em abril deste ano, informou nesta terça-feira (28) a Secretaria do Tesouro Nacional. O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima as despesas do governo (não são considerados os gastos com o pagamento de juros da dívida pública). Se as despesas superam as receitas, o resultado é de déficit primário. Segundo o governo, mesmo superavitário, o resultado de abril é o pior, para o mês, desde 2020, quando foi registrado um déficit fiscal de R$ 120,26 bilhões (valor corrigido pela inflação), em meio à alta de gastos para combater os efeitos da pandemia da Covid-19. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o resultado de abril foi impactado pelo aumento de R$ 8 bilhões em despesas previdenciárias relativo à antecipação de parte do décimo terceiro salário dos aposentados e pensionistas. Em 2023, esse pagamento começou somente em maio. De acordo com o Tesouro Nacional, em abril: A receita líquida foi de R$ 191,27 bilhões, com alta real de 8,4%; A despesa total foi 180,19 bilhões, com crescimento real de 12,4%. Parcial do ano e meta fiscal Ainda segundo o Tesouro Nacional, no acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, as contas do governo registraram superávit primário de R$ 30,6 bilhões. Com isso, houve piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um superávit fiscal de R$ 46,85 bilhões nas contas do governo. De acordo com o Tesouro Nacional, a receita líquida apresentou um aumento 8,9% (acima da inflação) nos quatro primeiros meses deste ano, para R$ 725,6 bilhões, enquanto a despesa total aumentou 12,6%, para R$ 695 bilhões, na comparação com o mesmo período de 2023. O secretário do Tesouro Nacional , Rogério Ceron, explicou que o resultado da parcial deste ano, das contas do governo, sofreu influência da antecipação do décimo terceiro dos aposentados em abril (+R$ 8 bilhões) e, também, do pagamento de R$ 30 bilhões em precatórios em fevereiro. Em 2023, o desembolso com precatórios foi feito em maio. O governo informou que busca zerar o rombo das contas públicas neste ano, meta que consta na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) -- aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 2023, o governo federal registrou um déficit primário (sem contar as despesas com juros) de R$ 230,5 bilhões. Foi o segundo pior resultado da série histórica. O objetivo de zerar o rombo fiscal neste ano é considerado ousado pelo mercado financeiro, que projeta um déficit em torno de R$ 80 bilhões para 2024. Balança Comercial teve superávit de 7,4 bilhões de dólares em março De acordo com o relatório de avaliação de receitas e despesas divulgado na semana passada, entretanto, as contas do governo deverão registrar um déficit de R$ 14,5 bilhões neste ano. Pelas regras do arcabouço fiscal, há uma banda de 0,25 ponto percentual do PIB para cima e para baixo da meta fiscal. Com isso, o governo pode registrar um rombo de até R$ 28,8 bilhões em 2024 sem que o objetivo seja descumprido. Em busca da meta fiscal, o governo aprovou, no ano passado, uma série de medidas para aumentar a arrecadação federal. O objetivo é elevar a arrecadação em R$ 168,5 bilhões em 2024.
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28/05 - Apartamentos mais caros: índice de preços de imóveis sobe mais de 50% em cinco anos, diz CBIC
Segundo representantes do setor, movimento reflete queda no número de lançamentos e no de estoques. Preços de apartamentos sobe no Brasil. Jornal Nacional/ Reprodução O índice de preços médios de apartamentos brasileiros cresceu mais de 50% nos últimos cinco anos, indica o novo levantamento feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Segundo a pesquisa, o índice de preços ficou em 171,9 pontos no trimestre encerrado em março deste ano – uma alta de 54,4% em relação aos primeiros três meses de 2019, quando era 111,35 pontos. O indicador reflete a variação de preços dos apartamentos ao longo do trimestre. O estudo só considera apartamentos e leva em consideração uma análise feita em 220 cidades brasileiras. Veja no gráfico abaixo a evolução do índice de preços ao longo dos últimos cinco anos: O número também representa um avanço de 12% em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, quando estava em 153,46 pontos. O movimento, segundo representantes da CBIC, do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação ou Administração de Imóveis Residenciais ou Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) e da Brain Inteligência Estratégica, reflete dois fatores principais: o aumento de custos de construção visto no mercado ao longo da pandemia; e a queda dos estoques de apartamentos disponíveis. “No passado recente, há cerca de dois anos, nós tivemos [...] altas muito expressivas [nos preços] de aço, de cimento, de alumínio e de cobre em função da pandemia. E isso proporcionou uma pressão para que o preço [dos imóveis] aumentasse”, explicou o presidente da CBIC, Renato Correia. “Isso independe da capacidade de pagamento dos clientes. O custo [de construção] subiu e é preciso deixar as companhias com uma margem operacional, então o preço sobe”, completou. Agora, o movimento é um pouco diferente. De acordo com os executivos do setor, o que explica o aumento de preços mais recente é a queda dos estoques, em meio ao número cada vez menor de lançamentos. Puxadas pelo Minha Casa Minha Vida, vendas de imóveis crescem 30% até novembro de 2023 Segundo o levantamento da CBIC, por exemplo, o lançamento de apartamentos residenciais totalizou 56.355 unidades no primeiro trimestre deste ano, uma redução de 9,6% em comparação a igual período do ano passado. A oferta final, na mesma base de comparação, registrou uma queda de 12,2%, para 272.708 unidades. “Nós estamos no menor patamar de oferta final”, disse o presidente da Brain inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo, durante a apresentação do levantamento. “Isso significa que se ninguém lançasse mais nada hoje, em 9,9 meses acabaria a oferta [os estoques]. Esse é o nosso recorde no sentido de menor tempo de escoamento da oferta [de apartamentos]”, acrescentou o executivo. Assim, com cada vez menos apartamentos disponíveis, a tendência é que a variação de preços obedeça a lei de oferta e demanda. “Agora vemos um outro movimento. Não é mais um movimento de custo de materiais, mas de menos lançamentos. Com as vendas permanecendo no mesmo patamar e os estoques diminuindo, isso naturalmente leva a um ganho de preços”, disse Correia, da CBIC, reiterando que a estimativa é que os preços continuem a subir ao longo deste ano. Destaque para o Minha Casa Minha Vida Ainda segundo o levantamento da CBIC, outro destaque importante no mercado imobiliário é o maior foco em lançamentos feitos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) – que foi beneficiado pelas mudanças trazidas pelo governo no ano passado. Com as novas regras, o programa passou a ter um subsídio maior, juros mais baixos e um aumento no valor máximo do imóvel que pode ser comprado — o que trouxe um maior apetite de lançamentos por parte das incorporadoras e uma maior demanda por parte da população. De acordo com o levantamento, os lançamentos na modalidade aumentaram 24,7% no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2023. Já as vendas de apartamentos que se enquadram no programa subiram 21,3% na mesma base de comparação. Para o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, os números já são resultado das mudanças feitas no programa, e a expectativa é que tanto os lançamentos quanto as vendas de apartamentos na modalidade se intensifiquem à frente. “Estamos voltando aos patamares que tínhamos antes de o programa se mostrar desenquadrado e atrasado em relação às curvas de subsídios e limites operacionais”, afirmou o economista durante apresentação do levantamento. Segundo Araújo, da Brain, apesar de a expectativa ser a de que haja um crescimento de todos os segmentos ao longo deste ano, o destaque ainda deve ficar com as unidades que se enquadram no MCMV. “Esse é o maior mercado, onde tem mais demanda. E se nesse momento existe apoio de diferentes governos, é ainda mais fácil fazer com que essa demanda seja realizada”, afirmou o executivo. Ele disse, ainda, que a expectativa é que o volume de lançamentos da modalidade ultrapasse o de outros segmentos do mercado imobiliário ao longo deste ano. Atualmente, 47% do total de lançamentos feitos no mercado imobiliário são do programa MCMV. “Praticamente metade do mercado já é Minha Casa, Minha Vida, e a possibilidade é inverter logo no primeiro semestre, passando a ter mais lançamentos já no segundo semestre”, completou Araújo.
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28/05 - Em dois anos, +Milionária nunca teve vencedor do prêmio principal; entenda por que é tão difícil ganhar
Com 149 sorteios realizados até o último sábado (25), mais de 350 apostas 'bateram na trave' na loteria da Caixa Econômica Federal. Mais Milionária bilhete volante Rafael Leal /g1 Exatos dois anos após o primeiro sorteio da +Milionária, nunca houve uma aposta vencedora do prêmio máximo da loteria. O histórico do concurso mostra que, dos 149 sorteios realizados até o último sábado (25), mais de 350 jogos "bateram na trave" e levaram valores abaixo do principal. A dificuldade de levar a bolada — que está acumulada em R$ 214 milhões — é explicada pelos cálculos de probabilidade divulgados pela própria Caixa Econômica Federal, responsável pela loteria. Cada aposta simples da +Milionária tem 1 chance em 238,3 milhões de acertar as seis dezenas e dois trevos, entre 50 dezenas e seis trevos; Cada aposta simples da Mega-Sena tem chance de 1 em 50 milhões de acertar as seis dezenas sorteadas, entre 60 dezenas; Isso significa que é quase cinco vezes mais difícil ganhar na +Milionária do que na Mega-Sena. Chances de ganhar na +Milionária vs. Mega-Sena. Arte/g1 A probabilidade de ganhar na +Milionária é só um pouco maior do que na Powerball, loteria norte-americana considerada uma das mais difíceis do mundo e que sorteia prêmios bilionários. No concurso dos EUA, a chance de faturar a bolada é de 1 em cada 292,2 milhões. Na Powerball, os apostadores precisam escolher cinco números de 1 a 69, representados por bolas brancas, além de mais uma dezena de 1 a 26, representada por uma bola vermelha. Um bilhete custa, em média, US$ 2 (R$ 10). Em nota enviada ao g1, a Caixa afirmou que a +Milionária é inspirada na Powerball e em outras experiências internacionais, como a Megamillion (EUA), a EuroMillions, a Euromilhões e a Eurojackpot, na Europa. Mesmo sem um vencedor do prêmio máximo, o banco ressaltou que a loteria já pagou mais de R$ 301,3 milhões em prêmios e arrecadou R$ 1,4 bilhão até abril de 2024. "Desde o primeiro sorteio, 354 apostas acertaram as 6 dezenas + 1 ou nenhum trevo ou 5 dezenas + 2 trevos. Essas apostas receberam um total de R$ 39 milhões em prêmios", disse a Caixa. A instituição também informou que quase metade do valor arrecadado é destinado a repasses sociais e que, quando os brasileiros realizam as apostas, eles "contribuem com áreas essenciais ao desenvolvimento do país, como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social". Veja a íntegra da resposta no fim desta reportagem. Possibilidades de apostas Segundo a Caixa, os apostadores da +Milionária têm a opção de escolher mais números caso queiram aumentar as chances de ganhar. Nesse caso, os preços dos jogos ficam mais altos conforme o aumento das dezenas e trevos jogados. Veja na tabela abaixo: Tabela de preços para cada quantidade de dezenas e trevos apostados Ganha o valor máximo da +Milionária o apostador que cravar as seis dezenas e os dois trevos sorteados em cada concurso. São, ao todo, 50 números e seis trevos disponíveis para apostar. Há ainda, como nas outras loterias, a opção de apostar por meio de bolão. Para as apostas em grupo, o preço mínimo é de R$ 12, e cada cota não pode ser inferior a R$ 6. Na modalidade, é possível fazer um bolão com no mínimo 2 e no máximo 100 cotas. Os valores do bolão também vão até R$ 83.160. 'Mais prêmios' Se, por um lado, a loteria nunca teve vencedor do prêmio máximo, ela costuma pagar mais prêmios menores. "Na +Milionária, são mais prêmios e mais chances de ganhar", anunciam os apresentadores durante os sorteios, realizados às quartas e sábados no Espaço da Sorte da Caixa, em São Paulo. A loteria tem, ao todo, 10 faixas de premiação, sendo que o prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem, são deduzidos 5% para composição da reserva garantidora de prêmios. Do restante, é deduzido o montante destinado ao pagamento dos prêmios com valores fixos: Faixa 10 – duas dezenas + um trevo: prêmio de R$ 6 Faixa 9 – duas dezenas + dois trevos: prêmio de R$ 12 Faixa 8 – três dezenas + um trevo: prêmio de R$ 24 Faixa 7 – três dezenas + dois trevos: prêmio de R$ 50 Segundo a Caixa, após a apuração dos ganhadores dos prêmios com valores fixos, o valor restante do total destinado à premiação é distribuído para as demais faixas de prêmios nos seguintes percentuais: Faixa 1 – 62% entre as apostas que acertarem seis dezenas + dois trevos; Faixa 2 – 10% entre as apostas que acertarem seis dezenas + um ou nenhum trevo; Faixa 3 – 8% entre as apostas que acertarem cinco dezenas + dois trevos; Faixa 4 – 8% entre as apostas que acertarem cinco dezenas + um ou nenhum trevo; Faixa 5 – 6% entre as apostas que acertarem quatro dezenas + dois trevos; Faixa 6 – 6% entre as apostas que acertarem quatro dezenas + um ou nenhum trevo. +Milionária: veja como jogar na loteria da Caixa Maiores prêmios De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, o maior prêmio já pago pela +Milionária foi de R$ R$ 578.580,90, no concurso de 27 de janeiro de 2024. Na ocasião, a aposta vencedora acertou cinco dezenas e dois trevos e ficou enquadrada na faixa 3 de premiação. O segundo maior valor pago foi de R$ 557.732,73, no concurso de 7 de fevereiro de 2024. O ganhador também se enquadrou na faixa 3, com cinco dezenas e dois trevos corretos. Os números também mostram que, entre as 10 maiores cifras já pagas pela loteria, a maioria se refere a concursos realizados no início de 2024. Sorteios de outubro, novembro e dezembro de 2023 também entram na lista. Veja abaixo: R$ 578.580,90 – 27 de janeiro de 2024 R$ 557.732,73 – 7 de fevereiro de 2024 R$ 542.539,47 – 13 de janeiro de 2024 R$ 528.586,79 – 2 de dezembro de 2023 R$ 521.902,62 – 23 de março de 2024 R$ 505.524,72 – 17 de janeiro de 2024 R$ 478.097,87 – 4 de maio de 2024 R$ 472.063,67 – 25 de novembro de 2023 R$ 445.024,19 – 9 de dezembro de 2023 R$ 430.826,48 – 21 de outubro de 2023 Veja a nota enviada pela Caixa ao g1 A +Milionária foi desenvolvida com o objetivo de complementar a loteria de prognósticos numéricos das Loterias CAIXA e tem como principal característica ser a única modalidade a contar com dez faixas de premiação, com garantia de prêmio mínimo primeira faixa no valor de R$ 10 milhões. Trata-se de um produto com características novas no mercado brasileiro, que segue casos exitosos de produtos semelhantes de loterias comercializadas em outros países, como o Powerball (EUA), Megamillion (EUA), EuroMillions, Euromilhões e Eurojackpot, na Europa. Em julho de 2023, a +Milionária passou por mudança, ampliando para dois os sorteios semanais. A alteração aumenta a arrecadação e o valor do prêmio, além de possibilitar ao apostador uma nova oportunidade para concorrer aos prêmios. Desde o primeiro sorteio, 354 apostas acertaram as 6 dezenas + 1 ou nenhum trevo ou 5 dezenas + 2 trevos. Essas apostas receberam um total de R$39 milhões em prêmios. Desde a sua criação, a +Milionária já pagou R$ 301,3 milhões em prêmios e arrecadou cerca de R$ 1,4 bilhão (até abril 2024). Vale lembrar que do valor arrecadado pelas Loterias da CAIXA, quase metade é destinado a repasses sociais, conforme determinado pela legislação vigente. Assim, ao fazer suas apostas, os brasileiros contribuem com áreas essenciais ao desenvolvimento do país, como esporte, educação, cultura, segurança e seguridade social.
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28/05 - É #FAKE que governo brasileiro importe arroz da China
Ministério da Agricultura e Associação da Indústria do Arroz desmentem as alegações falsas. Empresa chinesa usada em mensagem falsa explica que produto mostrado em vídeo é uma mistura de farinha de arroz e outras farinhas de cereais. É #FAKE que governo brasileiro importe arroz da China Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que mostra uma máquina de arroz, acompanhado de legenda que afirma que o governo brasileiro vai importar arroz que não é plantado, mas fabricado na China. É #FAKE. g1 A legenda do vídeo diz: "Veja só: Aí está a fábrica de arroz que o 'Nove Dedos' quer empurrar, goela abaixo, no povo brasileiro... Viu? O tal arroz não é plantado, é fabricado na China. Será que este arroz virá com uma nova cepa, para matar mais gente? Fique ligado...". A fake news circula por ocasião da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul, maior produtor de arroz do Brasil. A legenda que o acompanha o vídeo é completamente falsa, alertam o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Associação Brasileira das Industrias de Arroz (Abiarroz). E o vídeo é antigo: de 2021. O Mapa diz que o Brasil não importa arroz tradicional plantado da China e, no momento, não há perspectiva de iniciar essa importação. "A China não é um mercado exportador e não houve busca nem da embaixada nem de empresas chinesas interessadas em vender para o Brasil", diz a pasta. Também não procedem as alegações de que o arroz seria "artificial": "Não há nenhuma possibilidade de o Brasil importar arroz artificial fabricado na China", ressalta o Ministério da Agricultura. A Associação Brasileira das Indústrias de Arroz afirma que "não procede a informação de que o Brasil vai importar arroz da China, menos ainda “arroz artificial”. "A origem do arroz importado pela indústria são os países do Mercosul (Uruguai, Argentina e Paraguai) e, eventualmente, o grão premium da Tailândia, por se aproximar mais da qualidade do arroz brasileiro", diz a Abiarroz. Fiscalização Mesmo que o Brasil importasse arroz da China ou de qualquer outro país, não haveria risco segundo o Ministério da Agricultura, pois o arroz ou qualquer outro alimento é fiscalizado ao ser importado. "O Mapa faz análises para verificar a qualidade do produto. O setor privado importa anualmente mais de 1 milhão de toneladas e não há registros de problemas com as diversas origens que o Brasil importa." Empresa explica O vídeo viral tem a marca da empresa Sunpring no canto superior esquerdo. Essa marca leva ao vídeo original, gravado em 2021, na China. O equipamento mostrado é máquina extrusora de arroz artificial, para fabricar arroz nutritivo ou fortificado. Procurada pelo Fato ou Fake, a empresa esclarece que o arroz mostrado no vídeo é arroz fortificado, também conhecido como arroz nutricional. A empresa explica o que o arroz mostrado no vídeo é produzido a partir de uma mistura de farinha de arroz e outras farinhas de cereais. "Durante o processo de fabricação, são adicionadas vitaminas e minerais essenciais, como vitamina B12, vitamina D, ácido fólico, ferro e zinco. Esta fortificação aumenta o valor nutricional do arroz", diz. A empresa diz que fabrica e exporta equipamentos de produção de arroz fortificado, e não o arroz em si. Garante que até o momento, não há informações ou acordos indicando que o governo brasileiro esteja comprando arroz fortificado produzido com seus equipamentos em 2024. O arroz fortificado é usado em alguns países, como a Índia, para ajudar no combate à desnutrição. É #FAKE que governo brasileiro importe arroz da China Reprodução Veja também: VÍDEO: 'Arroz colhido garante abastecimento', diz presidente de federação do RS 'Arroz colhido garante abastecimento', diz presidente de federação do RS Fato ou Fake explica: VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)
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28/05 - Mega-Sena pode pagar R$ 75 milhões nesta terça-feira
As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.730 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 75 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta terça-feira (28), em São Paulo. No concurso do último sábado (25), nenhuma aposta levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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28/05 - Base Aérea de Canoas estuda receber voos internacionais
Base Aérea de Canoas estuda receber voos internacionais O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Sousa Pereira, informou ao blog que a base da Força Aérea em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deve ter voos ampliados ao longo das próximas semanas. Atualmente, são cinco voos chegando e cinco voos saindo do local. Ainda segundo o diretor, também está em estudo receber voos internacionais. A revisão da concessão com a Frapor, empresa que administra Aeroporto Salgado Filho — que permanece interditado — é outra questão sendo negociada. Isso porque a Frapor precisará fazer várias obras no local — devido aos prejuízos dos temporais que atingira a região e inundaram o terminal. A empresa tem 25 anos de concessão. O pedido de interdição do Salvado Filho segue no Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira (FAB) até 7 de agosto.
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27/05 - Produtores de carne anunciam doação de 2 mil toneladas de proteína animal para vítimas da tragédia no RS
Representantes de associações do setor anunciaram doação após reunião com Lula nesta segunda. Por serem perecíveis, carnes e ovos não costumam entrar nas cestas básicas doadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (27) com associações de empresas que atuam na produção de carne no Brasil. Na ocasião, o setor anunciou que vai doar 2 mil toneladas de carnes bovina, suína e de aves, além de ovos, para as vítimas da tragédia do Rio Grande do Sul. Lula se reuniu com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e daAssociação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), além de empresários do setor. Segundo o ministro Fávaro, o principal problema para a chegada de proteína animal para as vítimas da tragédia no Rio Grande do Sul é a logística. As empresas têm dificuldade de fornecer o material para abastecer essas pessoas. Para Quem Doar: portal reúne iniciativas de confiança para quem quer ajudar Famílias que perderam bens nas enchentes no RS já podem pedir o Auxílio Reconstrução De acordo com ele, a ideia é usar centros de distribuições de empresas próximos aos locais que foram atingidos para armazenar e distribuir as doações. Fávaro disse que as 2 mil toneladas não serão entregues de uma vez, seja para as cozinhas solidárias ou diretamente para as famílias. O fornecimento será realizado "pelo tempo que for necessário" segundo o ministro e de acordo com a demanda local. "Então, agora começa o trabalho de fato, mão na massa para botar o Rio Grande do Sul no seu devido lugar, que é produzir, gerar emprego, oportunidade de gratidão pra todos os brasileiros", afirmou o ministro. Refeições em ginásio, espaço para carregar celular e cinema improvisado: como é a vida no abrigo contra as enchentes no RS
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27/05 - Petrobras vai 'dar muito lucro' e atender aos interesses dos acionistas públicos e privados, diz nova presidente
Magda Chambriard, que assumiu o cargo ocupado por Jean Paul Prates na última semana, concedeu sua primeira entrevista coletiva nesta segunda-feira (27). Magda Chambriard concede primeira coletiva na Petrobras Raoni Alves/g1 A nova presidente da Petrobras, Magda Chambriard, que assumiu o cargo ocupado por Jean Paul Prates na última semana, disse em sua primeira coletiva nesta segunda-feira (27) que a empresa vai "respeitar a lógica empresarial" no que se refere a distribuição de dividendos, tópico de constante debate nas últimas gestões da companhia. "Nós vamos respeitar a lógica empresarial. Não há como gerir uma empresa dessas sem respeitar a lógica empresarial. Dando lucro, sendo tempestivo, atendendo os interesses tanto dos acionistas públicos quanto dos privados, nós vamos fazer", afirmou, na sede da empresa, no Rio. "Agora, agilizar isso nessa direção. A palavra-chave é conversa. Nós vamos ter que conversar muito, entender muito as demandas de cada um e colocar a Petrobras à disposição dos interesses dos seus acionistas dentro da lógica empresarial", acrescentou. Ela também afirmou ter certeza que a empresa dará lucros: "Se existe uma coisa que eu tenho certeza e garanto é que essa empresa vai dar muito lucro. Se tem lucros, tem dividendos. Nós queremos ter lucros". A presidente disse que ainda não teve tempo para conhecer todos os atuais diretores. Contudo, Magda Chambriard afirmou que se houver mudanças isso será feito após uma analise dos perfis daqueles que estão nos cargos. Magda Chambriard disse ainda que a petrobras vai precisar ampliar a produção de petróleo pra garantir a segurança energética do Brasil até o fim dessa década. Ela também defendeu a exploração na região de pré-sal no Norte do Brasil, na região chamada de margem equatorial e disse que vai esclarecer os questionamentos do ministério do meio ambiente sobre os planos da empresa na região. Novas fronteiras exploratórias Entre os objetivos citados pela presidente para a Petrobras nos próximos anos, Magda citou as novas fronteiras exploratórias; a reposição das reservas energéticas, o aumento da disponibilidade dos produtos, a produção de energias renováveis, e potencialização da cadeia produtiva nacional. "Nós temos nas mãos uma companhia grandiosa, que tem que dar retorno, tem que observar as normas de compliance, tem que ser sustentável, tem que respeitar as pessoas, tem que respeitar o meio ambiente, mas ela tem que ser rentável e ao mesmo tempo atender os interesses dos acionistas, majoritários e minoritários". Estabilidade nos preços de combustíveis Magda também falou sobre a questão dos preços dos combustíveis para o consumidor. Sobre isso, a presidente que a empresa sempre trabalhou pela estabilidade. "A Petrobras sempre funcionou acompanhando uma tendencia de preços internacionais, ora mais alto, ora mais baixa. O que é indesejável é trazer para a sociedade brasileira uma instabilidade de preço todos os dias". "A Petrobras sempre zelou por essa estabilidade, acompanhando a tendencia de preços e a lógica dos preços do mercado, porque são produtos comerciados mundialmente (...) Nós vamos continuar fazendo isso". Pré-sal Questionada sobre o pré-sal, Magda explicou que o pico do volume de extração deve ocorrer em 2030, quando começará um período de queda, caso nenhuma nova descoberta aconteça. "Mais ou menos em 2030 nós vamos atingir o pico, entrando no declínio e vamos ter que tomar muito cuidado com a questão da reposição das reservas, a menos que nós queiramos o fato de vir a ser de novo importadores de petróleo, o que para nós está fora de cogitação", comentou. "A questão da reposição das reservas é importante e traz consigo a necessidade de exploração de novas fronteiras, dentre ela a questão do Amapá, da linha equatorial, a bacia de Pelotas, no Sul. Então o esforço exploratório dessa empresa tem que ser mantido, enfrentado e acelerando. Tudo isso faz parte de uma lógica negocial da empresa", completou. Diversificação de fontes Sobre diversificar as fontes energéticas, Magda garantiu que essa estratégia é que vai garantir o futuro. "As pessoas me perguntam se eu vou investir nessa energia ou naquela energia. O que a Petrobras ta fazendo é diversificação de fontes. É isso que vai garantir o futuro". "Vamos passar por um pico em 30 e isso não quer dizer que vamos deixar de ser autossuficientes em 30. O que vai acontecer é que pelo fim dessa década a gente há vai tendo uma dificuldade de repor reservas a partir do que já foi descoberto". "A mensagem aqui é a seguinte: Reposição de reservas está associado a exploração. Precisamos fazer exploração e ter a permissão para fazer a exploração". Para garantir que as explorações continuem e tenham o apoio do Ministério do Meio Ambiente, a presidente da Petrobras sugeriu ampliar o diálogo. "Vamos ter que conversar com o Meio Ambiente, mostrar para o MMA que a Petrobras está ofertando cuidados com o meio ambiente, com essa atividade, muito mais do que a lei demanda. Isso é uma verdade" Ela também comentou sobre a primeira conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A demanda que eu tive do presidente Lula foi 'tenho um grande carinho pela Petrobras, a sociedade brasileira ama a Petrobras e eu também. Eu gostaria que você gerisse essa empresa com respeito a sociedade brasileira'. Eu acho que não posse ter uma mensagem mais clara do que essa". Magda Chambriard concede coletiva na Petrobras Raoni Alves/g1 Troca na Petrobras Mafda oi indicada pelo presidente Lula em substituição a Jean Paul Prates – demitido após meses de "fritura" política e disputa interna com o governo em diversos pontos. No centro da disputa estavam Prates e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A polêmica sobre o pagamento dos dividendos aos acionistas da Petrobras – quando Prates resistiu a uma orientação do governo – teria sido a "gota d'água", segundo interlocutores. Magda Chambriard: quem é a engenheira que deve assumir a presidência da Petrobras
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27/05 - Conselho reduz teto de juros no consignado do INSS e libera negociação de 'carência' para atingidos no RS
Decisão corta de 1,68% ao mês para 1,66% ao mês o teto para o empréstimo consignado convencional, com desconto em folha de pagamento. O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou nesta segunda-feira (27) a redução da taxa máxima de juros cobrada em empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essa foi a oitava queda no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, desde o início de 2023. O teto para o empréstimo consignado convencional, com desconto em folha de pagamento, para esse público foi reduzido de 1,68% ao mês para 1,66% ao mês. Décimo terceiro começa a ser pago para aposentados e pensionistas do INSS Para operações nas modalidades de cartão de crédito e cartão consignado de benefícios, a taxa máxima de juros foi ajustada de 2,49% ao mês para 2,46% ao mês. Os novos valores começam a valer cinco dias úteis após a publicação da resolução do Conselho. Carência para o RS Na mesma reunião, foi aprovada uma medida para beneficiar a população do Rio Grande do Sul, atingida por enchentes nas últimas semanas. Segundo o Ministério da Previdência, “aqueles que recebem benefícios do INSS (Previdência e Assistência Social) e moram no Rio Grande do Sul poderão negociar a criação de uma carência nos descontos dos consignados de seus benefícios, numa espécie de suspensão, ou contratar um novo empréstimo que também poderá ter a carência de até 6 meses de modo a evitar o desconto imediato no benefício”. A decisão do Conselho é uma excepcionalidade e foi motivada pela situação de calamidade no Rio Grande do Sul. A medida permite que as instituições financeiras pactuem com os beneficiários gaúchos a adoção de carência, com cobrança de juros, para a contratação de novas operações de empréstimo consignado e refinanciamento das já existentes. Mas, para essa mudança, é necessária autorização expressa do beneficiário.
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27/05 - Auxílio Reconstrução: famílias do RS já podem confirmar dados para receber benefício; entenda
Governo anunciou PIX de R$ 5,1 mil por família que perdeu bens nas chuvas históricas no estado. Confirmação dos dados é etapa prévia ao pagamento do auxílio. Vista aérea de casas destruídas por enchentes na cidade de Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, no dia 15 de maio de 2024 Nelson Almeida/AFP Famílias do Rio Grande do Sul atingidas pelas fortes chuvas e cheias do último mês podem, a partir desta segunda-feira (27), confirmar seus dados para receber o Auxílio Reconstrução do governo federal. O envio das informações é uma etapa obrigatória para o pagamento do benefício de R$ 5,1 mil. O site para confirmação dos dados é https://www.gov.br/mdr/pt-br/auxilioreconstrucao. O governo federal criou o benefício, pago em parcela única via PIX, para socorrer as famílias que perderam bens pessoais e renda em razão das chuvas históricas no estado. O governo federal começou na semana passada a montar o banco de dados para viabilizar o pagamento do auxílio a partir de dados informados pelas prefeituras gaúchas. A partir desta segunda-feira, as famílias atingidas terão que acessar o portal gov.br e confirmar os dados passados pelas prefeituras. Abono Salarial, FGTS, restituição do IR: veja como pedir os benefícios anunciados pelo governo ao RS Apenas quando esses dados forem confirmados e validados, segundo o governo, o PIX de R$ 5,1 mil será feito. O cadastramento para o Auxílio Reconstrução ocorre da seguinte maneira: As prefeituras realizam o cadastro das famílias desalojadas ou desabrigadas, com informações pessoais e de endereço, no sistema do governo federal Responsável pela família beneficiária confirma informações pela conta do gov.br Caixa Econômica Federal realiza o pagamento em uma conta já existente ou abre uma nova conta para o beneficiário, que acessará o dinheiro com o aplicativo Caixa TEM Confira perguntas e respostas sobre o processo de pagamento do auxílio (clique na pergunta para seguir ao conteúdo): Quando vou receber? Preciso abrir conta bancária? Sou beneficiário do Programa Bolsa Família. Vou receber o auxílio reconstrução? Estou recebendo seguro-desemprego. Posso receber o auxílio reconstrução? Preciso estar no Cadastro Único para receber o auxílio reconstrução? Moro na mesma casa com minha esposa e filhos. Nós dois temos direito de receber o auxílio reconstrução? Como vou saber se a prefeitura enviou dados da minha família? Serei avisado para entrar no sistema para confirmar os dados? Existe alguma regra para uso do dinheiro? Auxílio de R$ 5,1 mil, saque do FGTS e ampliação do Bolsa Família para o RS 1. Quando vou receber? A data do pagamento depende do envio das informações pelos municípios, o processamento dos dados, e a confirmação dos dados pela família. Quanto antes a prefeitura enviar os dados e a família confirmar no sistema, mais rápido o dinheiro entra na conta. O sistema para recebimento das informações das prefeituras começa a operar dia 22/05 e o sistema para confirmação das informações pelas famílias entrou no ar no dia 27/05. 2. Preciso abrir conta bancária? Não. A Caixa Econômica abrirá uma conta poupança social digital automaticamente em nome do beneficiário. Se a pessoa já tiver conta na Caixa, o dinheiro será depositado nessa conta. 3. Sou beneficiário do Programa Bolsa Família. Vou receber o auxílio reconstrução? O auxílio reconstrução é voltado para famílias que tiveram que sair de suas casas e buscar abrigos ou ir para casa de amigos e parentes devido às chuvas e perderam parte ou todos seus bens. Beneficiários do Beneficiários do Bolsa Família que estiverem nessa situação poderão receber o auxílio. Beneficiários do Bolsa Família que não estiverem nessas situações, não são elegíveis para o auxílio reconstrução. 4. Estou recebendo seguro-desemprego. Posso receber o auxílio reconstrução? Sim. Se for morador de área atingida informada pela prefeitura, teve que sair de sua casa e perdeu bens com a chuva, você poderá receber o auxílio reconstrução. 5. Preciso estar no Cadastro Único para receber o auxílio reconstrução? Não. Para receber o auxílio, basta a prefeitura informar os dados das famílias desalojadas ou desabrigadas das áreas atingidas, com endereço completo comprovado. 6. Moro na mesma casa com minha esposa e filhos. Nós dois temos direito de receber o auxílio reconstrução? Não. Cada família pode receber apenas um auxílio reconstrução. O recebimento de mais de um auxílio reconstrução por família constitui fraude, sujeito a sanções penais e cíveis cabíveis, além de ressarcir à União o valor do Apoio Financeiro recebido. 7. Como vou saber se a prefeitura enviou dados da minha família? A partir do dia 27/05, você poderá acessar o sistema usando login e senha do GovBr e neste sistema você será informado se os dados de sua família já foram enviados. 8. Serei avisado para entrar no sistema para confirmar os dados? O governo federal recomenda que cada família acesse o sistema periodicamente. Além disso, o governo sugere que seja baixado e atualizado aplicativo do GovBr no celular. 9. Existe alguma regra para uso do dinheiro? Não. O Auxílio Reconstrução é uma ajuda do Governo Federal para que as famílias possam retomar suas vidas, para quem perdeu geladeira, fogão, televisão, sofá, colchão possa comprar esses bens, para quem teve a casa parcialmente destruída possa fazer uma pequena reforma. Cada família sabe a melhor forma de utilizar o recurso.
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27/05 - Hurb e 123 Milhas: um ano depois, consumidores seguem com dificuldades de reaver o dinheiro
Episódio do podcast Educação Financeira traz dicas de como os consumidores podem tentar recuperar os valores pagos por viagens não realizadas, e mostra os relatos de três clientes que seguem sem receber. 123 Milhas - Aeroporto de Congonhas, localizado na Cidade de São Paulo em 30 de agosto de 2023 RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO “O maior prejuízo foi a expectativa criada em torno dessas viagens. A frustração está grande”, lamenta Beatriz de Paula, cliente do Hurb, em entrevista ao podcast Educação Financeira desta semana. A carioca de 33 anos comprou cinco pacotes de viagens com a empresa, como presente de aniversário da filha, que completou 15 anos em janeiro. A viagem seria neste mês de maio, mas virou um prejuízo de R$ 6 mil. (saiba mais do caso abaixo) Tanto o Hurb como a 123 Milhas protagonizaram dois dos casos mais rumorosos do mercado de turismo brasileiro. As empresas ofereciam pacotes promocionais de viagem, a preços baixíssimos, até que não puderam mais cumprir com os contratos firmados. (relembre também abaixo) Não bastasse o transtorno de terem suas viagens canceladas, clientes relatam as dificuldades de conseguirem o estorno do valor investido. Mais de um ano depois do estouro das crises, ficaram sem viagem e sem o dinheiro. No episódio desta semana, o podcast Educação Financeira conta a história de três clientes de Hurb e 123 Milhas que continuam sem receber. Também entrevista a advogada Cláudia Roitman, que explica as alternativas jurídicas que os compradores prejudicados podem recorrer para tentar reaver os valores. OUÇA ABAIXO: Nesta reportagem, você vai ver: Relembre o caso do Hurb A crise da 123 Milhas Beatriz de Paula: “Sonho que está cada vez mais distante de acontecer” Michael Propst: “Nos sentimos lesados por fazermos uma compra falsa” Isabelly Cândido: “O Hurb não tem dinheiro em conta e por isso não devolve meu dinheiro” O que fazer se eu fui prejudicado pela 123 Milhas? O que fazer se eu fui prejudicado pelo Hurb? O que dizem as empresas Relembre o caso do Hurb O Hurb, antigo Hotel Urbano, faz parte do mercado de compras de viagens online no Brasil desde 2011. A empresa oferecia pacotes de viagens promocionais pelo sistema de “datas flexíveis”, que significa que os destinos não possuem uma data fixa para serem realizados. Para viabilizar as viagens, a empresa fazia uma aposta em preços baixos de passagens e hospedagens para vender pacotes com valores abaixo da média do mercado. A partir da compra, a empresa precisava garimpar os dias de voo e estadia mais baratos possíveis — por isso, sem data marcada. A partir de abril de 2023, o modelo ruiu: com o aumento dos preços de passagens e hospedagens após o baque da pandemia de Covid, o Hurb precisou cancelar ou adiar indefinidamente os pacotes promocionais. Na época, hotéis e pousadas suspenderam reservas de hospedagem feitas pelo Hurb após atrasos ou falta de pagamentos da plataforma. A crise provocou a saída do CEO da empresa e uma operação para realocação das viagens e reembolsos para os clientes que tiveram suas passagens canceladas. Muitos, porém, não receberam até hoje. Hurb Divulgação/Web Summit A crise da 123 Milhas A 123 Milhas, fundada em 2017, é concorrente do Hurb, pois também atuava com o modelo de viagens promocionais com datas flexíveis. Da mesma forma, entrou em crise no ano passado, e anunciou a suspensão dos pacotes e da emissão de passagens de sua linha promocional. Alegando crise anterior à situação com o pacote “Promo”, a empresa reportou mais de R$ 2 bilhões em dívidas e precisou recorrer a uma recuperação judicial. O processo jurídico serve para evitar que empresas em dificuldade financeira fechem as portas. As dívidas das empresas são travadas por (ao menos) 180 dias, fazendo com que a empresa ganhe prazo para negociar com os seus credores. A empresa, então, entrega um cronograma de quitação, chamado Plano de Recuperação Judicial. Ali, são estipulados prazos para pagar credores, e tudo deve ser aceito por uma Assembleia de Credores. Os consumidores são um dos últimos na fila de preferência, e se a empresa aprovar um plano que prevê descontos na dívida, muitos podem receber menos do que investiram. (saiba mais abaixo) A 123 Milhas não conseguiu aprovar o plano até hoje. A recuperação judicial da 123 Milhas enfrentou duas suspensões no TJMG, em setembro de 2023 e em janeiro de 2024, o que atrasou o processo. No dia 1° de março deste ano, a Justiça voltou a ordenar a retomada da recuperação judicial da agência de viagens, mas ainda não há data para a apresentação do plano. “Sonho que está cada vez mais distante de acontecer” Beatriz de Paula, de 33 anos, comprou com o Hurb cinco pacotes de viagens promocionais, que incluem passagens e hospedagens. Dois desses pacotes tinham como destino a Europa, onde a carioca iria passar as férias com a filha. A viagem com destino a Roma e Paris seria o presente de aniversário da jovem, que completou 15 anos em janeiro deste ano. Beatriz de Paula e sua filha, de 15 anos. Arquivo Pessoal Os passeios possuem embarque previsto até o dia 1º de junho de 2024, conforme o sistema de “datas flexíveis” da empresa. No entanto, o Hurb já informou que a viagem não vai acontecer. “Os dias que eu escolhi estão inválidos. Porém, a empresa não disponibiliza novas datas pois a validade do pacote está prestes a terminar. Eu perdi a expectativa de viajar”, declarou a secretária escolar. Print dos pacotes de viagens para Europa. Arquivo pessoal. Ao tentar escolher outro dia para viajar, o Hurb informa que “não há mais datas de agendamento” e que “é necessário um intervalo de 60 dias para concluir todo o processo de reserva”. Além da viagem para Europa, Beatriz também comprou três pacotes: Uma viagem para Maceió, com uma amiga. A validade era até novembro de 2023. Uma viagem para Salvador, com outra amiga. Validade até novembro de 2023. Uma viagem para Curaçao, com amigas do trabalho. A validade vai até novembro de 2024. “À medida que os pacotes vão perdendo a validade, a própria empresa muda o regulamento e estende a data”, informou a carioca. No total, Beatriz alega ter ficado com prejuízo de mais de R$ 6 mil. “O prejuízo maior foi toda a expectativa que foi criada em torno dessas viagens, principalmente que um dos destinos seria o presente da minha filha. A frustração é grande. Foi um sonho que, infelizmente, está cada vez mais distante de acontecer”, diz. Diante desse cenário, ela buscou a ajuda de advogados para saber se é viável processar a agência de viagens. Mas foi alertada que, mesmo com processo judicial, o Hurb não está cumprindo as sentenças. “Então, seria um mau investimento tentar entrar com uma ação sem ter nenhuma garantia de que vou conseguir recuperar o dinheiro que foi gasto”, afirma. Beatriz tentou contato com a empresa, por meio de e-mails e chats online, mas afirma que não conseguiu nenhum retorno e que não há nenhuma perspectiva para receber o seu dinheiro de volta. “Nos sentimos lesados por fazermos uma compra falsa” O professor de inglês Michael Propst, de 40 anos, comprou três passagens para Paris, com embarque previsto para dezembro de 2024. A compra, parcelada no cartão de crédito, foi feita com a 123 Milhas. Com ele, iriam viajar a esposa e a sogra. Propst também pagou por um seguro-reembolso de viagem, caso tivesse algum imprevisto na data estipulada. O educador recebeu a confirmação da compra das passagens por e-mail. No entanto, ao abrir a aba “Minhas viagens” do site da 123 Milhas, a confirmação não estava lá. Michael Propst e sua esposa Lindsay, que compraram três passages para Paris com a 123 Milhas Arquivo Pessoal Ele solicitou o estorno da viagem. Mas o pedido não foi aceito, uma vez que a 123 Milhas já estava em recuperação judicial. O casal também recorreu ao Procon-SP para tentar suspender o restante do valor que ainda precisava pagar, mas receberam resposta negativa da 123 Milhas e do banco. “Então, sem opção, nós tivemos que fazer todo o pagamento de uma viagem que nós sabíamos que não iríamos receber. Nós nos sentimos lesados por fazermos uma compra falsa que fomos obrigados a pagar, e a empresa deixou claro que nós não iríamos viajar”, lamentou Propst. “O Hurb não tem dinheiro em conta e por isso não devolve meu dinheiro” Isabelly Cândido, de 28 anos, comprou com o Hurb duas passagens com destino à Ilha do Mel, no Paraná, e Aracaju, que iriam acontecer em 2023. Ao ver a onda de denúncias contra a empresa, em abril do ano passado, decidiu cancelar as viagens, “com o intuito de ter o estorno desse valor para conseguir fazer a compra do pacote em outra companhia aérea”. A jovem judicializou a causa. Isabelly Cândido, de 28 anos, comprou duas viagens com a Hurb para 2023. Arquivo pessoal. Em agosto de 2023, Isabelly recebeu o retorno de sua advogada, de que ela havia vencido a ação de uma viagem e, por isso, teria direito ao reembolso, além de danos morais. “Porém, até hoje eu não tive estorno desse valor. Foi informado que o Hurb não tem nenhum dinheiro na conta e por isso o juiz não consegue essa penhora, então eles não conseguem devolver esse dinheiro”, relatou a jovem. Desde então, Isabelly está há quase um ano esperando o reembolso do preço da passagem paga, mesmo com a causa ganha. O que fazer se eu fui prejudicado pela 123 Milhas? Cláudia Trief Roitman, advogada especialista em direito civil, afirma que, em virtude da 123 Milhas estar em uma recuperação judicial, a melhor opção para o consumidor seria propor uma ação na Justiça, uma vez que as dívidas estão congeladas. Neste caso, o processo serviria para pedir o cumprimento forçado da oferta ou a devolução do valor. No entanto, o consumidor, chamado de credor quirografário, é um dos últimos a receber o pagamento em uma empresa que entra em recuperação judicial. Se depois dessas etapas a 123 Milhas não tiver dinheiro suficiente para quitar os débitos dos clientes, será dividido o valor restante entre eles. O prazo para o pagamento dos débitos vai depender do plano de recuperação que a 123 Milhas aprovar. Mas o projeto inicial ainda nem foi divulgado. A conclusão desse processo, isto é, o pagamento de todos os credores, pode demorar anos. Para aqueles que não judicializaram seus débitos, Roitman afirma que a opção é tentar contato com a 123 Milhas, visto que ela é obrigada a cumprir com as ofertas, independentemente da recuperação judicial. Justiça determina a retomada da recuperação judicial da 123 Milhas O que fazer se eu fui prejudicado pelo Hurb? O Hurb não está em recuperação judicial, o que significa que ela está funcionando apesar da crise financeira. Neste caso, a advogada relata que pode ser mais vantajoso mover uma ação contra o Hurb do que contra a 123 Milhas, uma vez que a primeira não tem a obrigação de seguir uma lista de credores. No entanto, Cláudia afirma que esse processo não é rápido, podendo demorar de um a três anos para ser concluído. O que dizem as empresas Hurb Guiado pela missão de democratizar o acesso a viagens para milhares de brasileiros, o Hurb, que atua há mais de 13 anos no setor de turismo, sempre prezou pela transparência com os seus viajantes. A companhia reconhece os problemas enfrentados e lamenta pela frustração dos clientes impactados. Em relação à solicitação do g1, a companhia esclarece que o desconhecimento dos números identificadores dos pedidos mencionados impossibilita um posicionamento individualizado e assertivo. E, por questões legais, a empresa não comenta processos judiciais e/ou ações em andamento, mas afirma que está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos. O Hurb ressalta, contudo, que segue trabalhando em força-tarefa para a normalização das operações e reitera o comprometimento com a realização das viagens adquiridas, bem como com a devolução de valores solicitados por clientes que optaram pelo cancelamento do serviço, seja nos casos judicializados ou não. Desde sua concepção, a OTA adota a tecnologia para potencialização de suas atividades, o que viabiliza a obtenção de preços mais acessíveis. O pacote de Mês Fixo, modalidade de produto ofertada pela empresa desde julho de 2023, está 100% dentro do prazo de entrega contratado. Com período da viagem determinado e escolhido pelo viajante no momento da compra, a companhia informa que todos os acordos de serviço envolvendo o produto vêm sendo integralmente cumpridos nas condições informadas no momento da compra. Os viajantes que tiverem qualquer questão sobre sua viagem devem entrar em contato com a empresa por um dos seus canais oficiais de Atendimento ao Cliente. É possível falar diretamente com o time de consultores da empresa, conforme indicado na Central de Ajuda. Por fim, o Hurb ainda frisa que, em prol da escuta ativa e cuidado com seus públicos, está à disposição para esclarecer eventuais dúvidas. 123 Milhas A 123milhas entrou, em 29 de agosto de 2023, com um pedido de recuperação judicial na Justiça de Minas Gerais. O procedimento visa permitir a reestruturação econômico-financeira e operacional de empresas viáveis que enfrentam crise financeira momentânea. Os clientes que adquiriram passagens ou pacotes com a 123milhas antes da data do pedido de recuperação judicial são hoje credores da empresa por força do quanto disposto na Lei de Recuperações (Lei nº 11.101/2005). No momento, o Grupo 123milhas aguarda a decisão da Justiça para dar prosseguimento ao processo da RJ, que tem, como próximo passo, a apresentação de um plano para pagar todas as suas dívidas com os credores. Em relação às parcelas vincendas, o Grupo 123milhas já fez há meses o pedido de cancelamento de tais cobranças por parte das credenciadoras de cartão de crédito e demais instituições de arranjos de pagamento, ressaltando, portanto, a sua preocupação com a situação. * Estagiária sob supervisão de Raphael Martins ** Colaborou Bruna Miato
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27/05 - Governo adia pela 2ª vez entrada em vigor de portaria que restringe trabalho aos feriados
Regras que passariam a valer a partir de junho foram postergadas para 1º de agosto. Parlamentares e empresários são contrários à medida. consumo, comércio, economia, população, gente na rua, centro de SP, censo Vincent Bosson/Fotoarena/Estadão Conteúdo O Ministério do Trabalho e Emprego adiou novamente o início de vigência da portaria que restringe o trabalho no comércio aos feriados. As regras, que passariam a valer a partir de junho, foram postergadas para 1º de agosto. A medida foi publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (27). É a segunda vez que o governo adia a entrada em vigor da portaria. Em fevereiro, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, postergou a norma em mais três meses – de 1º de março para 1º de junho. Na ocasião, a medida foi anunciada enquanto o governo tentava costurar um acordo com representantes sindicais, empresas e frentes parlamentares. Governo posterga mais uma vez restrição do trabalho no comércio aos feriados Portaria polêmica Em novembro do ano passado, o governo publicou uma portaria restringindo o funcionamento do comércio aos feriados. A portaria, divulgada no "Diário Oficial da União" em 13 de novembro de 2023, foi uma tentativa, segundo o ministro Luiz Marinho, de invalidar "uma portaria inconstitucional assinada em 2021", que tornava o trabalho aos feriados isento de aprovação dos sindicatos. De acordo com a Lei 10.101/2000, que regulamenta o comércio, o trabalho aos feriados é permitido desde que seja “autorizado em convenção coletiva de trabalho e observada a legislação municipal”. A nova regra, restringindo o trabalho aos feriados, entraria em vigor a partir de 1° de janeiro de 2024, mas, antes disso, foi alvo de polêmica por parte de setores da economia e de parlamentares. Logo após a edição da portaria em novembro, a Câmara dos Deputados aprovou em plenário a urgência de um projeto de lei que barrasse a medida assinada pelo Ministério do Trabalho. A justificativa usado pelo relator do projeto, Luiz Gastão (PSD-CE), foi de que a proibição do trabalho aos feriados interferiria diretamente na manutenção de empregos e na arrecadação de impostos, essenciais para o financiamento de políticas públicas. No dia seguinte à reação, em 22 de novembro, Marinho se reuniu com representantes dos setores trabalhistas e optou por reformular a portaria e publicar um novo texto até março de 2024. Durante essa reunião também ficou acordado que o ministério iria criar uma mesa tripartite para discutir o assunto.
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27/05 - Mega-Sena pode pagar R$ 75 milhões nesta semana
Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 A Caixa Econômica Federal promove nesta terça-feira (28), a partir das 20h, o sorteio do concurso 2.730 da Mega-Sena. O prêmio acumulado é de R$ 75 milhões para os acertadores das seis dezenas. No concurso do último sábado (25), nenhuma aposta levou o prêmio máximo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja as dezenas sorteadas: 47 - 54 - 20 - 41 - 27 - 53 A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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27/05 - Governo federal libera mais R$ 6,7 bilhões para compra pública de arroz importado
Valor será destinado para a aquisição de 895,9 milhões de toneladas do grão e se soma aos R$ 516 milhões que já foram liberados, no início do mês, para a compra de 104 mil toneladas. Arroz importado terá marca do governo e preço tabelado de R$ 4 o quilo. Imagem de arroz na colheitadeira. Celso Tavares / g1 O governo federal publicou na sexta-feira (24) à noite duas medidas provisórias autorizando a compra pública de arroz importado e liberando mais R$ 6,7 bilhões para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) consiga adquirir 895,9 mil toneladas do grão de outros países. A Conab é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, responsável pela gestão de políticas agrícolas. Os R$ 6,7 bilhões se somam, agora, aos R$ 516 milhões que já foram liberados no início de maio para a aquisição de 104 mil toneladas. O governo chegou a marcar um leilão para o dia 21 de maio para a compra dessa quantidade, mas o suspendeu após o Mercosul aumentar em 30% o preço do cereal, segundo disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ao g1. Ainda não há uma nova data para o leilão. Os países do bloco sul-americano (Uruguai, Paraguai e Argentina) teriam preferência no leilão. Eles são os principais fornecedores externos de arroz para o mercado nacional. E, como o bloco é uma zona de livre comércio, eles não pagam imposto para vender ao Brasil. Mas, por conta da alta de preços, o governo decidiu zerar o imposto de importação para países de fora do Mercosul. Segundo a Conab, o arroz que será importado terá preço tabelado e um rótulo próprio do governo federal. O quilo será vendido por R$ 4. O arroz será vendido diretamente para mercados de bairro, supermercados, hipermercados e atacarejos, sem intermediação da indústria. "Esses estabelecimentos comerciais deverão vender o arroz exclusivamente para o consumidor final", disse a estatal, em nota. Com as medidas publicadas na sexta, a Conab fica autorizada a importar até 1 milhões de toneladas de arroz. Por que o governo quer importar A decisão pela compra se deu após enchentes no Rio Grande do Sul prejudicarem parte das plantações de arroz. O estado é responsável por 70% da produção nacional do grão. Lavouras da região central do estado foram as mais prejudicadas. Além disso, o estado está com dificuldade para transportar o grão, tendo em vista a interrupção de estradas. O Ministério da Agricultura vem afirmando que a decisão de importar arroz tem o objetivo de evitar especulação de preços e alta no valor do arroz para o consumidor. Mas os produtores nacionais vêm se opondo às medidas de importação e afirmam que o arroz que já foi colhido RS é suficiente para abastecer o mercado interno. Há duas semanas, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Fedearroz) chegou a solicitar ao governo que cancelasse o leilão para importar o grão. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a safra do estado deve ficar em torno de 7,149 milhões de toneladas, mesmo com as perdas pelas inundações. "O número é bem próximo ao registrado na safra anterior, de 7,239 milhões de toneladas – o que comprova que o arroz gaúcho é suficiente para abastecer o mercado brasileiro, sendo desnecessária a importação do grão", disse o Irga, em nota, na semana passada. Procon identifica irregularidades no preço do arroz em cinco estabelecimentos de Maceió Oeste Paulista registra aumento no preço do quilo do arroz
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27/05 - Chuvas no RS: pagamento do Bolsa Família para 21,6 mil famílias atingidas está previsto para quarta, diz governo
Beneficiários foram incluídos em folha extra do programa, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Cada família receberá valor entre R$ 600 e R$ 700. Carros e estrada na cidade de São Leopoldo (RS) no dia 12 de maio de 2024 Nelson Almeida/AFP O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) informou à TV Globo nesta segunda-feira (27) que, na próxima quarta-feira (29), 21.681 famílias do Rio Grande do Sul afetadas pelas fortes chuva vão receber pagamentos do Bolsa Família. Segundo o governo, são famílias que moram em regiões em estado de calamidade e em situação de vulnerabilidade, que estão em abrigos ou foram acolhidas por outras famílias. De acordo com o MDS, as beneficiárias não estavam no programa Bolsa Família, mas preenchem os requisitos para integrar o programa de assistência e foram incluídas pelas equipes do Programa Busca Ativa – RS. Conforme o Executivo, cada família receberá na próxima quarta valor entre R$ 600 e R$ 700. O custo total da folha extra será de R$ 15,6 milhões. O plano de inclusão das famílias na folha extra foi antecipado à TV Globo e ao g1 pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, no dia 13 de maio. As famílias que estavam na folha normal do Bolsa Família já receberam o pagamento no último dia 17. Leia também: Famílias no RS poderão suspender financiamentos de imóveis com FGTS por até 6 meses Veja quem poderá ganhar o benefício do governo recebido por PIX SOS RS Governo Lula confirma suspensão da dívida do Rio Grande do Sul por 3 anos; Congresso precisa aprovar Número beneficiários pode aumentar O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, explicou que os cerca de 630 mil gaúchos desabrigados ou desalojados estão divididos em aproximadamente 230 mil famílias. "O que estamos fazendo agora é indo a cada família dessa para poder fazer o cadastramento, ver quem preenche o requisito. Eu posso dizer que temos bem mais do que estas 21.681 famílias. Não sabemos ao certo qual o tamanho, mas será um número bem maior infelizmente. E a orientação é dar todo o apoio para estas famílias que mais precisam no Rio Grande do Sul", afirmou Dias.
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27/05 - Relator quer votar nesta segunda projeto que retoma taxação de importações de até US$ 50
Ideia será debatida em reunião de líderes partidários. Data da votação será decidida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Apps da Shopee, Shein e AliExpress Vivian Souza/g1; Reprodução/Shein e Aline Lamas/g1 O deputado Átila Lira (PP-PI), relator do projeto que, entre outros pontos, retoma a taxação federal sobre compras internacionais de até US$ 50, defende a votação da proposta nesta segunda-feira (27). Segundo o relator, a votação nesta segunda está sendo negociada com líderes, e ele aguarda uma posição final do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda nesta tarde. "A ideia é a gente votar hoje, mas preciso ainda da decisão dos líderes. Mas já conversei internamente que o ideal seria votar hoje, ou, no máximo , amanhã [terça-feira]”, disse o relator ao blog. Como tem feriado nesta semana, para garantir quórum, o presidente da Câmara determinou sessões desta segunda a quarta com efeito administrativo, ou seja, quem faltar terá a ausência descontada do salário. Na prática, um gesto para garantir que esse tema seja concluído esta semana. Segundo o relator, a ideia dele é votar tudo junto, o projeto do Mover com o jabuti do retorno do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. "A gente fez mobilização tão grande, a nossa ideia é a taxação junto", disse. Nos bastidores, há um movimento de governistas para votar a taxação separadamente, mas o formato final vai depender dos líderes e de conversas que ocorrerão entre esta segunda-feira e a terça. O fim da isenção em imposto de importação para remessas de até US$ 50 foi incluída em projeto que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que ainda será votado pelos deputados. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que pode vetar a medida se ela for aprovada. Lula diz que 'tendência' é vetar imposto sobre importações de até US$ 50, Julia Duailib comenta O que diz o governo? O Ministério da Fazenda e a Receita Federal anunciaram, em abril de 2023, que iriam extinguir uma isenção de imposto para remessas internacionais de até US$ 50 entre pessoas físicas. Essa isenção não existia para o comércio. Mas, segundo o governo, a regra estava sendo usada de maneira irregular por varejistas internacionais, que se "disfarçavam" de pessoa física para não pagar impostos. Como a medida foi muito criticada, o Ministério da Fazenda anunciou um programa para solucionar a questão no final de junho. Determinou a isenção da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50 para as empresas que aderissem voluntariamente ao Remessa Conforme, da Receita Federal. Em suma, quem se cadastrasse pagaria apenas o recolhimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado em compras feitas em plataformas online de varejistas internacionais, que passou a ser de 17% para todo o país. O g1 mostrou que clientes relatavam que a medida havia reduzido o tempo de entrega dessas encomendas — o que incentivava a aquisição de produtos vindos do exterior. E o benefício aos varejistas internacionais passou a incomodar ainda mais o empresariado brasileiro.
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27/05 - Cartão de crédito: juros sobem novamente em abril e atingem 423% ao ano, mesmo com medida que limita dívida no rotativo
Juros bancários médios apresentaram queda marginal em abril deste ano; taxa de inadimplência ficou estável. Dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira. Os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo subiram de 421,3% ao ano, em março, para 423,5% ao ano em abril, informou o Banco Central nesta segunda-feira (27). Esse é o maior patamar desde dezembro de 2023 (442,1% ao ano). O aumento de 2,2 pontos percentuais em março aconteceu apesar de o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter limitado, desde janeiro deste ano, o valor total da dívida dos clientes no cartão de crédito rotativo. O valor do débito não pode mais exceder 100% da dívida original. Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro. O patamar de março é quase 40 vezes acima da taxa básica da economia (atualmente em 10,75% ao ano), que serve de parâmetro para os bancos buscarem recursos no mercado. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa linha de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Os números também mostram relativa estabilidade nas concessões (novos empréstimos) no rotativo do cartão de crédito. Em abril, foram contratados R$ 30,5 bilhões nessa modalidade de crédito. Patamar pouco acima à média de 2022 (R$ 28,38 bilhões por mês) e de 2023 (R$ 30 bilhões por mês). Limitação da dívida Abril foi o quarto mês de validade da decisão que limitou a dívida total no cartão de crédito. Pela nova regra, por exemplo, se a dívida inicial for de R$ 100, o débito total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. O custo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cálculo. A norma vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro. Em janeiro, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicou que a solução adotada pelo CMN de limitar a dívida do cartão de crédito – que já havia sido aprovada anteriormente pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula – seria temporária. "A gente precisa ainda estudar esse assunto, ver como vai fazer de uma forma equilibrada. Começamos a ver a inadimplência melhorando, é um bom sinal (...) Não temos uma solução hoje, avaliamos várias soluções. Temos uma solução de curto prazo que melhorou um pouco, a gente precisa entrar em um entendimento", declarou à ocasião. A discussão sobre os juros do cartão de crédito rotativo também tem gerado atrito entre os bancos e credenciadoras independentes, as chamadas maquininhas. Como pano de fundo das discussões, está o parcelado sem juros no cartão de crédito, questionado pelos bancos, mas defendido pela equipe econômica e pelas credenciadores independentes. Juros bancários Em abril deste ano, ainda de acordo com o Banco Central, a taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas teve pequena queda de 0,1 ponto percentual em abril, para 40,4% ao ano. O juro foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 20,9% ao ano, em março, para 21,3% ao ano em abril deste ano. Já nas operações com pessoas físicas, os juros recuaram de 53,4% ao ano, em março, para 53% ao ano em abril deste ano. No cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 128,1% ao ano, em março, para 129,9% ao ano em abril de 2024. Volume do crédito bancário Já o volume total do crédito bancário em mercado, de acordo com o Banco Central, subiu 0,2% em abril deste ano, para R$ 5,89 trilhões. No fechamento do ano passado, estava em R$ 5,79 trilhões. "Esse desempenho decorreu, basicamente, do crescimento de 0,9% do estoque de crédito para pessoas físicas, total de R$ 3,6 trilhões, em contraposição à redução de 0,9% no crédito a pessoas jurídicas, total de R$ 2,2 trilhões.", informou o Banco Central. O BC informou que o saldo total do crédito livre às famílias cresceu 0,8% no mês passado, e 8,9% em doze meses, atingindo R$ 2 trilhões. "Esse resultado mostrou-se mais significativo no crédito não rotativo, que aumentou 0,8% no mês e 9,2% em doze meses", acrescentou. Inadimplência De acordo com dados do Banco Central, a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em 3,2% em abril -- o maior patamar desde novembro de 2023 (3,4%). Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 3,6% em abril. Já a inadimplência das empresas subiu de 2,5% para 2,6% de março para abril deste ano.
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27/05 - Boletim Focus: pela 3ª vez seguida, economistas do mercado elevam estimativa de inflação para 2024
Expectativas para o crescimento do PIB e para a taxa básica de juros da economia não foram alteradas pelo mercado financeiro. Números foram divulgados pelo Banco Central. Analistas do mercado financeiro elevaram as estimativas de inflação para este e para o próximo ano. As previsões constam no relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia. Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento. Para a inflação deste ano, os analistas dos bancos subiram a expectativa de inflação, de 3,80% para 3,86%. Esse foi o terceiro aumento seguido no indicador. Com isso, a expectativa dos analistas para a inflação de 2024 se mantém acima da meta central de inflação, mas abaixo do teto definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano. Para 2025, a estimativa de inflação avançou de 3,74% para 3,75% na última semana. No próximo ano, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%. Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem, e também em 12 meses até meados de 2025. Copom e enchentes no Sul Um aumento mais pronunciado nas estimativas de inflação vem sendo registrado após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter baixado a taxa básica de juros de 10,75% para 10,5% ao ano no começo deste mês. A decisão foi dividida. Os quatro diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva votaram por um corte maior nos juros, de 0,5 ponto percentual, para 10,25% ao ano. Mas foram voto vencido. Quatro diretores mais antigos e o presidente do BC, formando uma maioria, optaram por uma redução menor na taxa Selic. O "racha" no Copom teve efeito no mercado financeiro no dia seguinte. A bolsa de valores caiu, enquanto o dólar e os juros futuros avançaram. O temor do mercado é que a diretoria do BC indicada pelo presidente Lula -- com maioria no Copom a partir de 2026 --, possa ter mais leniente com a inflação em busca de um ritmo maior de crescimento da economia. Além do racha no Copom, outro fator que tem influenciado o comportamento da inflação, segundo o Ministério da Fazenda, é o efeito das enchentes no Rio Grande do Sul, assim como a mudança da meta fiscal para 2025 e 2026 (liberando R$ 160 bilhões a mais em gastos nestes anos). Para definir o nível da taxa Selic, o Banco Central trabalha com o sistema de metas de inflação. Se as estimativas para o comportamento dos preços estão em linha com as metas pré-definidas, pode reduzir a taxa. Se as previsões de inflação começam a subir, pode optar por manter ou subir os juros. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, a projeção do mercado ficou estável em 2,05%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia. Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro continuou em 2%. Taxa de juros Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira para o final deste ano. Atualmente, a taxa Selic está em 10,50% ao ano, após sete reduções seguidas promovidas pelo Banco Central. Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia permaneceu em 10% ao ano. Para o fim de 2025, por sua vez, o mercado financeiro manteve a projeção estável em 9% ao ano. Outras estimativas Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC: Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2024 subiu de R$ 5,04 para R$ 5,05. Para o fim de 2025, a estimativa continuou em R$ 5,05. Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção ficou estável em US$ 82 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 76,3 bilhões para US$ 78 bilhões. Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 70 bilhões de ingresso. Para 2025, a estimativa de ingresso recuou de US$ 73,5 bilhões para US$ 73 bilhões. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
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27/05 - Educação Financeira #296: o que o consumidor pode fazer se não conseguiu viajar por Hurb ou 123 Milhas
Episódio traz dicas de como os consumidores podem tentar recuperar os valores pagos por viagens não realizadas, e mostra os relatos de três clientes que seguem sem receber. Há pouco mais de um ano, os clientes do Hurb, antigo Hotel Urbano, começaram a enfrentar problemas para viajar: cancelamentos de reservas, passagens não emitidas, e hotéis que alegavam não estarem sendo pagos pela plataforma. O ex-presidente da empresa debochou dos clientes e teve que renunciar depois que a história pegou mal. A companhia vive, desde então, um processo de reestruturação financeira. Pouco tempo depois, em agosto, a 123 Milhas entrou com um pedido de recuperação judicial apenas duas semanas após suspender os pacotes e as emissões de passagens de sua linha promocional, com datas flexíveis. O ponto em comum entre as duas empresas: um modelo de negócios que não era sustentável. Neste episódio do podcast Educação Financeira, relembre o que aconteceu desde então e o que fazer caso você tenha tido sua viagem cancelada. OUÇA O PODCAST ABAIXO: * Estagiária sob supervisão de Raphael Martins O que dizem as empresas Hurb Guiado pela missão de democratizar o acesso a viagens para milhares de brasileiros, o Hurb, que atua há mais de 13 anos no setor de turismo, sempre prezou pela transparência com os seus viajantes. A companhia reconhece os problemas enfrentados e lamenta pela frustração dos clientes impactados. Em relação à solicitação do g1, a companhia esclarece que o desconhecimento dos números identificadores dos pedidos mencionados impossibilita um posicionamento individualizado e assertivo. E, por questões legais, a empresa não comenta processos judiciais e/ou ações em andamento, mas afirma que está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos. O Hurb ressalta, contudo, que segue trabalhando em força-tarefa para a normalização das operações e reitera o comprometimento com a realização das viagens adquiridas, bem como com a devolução de valores solicitados por clientes que optaram pelo cancelamento do serviço, seja nos casos judicializados ou não. Desde sua concepção, a OTA adota a tecnologia para potencialização de suas atividades, o que viabiliza a obtenção de preços mais acessíveis. O pacote de Mês Fixo, modalidade de produto ofertada pela empresa desde julho de 2023, está 100% dentro do prazo de entrega contratado. Com período da viagem determinado e escolhido pelo viajante no momento da compra, a companhia informa que todos os acordos de serviço envolvendo o produto vêm sendo integralmente cumpridos nas condições informadas no momento da compra. Os viajantes que tiverem qualquer questão sobre sua viagem devem entrar em contato com a empresa por um dos seus canais oficiais de Atendimento ao Cliente. É possível falar diretamente com o time de consultores da empresa, conforme indicado na Central de Ajuda. Por fim, o Hurb ainda frisa que, em prol da escuta ativa e cuidado com seus públicos, está à disposição para esclarecer eventuais dúvidas. 123 Milhas A 123milhas entrou, em 29 de agosto de 2023, com um pedido de recuperação judicial na Justiça de Minas Gerais. O procedimento visa permitir a reestruturação econômico-financeira e operacional de empresas viáveis que enfrentam crise financeira momentânea. Os clientes que adquiriram passagens ou pacotes com a 123milhas antes da data do pedido de recuperação judicial são hoje credores da empresa por força do quanto disposto na Lei de Recuperações (Lei nº 11.101/2005). No momento, o Grupo 123milhas aguarda a decisão da Justiça para dar prosseguimento ao processo da RJ, que tem, como próximo passo, a apresentação de um plano para pagar todas as suas dívidas com os credores. Em relação às parcelas vincendas, o Grupo 123milhas já fez há meses o pedido de cancelamento de tais cobranças por parte das credenciadoras de cartão de crédito e demais instituições de arranjos de pagamento, ressaltando, portanto, a sua preocupação com a situação. Ouça também nos tocadores Spotify Amazon Apple Podcasts Google Podcasts Castbox Deezer Logo podcast Educação Financeira Comunicação/Globo O que são podcasts? Podcasts são episódios de programas de áudio distribuídos pela internet e que podem ser apreciados em diversas plataformas — inclusive no g1, no ge.com e no gshow, de modo gratuito. Os conteúdos podem ser ouvidos sob demanda, ou seja, quando e como você quiser! Geralmente, os podcasts costumam abordar um tema específico e de aprofundamento na tentativa de construir um público fiel.
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27/05 - Em parceria com a B3, Tesouro cria Olimpíada de Educação Financeira e mira 1 milhão de alunos
Inscrições para a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira começam em 27 de maio; provas serão realizadas em setembro. Alunos poderão estudar via plataforma virtual, e escolas com maior engajamento e desempenho médio receberão prêmios em dinheiro. Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) Material de divulgação do Tesouro Nacional Buscando a participação de mais de 1 milhão de alunos, a Secretaria do Tesouro Nacional, em parceria com o Ministério da Educação e com a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), abre nesta segunda-feira (27) as inscrições para a 1ª Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef). As inscrições, que devem ser feitas pelas escolas, se estendem até 9 de setembro por meio do site da olimpíada. A prova está prevista para 17 de setembro. Poderão participar estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e da 1ª série do Ensino Médio em todo o Brasil. Segundo o governo, mais de 91 mil escolas estão aptas a participar do processo, englobando, ao todo, 19,36 milhões de estudantes. "Estamos mirando ser, de partida, a maior olimpíada de educação financeira do país", disse ao g1 o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron. Segundo ele, o objetivo é levar reflexão e discussão, de forma mais leve, aos alunos de escolas públicas e privadas em torno da educação e planejamento financeiros — temas que desempenham papel social e ajudam no desempenho escolar. De acordo com o Tesouro, os pilares da olimpíada são simbolizados por três moedas empilhadas, representando a Educação, as Finanças e os Investimentos no Futuro. "A Olitef não é apenas uma competição; é uma missão de transformação. Acreditamos que cada estudante merece acesso à educação financeira de qualidade, essencial para tomar decisões conscientes e responsáveis ao longo da vida. Nossa olimpíada é uma plataforma que capacita professores com recursos didáticos e valoriza suas carreiras, ao mesmo tempo em que prepara os alunos para gerenciar dinheiro, investir e economizar", diz o Tesouro Nacional. Banco Central faz pesquisa para saber como está o conhecimento do Brasileiro sobe Educação Financeira Plataforma de estudos e prêmios Os professores receberão formação e materiais didáticos especializados, por meio de plataforma eletrônica, e os alunos terão acesso a conhecimentos financeiros práticos. De acordo com o Tesouro Nacional, todos os alunos participantes receberão certificados digitais, e os melhores desempenhos serão premiados com medalhas. As escolas da rede pública mais engajadas, e com melhor desempenho médio, serão premiadas. As inscrições para concorrer à premiação ocorrerão em um segundo momento, ao longo de junho. Considerando o engajamento e o desempenho médio dos alunos, as duas melhores escolas públicas de cada estado receberão um prêmio de R$ 100 mil para investir na próprio local de ensino, para fazer pequenas melhorias e comprar equipamentos, por exemplo. Os professores que participarem do programa também receberão um premio de R$ 40 mil para dividir entre eles e o diretor das escolas premiadas. Entre as 54 escolas premiadas, as três melhores receberão prêmios, respectivos, de R$ 300 mil, R$ 200 mil e R$ 100 mil. O critério, nesse caso, será o uso do valor anterior, de R$ 100 mil, em prol dos alunos, de mobilização da comunidade e de impulso à educação financeira. Uma banca avaliadora definirá os vencedores nessa segunda etapa. Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, lembra que o órgão tem trazido uma série de inovações no programa Tesouro Direto — por meio do qual as pessoas físicas podem comprar e vender títulos públicos em corretoras na internet. Ele lembra que foram lançadas ações para facilitar a complementação de renda na aposentadoria e, também, o financiamento de estudos. "Queremos levar a discussão da educação e do planejamento financeiro para dentro das famílias, cada vez de forma mais popular, buscando uma linguagem mais simples. E agora estamos lançando a olimpíada da educação financeira, que visa levar à uma grande reflexão, mobilizar as comunidades e os alunos, professores das escolas públicas e privadas. A gente está com um olhar especial para as escolas públicas", explicou o secretário do Tesouro Nacional. Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) Material de divulgação do Tesouro Nacional
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27/05 - Imposto de Renda 2024: Receita paga 1º lote de restituição nesta semana; veja quem recebe e calendário
Ao todo, mais de 5,5 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 9,5 bilhões. Mais de R$ 1 bilhão serão pagos a contribuintes que residem no Rio Grande do Sul. Imposto de renda Marcos Serra/g1 A Receita Federal vai começar a pagar o 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2024 na sexta-feira (31) desta semana — mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração. Ao todo, mais de 5,5 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 9,5 bilhões. Este é o maior valor já pago pelo Fisco em um lote de restituição do IRPF. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores. Do montante de R$ 9,5 bilhões, aproximadamente R$ 8,9 bilhões referem-se aos contribuintes prioritários. São eles: 258.877 idosos acima de 80 anos 2.595.933 contribuintes entre 60 e 79 anos 162.902 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave 1.105.772 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério 787.747 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a Declaração Pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. Ainda segundo a Receita, em razão do estado de calamidade decretado no Rio Grande do Sul (RS), foi dada prioridade aos contribuintes domiciliados no estado. No RS, serão restituídas 886.260 declarações, incluindo exercícios anteriores, totalizando mais de R$ 1 bilhão. Os gaúchos foram inseridos na faixa de preferência após as prioridades legais e antes daqueles que optaram pelos modelos de pagamento via PIX e pela declaração pré-preenchida. Saiba mais aqui. LEIA MAIS Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024 Veja como fazer a declaração Veja quem é obrigado a declarar Veja como baixar o programa Veja o calendário dos lotes de restituição Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina Veja o calendário da restituição do IR 2024 Os pagamentos das restituições do IR 2024 serão feitos em cinco lotes, segundo informações da Receita. O prazo para entrega das declarações começou no dia 15 de março. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 31 de maio 2º lote: 28 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 30 de agosto 5º lote: 30 de setembro Como saber se vou receber? Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal lembrou que disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Ao fazer o login, selecione a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF)”. Na aba “Processamento”, escolha o item “Pendências de Malha”. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida. Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022); quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022); quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; Possui trust no exterior; Deseja atualizar bens no exterior.
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26/05 - É salmão ou truta salmonada? Entenda as diferenças
Salmão não pode ser criado no Brasil porque precisa de águas muito frias. Como alternativa é usada uma técnica deixa a truta arco-íris com cor parecida. Detalhe: nenhum deles nasce alaranjado. Truta salmonada fica laranja para se parecer com o salmão Caroline Attwood na Unsplash Famoso pelos restaurantes de comida japonesa, o salmão não tem a mesma cor a vida inteira. Na sua juventude, a cor de sua carne é branca, mas, a partir da alimentação na fase adulta, ela vai mudando. Camarões e crustáceos servem como corantes naturais para o salmão e vão deixando ele alaranjado, graças a um componente que possuem que se chama carotenoide. Essa característica é típica dos salmonídeos, a família do salmão e de suas primas: as trutas. No Brasil, onde não é possível criar salmão, a truta arco-íris passa pelo processo de salmonização em cativeiro, usando carotenoides artificiais que a deixam laranja. A partir daí ela fica conhecida como "truta salmonada". Apesar da troca do nome popular, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), alertou ao g1 que em sua embalagem o peixe não pode ser chamado de "salmão" ou "truta salmonada", o que caracterizaria fraude. Entenda a seguir como esta mudança de cor acontece e a diferença entre os dois peixes. Por que não tem salmão no Brasil? O Brasil não é capaz de produzir salmão porque o peixe precisa de águas mais frias do que as localizadas no território do país. Por isso, todo o produto comercializado no Brasil é importado, vindo, principalmente, do Chile. Ele nasce em água doce, mas migra para o mar na sua fase adulta, precisando de temperaturas que variam de 5°C a 7°C. A variedade do Atlântico é a mais consumida pela população brasileira. Ela é natural da Europa, principalmente da Noruega. Também é possível encontrá-la na América do Norte. Na América do Sul, o Chile é o principal criador da espécie, que apesar de não ser nativa daquele país, é criada em tanques-rede, um tipo de gaiola aquatica, em sistemas intensivos de piscicultura, explica Caroline Maia, especialista em peixes da ONG Alianima. A truta arco-íris, a mais usada no Brasil como salmonada, surgiu como alternativa para o salmão no país, porque se desenvolve em água doce (apesar de ter a capacidade de se adaptar à água salgada) e em temperaturas mais amenas, de 10°C a 20°C. Por que o salmão troca de cor? Enquanto o salmão ainda vive na água doce, ele não pigmenta e sua carne tem a coloração branca. Depois que ele vai para o mar devido a um comportamento natural da espécie, acontece uma mudança no organismo dele, explica Lícia Lundstedt, chefe-adjunta de pesquisa e desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Pesca e Aquicultura (Embrapa). Já na fase adulta, ele se alimenta de pequenos camarões e krills, crustáceos que se assemelham aos camarões. Esses animais fornecem os carotenoides, substâncias químicas que geram pigmentos, que também existem na cenoura e na beterraba, por exemplo. Os carotenoides presentes na alimentação do salmão são astaxantina e cantaxantina, que além de fazerem com que ele se torne laranja, são ricos em antioxidantes, que protegem as células de oxidarem, explica Lícia. Outro benefício é que os caratenoides têm ácidos graxos, aumentando a taxa de sobrevivência do animal. E a cor alaranjada o protege da luminosidade. No caso da criação do salmão em cativeiro, a ração dada ao peixe tem o carotenoide desenvolvido em laboratório, com a formulação química idêntica à encontrada na natureza, fornecendo cor e antioxidantes, afirma Neuza Takahashi, pesquisadora do Instituto de Pesca da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta). Incluir o carotenoide na ração é importante para a saúde do salmão, além de ser uma alternativa sustentável para não precisar realizar uma pesca volumosa para obter o camarão, por exemplo, para alimentação do peixe, explica Juliana Galvão, especialista na área de pescado da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-Usp). Como a truta fica salmonada? A truta arco-íris se torna salmonada quando na sua ração também é acrescentada a formulação química da astaxantina ou cantaxantina. Por ser um salmonídeo, ela também tem a característica de absorver a tonalidade alaranjada. Esse processo começou a ser realizado após uma quebra no fornecimento de salmão vindo do Chile, em 2014, devido a uma doença chamada Isavírus, que acometeu as criações do país. Na época, a Apta havia lançado alguns testes com a truta salmonada, informa Neuza. Então, como uma alternativa para o abastecimento do mercado interno, alguns produtores se interessaram em começar a criar a modalidade. Mas Neuza ressalta: o produto foi e continua sendo comercializado com o nome na embalagem de “truta salmonada”, ele não pode ser vendido como salmão. Isso caracterizaria fraude. Apesar de ser mais barata que o salmão no mercado, a truta salmonada pode ser mais cara de se produzir. Isso porque o custo da ração com carotenoide é mais elevado e a truta ainda pode precisar de tecnologias que a deixem maiores, para alcançar o tamanho de um salmão, e chegando a até 3 kg, explica Neuza. Ainda assim, o preço do salmão ao consumidor é mais elevado por ele ter mais apelo de mercado e ser mais popular, e pelo custo da importação, diz Juliana. Saiba também: Descubra o que é o fio branco no ovo cru; spoiler: não é um cordão umbilical Como saber se é truta ou salmão? Para o público comum, pode ser bem difícil identificar a diferença entre a truta salmonada e o salmão quando o peixe está cortado como filé, aponta Lícia. Mas existem algumas características que podem ajudar ao consumidor diferenciá-los. Veja abaixo. Entenda as diferenças entre a truta salmonada e o salmão Wagner Magalhaes / Dhara Assis / g1 Salmão é um peixe polêmico Apesar de ser um peixe muito desejado, o salmão tem algumas polêmicas em seu sistema de criação intensiva. Veja dois pontos abaixo. Antibióticos: Caroline, da ONG Anialima, aponta que muitos produtores usam antibióticos na ração dos animais para prevenir o aparecimento de doenças. Além de gerar impactos ambientais pelas fezes dos animais, isso proporcionaria o surgimento das superbactérias. Mas, para Neuza, pesquisadora da Apta, não é isso que de fato acontece. A pesquisadora explica que os antibióticos em sua maioria são proibidos na criação de peixes, por causa do avanço da vacinação. Portanto, são usados apenas quando os animais estão doentes e sendo prescritos por um médico veterinário especializado. Outro ponto que a especialista em pescados defende é que, quando administrado, há um período em que o medicamento é degradado no organismo, para apenas depois o salmão ir para o abate. E cabe aos fiscais do Ministério da Agricultura pegar amostras desses peixes e fazer análises sobre se o produto que está entrando no país está conforme a legislação. O g1 questionou o Ministério da Agricultura e Pecuária para saber se há fiscalização da presença de antibiótico nos peixes importados, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Fezes poluem o oceano: considerando que o volume de peixes na gaiola é grande, haveria um grande volume de fezes e alimentos que não foram ingeridos se acumulando no fundo do oceano e matando as espécies nativas ali, diz Caroline. “É uma ração rica em proteína, visando o crescimento e o desenvolvimento de um peixe, com um filé maior e de mais qualidade, então tem muita proteína e isso também gera um outro processo de eutrofização do ambiente”, afirma. Mas Neuza defende que, quando há uma ração de boa qualidade, o peixe terá uma digestibilidade alta, absorvendo os nutrientes e diminuindo o volume de fezes. Além disso, a ração é otimizada, sendo servida apenas a quantidade ideal para a alimentação, evitando o desperdício. Essa otimização é feita também porque a comida é responsável por mais de 50% do custo de produção. “Esse resíduo que sobra é porque foi ração ruim ou foi um manejo descuidado. A gente tem que trabalhar para minimizar a quantidade de ração perdida ou de fezes que saem com o alimento não aproveitado. Trabalhando com ração de digestibilidade boa, de qualidade, usar fontes alternativas, mais sustentáveis para minimizar o impacto no meio ambiente”, explica. Leia também: Entenda o que é o líquido vermelho que sai da carne; spoiler: não é sangue Figo 'come' vespa, mas não é uma planta carnívora... E nem fruta Saiba o que são as listras brancas no peito de frango e se é seguro comer Saiba como os alimentos são produzidos no Brasil: De onde vem o que eu como: tilápia Água quente com vinagre pode ser o segredo para arroz soltinho Água de coco não é tudo igual: veja quais tipos podem ser comercializados no Brasil
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26/05 - ES é o maior produtor e exportador de gengibre do Brasil; expectativa é de 84 mil toneladas em 2024
Espírito Santo exporta para mais de 100 países. Raiz se adaptou melhor em cidades na região serrana do estado. ES é o estado que mais produz e mais exporta gengibre no país O Espírito Santo é o estado do Brasil que mais produz e exporta gengibre no Brasil. Maio marca o início da colheita, e a expectativa esse ano é que a produção no ano de 2024 chegue a 84 mil toneladas. Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Telegram Cerca de 90% do gengibre plantado no estado está nos municípios de Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina e Domingos Martins. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A raiz se adaptou bem à região montanhosa. No início a cultura foi chegando devagar, nos anos 90, e hoje é cultivada por mais de 3.500 famílias. "A gente começou com a produção pequena, hoje como aqui a maioria é tudo família que faz parte da cultura do gengibre, então a gente hoje planta em média de 15, a 18 até 20 mil quilos. A gente já tem que pegar as melhores sementes, pegar umas áreas novas de terra, e isso no final você evita muita doença. No final a gente sempre deseja chegar em um ponto de colher um gengibre bom também e tentar vender com um preço justo de mercado", disse o produtor rural, Erineu Plaster. Produção de gengibre no Espírito Santo é a maior do país Reprodução/TV Gazeta O amarelamento das folhas é um sinal de que o gengibre pode começar a ser colhido. Na propriedade do Erineu, em Santa Maria de Jetibá, a melhor colheita vai acontecer entre junho e julho. O tombamento das folhas é sinal que o gengibre está maduro e pode ser colhido. "Aqui na propriedade a gente tem priorizado colher um pouco mais no começo. A gente faz um intervalo, faz mais uma colheita no meio do ano, lá para o mês sete, oito e em novembro, dezembro, a gente costuma tirar o resto. A gente não sabe o preço final, aí a gente pega essas três alternativas. A gente pega o preço no começo da colheita, no meio e no final", explicou o produtor. A caixa com 13,6 quilos deve ser vendida no mercado nacional entre R$ 50 e R$ 60. O gengibre capixaba se destaca também no mercado internacional. LEIA TAMBÉM: Pesquisadores do ES desenvolvem variedade de alho que promete ser mais resistente a pragas e mais produtiva Produtores brasileiros miram em banana mais resistente a pragas e mais rentável desenvolvida por pesquisadores do ES Os produtores de gengibre do espírito santo são orientados pelo Incaper, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural. "Inicialmente a gente só colhia a partir de maio, que é o período em que o gengibre começa a amadurecer. É que o rizoma começa a apresentar as características de amadurecimento. Concomitante a isso, o período em que a gente começa a mandar nosso produto por via marítima. O produto após maduro ele consegue ter um tempo de prateleira maior e suportar a viagem de navio, que dura aí de 18 a 24 dias, dependendo do destino. E nesse outro período, que a gente chama de entre safra, que vai de janeiro a abril, a gente comercializa o produto ainda verde, que esse ano estava em um tamanho muito bom, e permitiu que a gente conseguisse enviar esse produto de forma mais evidente, em maior quantidade, porque os preços no início do ano estavam bastante atrativos. Só que esse produto, por estar verde, ele vai para fora do país de avião", pontuou o extensionista do Inpcar, Galderes Magalhães. Colheita de gengibre começa em maio no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Os produtores conseguem fazer o manejo correto, o que gera um gengibre de qualidade e de tamanho maior do que o produzido pela China e Peru, principais concorrentes do produto brasileiro. " A gente teve boas chuvas de verão que fizeram com que as plantas absorvessem bastante nutrientes. Aqueles produtores que fazem o seu manejo produtivo adequadamente conseguiu fazer com que essas plantas se desenvolvessem perfeitamente e atingissem o tamanho de mercado já no mês de fevereiro", comentou o extensionista. Estados Unidos, Cadaná, Europa, Oriente Médio. São mais de 100 países que consomem o gengibre produzido aqui no Espírito Santo. É também uma tradição em família. O Hiago deu continuidade à exportação que o pai começou. " A gente precisava desse feedback de como essa mercadoria estava chegando lá fora para poder a gente fazer a correção no que sai daqui no Brasil. A gente mandou um dos donos morar na Holanda e ele recebia toda a mercadoria no período da safra, que são seis meses. Ele recebia toda essa mercadoria e, a partir disso, ele trazia informações do que tinha que ser melhorado na expedição aqui no Brasil, que é a qualidade, questão da seleção, a mercadoria bem seca, dentro do peso, sem doenças", contou o exportador Hiago Santana. Espírito Santo importa gengibre para Estados Unidos, Oriente Médio dentre outros países Reprodução/TV Gazeta Para marcar a abertura oficial da colheita do gengibre, um evento o reuniu cerca de 70 produtores em uma propriedade em Santa Maria de Jetibá. A Raquel Bremenkamp é produtora iniciante e disse que vai aplicar na propriedade o que aprendeu no encontro de produtores. "Melhoramento genético, seleção melhor de mudas, trato melhor no pós colheita para exportação não rejeitar o produto da gente... Pra gente que tá iniciando agora, isso é essencial. De ter uma boa cultura e também uma boa pós colheita", disse Raquel. Tanto exportador, quanto produtor estão sempre aprendendo e atualizando as técnicas. "O Brasil tem conseguido alcançar um patamar de qualidade maior a cada ano, e isso tem trazido um benefício para o produtor, que é a valorização da mercadoria", finalizou Hiago. Gengibre se adaptou em algumas cidades no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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26/05 - Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor
Não só o clima dificultou a safra de laranjas, o greening também é um dos fatores responsáveis pela queda na produção. Doença é a mais destrutiva na citricultura em todo o mundo, isso pela rápida disseminação, dificuldade de controle e poder de destruir a fruta. Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor Reprodução/TV TEM A laranja é uma das frutas mais produzidas no Brasil e, para conferir de perto como funciona o manejo e a produção, o Nosso Campo visitou algumas propriedades do interior de São Paulo. Em uma das propriedades há mais de 50 mil pés da variedade pêra rio, uma das mais cultivadas no país e que pode ser consumida tanto in natura como em suco. São três colheitas no ano, sendo a principal entre os meses de maio e junho. Nos últimos meses do ano, ocorre a colheita das frutas tardias, que demoram um pouco para atingir o ponto ideal. Apesar da grande quantidade de árvores e frutas para serem colhidas, o produtor estima que a safra não será tão boa, isso porque ela foi prejudicada por vários motivos, dentre eles, a onda de calor, e consequentemente, a produção será 20% menor do que a do ano passado. Com as altas temperaturas e a falta de chuva, a umidade do solo é reduzida, não permitindo que a flor se desenvolva como deveria. Mas, não só o clima dificultou a safra de laranjas, o greening também é um dos fatores responsáveis pela queda na produção. A doença é a mais destrutiva na citricultura em todo o mundo, isso pela rápida disseminação, dificuldade de controle e poder de destruir a fruta. Veja a reportagem exibida no programa em 26/05/2024: Pomares de laranja de SP sentem efeitos do clima e safra será muito menor Em uma outra propriedade que fica em Garça (SP), o produtor acredita que, de 10 pés, dois estejam contaminados com a doença. O alívio para ele é que nas laranjeiras que não foram afetadas pela praga, a fruta cresceu bonita e bem docinha. De acordo com dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a produção de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro deverá atingir mais de 232 milhões de caixas de 40,8 quilos nesta safra, uma queda de quase 25% em relação à safra passada. A queda na produção também atingiu a plantação de um produtor e engenheiro agrônomo das regiões de Ibitinga (SP) e Itajaú (SP). Com mais de 100 mil pés da fruta, ele aponta as mudanças climáticas como responsáveis pela queda da safra deste ano. A solução encontrada por ele é esperar um pouco para iniciar a colheita, que dessa vez será no mês de julho. Apesar da baixa produtividade da fruta, o engenheiro está otimista pois, segundo ele, o valor pago pela caixa da laranja deverá recompensar a queda na produção. VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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26/05 - Mudanças na alimentação do gado podem reduzir emissão de gás metano
Com uma produção completamente sustentável, uma propriedade rural de Pirajuí (SP) se esforça para reduzir a emissão de gás metano na atmosfera. Mudanças na alimentação do gado podem reduzir emissão de gás metano Reprodução/TV TEM A produção pecuária é uma das principais fontes da emissão de metano, um gás de efeito estufa altamente potente liberado pelos gases da vaca. Para enfrentar o desafio das mudanças climáticas, é crucial desenvolver uma prática sustentável que reduza essa emissão. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Em uma propriedade rural de Pirajuí (SP), a meta é prioridade. Na área de preservação, existem mais de 1,2 mil cabeças vivendo em harmonia. De acordo com Tarcísius Tonetto, dono da produção, o gás já foi diminuído em 4%. "O animal produz quando ele fermenta aquilo que ele ingeriu dentro do rúmen. Então, nós conseguimos um gado que come menos e ganha mais, com isso, nós temos uma quantidade menor de metano por quilo de carne. A redução foi considerável nos últimos 12 anos", relata. A dieta do gado tem 70% de silagem de milheto, uma forrageira produzida na própria fazenda. O restante é composto por farelos de proteína e energia, atingindo o foco da propriedade: produzir reprodutores eficientes. Com a implantação das mudanças, o resultado foi positivo. "Chegamos em um resultado sinônimo de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Se não tivéssemos um gado que desse lucro, não teríamos investido nos cochos eletrônicos para aumentar a eficiência alimentar, muito menos uma equipe tão empenhada em produzir de forma saudável", finaliza Tarcísius. Veja a reportagem exibida no programa em 26/05/2024: Mudanças na alimentação do gado podem reduzir emissão de gás metano VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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26/05 - Framboesa é novidade em sítios de Jundiaí
Fruta é confundida com a amora por muitas pessoas, e existe uma importante diferença visual: a framboesa é oca. Framboesa é novidade em sítios de Jundiaí Reprodução/TV TEM Típica de climas temperados, a framboesa é uma produção difícil de ser encontrada no estado de São Paulo. A fruta, no entanto, sendo cultivada por produtores da região de Jundiaí (SP). 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Na primeira vez que provou a fruta, em outubro do ano passado, o produtor rural Ricardo de Oliveira se surpreendeu com o gosto doce misturado a uma acidez inconfundível. No mês seguinte, ele plantou 350 pés de framboesa. A fruta gosta de clima frio e, por isso, está sendo cultivada a variedade autumn bliss, que é adaptada a temperaturas mais altas. Ricardo não é produtor de primeira viagem, e cultiva morangos há 47 anos. Essa experiência ajuda no plantio de outras frutas vermelhas. Até o momento, há somente quatro produtores de framboesa no município, e essa é a primeira safra. A colheita ainda conta com suas particularidades. A primeira coisa a saber é que a planta tem espinhos. A segunda é que, quanto mais escura, mais madura e mais doce. É necessário ter cuidado para colher a fruta, usando dois dedos e delicadeza para não amassar, porque ela é oca. Por conta da fragilidade, a framboesa colhida vai direto para a embalagem, já que é vendida de forma natural. A atual colheita está sendo um desafio, principalmente para encontrar mercado e uma aposta para obter lucro é por meio do turismo rural, que é tão recente na região. Veja a reportagem exibida no programa em 26/05/2024: Framboesa é novidade em sítios de Jundiaí VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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26/05 - Condomínios podem negar ponto de recarga de carros elétricos; saiba o que pode ser feito
Prédios precisam de aval de engenheiro eletricista e técnico, e orientação é que haja aprovação em assembleia dos demais moradores para fazer instalação de carregadores. Regulamentação de segurança proposta pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo pode dificultar ainda mais a questão. Carros elétricos Divulgação A venda de carros 100% elétricos tem ganhado força no mercado automotivo brasileiro e gerado debate em outros setores da economia. Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o volume de novos emplacamentos de veículos elétricos subiu mais de 1090% em abril deste ano em relação a igual mês de 2023. O crescimento, no entanto, ainda vem de uma base baixa e o segmento ainda é bem pequeno quando comparado ao setor automotivo como um todo. Foram 6.705 emplacamentos de veículos elétricos em abril — número que responde por apenas 3% do mercado total, desconsiderando motos e implementos rodoviários. Ainda que seja uma fatia pequena, é um fenômeno que não se pode mais ignorar. É cada vez mais comum ver empreendimentos imobiliários mais novos e estabelecimentos comerciais adotarem postos de recarga próprios, como forma de atrair compradores e clientes. Mas há um outro lado, que causa polêmica: condomínios mais antigos não têm o preparo para receber carregadores, e têm inclusive negado a instalação de tomadas aos moradores, mesmo que eles se proponham a fazer as adaptações necessárias. Além disso, um novo debate sobre a segurança desses pontos de recarga em garagens de condomínios residenciais e comerciais, aberto por uma regulamentação proposta pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo para vagas de elétricos, também traz alguns pontos de atenção. (entenda mais abaixo) Nessa reportagem você vai entender: Quais os efeitos da venda de carros elétricos no mercado imobiliário? É possível fazer a adaptação de um condomínio que não possua posto de recarga? Como ficam os aspectos de segurança? Quais os direitos do condomínio e do morador na instalação de postos de recarga? Quais os efeitos da venda de carros elétricos no mercado imobiliário? Tanto os veículos 100% elétricos como os híbridos plug-in precisam de pontos de recarga na garagem para que a bateria seja carregada quando o morador está em casa. Com o mercado em expansão, algumas construtoras já anunciam lançamentos imobiliários com postos de recarga instalados — hoje, um diferencial de mercado. Segundo o vice-presidente de negócios da Gafisa, Luis Fernando Ortiz, por exemplo, a empresa já coloca pontos de recarga em todos os seus empreendimentos desde 2020. "A energia é proveniente da área comum do condomínio; contudo, os condôminos terão a autonomia para definir, junto à futura administradora, o melhor modelo para aferição e cobrança", diz. O mesmo acontece com a Cyrela. Segundo o gerente-geral de negócios da companhia, Alexandre Dentes, "todos os empreendimentos já são projetados para que parte ou a totalidade das unidades possam instalar carregadores próprios em suas vagas". Nesse caso, o pagamento é feito por uso (pay per use). E a tendência também chega aos empreendimentos comerciais. De acordo com o presidente da HBR Realty, empresa irmã da Helbor que atua com malls e fachadas ativas, Alexandre Nakano, três projetos da companhia já foram pensados com vagas rotativas para recarga de carros elétricos. “À medida que os veículos elétricos vêm se tornando cada vez mais populares, a demanda por infraestrutura de recarga aumenta. E os empreendimentos estão respondendo a essa demanda para atrair esses clientes”, afirma a gerente do centro de atendimento técnico da Lello, Raquel Bueno. Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero? É possível fazer a adaptação de um condomínio que não possua posto de recarga? Segundo especialistas consultados pelo g1, é possível, sim, que um condomínio mais antigo faça a adaptação de suas estruturas para oferecer um posto de recarga de carros elétricos para seus moradores. Para isso, no entanto, são necessários: Um debate sobre uma possível adaptação entre os moradores. O tema deve ser levado a uma assembleia qualificada (com quórum de 50% + 1) do condomínio – ou simples, se for acordado com os condôminos – e ter a aprovação da maioria dos moradores; e Uma análise de um engenheiro eletricista ou de um perito técnico especializado para avaliar se a estrutura elétrica pode receber um posto de recarga e qual a sua capacidade. “O projeto técnico ainda precisa ser aprovado pelo síndico, porque é ele que também responderá caso a obra seja malfeita e venha a prejudicar algum morador”, explica o especialista em direito imobiliário e sócio da Tapai Advogados, Marcelo Tapai. Outro ponto levantado pelos especialistas é a discussão sobre qual será a energia utilizada para a recarga desses veículos. “O que pode ser feito nessas situações é: depois que as pessoas conseguem a autorização do condomínio para colocar uma tomada em sua vaga de garagem, essa tomada é ligada dentro do seu relógio de energia elétrica. E é tudo pago pelo próprio morador”, diz o advogado especialista em direito imobiliário e professor na Uninove Alessandro Azzoni. Para driblar o problema, as próprias montadoras também oferecem carregadores portáteis para veículos elétricos como alternativa aos seus clientes. Há casos de venda à parte ou já incluindo na compra do carro. Na BYD, por exemplo, todos os modelos comercializados já vêm, de forma promocional, o wallbox (equipamento de uso fixo para recarga, normalmente instalado nas garagens) e também um carregador portátil que pode ser conectado em qualquer tomada de 110V ou 220V. O mesmo acontece com os carros elétricos vendidos pela BMW e da GWM. Já a Volvo faz a venda à parte do wallbox. Wallbox da BYD vem de forma promocional na compra do carro. Divulgação/ BYD O síndico profissional Rodrigo Lobo, que exerce a profissão em diferentes condomínios de São Paulo, afirmou que já existe uma demanda crescente por parte dos moradores — principalmente naqueles condomínios que já conseguiram fazer a instalação de um ou mais pontos de recarga. "O síndico tem que ter a habilidade e as facetas de conhecimento de como colocar esse ponto de carregamento no edifício, de maneira a atender o condômino sem prejudicar toda a massa condominial e a segurança", afirma. Ele conta o caso específico de um condomínio. Após receber a solicitação de um morador, Lobo chamou um engenheiro elétrico para fazer a análise do edifício, que constatou que o prédio não teria uma capacidade ampliada para o abastecimento de carros elétricos — conseguindo instalar o ponto de recarga em apenas dez vagas do prédio, que tem 266 unidades. "Além disso, esbarramos em outro problema, que é a conta de consumo dessa energia e como fazer a aferição disso em larga escala. [...] Nesse caso, então, optamos por uma companhia terceirizada, que fez todo o processo de vistoria de responsabilidade técnica e disponibilizou um aplicativo, por meio do qual conseguimos acompanhar todo o consumo mensal", explica. Como o número de vagas é limitado, no entanto, novas soluções precisarão ser pensadas caso surjam mais demandas de condôminos para a instalação de pontos de recarga no prédio. "Nesse caso, se mais gente pedir, ou precisaremos fazer um revezamento entre as vagas de recarga ou teremos que fazer uma reforma em todo o quadro elétrico do condomínio", disse. Caso a última opção seja escolhida, uma assembleia com quórum simples precisará ser feita para aprovação da medida. "Alguns condôminos podem se sentir lesados em pagar um aumento de tecnologia de infraestrutura do condomínio. Mas como isso acaba sendo uma benfeitoria", diz Lobo. "Minha recomendação é que se leve para assembleia e, se a maioria aceitar, o custo será repassado para todos os proprietários", completa. Como ficam os aspectos de segurança? Junto com a questão do consumo de energia do condomínio, os debates também se estendem à segurança desses pontos de recarga em garagens de prédios residenciais e comerciais. No início de abril, por exemplo, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo divulgou uma minuta em que traz propostas para regulamentar a instalação e o funcionamento de ponto de recarga elétrica para veículos. A iniciativa visa aumentar as medidas de segurança contra incêndio em carros elétricos, principalmente devido ao potencial risco de ignição das baterias de íons de lítio, que podem aumentar consideravelmente a carga de incêndios em estacionamentos. A minuta traz uma série de propostas como forma de mitigar os riscos de incêndio, e deve ficar em consulta pública até o começo de agosto — prazo já prorrogado pelo Corpo de Bombeiros. Veja alguns dos pontos abaixo: Instalação de um ponto de desligamento manual de cada estação de recarga com vigilância permanente; Sinalizações de emergência; Distância de pelo menos cinco metros entre as vagas de recarga elétrica em áreas externas; Proteção mínima de dois extintores de incêndio a uma distância de no máximo 15 metros; Sistema próprio de detecção de incêndio e instalação de chuveiros automáticos em cada vaga automotiva com base de carregamento, entre outros. Para o síndico profissional Rodrigo Lobo, apesar de algumas das medidas serem importantes para aumentar a segurança, alguns pontos podem acabar inviabilizando a adequação do prédio e a instalação de pontos de recarga — principalmente em condomínios que possuem um espaço restrito de garagem. "Tem muita discussão sobre o tema, justamente porque hoje a legislação referente às vagas dos edifícios, inclusive em São Paulo, é muito restrita e antiga. Se em muitos lugares você mal consegue abrir a porta do seu carro se ele tem outro veículo na vaga lateral, imagine falando em um carro elétrico, se for o caso de precisar ter duas vagas de recuo? [...] Isso praticamente impossibilita qualquer tipo de adequação", diz. Caso a medida seja aprovada nesses termos, o síndico profissional acredita que a saída seria fazer um ponto de recarga transitório. "Vai depender do condomínio que tiver espaço para fazer ao menos um ponto de carregamento, precisando ser transitório. Mas isso ainda é um debate que está acontecendo", completa. Quais os direitos do condomínio e do morador na instalação de postos de recarga? Segundo os especialistas em direito imobiliário, ainda não há uma jurisprudência que determine a obrigação dos condomínios em adaptar suas estruturas para receber um posto de recarga de carros elétricos. “O condomínio não tem obrigação nenhuma em instalar essas tomadas porque não há a obrigatoriedade de ter um sistema de abastecimento de energia dentro do prédio”, explica Azzoni. Algumas regiões, no entanto, já começam a trazer normas para incentivar a instalação em novos empreendimentos. Em São Paulo, por exemplo, já existem normas que regulamentam soluções de recarga para carros elétricos, bem como no Rio de Janeiro, no Distrito Federal e em outras regiões. “Em muitas regiões estão sendo implementadas leis e regulamentações que incentivam ou até exigem a instalação de infraestrutura de carregamento elétrico em novos empreendimentos”, diz Bueno, da Lello. Já do lado do consumidor, os especialistas reiteram a necessidade de avaliar cuidadosamente os ônus e os bônus de comprar um carro elétrico antes mesmo de pensar em instalar um posto de recarga na residência. “Direito de pedir [a instalação do posto de recarga], o condômino sempre tem. Mas a questão sobre o condomínio querer ou não instalar não é tão simplista assim”, pondera Tapai. Segundo o advogado, o primeiro problema em que essas situações esbarram é o econômico-financeiro, de quanto custa para fazer a instalação e quais as eventuais limitações técnicas que o prédio possa ter. “Mesmo que o condômino garanta que vai pagar tudo o que for necessário para a instalação da tomada, é preciso entender a capacidade elétrica do prédio”, diz Tapai, explicando que, principalmente em condomínios mais antigos, uma instalação que exceda a demanda calculada do prédio pode até provocar incêndios, trazendo riscos de segurança para a estrutura própria e as vizinhas. O advogado ainda reitera que o morador que comprar um carro elétrico não pode fazer a instalação do posto de recarga por conta própria. Caso isso aconteça, o síndico é o responsável por intervir na situação e os demais moradores podem entrar com uma ação tanto contra o síndico como contra o condomínio. “No meu entendimento, o melhor caminho para se chegar a um acordo é sempre a conversa. É complicado chegarmos ao extremismo do ‘cada um com seus problemas’, mas se a edificação for imprópria, se for inviável ou se a maioria dos moradores não quiser, infelizmente o dono do carro vai precisar buscar outro imóvel para conseguir ter um posto de recarga”, completa Tapai.
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25/05 - Mega-Sena, concurso 2.729: prêmio acumula e vai a R$ 75 milhões
Veja as dezenas sorteadas: 47 - 54 - 20 - 41 - 27 - 53 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O O sorteio do concurso 2.729 da Mega-Sena, de R$ 47.628.974,41 milhões, foi realizado na noite deste sábado (25), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 75 milhões. Os números sorteados foram: 47 - 54 - 20 - 41 - 27 - 53 5 acertos - 59 apostas ganhadoras: R$ 62.041,66 4 acertos - 3.760 apostas ganhadoras: R$ 1.390,75 O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (28). Mega-Sena Reprodução Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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25/05 - Como consumo de produtos preferidos pelos argentinos, como carne, mate e leite, mudou desde a posse de Milei
Embora o governo de Milei consiga reduzir a inflação astronômica com “o maior ajustamento da história”, milhões de argentinos não conseguem sobreviver e tiveram de abdicar até de alguns dos seus alimentos mais tradicionais. A inflação fez com que o tradicional assado dos argentinos se tornasse um luxo inacessível para muitas pessoas BBC A Argentina atravessa atualmente, segundo seu próprio governo, "o maior ajuste da história". Um dos efeitos mais visíveis do processo é a redução do consumo de três dos alimentos mais emblemáticos do país: a carne, o leite e a erva-mate. Assim que chegou à presidência da Argentina, em dezembro de 2023, o economista "libertário" Javier Milei ligou – metaforicamente falando – a famosa motosserra que o acompanhou em alguns atos de campanha. Nos três primeiros meses de governo, o presidente reduziu os gastos públicos em 13% do Produto Interno Bruto (PIB), o que diminuiu de imediato o enorme déficit fiscal enfrentado pelo país. O governo afirma que "não existem antecedentes mundiais" de um ajuste desta magnitude em tão pouco tempo. E a medida serviu para reduzir um dos maiores flagelos da Argentina: sua inflação – a mais alta do mundo, próxima de 290% ao ano. Em março, os aumentos de preços caíram pelo terceiro mês consecutivo e, confirmando a maioria dos prognósticos privados e oficiais, os números de abril mostraram nova queda da inflação, que passou a ser de um dígito por mês. É um sinal de que as medidas tomadas pelo governo parecem estar funcionando. Mas existe o outro lado da moeda: uma fortíssima recessão, que foi agravada por muitas das medidas tomadas por Milei, como a desvalorização da moeda local pela metade, a drástica redução das taxas de juros e, principalmente, a contenção dos aumentos dos salários e aposentadorias, que foram mantidos abaixo da taxa de inflação. O Fundo Monetário Internacional (FMI) havia previsto crescimento de 2,8% para o país em 2024, mas reverteu suas expectativas após os anúncios do novo presidente. O órgão agora estima que a economia argentina sofrerá retração de 2,8% este ano, para crescer novamente em 5% em 2025. A desregulamentação de diversos setores econômicos e a "acomodação dos preços", que haviam ficado defasados durante os governos kirchneristas, fizeram com que os valores de muitos bens e serviços disparassem. Estes aumentos pressionaram ainda mais o bolso dos argentinos, que já recebiam um dos salários mais baixos da América Latina. Um relatório do Centro de Pesquisa e Formação da Central de Trabalhadores da Argentina (Cifra-CTA, na sigla em espanhol), publicado em abril, indicou que o poder aquisitivo do salário mínimo caiu em um terço (34,1%) desde a posse de Milei. Com isso, o consumo de massa despencou. Março registrou o quarto mês consecutivo de queda, com redução de 19% sobre o mesmo mês do ano passado, segundo a consultoria Focus Market. E o sinal mais claro desta crise pode ser observado na queda das vendas de três dos produtos mais consumidos pelos argentinos. Leite – queda no 1º trimestre: 18,7% Milhões de argentinos deixaram de consumir laticínios devido à crise enfrentada pelo país Getty Images A Argentina é um país pecuarista. Por isso, o leite e seus derivados – incluindo o tão popular doce de leite – não podem faltar na mesa dos argentinos. Mas o preço do leite mais que dobrou em apenas três meses. O aumento foi de 123% entre dezembro e março, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos da República Argentina (Indec). Com isso, muitas pessoas simplesmente precisaram deixar de consumir laticínios, como queijo, iogurte e manteiga. Um relatório do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), com base em dados do painel das indústrias lácteas, demonstra que a queda do volume de venda de laticínios no mercado interno foi de 18,7% nos três primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2023. Paradoxalmente, depois de muitos anos em crise, a situação dos produtores de leite melhorou nos últimos tempos com a exportação de leite em pó, o principal produto da indústria para o mercado externo. Sua cotação internacional é de mais de US$ 3,2 mil (cerca de R$ 16,4 mil) por tonelada. Este valor fez com que o preço de referência pago aos pecuaristas pelo leite em nível nacional aumentasse em mais de 300% em um ano, segundo o OCLA. Este índice é mais alto que a inflação anual da Argentina, de 288%. O organismo estima ainda que, no primeiro trimestre, as exportações de laticínios aumentaram em 6,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Elas representam 30% de todo o leite produzido no país. Enquanto muitos empresários leiteiros observam com preocupação a crise do mercado interno, uma pesquisa realizada em março pela associação rural Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (CREA) demonstrou que a maioria deles mantém otimismo sobre o futuro dos seus negócios – 73% deles são da opinião de que os resultados econômicos irão melhorar até o ano que vem. Carne – queda no 1º trimestre: 17,6% O consumo de carne na Argentina registrou a maior redução dos últimos 30 anos Getty Images A Argentina é famosa pela qualidade da sua carne. Qualquer pessoa que já tenha visitado o país sabe que o "bife" e o "assado" fazem parte habitual da alimentação dos argentinos. Mas, este ano, muitas pessoas precisaram abandonar o tradicional churrasco de domingo. Segundo a Câmara da Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina (Ciccra), o consumo de carne bovina per capita no país caiu de 50,5 kg em março de 2023 para 42,6 kg em março deste ano – uma redução de 18,5%. No acumulado do primeiro trimestre, a queda do consumo foi de 17,6%. Segundo a Ciccra, este foi o "registro mais baixo das últimas três décadas". Mas, como no caso do leite, nem tudo foi prejuízo para o setor. A redução do consumo interno foi compensada por um forte aumento das exportações, que representam cerca de 30% da produção total. Um relatório da Ciccra indica que, nos primeiros três meses do ano, as exportações aumentaram em 22,9%, em relação ao mesmo período de 2023. E fontes do Instituto de Promoção da Carne Bovina Argentina informaram que 80% dessa carne foi vendida para a China. Erva-mate – queda no 1º trimestre: 9,2% O ajuste monetário prejudicou até o consumo de chimarrão Getty Images O chimarrão é uma parte tão essencial dos costumes argentinos que a demanda de erva-mate é considerada estável – ou seja, mesmo quando os preços aumentam, as pessoas continuam comprando a erva, sem substituí-la por outros produtos. É por isso que alguns consideram que queda das vendas de erva-mate é a evidência mais clara dos dramáticos efeitos dos ajustes para muitos argentinos. O Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM, na sigla em espanhol), que é um organismo não governamental, revelou que, em março, a quantidade de erva-mate destinada ao mercado interno caiu em 30%, em relação a 2023. Considerando-se todo o primeiro trimestre, a retração foi de 9,2% sobre o mesmo período do ano passado. A maioria dos participantes do setor atribui a queda à perda de poder aquisitivo das famílias com menos recursos. Um trabalho da Universidade Di Tella indicou que mais de 3 milhões de argentinos caíram abaixo da linha da pobreza no primeiro trimestre deste ano. Mas o INYM destaca que a baixa também pode ter ocorrido porque muitos supermercados e comércios compraram grandes quantidades de erva-mate no final de 2023. Eles aumentaram seus estoques prevendo o possível aumento da cotação do dólar após a posse de Milei, o que encareceria o produto. O organismo também informou que houve um forte aumento das exportações de erva-mate no primeiro trimestre do ano, da ordem de 23%. As vendas para o mercado externo representam apenas 10% da produção. No início de abril, o governo desregulamentou o mercado da erva-mate, eliminando o poder do INYM de fixar preços de referência. A intenção é incentivar a concorrência para baixar os preços internos. Mas os críticos advertem que esta medida pode ter efeito totalmente contrário, já que apenas uma dezena de grandes empresas concentra 70% da preparação da erva-mate no país. E, sem os preços de referência, elas poderão usar seu poder de mercado para controlar tanto o preço de venda ao consumidor, quanto o valor pago aos produtores agrícolas.
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25/05 - Entenda como é a exploração do gás de xisto e seus impactos; governo quer facilitar licenças
Recurso é encontrado em rochas de difícil extração. Brasil tem potencial inexplorado, mas experiências internacionais levantam questões sobre impactos no meio ambiente. Exploração de gás de xisto na Argentina Divulgação/Presidência da Argentina O Ministério de Minas e Energia quer aumentar a oferta de gás natural não convencional – popularmente chamado de gás de xisto – no país. O objetivo é baratear o custo do insumo para a indústria. Algumas atividades industriais, como a fabricação de fertilizantes e vidros, por exemplo, demandam o uso de gás natural em grande quantidade. Para viabilizar esse aumento da oferta, o governo estuda mudanças nas regras de licenciamento ambiental, como mostrou o g1. O Executivo também vai criar um comitê de monitoramento dos projetos de gás em curso e ainda em fase de estudos no Brasil. E avalia a importação da produção do combustível de Vaca Muerta, na Argentina. Contudo, a exploração desses recursos está associada a riscos ambientais e sociais, como abalos sísmicos, contaminação de lençóis freáticos e uso intensivo da água. Entenda nesta reportagem (clique na pergunta para seguir à resposta): o que é o gás de xisto? o que é fraturamento hidráulico? quais os riscos associados? qual o potencial de produção nacional? quais os projetos em andamento? Cidades e Soluções: Exploração de gás xisto traz riscos ao Brasil e Argentina O que é o gás de xisto? Gás de xisto é um termo que se popularizou no Brasil para tratar de gás não convencional – extraído de rochas de folhelho. Esses recursos são extraídos de rochas com baixa permeabilidade e baixa porosidade. Tanto o gás quanto o petróleo encontrado nesse tipo de formação rochosa são chamados de recursos “não convencionais”. A diferença entre a exploração “não convencional” e “convencional” é a facilidade de extração desses recursos. Nos poços convencionais, o petróleo e o gás natural fluem com facilidade depois da perfuração devido à pressão atmosférica, já que as rochas são mais porosas e permeáveis, explica o professor da Universidade de São Paulo (USP), Edmilson Moutinho dos Santos. “Antigamente, os recursos que se encontravam em rochas bem menos porosas e permeáveis, nós nem considerávamos como recursos economicamente viáveis. Era uma situação geológica não economicamente viável, que é um volume muito maior que o outro. A maior parte das rochas não são boas”, afirmou. No entanto, com o desenvolvimento da técnica de fraturamento hidráulico, a exploração desse tipo de recurso se tornou viável do ponto de vista econômico e operacional. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), duas técnicas permitem a exploração desse tipo de recurso: a perfuração direcional e o fraturamento hidráulico. O que é fraturamento hidráulico? A técnica de fraturamento hidráulico é uma forma de estimular o poço para aumentar a produtividade. O método consiste em fraturar as rochas para abrir “espaços” por onde o gás e o petróleo possam fluir. “Você tem que fazer poços maiores, mais longos, normalmente são poços horizontais. A broca começa na vertical, vai desviando e entra na rocha de forma horizontal. E, depois, vai fraturando essa rocha por partes”, afirmou o professor da USP. O fraturamento hidráulico é feito por meio da injeção de fluidos, chamados de "coquetéis" – que contêm água, areias finas e compostos químicos. Segundo a EPE, na técnica, é utilizado este fluido de fraturamento para evitar o fechamento dos espaços abertos com a perfuração. Exploração de gás de xisto preocupa ambientalistas Quais os riscos associados? A técnica contém riscos ambientais associados, como possíveis tremores de terra, contaminação de lençóis freáticos e gasto de água em grandes quantidades. Em parecer técnico de 2013, que subsidiou a concessão de blocos exploratórios pelo governo, o Ibama cita algumas preocupações em relação à produção de não convencionais. São: abertura de vias de acesso e instalação de canteiros, uma vez que é preciso perfurar mais poços para produzir recursos não convencionais; utilização de recursos hídricos. O Ibama cita estudo que estima a utilização de 9 mil a 29 mil metros cúbicos de água por poço perfurado –o suficiente para encher aproximadamente 4 a 12 piscinas olímpicas; contaminação de lençóis freáticos; descarte de rejeitos e da água utilizada na produção, cuja composição “pode apresentar metais pesados e ocorrência de elementos com índice de radioatividade natural que requerem especial manejo e disposição”; indução de abalos sísmicos, com a injeção da água de descarte em poços que já não produzem mais; utilização de fluidos e produtos químicos. Segundo o Ibama, alguns compostos utilizados não têm sua formulação divulgada e seu comportamento no ambiente não foi estudado para diversos casos. “Você tem alguns elementos químicos usados nesse coquetel que, se não ficarem contidos no ambiente ali da rocha, podem ser nocivos se vierem a encontrar lençóis freáticos, subir à superfície e vazar”, afirmou o professor da USP. Segundo o professor Edmilson Coutinho dos Santos, os coquetéis têm baixa quantidade de produtos químicos, mas podem ser contaminantes caso haja algum incidente. A diretora do Instituto Arayara, Nicole Oliveira, afirma que a contaminação também traz riscos à saúde, como incidência de câncer e redução da taxa de natalidade. Ela defende que a discussão sobre o fraturamento seja feita em nível nacional, e não estadual. “A Europa tem barreiras fitossanitárias de diversos químicos que, se forem utilizados em regiões de produção agrícola, essa produção não pode ser importada pela Europa. Vários desses químicos estão nos componentes usados pelo fracking.” A diretora da Arayara também cita danos à paisagem, uma vez que a exploração de recursos não convencionais exige a perfuração de mais poços para extração de petróleo e gás natural. Para o superintendente de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da EPE, Marcos Frederico de Souza, os riscos são operacionais e dependem do tipo de produção no Brasil. “A gente não conhece nossos reservatórios, os fluidos que se pode usar além da água e da areia variam de acordo com o que é encontrado [no reservatório]. Mas isso pode ser tratado e usamos uma série de outras possibilidades, que se pode testar. Mas o risco é operacional”, afirmou. Segundo Souza, os riscos são comuns a esse tipo de atividade. Ele afirma que o Brasil já tem experiência com a técnica de fraturamento hidráulico para aumento da produção em áreas "convencionais", com segurança ambiental. "O risco na operação, primeiro que se usa muita água, coisa que não se precisa no convencional. E como ela é circulante, você tem que tratar essa água. Esse cuidado que tem que ser tomado, para que essa água contaminada com os resíduos que têm lá no reservatório, não invada o lençol [freático]. É um cuidado que a indústria está cansada de saber", declarou. Qual o potencial de produção nacional? O superintendente da Empresa de Pesquisa Energética explica que, por falta de conhecimento dos recursos não convencionais no Brasil, a estatal de pesquisa não estima o potencial de produção. Contudo, com base em semelhanças geológicas com outros países, a Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) calculou um potencial de produção gás não convencional no Brasil 15 vezes superior às reservas atuais de gás. De acordo com estudos preliminares, a EPE identificou que as reservas não convencionais são encontradas em terra, nas seguintes bacias: Amazonas, nos estados do Amazonas e Pará; Solimões, no estado do Amazonas; Parnaíba, no Maranhão, Piauí e Tocantins; Recôncavo, na Bahia; Parecis, no Mato Grosso e Rondônia; São Francisco, Minas Gerais e Bahia e em pequenas áreas de Goiás, Tocantins e Distrito Federal; Bacia do Paraná, no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo o professor Edmilson Coutinho, da USP, uma das dificuldades para a defesa dos recursos não convencionais é a necessidade de infraestrutura para levar a produção aos grandes centros de consumo, principalmente a partir da Bacia do Paraná. Contudo, o professor ressalva que o gás não convencional pode servir à interiorização do recurso, apoiando a instalação de indústrias perto dos centros de produção. Os defensores da exploração apontam para o aumento da produção nos Estados Unidos, que se tornou o maior produtor mundial de petróleo por causa dos recursos não convencionais. Esse produção também pode servir para baratear o preço do insumo, principalmente o gás natural –objetivo do grupo de trabalho do “Gás para Empregar”. Já quem é contra a exploração de não convencionais cita os riscos associados e o fato de alguns estados e municípios brasileiros já terem publicado leis que proíbem a exploração de não convencionais por meio da técnica de fraturamento hidráulico. Esse é o caso do Paraná e de Santa Catarina. “O fracking [fraturamento] já foi discutido. Faz 15 anos que a gente discute sobre o fracking no Brasil e a população não quer”, afirmou Oliveira. Alesc aprova projeto que proíbe a exploração do gás de xisto em SC Quais os projetos em andamento? Atualmente, não há produção de não convencionais no Brasil. Em 2020, o governo criou um programa para fazer a perfuração de um poço, que seria monitorado, gerando dados sobre a técnica e seus impactos. “É um poço de investigação. A proposta é que uma empresa entre com recurso e possa, junto com o processo ambiental, dar todo o check list do processo que a gente ainda não conhece no Brasil”, afirmou o superintendente da EPE, Marcos Frederico de Souza. O programa ainda está ativo, mas o poço não foi perfurado. Chamado de “Poço Transparente”, o programa depende de que as empresas com blocos exploratórios em locais com reservatórios de não convencionais qualifiquem os seus projetos junto ao governo.
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25/05 - Ministério quer retirar do Ibama competência para licenciar produção de 'gás de xisto'
Com mudança, secretarias estaduais de meio ambiente ficariam responsáveis pelo licenciamento das atividades de produção de gás natural não convencional. O Ministério de Minas e Energia quer retirar a competência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pelo licenciamento ambiental para produção de recursos não convencionais em terra como o gás natural “de xisto” (entenda mais abaixo). O g1 apurou que a medida faz parte das conclusões do grupo de trabalho do programa “Gás para Empregar”, cujo relatório será apresentado ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) — órgão de assessoramento da Presidência da República. A data de entrega, no entanto, ainda não foi definida. Com a mudança, as secretarias estaduais de meio ambiente ficariam responsáveis por fazer o licenciamento das atividades de produção de gás natural não convencional. Esses recursos ainda não são explorados no Brasil. Atualmente, segundo decreto de 2015, o Ibama é responsável por conceder licença ambiental para as seguintes atividades de petróleo e gás natural: exploração e avaliação de jazidas marítimas; produção marítima; produção marítima ou terrestre, no caso de recurso não convencional de petróleo e gás natural. Ou seja, as regras atuais dizem que o Ibama é responsável por licenciar a produção, mas a exploração (etapa que antecede a produção) já é competência das secretarias estaduais. No governo, a transferência da competência de autorizar a produção é vista como uma forma de ampliar a produção desse tipo de recurso — que sofre resistência devido aos potenciais impactos ambientais e sociais da técnica usada para exploração, o fraturamento hidráulico. Entenda como é a exploração do gás de xisto e seus impactos; governo quer facilitar licenças Emissão de gás carbônico na geração de energia elétrica foi a menor dos últimos 12 anos em 2023 Alguns estados, contudo, têm legislações próprias que impedem a exploração desses recursos. É o caso do Paraná, cuja lei sancionada em 2019 proíbe a produção de recursos não convencionais por meio do fraturamento hidráulico. O superintendente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Marcos Frederico Souza, relaciona a falta de exploração de não convencionais no Brasil a uma resistência social e de comunicação. “Tem que ter uma convergência, uma conscientização geral”, defende. Para a diretora do Instituto Arayara, Nicole Oliveira, o debate sobre os recursos não convencionais no Brasil já foi vencido, com uma série de leis estaduais que proíbem a técnica. Contudo, Nicole defende o papel do Ibama para conceder a licença de produção. “Deixar isso na mão do Ibama significa também que tem um controle mais rígido, com uma equipe mais preparada, que trabalha com petróleo e gás e que está preparada [para lidar] com essa técnica”, comentou. Para a diretora, a discussão sobre o fraturamento deve ser feita em nível nacional, e não estadual. “A Europa tem barreiras fitossanitárias de diversos químicos que, se forem utilizados em regiões de produção agrícola, essa produção não pode ser importada pela Europa. Vários desses químicos estão nos componentes usados pelo fracking [fraturamento].” ONU lança alerta vermelho para o clima O que são os não convencionais O chamado “gás de xisto” é o gás natural extraído em rochas com baixa permeabilidade e baixa porosidade. Tanto o gás quanto o petróleo encontrado nesse tipo de formação rochosa são chamados de recursos “não convencionais”. A diferença entre a exploração “não convencional” e “convencional” é a facilidade de extração desses recursos. Nos poços convencionais, o petróleo e o gás natural fluem com facilidade depois da perfuração devido à pressão atmosférica, já que as rochas são mais porosas e permeáveis, explica o professor Edmilson Santos. “Antigamente, os recursos que se encontravam em rochas bem menos porosas e permeáveis, nós nem considerávamos como recursos economicamente viáveis. Era uma situação geológica não economicamente viável, que é um volume muito maior que o outro. A maior parte das rochas não são boas”, afirmou. A técnica tem riscos ambientais associados, que incluem tremores de terra, contaminação de lençóis freáticos e uso da água em grandes quantidades. “Você tem alguns elementos químicos usados nesse coquetel que, se não ficarem contidos no ambiente ali da rocha, podem ser nocivos se vierem a encontrar lençóis freáticos, subir à superfície e vazar”, afirmou o professor da USP. Para o superintendente da EPE, esses riscos são operacionais. "Esse problema do não convencional é um problema mais de conhecimento. A gente tem que conhecer para poder falar [...] O que a gente tem que conhecer é se realmente existem problemas técnicos", declarou. Incentivos ao gás natural Em abril, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o governo iria criar um comitê de monitoramento dos projetos de gás natural, com vistas a aumentar a oferta do insumo. A ideia é que, ao acompanhar os projetos e destravar questões de regulamentação e licenciamento ambiental, o governo consiga criar as condições para o aumento da oferta e barateamento do insumo aos consumidores. Alguns projetos estão em curso, enquanto outros estão em fase de estudos – caso do gás da Argentina e dos recursos não convencionais no Brasil. Veja abaixo lista completa de projetos de onde deve vir o aumento de oferta: gasoduto Rota 3, em construção pela Petrobras, deve aumentar a oferta na costa do Rio de Janeiro com o escoamento da produção dos campos do pré-sal; projeto Raia, da Equinor, que prevê produção de gás natural na costa do Rio de Janeiro; projeto Sergipe Águas Profundas da Petrobras, em desenvolvimento no litoral de Sergipe; gás produzido em Vaca Muerta, na Argentina; gás não convencional no Brasil.
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25/05 - Carros elétricos, concorrência chinesa e lançamento: presidente da Volvo Car Brasil fala ao g1
Marcelo Godoy concedeu entrevista após o evento de apresentação do EX30, novo carro de entrada da marca. Veículo 100% elétrico parte de R$ 229.950. Marcelo Godoy, presidente da Volvo Car Brasil Divulgação/Volvo Car Brasil A Volvo Car Brasil corre pelas beiradas da grande notícia do setor automotivo neste ano, que é a rodada bilionária de investimentos no Brasil por parte das montadoras. O presidente Marcelo Godoy faz questão, contudo, de se colocar como participante do momento virtuoso do mercado brasileiro. Ele ressalta que a Volvo, uma importadora de veículos, decidiu renunciar de parte de sua margem de lucro para segurar os preços em meio ao aumento do imposto de importação, decidido pelo governo federal para este ano. “A Volvo fez um único repasse para o cliente final, muito menor do que os 18% determinados pelo governo. Foi algo em torno de 7%”, afirma Godoy em entrevista ao g1. “Eu posso dizer que esse é um investimento porque a montadora está lucrando menos para desenvolver o mercado nesse e nos próximos anos.” Nesta semana, a empresa fez o lançamento oficial do novo modelo EX30, a grande aposta da marca para dobrar o volume de vendas no país. Em 2024, a empresa emplacou cerca de 8,2 mil veículos. Com o EX30, a ideia é adicionar outros 8 mil à conta. Em pré-venda realizada desde o último trimestre do ano passado, a Volvo vendeu 2 mil unidades do lançamento. O EX30 já respeita a meta da Volvo de vender apenas carros 100% elétricos até 2030. Escolhido para ser o carro de entrada da marca, ele faz companhia aos quatro modelos à venda no país: XC40, C40, XC60 e XC90. A novidade terá três versões: Core: R$ 229.950 Plus: R$ 277.950 Ultra: R$ 293.950 Ao g1, Godoy falou da estratégia da Volvo no Brasil e comentou sobre as nuances vividas pelo mercado automotivo brasileiro, incluindo sua concorrência com os elétricos chineses. Da saída da Ford ao recorde de investimentos: o que reacendeu o ânimo das montadoras no Br Veja a entrevista abaixo. g1 – A grande notícia do mercado automotivo nesse ano foi a rodada de investimentos que as montadoras anunciaram no Brasil. Como a Volvo é uma importadora, acaba ficando de fora disso. Qual o papel da empresa nesse contexto? Quando se olha o mapa global de grandes mercados, como China, Europa e Estados Unidos, fica meio claro que o Brasil pode atrair investimentos se fizer o dever de casa. O país sempre foi um polo de investimentos, isso está acontecendo agora para a indústria de carros porque o dinheiro está rodando dentro do setor. Eu adoro isso, e acho que esse país tem tudo para crescer. A Volvo trabalha como importadora, mas gosto de reforçar: a marca fez, sim, um investimento grande no Brasil. Com o aumento do imposto de importação, a Volvo fez um único repasse para o cliente final, muito menor do que os 18% determinados pelo governo. Foi algo em torno de 7%. Eu posso dizer que esse é um investimento porque a montadora está lucrando menos para desenvolver o mercado nesse e nos próximos anos. Outro ponto importante: os importadores geram muito emprego. Tem toda a importação, a rede concessionária. E o grande diferencial dos importadores é a tecnologia que é trazida para o país, que ajuda a reverberar a competição para quem tem uma fábrica local. g1 – Além de renunciar de parte da margem de lucro, qual é o plano de competitividade da Volvo com a chegada dos chineses, por exemplo, que miram no mercado de elétricos e estão trazendo as fábricas pra cá para driblar o imposto de importação? É um bom ponto, mas produzir um carro no país não é dos lugares mais baratos. É sabido que ainda temos um custo alto de produção, falta a produtividade. O frete que eu pago da China até o meu porto em Cariacica (ES) é o mesmo valor de Cariacica para a Bahia. Vindo de navio e, aqui, entrando em carreta. Do ponto de vista de produção, talvez o custo vai ficar mais barato. Mas meu carro é produzido na China, e tem um custo muito atrativo para o EX30. E os outros carros, eu consegui criar uma marca e precificá-lo de uma forma que o preço e a minha rentabilidade estão preservados. Quando tiver a 35% [o imposto de importação], temos ferramentas para lutar contra o aperto de margem. Preciso diminuir os meus custos, ter uma operação mais enxuta. Ter uma eficiência melhor. E, eventualmente, esperar por um câmbio que me ajude. Minha mensagem é: nada muda nossos planos e ambição de aumentar o volume. Se o imposto de importação for conforme está escrito — e, para mim, o melhor é ter tempo para me programar —, isso não afeta em nada os nossos planos. Um dia, quem sabe, mantendo um volume alto e a nossa relevância dentro da matriz, podemos pensar em outras saídas. EX30, lançamento da Volvo Car Brasil Divulgação/Volvo Car Brasil g1 – Mas é possível se manter competitivos a prazo mais longo, em meio ao aumento de imposto? Os aumentos para esse ano e até para o ano que vem, com preço que temos, estão bem equalizados. A rentabilidade é boa enquanto está atrativo para vender carro no Brasil. Se precisar de algum aumento de preço no futuro, toda a indústria vai ter que fazer um ajuste de preço parecido. g1 – Sobre essa questão de volume, o EX30 é o lançamento para ser uma espécie de carro de entrada da Volvo. Mas o preço está bem acima de um BYD Dolphin, por exemplo. Tem uma diferença de público-alvo e posicionamento? Minha visão sobre os chineses é a seguinte: a Volvo está desde 2017 construindo um mercado de eletrificação no Brasil. Todos que vierem me ajudar nessa construção serão bem-vindos. Sejam os chineses, seja quem está me ajudando a disseminar os carregadores, como a WEG, que está entrando forte nesse business. Eu estou aplaudindo. Do ponto de vista do segmento, temos uma divisão entre elétricos e os elétricos premium. Hoje, dentro do elétrico premium, eu tenho 60% de market share. A Volvo é muito vinculada ao carro elétrico. Se imaginarmos que o cliente vai entrar para o segmento elétrico, o caminho natural é chegar até mim. E estaremos preparados, tanto com o produto, como pelo foco em atendimento. Do ponto de vista de estratégia, nosso diferencial há tempos é o cuidado com cliente. Não posso acessar um cliente só no momento que vou aumentar meu volume de venda. Eu preciso de uma proposta comercial para ele, atendê-lo durante toda a jornada. Temos uma metodologia de venda direta que já permite ter os dados para entender o cliente e aplicar uma oferta focada nele. No atendimento na concessionária, com a digitalização, eu sei o que está acontecendo de uma forma mais rápida. Não vejo outras empresas focando nisso. g1 – Dá para fazer isso com a escala, já que o foco é aumentar o volume de vendas? Sim. Para o EX30, começamos uma base limpa com as 2 mil vendas que fizemos no pré-lançamento. Com os antigos, temos um pouco de trabalho. Mas começamos uma comunicação direta com o dono do carro, orientando sobre as possibilidades que ele oferece e antecipando questões, de forma personalizada. Um exemplo de agora: perguntamos se os compradores do EX30 queriam receber o wallbox antes [carregador de parede para o carro elétrico]. Os clientes amaram. Nós sabemos das dificuldades que muitos enfrentam para instalar um carregador na residência, mas talvez o cliente não saiba antes. Isso dá para escalar, e o EX30, que deve ter o maior volume de vendas, já nasceu correto. EX30, lançamento da Volvo Car Brasil Divulgação/Volvo Car Brasil g1 – O EX30 foi feito para ser o carro-chefe de vendas? Ano passado, o líder foi o XC60, bem mais caro e com metade dos 8 mil carros vendidos pela Volvo. Qual a projeção com a entrada de mais um modelo? A ideia é dobrar de volume esse ano, mantendo os números dos outros modelos do ano passado. Seria, então, uma adição de 8 mil unidades do EX30, e cerca de 15 mil a 16 mil no total. g1 – A Volvo tem uma meta de só produzir carros elétricos até 2030. Aqui no Brasil, se fala mais do híbrido flex. Vocês estão seguros com a estratégia, pensando que o processo de eletrificação de boa parte dos concorrentes vai ser diferente? A estratégia está intacta. Acreditamos no carro elétrico para o Brasil como matriz de crescimento e, principalmente, porque nossa matriz energética é muito limpa. Tenho acompanhado por meio da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, da qual Godoy também é presidente) as discussões entre a indústria, o governo, o Ministério da Indústria e Comércio. Os técnicos não querem prevalência de uma tecnologia em detrimento da outra. Eles querem ser neutros com relação à taxação. Então, existe boa vontade de todos em fazer acontecer — não só o carro elétrico ou híbrido a álcool, mas toda uma indústria mais limpa no Brasil. Além disso, o híbrido flex funciona para o Brasil, mas não para outros mercados. Do ponto de vista de colocar o Brasil no radar de tecnologia, o elétrico coloca muito mais do que um híbrido a álcool. Se o Brasil for só para esse caminho, ficaria isolado do resto. Infelizmente, não temos tamanho nem condições macroeconômicas para andar sozinhos. Precisamos estar acoplados em outros mercados para crescer, atrair investimentos etc.
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25/05 - Mega-Sena pode pagar R$ 47 milhões neste sábado; +Milionária pode chegar a R$ 194 milhões
Apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 A Caixa Econômica Federal promove neste sábado (25), a partir das 20h, os sorteios dos concursos 2.729 da Mega-Sena e 149 da +Milionária. A +Milionária está estimada em R$ 194 milhões. As chances de vencer são ainda menores do que na Mega tradicional: para levar o prêmio máximo, é preciso acertar seis dezenas e dois trevos. (veja no vídeo mais abaixo) O valor de uma aposta simples é de R$ 6. Com ela, o apostador pode escolher 6 números de 50 disponíveis e mais 2 trevos, dentre os seis disponíveis. Para apostas múltiplas, é possível escolher de seis a 12 números e de dois a seis trevos, com preços que podem chegar a R$ 83.160,00. A +Milionária se destaca por oferecer o prêmio principal mínimo de R$ 10 milhões por sorteio e possuir dez faixas de premiação. Saiba mais aqui. +Milionaria: veja como jogar na nova loteria da Caixa Mega-Sena Já a Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 47 milhões para os acertadores das seis dezenas. No concurso da última quinta-feira (23), nenhuma aposta levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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24/05 - Indenizações de seguros chegam a R$ 1,6 bilhão após cheias no RS; 8 mil veículos sofreram danos
Estado tem 23,4 mil avisos de sinistro, envolvendo imóveis, automóveis, propriedades agrícolas, entre outros. Temporais e cheias deixaram 163 mortos no Rio Grande do Sul. Cheias no RS: como pedir indenização de seguro Os danos provocados pelas cheias, que já deixaram 163 mortos e 2,3 milhões de pessoas afetadas no Rio Grande do Sul, impactaram também o mercado de seguros. O setor registra R$ 1,673 bilhão de indenizações que serão pagas a clientes do estado, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A entidade soma 23,4 mil avisos de sinistro. A maioria é de seguros residenciais, com quase 11,4 mil imóveis com avarias. Além disso, 8,2 mil veículos sofreram danos, conforme as seguradoras. Para o setor, o número ainda pode aumentar. "A maioria das solicitações de indenizações ainda não foi reportada pelos clientes às seguradoras. Os clientes residenciais, de automóveis, de propriedades agrícolas ou corporativas ainda estão contabilizando suas perdas e não acionaram suas seguradoras", diz o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira. Seguros: pedidos de indenização no RS 'Cemitério de carros' após enchente no RS Reprodução/RBS TV O que fazer? A orientação para quem perdeu algum bem é que verifique nas apólices de seguro quais as cobeturas foram contratadas. Se os contratos incluem coberturas adicionais, como vendavais, alagamentos e desmoronamentos, as companhias têm um prazo legal de 30 dias para o pagamento das indenizações, com excessão dos bens financiados. "A ideia é que as seguradoras, nesse momento, elas flexibilizem a sua forma de atuação. Mas, obviamente, não é algo que é cogente, não é algo que é obrigatório, salvo no caso do seguro habitacional", explica Júlia Normande Lins, diretora-técnica de Mercado e Supervisão de Conduta da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O seguro habitacional cobre o pagamento das parcelas de dívida do segurado correspondente ao saldo devedor. Inclui financiamento para aquisição, reforma ou construção de imóvel, ou a reposição do imóvel financiado. O seguro rural pode garantir a atividade agrícola e pecuária, o patrimônio do produtor rural, seus produtos, o crédito para comercialização desses produtos, além do seguro de vida dos produtores. O seguro de transportes garante uma indenização pelos prejuízos causados aos bens durante o transporte em viagens por água, terra e ar. Costumam cobrir sinistros causados por fenômenos da natureza. No RS, os seguros residenciais e empresariais contemplam a cobertura básica, em caso de incêndio, explosão, raio e queda de aeronaves. Enchentes e alagamentos são coberturas adicionais, que podem ser contratadas pelos segurados. "Aquelas apólices que não dispõem dessa cobertura adicional, a qual vem discriminada na apólice, não terão cobertura nessas situações", diz a corretora Aline Boff. No caso dos veículos, a maior parte dos seguros é de ampla cobertura, ou seja, incluem danos em eventos da natureza, como as enchentes. Algumas seguradoras estão dispensando as perícias de veículos. "Muitas companhias estão flexibilizando as indenizações, buscando fazer uma recolha emergencial desses veículos sinistrados ou até mesmo já procedendo com a indenização através de fotos", comenta Aline. Automóveis que estavam em estacionamentos privados são de responsabilidade do local, que deve proceder com a indenização. Caso ocorra demora, o segurado pode proceder com o pedido através de sua apólice de seguro. Imagem da Avenida Sertório, na Região Norte de Porto Alegre Pietro Oliveira/RBS TV VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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24/05 - Parceria entre Azul e Gol: veja o que se sabe sobre os voos compartilhados
Companhias anunciaram um acordo de 'codeshare' para operação conjunta. A partir do fim de junho, as duas empresas vão vender trechos nacionais que sejam executados por uma ou pela outra. Aviões da Azul e da Gol Ministério da Saúde/Divulgação e Celso Tavares/G1 As companhias aéreas Azul e Gol anunciaram nesta quinta-feira (23) um acordo de cooperação comercial para conectar suas malhas aéreas no Brasil. A parceria contempla as rotas domésticas exclusivas, ou seja, operadas por uma das duas empresas. A colaboração será feita por meio de um codeshare (compartilhamento de código) — quando companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os canais de venda. Com isso, o consumidor terá opções para comprar passagens aéreas no site da Gol para trechos operados por aviões da Azul, por exemplo — e vice-versa. Na prática, o cliente poderá fazer todo o processo normalmente: escolher dia, horário e comprar passagens no site de uma das companhias aéreas. Na hora de embarcar, porém, o avião poderá ser da outra empresa. Essa cooperação comercial terá início no final de junho, quando a oferta estará disponível nos canais de vendas de ambas as companhias. O acordo foi anunciado poucos meses após a Gol entrar em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, com dívidas estimadas em R$ 20 bilhões. Para Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados, a parceria pode ser vista como um passo estratégico que precede uma eventual fusão entre as empresas. "Pode representar um teste para avaliar a compatibilidade operacional e comercial das companhias”, destaca o especialista. Por que foi feita a parceria? Segundo as empresas, a ideia do acordo é ampliar as opções de voos para os clientes. Atualmente, Azul e Gol somam cerca de 1,5 mil decolagens diárias. A medida tem como pano de fundo a atuação das duas companhias: tradicionalmente, a Azul opera em mais rotas alternativas — aquelas fora das grandes rotas aéreas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A Gol, por outro lado, se concentra nessas grandes rotas. "Com a malha altamente conectada da Azul servindo a maioria das cidades no Brasil e a forte presença da Gol nos principais mercados brasileiros, nossas ofertas complementares vão oferecer aos clientes a mais ampla gama de opções de viagem", afirma Abhi Shah, presidente da Azul. O acordo envolve também os programas de fidelidade. Durante a compra das passagens inclusas no codeshare, os clientes do Smiles, da Gol, e do Azul Fidelidade poderão optar por acumular pontos no programa de preferência. "O acordo de codeshare vai proporcionar aos clientes acesso a ainda mais opções para viajar pelo nosso país", diz Celso Ferrer, CEO da Gol. Segundo ele, a companhia oferece atualmente mais de 60 acordos comerciais com parceiras globais. "Estamos ansiosos para expandir esse benefício dentro do Brasil também." Quais rotas serão contempladas? Segundo as aéreas, todas as rotas que são operadas por uma empresa e não por outra serão contempladas no codeshare. As companhias também ressaltaram que os trechos atualmente executados por ambas não entrarão na parceria. Ou seja: como Gol e Azul operam o trecho São Paulo/Brasília, por exemplo, a rota não estará na colaboração. Para os trechos nacionais contemplados, as empresas reforçaram que os clientes poderão pesquisar e comprar pelos canais de vendas de qualquer uma das duas companhias. Como fica o check-in? O check-in deverá ser feito nos canais digitais ou presencialmente no aeroporto, nos balcões da companhia que opera o voo — ou o primeiro trecho no caso de voos com conexão, independentemente da companhia que vendeu a passagem. E o despacho de bagagem? O processo segue a mesma regra do check-in: deverá ser feito com a companhia aérea que opera o voo ou o primeiro trecho em caso de conexão. As bagagens serão entregues no destino final, independente de conexão com a outra companhia. Como cancelar o voo? Segundo as empresas, remarcações e cancelamentos das reservas deverão ser tratados com a companhia que vendeu a passagem. Gol entra com pedido de recuperação judicial nos EUA
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24/05 - Distribuidoras de energia veem 'com preocupação' obrigações impostas pelo governo em decreto para renovação de contratos
Governo quer restringir dividendos para acionistas de distribuidoras com índices baixos de qualidade. Setor vê medida como sinal negativo para investidores. As distribuidoras de energia dizem ver com "preocupação" alguns trechos da minuta de decreto que estabelece as diretrizes para a renovação dos contratos por mais 30 anos. O texto foi enviado à Casa Civil na quinta-feira (23). O g1 teve acesso ao documento. Os contratos de 20 distribuidoras vencem nos próximos anos. Essas empresas – entre as quais Light e Enel SP — atendem a mais de 60% dos consumidores, sejam comerciais ou residenciais. Nesta sexta-feira (24), a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) disse que a publicação do decreto é importante para a segurança jurídica do setor, mas “vê com preocupação alguns pontos da minuta já veiculados pela imprensa”. Os principais pontos questionados pelas distribuidoras são a restrição da remuneração aos acionistas de acordo com indicadores de qualidade de serviço e a inclusão da figura do “posteiro” no decreto (entenda mais abaixo). Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, os contratos atuais das distribuidoras são “muito frouxos”. "Tiramos as distribuidoras do conforto contratual que se encontram hoje. Elas vão ter que melhorar a qualidade do serviço, e não descarto a possibilidade de algumas não aderirem [aos novos contratos], em consequência das exigências", disse Silveira. Mercado de energia vem crescendo e ganhando cada vez mais consumidores Restrição de dividendos O rascunho de decreto, ao qual o g1 teve acesso, estabelece que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá limitar o pagamento de dividendos e de juros sobre o capital próprio aos acionistas, respeitando o valor mínimo estabelecido em lei. Essa limitação poderá ocorrer caso as distribuidoras descumpram “indicadores de qualidade técnica, comercial e econômico-financeiros”. “A gente tem que tomar cuidado de não estar restringindo questões relacionadas aos dividendos porque eles fazem parte do próprio crescimento da economia. É através da captação de dividendos que você traz o investidor para o segmento”, declarou o presidente da Abradee, Marcos Madureira. O executivo afirma que concorda com a exigência de qualidade de serviço, mas que essa restrição traz uma mensagem negativa para o investidor e pode atrapalhar a atração de capital para o segmento de distribuição. Ordenação dos postes de luz Outra obrigação imposta pelo rascunho de decreto é a contratação de empresas para ordenar os fios nos postes de rua. Dessa forma, as distribuidoras devem terceirizar a administração da infraestrutura para outras empresas – chamadas no setor de “posteiro”. Esse é um ponto de disputa entre o setor de distribuição e de telecomunicações, que também usa os postes. A norma que regula o uso dos postes deve ser elaborada e aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Aneel. A atualização dessas regras está em discussão desde 2018, mas não há consenso entre as agências. Agora, o ministério está decidindo colocar em decreto a obrigação de contratação do "posteiro" —tema que enfrenta resistência pelas distribuidoras. “Nós achamos que isso não deveria estar presente aqui nesse decreto. Inclusive, estamos tratando de uma parcela do mercado [20 empresas], são mais de 50 distribuidoras [no total]. Então, trazer essa questão para dentro desse decreto, nós entendemos que não faz sentido”, afirmou Madureira. O decreto disciplina os termos dos contratos que serão renovados até 2031, das 20 distribuidoras. Portanto, não atinge todo o mercado. Contudo, caso a regra seja regulamentada pelas agências nesses termos, poderá ser aplicada a todos. No setor de telecomunicações, a medida foi vista como positiva. Segundo apurou o g1, o decreto seria uma forma de dar fim à discussão sobre a regulação dos postes, que é travada na Aneel e Anatel desde 2018. A Anatel aprovou a nova regulação em outubro de 2023, mas a Aneel adiou a discussão. No setor elétrico, o tema só voltou à pauta nesta semana, quando houve mais um pedido de adiamento. Furtos de energia O decreto também prevê que os consumidores de energia em áreas de difícil acesso para as equipes de medição das distribuidoras – como locais dominados por milícia e tráfico, por exemplo – poderão pagar uma tarifa fixa, definida pela Aneel. Para Madureira, a medida pode ajudar as distribuidoras que enfrentam desafios relacionados à segurança pública, mas não soluciona o problema. "Nós sabemos que grande parte desse problema é trazido por uma questão relacionada à falta da presença do Estado em determinadas áreas", declarou. Segundo o presidente da Abradee, a criação de um modelo de tarifa para essas áreas é positiva. "É um passo importante se criar uma modelagem diferente para tratamento dessas questões de tarifa dessas áreas. Isso é positivo." No entanto, a responsabilização das distribuidoras que não atingirem limites de perdas de energia por furto é algo que deverá ser discutido, de acordo com Madureira. "Nós vamos ter que verificar, inclusive, quais são os outros elementos que estão inseridos dentro desse problema, que, volto a repetir, é maior que simplesmente questões tarifárias", afirmou.
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24/05 - Aeroporto de Porto Alegre fica fechado pelo menos até agosto
O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, ficará fechado e sem operação comercial pelo menos até o dia 7 de agosto. A data consta em um pedido de extensão da interdição do terminal, alagado pelas enchentes históricas que afetam quase 90% do Rio Grande do Sul. O documento é assinado pela Fraport, concessionária que administra o espaço. A empresa também pediu revisão dos termos do contrato de concessão do terminal. Documento informa que Aeroporto de Porto Alegre ficará fechado até 7 de agosto Reprodução Fontes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmaram ao blog que os detalhes do pedido de revisão serão discutidos apenas depois que a água baixar no terminal e a empresa tomar conhecimento dos estragos. O pedido é sempre feito por meio de um sistema chamado "Notam" ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Força Aérea Brasileira. Novos pedidos de extensão podem ser feitos sempre que a administradora do terminal identificar a necessidade. A nova data indica que o principal aeroporto do Rio Grande do Sul não deve voltar a funcionar até o auge da temporada de inverno – quando o estado costuma receber grande fluxo de turistas. Aeroporto Salgado Filho segue fechado por tempo indeterminado
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24/05 - Plano de saúde: governo notifica 20 operadoras por ruptura unilateral de contratos; veja lista
Secretaria Nacional do Consumidor cita aumento do número de reclamações e pede dados sobre idade e condição médica dos beneficiários. Prazo para resposta é de 10 dias. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, notificou nesta sexta-feira (24) 20 operadoras de planos de saúde após verificar um aumento no índice de rupturas unilaterais de contratos. No documento, a Senacon cita uma elevação no registro de Notificações de Intermediação Preliminar (NIPs) – um instrumento da Agência Nacional de Saúde (ANS) para intermediar disputas entre planos e beneficiários. Foram notificadas as operadoras: Unimed Nacional Bradesco Saúde Amil SulAmérica NotreDame Intermédica Porto Seguro Saúde Golden Cross Hapvida GEAP Saúde ASSEFAZ Omint One Health Prevent Senior Assim Saúde MedSênior Care Plus Unidas - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde FenaSaúde - Federação Nacional de Saúde Suplementar Abramge - Associação Brasileira de Planos de Saúde Ameplan - Associação de Assistência Médica Planejada Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) diz que recebeu a notificação e "está à disposição para contribuir com informações técnicas na busca por elucidar pontos importantes sobre as operadoras dos planos de saúde e às regras a que estão submetidas". "A entidade reafirma seu compromisso institucional na busca pela sustentabilidade do setor de saúde suplementar, que tem como objetivo oferecer atendimento eficiente e de qualidade ao beneficiário", diz a Abramge. Planos de saúde estão mais caros e restritos Na notificação, a secretaria dá prazo de 10 dias para as operadoras informarem: o número de cancelamentos unilaterais realizados por cada empresa em 2023 e 2024; os motivos para os procedimentos; quantos, entre os beneficiários atingidos, estavam em tratamento e exigem assistência contínua de saúde; quantos, entre os atingidos, eram idosos ou portadores de transtornos globais de desenvolvimento; qual a faixa etária dos clientes que tiveram as apólices canceladas. A Senacon cita as "situações de vulnerabilidade" de consumidores que são comunicados em um espaço curto de tempo, "o que impossibilita aos consumidores buscarem alternativas para a situação". "Ademais, cabe destacar os beneficiários que estão em tratamento, seja para câncer, autismo ou qualquer outra situação que exija prestação de assistência contínua ou a longo prazo", diz o governo. Batalha do autismo com planos de saúde
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24/05 - Aeroporto de Porto Alegre pede renegociação de contrato por prejuízo com as chuvas; entenda
Agência Nacional de Aviação Civil disse que está analisando o pleito, 'já considerando que há razão para apresentação do pedido'. Aeroporto está interditado e alagado há semanas. A empresa que administra o aeroporto de Porto Alegre, a Fraport, pediu a renegociação dos termos do seu contrato à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por causa dos prejuízos causados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul. A Anac confirmou ao g1 que pedido foi registrado na última terça-feira (21). A agência disse que está analisando o pleito, “já considerando que há razão para apresentação do pedido”. Na avaliação da Anac, o caráter de “força maior” dos prejuízos causados no aeroporto foi reconhecido. Essa é uma condição para que o governo faça o ressarcimento de recursos à administradora do aeroporto, que detém a concessão. “Na análise serão avaliados: a questão securitária relacionada ao sinistro observado, os prejuízos causados pelas enchentes e os custos de reconstrução do aeroporto”, disse a Anac. Aeroporto Salgado Filho segue fechado por tempo indeterminado De acordo com a agência, ainda não é possível conhecer a dimensão das perdas no Aeroporto Salgado Filho. “A situação só poderá ser avaliada após a diminuição de todo volume de água no complexo aeroportuário.” As operações no aeroporto Salgado Filho estão suspensas desde o início do mês. Na quarta-feira (22), a Anac publicou uma portaria proibindo operações de pouso e decolagem no aeroporto por tempo indeterminado. Questionado sobre os termos da renegociação, o Ministério de Portos e Aeroportos disse que “a estratégia quanto à forma de eventual reequilíbrio econômico-financeiro do contrato ainda está em discussão entre os atores envolvidos”. Entenda: O que é reequilíbrio econômico-financeiro? Quando ele pode ser solicitado? Que mudanças esse processo provoca? Aeroporto Salgado filho permanece fechado e companhias aéreas buscam alternativas O que é reequilíbrio econômico-financeiro? Alguns empreendimentos de infraestrutura, como grandes hidrelétricas, rodovias e aeroportos, são concessões. Ou seja, são bens públicos cujo direito de exploração é cedido por um determinado período ao setor privado. Nos contratos de concessão, há um trecho que permite o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato –um ajuste nas cláusulas para impedir que a concessionária entre em prejuízo e, eventualmente, deixe de cumprir com suas obrigações por questões financeiras. “O próprio contrato prevê os instrumentos para solucionar situações como essa, situações extraordinárias. Então, você pode fazer uma revisão de alguns aspectos do contrato por conta de uma situação excepcional”, afirmou o advogado João Paulo Pessoa, sócio do escritório Toledo Marchetti. O especialista explica que a lógica do chamado “equilíbrio econômico-financeiro” das concessões é que a empresa e o governo não podem assumir prejuízos aos quais eles não tenham dado causa. Ou seja, se a empresa fez uma má gestão do ativo, o prejuízo deve ser arcado por ela, por exemplo. Mas, se uma decisão do governo causou perdas para o empreendimento, o risco não deve ser reconhecido pela empresa. No caso de eventos extremos, como as chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul, o risco é atribuído ao governo pelos contratos (saiba mais abaixo). “Essa é a ideia: não pode ter nenhum ganho extraordinário, mas também nenhum prejuízo que não era esperado. A ideia é que haja um equilíbrio para que nenhuma parte se beneficie da outra”, explicou Pessoa. Chuvas afetaram boa parte do sistema de saúde do Rio Grande do Sul Quando ele pode ser solicitado? Os contratos trazem uma série de riscos do empreendimento que devem ser suportados pelo governo ou pela empresa. Os riscos assumidos pelo governo podem motivar reajustes nos termos do contrato. Alguns dos riscos citados no contrato do aeroporto Salgado Filho são: restrição operacional por causa de decisão ou omissão de órgãos públicos; criação de benefícios tarifários pelo poder público; ocorrência de “eventos de força maior ou caso furtuito”, exceto em casos em que os eventos estejam cobertos por seguros. “A concessionária tem uma proteção do contrato para situações excepcionais e, quando acontece uma situação excepcional, você adota um mecanismo do contrato que é também excepcional, seria a revisão extraordinária”, declarou Pessoa. Segundo o advogado, a revisão extraordinária precisa ser solicitada pela empresa que tem a concessão ou pelo poder concedente. A Anac é responsável pela análise e condução do processo. Que mudanças esse processo provoca? Pessoa explica que as revisões extraordinárias, para que haja reequilíbrio econômico-financeiro da concessão, podem provocar algumas mudanças nos termos do contrato. “O contrato já traz algumas possibilidades, que é a revisão tarifária, eventualmente uma revisão em relação às obrigações previstas no contrato, você pode diminuir investimento, compensar o investimento a ser feito e as partes, em comum acordo, também podem prever alguma outra solução”, afirmou. As possibilidades, de acordo com o advogado, podem incluir: aumento de tarifa; redução dos investimentos mínimos e outras obrigações da empresa; ampliação do período de vigência do contrato; revisão da contribuição anual paga pela empresa; ou outra solução em acordo com o governo. O advogado também não descarta a possibilidade de aporte público para reconstrução do aeroporto. Esse mecanismo normalmente é usado antes da assinatura do contrato para aumentar a atratividade do empreendimento. “Mas às vezes pode ser que, nessa situação excepcional, se avalie uma solução como essa. Às vezes, pode ser uma solução que se mostre viável, tenha celeridade e faça sentido para o governo, às vezes pode ser um caminho”, declarou.
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24/05 - Veja como fazer o trato cultural no plantio de frutas
Manual do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) mostra o passo-a-passo de como fazer o manejo ao redor da planta e outras dicas. Veja como fazer o trato cultural no plantio de frutas Uma publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) ensina como fazer o trato cultural no plantio de frutas. O documento mostra o passo-a-passo de como fazer o manejo ao redor da planta, dando espaço para as raízes crescerem e o adubo ser absorvido corretamente, entre outras dicas. >>>Acesse aqui
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24/05 - Conselho da Petrobras aprova nome de Magda Chambriard para presidência da estatal
Magda foi indicada para função pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a demissão de Jean Paul Prates do comando da Petrobras. Engenheira já tomou posse no cargo. Foto de arquivo - Magda Chambriard na CPMI da Petrobras em 26 de novembro de 2014, quando ela era diretora-geral da ANP Jefferson Rudy/Agência Senado O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta sexta-feira (24) o nome de Magda Chambriard para a presidência da estatal. Engenheria, Magda foi indicada para a função pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a demissão de Jean Paul Prates do cargo. Além de ser eleita presidente da estatal, Magda Chambriard também passou a integrar o conselho da Petrobras nesta sexta. "Magda Chambriard tomou posse em ambos cargos nesta data e passou a integrar o Conselho imediatamente, não sendo necessária a convocação de Assembleia de Acionistas para esse fim", afirmou a Petrobras em nota. Magda Chambriard foi diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) no governo Dilma. Na última quarta-feira (22), o Comitê de Pessoas do Conselho de Administração da Petrobras já havia avalizado a indicação de Magda para o novo cargo. Magda Chambriard: quem é a engenheira que assumiu a chefia da Petrobras Troca na Petrobras Ela foi indicada pelo presidente Lula em substituição a Jean Paul Prates – demitido após meses de "fritura" política e disputa interna com o governo em diversos pontos. No centro da disputa estavam Prates e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A polêmica sobre o pagamento dos dividendos aos acionistas da Petrobras – quando Prates resistiu a uma orientação do governo – teria sido a "gota d'água", segundo interlocutores.
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24/05 - Dólar fecha em R$ 5,16 e tem maior patamar do mês até agora, com juro dos EUA no radar; Ibovespa cai
Ações da Gol e da Azul são destaque no pregão, após acordo entre as empresas. A moeda norte-americana subiu 0,27%, cotada a R$ 5,1674, no maior nível atingido em maio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou em queda de 0,34%, aos 124.306 pontos. Dólar Karolina Grabowska/Pexels O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (24), atingindo o maior patamar de maio até agora, com os juros norte-americanos mais uma vez na mira dos investidores. Nesta semana, as atenções ficaram voltadas para a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgado na última quarta-feira (22). O documento mostrou que as autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ainda acreditam que as pressões nos preços devem diminuir, mesmo que lentamente. Além disso, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos. (entenda mais abaixo) Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira (B3), encerrou em queda. Na sessão, destaque para as ações da Gol e da Azul, que viveram um dia de alta após as empresas anunciarem um acordo de "codeshare". Esse é um tipo de um acordo no qual duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda. Veja abaixo o resumo dos mercados. Dólar Ao final da sessão, o dólar subiu 0,27%, cotado a R$ 5,1674, no maior patamar registrado neste mês até agora. Na máxima do dia, chegou aos R$ 5,1764. Veja mais cotações. Com o resultado, acumulou: alta de 1,28% na semana; perdas de 0,49% no mês; ganho de 6,49% no ano. Na quinta-feira, a moeda norte-americana caiu 0,06%, cotada a R$ 5,1534. Ibovespa Já o Ibovespa encerrou em queda de 0,34%, aos 124.306 pontos. As ações da Azul subiram mais de 5% e lideraram as maiores altas do índice. Já os papéis da Gol dispararam 11,9%. Com o resultado, acumulou: queda de 3% na semana; recuo de 1,28% no mês; perdas de 7,36% no ano. Na quinta-feira, o índice encerrou com um recuo de 0,73%, aos 124.729 pontos. Entenda o que faz o dólar subir ou descer DINHEIRO OU CARTÃO? Qual a melhor forma de levar dólares em viagens? DÓLAR: Qual o melhor momento para comprar a moeda? O que está mexendo com os mercados? O principal destaque desta semana fica com a ata da última reunião do Fomc, divulgada na quarta-feira (22). O documento mostrou que as autoridades do Fed ainda acreditam que as pressões sobre os preços diminuirão, mesmo que lentamente e a despeito da decepção com as recentes leituras de inflação nos Estados Unidos. Além disso, apesar de a resposta do BC dos EUA ainda envolver a manutenção da taxa de referência em seu nível atual, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos de juros, com vários participantes dispostos a apertar mais a política monetária do país se necessário. Em sua última reunião, o Fomc decidiu mais uma vez pela manutenção das taxas dos Estados Unidos na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, em uma decisão unânime. Com a ata do Fomc na mira, falas de dirigentes do Fed também ficaram sob os holofotes ao longo da semana, à medida que investidores continuam a buscar pistas sobre a direção da política monetária no país. Na terça-feira, o diretor do Fed Christopher Waller disse que os dados mais recentes de inflação são "tranquilizadores", mas ressaltou que precisa ver mais alguns meses de bons dados de preços antes de se sentir confortável para defender uma flexibilização na orientação da política monetária. Até o momento, investidores preveem uma probabilidade 52,2% de um corte nos juros de pelo menos 25 pontos-base em setembro, abaixo dos quase 67% de uma semana atrás, segundo a ferramenta FedWatch da CME. Ainda no exterior, a agenda também foi recheada de indicadores e balanços corporativos. Na quinta-feira (23), dados da S&P Global mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que acompanha os setores de manufatura e serviços, subiu para 54,4 em amio, no maior nível desde abril de 2022. Vale lembrar que uma leitura acima de 50 indica expansão no setor privado. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice ficaria em 51,1. Além disso, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, indicando uma força subjacente no mercado de trabalho que deve continuar a sustentar a maior economia do mundo. Por aqui, os rumos do cenário fiscal também ficaram sob os holofotes nesta semana. Na quarta-feira, os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram que o governo central fechará este ano com déficit primário (despesas maiores que receitas) de R$ 14,5 bilhões. A previsão representa uma piora em relação à estimativa feita em março, que apontava para um rombo de R$ 9,3 bilhões nas contas públicas, ainda dentro da margem de tolerância para a meta do ano. A ampliação do déficit previsto ocorre mesmo com a equipe econômica incluindo nas contas uma estimativa de arrecadação com dividendos extraordinários ainda não aprovados pela Petrobras, além de manter nos cálculos ganho relacionado a uma extinção que não ocorrerá no programa de apoio ao setor de eventos. *Com informações da agência de notícias Reuters
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24/05 - Outback: por que vender a operação no Brasil se o restaurante está sempre cheio?
Especialistas ouvidos pelo g1 consideram que os maiores desafios da rede no Brasil são a desvalorização do real, a inflação dos alimentos e o modelo de expansão da rede. Unidade do Otback no Shopping Salvador Divulgação A empresa controladora do Outback, a Bloomin' Brands, pegou muita gente de surpresa no começo do mês quando revelou que estuda a possibilidade de vender o comando dos restaurantes da rede no Brasil. A rede garante que as lojas do Outback não vão fechar no país, mas a possibilidade de uma mudança no controle da operação brasileira é concreta. Mas por que vender a operação se os restaurantes seguem cheios no país? Para especialistas ouvidos pelo g1, a possível venda do negócio no Brasil pode ser uma boa alternativa para que a Bloomin' Brands levante recursos para investir e para ter uma melhor eficiência financeira no seu mercado principal, os Estados Unidos. A reportagem procurou o Outback para comentar sobre os pontos que serão abordados abaixo, mas não teve retorno até o momento da publicação A operação brasileira é a segunda mais importante do mundo para a empresa. Por isso, os analistas entendem que a venda do comando da operação seria uma forma de a companhia arrecadar bastante dinheiro com a negociação, além de manter o recebimento de uma taxa sobre a receita do Outback, como um licenciamento da marca. "É muito comum que uma companhia venda alguma operação de valor, como é o caso do Brasil para o Outback, quando a sede precisa de dinheiro", destaca Samuel Barros, reitor do Ibmec Rio de Janeiro. Veja abaixo os principais pontos que ajudam a explicar a possível venda da operação do Outback no Brasil. LEIA TAMBÉM Starbucks Brasil: dona do Burger King avança e apresenta proposta para possível compra da operação Entenda quais são os próximos passos para a compra da Starbucks Brasil Casas Bahia: o que é uma recuperação extrajudicial e quais os próximos passos da companhia Por que a dona do Outback pode sair do Brasil e o que deve acontecer com os restaurantes Real mais fraco pode afetar a receita A operação brasileira da Bloomin' Brands inclui 159 restaurantes do Outback no Brasil, além de 16 unidades da rede Abbraccio e duas da Aussie Grill. É a principal operação internacional da companhia. Em 2023, o lucro das operações internacionais da rede foi de US$ 84 milhões (cerca de R$ 432 milhões), e o Brasil responde por 87% do faturamento internacional da empresa. As vendas no país, contudo, tiveram uma pequena queda, de 0,7% no trimestre. Porém, essa queda não impacta tanto a rede quando a forte desvalorização do real em relação ao dólar nos últimos anos. É uma situação que reduz as margens da empresa, que continua apurando seus resultados em dólar. Rodolfo Olivo, professor da FIA Business School, explica que boa parte dos investimentos que foram feitos pela Bloomin' Brands para expandir a operação do Outback ao longo dos anos no país - que chegou aqui em 1997 - foram feitos em um momento em que o real estava mais valorizado. E, agora, o retorno acontece em uma moeda mais fraca. "A nossa moeda ficou mais pobre. Antes da pandemia, o dólar estava na casa de R$ 3,50 ou R$ 4. Agora, quando se transforma a receita de real para dólar, ela fica efetivamente menor", pontua Olivo. Como o faturamento dos restaurantes no Brasil é na moeda brasileira, a apuração de resultado para uma operadora nacional pode ser mais vantajoso para ela. E, ao mesmo tempo, também para a Bloomin' Brands, já que o contrato de licenciamento poderia prever um repasse fixo para a matriz, que seria independente das flutuações do câmbio. Alimentos mais caros e dificuldade em repassar os preços Outro ponto que afetou não só a operação do Outback, mas de todo o setor de bares e restaurantes é a inflação dos alimentos. Samuel Barros, do Ibmec Rio, explica que a alimentação ficou mais cara no mundo inteiro, acompanhando a pressão inflacionária que surgiu após a pandemia. "As operações tiveram um aumento significativo de custos por conta dos produtos alimentícios", diz. A alta de preços de alimentos afeta os restaurantes em duas frentes. Primeiro, na própria matéria-prima, que aumenta a despesa da empresa. Ao mesmo tempo, alimentos mais caros reduzem o consumo da população, porque são itens essenciais e que acabam reduzindo o dinheiro disponível para momentos de lazer. Alta de inflação também causa alta de juros. Para controlar o avanço dos preços, tanto o Banco Central do Brasil (BC), quanto o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) subiram suas taxas de juros, desestimulando ainda mais o consumo. Entra aqui o dilema do setor: repassar os preços na velocidade necessária pode afastar ainda mais o consumidor. Para manter os restaurantes lotados, o Outback teve pouca margem para reajustar um produto que teve alta expressiva nos últimos anos: as carnes. "Também vivemos um cenário em que o consumidor passou a buscar uma alimentação mais saudável, o que pode reduzir o interesse pelo tipo de comida que o Outback oferece", comenta Barros. A companhia chega a elencar no relatório que a "reação dos consumidores à questões de saúde pública e segurança alimentar" é um dos riscos e incertezas que podem impactar as perspectivas financeiras para os próximos meses. Nesse contexto todo, o balanço da Bloomin' Brands reconhece um esfriamento dos negócios. No primeiro trimestre de 2024, por exemplo, o tráfego de pessoas nas churrascarias do Outback teve uma queda de 4,2% nos Estados Unidos e de 3,7% no Brasil, de acordo com o balanço da Bloomin' Brands. Já o tíquete médio por pessoa no consumo nos restaurantes da rede subiu apenas 3% lá fora e 2,7% aqui. Modelo de expansão da rede Rodolfo Olivo, da FIA, acredita que outro desafio que o modelo de negócios do Outback enfrenta no Brasil é a forma como a rede se expande pelo país. "Para você expandir em número de lojas, não necessariamente você consegue ter as melhores praças", afirma o professor. Ele explica que o formato do Outback é de ter grandes lojas, com uma estrutura semelhante, além do atendimento padrão. Esse modelo funciona bem para locais em que há um público expressivo, como as cidades grandes e bairros populosos, com bom poder aquisitivo. Já para as cidades menores ou bairros com moradores que não sejam o público-alvo da rede, essa infraestrutura padrão pode ser muito cara e não compensar a quantidade de gente que passa pelos restaurantes. Nesse sentido, Olivo considera que o Outback precisa olhar para uma possível adaptação de infraestrutura, oferecendo às franquias opções de espaços diferentes, que apresentem custos menores — e podem, consequentemente, gerar mais lucro. Temor sobre os impostos no Brasil A Bloomin' Brands também afirmou no balanço que "o impacto da anulação da isenção do imposto sobre valor agregado no Brasil" pesou sobre a receita da empresa. O g1 pediu mais detalhes sobre quais isenções a companhia considera que afetaram a receita, mas a empresa não respondeu até a publicação desta reportagem. Em dezembro do ano passado, uma medida provisória enviada pelo governo ao Congresso previa o fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que teve início na pandemia para impulsionar bares, restaurantes e o setor de eventos. Mas a medida só passaria a valer a partir de abril deste ano, depois do período de apuração dos resultados do primeiro trimestre da empresa. No fim do mês, o governo acabou optando por manter o Perse até 2026. Apesar de, na prática, o incentivo não tenha sido retirado há tempo de impactar as contas da companhia, Samuel Barros, do Ibmec Rio, ressalta que somente a especulação em torno do tema já é o suficiente para mudar as perspectivas de faturamento da empresa e afetar o valor das ações. "Com a expectativa de que haveria a retirada do Perse, as empresas precisam fazer todo um planejamento, um provisionamento, uma reserva de capital para lidar com a possibilidade de ter mais gastos. Isso já basta para impactar no preço das ações", destaca. Perspectivas Além do Outback, os especialistas ouvidos pelo g1 acreditam que outras empresas internacionais com operação no Brasil podem se interessar por realizar o mesmo movimento, já que a receita em reais não pode não compensar mais tanto quanto antes. Por enquanto, a venda do controle do Outback no Brasil ainda é apenas uma possibilidade. Em seu balanço corporativo do primeiro trimestre, a empresa disse que " está explorando e avaliando alternativas estratégicas para as operações no Brasil que tenham o potencial de maximizar valor para nossos acionistas, incluindo, mas não se limitando a, uma possível venda das operações". Enquanto isso, a Bloomin' Brands diz que persiste no compromisso de "manter os restaurantes em pleno funcionamento para continuar proporcionando de forma consistente uma experiência excepcional aos clientes".
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24/05 - Azul e Gol anunciam acordo de 'codeshare' e irão compartilhar voos domésticos
A palavra inglesa, que pode ser traduzida para o português como 'compartilhamento de código', refere-se a um acordo no qual duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda. Aviões da Azul e da Gol Ministério da Saúde/Divulgação e Celso Tavares/G1 As companhias aéreas Azul e Gol anunciaram, nesta quinta-feira (23), acordo de cooperação comercial que vai conectar as suas malhas aéreas no Brasil por meio de um "codeshare" no final de junho. A parceria inclui as rotas domésticas exclusivas, ou seja, operadas por uma das duas empresas. Codeshare é quando se compra passagem de uma determinada companhia aérea, escolhe dia, horário e assento, mas na hora de embarcar o avião é de outra empresa. Essa situação é legal. A palavra inglesa, que pode ser traduzida para o português como “compartilhamento de código”, refere-se a um acordo no qual duas ou mais companhias aéreas compartilham o mesmo voo, os mesmos padrões de serviço e os mesmos canais de venda. O acordo envolve também os programas de fidelidade, permitindo que membros do Azul Fidelidade e do Smiles acumulem pontos ou milhas no programa de sua escolha ao comprar os trechos inclusos no codeshare. Os consumidores poderão se beneficiar da parceria comercial a partir do final de junho, quando a oferta estará disponível nos canais de vendas de ambas as empresas. "Esse acordo vai trazer enormes benefícios para os nossos clientes. Ambas as companhias têm uma história de desenvolvimento da aviação no Brasil, focadas na excelência no atendimento ao cliente. Com a malha altamente conectada da Azul servindo a maioria das cidades no Brasil e a forte presença da Gol nos principais mercados brasileiros, nossas ofertas complementares vão oferecer aos clientes a mais ampla gama de opções de viagem", disse Abhi Shah, presidente da Azul. "A Gol e a Azul sempre estiveram comprometidas em expandir o mercado de aviação brasileiro. Este acordo de codeshare vai proporcionar aos clientes acesso a ainda mais opções para viajar pelo nosso país. A Gol já oferece mais de 60 acordos comerciais diferentes com muitas companhias aéreas parceiras globais e estamos ansiosos para expandir esse benefício dentro do Brasil também", disse Celso Ferrer, CEO da Gol. Azul e Gol possuem cerca de 1,5 mil decolagens diárias. Os clientes poderão, segundo as companhias, pesquisar trechos nacionais exclusivos de uma ou de outra companhia e comprar pelos canais de vendas das duas empresas. As rotas que são operadas por ambas as companhias não entram no codeshare. O check-in deverá sempre ser feito nos canais digitais ou presencialmente nos balcões nos aeroportos da companhia aérea que opera o voo ou o primeiro trecho no caso de voos com conexão, independentemente da companhia que vendeu a passagem. No caso de voos com conexão, o cliente receberá os cartões de embarque de sua viagem no check-in. O despacho de bagagens segue a mesma regra do check-in: deverá ser realizado com a companhia aérea que opera o voo ou o primeiro trecho, e serão entregues no destino final, independentemente de conexão com a outra companhia. Remarcações e cancelamentos das reservas deverão ser tratados com a companhia que vendeu a passagem. Gol entra com pedido de recuperação judicial nos EUA
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24/05 - Imposto de Renda 2024: prazo acaba em uma semana; entrega da declaração incompleta evita multa
Quem não entregar a declaração a tempo está sujeito ao pagamento de uma penalização mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2024 termina em uma semana, na próxima sexta-feira (31). Caso você ainda tenha dúvidas se os dados estão corretos ou mesmo que não tenha todos os documentos, a recomendação dos especialistas é a de cumprir o prazo estipulado pela Receita Federal. Ou seja, é melhor entregar incompleta e fazer as correções necessárias posteriormente. Isso porque quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito ao pagamento de multa — e, dependendo do caso, pode até ficar com o nome sujo e ter o CPF apontado como irregular pelo Fisco. (saiba mais abaixo) LEIA MAIS Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024 Veja como fazer a declaração Veja quem é obrigado a declarar Veja como baixar o programa Veja o calendário dos lotes de restituição Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina Por que entregar atrasado? Quem entregar a declaração incompleta pode, depois, fazer as alterações necessárias sem ser penalizado. Basta reenviar com os dados corretos por meio da chamada declaração retificadora. Nesse caso, o contribuinte precisa apenas selecionar essa opção na ficha de Identificação do Contribuinte, informando o número do recibo encontrado na declaração enviada inicialmente. Modelo não pode ser alterado Mas é preciso cuidado para um detalhe: depois do final do prazo de entrega, o contribuinte não pode mais alterar o modelo de declaração – simples ou completa. A declaração no modelo completo é mais indicada para quem tem muitas deduções a incluir, como dependentes e gastos com saúde. Já a simples é mais vantajosa para os contribuintes que não têm essas deduções. O contribuinte pode corrigir a declaração enviada quantas vezes julgar necessário sem ter de pagar multa. O que acontece se eu não declarar? Segundo informações do Fisco, no caso de envio da declaração após o prazo previsto ou da não apresentação do documento, o contribuinte que é obrigado a declarar fica sujeito ao pagamento de multa por atraso, calculada da seguinte forma: Multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculado sobre o valor do imposto devido na declaração, ainda que integralmente pago, até um teto de 20%; Multa mínima de R$ 165,74 (apenas para quem estava "obrigado a declarar", mesmo sem imposto a pagar) Além disso, o CPF pode ficar irregular, o que pode impedir a liberação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022); quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022); quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; Possui trust no exterior; Deseja atualizar bens no exterior.
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24/05 - Petrobras: Silveira sinaliza a aliados que apoia pagamento de 100% dos dividendos em 2024
Disputa sobre repasse a acionistas rachou governo e é apontada como gota d'água para troca no comando da estatal. Conselho vota nome de Magda Chambriard nesta sexta. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em imagem de 2023 MATEUS BONOMI/ESTADÃO CONTEÚDO O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, indicou a aliados que apoia a ideia de que a Petrobras distribua 100% dos dividendos extraordinários neste ano. Isso representa uma mudança de postura do ministro em relação ao tema, que esteve no centro do embate que culminou na demissão de Jean Paul Prates do cargo de presidente da estatal. A Petrobras ainda precisa aprovar o pagamento do restante dos dividendos. Silveira também disse a aliados que está tudo acertado para que Magda Chambriard assuma o comando da estatal nesta sexta-feira (24), ou seja, o ministro indicou caminho livre para a aprovação do nome dela pelo conselho de administração. 'Palavra intervencionismo é completamente inadequada na Petrobras', diz Alexandre Silveira Magda Chambriard: quem é a engenheira que deve assumir a presidência da Petrobras Dividendos O Ministério da Fazenda informou nesta quinta-feira (23) que já incluiu na previsão de 2024 a distribuição de 100% dos dividendos extraordinários da Petrobras. A distribuição rende em torno de R$ 14 bilhões para os cofres públicos, já que a União é acionista majoritária da Petrobras. No final de abril, a assembleia de acionistas da Petrobras aprovou a distribuição de 50% dos dividendos – no valor total de R$ 21,9 bilhões, dos quais R$ 6,3 bilhões são destinados ao governo federal. A outra metade dos dividendos, contudo, continua retida em conta de reserva de remuneração da estatal. Esses recursos só podem ser destinados aos acionistas, mas não há prazo para o repasse. Petrobras: entenda a polêmica dos dividendos Até agora, a assembleia da Petrobras aprovou apenas "avaliar ao longo do exercício a viabilidade de distribuição a título de dividendos intermediários, até 31 de dezembro de 2024, dos 50% remanescentes ora destinados à reserva de remuneração do capital". Ou seja, não há compromisso de distribuição expresso. Mas, segundo pessoas próximas a Silveira ouvidas pela TV Globo e g1, esses R$ 6,3 bilhões restantes devem ser aprovados ainda nesse ano. Isso deve ocorrer à medida em que a estatal confirme que há espaço para realizar os investimentos previstos mesmo com o repasse de dividendos para os cofres da União. Um dos argumentos apresentados por aliados do ministro de Minas e Energia é que houve uma reavaliação do caixa da empresa em relação ao plano de investimentos, já que projetos que estavam previstos para esse ano não foram iniciados na gestão de Prates. Polêmica dos dividendos A disputa em torno dos dividendos da Petrobras colocou a área econômica e a ala política em lados opostos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendia a distribuição. Já a Casa Civil e o Ministério de Minas e Energia queriam segurar os dividendos –portanto, Silveira estava, antes, na defesa da retenção desses recursos no caixa da estatal. O processo acelerou o desgaste do então presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, que se absteve da primeira votação sobre o tema – quando o Conselho de Administração da Petrobras, sob orientação do Planalto, votou por maioria para reter os recursos. Depois, Haddad conseguiu convencer o governo a apoiar a distribuição parcial dos dividendos, que foi aprovada no final de abril.
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24/05 - Governo quer que distribuidoras contratem empresas para ordenar fios nos postes de rua
Figura do 'posteiro' é ponto de disputa entre empresas de telecomunicações e energia elétrica. Tema está em debate em agências desde 2018, mas sem consenso. O Ministério de Minas e Energia pretende obrigar as distribuidoras de energia a contratar empresas para ordenar os fios nos postes de rua, que também são usados pelas operadoras de telecomunicações. A figura do "posteiro", que é a empresa contratada para administrar o uso dos postes, é um ponto de contenda entre o setor de telecomunicações e de energia elétrica. Em setembro de 2023, o governo lançou programa para organizar emaranhado de fios nos postes Reprodução A norma que regula o uso dos postes de rua deve ser elaborada e aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A atualização dessas regras está em discussão desde 2018, mas não há consenso entre as agências. Agora, o ministério está decidindo colocar em decreto a obrigação de contratação do "posteiro" — tema que enfrenta resistência pelas distribuidoras. Essas empresas fariam a fiscalização do uso da infraestrutura e a cobrança dos pontos de fixação usados pelas operadoras de telecomunicações. Segundo a Aneel, em 2021, só cerca de 42% das operadoras de telecomunicações tinham contratos celebrados com as distribuidoras para usar os postes. O rascunho do texto, obtido pelo g1, determina que as distribuidoras de energia cedam a exploração dos postes a outras empresas, por meio de ofertas de referência. O texto foi enviado à Casa Civil nesta quinta-feira (22). Vai e vem das agências A norma precisa ser aprovada pelas duas agências reguladoras. Em outubro de 2023, Anatel e Aneel chegaram a pautar o tema em suas respectivas reuniões de diretoria, que aconteceram no mesmo dia. A ideia era que as agências aprovassem a norma sem alterações, uma vez que o texto aprovado precisa ser igual nas duas casas. A Anatel aprovou a norma, mas a Aneel adiou a discussão. No setor elétrico, o tema só voltou à pauta nesta semana, na reunião de diretoria da Aneel, quando houve mais um pedido de adiamento. Um relatório da Anatel, de 2020, estima que havia 10 milhões de postes em situação crítica que precisavam ser tratados como prioridade para ordenamento. A agência também previa que seriam necessários cerca de oito anos para regularizar os 46 milhões de postes do país — isso num ritmo de ordenamento de 3% da infraestrutura a cada ano, com um esforço maior nos três primeiros anos. Homem se pendura para furtar fios em Fortaleza
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24/05 - Governo prevê enviar ao Congresso, em agosto, projeto que libera consumidores para escolher fornecedores de energia
Ministério de Minas e Energia espera que 'mercado livre', hoje disponível para empresas, esteja à disposição das casas até 2030. Para isso, distribuidoras deverão detalhar custos. O Ministério de Minas e Energia prepara um projeto de lei para permitir que os consumidores de energia escolham seus próprios fornecedores. Segundo fontes da pasta, o texto deve ser enviado ao Congresso em agosto. O ministério trabalha com a projeção de que, em 2030, os consumidores residenciais poderão ter acesso ao chamado "mercado livre" — do qual, atualmente, só as empresas podem participar. Para que isso aconteça, no processo de renovação das concessões das distribuidoras de energia, o governo incluiu uma diretriz que permite a separação entre "energia" e "fio" (entenda mais abaixo). Começa a valer o mercado livre de energia para pequenas e médias empresas Isso significa que, em suas demonstrações contábeis, as empresas vão ter que diferenciar o que elas ganham e gastam para administrar a infraestrutura – fios, postes, estações de distribuição — e o que é receita e despesa da compra e venda de energia. Essa medida prepara o terreno para a abertura do mercado, quando as distribuidoras não terão mais o monopólio da comercialização de energia e serão remuneradas pela administração do fio. A medida é uma das diretrizes do decreto de renovação dos contratos das distribuidoras, que vencem até 2031. São 20 distribuidoras, que atendem a mais de 60% do mercado, como Enel SP e Light. Entenda o mercado livre O mercado livre existe no Brasil desde 1996, mas só grandes consumidores podiam comprar energia nessa modalidade por causa das regras de migração, que exigiam padrões altos de consumo. Em setembro de 2022, o governo publicou uma portaria que permitiu a migração de todos os consumidores em alta tensão a partir de 1º de janeiro de 2024. Ou seja, pequenas empresas e indústrias que antes não estavam qualificadas para o mercado livre passaram a ter acesso a ele. Segundo estimativas da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), são, geralmente, empreendimentos de grande e médio porte, em que a conta de luz média é superior a R$ 10 mil mensais. Contudo, a baixa tensão — consumidores residenciais e rurais, por exemplo — segue sem acesso ao mercado livre. Em 2022, o governo chegou a abrir uma consulta pública para abrir o mercado a essa parcela dos consumidores até 2028, mas o texto nunca foi publicado.
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24/05 - Governo quer definir 'preço fixo' de energia para quem mora em local de milícia e tráfico; entenda
Ideia é facilitar cobrança onde distribuidoras têm dificuldade de acessar relógios de luz. Regra consta em rascunho de decreto enviado à Casa Civil; g1 teve acesso ao texto. Os consumidores de energia em áreas de difícil acesso para as equipes de medição das distribuidoras – como locais dominados por milícia e tráfico, por exemplo – poderão pagar uma tarifa fixa, definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A medida consta em um rascunho de decreto enviado à Casa Civil pelo Ministério de Minas e Energia nesta quinta-feira (22). O texto, ao qual o g1 teve acesso, estabelece diretrizes para a renovação dos contratos das distribuidoras de energia. Imagens exclusivas mostram como a milícia age em Rio das Pedras; quem não paga e não aceita as condições impostas é agredido ou morto Como vai funcionar? Na prática, o texto permite que a Aneel possa adotar tarifas de acordo com a situação socioeconômica dos consumidores. Ou seja, se o lugar for considerado de difícil acesso por questões de segurança, o consumidor vai pagar uma tarifa fixada pela agência para evitar situações de risco para as equipes de medição. Hoje, as distribuidoras não cobram tarifas quando não conseguem medir o consumo. Essa energia que deixa de ser medida é considerada uma perda não técnica, cujo custo é repartido com os outros consumidores. Plano de ação Pela minuta de decreto, as distribuidoras terão que elaborar planos de ação para combater as chamadas "perdas não técnicas", que são os furtos de energia. Os planos terão que ser fiscalizados pela Aneel e devem trazer resultados, com reflexos nos níveis de perdas e receitas. Segundo a área técnica do ministério, a agência deverá aprovar os planos de ação. Caso a empresa não cumpra os níveis máximos de furtos estabelecidos, o que ultrapassar será arcado pela distribuidora. Ou seja, o custo com os furtos de energia que ultrapassarem o limite estabelecido pelo plano será do acionista. A ideia, segundo interlocutores do governo, é que a distribuidora se esforce para reduzir os furtos de energia.
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23/05 - Mega-Sena, concurso 2.728: prêmio acumula e vai a R$ 47 milhões
Veja as dezenas sorteadas: 02 - 09 - 11 - 25 - 43 - 51. Quina teve 83 apostas ganhadoras; cada uma vai levar R$ 34,7 mil. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O O sorteio do concurso 2.728 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (23), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 47 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 02 - 09 - 11 - 25 - 43 - 51 5 acertos - 83 apostas ganhadoras: R$ 34.712,93 4 acertos - 4.779 apostas ganhadoras: R$ 861,25 O próximo sorteio da Mega será no sábado (25). Mega-Sena, concurso 2.728 Reprodução/Caixa Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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23/05 - Toyota acerta acordo para fechar fábrica em Indaiatuba e transferir produção para Sorocaba
Sindicato dos Metalúrgicos divulgou nesta quinta (23) que acordo foi aprovado por trabalhadores, e prevê, além de estabilidade até 2026, pagamento de 45 salários aos que aderirem a saída voluntária. Planta da Toyota do Brasil em Indaiatuba Toyota do Brasil / Arquivo Pessoal O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região divulgou nesta quinta-feira (23) que chegou a um acordo de salários e benefícios com a Toyota para os funcionários da unidade em Indaiatuba (SP), que será fechada pela montadora japonesa até 2026. A empresa vai ampliar sua planta em Sorocaba (SP). Atualmente, a unidade instalada na cidade desde 1998 possui 1,5 mil funcionários, e é responsável pela produção do Corolla. 🔔 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Entre os principais pontos do acerto estão o pagamento de 45 salários e de outros dois salários extras por ano trabalhado para os que optarem para a saída voluntária da empresa (PDV). O acordo foi aprovado em assembleia na última quarta (22). "Indaiatuba tem hoje 1.500 funcionários. A Toyota espera que eles a acompanhem nesta mudança para Sorocaba, onde a fabricante já tem uma planta. E oferece o PDV para os que decidirem não seguir conosco nesta jornada", informou, em nota, a montadora. A Toyota fará a transferência da unidade de forma gradual a partir de meados de 2025, e a medida faz parte do investimento de R$ 11 bilhões no Brasil até 2030, anunciado em março, e que prevê "o lançamento de novos produtos com a tecnologia híbrida flex". Fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) Divulgação; Revista AutoEsporte Estabilidade, convênio, mudança... Segundo o sindicato, todos os funcionários da planta em Indaiatuba terão estabilidade no emprego até julho de 2026, além da garantia de convênio médico e cartão cesta por 36 meses a partir da data de demissão. Aos trabalhadores que optarem pela realocação na planta em Sorocaba, o acordo prevê estabilidade no emprego até julho de 2029. Os trabalhadores que não mudarem de residência receberão 2 salários e R$ 15 mil, e os que optarem pela mudança receberão mais 2,4 salários. "Os trabalhadores que optarem em ir para Sorocaba terão prazo de arrependimento de até 7 meses. Caso isso ocorra, podem pedir seu desligamento, recebendo os direitos com base no pacote de benefícios. Neste caso, serão descontados os valores recebidos na transferência", destacou o sindicato em seu comunicado. Planta em Indaiatuba A fábrica da Toyota em Indaiatuba foi a segunda da marca no Brasil, sendo instalada em 1998, sendo responsável por fabricar mais de 1 milhão de unidades do modelo Toyota Corolla. "Outro marco da unidade é que ali foram fabricados os primeiros modelos híbrido flex do mundo", destacou a empresa. O que diz a Toyota Em nota, a Toyota do Brasil confirmou a conclusão, junto ao Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, da "negociação da operacionalização da transferência e PDV dos funcionários de Indaiatuba". "A proposta foi elaborada em comum acordo entre a empresa e a entidade, e aprovada na Assembleia Soberana. Para conhecimento, o acordo oferece condições de apoio aos funcionários que optarem por acompanhar a companhia na mudança para Sorocaba, como auxílio transferência e um período de estabilidade. Para os que decidirem não seguir nessa jornada, a fabricante oferece o PDV, que inclui um pacote. Como próximos passos, a Toyota aguarda a decisão individual dos funcionários. A empresa reitera que seguirá sua atuação baseada em manter o diálogo aberto e respeitoso com todos os agentes da sociedade". Foro de 2016 da fábrica da Toyota em Indaiatuba (SP) Divulgação VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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23/05 - Josué Gomes pede licença da Fiesp para focar na Coteminas, em recuperação judicial
Empresário ficará afastado por 40 dias. Gomes é presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e dono da empresa do setor têxtil. Josué Gomes da Silva em foto de maio de 2010 Jonne Roriz/Estadão Conteúdo/Arquivo O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, pediu licença do cargo para se dedicar à empresa do setor têxtil Coteminas, da qual é dono. A afastamento teve início há duas semanas e terá prazo de 40 dias. Nesse período, Dan Ioschpe, vice-presidente da Fiesp, ocupa o cargo temporariamente. A decisão de Josué Gomes ocorre na esteira do processo de recuperação judicial da Coteminas, que teve início no último dia 8 de maio. O empresário decidiu pedir licença do cargo justamente para não misturar sua atuação na federação e na companhia. Recuperação judicial da Coteminas A empresa já vinha enfrentando problemas financeiros e operacionais. Em comunicado ao mercado em 8 de maio, a Coteminas informou que, desde o fim da pandemia, seus negócios vinham tendo impactos negativos por uma "combinação de fatores adversos que acarretaram dificuldades financeiras". No documento, a empresa também divulgou o trecho da decisão judicial que determinou a "suspensão de todas as ações e execuções" contra a companhia. Na prática, com o processo de recuperação, as dívidas da companhia ficam congeladas por 180 dias, ao mesmo tempo em que sua operação é mantida. (entenda mais abaixo) O pedido da empresa foi feito à Justiça em meio a uma disputa com o fundo FIP Ordenes, que alegou vencimento antecipado de debêntures (títulos de dívida) emitidas em 2022 pela Ammo Varejo, do grupo Coteminas. No comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Coteminas também informou que havia notificado o fundo Ordenes sobre a impossibilidade de executar as ações da Ammo. "Neste contexto, com o objetivo de garantir a preservação das atividades empresariais e de ativos das companhias e suas controladas, que ficariam sujeitas a dano irreparável, as companhias informam que requereram recuperação judicial, em conjunto com outras empresas do grupo, e obtiveram deferimento de seus pedidos", disse a Coteminas. A companhia também afirmou que, com a concessão do pedido, "conseguirá a sua restruturação financeira e de todas as empresas do grupo". Como funciona a recuperação judicial O que é a recuperação judicial? A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas. É um processo pelo qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar operando enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça. As dívidas ficam congeladas por 180 dias e a operação é mantida. A recuperação judicial foi instituída no Brasil em 2005 pela lei 11.101, que substituiu a antiga Lei das Concordatas, de 1945. A diferença entre as duas é que, na recuperação judicial, é exigido que a empresa apresente um plano de reestruturação, que precisa ser aprovado pelos credores. Na concordata, era concedido alongamento de prazo ou perdão das dívidas sem a participação dos credores. Quem pode pedir recuperação judicial? Empresas privadas de qualquer porte e com mais de dois anos de operação podem recorrer à recuperação judicial. Porém, a lei não vale para estatais e empresas de capital misto, bem como para cooperativas de crédito e planos de saúde. Também não podem pedir recuperação judicial as empresas que já tenham feito outro pedido há menos de cinco anos e as comandadas por empresários que já foram condenados por crime falimentar (relacionados a processos de falência). Como é feito o pedido de recuperação judicial? O pedido é feito à Justiça por meio de uma petição inicial que contém, entre outras informações, o balanço financeiro dos últimos três anos, as razões pelas quais entrou em crise financeira, e a lista de credores. Depois que o pedido é aceito, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação e as execuções (cobranças de dívida) contra ela são suspensas por 180 dias. A lei determina que a assembleia de credores aconteça em até 150 dias após o deferimento do processo pela Justiça, mas na prática, esse prazo costuma ser ultrapassado. Número de empresas em recuperação judicial sobe no país
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23/05 - Uber vai lançar categoria que permite solicitar apenas carro híbrido e elétrico no Brasil
Estreia da modalidade Uber Green foi anunciada pelo CEO da Uber durante um evento em São Paulo que comemorou os 10 anos da empresa no país. Ela estará disponível para os usuários 'nos próximos meses'. Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, em evento na cidade de São Paulo Divulgação/Uber A Uber anunciou nesta quinta-feira (23) que vai lançar a categoria Uber Green no Brasil. Essa modalidade, já disponível em outros países, permite que usuários solicitem apenas veículos híbridos e elétricos para uma corrida. O anúncio foi feito pelo próprio presidente-executivo global da Uber, Dara Khosrowshahi, que esteve no Brasil para comemorar os dez anos da operação da empresa no Brasil. Ainda não há uma data para o lançamento do Green no Brasil. No entanto, Dara adiantou que o recurso chega por aqui "nos próximos meses". Principal concorrente da Uber no Brasil, a 99 já permite que seus passageiros façam viagens de carro elétrico, mas esses veículos estão disponíveis apenas em São Paulo. Assim como o Uber X e o Confort, o Green tem uma precificação própria. A empresa, porém, ainda não informou se o valor será menor ou maior em relação às demais categorias disponíveis. Citando as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, Dara Khosrowshahi disse que o Uber Green surge em um momento crucial com as mudanças climáticas. "Precisamos nos unir com fabricantes de veículos, instituições financeiras e locadoras de carro, por exemplo, para enfrentar esse desafio, com a urgência que ele demanda", afirmou o executivo. "Os desafios climáticos são como um esporte em equipe, nenhuma empresa ou instituição consegue colocar seus planos em prática sozinha", completou. 10 anos de operação no Brasil O evento realizado em São Paulo também trouxe números sobre os dez anos de operação no país. A empresa informou que está hoje em 26 capitais e em mais de 500 cidades no Brasil. Já são 125 milhões de usuários e mais de 11 bilhões de viagens realizadas nesses últimos dez anos. Também foi anunciado que, entre 2019 e 2024, o impacto da Uber no país superou R$ 273 bilhões, segundo um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) feito a pedido da Uber. Ao todo, R$ 140 bilhões foram repassados aos profissionais que hoje utilizam a plataforma para gerar renda, segundo a companhia. Embora tenha revelado esses números, a empresa não comentou sobre regulamentação da profissão de motorista de aplicativo. LEIA TAMBÉM: Uber, uma história repleta de escândalos Que assistente virtual falou isso? Teste seu conhecimento de IA em jogo do g1 Android terá 'modo ladrão' que bloqueia tela do celular caso alguém o arranque de sua mão Veja também: Microsoft anuncia linha de computadores com foco em inteligência artificial O primeiro tradutor de Libras foi apresentado no Web Summit Rio 2024
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23/05 - Compras internacionais de US$ 50: o que se sabe sobre a possível retomada do imposto sobre importações
Tema gerou bate-boca entre parlamentares e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22). Taxa nas importações de até US$ 50 gera bate-boca entre Haddad e deputado A possível retomada do imposto de importação sobre encomendas do exterior de até US$ 50 gerou bate-boca entre parlamentares e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22). Atualmente, as compras do exterior abaixo de US$ 50 estão enquadradas no programa Remessa Conforme, da Receita Federal, e são taxadas somente pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual com alíquota de 17%. O imposto de importação federal, de 60%, é cobrado somente em remessas vindas do exterior e que custem acima de US$ 50. (entenda mais abaixo) O assunto ganhou os holofotes em abril de 2023, quando o governo tentou taxar varejistas chineses que usavam uma brecha da Receita Federal para vender seus produtos no Brasil sem pagar imposto. A vontade de taxar as compras no exterior repercutiu mal e o tema tem gerado, desde então, discussões entre o governo federal, parlamentares da oposição e o empresariado brasileiro, que é crítico à medida. Nesta semana, o assunto voltou a ser discutido publicamente. O fim da isenção em imposto de importação para remessas de até US$ 50 foi incluída em projeto que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que ainda será votado pelos deputados. Mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que pode vetar a medida se ela for aprovada. Veja abaixo o que se discute. Lula diz que 'tendência é vetar' possível fim da isenção a compras internacionais O que diz o governo? Tudo começou quando o Ministério da Fazenda e a Receita Federal anunciaram, em abril de 2023, que iriam extinguir uma isenção de imposto para remessas internacionais de até US$ 50 entre pessoas físicas. Essa isenção não existia para o comércio. Mas, segundo o governo, a regra estava sendo usada de maneira irregular por varejistas internacionais, que se "disfarçavam" de pessoa física para não pagar impostos. Como a medida foi muito criticada, o Ministério da Fazenda anunciou um programa para solucionar a questão no final de junho. Determinou a isenção da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50 para as empresas que aderissem voluntariamente ao Remessa Conforme, da Receita Federal. Em suma, quem se cadastrasse pagaria apenas o recolhimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado em compras feitas em plataformas online de varejistas internacionais, que passou a ser de 17% para todo o país. O g1 mostrou que clientes relatavam que a medida havia reduzido o tempo de entrega dessas encomendas — o que incentivava a aquisição de produtos vindos do exterior. E o benefício aos varejistas internacionais passou a incomodar ainda mais o empresariado brasileiro. Em novembro, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chegou a dizer que o "próximo passo" do programa Remessa Conforme seria reinstaurar o imposto de importação para varejistas estrangeiras, que estavam isentas desde agosto. Depois de nova repercussão negativa, o assunto esfriou novamente. Nesta quarta, o ministro Fernando Haddad afirmou que o programa Remessa Conforme serviu para dar transparência ao problema de entrada de produtos que burlavam a Receita Federal, e indicou que a decisão de retomar as taxas será tomada em debate com o Congresso e com base em evidências. "O Remessa Conforme é para dar transparência para o problema. Saber quantos pacotes estão entrando, quanto custa, quem está comprando, para dar transparência para vocês tomarem a decisão. Tem que ter a coragem de tomar a decisão. Mas antes de tomar a decisão tem que se debruçar sobre o que está acontecendo no país", disse Haddad. Já nesta quinta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a tendência no governo é de vetar a retomada de um imposto federal sobre importações de até US$ 50, se a volta da tributação for aprovada pelo Congresso Nacional. Críticas de parlamentares A oposição costuma criticar todas as medidas de aumento de impostos, inclusive a taxação de compras internacionais. Os adversários de Lula perceberam que o tema foi impopular até mesmo entre apoiadores do governo. Durante o debate sobre a taxação de importações na quarta-feira (22), o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) usou sua palavra para questionar o aumento de arrecadação por meio de alta de tributos. Sobre a isenção aos US$ 50, afirmou que teria havido uma briga entre deputados do PT e o governo na última semana, e perguntou a Haddad qual a posição oficial do Ministério da Fazenda sobre a retomada da taxação federal. Em resposta, o ministro da Fazenda afirmou que é preciso mais tempo para o governo tomar uma posição sobre a retomada do imposto federal, e afirmou que a decisão dos governadores de aumentar o ICMS estadual foi "correta". Haddad ainda disse que, desde o ano passado, todas as remessas do exterior passaram a ser registradas. "O varejo brasileiro é honrado, feito de empresário honrados, a indústria é honrada. As pessoas que mandaram esse documento para nós são honradas, merecem ser ouvidos. Feche a porta para ouvir e parar de lacrar na rede", declarou Haddad, ministro da Fazenda. Na réplica, Kataguiri disse não ter insinuado que a indústria brasileira não é honrada. "De três questionamentos que eu fiz, ele não respondeu sobre privilégios, elite do funcionalismo público, paternalismo. E que o ministro está fugindo de responder é qual o posicionamento do Ministério da Fazenda da imposição de imposto de importação em 60% para as compras online", disse o deputado Kim Kataguiri. Haddad conta com mais essa medida para melhora da arrecadação do governo, deixando-o mais próximo de cumprir as metas fiscais. Mas a medida tem críticos até mesmo dentro da base aliada. Os parlamentares que apoiam o governo temem que o fim da isenção possa causar desgaste à gestão de Lula como um todo. O que dizem os varejistas brasileiros? De início, as empresas brasileiras acusavam as concorrentes do exterior de praticar “contrabando digital” e evasão fiscal, ao se aproveitarem de brechas nas regras e fraudarem vendas para evitar a cobrança do imposto de importação. Na visão dos varejistas do país, o Remessa Conforme não soluciona o problema, pois a isenção representa uma penalização da produção nacional, cuja tributação é mais alta do que os 17% cobrados de ICMS. Em nota divulgada nesta semana, entidades ligadas ao varejo afirmam que "o impacto [da isenção de até US$ 50 do imposto federal] no emprego hoje é mais severo em setores da indústria e do comércio cujos produtos são mais comprados nas importações de até 50 dólares". Assinam a nota: Confederação Nacional da Indústria (CNI); Confederação Nacional do Comércio Bens, Serviços e Turismo (CNC); Confederação Nacional da Agricultura (CNA); Nova Central; Força Sindical; IndustriAll Brasil; Confederação Nacional de Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs); Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNMT); Central dos Sindicados Brasileiros (CSB); e União Geral dos Trabalhadores (UGT). A CNI, inclusive, encomendou uma pesquisa que diz que apenas 18% da população com renda de até dois salários mínimos fizeram compras isentas, enquanto as de renda acima de cinco salários mínimos foram 41%. "Os dados mostram que quem mais se beneficia da vantagem tributária concedida às importações de até US$ 50 são as pessoas com renda mais alta", diz a CNI. Citando a mesma pesquisa, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) afirma que, ao perder vendas para essas importações menos tributadas, a indústria e o comércio nacionais deixam de empregar. "Mesmo diante dessa situação, ainda há quem defenda não só a manutenção da vantagem tributária para as importações de até 50 dólares, mas como a sua ampliação para 100 dólares, o que amplificaria o absurdo", diz nota do IDV. Regra nova para compras internacionais de até US$ 50 entra em vigor Entenda as regras O Ministério da Fazenda publicou em 30 de junho de 2023 uma portaria com as novas regras para compras internacionais feitas pela internet. Com a norma, o governo deixou de cobrar o Imposto de Importação para compras online de até US$ 50, desde que as empresas entrem em um programa da Receita e recolham tributos estaduais. Antes, todas as compras de importados eram taxadas, independentemente do valor. A isenção de US$ 50 que existia era restrita apenas para remessas internacionais entre pessoas físicas. Ou seja, empresas estavam fora desta isenção. De acordo com a portaria, as compras on-line de até US$ 50 feitas em empresas que não cumprirem com as novas regras do governo continuam sendo taxadas. A medida começou a valer em 1º de agosto de 2023. Alguns dos critérios para as empresas de comércio eletrônico, estão: fazer o repasse dos impostos cobrados; detalhar para o consumidor informações sobre os valores de impostos, tarifas postais e demais despesas; colocar no pacote enviado ao consumidor de maneira visível, no campo do remetente, a marca e o nome da empresa em questão; realizar o combate ao descaminho e contrabando. Na ocasião, o Ministério da Fazenda também determinou que as empresas recolham o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para que as compras de até US$ 50 não recebam o Imposto de Importação. Ainda segundo o texto: para compras acima de US$ 50, não houve mudanças nos tributos federais. Com isso, segue em vigor a tributação de 60% do imposto de importação. a declaração de importação e o eventual pagamento dos tributos acontece antes da chegada da mercadoria. o vendedor é obrigado a informar ao consumidor a procedência dos produtos e o valor total da mercadoria (com inclusão dos tributos federais e estaduais).
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23/05 - Após grande procura, BC vai liberar mais 4 mil unidades da moeda comemorativa aos 200 anos da Constituição de 1824
Primeiro lote, com três mil unidades da moeda, esgotou-se em abril. Nova remessa será liberada nesta sexta-feira (24). Moeda comemorativa aos 200 anos da Constituição de 1824 lançada pelo Banco Central nesta quinta Divulgação/Banco Central O Banco Central informou que vai liberar nesta sexta-feira (24) a segunda tiragem da moeda comemorativa em homenagem aos 200 anos da primeira Constituição do Brasil, outorgada em 1824 pelo Imperador D. Pedro I. O segundo lote terá quatro mil unidades. O Banco Central decidiu pela nova tiragem depois da grande procura pelas três mil unidades da primeira remessa, que se esgotou em abril. A aquisição poderá ser feita por meio do site Clube da Medalha. Destinada a colecionadores, a moeda foi produzida em prata e cravada em sua face com o valor de R$ 5. Cada unidade do primeiro lote custou R$ 440. Em uma de suas faces, a peça tem gravada a ilustração do livro manuscrito da primeira Constituição do país, outorgada pelo imperador D. Pedro I. Também estão cravadas as seguintes legendas: “Primeira Constituição”, “Poder Legislativo”, “200 Anos” e “1824-2024”. Na outra face, a moeda tem a representação do Palácio do Congresso Nacional, em Brasília. Ao fundo, ilustrações de dois círculos fazem referência aos plenários da Câmara e do Senado. Estão gravadas, ainda, as seguintes legendas: “BRASIL”, “2024” e “5 REAIS”. Constituição imposta por Dom Pedro I Face da moeda é estampada com a imagem do Congresso Nacional Reprodução/TV Globo O diretor de Administração do Banco Central, Rodrigo Alves Teixeira, afirmou que o lançamento da peça é uma contribuição da autoridade monetária para que a lembrança da primeira Constituição se "torne perene na memória da nação brasileira". "O Banco Central está lançando hoje uma moeda comemorativa, homenageando, ao mesmo tempo, as duas câmaras do Poder Legislativo e o texto legal que os deu origem. Presente e passado se encontram nessa moeda, que, de um lado, mostra o Palácio do Congresso Nacional, símbolo do Poder Legislativo; e, de outro, o livro aberto da primeira Constituição, com a pena, como foi escrito 200 anos atrás", declarou. Homenageada pelo BC, a primeira Constituição brasileira foi outorgada — isto é, imposta — por D. Pedro I, em 25 de março de 1824, menos de dois anos após a proclamação da Independência do Brasil. Ficou em vigor por 65 anos, sendo a mais longeva do Brasil até hoje. O primeiro texto constitucional brasileiro estabeleceu no Brasil uma monarquia constitucional hereditária. Também instituiu, pela primeira vez, o Poder Legislativo bicameral, prevendo a existência da Câmara dos Deputados e do Senado, e mais três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo). A Constituição de 1824 ainda criou o Supremo Tribunal de Justiça que, atualmente, é o Supremo Tribunal Federal (STF). Além da homenagem aos 200 anos da primeira Constituição, o Banco Central já lançou diversas moedas comemorativas ao longo da história. Em 2022, disponibilizou, por exemplo, duas peças para comemorar o Bicentenário da Independência do Brasil. BC lança moeda em comemoração aos 200 anos da 1ª Constituição
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23/05 - Fortuna do CEO da Nvidia cresce US$ 7,7 bilhões em um dia após lucro subir 628% para o 1° tri
Jensen Huang tem uma fortuna estimada em US$ 91 bilhões. Lucro líquido da companhia foi de US$ 14,9 bilhões entre janeiro e março, confirmando o impulso da inteligência artificial (IA) generativa. Logo da Nvidia REUTERS/Dado Ruvic O CEO da fabricante de chips e semicondutores Nvidia, Jensen Huang, amanheceu com US$ 7,7 bilhões a mais em seu patrimônio nesta quinta-feira (23), o equivalente a R$ 39,6 bilhões na atual cotação do dólar. Dono de uma fortuna estimada em US$ 91,1 bilhões (R$ 468,8 bilhões), Huang é o 17º mais rico do mundo, segundo o ranking de bilionários em tempo real da Forbes. O aumento do patrimônio de Huang é consequência da disparada das ações da Nvidia na bolsa de valores de Nasdaq, após a divulgação do balanço corporativo da empresa no primeiro trimestre, que mostrou uma alta de 628% lucro líquido da empresa quando comparado ao mesmo período do ano anterior. No trimestre, o lucro apurado pela Nvidia foi de US$ 14,9 bilhões (R$ 76,7 bilhões). A receita da empresa, que é a nova estrela de Wall Street, foi de US$ 26 bilhões (R$ 133,8 bilhões). Os papéis da companhia subiram mais de 9,32%. A Nvidia é uma fornecedora central de insumos para a expansão da IA, que promete ser a última grande revolução tecnológica — se os analistas estiverem corretos. Como presidente da companhia, Huang detém cerca de 3% das ações da Nvidia e tem observado sua fortuna mais que quadruplicar nos últimos meses. Em 2023, o executivo encerrou o ano com um patrimônio estimado em US$ 21,1 bilhões, um quarto do total de agora. Voltando a 2017, a fortuna era de US$ 2,7 bilhões, apenas 2% da atual. LEIA TAMBÉM Nvidia: como a inteligência artificial criou o novo 'fenômeno' da bolsa americana Chips em alta: por que a Nvidia está crescendo mais do que 'big techs' Cofundador da Nvidia está entre os 20 mais ricos do mundo União Europeia estabelece regras para inteligência artificial Queridinha da bolsa norte-americana Em seus últimos balanços, a Nvidia já vinha mostrando por que virou a queridinha da bolsa de valores norte-americana. No quarto trimestre de 2023, por exemplo, o lucro da companhia foi de US$ 12,285 bilhões (mais de R$ 60 bilhões), uma alta de 769% — o que impressionou analistas. O cenário promissor já era observado. Em 2023, os papéis da companhia dispararam quase 240%, a maior alta da bolsa americana no ano. Outras gigantes da tecnologia, como Microsoft, Amazon e Alphabet (dona do Google) também se destacam, mas nada nesses termos. Ao g1, os analistas de internacional na XP Investimentos, Paulo Gitz e Maria Irene Jordão, já explicaram que o otimismo com a inteligência artificial tem por trás a possibilidade de ganhos importantes de produtividade para as empresas. É aí que a Nvidia vira a grande estrela do mercado. Ela se tornou uma fornecedora de referência dos equipamentos necessários para o funcionamento de novas tecnologias. Conforme as aplicações se tornam mais acessíveis e os resultados mais refinados, mais empresas querem soluções parecidas. Em um ano, por exemplo, a Nvidia conseguiu multiplicar por seis o seu lucro, chegando a US$ 30 bilhões em 2023. No mesmo ano, a receita da companhia foi de US$ 61 bilhões. "Basicamente, a Nvidia está fornecendo a ferramenta essencial para destravar uma infinidade de aplicações de inteligência artificial. As outras gigantes da tecnologia se aproveitam disso de diferentes formas", explicam os analistas da XP Investimentos. Entre as principais beneficiárias, os especialistas destacam: Google, Microsoft e Amazon vendem serviços de computação na nuvem para terceiros; Meta (Facebook), Amazon e Google usam inteligência artificial para melhorar a efetividade dos seus anúncios; Tesla usa inteligência artificial para melhorar os sistemas de navegação de seu piloto automático; Microsoft, com seu CoPilot/ChatGPT, e Google, com o Gemini, oferecem seus próprios serviços de modelos de linguagem.
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23/05 - Taiti é lima-ácida ou limão 'verdadeiro'? Saiba a diferença
Podcast 'De onde vem o que eu como' explica por que tem limão o ano todo e revela mais curiosidades da terceira fruta mais exportada pelo Brasil. Taiti, galego, siciliano... é tudo limão, certo? Errado. O podcast "De onde vem o que eu como" conta quais dessas frutas podem levar o nome de limão e quais são consideradas limas-ácidas. 🎧OUÇA o episódio (acima) Independente da espécie, o que conhecemos popularmente como limão é terceira fruta mais exportada pelo país — só fica atrás da manga e do melão, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). E por que tem limão o ano todo? É que a safra principal vai de dezembro a maio. Ela é que tem o maior volume, explica o diretor da associação, Luiz Rafaelli. Mas outras safras, menores, existem ao longo de todo o ano. Quem domina, em quantidade produzida, é o taiti. E sabe quem gosta de comprar o limão-taiti brasileiro? A Europa, principalmente a Holanda e o Reino Unido. Taiti, com a casca mais escura, e siciliano: só um deles pode corretamente ser chamado de limão Irina - Unsplash Afinal, por que nem todo limão é limão? 🍋O limão-siciliano é considerado um limão "de verdade" por ser um cruzamento entre a laranja-azeda e o chamado limão ancestral. Ele é amarelo, mais ácido e tem gominhos nas pontas. 🍋O limão-taiti, mais popular no Brasil, é, na verdade, uma lima ácida. Na comparação com o siciliano, ele é menor, mais arredondado, tem a casca verde-escura e poucas sementes. 🍋O limão-galego, pequeno e de casca amarelada, também é uma lima-ácida. Ele vem de outro cruzamento: o do limão ancestral com o siciliano. Lima ácida tem as mesmas características do limão, mas é de espécie diferente Arte/g1 Limão-caviar: já ouviu falar? O limão-caviar também é uma lima, que chegou ao Brasil há pouco tempo, vinda da Austrália. A polpa em formato de bolinhas lembra as ovas de peixe. Apesar de existir no país, ele não é tão fácil de encontrar - e isso reflete no preço do produto. O quilo custa quase R$ 800. Limão-caviar Gustavo Wanderley/g1 Leia também: Receitas com limão: 10 opções salgadas e doces com a fruta; Massa que deu origem ao macarrão surgiu na China e foi criada há cerca de 11 mil anos; Tragédia no Rio Grande do Sul afeta produções de arroz e soja; entenda a importância do estado no agro. De onde vem o que eu como: limão Ouça outros episódios do podcast: Veja a série de vídeos do "De onde vem o que eu como": De onde vem o que eu como: limão De onde vem o que eu como: mandioca De onde vêm as frutas vermelhas De onde vem a tangerina
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23/05 - Pecuária: A alimentação adequada para cada criação
Orientações essenciais para maximizar o potencial produtivo de bovinos, suínos, equinos, ovinos e aves. Divulgação A alimentação é a base do desenvolvimento saudável de qualquer animal e, por isso, desempenha um papel crucial no potencial produtivo dentro da atividade pecuária. Nesse sentido, adequar a dieta às necessidades de cada animal é imprescindível, equilibrando saúde, desempenho, custos e impacto ambiental. Seja lidando com bovinos, equinos, ovinos, aves ou outras espécies, é essencial que o produtor rural considere a evolução que a pecuária possui ano após ano. A busca contínua por inovação e aprendizado não apenas fortalece a eficiência da operação, mas também promove o bem-estar dos animais e a sustentabilidade do negócio. Pensando nisso, confira a seguir orientações valiosas para cuidar da nutrição do seu rebanho. Dicas gerais para uma alimentação eficiente 1. Avaliação das necessidades nutricionais: Avalie precisamente as necessidades nutricionais de cada categoria animal, considerando fatores como idade, peso, estágio fisiológico, nível de atividade e propósito, como produção de leite ou carne. 2. Formulação de dietas balanceadas: Utilize recursos como tabelas de composição de alimentos e consulte profissionais especializados para formular dietas balanceadas que atendam às exigências nutricionais específicas de cada espécie e categoria animal. 3. Utilização de ingredientes locais e alternativos: Dê preferência a ingredientes locais e alternativos na formulação das dietas, visando reduzir custos e promover a sustentabilidade ambiental. 4. Monitoramento e ajustes: Estabeleça um programa de monitoramento nutricional regular para avaliar a eficácia das dietas e realizar ajustes conforme necessário, garantindo o atendimento contínuo às necessidades dos animais. 5. Ênfase no bem-estar animal: Priorize a saúde e conforto dos animais ao planejar as estratégias nutricionais, oferecendo condições adequadas, como água limpa e fresca sempre à disposição. Vamos falar mais sobre a alimentação das criações mais comuns? Bovinos Quando falamos de alimento a ser fornecido às vacas e bois, a quantidade de proteínas e carboidratos é extremamente importante. Uma das principais fontes de energia a esses ruminantes estão presentes no capim, no feno e nas rações para auxiliar no ganho de peso. Outras alternativas incluem frutas e grãos, como cevada, trigo e farelo de soja. Para alcançar o peso ideal para o abate, o gado deve ser alimentado com milho, sorgo, farelo de soja, farelo de algodão, caroço de algodão e outras fontes alternativas como como farelo de amendoim e farelo de girassol. Quando atingem esse patamar, é recomendado a ureia, que pode ser ofertada como fonte única de suplemento de nitrogênio. Ela não causa efeitos colaterais ao desenvolvimento do anima e proporciona economia ao criador. Quanto às vitaminas, é importante garantir a ingestão adequada das vitaminas A, D e E, que podem ser fornecidas por meio de alimentos verdes, suplementos comerciais (núcleo mineral) e através da exposição adequada ao sol. Suínos De filhote à adulto, cada etapa de vida dos suínos exige um tipo de alimentação. A fase creche, até os 70 dias de vida, é iniciada assim que o desmame acaba. O leitão é separado da mãe e deve se adaptar à alimentação sólida. Por isso, é recomendado o fornecimento de alimentos de fácil digestão, como rações que contenham farinha de peixe, soro de leite, leite em pó, levedura e proteicos de soja. Já a fase crescimento, até os 110 dias de vida, deve ser dedicada ao ganho de peso do animal. Neste período, é preciso oferecer rações que, além de alto teor proteico, contenham também conteúdo energético, podendo ser farelos triturados ou peletizados. O cuidador também pode recorrer à ração líquida, que se torna mais palatáveis aos animais e auxiliam no ganho de peso. Já na fase de terminação, quando o porco é preparado para o abate, necessita de maior índice nutricional para a engorda, de acordo com o mercado que será comercializado. Aqui todas as características influenciam, como sexo, reprodução, peso e demais especificações genéticas. Assim, ofereça rações balanceadas e de boa qualidade. Alguns exemplos são as compostas por milho, sorgo, triguilho, cascas, bagaços e sementes. Equinos A alimentação dos cavalos deve ser equilibrada, indo de pastagens de alta qualidade a feno e rações concentradas. Os cavalos têm o hábito natural de pastar regularmente, preferindo forragens de altura média, como Kikuyu, Coast-cross e Pangola. Esteja atento à presença de oxalato em certas pastagens e evite o excesso de fibra, pois níveis elevados desses componentes podem levar o equino a distúrbios digestivos como diarreia e cólicas intestinais. Cereais, como milho e aveia, óleos vegetais e gordura animal também podem ser usados como alternativas energéticas. A falta adequada de nutrientes pode acarretar problemas de saúde, como deformidades ósseas, afetando a capacidade reprodutiva do animal. Durante o último terço da gestação, por exemplo, a vitamina A desempenha um papel crucial no desenvolvimento saudável do feto. Portanto, garantir a ingestão adequada de sal mineral também é essencial, pois otimiza a absorção de vitaminas e nutrientes essenciais. Ovinos Para garantir uma alimentação adequada para ovelhas e carneiros, capim picado e cana-de-açúcar são opções volumosas viáveis. Entre os capins recomendados estão as espécies Cynodon e Panicum, além de Pangola e Rhodes. Já a silagem de milho e de capim são métodos eficazes de conservação de forragem, fornecendo energia, embora possam exigir suplementação proteica – assim como a cana-de-açúcar. O feno, versátil e estável, é uma opção para pequenos e grandes produtores, enquanto o feijão guandu e a palma forrageira são alternativas nutritivas para períodos de seca. Quanto aos alimentos concentrados, o milho e o farelo de soja são fontes comuns de energia e proteína, respectivamente. Subprodutos como a polpa cítrica, ajudam na suplementação de cálcio, além do caroço de algodão, que também pode ser utilizado, porém, em teor moderado. Esse subproduto têxtil é uma ótima opção energética, rica em proteína e fibra, no entanto, não deve ser oferecida a machos reprodutores, pois pode levá-los a infertilidade. Aves Para garantir a nutrição adequada das galinhas, é fundamental oferecer uma dieta diversificada, incluindo rações balanceadas e alimentos naturais como forrageiras, hortaliças e frutas. As rações fornecem os nutrientes necessários, e podem ser compostas por milho, farelo de soja, suplementos minerais e vitamínicos, como calcário calcítico, farinha de ostras, fosfato bicálcico e sal. Isso é muito importante, pois caso a galinha tenha deficiência de cálcio, retirará o necessário de seus ossos para produzir ovos, ocasionando lesões ósseas graves. Recomenda-se disponibilizar ração à vontade, especialmente para as fases de crescimento e engorda. Além disso, complementar a dieta com alimentos naturais enriquece a nutrição das galinhas e pode ajudar a reduzir custos com insumos externos. Exemplos desses alimentos incluem abóbora, rabanete, cenoura, banana, acerola, manga, caju, mamão, melancia, e até mesmo restos de grãos e vegetais da alimentação humana. Liberdade para avançar Seja qual for sua criação ou plantação, na hora de crescer, conte com o Bradesco – uma das principais instituições entre os bancos privados na concessão de Crédito Rural*. A solução foi feita para pequenos, médios e grandes produtores rurais expandirem o seu negócio. Financie e inove no que você precisa, sem se preocupar. O pagamento pode ser feito em até 3 anos. Acreditando no potencial do agronegócio, o Bradesco apoia o produtor rural e o coloca sempre a frente, oferecendo um amplo portfólio de produtos e serviços voltados para o seu setor. Ao contratar, você conta com profissionais altamente especializados, além de equipes treinadas para proporcionar a melhor experiência. São 14 plataformas e mais de 800 pontos de atendimento espalhados pelo Brasil para te ajudar. Para contratar, fale com um de nossos gerentes. Avance no custeio, comercialização e industrialização das suas produções. Isso é o que mais importa, porque, entre nós, você vem primeiro. Clique aqui e saiba mais. *Sujeito a análise de crédito e demais condições do produto.
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23/05 - 'Enem dos concursos' tem nova data; veja dicas financeiras para quem quer focar exclusivamente nos estudos
Especialistas consideram que os principais pontos para a preparação são guardar dinheiro, reduzir os gastos e fazer investimentos seguros. Dicas para organizar as finanças e focar nos estudos O Ministério da Gestão divulgou nesta quinta-feira (23), a nova data para o 'Enem dos Concursos', nome pelo qual ficou conhecido o Concurso Público Nacional Unificado (CNPU), após o adiamento das provas por conta das enchentes no Rio Grande do Sul. A nova data para a realização das provas é 18 de agosto. Mais de 2,1 milhões de candidatos estão inscritos neste processo, que oferece 6.640 vagas para 21 órgãos da administração pública federal, em diferentes áreas de atuação. Com o reaquecimento do mercado de concursos públicos, milhares de pessoas devem passar a se dedicar aos estudos para conseguir uma aprovação, tendo em vista a alta concorrência para essas vagas, segundo o professor e especialista em concursos públicos Mateus Andrade. Neste contexto, uma das alternativas que se apresenta aos candidatos é parar de trabalhar e focar exclusivamente nos estudos. Essa é uma decisão, diz Andrade, que pode funcionar e trazer bons resultados. No entanto, a preparação para "largar tudo" deve começar no planejamento financeiro. Veja, a seguir, dicas de como se organizar financeiramente para passar um período apenas estudando. ✍️ Entender o universo dos concursos De acordo com o professor, antes de falar sobre dinheiro é necessário olhar com atenção para o próprio universo dos concursos públicos. Andrade explica que os processos de um concurso são demorados e que todo esse tempo deve ser mapeado na hora de fazer as contas sobre quanto dinheiro guardar. Além do tempo de estudos em si, que muitas vezes pode levar mais de um ano, também é preciso colocar no papel o período que vai da aprovação na prova até a convocação para o cargo, que envolve uma série de processos burocráticos para a homologação dos resultados. Isso tudo pode levar meses e a reserva criada para "largar tudo" até passar em um concurso tem que abranger esse tempo. 💰 Guardar o máximo de dinheiro possível Nessa mesma toada de ter em conta todo o período em que vai ficar parado até a convocação para o cargo, outra dica do especialista, que vai de encontro ao que diz o planejador financeiro da GT Capital, Rodrigo Azevedo, é guardar o máximo de dinheiro possível. Para isso, Azevedo pontua que é importante começar a montar a reserva pelo menos um ano antes de parar de trabalhar para estudar. Nesse tempo, além de continuar trabalhando para receber o salário, vale empreender um esforço, quando possível, para conseguir uma renda extra. Andrade pontua que vender itens que não farão tanta falta na rotina ou fazer trabalhos independentes (os famosos "bicos") podem ser uma boa opção. ✂️ Reduzir os gastos Aliada ao hábito de guardar dinheiro tem que estar a redução dos gastos, destacam os especialistas. E essa dica é válida tanto para o período de preparação, quando se está montando a reserva, quanto para o período de dedicação exclusiva aos estudos, quando realmente nenhum outro valor vai entrar no fim do mês. Segundo Azevedo, com a redução dos gastos o que tem que sobrar são apenas as despesas essenciais e eventuais custos com a preparação para o concurso, como materiais de estudo, por exemplo. 🔒 Investir no que é seguro Ainda durante o período de preparação para "largar tudo", o planejador financeiro afirma que vale a pena escolher algum investimento seguro para alocar parte do dinheiro da reserva. Ele explica que, sobretudo os títulos da renda fixa, protegem o patrimônio contra a inflação e garantem a manutenção do poder de compra, o que é essencial para um período em que não haverá outros ganhos. Mas, além de prezar pela segurança do investimento, Azevedo também ressalta que é importante pesquisar e escolher um título que ofereça alta liquidez — ou seja, que tenha um período curto, de apenas um ou dois dias, para fazer o resgate do dinheiro. 🎧 Ouça o podcast de Educação Financeira Neste episódio passado do podcast Educação Financeira do g1, Mateus Andrade e Rodrigo Azevedo trazem dicas sobre como se organizar financeiramente para "largar tudo" para se dedicar aos estudos para um concurso público.
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23/05 - De onde vem o que eu como #90: Limão
Episódio conta o motivo do limão-taiti não ser considerado um limão verdadeiro. CLIQUE ACIMA PARA OUVIR Você pode ouvir o "De onde vem o que eu como" no Globoplay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Deezer ou na sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga o “De onde vem” para ser avisado sempre que tiver novo episódio. Originário do Sudeste da Ásia, o limão chegou ao Brasil através dos portugueses no século 16. A sua jornada, desde as raízes asiáticas até a disseminação pelo mundo, revela a importância na culinária e na saúde, tornando-se um alimento essencial tanto para produtores quanto para consumidores. Neste episódio do podcast "De onde vem o que eu como", você vai saber: O que é uma lima-ácida; quais são os benefícios do limão para à saúde; e sobre um limão que custa até 800 reais. O podcast "De onde vem o que eu como'" é produzido por: Mônica Mariotti, Luciana de Oliveira, Carol Lorencetti e Helen Menezes. Apresentação deste episódio: Carol Lorencetti e Helen Menezes. Limão-taiti e limão-siciliano Irina - Unsplash Leia também: Receitas com limão: 10 opções salgadas e doces com a fruta; Massa que deu origem ao macarrão surgiu na China e foi criada há cerca de 11 mil anos; Tragédia no Rio Grande do Sul afeta produções de arroz e soja; entenda a importância do estado no agro. 🎧OUÇA OUTROS EPISÓDIOS: 📺ASSISTA TAMBÉM: De onde vem o que eu como: limão De onde vem a tangerina De onde vêm as frutas vermelhas De onde vem o que eu como: laranja Limão é o tema do 90º episódio do podcast 'De onde vem o que eu como'. Comunicação/Globo
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23/05 - Mega-Sena pode pagar R$ 42 milhões nesta quinta-feira
As apostas podem ser feitas até as 19h em lotéricas ou pela internet. Aposta única da Mega-Sena custa R$ 5 e apostas podem ser feitas até as 19h Marcelo Brandt/G1 O concurso 2.728 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 42 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h desta quinta-feira (23), em São Paulo. No concurso da última terça (21), nenhuma aposta levou o prêmio máximo. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 5 e pode ser realizada também pela internet, até as 19h – saiba como fazer. A Mega soma três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Entenda como funciona a Mega-Sena e qual a probabilidade de ganhar o prêmio Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
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23/05 - Imposto de Renda 2024: Receita abre consulta ao 1º lote de restituição nesta quinta-feira; veja se vai receber
Ao todo, mais de 5,5 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 9,5 bilhões. Mais de R$ 1 bilhão serão pagos a contribuintes que residem no Rio Grande do Sul. Imposto de renda Marcos Serra/g1 Os contribuintes já podem fazer a consulta ao 1º lote de restituições do Imposto de Renda 2024 a partir desta quinta-feira (23). A consulta foi aberta às 10h. Este é o maior valor já pago pela Receita Federal em um lote de restituição do IRPF. Os pagamentos serão feitos a partir de 31 de maio — mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração. Participe do canal do g1 no WhatsApp Ao todo, mais de 5,5 milhões de contribuintes serão contemplados, com um valor total de crédito de R$ 9,5 bilhões. O lote também inclui restituições residuais de exercícios anteriores. Segundo o Fisco, em razão do estado de calamidade decretado no Rio Grande do Sul (RS), foi dada prioridade aos contribuintes domiciliados no estado. No RS, serão restituídas 886.260 declarações, incluindo exercícios anteriores, totalizando mais de R$ 1 bilhão. Os gaúchos foram inseridos na faixa de preferência após as prioridades legais e antes daqueles que optaram pelos modelos de pagamento via PIX e pela declaração pré-preenchida. Saiba mais aqui. Do montante de R$ 9,5 bilhões, aproximadamente R$ 8,9 bilhões referem-se aos contribuintes prioritários. São eles: 258.877 idosos acima de 80 anos 2.595.933 contribuintes entre 60 e 79 anos 162.902 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave 1.105.772 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério 787.747 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição via PIX. LEIA MAIS Saiba tudo sobre o Imposto de Renda 2024 Veja como fazer a declaração Veja quem é obrigado a declarar Veja como baixar o programa Veja o calendário dos lotes de restituição Imposto de Renda 2024: Saiba como evitar cair na malha fina Veja o calendário da restituição do IR 2024 Os pagamentos das restituições do IR 2024 serão feitos em cinco lotes, segundo informações da Receita. O prazo para entrega das declarações começou no dia 15 de março. Veja as datas dos pagamentos: 1º lote: 31 de maio 2º lote: 28 de junho 3º lote: 31 de julho 4º lote: 30 de agosto 5º lote: 30 de setembro Como fazer a consulta? Assim que a consulta estiver disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet e clicar na opção "Meu Imposto de Renda". Em seguida, basta clicar em "Consultar a Restituição". A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações. A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF. Malha fina Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada "malha fina". Para saber se está na malha fina, os contribuintes também podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Ao fazer o login, selecione a opção “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF)”. Na aba “Processamento”, escolha o item “Pendências de Malha”. Lá, você poderá verificar se sua declaração está na malha fina e verificar qual o motivo pelo qual ela foi retida. Para acessar o extrato do IR, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou certificado digital emitido por autoridade habilitada. As restituições de declarações que apresentam inconsistência (em situação de malha) são liberadas apenas depois de corrigidas pelo cidadão, ou após o contribuinte apresentar comprovação de que sua declaração está correta. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2024 quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 30.639,90 em 2023. O valor é um pouco maior do que o da declaração do IR do ano passado (R$ 28.559,70) por conta da ampliação da faixa de isenção desde maio do ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2023, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2023, receita bruta em valor superior a R$ 153.199,50 em atividade rural (contra R$ R$ 142.798,50 em 2022); quem tinha, até 31 de dezembro de 2023, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil (contra R$ 300 mil em 2022); quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2023; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; Possui trust no exterior; Deseja atualizar bens no exterior.
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23/05 - Participação de Haddad em audiência pública na Câmara é marcada por bate-boca com deputados; veja vídeos
Com a reunião, os parlamentares tinham o objetivo de discutir com o ministro da Fazenda a política econômica do país. No entanto, a discussão extrapolou a pauta da economia e envolveu questões como música, livros, cultura, vacinação, negocionismo e terraplanismo. A participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em uma audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados na manhã desta quarta-feira (22) foi marcada por um bate-boca entre o ministro e alguns parlamentares. Com a reunião, os deputados tinham o objetivo de discutir com Haddad a política econômica do país. No entanto, a discussão extrapolou a pauta da economia e envolveu questões como música, livros, cultura, vacinação, negocionismo e terraplanismo. A possível retomada do imposto de importação sobre encomendas do exterior de até US$ 50 foi um dos pontos de tensão entre Haddad e o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), mas o ministro ainda rebateu afirmações de outros parlamentares como do deputado Abilio Brunini (PL-MT) que questionou se Haddad era um "negacionista da economia". Veja vídeos abaixo. Taxa nas importações de até US$ 50 gera bate-boca entre Haddad e deputado Taxação das importações O deputado Kim Kataguiri questionou a linha do PT de aumentar a arrecadação por meio de alta de tributos, e afirmou que teria havido uma briga entre deputados do PT e o governo na última semana sobre o assunto. O parlamentar perguntou a Haddad qual a posição oficial do Ministério da Fazenda sobre a retomada da taxação federal. Em resposta, o ministro da Fazenda afirmou que é preciso mais tempo para o governo tomar uma posição sobre a retomada do imposto federal, e afirmou que a decisão dos governadores de aumentar o ICMS estadual foi "correta". Ele afirmou ainda que Kim Kataguiri está tentando "ideologizar" o debate, e acrescentou que é "preciso ter coragem" para tomar decisões, mas é necessário "saber o que está acontecendo nas feiras, nas periferias". Haddad afirmou que, desde o ano passado, todas as remessas do exterior passaram a ser registradas. "Pega o microfone e fala mal do Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo]. Fala! O varejo brasileiro é honrado, feito de empresário honrados, a indústria é honrada. As pessoas que mandaram esse documento para nós são honradas, merecem ser ouvidos. Feche a porta para ouvir e parar de lacrar na rede", declarou Haddad, ministro da Fazenda. Na réplica, Kataguiri disse não ter insinuado que a indústria brasileira não é honrada. "Ele [Haddad] Também disse que eu não recebo representantes [do setor industrial], que eu não teria feito questionamento, que estaria lacrando. De três questionamentos que eu fiz, ele não respondeu, sobre privilégios, elite do funcionalismo público, paternalismo. E que o ministro está fugindo de responder é qual o posicionamento do Ministério da Fazenda da imposição de imposto de importação em 60% para as compras online", disse o deputado Kim Kataguiri. Haddad discute com deputado sobre tributação de jogos em sessão da Câmara Tributação de jogos Ao falar sobre dos jogos online, Haddad criticou o apoio de um dos parlamentares à isenção. O ministro queria responder a uma fala do deputado Filipe Barros (PL-PR), mas acabou se confundindo na declaração, que direcionou, novamente, ao deputado Kim. Depois, Haddad se desculpou pelo erro. "'Bets' que o senhor manifestou, esses jogos online...o senhor está defendendo a isenção de jogo? Quer dizer, não só o senhor está defendendo a permissão dos jogos, mas o senhor quer que seja uma atividade incentivada pela não tributação? Será que o senhor está no juízo perfeito?", questionou Haddad. "Tem toda uma bancada evangélica que, com legitimidade, defende que as pessoas não joguem, o deputado Kim que vai além. Ele quer incentivar o jogo pela não tributação", completou o ministro. Nesse momento, o deputado Kim Kataguiri interrompeu a fala de Haddad: "Regimentalmente, quando alguém me imputa uma falsa opinião...eu tenho direito de me defender. Em nenhum momento, ministro, eu falei de aposta", disse. Em seguida, Haddad corrigiu a menção. "Foi o deputado Filipe? Não é? Foi o deputado Filipe. Tem razão. É do seu partido, não? Não, não, não. É de outro partido. De qual partido? É do PL, do PL. Me perdoa", completou. Ao terminar a fala, o ministro da Fazenda pediu para que a bancada evangélica prestasse atenção nos depoimentos em apoio a não tributação dos jogos online. Haddad discute com deputado: 'Vocês negam que a terra é redonda' Indicadores econômicos Ao analisar alguns dos indicadores econômicos do país, o deputado Abilio Brunini perguntou se o ministro era um "negacionista da economia". "Olhando todos esses números, olhando esses gráficos — esse aqui que achei que estava invertido, mas é assim mesmo, negativo — a minha pergunta para o senhor é: o senhor é um negacionista da economia? O senhor não acredita na economia? Na ciência da economia. O senhor não acredita nos números? É um negacionista dos números, negacionista das exatas?" Para justificar a pergunta, Brunini mencionou problemas econômicos envolvendo o preço de produtos alimentícios como o arroz, além do desemprego e de greves. Em seguida, o deputado fez outro questionamento para Haddad. "O senhor não queria estar no Ministério da Fazenda e queria estar no Ministério da Cultura tocando 'Blackbird'? Essa é a intenção do senhor? Por que não faz o menor sentido", seguiu Brunini. Em resposta, Haddad disse: "O deputado Abilio me acusa de gostar de livro, filme, música. Deputado, eu gosto da cultura. Eu sei que o 'bolsonarismo' tem dificuldade com as artes. Vocês têm, vocês têm, vocês têm. Vocês não gostam. Mas vocês vão ter que aprender a respeitar um dos maiores patrimônios do país", afirmou. Em seguida, Haddad argumentou que "se não fosse o Congresso Nacional botando goela abaixo do governo duas leis de apoio à cultura, a cultura tinha morrido no Brasil durante a pandemia. Vocês quase acabaram com a cultura brasileira, que é um dos maiores patrimônios desse país." Haddad discute com deputado de oposição sobre 'calote' dado por governo Bolsonaro 'Calote' nos precatórios Haddad ainda falou que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro na Câmara são "negacionistas" sobre a vacina contra Covid-19 – e que também negam um calote no pagamento de precatórios durante o governo anterior. "Eu defendi a vacina o tempo todo, a terra é redonda o tempo todo. E vocês negam que a terra é redonda, vocês negam que a vacina previne, vocês negam que deram o calote em precatório, em governador e eu que sou negacionista?", afirmou o ministro da Fazenda. O deputado Brunini argumentou que Haddad estava fugindo dos assuntos da pauta e desviando o foco. Em seguida, o ministro respondeu. "Você me chamou de negacionista, eu estou lhe respondendo. O senhor que é negacionista. O senhor nega o calote?", questionou várias vezes Haddad. Em outro momento, o ministro disse: "Reafirmou o calote? Eu fico satisfeito que o senhor não é negacionista. Parabéns. Não seja assim, deputado, não seja assim."
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