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02/02 - Grupo Fictor: o que faz a empresa, que pediu recuperação judicial após tentar comprar o Banco Master
Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas. A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias. Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura. A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa. Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset. 🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos. 💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas. Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia. Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3. A Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master. Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 25,44% apenas nesta segunda-feira (2). Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. A empresa afirma empregar mais de 10 mil pessoas, direta e indiretamente. Expansão internacional e atuação no esporte Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos. Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029. Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional. O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus. Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional. Recuperação Judicial O pedido de recuperação judicial foi protocolado neste domingo (1º) pelo Grupo Fictor no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios. De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou. Tentativa de compra do Banco Master A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários. “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou. Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos. “O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou. Em novembro, após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”. Sede da Fictor, em São Paulo Reprodução
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02/02 - Japão extrai lama rica em terras raras do fundo do mar para diminuir dependência da China
Dispositivo de mineração inserido em sedimentos submarinos perto de Minamitorishima, ao sul de Tóquio. SIP/Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre via AP O Japão anunciou nesta segunda-feira (2) que conseguiu perfurar e recuperar sedimentos marinhos profundos contendo minerais de terras raras no fundo do mar, perto de uma ilha remota, em um esforço para reduzir sua dependência da China. A embarcação de perfuração em águas profundas Chikyu coletou com sucesso o material a uma profundidade de quase 6.000 metros nas proximidades da ilha de Minamitorishima, informou a primeira-ministra Sanae Takaichi em uma publicação na rede X. O teste de recuperação de terras raras nessa profundidade é inédito no mundo, acrescentou. “É um primeiro passo rumo à industrialização de terras raras produzidas domesticamente no Japão”, afirmou Takaichi. “Faremos esforços para alcançar cadeias de suprimento resilientes para terras raras e outros minerais críticos, a fim de evitar dependência excessiva de um país específico.” Veja os vídeos que estão em alta no g1 A China controla a maior parte da produção global de terras raras pesadas, usadas na fabricação de ímãs potentes e resistentes ao calor em setores como defesa e veículos elétricos. O Japão tem enfrentado tensões crescentes com a China desde um comentário feito por Takaichi em novembro sobre uma possível participação japonesa em caso de ação militar chinesa contra Taiwan, a ilha autônoma que Pequim considera parte de seu território. A China suspendeu recentemente as exportações para o Japão de bens de uso duplo com potencial aplicação militar, aumentando a preocupação de que as terras raras possam ser incluídas. Embora 17 elementos sejam classificados como terras raras, o governo dos Estados Unidos identifica, no total, 50 minerais considerados críticos — categoria que inclui diversos outros minerais vistos como essenciais para a força econômica e militar do país. Funcionário mostra lama rica em terras raras coletada a bordo de uma embarcação e colocada em garrafas perto. SIP/Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre via AP Pesquisadores japoneses descobriram, na década de 2010, depósitos ricos em minerais críticos ao redor de Minamitorishima, incluindo áreas com alta concentração de terras raras que poderiam durar centenas de anos. No âmbito do Programa de Promoção da Inovação Estratégica, o Japão vem realizando pesquisas, desenvolvimento e estudos de viabilidade sobre depósitos de terras raras na região da ilha. “A recuperação bem-sucedida de sedimentos contendo elementos de terras raras é uma conquista significativa sob as perspectivas da segurança econômica e do desenvolvimento oceânico abrangente”, disse nesta segunda-feira o vice-secretário-chefe do Gabinete do Japão, Masanao Ozaki. Ele afirmou que avançar rumo à industrialização da mineração de lama rica em terras raras exigirá demonstrar todo o processo, da extração à separação e ao refino, além de verificar a viabilidade econômica, com base nos resultados dos testes em andamento. Detalhes, incluindo a quantidade de terras raras contida no material, ainda precisam ser analisados, disseram autoridades. O Chikyu, que significa “Terra”, partiu no mês passado rumo a Minamitorishima, localizada a cerca de 1.950 quilômetros a sudeste de Tóquio, e chegou ao local de extração em 17 de janeiro. O primeiro lote de sedimentos com terras raras foi recuperado em 1º de fevereiro, segundo a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre, responsável pela pesquisa. As Forças de Autodefesa do Japão informaram no ano passado que embarcações da Marinha chinesa foram avistadas nas proximidades de Minamitorishima.
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02/02 - Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor, empresa envolvida no caso do Banco Master
Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor trouxe para o centro do noticiário o nome de Rafael Góis, sócio e CEO da holding. A empresa atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura e atribui a crise à tentativa de compra do Banco Master, em novembro. (entenda mais abaixo) À frente da Fictor desde a sua criação, Góis construiu uma trajetória de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança e por áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Formação acadêmica Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, onde se formou em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações. O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos, mas as experiências profissionais descritas se concentram exclusivamente na Fictor. Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. 🔎 O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. SAIBA MAIS AQUI. Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO do grupo, posição a partir da qual conduziu a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do país. Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. Envolvimento com o Banco Master A Fictor ganhou projeção no noticiário nacional no fim do ano passado, ao se envolver em um episódio rumoroso que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira de Daniel Vorcaro. Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo comunicado divulgado pela Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo desde então. A empresa afirma que, após a decisão do BC, surgiram “especulações” no mercado que teriam reduzido de forma significativa a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos no curto prazo. "Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores e que permaneceu à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Recuperação judicial Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2) para reorganizar a operação da Fictor Holding e da Fictor Invest. As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. Segundo a Fictor, as demais subsidiárias não serão afetadas. A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões. No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios. O objetivo, segundo o grupo, é evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo de recuperação judicial. Rafael Góis, CEO da Fictor Reprodução/Linkedin
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02/02 - Rebanho bovino dos EUA cai ao menor nível em 75 anos, afirma departamento de agricultura americano
Preço da carne bovina em um supermercado dos EUA. AP Photo/Nam Y. Huh O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na sexta-feira (30), sinalizando que os preços da carne bovina permanecerão altos para os consumidores após atingirem recordes no ano passado. O país tinha 86,2 milhões de bovinos e bezerros em 1º de janeiro, informou o USDA em um relatório semestral, depois que uma seca persistente levou os pecuaristas a reduzir seus rebanhos. Isso representou uma queda de 0,4% em relação ao ano anterior, quando o rebanho também atingiu seu nível mais baixo desde 1951. Os preços da carne bovina provavelmente permanecerão elevados por mais dois anos, porque esse é o tempo que levaria para criar gado pronto para abate, se os pecuaristas começarem a reconstruir seus rebanhos, disse Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale. "Não há sinais de uma reconstrução de verdade", disse ele. Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os altos preços dos alimentos contribuíram para derrubar a confiança do consumidor norte-americano em janeiro para o nível mais baixo em mais de 11 anos e meio, pressionando o presidente republicano Donald Trump a abordar a questão, o que ajudou a impulsionar os candidatos democratas a várias vitórias eleitorais em 2025. Em outubro, Trump prometeu tornar a carne bovina mais acessível. No entanto, os preços continuaram subindo para carne moída e bifes. Os preços de varejo da carne moída atingiram um recorde de US$ 6,69 por libra em dezembro, um aumento de mais de 2% em relação ao mês anterior e 19% em relação ao ano anterior, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate. Os altos preços do gado também incentivaram os pecuaristas a vender animais para abate, em vez de mantê-los para reprodução. O número de vacas de corte caiu 1% em relação ao ano anterior, para 27,6 milhões de cabeças em 1º de janeiro, o menor desde 1961, de acordo com dados do USDA. O rebanho total também inclui vacas leiteiras, que muitas vezes acabam sendo abatidas para a produção de carne. A Tyson Foods, uma das quatro grandes processadoras de carne bovina, está fechando definitivamente uma fábrica em Nebraska que empregava cerca de 3.200 trabalhadores e reduzindo as operações em uma fábrica no Texas. A empresa deve divulgar seus resultados trimestrais na segunda-feira.
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02/02 - Dólar opera em alta com foco no boletim Focus e no PMI do Brasil e dos EUA; Ibovespa avança
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em alta nesta segunda-feira (2), com avanço de 0,22% por volta das 11h15, cotado a R$ 5,2644. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,79%, aos 182.802 pontos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A primeira sessão de fevereiro começa com uma agenda carregada de indicadores econômicos e eventos políticos no Brasil e no exterior. As atenções se dividem entre projeções de inflação, dados da atividade industrial e a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional. ▶️ No Brasil, o dia começou com a divulgação do boletim Focus. Economistas consultados pelo Banco Central reduziram a projeção de inflação para 2026, de 4% para 3,99%, enquanto a estimativa para 2027 permaneceu estável em 3,80%. ▶️ No campo político, o Congresso Nacional realiza sessão solene para a abertura do ano legislativo. A Câmara dos Deputados marcou para hoje a primeira sessão de votações de 2026, em que estão na pauta duas medidas provisórias: a MP 1.313/25, que institui o Programa Gás do Povo, e a MP 1.312/25, que abre crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões para o setor rural. ▶️Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o mercado acompanha hoje a divulgação do PMI da indústria, indicador que serve de termômetro da atividade econômica Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,74%; Acumulado do mês: -4,39%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,40%; Acumulado do mês: +12,56%; Acumulado do ano: +12,56%. Boletim Focus O boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central (BC), mostrou uma leve melhora nas expectativas do mercado para a inflação. Economistas reduziram a projeção para o IPCA de 2026 de 4% para 3,99%. 🔎 É a primeira vez desde dezembro de 2024 que a estimativa fica abaixo de 4% para 2026. As projeções para os anos seguintes permaneceram estáveis. Para 2027, o mercado segue estimando uma inflação de 3,8%. Para 2028 e 2029, a previsão continua em 3,5%. Mesmo após a taxa básica de juros, a Selic, ter sido mantida em 15% ao ano na semana passada — o maior patamar em quase duas décadas —, os analistas ainda apostam em um ciclo de queda dos juros ao longo do tempo. A projeção para o fim de 2026 permanece em 12,25% ao ano, o que indica uma redução de 2,25 pontos percentuais em relação ao nível atual. Para o encerramento de 2027, a expectativa segue em 10,50% ao ano. Em relação à atividade econômica, o mercado manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 em 1,80%. O número é inferior à estimativa de cerca de 2,25% para 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No câmbio, após o dólar ter recuado mais de 11% no ano passado — movimento que também refletiu os juros elevados no Brasil — e encerrado 2025 cotado a R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a moeda americana termine 2026 em R$ 5,50. Agenda econômica PMI do Brasil O Índice de Gerentes de Compras (PMI) da indústria brasileira, divulgado nesta segunda-feira, indica piora das condições do setor no início do ano. Calculado pela S&P Global, o indicador recuou de 47,6 pontos em dezembro para 47,0 pontos em janeiro. 🔎 No PMI, a linha de 50 pontos funciona como um divisor: leituras acima desse nível sinalizam expansão da atividade, enquanto números abaixo indicam retração. 📉 Com o novo recuo, o resultado de janeiro representa o ritmo mais intenso de deterioração da indústria em quatro meses. Segundo a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima, os dados reforçam uma tendência já observada nos meses anteriores. “Os primeiros dados do PMI de 2026 mostram os fabricantes brasileiros avançando para um cenário ainda mais acentuado de retração, diante da persistente fraqueza da demanda”, afirmou, em nota. De acordo com a economista, a combinação entre redução dos pedidos em atraso, falta de novos projetos e a estratégia das empresas de manter estoques enxutos indica que a produção deve continuar em queda no curto prazo. A pesquisa aponta que tanto a demanda interna quanto a externa por produtos brasileiros recuaram de forma significativa em janeiro, afetando diretamente o volume de pedidos e a produção. Entre os segmentos analisados, os bens de capital — como máquinas e equipamentos — lideraram a queda da atividade. Bolsas globais Os mercados de Wall Street iniciaram a semana em queda, em um ambiente de maior cautela por parte dos investidores, em meio à desvalorização dos metais preciosos. O movimento ocorre às vésperas de uma agenda carregada, com a divulgação de balanços corporativos e de indicadores econômicos relevantes ao longo dos próximos dias. Na abertura do pregão, o Dow Jones recuava 0,14%, aos 48.849 pontos. O S&P 500 caía 0,22%, para 6.923 pontos, enquanto a Nasdaq registrava perda de 0,39%, aos 23.380 pontos. Na Europa, o tom também é de atenção redobrada, diante de uma semana marcada pela divulgação de resultados de empresas e por reuniões de bancos centrais. Por volta das 12h (horário de Brasília), o índice STOXX 600 subia 0,4%, recuperando parte das perdas registradas no início do dia. Entre os principais mercados, o DAX, da Alemanha, avançava 0,8%; o CAC 40, da França, ganhava 0,6%; e o FTSE 100, do Reino Unido, subia 0,7%. Já as bolsas asiáticas encerraram o pregão em forte queda, pressionadas pela desvalorização das commodities e por indicadores considerados fracos da economia chinesa. A bolsa de Xangai caiu 2,48%, aos 4.015 pontos, enquanto o CSI300 recuou 2,13%, para 4.605 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 2,23%, fechando aos 26.775 pontos. Outros mercados da região também fecharam no vermelho. No Japão, o Nikkei caiu 1,2%, aos 52.655 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi teve queda mais acentuada, de 5,26%, para 4.949 pontos. Em Taiwan, o Taiex recuou 1,37%, aos 31.624 pontos, enquanto o Straits Times, de Cingapura, caiu 0,26%, aos 4.892 pontos. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo
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02/02 - Ações de empresa do Grupo Fictor caíram 60% desde a tentativa de compra do Banco Master
Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest — empresas que concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado que tem mais de 10 empresas. A empresa enfrenta uma crise de reputação e limitação no acesso a crédito desde a tentativa frustrada de comprar o Banco Master, em novembro. Segundo a Fictor, “um grande volume de notícias negativas” sobre a operação atingiu “duramente a liquidez” das duas subsidiárias. Mas as demais empresas do grupo também sentiram os reflexos. Com ações listadas na bolsa de valores, a Fictor Alimentos (FICT3) acumula queda superior a 63% desde o caso Master. Ainda que o grupo alegue que as demais operações continuam normalmente, as ações da companhia de alimentos desabam 25,44% apenas nesta segunda-feira (2). Por volta das 10h17, os papéis eram negociados a R$ 0,85. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O Grupo Fictor Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento e, a partir daí, iniciou um processo de diversificação dos negócios. O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado brasileiro atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro. A holding organizou seus negócios em três frentes principais: alimentos, serviços financeiros e infraestrutura. A Fictor passou a atuar no comércio de commodities do agronegócio em 2018, ampliando sua presença na cadeia de alimentos. No setor de proteína animal, possui fábricas, granjas e frigoríficos em cinco estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A capacidade instalada permite o abate de até 150 mil aves por dia, com possibilidade de alcançar 350 mil em plena operação. A empresa afirma ter mais de 18 unidades nesse segmento e atender cerca de 5 mil clientes. Entre as marcas do portfólio estão Dr. Foods, Fredini e Vensa. Em 2022, o número de empresas sob sua gestão chegou a 10. No ano seguinte, entrou no setor de energia com a criação da Fictor Energia, que atua principalmente com fontes renováveis, como usinas solares e hidrelétricas em estados como Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2024, passou a oferecer soluções financeiras e meios de pagamento por meio da FictorPay e da Fictor Asset. 🏦 A Fictor Asset é a gestora de investimentos do grupo, voltada a fundos estruturados e outros tipos de ativos, e administra cerca de R$ 966 milhões em 10 fundos. 💳 A FictorPay atua no setor de meios de pagamento, oferecendo soluções de cobrança, crédito e tecnologia financeira para empresas. Na área de infraestrutura, o grupo desenvolve projetos imobiliários, de logística e de geração de energia. Também em 2024, a Fictor Alimentos S.A., braço do grupo no setor alimentício, foi listada na B3 sob o código FICT3. Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami, nos Estados Unidos, e em Lisboa, em Portugal, além da sede em São Paulo. A empresa afirma empregar mais de 10 mil pessoas, direta e indiretamente. Fictor Alimentos S.A é uma empresa do setor alimentício listada na B3, que opera sob o código de negociação FICT3 Reprodução Expansão internacional e atuação no esporte Além da expansão internacional, o Grupo Fictor passou a ganhar maior visibilidade por meio de patrocínios esportivos. Em 2025, firmou contrato com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), considerado o maior patrocínio privado da história da entidade, com repasses de R$ 21 milhões até março de 2029. Também se tornou patrocinador máster das categorias de base do Palmeiras e passou a estampar sua marca nas costas da camisa do time profissional. O contrato com o clube paulista tem duração inicial de três anos, com valor fixo de R$ 25 milhões por temporada, que pode chegar a R$ 30 milhões com bônus. Segundo representantes da empresa, a estratégia no esporte busca associar a marca a projetos de formação de atletas e ampliar a visibilidade nacional. Recuperação Judicial O Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para a Fictor Holding e a Fictor Invest, alegando dificuldades de liquidez após a crise envolvendo o Banco Master. Segundo a empresa, as dívidas somam cerca de R$ 4 bilhões, e o objetivo é reorganizar as finanças sem interromper as operações. A companhia atribui a crise ao episódio ocorrido em novembro de 2025, quando um consórcio liderado por um de seus sócios anunciou a compra do Banco Master, mas a operação foi suspensa após o Banco Central decretar a liquidação da instituição. De acordo com o grupo, o caso afetou sua reputação e restringiu o acesso a crédito. Antes de recorrer à Justiça, a Fictor afirma ter iniciado um plano de reestruturação, com redução de estrutura física e de pessoal. As demais subsidiárias ficaram fora do pedido de recuperação judicial e devem manter suas atividades normalmente. Além dos negócios corporativos, a Fictor ganhou visibilidade nos últimos anos por meio de patrocínios esportivos. Reprodução
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02/02 - BC alertou Daniel Vorcaro em 2024 a sanar falta de liquidez do Master em 180 dias
Caso Master: em depoimento, diretor do BC diz que Master tinha só R$4 milhões em caixa quando foi liquidado O dono do Banco Master não pode dizer que foi surpreendido pelo processo que levou à liquidação da sua instituição. Em novembro de 2024, ainda sob o comando de Roberto Campos Neto, Daniel Vorcaro foi chamado pelo BC para receber um alerta de que tinha 180 dias para resolver os problemas de liquidez e governança. A informação foi publicada pelo “Estadão” e confirmada pelo blog. O prazo terminava em maio de 2025, quando o BC acabou descobrindo meses antes que o Master vendeu carteiras de crédito fraudulentas para o BRB. Desde novembro de 2024, o Master estava avisado que precisava resolver seus problemas de caixa. O Master, quando foi liquidado em novembro de 2025, tinha R$ 4 milhões em caixa, mais de R$ 100 milhões em compromissos a honrar no seu dia-a-dia, e uma dívida de R$ 2 bilhões de compulsórios que tinham de ser recolhidos ao Banco Central. Vorcaro alega que, em novembro do ano passado, estava fechando um negócio liderado pela Fictor, em conjunto com fundos árabes, para manter seu banco aberto. Por isso, acusa o BC de agir de forma precipitada. Agora, a Fictor pediu recuperação judicial. Além disso, os nomes dos fundos árabes nunca foram divulgados. Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas Jornal Nacional/ Reprodução A informação mostra, também, que ainda na gestão de Roberto Campos Neto o Banco Master estava sendo supervisionado de perto pelo Banco Central, exigindo que a instituição se reestruturasse para se manter aberto. O Master buscou compradores no mercado e acabou fechando um acordo com o BRB, que levou à compra de R$ 12,2 bilhões de carteiras de crédito fraudulentas pelo banco público de Brasília. As operações foram desfeitas por determinação do Banco Central, que acabou não aprovando a venda do banco privado para o BRB. A operação deve deixar um prejuízo ao banco de Brasília acima de R$ 4 bilhões, que terá de ser coberto pelo governo do Distrito Federal.
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02/02 - Boletim Focus: mercado financeiro passa a prever inflação abaixo de 4% para 2026
Os economistas do mercado financeiro reduziram de 4% para 3,99% sua estimativa de inflação para o ano de 2026. Essa é a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o mercado projeta um IPCA abaixo de 4% para este ano. A estimativa faz parte do boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%. ➡️ Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%; ➡️ Para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Taxa de juros Após a taxa básica da economia ter sido mantida 15% ao ano na semana passada — o maior nível em quase 20 anos —, o mercado financeiro segue acreditando que os juros vão recuar neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas subiu de 9,88% para 10% ao ano. Dinheiro, real, notas de R$ 50 Marcelo Casal Jr./Agência Brasil Desaceleração da atividade Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80% na semana passada, abaixo dos cerca de 2,25% projetados para o ano de 2025. O resultado oficial do PIB do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE. ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida também em 1,80%. Taxa de câmbio estável O mercado financeiro projetou relativa estabilidade na taxa de câmbio neste ano, apesar do período eleitoral — que costuma pressionar o dólar para cima. Após a moeda norte-americana ter recuado mais de 11% no ano passado, resultado também dos juros altos no Brasil, e fechado 2025 em R$ 5,4887, os economistas dos bancos projetam que a taxa terminará 2026 em R$ 5,50. Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para o dólar permaneceu também em R$ 5,50. ▶️ O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década. A trajetória reflete apostas em novos cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, além de preocupações com o déficit das contas públicas e com a condução da economia pelo presidente Donald Trump.
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02/02 - Grupo Fictor pede recuperação judicial após crise ligada ao caso Banco Master
Grupo Fictor pede recuperação judicial no TJ-SP O Grupo Fictor protocolou, neste domingo (1), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a medida busca “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões. 🔎 Recuperação judicial é o processo em que uma empresa pede ajuda à Justiça para reorganizar suas dívidas, suspender cobranças por um período e tentar continuar funcionando, evitando a falência. Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas “sem nenhum deságio” (desconto) e pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios. De acordo com a empresa, o objetivo é criar um ambiente de negociação estruturada e garantir a continuidade das atividades. “Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, informou. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Tentativa de compra do Banco Master Reprodução TV Globo A Fictor relaciona a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro. À época, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir o banco, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária. Segundo a empresa, o episódio afetou diretamente sua imagem no mercado. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota. O grupo também ressaltou que, desde o início de suas operações, “não haviam sido registrados atrasos de nenhuma natureza” e que, diante da crise, colocou em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do número de funcionários. “Esse movimento foi feito antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas”, afirmou. Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido apresentado à Justiça, a empresa destacou que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem manter suas rotinas e contratos. “O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou. Em novembro, após a decisão do BC sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que se colocava “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”. Sede da Fictor, em São Paulo Reprodução
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02/02 - Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em fevereiro
Bolsa Família divulga calendário de pagamentos de janeiro de 2026 A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de fevereiro do Bolsa Família 2026 no dia 12. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. (veja mais abaixo o calendário completo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O dinheiro será disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. 🤔 Para saber a data correta de recebimento, a família deve verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa. Assim, é possível consultar o dia correspondente no calendário oficial de pagamentos. Confira o calendário do Bolsa Família para fevereiro de 2026: Final do NIS: 1 - pagamento em 12/2 Final do NIS: 2 - pagamento em 13/2 Final do NIS: 3 - pagamento em 18/2 Final do NIS: 4 - pagamento em 19/2 Final do NIS: 5 - pagamento em 20/2 Final do NIS: 6 - pagamento em 23/2 Final do NIS: 7 - pagamento em 24/2 Final do NIS: 8 - pagamento em 25/2 Final do NIS: 9 - pagamento em 26/2 Final do NIS: 0 - pagamento em 27/2 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Março: de 18/3 a 31/3; Abril: de 16/4 a 30/4; Maio: de 18/5 a 29/5; Junho: de 17/6 a 30/6; Julho: de 20/7 a 31/7; Agosto: de 18/8 a 31/8; Setembro: de 17/9 a 30/9; Outubro: de 19/10 a 30/10; Novembro: de 16/11 a 30/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família Luis Lima Jr/FotoArena/Estadão Conteúdo Veja abaixo perguntas e respostas sobre o Bolsa Família. Quem pode receber o Bolsa Família? A principal regra para receber o benefício é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa. Para se enquadrar do programa, é preciso somar a renda total e dividir pelo número de pessoas. Caso o valor fique abaixo dos R$ 218, a família está elegível ao Bolsa Família. Os beneficiários também precisam arcar com contrapartidas, como: manter crianças e adolescentes na escola; fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes); manter as carteiras de vacinação atualizadas. Quais são os valores do benefício? O Bolsa Família prevê o pagamento de, no mínimo, R$ 600 por família. Há também os adicionais de: R$ 150 por criança de até 6 anos; R$ 50 por gestantes e crianças e adolescentes de 7 a 17 anos; R$ 50 por bebê de até seis meses. Onde se cadastrar? Os beneficiários precisam se inscrever no Cadastro Único (CadÚnico) — principal instrumento do governo federal para a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais — e aguardar uma análise de enquadramento. Estar no Cadastro Único não significa a entrada automática nos programas sociais do governo, uma vez que cada um deles tem regras específicas. Mas o cadastro é pré-requisito para que a inscrição seja avaliada. VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Como sacar o Bolsa Família? Os beneficiários recebem e podem movimentar os valores pelo aplicativo Caixa TEM e internet banking. Assim, não é necessário ir até uma agência da Caixa Econômica Federal — que é responsável pelo pagamento do Bolsa Família — para realizar o saque. Segundo a Caixa, os beneficiários também podem utilizar o cartão do programa para realizar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função de débito. Além disso, há a opção de realizar saques nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, além das agências da Caixa.
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02/02 - Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa a ser pago em fevereiro; veja regras e o calendário completo
Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja datas de pagamento e novas regras O pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa dia 16 de fevereiro. O início estava previsto para o dia 15, mas a data cai em um domingo. Pelas regras do programa, o repasse deve ser feito no primeiro dia útil seguinte. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a estimativa é de que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados neste ano, com um total de R$ 33,5 bilhões em pagamentos. Nesta primeira etapa, o benefício será pago aos trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro de 2026. Veja abaixo o calendário com todas as datas de 2026: Entenda nesta reportagem: O que é o abono salarial? Como ficam as regras em 2026? Por que as regras mudaram? Como funciona o calendário unificado? Quem tem direito ao abono salarial? Quem não tem direito ao abono salarial? Qual é o valor? Como consultar? Como são os pagamentos? Canal de dúvidas O que é o abono salarial? O abono salarial é um benefício de até um salário mínimo concedido anualmente a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que trabalharam por, no mínimo, 30 dias no ano-base (dois anos antes). Assim como no ano passado, o calendário de pagamentos de 2026 também será unificado: todos receberão o abono de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. Como ficam as regras em 2026? A partir de 2026, o critério para definir quem terá direito ao benefício será diferente. Até o ano passado, tinham direito ao benefício os trabalhadores que atuaram por pelo menos 30 dias no ano-base (dois anos antes) e receberam até dois salários mínimos por mês. Agora, após a aprovação de um pacote de corte de gastos pelo governo, foi criada uma regra de transição que, na prática, deve restringir gradualmente quem tem direito ao benefício. Na prática, funciona assim: A partir de 2026, o critério de renda para ter direito ao abono deixa de acompanhar o salário mínimo; O limite de renda para ter acesso ao benefício passa a ser corrigido apenas pela inflação (INPC); Porém, o salário mínimo continuará tendo ganho real, acima da inflação; Isso significa que todo ano, o trabalhador ganha reajuste maior no salário mínimo, mas o teto para receber o PIS/Pasep vai diminuindo e não acompanha esse crescimento. Ou seja: menos trabalhadores terão direito ao benefício a cada ano que passa. Em resumo, em vez de acompanhar o aumento do salário mínimo, o novo limite de renda passará a ser ajustado anualmente pela inflação. Com isso, a tendência é que, a cada ano, menos pessoas se enquadrem nos critérios para receber o benefício. A previsão do governo é que, até 2035, apenas os trabalhadores que ganharam, no máximo, um salário mínimo e meio por mês no ano-base terão direito ao abono. Para ter direito ao benefício em 2026, o trabalhador deve ter recebido, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.765,93. Por que as regras mudaram? A nova regra de reajuste do salário mínimo leva em conta o aumento da inflação e o crescimento do PIB. Assim, o aumento do piso salarial tende a ser maior que a variação dos preços. Se o limite do PIS/Pasep continuasse vinculado ao salário mínimo, o número de pessoas com direito ao benefício cresceria a cada reajuste, ampliando os gastos do governo. A decisão de adotar a inflação como nova referência de corte mantém o benefício corrigido pelo custo de vida, mas evita a ampliação do número de pessoas com acesso ao pagamento. Segundo o governo, a intenção é preservar o abono para quem realmente ganha menos, garantindo a sustentabilidade do programa no longo prazo. Como funciona o calendário unificado? A partir deste ano, o pagamento do PIS/Pasep passa a seguir datas fixas. Os valores serão liberados sempre no dia 15 do mês correspondente ao mês de nascimento — ou no primeiro dia útil seguinte, caso a data caia em fim de semana ou feriado. O encerramento anual dos pagamentos ocorrerá no último dia útil bancário do ano, que será a data-limite para o saque do abono. Com a adoção do calendário fixo, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) deixa de precisar se reunir no fim de cada ano para aprovar o cronograma de pagamentos do ano seguinte. O banco de recebimento, a data e os valores — inclusive de anos anteriores — estarão disponíveis para consulta a partir de 5 de fevereiro, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital e no gov.br. Quem tem direito ao abono salarial? Apesar das mudanças, os requisitos para receber o abono continuam os mesmos. Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa: Estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos; Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base (2024); Ter recebido até o limite de renda estipulado para o ano (neste caso, R$ 2.765,93); E ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS ou no eSocial. O benefício é pago a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e a servidores públicos (Pasep) que cumpram essas condições. Quem não tem direito ao abono salarial? Empregado doméstico; Trabalhadores rurais empregados por pessoa física; Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física; Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica. Qual é o valor? O valor do abono salarial é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. 🔎 O cálculo corresponde ao valor do salário mínimo vigente dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Assim, apenas quem trabalhou os 12 meses recebe o valor integral de um salário mínimo. Com o aumento do salário mínimo, o valor do abono salarial passa a variar de R$ 136 a R$ 1.621, de acordo com a quantidade de meses trabalhados. Veja histórico no gráfico abaixo: Como consultar? Para fazer a consulta pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, siga o passo a passo: Certifique-se de que o aplicativo esteja atualizado; Acesse o sistema com seu número de CPF e a senha utilizada no portal gov.br; Toque em "Benefícios" e, em seguida, em "Abono Salarial". A tela seguinte irá informar se o trabalhador está ou não habilitado para receber o benefício. Vale lembrar que trabalhadores do setor privado também podem consultar a situação do benefício e a data de pagamento nos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem. Como são os pagamentos? O pagamento do PIS (Programa de Integração Social) aos trabalhadores da iniciativa privada é administrado pela Caixa Econômica Federal. São quatro opções para receber: As pessoas que possuem conta corrente ou poupança na Caixa receberão o abono automaticamente, informou o banco. Também é possível receber os valores por meio da Poupança Social Digital, cuja movimentação é feita pelo aplicativo Caixa Tem. Outra opção é fazer o saque com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e Caixa Aqui. Se o trabalhador não possuir cartão social, o pagamento também pode ser realizado em qualquer agência da Caixa com a apresentação de um documento de identificação. Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é válido para os servidores públicos, e os depósitos são feitos pelo Banco do Brasil. Nesse caso, o pagamento será realizado prioritariamente como crédito em conta bancária, transferência via TED, via PIX ou presencial nas agências de atendimento, informou o Ministério do Trabalho. Ainda tem dúvidas? Mais informações podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo e-mail: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos UF pela sigla do estado do trabalhador). PIS-Pasep José Cruz/Agência Brasil
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01/02 - Senatran lança manual da prova prática da CNH e esclarece regras sobre a baliza
Contran acaba com o teste da baliza para candidatos a motorista em todo o Brasil A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) lançou neste domingo (1º) o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, que estabelece regras nacionais para a prova prática de obtenção da CNH. A Senatran afirma que o documento, chamado de Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV), está mais alinhado à realidade do trânsito brasileiro (acesse aqui). O órgão lembra que o exame de baliza "deixou de ser uma etapa obrigatória da prova prática" e que, de acordo com o manual, a "avaliação deixa de ser sobre uma manobra específica, feita em um espaço à parte e pouco representativa do dia a dia, e passa a observar o condutor em situação real de tráfego". "O que permanece [sobre a avaliação da baliza] é a finalização do percurso, momento em que o candidato deverá estacionar o veículo", completa. Baliza deixa de ser obrigatória em 10 estados — e serão 11 em fevereiro "Um trajeto em via pública permite avaliar atenção, leitura do ambiente, respeito às regras, interação com outros veículos, pedestres e ciclistas, além do controle emocional. O foco deixa de ser a memorização de movimentos e passa a ser o comportamento ao volante, que é o que efetivamente impacta a segurança no trânsito", diz. Quatro estados brasileiros deixaram de exigir o teste de baliza durante a prova prática para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Nesta sexta-feira (30), o estado de Sergipe também derrubou a obrigatoriedade. Em São Paulo, a obrigatoriedade caiu na última segunda-feira (26). Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul também adotaram a medida. Detrans do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina informaram ao g1 que aguardavam a publicação do manual antes de realizar qualquer ajuste. O tema parece novidade, mas já são 10 estados brasileiros que não exigem a baliza na prova prática. O Distrito Federal, por exemplo, deixou de aplicar o teste em 2004. Já no estado de Mato Grosso a baliza deixou de ser obrigatória em janeiro, mas a mudança ocorre de forma gradual até 10 de fevereiro. O g1 procurou os 27 Detrans do país para consultar sobre a exigência da baliza na obtenção da carteira de motorista. Veja a lista de estados em que a baliza não faz mais parte da prova prática: São Paulo permite carros automáticos Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP Outra mudança promovida pelo Detran de São Paulo foi a permissão para que candidatos utilizem veículos automáticos durante a prova prática. Antes, isso só era permitido a candidatos que precisavam de algum tipo de adaptação no veículo. Para o Detran, a medida “reconhece a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira e amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames”. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) aponta que apenas 121 dos 769 modelos e versões de carros vendidos no Brasil têm câmbio manual. Esse total representa 15,7% de todos os veículos, importados ou fabricados no país, comercializados no Brasil. Mudança divide especialistas Ao g1, a especialista em direito de trânsito Laura Diniz avalia que o fim da baliza no exame prático de direção não é positivo. “Estacionar corretamente é uma situação cotidiana para qualquer motorista e, muitas vezes, um fator determinante para a fluidez e a segurança do tráfego. Ao retirar essa etapa do exame, corre-se o risco de habilitar condutores que ainda não possuem domínio suficiente do veículo", aponta a especialista. Para Laura, “melhoras no processo de habilitação são favoráveis, mas a retirada de etapas essenciais sem que haja uma compensação efetiva na formação prática do condutor pode ser prejudicial a longo prazo". Já a psicóloga especialista em trânsito Cecília Bellina não acredita que a retirada da baliza seja, de fato, negativa. “Eu não sou nem contra nem a favor da retirada da baliza. Sou contra mais uma mudança radical sem esperar o resultado da primeira, ocorrida há menos de dois meses", diz Bellina. A preocupação dela está voltada para outras mudanças no processo de obtenção da CNH, como a redução das aulas práticas e o fim da obrigatoriedade da autoescola.
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01/02 - Laranja: chuvas derrubam qualidade das frutas e esfriam mercado paulista em janeiro, analisa USP
Preço da laranja pago pela indústria caiu em novembro, aponta Cepea da Esalq-USP em Piracicaba Claudia Assencio/g1 As chuvas torrenciais que atingiram todo interior paulista durante o mês de janeiro afetaram o mercado da citricultura do cinturão produtor das frutas. A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", o campus da USP em Piracicaba (SP). Parte da produção destinada à indústria pode ser perdida e a queda na qualidade das frutas cítricas também deve interferir nas cotações, fazendo o mercado spot paulista (com pagamento à vista e entrega imediata) se conter. Entenda cenário, abaixo. "A umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares. [...] Parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada", explica o Centro de Pesquisas. Os preços, com pagamento a prazo, já começam a apresentar leve queda, de quase 2%, na segunda quinzena de janeiro. Cotações: a caixa de 40 quilos da laranja-pera in natura fechou a R$ 43 no dia 12 de janeiro e caiu para R$ 41 no último dia 30 do mês. O volume de chuva registrado no dia 29 de janeiro de 2026 de 55 milímetros em Limeira, aponta o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), concentrado principalmente durante a noite, em apenas duas horas de temporal. Limeira registra chuvas intensas no fim de janeiro Segundo dados mais recentes, divulgados nesta sexta-feira (30), o mercado citrícola paulista deverá sentir os efeitos dos altos volumes de chuvas nas regiões produtoras, incluindo a cidade de Limeira (SP), especialmente para a laranja de mesa, selecionada para consumo direto da casca, in natura. "O recebimento de frutas no spot permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria", acrescentou. Em Piracicaba, o volume de chuvas foi de 65 milímetros em duas horas no último dia 29 de janeiro. No acumulado do mês, a cidade teve Leia também Piracicaba recebe novo centro de pesquisa para combater maior praga da citricultura Greening: convênio prevê R$ 90 milhões em pesquisa aplicada para combater praga O combate ao greening, a praga mais destrutiva às plantações de laranja no Brasil e no mundo, é um dos pilares que motivaram a criação do Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA Citros). Resultado de uma parceria público-privada que congrega universidades de diferentes países, fundações, demais órgãos do setor e governo do estado de São Paulo, o convênio prevê R$ 90 milhões a serem aplicados em cinco anos de pesquisa, transferência de tecnologia e educação. 🍊 O que é o greening? É uma doença provocada por uma bactéria, transmitida pelo inseto psilídeo Diaphorina citri, conhecido como cigarrinha. O greening é considerado a praga mais destrutiva da citricultura mundial. Os sintomas podem ser observados nas folhas, que apresentam um aspecto amarelado, e nas flores, que ficam secas e murchas, por exemplo. O greening atinge os pomares da citricultura brasileira desde 2004, especialmente no estado de São Paulo. Pé de laranja com greening Fundecitrus/Divulgação O acordo, que busca estratégias aplicadas promovidas pelo CPA-Citrus no combate de doenças no setor, foi formalizado nesta segunda-feira (12), na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), que interliga outros centros de pesquisas e é sede virtual. O convênio interliga 19 instituições e 76 departamentos científicos de sete países, sendo Brasil, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Austrália. Greening muda mapa da citricultura no país 📲 Receba no WhatsApp notícias da região de Piracicaba Interior de São Paulo Um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), mantido por citricultores e indústrias de suco do estado, revelou que a região de Limeira (SP) é a mais afetada pelo greening no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais em 2024. A liderança no ranking segue uma tendência já observada em anos anteriores. Em relação a 2023, a incidência da doença na região passou de 73,87% para 79,38%. O prejuízo nos pomares e as altas temperaturas têm impacto nos preços da fruta e do suco vendidos ao consumidor. LEIA MAIS 📝 Calor e greening impactam safra da laranja e preço da fruta alcança maior patamar em 30 anos Entenda por que importação de laranja tem recorde em pico de safra e exportações de suco seguem em ritmo lento Greening Reprodução / Globo Rural VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba
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01/02 - 'Influencer da roça' viraliza ao compartilhar rotina no campo, no Paraná: 'Não faço roteiro nenhum'
‘Influencer da roça’ conquista mais de 330 mil seguidores mostrando rotina no campo Câmera na mão, sítio como cenário e uma boa dose de carisma. Esses foram os ingredientes que fizeram o estudante Lucas Gabriel da Silva, de 13 anos, viralizar nas redes sociais com vídeos da própria rotina na propriedade da família. Morador da área rural de Jaguariaíva, nos Campos Gerais do Paraná, o jovem é conhecido como Lucas Silva Aoba e compartilha conteúdos variados nas redes: ele mostra como é carpir a roça, como preparar um chimarrão “raiz”, além de uma série de vídeos em que ele contracena com animais – como a vaca Belinha, que tem mais de 3 mil fãs em perfil próprio. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Com a naturalidade que conquistou o público, o jovem acumula mais de 330 mil seguidores nas redes sociais. "Eu penso e falo, não faço roteiro nenhum", relata. Um dos vídeos que ele mostra como faz exercícios físicos enquanto roça o pasto soma mais de um milhão de visualizações, por exemplo. Segundo a mãe do influencer, Cirlene da Silva Teixeira, a família acompanha e monitora tudo o que Gabriel faz nas redes sociais. "No celular dele eu vejo tudo. Ele nunca esconde nada.”  E, embora o sucesso na internet, o jovem não quer sair tão cedo do campo. "Minha vontade é nunca ir embora daqui [...]. Quero fazer Medicina Veterinária, ou Agronomia, algo relacionado ao campo mesmo", disse. LEIA TAMBÉM: 'Guardiã' viaja pelo Paraná para preservar variedades raras de sementes crioulas de milho Estudantes do Paraná desenvolvem cimento com sobras de casca de laranja Colha-e-pague de morangos cria espaço acessível para pessoas com mobilidade reduzida na Grande Curitiba 'Influencer da roça' conquistou o público com a simplicidade e carisma RPC/Caminhos do Campo VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Campos Gerais e Sul.
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01/02 - Garoto apaixonado por cavalos coleciona premiações em provas de laço
O jovem laçador já participou de muitas provas, só no cavalete foram mais de 30 em 2025. Reprodução/TV TEM Paulinho, o jovem laçador, é apaixonado por animais como cães e gatos, mas tem um amor especial por cavalos. Ele passa horas cuidando dos animais no rancho da família: escova, faz carinho, trança o rabo e a crina. Essa proximidade com os cavalos começou cedo. Inspirado pelo pai, que participava de provas de laço em dupla, Paulinho decidiu seguir o mesmo caminho e começou a laçar ainda pequeno. O jovem já participou de muitas provas. Só no cavalete, foram mais de 30 competições em 2023, mesmo ano em que ele começou a competir montado no cavalo, laçando bezerros. A quantidade de fivelas (troféus das provas) mostra o talento do menino. Entre tantas conquistas, uma é especial: a fivela obtida em dupla com o filho do dono da competição. O cavalo preferido de Paulinho é o Jhonny, companheiro de todas as provas. Para que a interação entre cavaleiro e animal funcione bem, ele acredita que é preciso construir uma relação de respeito e cuidado fora das pistas. Antes de montar, Paulinho faz questão de preparar sozinho toda a traia, o conjunto de equipamentos usados para montar e guiar o cavalo. O sonho do pequeno campeão, de apenas 10 anos, é se tornar um profissional e aumentar ainda mais sua coleção de fivelas. Veja a reportagem exibida no programa em 01/02/2026: Garoto apaixonado por cavalos coleciona premiações em provas de laço VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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01/02 - Plantas aromáticas são cultivadas para produção de óleos essenciais
Plantas aromáticas são cultivadas para produção de óleos essenciais TV TEM/Reprodução Em cada canteiro, aroma e beleza diferentes: da delicadeza da lavanda à robusteza da erva-baleeira, são 28 tipos de plantas cultivadas em uma área de seis hectares, em uma propriedade no município de Pindorama (SP). Todas são usadas para a produção de óleos essenciais. Os óleos têm conquistado cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Extraídos de plantas aromáticas, podem ser usados para diferentes finalidades. Além da aromaterapia, também servem como matéria-prima na fabricação de cosméticos, medicamentos e alimentos. Alguns óleos se mostram eficientes no controle biológico de pragas em lavouras. O cuidado diário com as plantas cultivadas em solo irrigado permite que até espécies exóticas, como a lavanda francesa, se desenvolvam bem. Após a colheita, as plantas são levadas ao galpão onde ocorre a produção do óleo essencial. Nesta etapa, a erva-baleeira é triturada antes de ser colocada nas dornas. São quatro dornas, cada uma com capacidade para 500 litros. O processo de extração dura, em média, uma hora e é realizado pela técnica de arraste a vapor. Para garantir a qualidade do óleo, é preciso monitorar a temperatura e a pressão das caldeiras. Embora em menor quantidade, a produção de óleos essenciais também se tornou uma fonte de renda para o sítio em Pindorama. No local, o cultivo é orgânico. Entre as espécies plantadas estão capim-limão, manjericão, lavanda e malaleuca. Na propriedade, Dona Eunice faz a extração dos óleos em uma dorna com capacidade para 100 litros. Os óleos e hidrolatos são vendidos diretamente ao consumidor. Em cada vidrinho, um aroma e muitos benefícios extraídos da natureza. Veja a reportagem exibida no programa em 01/02/2026: Plantas aromáticas são cultivadas para produção de óleos essenciais VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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01/02 - Turismo rural encanta quem é da cidade e gera renda no campo
Turismo rural encanta quem é da cidade e gera renda no campo TV TEM/Reprodução O sol ainda não nasceu e o grupo já está de pé, animado para trocar a correria da cidade pelo silêncio da roça. São moradores de grandes centros urbanos, curiosos com a vida pacata da zona rural, que buscam ar puro e tranquilidade. Para muitos, o passeio é uma pausa necessária em meio ao caos e ao estresse do dia a dia. A mudança de ambiente é sentida quase que instantaneamente, como conta o engenheiro Douglas Eller. “É muito bom você trocar a cidade pelo campo. Quando você deixa aquela correria e vem para um ambiente desse, de calmaria, bem próximo à natureza, parece que você está em outro planeta. A sensação de bem-estar é imediata”, comenta. Em Jundiaí (SP), as propriedades rurais estão abrindo as porteiras para receber esse público. O que antes era apenas produção agrícola, agora também se tornou turismo. Em um dos sítios, os visitantes tomam café da manhã feito no fogão a lenha e seguem de trator até a plantação para participar da colheita. Outra experiência que os visitantes podem ter é colher os produtos que são produzidos no local. O sítio recebe até 300 pessoas por fim de semana. Para o produtor Rafael Michelin, o turismo agrega valor à fruta e elimina intermediários, fortalecendo o negócio e garantindo o crescimento. “A gente acaba agregando valores na fruta, e além disso o consumidor que chega aqui para fazer a colheita tem uma fruta fresca de qualidade e aquela fruta que eles colhem no pé, tem esse prazer de retirar a fruta e saber de onde está vindo o alimento dele. Durante a semana o trabalho não para, a gente toma conta, cuida da plantação e aos finais de semana a gente traz o pessoal aqui para o campo”, comenta. Na cidade de Jundiaí (SP), o turismo rural atrai cerca de um milhão de pessoas por ano, movimentando a economia e preservando áreas agrícolas. Para turistas e produtores, a experiência mostra que abrir as porteiras é mais do que lazer, mas também uma maneira de manter esse caminho sustentável para o futuro do campo. Veja a reportagem exibida no programa em 01/02/2026: Turismo rural encanta quem é da cidade e gera renda no campo VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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01/02 - Os latinos eleitores de Trump desiludidos com seu governo: 'Ele prometeu que os preços iriam cair, e não caíram'
Nos EUA, governo Trump expande poderes da polícia de imigração Quando Sam Negron, outrora um eleitor do Partido Democrata, foi às urnas para votar em Donald Trump (Partido Republicano) para presidente dos Estados Unidos, em 2024, tinha uma prioridade em mente: a economia. "Não gostei de pagar US$ 7 [cerca de R$ 37] por ovos", disse Negron, um policial estadual da Pensilvânia na cidade de Allentown, de maioria latina. "Mas, basicamente, eram todos os argumentos de campanha dele… tornar os EUA um país forte novamente." Negron, que migrou para o Partido Republicano em 2019 após décadas como democrata, não estava sozinho. ➡️ Na vitória presidencial decisiva em 2024, Trump contou com o apoio de milhões de eleitores latinos, que o ajudaram a cruzar a linha de chegada. Naquela eleição, Trump obteve a maior porcentagem de votos latinos já registrada por um republicano na história dos EUA, com 46% do eleitorado diverso votando a seu favor. Mas, um ano após o início desse mandato, surgem sinais de desgaste no apoio desse segmento. Uma nova pesquisa da CBS News, parceira da BBC nos EUA, indica que o apoio de latinos nos EUA a Trump caiu para 38%, uma queda significativa em relação ao pico de 49% registrado no início de fevereiro de 2025, após seu retorno à Casa Branca. O voto latino é vasto e diversificado, abrangendo comunidades de diferentes tamanhos, origens e poder econômico. Coletivamente, no entanto, os latinos formam o maior bloco de eleitores não brancos do país, totalizando mais de 36 milhões de pessoas. Os dados mostram que os ganhos de Trump entre esses eleitores em 2024 foram, em grande parte, resultado da insatisfação com a economia nos últimos anos do governo do então presidente americano, Joe Biden (Partido Democrata). Uma pesquisa do Pew Research Center indicou que 93% dos latinos que votaram em Trump consideraram a economia sua principal preocupação, enquanto a criminalidade com uso de violência e a imigração ficaram muito atrás. Essas mesmas questões podem agora voltar a ser um problema para Trump. Segundo a nova pesquisa da CBS, 61% dos latinos desaprovam a forma como Trump lida com a economia, enquanto 69% desaprovam seu manejo da inflação. A grande maioria afirmou que avalia o desempenho da economia dos EUA pelos preços. Já em 2020, Trump recebeu o apoio de muitos eleitores latinos e, na vitória da eleição de 2024, a comunidade foi ainda mais decisiva para o resultado. Getty Images via BBC O estrategista republicano Mike Madrid, crítico de Trump e um dos mais conhecidos observadores da política latina nos EUA, afirmou acreditar que os eleitores latinos se "voltaram completamente" contra Trump, principalmente por questões econômicas. Segundo Madrid, essa tendência se repete em relação ao cenário enfrentado pelos democratas nas eleições de novembro de 2024. "O deslocamento dos latinos para a direita foi mais resultado de eles deixarem o Partido Democrata [por causa da economia] do que de terem sido atraídos pelo Partido Republicano." "Muita gente por aqui votou em Trump desta vez, porque nada estava acontecendo com Biden", disse Moses Santana, morador de uma área de maioria latina no norte da Filadélfia (EUA), onde Trump conquistou apoio em 2024. "Mas a situação continua difícil… quem tem baixa renda claramente sente o impacto dos preços", acrescentou Santana, que trabalha em um centro de redução de danos de drogas. "Muitos acham que Trump tem grande responsabilidade pelos problemas deles". A avaliação de Santana foi confirmada por John Acevedo, corretor de imóveis de 74 anos e morador de Pasadena, na Califórnia (EUA). "A economia não vai bem. Os preços subiram", disse ele. "Ele prometeu que cairiam. Não caíram". Embora as autoridades da Casa Branca destaquem a queda nos preços da gasolina, a arrecadação com tarifas e o investimento estrangeiro como conquistas econômicas, pesquisas indicam que uma ampla parcela dos americanos continua preocupada com a desaceleração do mercado de trabalho, os preços altos e a questão da acessibilidade. De acordo com dados oficiais de dezembro de 2025, a inflação anual nos EUA era de 2,7%, e a inflação anual dos alimentos, especificamente, era de 3,1%. A meta de inflação do Banco Central americano (Fed) é de 2%. Isso significa que os preços não estão caindo, como afirmou Trump, mas aumentando em ritmo mais lento. (A título de comparação, o Brasil registrou em dezembro de 2025 uma inflação anual de 4,26%, e uma inflação anual dos alimentos de 2,95%. A meta do Banco Central brasileiro é de 3%). 'ESPANGLÊS', IGREJAS LATINAS E SLONGAN EM ESPANHOL: como Trump e Biden disputaram o voto latino nas eleições de 2023 https://g1.globo.com/mundo/eleicoes-nos-eua/2024/noticia/2024/06/22/espangles-igrejas-latinas-e-slogan-em-espanhol-como-trump-e-biden-correm-atras-do-voto-latino-nos-eua-que-inflou-e-migra-para-a-direita.ghtml Trump em uma cúpula latina realizada em seu clube de golfe na Flórida, dias antes da eleição de 2024. Getty Images via BBC Trump atribuiu repetidamente quaisquer problemas econômicos persistentes à gestão de Biden. A inflação atingiu 9,1% em junho de 2022, o nível mais alto em 40 anos, durante o governo Biden, quando as economias globais ainda lidavam com os efeitos da pandemia. O índice havia recuado ao final do mandato de Biden para 2,9%. O argumento do presidente Trump é algo que ao menos parte de seus eleitores latinos se dispõe a considerar. Lydia Dominguez, nascida no México, veterana da Força Aérea há 10 anos e integrante do Conselho Escolar do Condado de Clark, em Las Vegas, afirmou acreditar que tem sido "bem difícil" colocar a economia nos trilhos neste governo, apesar de considerar os esforços. "[Eles] certamente foram muito produtivos em atrair empresas e trazer fábricas para os EUA", disse, acrescentando que, embora os preços continuem altos, atribui a Trump o mérito de "dar mais autonomia" às empresas e aos seus funcionários. Mesmo entre alguns apoiadores fervorosos de Trump, as questões econômicas geram sentimentos ambíguos em relação ao presidente. É o caso de Amanda Garcia, pecuarista que mora perto de Rio Grande City, no Texas, na fronteira com o México. Embora esteja, de forma geral, satisfeita com o governo Trump, especialmente pelo tratamento das questões de fronteira e imigração, Garcia disse ter enfrentado interrupções de mercado provocadas pelas campanhas de tarifas do presidente americano. "Isso realmente afeta a economia e impacta a nós [pecuaristas] de outra forma", afirmou. "Às vezes, é só ele tuitar algo [sobre comércio], e isso irrita alguém, o que pode ter um efeito real. Não acho que ele perceba isso às vezes." Trump diz que não vai retirar agentes de imigração de Minnesota "de jeito nenhum" ➡️ Outros eleitores latinos manifestaram preocupação com as operações de fiscalização migratória de Trump, que incluíram ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em todo o país e a deportação de mais de 600 mil pessoas apenas entre janeiro e início de dezembro de 2024. "Sou contra tudo isso", disse Rebeca Perez, trabalhadora de restaurante na cidade de Oxnard, na Califórnia (EUA), que sofreu grandes operações de fiscalização em locais de trabalho em junho. "Este deveria ser um país livre para todos, mas não é." Perez acrescentou que, em Oxnard, um dos centros agrícolas da Califórnia, produtos foram desperdiçados nas fazendas porque os trabalhadores têm medo de comparecer ao trabalho. A pesquisa da CBS mostrou que 70% dos latinos desaprovam a forma como Trump lida com a imigração, bem acima da média nacional, de 58%. Embora os latinos estejam divididos quanto ao apoio às metas de deportação de Trump, 63% afirmaram não gostar da maneira como ele as está implementando. No entanto, vários latinos ouvidos pela BBC disseram apoiar as operações de imigração, justificando-as como uma forma de proteger empregos e meios de subsistência de imigrantes legais e cidadãos americanos. "Como ser humano, eu me solidarizo com eles. Eles são pobres em seus países", disse Sam Negron, agente estadual em Allentown. "Mas adivinha? Também sou pobre no meu." Assim como ocorre com a economia, a política migratória de Trump também gerou sentimentos contraditórios entre alguns daqueles que ainda o apoiam após um ano no cargo. Oscar Byron Sarmiento, um eletricista de Houston (EUA), afirmou que, embora considere que Trump esteja fazendo "um ótimo trabalho", também acredita que a repressão à imigração "foi um pouco extrema". "Há muitas pessoas boas. Imigrantes que respeitam a lei", disse. "Sim, estão aqui ilegalmente, mas não acho que precisemos persegui-los." Eles querem estar nos EUA e contribuir, acrescentou Sarmiento. "Seguem as regras. Como avós, mães, tias e tios. [...] Deixem essas pessoas em paz." ➡️ O estrategista político Mike Madrid afirmou que reduzir ou reverter índices de desaprovação preocupantes entre eleitores latinos provavelmente será um desafio para a Casa Branca de Trump antes das eleições de meio de mandato ainda este ano (quando parte das cadeiras do Congresso estarão em disputa). "Nós [latinos] temos o vínculo partidário mais fraco de todos os grupos e podemos rejeitar ambos os partidos quando eles falham conosco ou não são honestos", acrescentou Madrid. "Ambos os partidos podem ser culpados disso." Os problemas do presidente entre os latinos são reconhecidos até por muitos apoiadores de Trump, que esperam que sejam corrigidos a tempo. "Há preocupações crescentes", disse Crystal, esposa de Oscar Byron Sarmiento. "Neste momento, Trump está em queda, simplesmente porque não consegue se antecipar à narrativa." Reportagem adicional de Leire Ventas, da BBC News Mundo, e Angélica Casas. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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01/02 - Os destinos do pênis bovino: do prato afrodisíaco na China a petiscos para pets no Brasil
Pênis do boi vira petisco para pets e é prato afrodisíaco na Ásia Para muitos brasileiros, a ideia pode soar estranha. Mas o pênis bovino é um alimento afrodisíaco em países da Ásia, especialmente na China. No Brasil, o órgão — também conhecido como vergalho — tem um destino bem diferente: vira petisco para cães ou exportado, gerando receita adicional para frigoríficos de todo o país. 🍽️Culinária: na medicina tradicional chinesa, o pênis dos animais é considerado afrodisíaco para homens, incluindo o do boi. Isso porque, nesse conceito, alimentos feitos de determinados órgãos podem tratar essa mesma parte no organismo de quem o consome, explica Jiang Pu, consultora gastronômica do Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina). Nessa cultura, o consumo do pênis prolonga o tempo da ereção e aumenta o desejo sexual. No país, é mais comum o uso de cabrito e de porco. O órgão de tigre também pode ser preparado com esse propósito e é considerado mais poderoso, afirma Pu. O pênis bovino também é valorizado por absorver bem temperos e caldos. O consumo pode acontecer de várias formas: in natura, cozido, ensopados, desidratado ou até mesmo em pó, sendo que o desidratado é o mais comum. 🐶Para o pet: o vergalho, segundo as marcas que vendem o alimento, ajuda a reduzir o tédio do animal, ao estimular o cachorro a roer, e contribui para a limpeza dos dentes. Leia também: China e México criam cotas para limitar importação de carne bovina: o que isso significa para o Brasil? Segundo o chef Xiao Shan, comida preparada com pênis de animais aumenta a libido Wang Zhao/AFP Produzido em todo o Brasil A extração do pênis bovino é simples, informa Marcos de Paula, especialista em exportação da Sul Beef. Diferente do ser humano, o pênis do boi é interno e pode chegar até um metro de comprimento. Após a retirada, o vergalho é higienizado e tem suas membranas retiradas. Depois, cada peça é embalada individualmente. Para a venda, o pênis é desidratado. Com isso, o peso cai de cerca de 500 gramas para 200 gramas por unidade. "Do boi a gente só não aproveita o berro. E se bobear, o patrão manda fazer um CD com ele", brinca de Paula. Ele explica que todas as partes do boi são aproveitadas e comercializadas. A crina das orelhas, por exemplo, é usada para fazer pincéis. Os chifres viram berrantes, cuias de chimarrão ou são moídos para uso em extintores de incêndio. Já o sangue e as glândulas vão para a indústria farmacêutica, onde podem virar remédios ou vacinas. Outros miúdos também são usados na culinária, como os testículos e o cérebro do boi. Todos os frigoríficos do Brasil comercializam o pênis bovino, diz o especialista em exportação da Sul Beef. Deste modo, o número de bois abatidos é o mesmo de vergalhos produzidos, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Por exemplo, no 3° trimestre de 2025, o Brasil abateu mais de 5 milhões de bovinos machos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, produziu mais de 5 milhões de vergalhos. Vergalho bovino cru Divulgação / Sul Beef Saiba também: Parmesão e gorgonzola: quais alimentos feitos no Brasil poderão seguir com os mesmos nomes após o acordo UE-Mercosul Para onde vai o vergalho Atualmente, não há dados específicos sobre o volume exportado de pênis bovino. Isso ocorre porque, nos dados oficiais, o produto aparece na categoria de “miudezas comestíveis de bovinos frescas ou refrigeradas”, junto com outros órgãos, como o rim. Quando é processado, também pode entrar na categoria de “preparações alimentícias”, diz Andrade. Ao todo, o Brasil faturou US$ 231.752 com a venda de miudezas comestíveis de bovinos frescas ou refrigeradas para o exterior, segundo a Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura que reúne dados de exportação. Em Hong Kong, o valor da tonelada do produto pode chegar a US$ 6 mil, segundo o Imac. Segundo De Paula, o valor é superior a outros miúdos vendidos para a China. Por exemplo, o omaso, que é uma parte do estômago do boi, tem a sua tonelada comercializada por até US$ 5,5 mil e o bucho por até US$ 4 mil. O frigorífico Sul Beef, do Mato Grosso, divulgou que mais de 90% de suas vendas de vergalho vão para o mercado asiático. O restante vai para o setor pet, com foco no Brasil, no Paraguai e nos Estados Unidos. Mas o vergalho já foi mais popular entre os chineses. Isso porque o principal público é a população idosa, que hoje representa uma parcela menor. "É o mesmo caso, por exemplo, quando a gente pensa aqui no mercado nacional, alguns pratos mais tradicionais, como o caldo de mocotó e a buchada de bode, que usam muitos miúdos, já não são muito consumidos pelos jovens. Então o mesmo acontece na China. [...] Os jovens ocidentalizaram o hábito de consumo", explica Andrade. Para o diretor, o grande volume da produção brasileira é para petiscos para cachorros. Segundo ele, houve um crescimento dos cuidados com pets nos últimos anos. "Ele é um produto natural, rico em nutrientes para o animal e acabou sendo industrializado de uma maneira muito prática", afirma. No mercado interno, o preço médio do quilo chega a R$ 21, informa o Imac. O preço do produto pronto para o consumo do pet varia conforme o peso. Em uma pesquisa online realizada pelo g1 na quinta-feira (22), foram encontrados vergalhos de R$ 12 até R$ 80. Veja também: Trump quer punir quem fizer comércio com o Irã: quais produtos do agro o Brasil compra e vende para lá? Cachorro comendo petisco de vergalho bovino Divulgação / Natuka Cadeia especializada em pratos com pênis faz sucesso na China Wang Zhao/AFP
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01/02 - UE mira novos acordos comerciais diante das tarifas de Trump
Líderes do Mercosul e da UE participam da assinatura do acordo histórico. AFP Ao longo dos últimos 12 meses, países ao redor do mundo entraram em pânico com os tarifaços ou as ameaças de guerra comercial dos Estados Unidos. Os caprichos do presidente Donald Trump adicionaram instabilidade e um senso de urgência nos mercados. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A antiga ordem comercial global desapareceu, dando lugar a novos arranjos comerciais entre os países. Nas manchetes fala-se muito sobre a China, mas os vizinhos e maiores parceiros comerciais dos EUA, México e Canadá, não foram poupados. Do outro lado do Atlântico, a União Europeia também tem passado por uma montanha-russa de tarifas e está questionando parcerias de longa data. O desprezo que Trump demonstrou pelos parceiros europeus no Fórum Econômico Mundial em Davos acendeu mais um forte alerta. A imagem de parceiro comercial confiável Para contrabalançar a hostilidade dos EUA e mostrar que o bloco é um parceiro comercial confiável e uma alternativa aos Estados Unidos, a UE tem tentado fechar acordos que estão em andamento há muito tempo. Mas acordos comerciais são notoriamente complexos e levam tempo para entrarem em vigor, mesmo com vontade política. Em 17 de janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi a Assunção, no Paraguai, para assinar o acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul . O acordo entre os 27 membros do bloco europeu e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai abrange um mercado de 700 milhões de pessoas. Uma vez em vigor, será uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. "Estamos enviando uma mensagem muito clara ao mundo de que os países do Mercosul e da União Europeia são a favor de tarifas baixas, de um comércio tranquilo, de mais qualidade e melhores preços para nossos consumidores", disse o comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, à DW, após a assinatura. Mas, só quatro dias depois, o Parlamento Europeu suspendeu o acordo ao votar por um longo processo de revisão pelo Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). Mesmo que partes do acordo sejam provisoriamente promulgadas, a decisão dos europarlamentares é um grande golpe para as pretensões comerciais da UE e cria o risco de os parceiros sul-americanos se retirarem do acordo em protesto. Nova tentativa na Índia A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parece ter tido mais sorte na cúpula UE-Índia desta terça-feira (27), em Nova Délhi. As duas partes finalizaram um acordo comercial histórico após quase duas décadas de negociações intermitentes, iniciadas em 2007, interrompidas em 2013 e retomadas em 2022. O acordo permitirá que a Índia abra seu vasto e protegido mercado, o mais populoso do mundo, ao livre comércio com a UE, que já é seu maior parceiro comercial. Esse pacto compreende um mercado de 2 bilhões de pessoas e um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) global. O acordo prevê eliminar ou reduzir tarifas em 96,6% das exportações de bens da UE, uma abertura que poupará às empresas europeias cerca de 4 bilhões de euros anuais em impostos de importação e permitirá duplicar as exportações de produtos para o gigante asiático até o ano de 2032. "Pessoas em todo o mundo estão chamando este de a 'mãe de todos os acordos'", gabou-se o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. A UE leva a sério seus compromissos Como segundo maior mercado importador do mundo, a União Europeia não deveria ser um parceiro altamente cobiçado? O pesquisador Peter Chase, do escritório de Bruxelas do think tank americano German Marshall Fund, disse à DW que muitos países veem a UE como mais estável e confiável do que os Estados Unidos. "A UE é um bom parceiro de negociação, pois leva a sério os compromissos que assume em seus acordos comerciais", diz Chase. "E quer de fato construir novas relações comerciais com muitos países." Ainda assim, prazos longos e regras de ratificação complicadas podem atrapalhar. Interesses políticos também podem criar obstáculos, disse Chase, cujo trabalho se concentra nas relações econômicas da União Europeia com países terceiros. O acordo Mercosul-UE é um exemplo de como uma minoria pode fazer pressão e retardar o avanço. Essa minoria é liderada pela França, qu está preocupada sobretudo com o impacto da concorrência de produtos de fora sobre a agricultura francesa. UE acumula acordos A UE já tem acordos comerciais preferenciais com 76 países e demonstrou renovado interesse em aderir ao chamado Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP), um bloco de livre comércio de 12 nações da Ásia e da América que substituiu a Parceria Transpacífica (TPP) depois da saída dos Estados Unidos. Até o momento, o Reino Unido é o único membro europeu. Em 2025, a União Europeia conseguiu negociar uma atualização de seu acordo comercial com o México e finalizou as negociações para um acordo de comércio e investimento com a Indonésia. Acordos com a Malásia, as Filipinas e os Emirados Árabes Unidos estão em andamento. Além disso, o Acordo de Comércio e Cooperação UE-Reino Unido será revisto este ano. Essa será a primeira revisão completa do tratado desde que entrou em vigor, em 2021. Embora a auditoria tenha como objetivo apenas analisar a implementação, existe a esperança de que ela possa ajudar a melhorar uma relação tensa e servir de trampolim para uma cooperação mais estreita. E a OMC? Chase avalia que há algo mais urgente para a UE do que outro acordo comercial: a revitalização da Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora a liberalização do comércio seja algo positivo, o que o mundo precisa é do restabelecimento do Estado de Direito, afirma. "Somente a UE pode ajudar a construir a coalizão de países necessária para isso", diz Chase, o que permitiria fazer frente ao "descumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados Unidos e à recusa de longa data da China em cumprir as promessas que fez quando aderiu". Veja os vídeos que estão em alta no g1
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01/02 - Prova da CNH: baliza deixa de ser obrigatória em 10 estados brasileiros — e serão 11 em fevereiro
Contran acaba com o teste da baliza para candidatos a motorista em todo o Brasil Quatro estados brasileiros deixaram de exigir o teste de baliza durante a prova prática para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Nesta sexta-feira (30), o estado de Sergipe também derrubou a obrigatoriedade. Em São Paulo, a obrigatoriedade caiu na última segunda-feira (26). Amazonas, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul também adotaram a medida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O tema parece novidade, mas já são 10 estados brasileiros que não exigem a baliza na prova prática. O Distrito Federal, por exemplo, deixou de aplicar o teste em 2004. Já no estado de Mato Grosso a baliza deixou de ser obrigatória em janeiro, mas a mudança ocorre de forma gradual até 10 de fevereiro. O g1 procurou os 27 Detrans do país para consultar sobre a exigência da baliza na obtenção da carteira de motorista. Veja a lista de estados em que a baliza não faz mais parte da prova prática: Na maior parte dos estados, a mudança começou após a publicação da Resolução 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo o Contran, a nova resolução “normatiza os procedimentos sobre a aprendizagem, a habilitação e a expedição de documentos de condutores e o processo de formação do candidato à obtenção da habilitação”. A norma não menciona diretamente a baliza, mas prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, ainda não publicado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que deverá definir regras nacionais também para a prova prática. Por isso, os Detrans do Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina informaram à reportagem que aguardam a publicação do manual antes de realizar qualquer ajuste. Prova prática em São Paulo divulgação/Detran-SP São Paulo permite carros automáticos Outra mudança promovida pelo Detran de São Paulo foi a permissão para que candidatos utilizem veículos automáticos durante a prova prática. Antes, isso só era permitido a candidatos que precisavam de algum tipo de adaptação no veículo. Para o Detran, a medida “reconhece a crescente presença desse tipo de veículo na frota brasileira e amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames”. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) aponta que apenas 121 dos 769 modelos e versões de carros vendidos no Brasil têm câmbio manual. Esse total representa 15,7% de todos os veículos, importados ou fabricados no país, comercializados no Brasil. Mudança divide especialistas Ao g1, a especialista em direito de trânsito Laura Diniz avalia que o fim da baliza no exame prático de direção não é positivo. “Estacionar corretamente é uma situação cotidiana para qualquer motorista e, muitas vezes, um fator determinante para a fluidez e a segurança do tráfego. Ao retirar essa etapa do exame, corre-se o risco de habilitar condutores que ainda não possuem domínio suficiente do veículo", aponta a especialista. Para Laura, “melhoras no processo de habilitação são favoráveis, mas a retirada de etapas essenciais sem que haja uma compensação efetiva na formação prática do condutor pode ser prejudicial a longo prazo". Já a psicóloga especialista em trânsito Cecília Bellina não acredita que a retirada da baliza seja, de fato, negativa. “Eu não sou nem contra nem a favor da retirada da baliza. Sou contra mais uma mudança radical sem esperar o resultado da primeira, ocorrida há menos de dois meses", diz Bellina. A preocupação dela está voltada para outras mudanças no processo de obtenção da CNH, como a redução das aulas práticas e o fim da obrigatoriedade da autoescola.
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01/02 - Brasil tem mais de 2 mil profissões com afastamentos por transtornos mentais; veja se a sua está na lista
Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde Mais de duas mil profissões estão entre aquelas em que trabalhadores precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais no Brasil. No topo da lista aparecem ocupações como vendedor do comércio varejista, faxineiro e auxiliar de escritório — trabalhadores que atendem o público, mantêm serviços essenciais e sustentam boa parte da rotina urbana. Em 2025, mais de 500 mil pessoas precisaram se afastar do trabalho por motivos de saúde mental, segundo dados do Ministério da Previdência Social obtidos com exclusividade pelo g1. É a segunda vez consecutiva que o país bate esse recorde, após já ter alcançado a maior marca da década em 2024. Para entender como esse cenário se distribui no mercado de trabalho, o g1 analisou uma lista com mais de 2 mil profissões. O levantamento foi elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT), com base nos dados do INSS. Ele considera o detalhamento mais recente disponível, que considera o período entre 2012 e 2024. No topo da lista estão profissões como: vendedor varejista, faxineiro, professor, enfermeiro, auxiliar de escritório, assistente administrativo e alimentador de linha de produção. Segundo especialistas, as profissões mais afetadas têm em comum contratos frágeis, pressão por metas, jornadas longas e maior exposição a riscos, como a violência urbana, caso de motoristas e vigilantes. Abaixo, consulte a sua profissão. Os dados fazem parte da plataforma SmartLab, uma iniciativa que analisa o cenário do mercado de trabalho, organizado pela OIT e MPT, com dados do governo federal. A lista inclui afastamentos com e sem acidentes de trabalho. Para o levantamento das profissões, a plataforma considerou todos os profissionais que pediram licença entre 2012 e 2024. Por que isso está acontecendo? Especialistas apontam que o avanço dos afastamentos por saúde mental reflete uma questão estrutural ligada à forma como o trabalho vem sendo organizado no país. As profissões que aparecem no topo do ranking são justamente aquelas com menor poder de negociação, menos margem para reorganizar a própria rotina e maior dependência do trabalho contínuo para garantir renda. Ao g1, o procurador do Ministério Público do Trabalho Raymundo Lima Ribeiro Júnior explica que a combinação entre contratos precários e sobrecarga ajuda a entender por que essas categorias são mais afetadas. A gente percebe que as categorias que têm contratos mais precários e rotatividade alta são as mais atingidas. Isso se soma com um volume imenso de trabalho que pressiona o trabalhador e afeta sua saúde mental. Temos investigações em empresas que controlam até mesmo o tempo de beber água e ir ao banheiro em algumas dessas funções Na mesma linha, a auditora fiscal do trabalho Odete Cristina Pereira Reis, responsável pela Coordenação Nacional de Fiscalização em Riscos Psicossociais, avalia que o ranking revela um padrão que vai além de casos isolados. Segundo ela, entre as características comuns a essas categorias, há ainda um agravante importante: a falta de autonomia do trabalhador. Quando o trabalhador tem pouca autonomia para realizar o seu trabalho, ele não consegue utilizar suas habilidades, inteligência e tem dificuldade para se desenvolver. Isso, principalmente quando associado a altas demandas, causa sofrimento podendo levar ao adoecimento mental. Os dois especialistas apontam que, de forma geral, os trabalhadores vêm sendo afetados por uma mudança estrutural e citam: Relações precárias de trabalho, com contratos precários, temporários e alta rotatividade; Medo do desemprego, que amplia a insegurança, reforçador para doenças de saúde mental; Profissões ligadas a metas de desempenho, com remuneração atrelada a resultados e oscilações do mercado; Volume excessivo de trabalho e jornadas prolongadas, muitas vezes sem reposição adequada de pessoal; Exposição à violência urbana na atividade do trabalho. Brasil tem recorde de afastamentos O Brasil registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho por doença em 2025, o maior número dos últimos cinco anos. Ao mesmo tempo, bateu o recorde, pela segunda vez, em afastamentos por saúde mental. 📈 Somente em 2025, mais de 546.254 afastamentos do trabalho foram por questões de saúde mental. Isso representa um aumento de 15% em relação ao ano passado. A maior parte está concentrada em dois diagnósticos: ansiedade e depressão. Os transtornos ansiosos lideram o ranking, com 166.489 licenças concedidas em 2025, seguidos pelos episódios depressivos, que somaram 126.608 afastamentos. A lista feita pelo Ministério da Previdência considera as doenças que mais geraram concessões de benefício. Entre elas, também estão: transtorno bipolar, dependência química, estresse grave, esquizofrenia e alcoolismo. Comparado com o último ano, todas elas tiveram alta. Os dados abaixo se referem ao número de afastamentos, e não ao número de trabalhadores. Uma mesma pessoa pode ter mais de uma licença ao longo do ano, e cada afastamento é contabilizado separadamente. Licenças por saúde mental custaram quase R$ 4 bilhões O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não informa quanto de sua verba foi revertida em assistência à saúde mental nas licenças. Apesar disso, esclareceu que as pessoas passaram, em média, três meses afastadas, recebendo em média R$ 2.500. Considerando esses valores, o impacto pode ter chegado a até quase R$ 4 bilhões no ano de 2025. Desse valor, a maior parte foi paga às mulheres, que são maioria entre as licenças, representando quase 63% do total de afastamentos. ➡️ Na média salarial, as mulheres seguem recebendo menos: R$ 2.482,91, enquanto os homens recebem, em média, R$ 2.515,58. Não foi possível realizar recortes por raça ou escolaridade, já que essas informações não foram disponibilizadas pelo INSS. O custo revela que a saúde mental já não é apenas uma questão de saúde pública, mas também econômica. 🔴 A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 12 bilhões de dias úteis sejam perdidos globalmente, todos os anos, devido à depressão e ansiedade. Isso representa uma perda de US$ 1 trilhão por ano. O psiquiatra especialista em trabalho, Wagner Gattaz, explica que sua consultoria fez uma pesquisa com mais de 150 mil trabalhadores para analisar a prevalência de doenças de saúde mental e o custo aos empregadores. Eles descobriram que os transtornos mentais representam um custo de 6% do total da folha de pagamento. Em algumas empresas, isso representa milhões. “Precisamos de medidas urgentes para frear esses números, que revelam o sofrimento de milhares de pessoas”, explica Gattaz. Atraso na NR-1 Quando o g1 noticiou pela primeira vez o recorde de afastamentos por saúde mental, o governo anunciava mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece as diretrizes de segurança e saúde no trabalho. Com a atualização, passaria a contemplar também os riscos psicossociais. 🔎 O que isso significa? O MTE passaria a fiscalizar as empresas, podendo inclusive aplicar multas caso encontrasse trabalhadores que estão passando por situações que incluem metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia e condições precárias de trabalho. As multas poderiam chegar a R$ 6 mil por empregado, dependendo do tipo e quantidade de infrações. No entanto, faltando um mês para o prazo para a implantação da medida, após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo voltou atrás e decidiu adiar. O novo prazo foi estabelecido para maio desse ano. Segundo fontes ouvidas pelo g1, ainda há pressão para que haja um novo adiamento e que as empresas alegam que, mesmo com o atraso, não houve tempo hábil para a implantação da medida. O g1 questionou o Ministério do Trabalho que informou que: “A posição do governo é objetiva: não haverá nova prorrogação”. Capa afastamentos por saúde mental Luisa Rivas e Otávio Camargo | Arte g1
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01/02 - Com volta dos trabalhos no Congresso, governo prioriza aprovação de acordo Mercosul-UE e pautas com potencial eleitoral
Congresso retoma trabalhos nesta segunda com eleições no radar e vetos para analisar O Congresso Nacional volta ao trabalho na próxima segunda-feira (2) com uma solenidade para deputados e senadores. A volta das atividades legislativas traz desafios para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente deve enviar uma mensagem ao Congresso com os projetos considerados prioritários para 2026. No texto, Lula também deve fazer um gesto de reconhecimento aos parlamentares pela parceria nas aprovações de interesse do Executivo no ano passado, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que foi aprovada por unanimidade. De olho no comércio exterior e na defesa do multilateralismo, o governo de Lula tem como prioridade máxima para o início deste ano a aprovação pelo Congresso do acordo Mercosul com a União Europeia assinado em 17 de janeiro pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. O tratado reúne cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Já mirando na eleição deste ano, o Executivo deve intensificar as articulações para aprovar pautas populares e importantes no debate eleitoral. São elas: Segurança pública Fim da jornada 6x1 Regulamentação do trabalho por aplicativo Medidas provisórias Acordo Mercosul-UE A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou nesta semana que o governo trabalha para enviar ao Congresso nos primeiros dias de fevereiro o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia. O objetivo é fazer com que o pacto comercial entre logo em vigor. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já disse que, assim que o acordo chegar à Casa, "dará celeridade" na análise do tema. Segundo Gleisi Hoffmann, há sinalização dos líderes pela aprovação da proposta. Assinatura do tratado do acordo entre Mercosul e União Europeia Reprodução/TV Globo A decisão do Parlamento Europeu que enviou para a Justiça o acordo foi um revés para o Mercosul. E preocupa o Brasil, que detém o maior peso nas exportações para a Europa. No Executivo, a avaliação é que a judicialização pode atrasar o cronograma de ratificação e, na prática, comprometer a expectativa de funcionamento do acordo no segundo semestre, além de aumentar a insegurança jurídica em torno do texto negociado. A estratégia brasileira agora é tentar a vigência provisória. Na avaliação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e Comércio, Geraldo Alckmin, a aprovação do acordo pelo Congresso Nacional ajudará na Comissão Europeia para que haja uma vigência provisória enquanto há uma discussão na área judicial. O governo brasileiro entende que, mesmo tendo recurso judicial do Parlamento Europeu, já é possível colocar em prática a relação de comércio definida no acordo. A expectativa do governo é que, no segundo semestre do ano, o acordo já esteja em funcionamento. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Alckmin avaliam que o esforço agora se concentra na etapa de ratificação e que a entrada em vigor do acordo pode ampliar o acesso do Brasil a mercados estratégicos, impulsionar exportações e fortalecer a posição do país no comércio internacional. Alckmin diz que vai acelerar aprovação aqui no Brasil do acordo do Mercosul com a UE A votação do acordo não deve encontrar resistências na Câmara, segundo os parlamentares. Motta sinalizou aos deputados que, se houver procrastinação em alguma comissão temática, ele levará a proposta diretamente ao plenário por meio de um requerimento de urgência. “Avançou bem o debate. A oposição e o governo estão alinhados. É uma prioridade do país”, afirmou o deputado Mendonça Filho (União-PE). Segurança pública Motta sinalizou nesta semana que a Câmara vai avançar nos próximos dias nas discussões sobre a PEC da Segurança Pública. Segundo o presidente da Câmara, a previsão é que a proposta seja votada após o Carnaval. O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), afirmou que vai debater possíveis ajustes no texto com as bancadas nas próximas semanas. Depois, a previsão é que o tema seja apreciado na Comissão Especial na semana de 23 de fevereiro e, após essa etapa, siga para plenário. 🔎A PEC da Segurança Pública é uma proposta do governo federal que busca ampliar a atuação da União no combate ao crime organizado e na coordenação das políticas de segurança no país. O texto cria mecanismos para integrar forças de segurança pública do país, incluindo: fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal; ampliação da cooperação com estados e municípios; possibilidade de atuação mais integrada das forças de segurança em crimes de alcance nacional, como tráfico de drogas, armas e atuação de facções. A proposta enfrenta resistência de governadores e alguns parlamentares que veem risco de interferência nas competências dos estados, mas é tratada pelo governo como peça-chave para enfrentar a escalada da violência e o poder das organizações criminosas. Lei Antifacção e PEC da Segurança na pauta da Câmara em 2026 Um líder de um partido do Centrão disse que o tom da conversa entre os líderes na reunião da última quarta-feira (28) aponta para a busca de consenso entre governo e o relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), para aprovação da PEC da Segurança. Segundo esse líder, o debate entre os deputados na Residência Oficial mostrou a boa-vontade do governo em negociar e do relator em fazer ajustes no texto. Um deputado da base afirmou que, embora o governo estique a linha, deve trabalhar pela construção de um acordo, porque já deu o discurso de “defensor de bandido” para a oposição ao votar contra o projeto Antifacção. O governo quer votar uma proposta mais parecida com a que foi enviada pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Mendonça fez mudanças que desagradaram o Executivo. “A espinha dorsal do projeto precisa ser mantida”, afirmou o líder do governo, José Guimarães (PT-CE). O deputado cita como exemplos o planejamento integrado das ações de segurança pública e a autonomia para a Polícia Federal (PF) enfrentar as facções nos estados. Os líderes presentes no encontro disseram que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está disposto a ajudar, o que deve agilizar a análise da proposta. No final da tarde de quarta, Motta recebeu o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, na Residência Oficial. Mendonça afirmou que também vai se reunir com o ministro na próxima semana. A ideia é votar a proposta no plenário da Câmara nos dias 24 e 25 de fevereiro. “Não foi discutido muito mérito. Mas ficou claro que é uma prioridade do governo e do parlamento. Eu tenho uma adesão bastante significativa junto aos líderes. Não houve uma grande ponderação, mas o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), se mostrou disposto a levar o debate para junto do ministro”. Deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Apesar do otimismo em parte do centro e da base, a matéria deve sofrer resistência da oposição. O líder da oposição, Cabo Gilberto Nascimento (PL-PB), afirmou que a PEC só “cria confusão entre as categorias”. “A gente é contra. Não resolve em nada o problema da segurança pública. É só eleitoreiro. Não tem nada de concreto. Não ataca as facções. Não faz nada”, afirmou. Em outra frente, o governo também aposta no avanço das discussões sobre combate ao crime organizado. O tema está contemplado no projeto de Lei Antifacção, aprovado em dezembro no Senado. Já sobre essa proposta, Motta sinalizou que deve deixar para um segundo momento. No ano passado, o presidente da Câmara escolheu como relator do projeto o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, aliado do governador Tarcísio Gomes de Freitas. A decisão gerou tensão na relação do Planalto com Motta. O presidente Lula fez críticas diretas a Motta sobre sua escolha. A proposta cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado e aumenta a punição, estabelecendo até 60 anos de prisão para lideranças e com possibilidade de agravantes, e dificulta a progressão de regime para membros de grupos criminosos. Também prevê que chefes de facções e milícias terão de cumprir as penas em presídios federais de segurança máxima. Câmara transferiu para 2026 votações da PEC da Segurança e do PL Antifacção O chamado PL Antifacção é uma das apostas do governo para endurecer o combate ao crime organizado no país. A proposta altera a legislação penal para ampliar instrumentos de investigação e punição contra organizações criminosas, com foco especial em facções que atuam de forma estruturada dentro e fora dos presídios. Entre os pontos estão o aumento de penas para líderes de facções, regras mais rígidas para progressão de regime e maior integração entre órgãos de segurança e inteligência. O projeto é apresentado pelo governo como complementar à PEC da Segurança Pública, mas enfrenta resistência no Congresso por envolver mudanças sensíveis no sistema penal e prisional. Muitos avaliam que o texto, apesar de ampliar o poder do Estado, pode gerar impactos no sistema prisional, já sobrecarregado. Há também críticas sobre a real eficácia do endurecimento penal no enfrentamento das facções e preocupações com possíveis violações de garantias individuais. Diante desse cenário, a tramitação tende a ser mais lenta, com pressão por alterações no texto antes de qualquer avanço. Entretanto, o PL Antifacção ganhou também um forte apelo eleitoral, justamente porque a segurança pública tem sido apontada como um dos pontos de maior fragilidade na imagem do governo. Aliados e integrantes da base aliada afirmam que avançar com medidas contra facções criminosas pode ajudar a responder às críticas de eleitores preocupados com violência e sensação de impunidade, além de sinalizar compromisso com a ordem pública. No entanto, essa mesma dimensão eleitoral intensifica o debate no Congresso, já que opositores veem na proposta uma tentativa de capitalizar politicamente sobre o tema, tradicionalmente associado às bandeiras da direita. Fim da escala 6x1 O fim da jornada de trabalho 6x1 virou um dos temas prioritários do governo Lula para este ano, podendo ser até um dos "motes" de campanha do presidente à reeleição. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal reúnem uma série de propostas que tratam do tema. Quaest: 72% apoiam o fim da escala 6x1 Nenhuma delas, no entanto, avançou à fase de votação. A resistência e as divergências em torno do assunto levaram ministros palacianos a entrar diretamente nas negociações. Empossado ministro da Secretaria-Geral da Presidência em outubro, Guilherme Boulos definiu o avanço do tema no Congresso como uma das prioridades da pasta responsável pelo diálogo do governo com os movimentos sociais. Ao lado da ministra Gleisi Hoffmann, ele é um dos principais articuladores do fim da escala 6x1. No início do ano passado, diante de uma mobilização popular, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma PEC para acabar com a escala 6x1. O texto nunca saiu da gaveta de Motta. No fim do ano, o governo decidiu apoiar o projeto de relatoria do deputado Leo Prates (PDT-BA), que propõe o fim da escala 6x1 e defende uma jornada de trabalho 5x2, com limite de 40 horas semanais. Atualmente a lei trabalhista prevê uma jornada máxima de 44 horas semanais. Protesto em maio de 2025 pediu o fim da escala 6x1 Hermínio Bernardo/TV Globo Uma outra proposta que chegou a avançar no fim do ano passado no Senado também tem sido vista com bons olhos pelo governo. Relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), a proposta de emenda à Constituição reduz a jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais. A PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A votação da proposta foi simbólica, e seguirá para análise do plenário do Senado. A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que o governo não descarta enviar um projeto para unificar as propostas que já estão em tramitação no Congresso sobre o tema e que a expectativa é pela aprovação ainda no primeiro semestre. Segundo ela, Motta “é simpático” em colocar o tema em discussão. Para Gleisi, o projeto tem apoio popular e, assim como a isenção do Imposto de Renda, deve ter o apoio de todo o parlamento. Líderes ouvidos pelo g1 disseram acreditar na aprovação do fim da escala 6x1 no Congresso neste ano, mas afirmaram que o texto só avançará se o “padrinho” ou a “madrinha” do projeto for neutralizada. “Haverá alguma mudança, porque necessariamente não dá para votar a escala 6x1 dando crédito a A,B ou C. Para que avance, precisa neutralizar o padrinho ou madrinha. Eu acredito que passa, mas precisa ser algo neutro”, afirmou um deputado de centro. A ideia é fazer da proposta uma demanda da sociedade sem que nenhum deputado colha os benefícios da sua aprovação em ano eleitoral. Na Câmara, quem alavancou o projeto foi a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). “Se for do PSOL, em ano eleitoral, para depois dizer que a Erika quem fez, a direita não vai deixar”, afirmou um parlamentar ouvido pelo g1. Uma saída ventilada é o envio de um projeto do Executivo à Câmara. Deputada Erika Hilton (PSOL) Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias Por outro lado, o líder do PDT, Mário Heringer (PDT-MG), afirmou que não dá para afastar a autoria da proposta. “Acredito que passa, mas não tem jeito isso [mudar autoria]. A dona do projeto é a Erika Hilton e pronto. Ela foi a primeira que falou no tema e isso está mais do que sabido. Não dá para mudar a narrativa”. Mesmo a oposição é cautelosa a respeito da pauta, tema que é popular e pode desgastar os parlamentares que votarem contrariamente em ano eleitoral. “Somos a favor de um diálogo com o setor que será afetado, tanto dos trabalhadores, como dos empregadores”, afirmou Cabo Gilberto Nascimento. Regulamentação do trabalho por aplicativo O governo deve se reunir nos próximos dias com Motta para discutir a regulamentação de aplicativos de transporte e entrega. Um grupo de trabalho, coordenado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, foi montado no Palácio do Planalto para elaborar propostas sobre o tema. Além da Secretaria-Geral e de representantes de entregadores e motoristas de aplicativo, o grupo reúne integrantes dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O objetivo é consolidar diretrizes que orientem a atuação do Executivo e contribuam para a tramitação de um projeto de lei no Congresso. O Executivo tem defendido três eixos centrais na regulamentação: a fixação de uma remuneração mínima por entrega ou corrida, com limite para o percentual apropriado pelas plataformas; a transparência dos algoritmos que definem valores pagos aos trabalhadores; e a garantia de acesso à Previdência Social, com contribuição majoritariamente patronal. A previsão é que o Executivo leve à Câmara um relatório produzido pelo grupo e que deve servir de subsídio ao projeto que tramita na Câmara relatado pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE). Espaço para descanso e suporte de condutores e entregadores de aplicativo é inaugurado em Fortaleza. TV Verdes Mares/ Reprodução Boulos e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, pretendem se reunir em fevereiro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para alinhar o conteúdo da proposta. O documento será uma das bases levadas pelo governo para a negociação do texto final do projeto. O tema, no entanto, ainda está fora do radar e pode não avançar no primeiro semestre, segundo deputados. Um parlamentar avalia que o governo não deveria entrar na pauta em ano eleitoral por ser uma “bola dividida” com potencial para gerar “um mini efeito do Pix”. A fala é uma referência ao desgaste enfrentado pelo governo com a veiculação de notícias falsas a respeito de uma suposta taxação do sistema de pagamento. Medidas provisórias A Câmara inicia os trabalhos legislativos do ano com cinco medidas provisórias próximas do vencimento. 🔎As medidas provisórias são editadas pelo governo federal e enviadas ao Congresso Nacional. Para se tornarem leis definitivamente precisam ser votadas em até 120 dias na Câmara e no Senado Federal. A medida provisória do Gás do Povo, bandeira do governo e publicada em setembro, perde a validade no dia 10 de fevereiro. Ela está na pauta para ser votada em 2 de fevereiro no plenário O programa vai oferecer gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) e pretende ampliar o atual Auxílio Gás, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. Outra MP que precisa ser votada ainda em fevereiro para não perder validade é o que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora, chamada de Agência Nacional de Proteção de Dados. A MP vence em 25 de fevereiro e foi votada em uma comissão mista também em dezembro de 2025. Alçada à condição de autarquia especial, a agência passa a comprar estrutura da administração indireta, com autonomia funcional, técnica, decisória e administrativa. Além disso, outras três MPs abriram créditos extraordinários para ministérios e para operações financeiras. Embora o dinheiro já tenha sido liberado, porque as MPs tem validade a partir de sua edição, o texto costuma ser votado pelos parlamentares. Duas dessas medidas perdem validade no dia 9 de fevereiro e uma terceira “caduca” no dia 24 de fevereiro. Outras cinco medidas provisórias caducam em fevereiro, mas ainda não foram votadas na comissão mista.
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01/02 - Lojas podem limitar compra de itens em promoção? O que vale quando preço está errado? Veja seus direitos
Centenas de cervejas por R$ 16 mil: o que diz o Código de Defesa do Consumidor Uma promoção chamativa, um preço que parece irrecusável e um caixa que confirma o valor. A combinação deveria significar compra concluída, mas muitas vezes abre espaço para discussões, recusa de venda e até casos de polícia. Em períodos de liquidações, quando as etiquetas mudam rápido e os sistemas nem sempre acompanham, as dúvidas se multiplicam: o comércio precisa cumprir o que anunciou? E o que acontece quando ele alega erro? O debate voltou ao centro das atenções depois do caso que viralizou em Boa Vista (RR). Um supermercado se recusou a entregar mais de R$ 16 mil em cervejas compradas por um cliente, mesmo com o preço exibido em cartaz, conferência no leitor eletrônico e pagamento aprovado no caixa. A discussão terminou com a gerente detida e levada à delegacia. O episódio reacendeu uma pergunta que aparece sempre que o consumidor encontra um desconto bom demais ou uma diferença de valores entre prateleira e caixa: afinal, qual preço vale? 🤔 ➡️ Abaixo, advogados especialistas em direito do consumidor — que também atuam para empresas — explicam quando a oferta vira obrigação, o que é “erro grosseiro”, em quais situações a loja pode limitar a quantidade por cliente e por que uma etiqueta em moeda estrangeira, sem conversão, pode gerar punições. Quando o preço anunciado vira compromisso A regra geral no direito do consumidor é simples: o que o fornecedor anuncia integra a oferta e deve ser cumprido. O fundamento está no artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O texto diz que toda informação ou publicidade suficientemente precisa obriga quem a divulga e passa a integrar o contrato. Uma oferta costuma ser considerada válida quando traz elementos essenciais. O consumidor precisa conseguir identificar o produto, o preço e as condições de pagamento. Isso vale para cartaz na loja, etiqueta na gôndola, anúncio em encarte, vitrine, site ou aplicativo. “Em geral, o fornecedor é obrigado a cumprir o valor que anunciou. A oferta não é apenas uma promessa. Ela tem força contratual”, afirma Maria Eduarda Costa, advogada do Lopes Muniz Advogados. A advogada Betânia Miguel segue a mesma linha. Ela lembra que a informação divulgada ao consumidor, quando clara, vincula o fornecedor. Por isso, quando há divergência de valores no mesmo ambiente de compra, a orientação mais comum é que prevaleça o menor preço anunciado. O comércio pode se recusar a vender pelo preço anunciado? Pode, mas só em situações específicas. A principal é o chamado erro grosseiro, também conhecido como erro crasso. Ele ocorre quando o valor anunciado é tão fora do padrão que qualquer pessoa perceberia que houve equívoco. 🔎 Um produto que custa milhares de reais e aparece por um valor baixo entra nessa categoria. Nesse cenário, a Justiça costuma afastar a obrigação de cumprir o preço, porque o CDC não serve para justificar enriquecimento sem causa. “Quando o erro é gritante, a Justiça entende que o comércio não é obrigado a cumprir a oferta”, diz Maria Eduarda. Betânia reforça que a recusa só tende a se sustentar quando o erro é evidente. Mesmo assim, o fornecedor precisa demonstrar que houve uma falha justificável e que o consumidor não foi levado ao erro por uma estratégia de venda. A diferença central está em o valor ser compatível com a realidade. Promoções existem e podem ser bem fortes. Queimas de estoque também. Ou seja, se o preço anunciado parece compatível com uma promoção real, o argumento do erro perde força. Promoções: lojas podem limitar compras? Freepik Existe limite por cliente? Outra dúvida comum aparece em promoções com grande desconto. A loja pode limitar a quantidade por CPF? Pode exigir “uma unidade por cliente”? Pode impedir a compra de um volume maior? Segundo Maria Eduarda, a limitação na compra de itens é permitida, desde que exista uma justificativa e aviso prévio ao consumidor. Ela ressalta que o princípio da transparência exige que as regras estejam claras antes da compra. A base citada pela advogada está no artigo 39 do CDC. A norma veda, entre outras práticas, condicionar o fornecimento, “sem justa causa”, a limites quantitativos. Por isso, se o consumidor é surpreendido por uma restrição não informada ou sem justificativa plausível, a prática pode ser considerada abusiva. Restrições, como limite por CPF em oferta, precisam estar expostas de forma clara junto ao produto. A regra também precisa ser compreensível. O consumidor deve ver o limite antes de decidir colocar o item no carrinho. Betânia acrescenta que a quantidade comprada não invalida a oferta por si só. A restrição só se sustenta quando houver forte indício de má-fé. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando há tentativa de comprar um grande volume diante de um erro de preço notório e grosseiro. A loja pode negar por excesso de compras? O CDC permite que o fornecedor recuse atendimento a demandas “manifestamente excessivas”. Essa previsão aparece no artigo 39, inciso IX, e costuma ser usada para proteger o estoque e evitar que um cliente compre tudo e deixe os demais sem acesso. Esse argumento aparece com frequência em casos envolvendo revenda. Se a compra descaracteriza o consumo final, a discussão muda de natureza. O fornecedor pode sustentar que não se trata de uma relação típica de consumo e que a compra tem finalidade comercial. Mesmo assim, o contexto é decisivo. Se a loja recebeu o pagamento e autorizou a venda, ela enfraquece a própria justificativa. ✅ Para as especialistas, o caminho correto é definir limites antes, com aviso claro. A empresa não deve usar a quantidade como justificativa depois que a transação foi concluída. Etiqueta em dólar ou euro: o consumidor paga 'um para um'? Não. O consumidor não tem direito de pagar o valor nominal em moeda estrangeira como se fosse real. Se o produto está marcado como “US$ 100”, não vira automaticamente “R$ 100”. O que existe, segundo Maria Eduarda, é infração administrativa quando o comércio informa preço em moeda estrangeira sem conversão para real, com destaque adequado. Ela cita o dever de informação clara previsto no CDC e aponta que o preço deve ser expresso em moeda corrente nacional. Ela também destaca regras específicas: A Lei 10.962/2004 trata da forma de exibição de preços. A Lei 10.192/2001 proíbe estipular pagamento em moeda estrangeira em território nacional. E o Decreto 5.903/2006 considera infração informar preços em moeda estrangeira sem conversão para real em caracteres de igual ou maior destaque. Se houver divergência entre dois preços anunciados, a orientação é que o consumidor pague o menor valor. Para buscar esse direito, as advogadas sugerem documentar a etiqueta irregular com foto ou vídeo e registrar a recusa do estabelecimento quando ela ocorrer. Etiqueta em dólar ou euro: o consumidor paga 'um por um' em reais? Freepik Erro ou propaganda enganosa Outro ponto importante é separar erro justificável de propaganda enganosa. Eles podem parecer semelhantes, mas não são. No erro justificável, a falha costuma ser pontual. Ela pode ocorrer por digitação, troca de etiqueta, problema no sistema ou falta de sincronização entre o preço da gôndola e o do caixa. Não há intenção de atrair o consumidor com um valor falso. A loja erra, identifica e corrige. Já a propaganda enganosa, prevista no artigo 37 do CDC, ocorre quando o fornecedor usa informação falsa ou omite dado essencial e, com isso, induz o consumidor ao erro. Esse cenário é comum quando o preço vira isca para atrair público e, depois, o estabelecimento cria obstáculos para não cumprir o que divulgou. “Propaganda enganosa é a conduta deliberada ou negligente que induz o consumidor ao erro”, explica Betânia. O comportamento do fornecedor pesa nessa análise. Persistir no erro, manter o anúncio incorreto mesmo após perceber a falha ou tentar “consertar” a situação com justificativas contraditórias pode agravar o caso. E quando o pagamento já foi aceito? Aqui está uma das maiores confusões. Muita gente só descobre o problema depois que o cartão aprova e o comprovante é emitido. O que acontece, então? As especialistas explicam que, quando o pagamento foi aceito e processado, a compra se conclui. A relação de consumo se consolida. A partir desse ponto, como regra geral, a loja não pode cancelar unilateralmente. A conduta pode ser considerada abusiva, principalmente se não houver erro grosseiro evidente ou indício de má-fé. “Se o pagamento foi autorizado e a venda finalizada, a relação de consumo se consolidou. A partir daí, o fornecedor não pode simplesmente voltar atrás”, afirma Maria Eduarda. Betânia aponta que, em situações em que a loja insiste no cancelamento sem justificativa consistente, o consumidor pode buscar o cumprimento da oferta ou reparação. Ela lembra que o CDC prevê consequências quando há cobrança indevida, inclusive com possibilidade de restituição em dobro em determinadas situações. O que a loja deve fazer ao identificar erro de preço As especialistas defendem um procedimento simples e rápido. Ele reduz conflitos e diminui o risco de problemas legais. Retirar o anúncio ou a etiqueta incorreta: a correção precisa ser imediata e visível. Corrigir o sistema e alinhar os pontos de venda: etiqueta, leitor e caixa precisam mostrar o mesmo valor. Comunicar de forma clara: um aviso no local do produto e orientação ao time do caixa ajudam a evitar surpresa. Agir com boa-fé com quem já foi impactado: se o erro não for grosseiro e o consumidor já estiver no caixa, muitas vezes o mais seguro é honrar o preço para aquele caso e corrigir para os próximos, segundo as advogadas. Betânia também recomenda que o comércio registre internamente o ocorrido. Foto, relatório e histórico de alterações ajudam na checagem e na prevenção de novos casos. O que pode agravar o caso e virar infração grave? O preço errado costuma ser o início do problema. A forma como o estabelecimento reage pode levar o caso a um nível mais grave. As especialistas citam condutas que agravam a situação. Entre elas estão impedir o consumidor de levar um produto já pago, insistir na recusa de forma abusiva, constranger o cliente, manter publicidade incorreta mesmo após perceber o erro e alterar a etiqueta diante do consumidor para apagar evidências. Em alguns casos, a discussão pode avançar para apuração de crime contra as relações de consumo, além de multa administrativa. Quais são as penalidades? As consequências variam de acordo com o que aconteceu e com as provas. O caminho mais comum é a via administrativa, com multas aplicadas por órgãos de defesa do consumidor, como o Procon. Também pode haver obrigação de cumprir a oferta, indenização por dano material e, em alguns casos, dano moral. Quando há conduta mais grave, como propaganda enganosa, o tema pode chegar à esfera criminal. Betânia lembra que, a depender do enquadramento, a empresa e os responsáveis pela decisão no momento podem ser responsabilizados. O que o consumidor deve fazer na hora As duas advogadas repetem um conselho básico: sem prova, a discussão vira palavra contra palavra. Com prova, o caminho fica mais objetivo. Tire foto da etiqueta, do cartaz e da gôndola. Faça print de anúncio no app ou no site, com data e hora. Guarde nota fiscal e comprovante de pagamento. Peça registro da reclamação no atendimento ou na gerência. Se a recusa persistir, procure Procon ou Juizado Especial. Elas também sugerem bom senso quando o erro for gritante. Se o valor é irreal e qualquer pessoa perceberia, aumenta a chance de o comércio ter respaldo para não cumprir.
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01/02 - Em encontro previsto para março, Lula e Trump devem falar sobre combate ao crime organizado, tarifaço e América Latina
No Panamá, Lula faz discurso com indiretas para Trump O governo brasileiro avalia que o próximo encontro presencial entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump deve focar em temas que envolvem interesses bilaterais e a relação com a América Latina. Fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar três assuntos principais: o combate ao crime organizado; a continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço; a situação na América Latina. Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países. A reunião entre os dois presidentes deve acontecer em março, ainda sem data definida. Os temas destacados por interlocutores do governo brasileiro também foram mencionados na última conversa por telefone entre Lula e Trump. Os dois conversaram na última segunda-feira (26) por quase uma hora por telefone. Segundo nota divulgada pela assessoria da Presidência, trataram de temas ligados à relação bilateral e à agenda global e celebraram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. A expectativa é que representantes das pastas envolvidas nos temas discutidos — como o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Polícia Federal — integrem a comitiva que irá a Washington. Camarotti: Lula tenta neutralizar discurso de relação difícil com Donald Trump Combate ao crime organizado Na conversa telefônica mais recente, Lula reiterou a proposta encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro de 2025 para o fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. O presidente brasileiro manifestou interesse em ampliar a parceria nas áreas de repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além do congelamento de ativos de grupos criminosos e do intercâmbio de dados sobre transações financeiras. Segundo o Planalto, a iniciativa foi bem recebida por Trump. O governo brasileiro avalia que o tema da segurança pública também será central nas eleições de 2026 e que manter proximidade com Donald Trump pode ajudar a neutralizar uma eventual articulação da extrema-direita global para influenciar o pleito. A expectativa é lançar, de forma concreta, uma parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos. América Latina e Venezuela A abordagem sobre a situação na América Latina, segundo fontes da diplomacia brasileira, já estaria prevista em qualquer conversa entre os presidentes, por se tratar de uma questão territorial e geográfica. No entanto, acontecimentos recentes na Venezuela, como a captura de Nicolás Maduro pelo governo norte-americano, acenderam um alerta adicional. Lula e Trump também trataram da situação venezuelana na última conversa por telefone. Lula ressaltou a importância de preservar a paz e de trabalhar pelo bem-estar da população do país. A captura de Nicolás Maduro ocorreu em 3 de janeiro. A operação envolveu tropas de elite e enfrentamento direto com forças venezuelanas, mas foi concluída sem baixas norte-americanas. Maduro e sua esposa foram levados a um navio militar e, posteriormente, aos Estados Unidos, onde enfrentam acusações. Já no país, passaram por audiência e se declararam inocentes. Com a destituição do presidente, Delcy Rodríguez assumiu como líder do país. A crise gerou forte repercussão internacional. Lula condenou a ação militar dos EUA na Venezuela e afirmou que a operação ultrapassou os limites do que considera aceitável na relação entre países.
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01/02 - Investir em ouro é boa saída em tempos de turbulência na economia?
O preço do ouro bateu uma série de recordes nos últimos tempos, em meio à incertezas da geopolítica global. Reuters via BBC O preço do ouro ultrapassou os US$ 5 mil (cerca de R$ 26,4 mil) por onça troy (31,1034768 gramas) pela primeira vez na história, dando continuidade a uma alta inédita que fez o metal subir em mais de 60% em 2025. O aumento vem em um momento em que as tensões entre os Estados Unidos e a Otan em relação à Groenlândia fizeram crescer as preocupações mundiais em relação às incertezas financeiras e geopolíticas. A política comercial do presidente americano, Donald Trump, também vem preocupando os mercados. No sábado (24/1), ele ameaçou impor uma tarifa de importação de 100% ao Canadá, se o país celebrar um acordo comercial com a China. O ouro e outros metais preciosos são considerados ativos seguros para os investidores em tempos de incerteza. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na sexta-feira (23/1), a prata atingiu US$ 100 (cerca de R$ 530) a onça pela primeira vez, em novo aumento somado aos quase 150% do ano passado. Diversos outros fatores também alavancaram a demanda por metais preciosos. Eles incluem a inflação mais alta que o habitual, a fraca cotação do dólar americano, a compra dos metais por bancos centrais de todo o mundo e a expectativa de que o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) venha a reduzir novamente as taxas de juros este ano. 'As pessoas vão para o ouro' As preocupações com a economia podem ajudar a elevar o preço do ouro, mas a cotação do metal também tende a subir quando os investidores esperam redução das taxas de juros. Taxas mais baixas normalmente indicam menores retornos para investimentos como títulos do governo. Por isso, os investidores buscam ativos como o ouro e a prata. Grande parte do mercado espera que o Federal Reserve reduza sua principal taxa de juros duas vezes em 2026. "A relação é inversa porque o custo de oportunidade de manter o dinheiro em um título do governo, na verdade, não vale mais a pena. Por isso, as pessoas vão para o ouro", explica o estrategista de pesquisa Ahmad Assiri, da corretora australiana Pepperstone. Será que o ouro é realmente um porto seguro? Reuters via BBC As guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, além da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por Washington, também ajudaram a elevar o preço do ouro. Quando os mercados financeiros desabam, pode haver uma súbita "corrida do ouro", com um grande número de compradores (incluindo governos e investidores individuais) buscando comprar o metal precioso, segundo o historiador da economia Philip Fliers, da Universidade de Belfast, no Reino Unido. O ouro teve um ano de destaque em 2025. Muitos investidores migraram para os metais preciosos, gerando o maior aumento anual do preço do ouro desde 1979. Com os mercados financeiros assustados por diversas preocupações, como as tarifas de importação de Donald Trump e o receio de que as ações relacionadas à inteligência artificial estejam supervalorizadas, o ouro atingiu repetidos recordes de alta. Susannah Streeter é a estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, uma plataforma de investimentos voltada a clientes de alto padrão. Ela afirma que o ouro "parece não conhecer fronteiras", em meio às atuais incertezas políticas. "A corrida para o porto seguro dourado continua, com o preço do metal precioso subindo cada vez mais", segundo ela. Streeter destaca as tensões comerciais geradas pela ameaça de tarifas de Trump contra o Canadá, que "deixaram os investidores inquietos". Disparada Nem todos os que investem em ouro compram o metal precioso em forma física. Alguns investidores colocam seu dinheiro em produtos financeiros, como fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs), que são atrelados ao ouro. "O ouro é um investimento 'seguro', mas isso não significa que ele não apresente riscos", explica Fliers. Em janeiro de 2020, no início da pandemia de covid-19, os preços do ouro dispararam. Mas, em março do mesmo ano, eles começaram a cair. "Quando a confiança nos ativos financeiros e na estabilidade política começa a oscilar, o ouro tende a reagir primeiro, como o principal metal monetário", explica a planejadora financeira Anita Wright, da empresa britânica Ribble Wealth Management. O ouro sempre teve importância simbólica e religiosa ao longo da história humana. Reuters via BBC Da máscara mortuária do faraó Tutancâmon, no Egito Antigo, até o Banco de Ouro da nação Asante, em Gana, e os Tronos de Ouro do Templo Padmanabhaswamy, na Índia, o metal sempre teve importância simbólica e religiosa ao longo da história humana. Um dos maiores apelos do ouro é sua relativa escassez. Foram mineradas até hoje apenas cerca de 216.265 toneladas do metal, segundo o Conselho Mundial do Ouro. Esta quantidade é suficiente para encher três a quatro piscinas olímpicas. A maior parte deste volume só foi extraída de 1950 para cá, com os avanços da tecnologia de mineração e a descoberta de novos depósitos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos calcula que outras 64 mil toneladas de ouro ainda poderão ser extraídas das reservas subterrâneas. Mas a previsão é que o abastecimento do metal atinja um nível estável nos próximos anos. Compras em volume Não surpreende que muitas pessoas busquem o investimento em ouro como uma forma confiável de proteger seu patrimônio. O valor dos objetos e joias de ouro guardados em casa, muitas vezes, não é afetado pelas alterações dos mercados financeiros globais. "Quando você tem ouro, não está preso à dívida de outra pessoa, como um título ou ação, quando o desempenho de uma empresa define o desempenho" do investimento, explica Nicholas Frappell, chefe global de mercados institucionais da empresa ABC Refinery. "É uma ótima opção de diversificação, em um mundo com muitas incertezas." Mas qualquer grande investimento pode ficar à mercê das ações dos grandes operadores financeiros. Fliers suspeita que grande parte do recente aumento dos preços do ouro "seja causado pelos bancos centrais dos governos, aumentando seus estoques de ouro". Eles costumam comprar ouro em grandes volumes para ampliar suas reservas, fugindo de investimentos em ações em tempos de incerteza. Longo prazo No ano passado, os bancos centrais acumularam centenas de toneladas de lingotes nas suas reservas, segundo o Conselho Mundial do Ouro. "Existe um claro afastamento do dólar americano, o que beneficia imensamente o ouro", segundo Nikos Kavalis, diretor-gerente da consultoria de metais preciosos Metals Focus. No início deste ano, o ouro continuou a subir, mas Frappell alerta que as notícias, que "orientam o mercado", também poderão resultar na queda das cotações. "É preciso haver escopo para notícias inesperadas que poderão realmente ser positivas para o mundo, mas não necessariamente para o ouro", afirma ele. Ou seja, investir no metal precioso pode trazer seus riscos. "Ainda é uma estratégia arriscada especular no aumento do preço do ouro, pois, assim que os mercados se acalmarem e os governos recobrarem o juízo, as pessoas irão deixar novamente o ouro", explica Fliers. "Eu diria que o investimento em ouro é algo que se faz a longo prazo." Em muitas culturas, o ouro é comprado durante festivais ou oferecido como presentes em comemorações. Getty Images via BBC Mas nem todos compram ouro puramente por razões de investimento. Em muitas culturas, o metal é adquirido durante festivais ou oferecido como presente em comemorações, como casamentos. Na Índia, o festival anual Diwali é considerado uma ocasião auspiciosa para comprar metais preciosos que irão trazer sorte e riqueza. Segundo o banco de investimentos americano Morgan Stanley, as famílias indianas possuem US$ 3,8 trilhões (cerca de R$ 20 trilhões) em ouro. Este valor equivale a 88,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Já a vizinha China é o maior mercado consumidor de ouro do mundo. Muitos acreditam que comprar o metal traz boa fortuna. "Costumamos observar um pico sazonal da demanda perto do Ano Novo Chinês, como estamos verificando no momento, até certo ponto", explica Kavalis. Ele se refere ao Ano do Cavalo, que começa em fevereiro.
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01/02 - Mega-Sena, concurso 2.967: prêmio acumula e vai a R$ 130 milhões
O sorteio do concurso 2.967 da Mega-Sena, realizado na noite deste sábado (31), em São Paulo, acumulou -- nenhuma aposta acertou os seis números. O próximo pode pagar R$ 130 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 01 - 06 - 38 - 47 - 56 - 60. 5 acertos ("quina") - 72 apostas ganhadoras: R$ 59.070,09; 4 acertos ("quadra") - 6.741 apostas ganhadoras: R$ 1.039,98. O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (03). A Caixa informou que a arrecadação total com o concurso 2.967 foi de R$ 106.729.320,00. Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
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31/01 - Como proposta de taxação gerou 'revolta' de bilionários na Califórnia
David Sacks fala em evento na Casa Branca, em julho de 2025. Ele é um dos bilionários que se opõem à medida Casa Branca via BBC O mês de dezembro de 2025 foi marcado por uma movimentação peculiar no Vale do Silício, região da Califórnia (EUA) que é considerada a capital global da tecnologia e lar de muitos dos bilionários que fizeram sua fortuna no setor. À medida que o fim do ano se aproximava, cresciam rumores de que alguns desses residentes mais ricos planejavam reduzir seus vínculos com a Califórnia ou até mesmo abandonar completamente o Estado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A suposta revolta seria provocada pela ameaça de um novo imposto estadual de 5% sobre fortunas a partir de US$ 1 bilhão. Caso aprovado, o imposto será aplicado retroativamente a todos os bilionários residentes da Califórnia em 1º de janeiro de 2026, o que explicaria a aparente urgência em deixar o Estado antes do fim de 2025. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O empresário e investidor David Sacks, assessor especial para Inteligência Artificial e Cripto do governo do presidente Donald Trump, aumentou a especulação sobre o assunto em um post na rede social X em 21 de dezembro. Ao comentar sobre um protesto contra bilionários em San Francisco, ele escreveu: "Mensagem recebida". Dez dias depois, em 31 de dezembro, Sacks postou: "Tenho o prazer de encerrar o ano anunciando que a Craft Ventures [empresa de capital de risco da qual é fundador] abriu um escritório em Austin [no Texas]. Que Deus abençoe o Texas e feliz ano novo!". Segundo comunicado da empresa, Sacks se mudou para Austin em dezembro. No mesmo dia, Peter Thiel, cofundador da PayPal e da empresa de software Palantir Technologies, entre outras, anunciou que sua empresa de investimentos privados, Thiel Capital, estava abrindo um escritório em Miami, na Flórida. A nova unidade, segundo comunicado, irá "complementar" as operações da empresa em Los Angeles. A imprensa americana também relatou que Sergey Brin e Larry Page, os fundadores do Google, retiraram diversos ativos da Califórnia pouco antes do Natal, incluindo a transferência para outros Estados de empresas de responsabilidade limitada (LLCs) que gerenciam parte de seus interesses comerciais e investimentos. Como a Califórnia tem mais de 200 bilionários, mais do que qualquer outro Estado americano, a possibilidade de taxação sobre essas fortunas gerou um enorme debate, envolvendo não apenas líderes do setor de tecnologia, mas também deixando claras divisões no Partido Democrata, que domina a política local. Peter Thiel anunciou escritório na Flórida Reuters via BBC Os detalhes da proposta A proposta de taxar bilionários foi apresentada no fim do ano passado pelo Service Employees International Union-United Healthcare Workers West (SEIU-UHW), um sindicato que representa mais de 120 mil profissionais de saúde, trabalhadores de hospitais e pacientes na Califórnia. Residentes do Estado com fortunas a partir de US$ 1 bilhão estariam sujeitos ao novo imposto, cuja alíquota aumenta de forma progressiva e linear, partindo de 0% até chegar a 5% para aqueles com US$ 1,1 bilhão ou mais. Na prática, quase todos os afetados pagariam a alíquota de 5%. Isso porque, de acordo com a lista de bilionários compilada pela Revista Forbes, citada pelos autores da proposta, apenas um entre os 204 bilionários da Califórnia tem fortuna abaixo de US$ 1,1 bilhão. Esse imposto estadual seria pago uma única vez, não seria recorrente, e o pagamento poderia ser dividido ao longo de cinco anos, em parcelas de 1% (acrescidas de "uma pequena taxa"). Mas a medida só entrará em vigor caso seja aprovada por consulta popular na eleição legislativa de novembro deste ano. E nem mesmo a inclusão da proposta nas cédulas de votação está garantida, já que depende da assinatura de 875 mil eleitores da Califórnia. O SEIU-UHW anunciou que começou a coleta de assinaturas neste mês, mas opositores da ideia, entre eles o governador do Estado, o democrata Gavin Newsom, já avisaram que pretendem lutar para que não seja incluída nas cédulas de votação. Caso o SEIU-UHW consiga reunir o número necessário de assinaturas e a pergunta realmente chegue às cédulas, são esperadas campanhas intensas, tanto por parte de apoiadores quanto de opositores, para convencer os eleitores a votar pelo "sim" ou pelo "não". Peter Thiel já doou US$ 3 milhões para uma campanha contra a medida, e há relatos na imprensa americana de que vários outros investidores também fizeram doações. Se a proposta for aprovada em novembro, os contribuintes afetados terão de pagar o imposto já em 2027, e o montante exato devido será calculado com base em seu patrimônio líquido total em 31 de dezembro de 2026. Mesmo se aprovada, porém, muitos apostam que a mudança será contestada na Justiça. As justificativas para o imposto Gavin Newsom, governador democrata da Califórnia, promete campanha contra o imposto. EPA via BBC O SEIU-UHW e um grupo de especialistas em direito e política tributária consultados para elaborar a proposta afirmam que a taxação dos bilionários serviria para compensar cortes de gastos na saúde adotados pelo governo Trump em 2025. O argumento é o de que a Califórnia enfrenta "uma crise fiscal aguda", causada "em grande parte" pelos cortes federais, que devem causar um aumento nos custos de saúde. É citado o risco de fechamento de hospitais, demissão de funcionários e perda cobertura de saúde para muitos moradores, entre outros impactos negativos. "Novas receitas são necessárias para atenuar o impacto desses danos", afirmam coautores da propostas em um artigo recente. Eles observam que muitos dos cortes federais foram "para compensar o custo de grandes isenções fiscais para os mais ricos". A ideia do imposto seria "utilizar fundos dos que mais ganharam com as recentes mudanças federais para proteger aqueles que foram mais prejudicados". "Economistas projetam que a Califórnia perderá cerca de US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos [em cortes à saúde]", diz à BBC News Brasil um dos autores, Brian Galle, professor da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Berkeley (UC Berkeley). "Nossa pesquisa sugere que a maneira economicamente mais sensata de preencher esse rombo seria impor um imposto sobre este grupo de pessoas que já são extraordinariamente confortáveis [financeiramente]", afirma Galle. A expectativa é a de que o novo imposto arrecade cerca de US$ 100 bilhões ao longo de cinco anos, sendo US$ 20 bilhões por ano, de 2027 a 2031. Pela proposta, 90% da receita seria investida em saúde, e o restante em assistência alimentar e educação. Divisões no Vale do Silício e no Partido Democrata A perspectiva de um imposto sobre fortunas desencadeou uma reação imediata por parte de bilionários e investidores. Em uma mobilização online, críticos como David Sacks, que comanda um podcast popular, passaram a ressaltar os possíveis impactos negativos no setor de tecnologia e na economia do Estado. Um dos argumentos é o de que o imposto tributaria ativos e participação acionária em vez de renda e prejudicaria fundadores de empresas e startups. Há o temor da necessidade de vender grande quantidade de ações para pagar o imposto, com impacto negativo no valor das empresas. O investidor do setor de tecnologia Chamath Palihapitiya disse em postagem no X em dezembro que a medida levaria a Califórnia à falência. "O desfecho inevitável será um êxodo dos empreendedores mais talentosos, que podem — e irão — optar por fundar suas empresas em Estados menos regressivos." Em postagem no X neste mês, Andy Fang, cofundador da empresa de entrega de comida DoorDash, disse que ama a Califórnia, "mas propostas estúpidas de imposto sobre a fortuna como esta tornam irresponsável da minha parte não planejar sair do Estado". Outros bilionários, porém, descartaram planos de deixar o Estado, entre eles o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o fundador do Airbnb, Brian Chesky O debate deixou claras as divisões não apenas entre fundadores, CEOs e investidores do Vale do Silício, mas também na política local e no Partido Democrata, em um ano eleitoral que irá definir o controle do Congresso em Washington. Em um momento de crescente preocupação com o aumento dos níveis de desigualdade nos Estados Unidos, políticos da ala progressista do partido, entre eles o novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, têm ganhado destaque com a defesa de alta de impostos para os mais ricos. A proposta de taxação na Califórnia já recebeu apoio de nomes como o senador Bernie Sanders, que é independente mas vota com os democratas no Congresso, e o deputado federal Ro Khanna, que representa o distrito que engloba o Vale do Silício. No entanto, a discussão pode complicar a estratégia do governador Gavin Newsom, que vem tentando se firmar como um dos críticos mais proeminentes de Trump, de olho em uma posssível candidatura democrata à Presidência em 2028. Newsom, que tem uma relação próxima com a indústria de tecnologia e já foi prefeito de San Francisco, onde vivem muitos dos líderes do setor, prometeu lutar para impedir que a proposta vá adiante. Segundo o governador, o novo imposto poderia inibir a inovação e tornar a Califórnia menos atraente para startups. Em entrevista recente ao jornal New York Times, ele disse que a mera introdução da proposta já havia prejudicado o Estado, ao levar alguns bilionários a se mudarem e, assim, "levarem seus dólares de impostos com eles". Resposta às críticas Em análise conjunta, o órgão técnico e apartidário de assessoria fiscal da Assembleia Legislativa da Califórnia e o Departamento de Finanças do governador estimam que o novo imposto resultaria em dezenas de bilhões de dólares em receitas extraordinárias. Ao mesmo tempo, preveem que possa levar a centenas de milhões de dólares por ano em perdas contínuas devido à provável saída de alguns bilionários da Califórnia, para evitar a tributação. Apoiadores da proposta, no entanto, descartam a possibilidade de um grande "êxodo" de bilionários. "Minha opinião é a de que falar é fácil", observa Galle. "Em muitos casos anteriores, quando um governo, seja nacional ou local, iria adotar novos impostos para os super-ricos, ouvimos ameaças de que essas pessoas iriam partir. Mas elas não foram embora", afirma o professor da UC Berkeley. Galle cita o caso da própria Califórnia, que em 2012 estabeleceu um novo imposto sobre milionários. "Opositores disseram que iria destruir a economia. Em vez disso, hoje a Califórnia tem uma parcela maior de pessoas que ganham US$ 1 milhão do que tinha antes do imposto." "Há muitas evidências econômicas, ao redor do mundo e nos Estados Unidos, sobre se esses tipos de impostos causam respostas reais de deslocamento. E a evidência é de que, sim, alguns se mudam. Mas são poucos", diz Galle. Estabelecer domicilio fiscal fora da Califórnia é um processo complexo, que leva em conta uma série de fatores e envolve mais do que simplesmente comprar uma casa em outro Estado. "É um teste complicado para definir quem conta como residente da Califórnia, que analisa todos os vínculos sociais e comerciais, onde seus filhos frequentam a escola, quem é seu médico, que escritórios você frequenta quando vai trabalhar", destaca Galle. "Seria muito difícil mudar todos esses fatores para conseguir deixar de ser residente nas poucas semanas entre quando os bilionários começaram a falar sobre isso e o dia 1º de janeiro", diz Galle, lembrando que quem sair do Estado após essa data não vai evitar pagar o imposto. 'Corrigir desequilíbrios' O debate na Califórnia ocorre em um momento em que inúmeros estudos e especialistas em tributação indicam que os mais ricos pagam taxas de imposto menores do que a classe média trabalhadora. No artigo conjunto, os autores da proposta estimam que, "incluindo todos os impostos em todos os níveis de governo, bilionários pagaram 24% de sua verdadeira renda econômica em impostos nos anos de 2018 a 2020, enquanto a média nacional dos EUA foi de 30%". O novo imposto poderia ajudar a corrigir esse desequilíbrio, ao tributar toda a riqueza, "independentemente de ter sido realizada como renda ou não". Diferentemente de contribuintes assalariados, a maior parte da riqueza dos bilionários está em ações e outros ativos intangíveis e em investimentos tributados a uma alíquota menor. Os sistemas de imposto de renda dos Estados Unidos e da Califórnia tributam ganhos de capital e investimentos apenas quando o proprietário vende seus ativos. "O imposto de renda, mesmo que tenha alíquotas progressivas, em que as pessoas pagam mais conforme sua capacidade de pagar, não é muito eficiente em tributar os super-ricos", diz à BBC News Brasil outro dos arquitetos da proposta, Darien Shanske, professor da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia em Davis (UC Davis). "Isso ocorre porque os super-ricos não recebem renda. Eles têm muitos ativos, é isso que os torna ricos, e não precisam vendê-los para se beneficiar deles", afirma Shanske. "A maioria dos sistemas de imposto de renda tributa os investidores apenas quando vendem seus investimentos", complementa Galle. "Há um incentivo muito forte para que indivíduos ricos nos Estados Unidos simplesmente mantenham seus investimentos para sempre e não os vendam." Para os autores da proposta, como os bilionários "geralmente não têm muita renda comum, nem costumam vender seus ativos", mesmo se alguns realmente deixarem o Estado, o impacto não seria tão profundo. "Sua renda representa uma parcela relativamente pequena [cerca de 2,5%] do total de receitas do imposto de renda da Califórnia", diz o artigo, ao sugerir que a perda seria "muito pequena em relação à receita esperada de US$ 100 bilhões com o [novo] imposto". Dados citados pelos autores indicam que "o crescimento anual da riqueza dos bilionários [nos EUA] de 1982 a 2025 foi de cerca de 7,5% ao ano [ajustado pela inflação], enquanto a renda média cresceu apenas 1,5% ao ano no mesmo período". "O que é intrigante e, francamente, um pouco desanimador sobre algumas das reclamações por parte dos bilionários é que cada um deles, mesmo que pague o total de 5% no primeiro ano [em parcela única], ainda estará mais rico ao final do ano do que quando começou", afirma Shanske. "Porque seus ativos estão se valorizando a mais de 5%." "Como o pagamento pode ser parcelado em cinco anos, na prática, os bilionários continuarão a ver sua riqueza crescer, em média, cerca de 6,5% ao ano, ao mesmo tempo que fornecem ao Estado uma receita valiosa", diz o artigo. Segundo os autores, com o novo imposto, os super-ricos passariam a contribuir "com algo mais próximo de uma parcela justa de sua riqueza para sustentar o Estado no qual construíram suas fortunas".
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31/01 - Ibovespa em disparada: o bonde já passou ou ainda é hora de investir na bolsa?
Painel eletrônico mostra as flutuações de ações na B3, em 28 de outubro de 2021 REUTERS/Amanda Perobelli Depois de uma alta expressiva em 2025, o Ibovespa abriu o ano novo sem tirar o pé do acelerador. Nesta sexta-feira (30), o principal índice da bolsa fechou aos 181.364 pontos, acumulando valorização superior a 12% no mês e registrando o melhor resultado para janeiro em 20 anos, segundo a B3. Embalado pela expectativa de cortes de juros no Brasil e no exterior, e pela retomada da entrada de capital estrangeiro na bolsa, o índice já acumula oito recordes de fechamento neste ano e alta de 43% em 12 meses. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na prática, quem investiu em produtos ligados ao Ibovespa no último ano teve motivos para comemorar. A valorização do índice superou, de longe, o CDI, taxa referência de mercado e que acompanha a Selic — que atualmente está em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos. Mas, apesar de atrair potenciais novos investidores, o cenário também gera dúvidas para quem quer aproveitar o bom momento da bolsa: quando os ganhos com ações ficam elevados, o mercado costuma registrar uma realização de lucros (conhecida como “take profit”). 🔎 Esse movimento ocorre quando investidores que compraram ações na baixa decidem vender para converter o ganho em dinheiro. Quando muitos investidores fazem o mesmo, o preço dessas ações tende a recuar. Nesse cenário, considerando que a rentabilidade da renda fixa continua atrativa, ainda vale a pena investir na bolsa e aproveitar o boom das ações? Ou o bonde já passou e quem ganhou, ganhou? Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para especialistas ouvidos pelo g1 ainda há espaço para investir em ações e aproveitar o bom momento do mercado brasileiro. Pela análise, empresas de alguns setores podem se beneficiar bastante nos próximos meses, com a expectativa de corte da Selic já na próxima reunião do Copom, em março. Segundo a projeção dos analistas de mercado, a taxa deve cair a 12,25% ao ano até o fim de 2026. Entenda ponto a ponto abaixo. Ainda vale investir na bolsa? Para Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, ainda pode ser vantajoso investir na bolsa mesmo após uma alta tão forte do índice. Segundo ela, a realização de lucros é natural e também pode criar novas oportunidades de entrada. “Não é porque o Ibovespa subiu muito que todos os papéis também se valorizaram da mesma forma. Por isso, a seletividade nas ações continua sendo importante”, afirma. 📈 O Ibovespa é o principal índice da bolsa e reúne as ações mais negociadas. Quando várias empresas se valorizam, o índice sobe, e quando caem, ele recua. Algumas companhias, como Petrobras, Vale e Itaú, têm maior peso e influenciam mais fortemente o resultado. O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, ressalta que as condições estão favoráveis à economia brasileira, com expectativa de que o país volte a crescer em ritmo semelhante ao projetado para 2025 — quando o mercado estima que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha avançado 2,26%. Isso tende a beneficiar empresas listadas no índice. Embora o Brasil ainda enfrente uma taxa de juros elevada, o corte previsto para março, considerado tardio por Galhardo, deve beneficiar empresas mais afetadas por uma Selic alta. “Com esse ciclo de redução dos juros, as companhias podem registrar ganhos — o que, por sua vez, tende a valorizar suas ações, especialmente no comércio e na indústria, setores mais afetados pela alta da taxa de juros”, afirma. Quais setores têm maior potencial de ganho? Gabriela Barssottini, CFP e assessora de investimentos da Knox Capital, lembra que, no último ano, as empresas que mais se destacaram foram da construção civil, do setor de tecidos, vestuário e calçados, além de intermediários financeiros. O setor bancário também teve forte desempenho: as ações do Itaú subiram cerca de 70% em 12 meses, as do Bradesco avançaram mais de 80% e as do BTG Pactual, mais de 90%. O Santander cresceu 50%, enquanto o Banco do Brasil recuou cerca de 5%. “Os bancos estão entre os setores com maior potencial para 2026, beneficiados pela margem de lucro nas operações de crédito, pela expansão do crédito e pela queda futura da taxa de juros”, afirma Barssottini. Além da expectativa de um ciclo de cortes na Selic, André Galhardo, da Análise Econômica, ressalta a força da economia dos Estados Unidos e, especialmente, da China — fator que beneficia as exportações de commodities. “O Banco Popular da China promete, em 2026, continuar oferecendo instrumentos para que a economia cresça no ritmo desejado pelo Partido Comunista Chinês. Isso beneficia, por exemplo, as empresas mineradoras”, diz Galhardo. A Vale acompanhou o bom momento do setor no último ano. Os papéis da mineradora, com um dos maiores pesos no Ibovespa, subiram mais de 70% em 12 meses. Esse movimento também pode beneficiar a Petrobras. 🔎 A lógica é que, com grandes potências econômicas aquecidas e maior consumo, a demanda por commodities aumente, elevando seus preços. Isso beneficia empresas exportadoras brasileiras, valoriza seus papéis e atrai investidores, impulsionando a bolsa. Mas e a renda fixa? Os investimentos em renda fixa acompanham ou são influenciados pela Selic. A projeção de Antônio Sanches, analista de research da Rico, é de um corte de 0,5 ponto percentual nos juros em março, seguido de mais quatro cortes consecutivos da mesma magnitude, o que levaria a taxa a 12,50% no segundo semestre. Ele destaca que, mesmo com a redução, os investimentos em renda fixa devem continuar em nível elevado, considerando o risco relativamente baixo para o investidor. “Com isso, a renda fixa continua bastante atrativa, assim como os títulos pós-fixados, especialmente para objetivos de curto prazo ou para investidores conservadores que buscam previsibilidade na rentabilidade”, diz. Os principais investimentos em renda fixa são: Tesouro Direto: inclui Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+. É um empréstimo ao governo federal, com remuneração ligada à Selic, a uma taxa fixa ou à inflação. Costuma ser considerado o investimento mais seguro do país. Títulos bancários: incluem CDB, LCI, LCA e LC. São empréstimos a bancos, que pagam juros ao investidor. Muitos contam com proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), de até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Crédito privado (títulos de empresas): inclui debêntures, CRI e CRA. São empréstimos a empresas ou a setores específicos, como imobiliário e agronegócio. Em geral, oferecem maior rentabilidade, mas com mais risco. Fundos de renda fixa: reúnem diversos títulos de renda fixa em uma carteira gerida por um profissional, facilitando a diversificação e o acesso a diferentes ativos. Sanches afirma que é importante que o investidor diversifique a carteira, para não concentrar um percentual muito grande em um único emissor ou até mesmo em um único setor da economia. "Isso ajuda a evitar eventuais estresses de crédito no mercado, especialmente em um cenário de juros elevados por um período prolongado", diz. ENTENDA O OTIMISMO DA BOLSA E O QUE ESPERAR PARA 2026: Relembre o que fez a bolsa disparar em 2025 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano refletiu, sobretudo, os seguintes fatores: Cortes de juros nos EUA, com expectativa de novas reduções em 2026; Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros; Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado de olho em 2026; Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras; Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores; Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.
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31/01 - Como o caso Master expõe limites do sistema regulatório brasileiro
PF ouve dois investigados no inquérito do Banco Master Ao exigir a liquidação do Banco Master em novembro do ano passado, o Banco Central (BC) destacou que o conglomerado detinha uma fatia pequena do ativo total do Sistema Financeiro Nacional (SFN), equivalente a 0,57%, indicando que seu impacto sistêmico seria limitado. Mas apesar do porte pequeno, a crise ganhou grandes proporções após operações da Polícia Federal (PF) levantarem a suspeita de fraude na comercialização de fundos e supervalorização de ativos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Para além dos entraves políticos e jurídicos, o fechamento do Master expôs os desafios do sistema regulatório brasileiro de supervisionar instituições financeiras que comercializam créditos à margem do sistema bancário tradicional. Isso porque o tamanho do Master e seu escopo o colocam sob o segmento S3 da regulação prudencial, que prevê menor exigência regulatória devido ao reduzido risco que suas operações oferecem ao sistema financeiro. O modelo tem razão de existir, já que diminui o custo regulatório para a empresa alcançar nichos ignorados pelos grandes bancos. "Como qualquer outro sistema bancário no mundo, o sistema brasileiro enfrenta um dilema entre liberalização e regulação. Apenas um sistema bancário ágil e flexível consegue oferecer crédito nas condições de que a economia precisa", afirma Pedro Paulo Silveira, economista e sócio da A3S Investimentos. Mas o sucesso da regulação flexível depende da capacidade efetiva dos órgãos de controle de acompanhar a atuação destas instituições, pontua. "O problema é que o mercado financeiro, especialmente o mercado bancário, é muito arrojado e, muitas vezes, ultrapassa os limites do bom senso." Fragilidades na estrutura da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujos 500 funcionários fiscalizam R$ 16,7 trilhões em ativos negociados no mercado de capitais, ajudam a compreender o problema levantado pelo Master. Elas se somam a falhas na gestão de fundos previdenciários do setor público, que direcionaram valores milionários a créditos com lastro questionável do banco, bem como a atuação insuficiente de auditorias independentes, argumenta Cleveland Prates, professor de Economia da FGV-Law e de Regulação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O caso também mostra como estas instituições têm usado o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como lastro para convencer o investidor a aportar recursos em investimentos supostamente seguros, dando sinais errados sobre o real papel do mecanismo. Já se sabe, por exemplo, que o FGC deve fazer uma chamada de capital a bancos maiores para cobrir o rombo deixado pelo ressarcimento aos investidores do Master. Apesar de suas implicações políticas, o impacto da liquidação do banco não é sistêmico, ou seja, não tem potencial para provocar uma quebra generalizada no sistema financeiro nacional, dizem os especialistas. Mas, se a capacidade de fiscalização dos órgãos de controle não for ampliada, casos como este podem ocorrer com maior frequência, o que derrubaria a confiança na estabilidade do SFN. Como chegamos até aqui? O sistema bancário brasileiro foi formatado nos anos 1960, quando se instituiu o Banco Central. Três décadas depois, o país já contabilizava centenas de instituições financeiras que viviam em regime inflacionário. A estabilização proposta pelo Plano Real gerou pressão, levando ao colapso de bancos públicos e privados e a uma forte concentração bancária. "O sistema financeiro por natureza é instável. Então a legislação precisa ser atualizada e a própria composição do sistema bancário tem que ir se flexibilizando, acomodando as mudanças da estrutura da sociedade", afirma Silveira. A partir de 2010, acompanhando a tendência global, essa flexibilização se traduziu no avanço da concessão de crédito e venda de ativos por empresas não bancárias. Isso barateou o crédito para pessoas e empresas. Porém, impactou a capacidade de supervisão dessas atividades, que cresceram mais rápido que as autarquias de controle, como a CVM. Nesse espaço regulatório surgiram também as fintechs, criadas como empresas não bancárias sob o guarda-chuva do BC, mas menos supervisionadas. Desde 2022, a autoridade monetária busca endurecer exigências para este tipo de instituição, mas enfrenta entraves políticos. Em 21 de janeiro, o BC liquidou também a fintech Will Bank, braço digital do Master que havia sido preservada na primeira rodada de sanções. No caso Master, a dificuldade de controle teria dado espaço à suposta emissão de títulos falsos e operações com créditos "insubsistentes", diz a PF. O banco atuava captando recursos, concedendo crédito e distribuindo produtos financeiros. Entre eles, investimentos de renda fixa, os CDBs, com retorno prometido acima da média do mercado. Segundo a investigação, o Master teria inflado artificialmente seu patrimônio para simular liquidez – dizia que tinha em caixa valores superiores aos reais. O Banco Central identificou que, com isso, a instituição não teria capacidade de pagar os ganhos prometidos a uma carteira de 1,6 milhão de investidores. À Justiça, os controladores do Master negam as acusações. "Desidratação" da CVM e comunicação com BC Banco Central do Brasil (BC). Adriano Machado/ Reuters Nesse sistema regulatório há uma segmentação entre a regulação do mercado de capitais (fundos, ações, debêntures, investimentos), feita pela CVM, e a higiene do sistema financeiro, comandada pelo BC (que supervisiona os bancos, não seus títulos). Na prática, há certa liberdade de atuação de conglomerados menores como o Master, mas os produtos vendidos por eles no mercado de capitais são regulados e fiscalizados pela CVM. Contudo, não há uma conexão automática entre os processos julgados pela CVM, que atua de forma independente, e as decisões do BC, embora a autoridade monetária possa levar em consideração as análises da autarquia. "Obviamente, é necessária coordenação entre esses dois órgãos e investimento pesado em qualificação de pessoal e institucionalidade. O Banco Central hoje está mais protegido, mas, olhando para a CVM, ela tem um número muito pequeno de funcionários para o crescimento do mercado financeiro", diz Prates, da FGV. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a CVM informou ao governo federal, em agosto de 2025, que precisaria ampliar em 544 o número de inspetores federais para conseguir fiscalizar os mais de 90 mil fundos de investimentos e outros ativos que somam R$ 16,7 trilhões negociados no mercado de capitais brasileiro. Isso dobraria o atual número de funcionários da autarquia. A autarquia americana correspondente, Securities and Exchange Commission (SEC), tem 5 mil funcionários. "E há pouca atenção quando começam a ocorrer indicações políticas no nível de diretoria de uma instituição que deveria ser totalmente blindada, protegida institucionalmente e com investimento robusto", argumenta Cleveland Prates. A cúpula da autarquia é formada por quatro diretores e um presidente indicados pelo presidente da República. O economista Pedro Silveira também vê como "desidratadas" entidades regulatórias no Brasil, como a CVM. Ele diz que faltou supervisão em casos anteriores ao Master, como o rombo contábil na Americanas, que deveria ter sido identificado anteriormente pela CVM. "A CVM possui um arcabouço regulatório moderno e profissionais capacitados, mas a falta de recursos humanos impede a fiscalização adequada", avalia. Em janeiro, a Comissão criou duas novas superintendências, seis gerências e 35 novos cargos comissionados com base em um decreto de dezembro de 2025. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende ampliar o papel do BC para a fiscalização também dos fundos. Para Prates, é arriscado julgar o tempo levado pelo BC para a liquidação do Master, já que a medida é extrema e irreversível. "Isso pode criar um ambiente em que, de duas uma: ou o Banco Central erra por medo de ser acusado, ou sofre pressão política para não fechar um banco. Então, precisamos de proteção institucional ao Banco Central." A responsabilidade das auditorias independentes Sem a possibilidade de a CVM acompanhar todos os fundos existentes no Brasil para identificar supostas fraudes, as contas dos bancos também passam por auditorias independentes, cujo papel é avaliar se as demonstrações contábeis correspondem à realidade. Reportagem do Poder 360, porém, identificou que firmas de auditorias aprovaram os valores de caixa do Master sem encontrar irregularidades, a despeito de conter supostos valores bilionários em ativos inexistentes. Na esfera pública, foi reaberta a discussão para que auditorias sejam responsabilizadas criminalmente por seus pareceres, não apenas na esfera civil. No Senado, a criação de tipos penais para o tema deve ser debatida na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que discute o caso Master. "A CAE deve avançar para propor imediatamente reformulação e reestruturação da CVM, para melhorar a regulação e fiscalização das auditorias independentes", disse o consultor legislativo Helder Rebouças ao Estadão. O advogado Rafael Guazzelli, especialista em Direito Bancário, entende que o problema das auditorias se soma a um sistema financeiro engessado, com informações que demoram a chegar. "Nessas instituições de pequeno e médio porte, só se analisa, por exemplo, os balanços trimestrais. Num lapso temporal ali de um mês, já se girou muito dinheiro e o nosso sistema não tem mecanismos para fiscalizar isso", afirma Guazzelli. "Houve auditores que validaram esses balancetes, é mais grave ainda. A investigação mostrará se houve má fé ou se não conseguiram identificar a fraude." Revisão na gestão dos Fundos de Pensão Outro problema evidenciado pelo caso Master foi a má gestão de fundos de pensão de funcionários públicos municipais e estaduais, os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), que administram R$ 365 bilhões em investimentos em todo o Brasil. Segundo o Ministério da Previdência Social, 18 fundos deste tipo haviam investido, juntos, R$ 1,86 bilhão em ativos distribuídos pelo Master. Estes valores não são cobertos pelo FGC, e entram na massa de credores do banco. Trata-se de recursos que deveriam ser destinados à pensão desses funcionários, que fazem aportes mensais. Os investimentos levantam questões sobre o modelo de governança dos fundos de pensão. Hoje, já existem regras definidas para a tomada de decisão. A avaliação deve incluir a análise da gestora, avaliação jurídica, de imagem, risco e percentual no portfólio. Mas, apesar de a lei exigir certificação, a escolha pode ser influenciada por fatores políticos, facilitando a compra de títulos inadequados, dizem os especialistas. Ao menos no caso do Master, a auditoria interna falhou. "Como o Ministério da Previdência, que tem uma secretaria responsável por fiscalizar esses fundos, está olhando essa questão? Estava adequado? Estava aderente à norma regulatória? E, se estava aderente, não precisamos revisar essa norma com mais rigor?" questiona Prates. Após a repercussão do caso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que endurece as regras para os investimentos desses fundos, criando limites de alocação de investimentos. Um dos riscos é que os próprios funcionários sejam convocados a ampliar suas contribuições para cobrir um eventual rombo das contas do fundo. Modelo do FGC em discussão Outro mecanismo central na discussão é o FGC, entidade privada sem fins lucrativos. Ele existe para dar segurança ao investidor de que não perderá seu dinheiro caso o operador do ativo não puder honrar seus compromissos. É o que aconteceu no caso do Master, em que investimentos de até R$ 250 mil serão devolvidos. Para Cleveland Prates, porém, o caso revelou que a conta do prejuízo tem sido repassada ao FGC de modo equivocado. As corretoras vendem produtos de alto risco, mas mascarados de investimentos seguros de renda fixa, pois são garantidos pelo fundo. A ferramenta passa a ser vista como um prêmio. "Há um conflito de interesse. Você tinha uma instituição pequena perto do tamanho do mercado, e ela foi carregada com uma série de fundos garantidos pelo FGC. Isso é um risco adicional", argumenta. Alguns agentes de mercado usam esta estratégia pois são remunerados pelos bancos para vender esses títulos. Em muitos casos, não há transparência da corretora que está agindo em nome de determinado fundo. Hoje, a contribuição das instituições é proporcional ao volume de depósitos e títulos cobertos, não ao risco individual de cada operação. "O FGC precisa ser revisado no sentido de que quem gera risco para o sistema terá que contribuir com parcela maior para o fundo. Só assim você desincentiva o agente a gerar risco e externalizar esse risco para o sistema como um todo." Quem paga a conta? Banco Central determinou que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança Reprodução/TV Globo "Essa crise não é sistêmica, ela não vai carregar partes significativas do sistema financeiro nacional", entende Pedro Silveira. "O estrago fica por conta de investidores institucionais como fundos de pensão, instituto de previdência, o Banco Regional de Brasília (BRB), empresas e pessoas físicas que investiram além de R$ 250 mil e na recomposição do FGC", argumenta. Devido ao emprego do FGC para ressarcir investidores do Master, ao menos R$ 50 bilhões deverão ser adiantados por outros bancos para recompor os recursos do fundo, o que pressiona a taxa de juros. "Quem vai pagar a recomposição do FGC é o tomador de crédito no Brasil nos próximos anos. Os bancos vão repassar o custo de capitalização para as taxas de empréstimo, encarecendo as taxas de juros", conclui Silveira. Sede do Banco Master, em São Paulo Jornal Nacional/ Reprodução
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31/01 - 'Febre do ouro' é sintoma de uma economia doente, afirma economista; valor bateu recorde em janeiro
O que explica o preço recorde do ouro que chegou a ultrapassar a marca de US$ 5.500 nesta semana? Para responder a essa questão, Sérgio Vale, pesquisador da área de economia e política internacional do Instituto de Estudos Avançados da USP, compara a valorização do metal a uma reação de defesa do organismo diante de uma infecção no sistema econômico. "O ouro é como se fosse uma febre. E o que a gente precisa agora é identificar a causa dessa febre. É uma bactérias, é um vírus, é uma bactéria agressiva? Os remédios que existem resolvem?”, disse ele em entrevista ao podcast O Assunto desta quarta-feira (28). Ouça, no player acima, a partir de 20:04. Diferente de crises anteriores, o cenário atual é impulsionado por uma desorganização profunda nas instituições americanas e tensões geopolíticas sem precedentes sob a presidência de Donald Trump em sua segunda passagem pela Casa Branca. Sérgio Vale, que também é economista-chefe da consultoria MB Associados, diz acreditar que o problema dessa vez não tem solução. “Nos anos 70, a febre do ouro que a gente teve tinha remédios. O Volcker foi um remédio, trouxe remédios da economia que funcionaram e aí a febre passou. A febre do ouro passou nos anos 80”, diz ele. "A febre do ouro agora, eu tenho a impressão que não tem remédio, que não tem antibiótico de última geração para solucionar essa crise nesse momento. Porque o agente causador infeccioso agressivo continua presente." O economista citado por ele, Paul Volcker, esteve no centro da reformulação da ordem monetária internacional que desmontou o sistema ouro-dólar criado pelos acordos de Bretton Woods, em 1944. Volcker, que morreu em dezembro de 2019, ocupou o cargo de subsecretário do Tesouro no governo Nixon e teve participação decisiva na decisão unilateral dos Estados Unidos de encerrar a conversibilidade do dólar em ouro. Em 15 de agosto de 1971, ele fez o anúncio que marcou o início do regime de câmbio flutuante, no qual o valor das moedas passa a ser determinado pelo mercado, sem um controle rígido dos governos. A partir daí, as moedas antes atreladas ao dólar — e, indiretamente, ao ouro — passaram a flutuar livremente. Por que o preço do ouro disparou? O avanço do metal é alimentado por uma combinação de fatores políticos e fiscais, especialmente centrados nas ações do governo de Donald Trump: Incerteza política e institucional: ataques diretos à independência do Federal Reserve (Fed) e processos contra diretores do banco central americano geram instabilidade. Crise fiscal nos EUA: uma política fiscal mal desenhada tem gerado grandes déficits e dúvidas sobre a capacidade de ajuste do Congresso americano. Tensões geopolíticas: disputas comerciais com a China e ameaças erráticas contra países da OTAN (como a menção de tomar a Groenlândia) pressionam os mercados. Na sexta-feira (30), Donald Trump indicou o economista Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve para ocupar a posição que hoje é de Jerome Powell, cujo mandato termina em maio e que é muito criticado pelo presidente americano. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Warsh é visto como favorável a juros mais baixos, mas considerado menos radical do que outros nomes avaliados. Por isso, sua indicação foi bem recebida pelo mercado: como resultado o dólar ganhou força e ativos alternativos perderam valor, caso do ouro, que caiu 3,7%. Ouça a íntegra do episódio aqui. O que você precisa saber: Preço do ouro volta a bater recorde no mercado internacional Ouro supera US$ 5.100 e atinge o maior valor da história com investidores em busca de proteção ‘Febre do ouro’: as causas do valor recorde O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Imagem de barra de ouro em foto de arquivo REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
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31/01 - Mega-Sena pode pagar R$ 115 milhões neste sábado
Como funciona a Mega-sena O concurso 2.967 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 115 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h deste sábado (31), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última quinta-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
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31/01 - Encontro de Toffoli e Mendonça pode definir acesso de CPMI a dados sigilosos do caso Master
Dono do banco Master e ex-presidente do BRB divergem em depoimentos no STF Uma conversa na próxima semana entre os ministros do STF Dias Toffoli, relator do caso Master, e André Mendonça, responsável pelo inquérito dos descontos do INSS, pode definir se a CPMI no Congresso terá acesso e a que parte dos materiais sigilosos apreendidos nas investigações sobre o banco Master, de Daniel Vorcaro. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Os parlamentares que participam da comissão chegaram a ensaiar um pedido a Mendonça para rever a decisão de Toffoli que proibiu o acesso ao material sigiloso à comissão e deixou sob a responsabilidade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Isso para evitar atritos internos no STF, uma vez que as duas investigações tendem a ter cruzamento de nomes investigados e informações. A CPMI aprovou para a próxima semana a convocação de Vorcaro, ex-controlador do Master, para explicar os consignados do banco. O presidente do INSS informou que o órgão suspendeu 250 mil contratos de crédito consignados por falta de comprovação de documentação que garantisse a anuência dos segurados. O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, disse ao blog que já solicitou uma conversa com Toffoli para que o ministro autorize a ida de Vorcaro na Comissão. Também irão voltar a falar no acesso aos dados sigilosos. Enquanto parlamentares tentam criar comissões exclusivas para tratar do caso Master – uma CPI na Câmara ou uma CPMI que envolva as duas casas, a comissão que trata do INSS luta para atrair o caso Master pra dentro do seu escopo.
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30/01 - Ibovespa dispara 12% em janeiro e tem terceira maior alta mensal em 16 anos
Bolsa de valores brasileira encerra janeiro com maior ganho em vinte anos Com valorização de 12,56% em janeiro, o Ibovespa registrou sua terceira maior alta mensal desde 2010, segundo levantamento de Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta. O resultado fica atrás apenas de março de 2016, quando o principal índice da bolsa avançou 16,97%, e de novembro de 2020, que teve alta de 15,90%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Entre os meses de janeiro, foi o melhor desempenho desde 2006, quando subiu 14,55%, segundo dados da B3. O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (30) em queda de 0,97%, aos 181.364 pontos. Ainda assim, o recuo não foi suficiente para apagar os ganhos: além do avanço no mês, o índice acumula valorização de 42,90% em 12 meses. Para analistas do mercado, não se trata de empolgação passageira. A expectativa é que o Ibovespa mantenha o fôlego e encerre 2026 com desempenho sólido, apoiado em fatores econômicos relevantes ao longo dos próximos meses. Entre os principais vetores estão os possíveis cortes de juros no Brasil e nos Estados Unidos — movimentos que tendem a favorecer ativos de maior risco, como as ações negociadas em bolsa. Além disso, as ofensivas geopolíticas do presidente americano, Donald Trump, têm gerado instabilidade e receio nas economias desenvolvidas, levando investidores a buscar mercados emergentes, como o brasileiro. Mas o cenário não é garantia de resultados: os mesmos fatores de incerteza que favorecem o mercado brasileiro podem, a depender dos desdobramentos, frear ou reverter a alta. Nesse contexto, pesam especialmente a imprevisibilidade de Trump e o cenário eleitoral no Brasil. Entenda abaixo como cada um desses pontos impacta os mercados e o que esperar para o Ibovespa em 2026. Painel mostra variação de mercado na B3, em São Paulo. Amanda Perobelli/Reuters Juros no radar e o Brasil como 'porto seguro' O Banco Central do Brasil (BC) sinalizou que vai começar a reduzir a Selic em março. A projeção do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, atualmente no maior nível em quase 20 anos, caia 2,75 pontos percentuais até o fim de 2026, passando de 15% para 12,25% ao ano. Nos EUA, também há expectativa de corte nos juros até o fim deste ano. Em 2025, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, cortou a taxa três vezes, reduzindo o referencial à faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor patamar desde setembro de 2022. 🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real. “Juros mais baixos tornam outros ativos mais atrativos, como as ações. Esse é um lado importante da balança”, explica André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica. O especialista reforça que os riscos geopolíticos intensificados por Trump — como a ofensiva na Venezuela, que resultou na prisão do líder Nicolás Maduro, e as ameaças de anexação da Groenlândia — têm tornado o Brasil um “porto seguro”, com potencial de boa rentabilidade para investidores. O g1 já mostrou que a bolsa brasileira passou a ser vista como relativamente barata e com maior potencial de retorno. Com investimentos no exterior oferecendo ganhos menores, investidores têm antecipado compras de ações de empresas brasileiras, em busca de valorização. Entrada de estrangeiros Ricardo Peretti, estrategista da Santander Corretora, destaca que o investimento internacional tem desempenhado papel preponderante no mercado interno. Em 2025, investidores não residentes no Brasil aplicaram R$ 25,4 bilhões em compras líquidas na bolsa de valores brasileira, lembra o economista. “Em 2026, até 20 de janeiro, esses investidores já somam R$ 8,7 bilhões líquidos em compras de ações brasileiras." “Ou seja, o investidor estrangeiro segue sendo o principal responsável pela valorização do mercado local nos últimos meses. Se a rotação de recursos globais para mercados emergentes continuar, a probabilidade de o índice local renovar máximas é grande”, acrescenta. Mas o que pode azedar os ânimos? Para economistas, a palavra que deve resumir o Ibovespa em 2026 é volatilidade. Embora as projeções ainda apontem para um saldo positivo, o sobe e desce da bolsa deve ganhar protagonismo diante do fator Trump e do calendário eleitoral brasileiro, em outubro. André Galhardo, da Análise Econômica, destaca que investidores não avaliam apenas o potencial de valorização das empresas listadas, mas também os riscos no radar. “Tudo isso pode afetar o ambiente de negócios e trazer problemas para algumas companhias. Esse é o outro lado da balança, com potencial de impacto negativo”, analisa. Dyego Galdino, CEO da Global 360 Invest, segue a mesma linha. Ele reforça que a política comercial do republicano, por meio de ameaças e aplicação de tarifas, pode gerar pressão inflacionária global e afetar os preços das commodities. “Os resultados das grandes empresas podem desacelerar, deixando o mercado dependente das expectativas em relação às empresas de tecnologia”, diz. Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, lembra que a alta de 34% do Ibovespa em 2025 foi puxada exclusivamente por fatores externos e que o Brasil, apesar do bom desempenho da bolsa, segue enfrentando problemas fiscais — ou seja, dificuldades nas contas públicas. 🔎 A preocupação com os cofres públicos brasileiros ganhou destaque nos últimos anos, mas acabou ficando temporariamente “na gaveta”, enquanto o mercado passou a acompanhar com mais otimismo a redução dos juros nos EUA e os preços ainda baixos das ações brasileiras. Por isso, "alguns países tiveram resultados muito melhores do que o Brasil, como Polônia, Coreia do Sul e a própria Colômbia”, diz Costa, ao indicar os riscos fiscais do país como um desafio. O peso das eleições As eleições devem ter papel central na volatilidade da bolsa e do dólar. Para especialistas, a oscilação do Ibovespa em dezembro funcionou como um termômetro do que o mercado deve acompanhar neste ano. Naquele mês, o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, por exemplo, fez o dólar disparar e a bolsa recuar mais de 4% em apenas um dia. 🔎 Para o mercado, a escolha dificulta a convergência em torno de um candidato de centro-direita — como Tarcísio de Freitas, visto como mais competitivo para unificar a direita e enfrentar Lula (PT) — e amplia a incerteza sobre ajustes fiscais mais consistentes. Em janeiro, porém, novas pesquisas eleitorais colocaram Flávio Bolsonaro em segundo lugar na disputa e mostraram que a vantagem de Lula em um eventual segundo turno diminuiu. O movimento contribuiu para a queda do dólar e a alta do Ibovespa. Rafael Costa, da Cash Wise Investimentos, avalia que a Faria Lima não está preocupada necessariamente com o nome do vencedor, mas com os rumos da economia no próximo governo. "Porém, é difícil esperar mudanças econômicas do atual presidente. Então, a reeleição de Lula pode causar uma quebra de expectativa no mercado", diz. Já André Galhardo, da Análise Econômica, acredita que um ajuste nas contas públicas é necessário — e, por isso, deverá ser anunciado no início de 2027, independentemente do presidente eleito. "A Faria Lima tende a acreditar que uma reforma nas despesas é mais provável em governos de direita. Mas qualquer vencedor terá de adotar uma política de contenção de gastos, o que pode impactar positivamente o dólar e o mercado de ações no Brasil", diz. Até onde o Ibovespa pode ir? Caso o cenário positivo prevaleça, há espaço para que o principal índice da B3 ultrapasse, pela primeira vez, os 200 mil pontos, segundo as projeções mais animadoras. Analistas do Itaú BBA, por exemplo, avaliam que o Ibovespa pode encerrar o ano aos 185 mil pontos. Em uma leitura mais otimista, o índice poderia superar os 252 mil pontos. A Santander Corretora, por sua vez, projeta que o índice alcance 195 mil pontos ao fim de 2026, com sucessivas renovações de recordes ao longo do ano. Rafael Costa, da Cash Wise, destaca que o índice não deve avançar de forma linear, em razão da volatilidade do mercado. “Onde o Ibovespa vai parar? Aos 180 mil, 200 mil, 250 mil pontos? Ninguém sabe. Mas, sim, há uma grande possibilidade de o mercado continuar avançando neste ano”, afirma. Relembre o que fez a bolsa disparar em 2025 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano refletiu, sobretudo, os seguintes fatores: Cortes de juros nos EUA, com expectativa de novas reduções em 2026; Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros; Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado de olho em 2026; Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras; Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores; Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.
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30/01 - Por que dólar atingiu maior baixa em quatro anos e pode cair ainda mais
Dólares Getty Images via BBC Após um ano de 2025 dramático, quando os anúncios de tarifas de importação do presidente americano Donald Trump fizeram o dólar desabar, os traders esperavam que 2026 seria mais calmo. Mas as últimas semanas abalaram esta expectativa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na terça-feira (27/1), o dólar caiu para o seu ponto mais baixo dos últimos quatro anos em relação a uma cesta de moedas. E atingiu o nível mais baixo de muitos anos em comparação com o euro e a libra esterlina, caindo 3% em cerca de uma semana. Desde então, a queda diminuiu, mas os analistas preveem que esta recuperação provavelmente será temporária. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A maioria das pessoas acredita que o dólar deveria, poderá e irá se enfraquecer ainda mais este ano", afirma Chris Turner, chefe global de pesquisa de mercados financeiros do grupo ING. "Ainda não há consenso sobre quando, mas sim sobre qual direção ele irá tomar." O dólar mais fraco reduz o poder de compra dos americanos, como bem sabem os viajantes internacionais. E analistas afirmam que há o risco de que esta tendência, se continuar, alimente a inflação interna nos Estados Unidos, com o aumento dos preços dos produtos importados no país. A queda também levantou questões maiores, como se o status do dólar como a moeda preferida do mundo (o que ajudou a manter os custos dos empréstimos nos Estados Unidos relativamente baixos por décadas) poderia estar ameaçado. Mas o que está causando a queda do dólar e o que ela significa? O que aconteceu com o dólar? O dólar vem se enfraquecendo depois de mais de uma década de valorização, com ganhos especialmente altos entre 2020 e 2022. Naquela época, o crescimento dos Estados Unidos após a pandemia e as taxas de juros relativamente altas aumentaram a demanda da moeda entre os investidores. Mas, no ano passado, o índice do dólar, que acompanha seu valor em relação a uma cesta de moedas, caiu em quase 10%. Foi o pior desempenho desde 2017. Grande parte deste declínio ocorreu nas semanas que se seguiram ao chamado "Dia da Libertação" (2 de abril de 2025), com o anúncio das tarifas de importação de Donald Trump. Neste mês, o dólar caiu ainda mais com o crescimento das tensões entre os Estados Unidos e a Europa em relação à Groenlândia. E as perdas continuaram esta semana, em meio às especulações de que os EUA poderiam estar considerando ações que enfraqueceriam o dólar ainda mais, como a venda da moeda ao lado do Japão para ajudar a promover o iene, que também vem enfrentando suas próprias quedas. Por que o dólar está caindo? Analistas afirmam que a queda do dólar, em parte, é um sinal das preocupações do mercado em relação às políticas do governo Trump. "Na minha opinião, os mercados estão reagindo à natureza meio que irregular das políticas deste governo, as escaladas e atenuações", segundo Robin Brooks, do Instituto Brookings e ex-estrategista de mercado de câmbio do banco de investimentos Goldman Sachs. Brooks destaca similaridades entre as reações negativas sobre as tarifas e a Groenlândia. Para ele, o declínio do dólar "é basicamente um reflexo dos mercados, dizendo que estas idas e vindas caóticas prejudicam os Estados Unidos, mais do que qualquer outra coisa". Embora os mercados parecessem inabaláveis frente às efervescentes questões geopolíticas que se prolongaram até este ano, a rápida escalada das tensões comerciais em relação à Groenlândia alterou este panorama, segundo Thierry Wizman, estrategista global de câmbio e taxas de juros do grupo financeiro Macquarie. "Acho que isso desencorajou as pessoas", segundo ele. Wizman destaca que o dólar não só caiu este mês, mas as apostas de que a moeda irá sofrer oscilações futuras também aumentaram. Existem ainda outros fatores, como o aumento das oportunidades de investimento no exterior e, nos últimos dias, o movimento de venda do mercado japonês de títulos. Este movimento levou alguns traders a lançar apostas destinadas a aproveitar a diferença de valor entre o iene e o dólar. Comentários do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, negando a intervenção dos Estados Unidos para ajudar o Japão, ajudaram a estabilizar o dólar esta semana. Mas analistas afirmam que ainda há incertezas em relação a quais ações o governo Trump poderá tomar em seguida. Para onde vai o dinheiro? A saída dos investidores do mercado do dólar ajudou a alimentar a alta do preço do ouro. A cotação do metal dobrou no ano passado, com os investidores buscando um lugar de baixo risco para investir seu dinheiro. E, embora outras moedas nacionais aparentemente tenham lucrado pouco com o redirecionamento de fundos no ano passado, existem sinais de que esta situação pode estar começando a mudar. O euro e a libra foram algumas das moedas que viram seus valores avançarem em relação ao dólar em janeiro. E as moedas de 11 entre 19 mercados emergentes, acompanhadas pela empresa de consultoria Oxford Economics, também se valorizaram em mais de 1%. Os investidores globais também podem estar saindo dos Estados Unidos. Fundos de pensão da Holanda e da Dinamarca estão reduzindo suas posições no mercado de bônus do tesouro americano. Mas Turner acredita que os mercados ainda estão muito distantes de uma "completa narrativa Sell America", ou seja, de redução da sua posição de ativos dos Estados Unidos. Ele destaca que a ação de venda de ativos americanos praticamente se limitou ao dólar. Turner e outros observam que o mercado de ações dos Estados Unidos ainda flutua em meio a recordes de alta. E as movimentações no mercado de dívida do governo americano têm sido relativamente contidas. Ainda assim, o ING espera que o dólar caia mais 4% a 5% este ano, à medida que aumentam as perspectivas de crescimento fora dos Estados Unidos. Trump realmente quer um dólar mais fraco? No momento, a queda do dólar permanece em níveis que provavelmente farão com que o impacto para os consumidores americanos se mantenha como "ruído", segundo Brooks. Mas o que irá acontecer em seguida depende, em parte, do desempenho econômico dos Estados Unidos e da rapidez com que o Federal Reserve (o Banco Central americano) venha a baixar as taxas de juros. Trump montou uma intensa campanha pela redução mais rápida das taxas de juros e já se esperava que ele indicasse para chefiar o banco alguém mais favorável a essas exigências. O presidente americano nomeou nesta sexta-feira (30/1) o economista Kevin Warsh para substituir Jerome Powell no comando do Fe "Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor. Ele é perfeito para o papel e nunca decepciona", escreveu Trump na rede social Truth Social. A indicação de Warsh ainda precisa ser confirmada pelo Senado americano. Se os juros realmente caírem, a cotação do dólar poderá diminuir ainda mais, com os investidores buscando retornos mais altos em outros países. Mas a Casa Branca poderá considerar esta queda uma boa notícia. Trump e outras autoridades do governo já se posicionaram favoráveis à ideia de um dólar mais fraco, o que poderá aumentar a competitividade das exportações americanas. "Não parece bom, mas você ganha muito mais dinheiro com um dólar mais fraco... do que com um dólar forte", declarou Trump, em julho passado. Questionado sobre as quedas esta semana, o presidente afirmou achar que a moeda está "indo muito bem". Para Brooks, a queda sustentada do valor do dólar poderá ajudar a impulsionar as empresas americanas. Mas ele alerta que os ganhos podem ser limitados se esta queda ocorrer pelas "razões erradas". Para ele, se o dólar cair graças a um veredito do mercado sobre políticas ruins, "isso provavelmente é um sinal muito importante".
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30/01 - Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária verde em fevereiro
A bandeira tarifaria para o mês de fevereiro continuará verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (30). Isso significa que não haverá cobrança adicional na tarifa. 🔎A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. Em dezembro, a bandeira foi reduzida de amarela para verde em janeiro devido ao volume de chuvas – justificativa semelhante à aplicada na decisão para fevereiro. "De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras", diz o comunicado da agência. Como funciona o sistema de cores: 💡 O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. 💡 Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz. Saiba quanto custa cada bandeira Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra; •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh); •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
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30/01 - Itamaraty publica edital de concurso para diplomata com 60 vagas e salário inicial de R$ 22,5 mil
Palácio do Itamaraty Reprodução/ Agência Brasília O Ministério das Relações Exteriores publicou nesta quinta-feira (29) o edital do novo concurso público para diplomata, com 60 vagas e salário inicial de R$ 22.558,56. As oportunidades são para o cargo de terceiro-secretário, que marca o início da carreira diplomática. O processo seletivo é realizado anualmente pelo Instituto Rio Branco (IRBr), a academia diplomática brasileira subordinada ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília (DF). As inscrições começam às 10h da próxima quarta-feira (4). Os interessados devem acessar o site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do concurso. O prazo para se inscrever vai até as 18h do dia 25 de fevereiro. ➡️ ACESSE O EDITAL ✅ Siga o canal do g1 Concursos no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Não é necessária uma formação específica para participar, mas é necessário ter algum diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. As provas serão realizadas em todas as capitais estaduais e no Distrito Federal. (veja cronograma completo abaixo) A primeira fase, com questões objetivas, está prevista para o dia 29 de março, em dois períodos (manhã e tarde). Já a segunda, serão distribuídas em dois finais de semana sucessivos: 25 e 26 de abril, além dos dias 2 e 3 de maio. Para participar, é necessário pagar uma taxa de inscrição de R$ 229, mas doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem pedir a isenção do pagamento. Das 60 vagas disponíveis, 15 são destinadas a pessoas pretas e pardas, três a pessoas com deficiência, duas a pessoas indígenas e uma a pessoas quilombolas. Haverá ainda a convocação adicional de 126 candidatas mulheres para a segunda fase do concurso, para "corrigir eventuais desigualdades e promover proporcionalidade entre pessoas candidatas do gênero masculino e do gênero feminino", segundo o edital. O concurso para diplomata exige conhecimento em várias disciplinas e é considerado um dos mais difíceis e concorridos do país, afirma Jean Marcel Fernandes, coordenador do curso preparatório para concursos de diplomata do Gran Concursos. Filho de diarista e pedreiro, ex-garçom toma posse como diplomata; conheça trajetória O que faz um diplomata? Os diplomatas são servidores públicos concursados que representam o Estado brasileiro, assim como seus cidadãos, no exterior. Eles negociam os interesses do país em conferências internacionais e atendem os cidadãos brasileiros nos consulados, entre outras funções. E como é o concurso? No Brasil, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) é realizado todos os anos pelo Instituto Rio Branco (IRBr), academia diplomática brasileira subordinada ao Itamaraty. Neste ano, a seleção será feita em parceria com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). A primeira fase do concurso consiste em uma prova objetiva, de caráter eliminatório, composta por 240 questões de certo ou errado das seguintes disciplinas: Língua portuguesa; História do Brasil; História mundial; Geografia; Língua inglesa; Política internacional; Economia; Direito. Cada resposta correta soma 1 ponto, enquanto cada resposta em discordância com o gabarito subtrai 0,25 ponto. Itens sem marcação ou com marcação dupla recebem nota 0. A prova é aplicada em dois períodos, manhã e tarde, no mesmo dia, com duração de 3 horas e 30 minutos em cada turno. É eliminado o candidato que obtiver nota final inferior a 120 pontos. A segunda etapa da seleção, por sua vez, terá provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório, com questões de: Língua portuguesa; Língua inglesa; História do Brasil; Política internacional; Geografia; Economia; Direito; Língua espanhola ou francesa. As provas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa têm duração de quatro horas cada. Em Português, o candidato deve elaborar uma redação entre 65 e 70 linhas e um resumo de até 30 linhas. Já em Inglês, é exigida uma redação de 65 a 70 linhas e uma versão do português para o inglês, com extensão de 20 a 40 linhas. As provas de História do Brasil, Política Internacional, Geografia, Economia e Direito têm duração de cinco horas cada. O formato padrão consiste em duas questões de até 60 linhas, valendo 30 pontos cada, e duas questões de até 40 linhas, valendo 20 pontos cada. Na prova de Língua Espanhola ou Língua Francesa, o candidato escolhe o idioma no ato da inscrição. A avaliação tem duração de quatro horas e exige a elaboração de um resumo de até 60 linhas e uma versão do português para o idioma escolhido, com 20 a 30 linhas. Para ser aprovado na segunda fase, o candidato deve alcançar um mínimo de 480 pontos na soma total das provas escritas. Qualquer cidadão brasileiro nato com formação superior reconhecida pelo Ministério da Educação pode se tornar diplomata. No entanto, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) costuma exigir dos candidatos uma preparação de anos, pois tem cinco dias de provas sobre várias disciplinas, incluindo pelo menos duas línguas estrangeiras. Geralmente, são aprovados no concurso candidatos que se preparam por dois a três anos para as provas, afirma o professor Jean Marcel, que também é Ministro da Carreira de Diplomata e serve no Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles. Quem passa neste concurso ingressa na carreira diplomática inicialmente como terceiro-secretário e é matriculado em um curso do Instituto Rio Branco. Com o passar dos anos, o profissional pode receber promoções até chegar ao cargo mais alto, de embaixador. Palácio do Itamaraty recebe iluminação em homenagem ao Orgulho LGBTQIA+ Divulgação/Palácio do Itamaraty 📆 Cronograma do concurso Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde) Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril Aplicação da prova escrita: 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde) 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde) 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde) 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde) Resultado final da Segunda Fase: 03 de junho Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho Veja dicas para estudar para concurso: Como estudar legislação para concurso? Veja dicas de como fazer uma boa redação para concurso
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30/01 - 'Mula', 'cabeça oca', 'estúpido': insultos e pressão por juros baixos marcaram embate Trump x Powell
Trump anuncia Kevin Warsh como novo chefe do FED O relacionamento entre o presidente Donald Trump e o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, tem sido marcado por tensão pública e ataques verbais do chefe do Executivo, que colocaram em xeque a independência do órgão equivalente ao Banco Central dos Estados Unidos. Powell tentou manter a impesoalidade e a frieza que sempre foi valorizada pelo mercado e guiava esta relação com representantes anteriores. Mas, no final, acusou o governo de usar um investigação sobre gastos com reformas de um edifício. como “pretexto” para intimidação política. O presidente americano anunciou, nesta sexta-feira (30), sua indicação para a presidência do Fed, o economista Kevin Warsh. LEIA TAMBÉM: Quem é Kevin Warsh, indicado para comandar o Federal Reserve Desde 2025, Trump pressiona Powell a cortar as taxas de juros de forma agressiva, enquanto o chefe do Fed mantém a independência da instituição e prioriza o controle da inflação. A seguir, os principais episódios dessa disputa, organizados cronologicamente: LEIA TAMBÉM: Trump indica Kevin Warsh para comandar o banco central dos EUA Primeiro semestre de 2025: pressões iniciais e encontros Março de 2025 Trump criticou a decisão do Fed de manter os juros estáveis e afirmou que a instituição estaria “muito melhor se cortasse as taxas”. Abril de 2025 No chamado “Dia da Libertação”, defendeu que juros menores ajudariam a economia a lidar com novas tarifas de importação. LEIA MAIS: Qual a origem e os riscos da briga entre Trump e o presidente do Banco Central dos EUA Maio de 2025 Durante o primeiro encontro presencial na Casa Branca, Trump disse a Powell que ele cometia um “erro” ao não reduzir os juros. Resposta de Powell: Ressaltou que decisões sobre a política monetária dependeriam apenas de dados econômicos e reafirmou em comunicado que o Fed age “conforme determina a lei… isento de influência política”. LEIA MAIS: Trump volta a pressionar Powell e diz que chefe do Fed 'erra' ao não reduzir juros nos EUA Junho de 2025 Trump intensificou ataques em redes sociais, chamando Powell de “burro” e “teimoso”, e sugeriu que o Congresso deveria agir contra ele. Resposta de Powell: Em audiência no Congresso, ignorou os ataques pessoais e disse que “não precisamos ter pressa” para reduzir os juros devido à incerteza inflacionária. LEIA MAIS: Trump chama Powell de 'burro' e 'teimoso', e chefe do Fed reafirma que corte nos juros pode esperar Segundo semestre de 2025: escalada verbal Julho de 2025 Trump chamou Powell de “estúpido” e “cabeça oca”, afirmando que a política monetária estava “prejudicando as pessoas”. Outubro de 2025 Referiu-se a Powell como “chefe incompetente do Fed” e “cara ruim”, afirmando que ele sairia do cargo em poucos meses. LEIA MAIS: Trump critica o presidente do Fed e espera substituí-lo em alguns meses Novembro de 2025 A Casa Branca classificou Powell como “mula de teimosia” por não reduzir as taxas enquanto a inflação permanecia acima da meta. Janeiro de 2026: investigação criminal e novo capítulo da disputa O conflito atingiu um novo patamar com a abertura de investigação criminal pelo Departamento de Justiça (DOJ) contra Powell, por suposta má administração e mentiras ao Congresso sobre reformas nos prédios do Fed. 11 de janeiro de 2026 Trump negou envolvimento direto na ação do DOJ, mas criticou Powell: “ele certamente não é muito bom no Fed e não é muito bom na construção de edifícios”. Resposta de Powell: Em vídeo, acusou o governo de usar a investigação como “pretexto” para intimidação política e afirmou que “a ameaça de processos criminais é consequência do Fed definir as taxas com base no interesse público, não nas preferências do presidente”. 14 de janeiro de 2026 Trump disse à Reuters que não tinha planos imediatos de demitir Powell, mas que era “muito cedo” para decidir. 29 de janeiro de 2026 Após o Fed manter os juros entre 3,50% e 3,75%, Trump chamou Powell de “idiota” e disse que ele estava “prejudicando o país e a segurança nacional”, afirmando ainda que o Fed “está custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em juros totalmente desnecessários”. LEIA MAIS: Após BC americano manter juros nos EUA, Trump diz que presidente é 'um idiota', mas que 'gosta muito' dele 30 de janeiro de 2026 Trump anunciou que indicaria um sucessor para Powell, cujo mandato termina em maio, com Kevin Warsh como principal cotado.
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30/01 - Contas públicas têm piora em 2025 e registram déficit de R$ 55 bilhões
As contas do setor público apresentaram um déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta sexta-feira (30). 🔎O déficit primário acontece quando as receitas com impostos ficam abaixo das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Em caso contrário, há superávit. O resultado engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Em 2024, as contas públicas haviam registrado um déficit menor: de R$ 47,55 bilhões, ou 0,4% do PIB. ➡️Na proporção com o Produto Interno Bruto (PIB), considerado mais adequado para comparações históricas, o déficit das contas do setor público, de 0,43%, representa o pior patamar desde 2023 (rombo de 2,29%). Veja abaixo o desempenho por ente federativo: governo federal registrou déficit de R$ 58,68 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 9,53 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 5,87 bilhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Somente em dezembro, as contas públicas registraram um resultado positivo de R$ 6,25 bilhões, contra um saldo positivo de R$ 15,74 bilhões no mesmo mês de 2024. Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 1,06 trilhão nas contas do setor público em 2025 — o equivalente a 8,34% do PIB. Em 2024, o déficit nominal das contas públicas somaram R$ 998 bilhões (8,47% do PIB). ➡️Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Segundo o BC, no ano passado as despesas com juros nominais somaram R$ 1 trilhão (7,91% do PIB). Em 2024, os gastos com juros somaram R$ 950 bilhões (8,1% do PIB). Notas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro Reprodução/Pixabay
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30/01 - Quem é Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o Federal Reserve
Trump anuncia Kevin Warsh como novo chefe do FED Indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (30), para chefiar o banco central do país, o ex-diretor do Fed Kevin Warsh, de 55 anos, é economista e jurista americano, com longa trajetória no sistema financeiro, no governo dos EUA e na condução da política monetária. Warsh nasceu em Albany, capital do estado de Nova York, e é formado em políticas públicas pela Universidade de Stanford, com ênfase em economia e estatística. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 🔎Especialista em política de juros e mercados financeiros globais, Warsh construiu uma carreira nas áreas de economia e finanças, participação ativa na gestão de crises econômicas e experiência entre cargos no governo, além de atividades acadêmicas e no setor privado. Em seguida, concluiu o curso de direito na Universidade Harvard, onde se especializou na relação entre direito, economia e regulação. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Também realizou estudos complementares em economia de mercado e mercados de capitais na Harvard Business School e no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Sua carreira começou no setor financeiro, no banco americano Morgan Stanley, onde atuou na área de fusões e aquisições. Nesse período, assessorou empresas de diferentes setores, como indústria, tecnologia e serviços, além de participar da estruturação de operações no mercado de capitais. Atuação no governo americano Kevin Warsh AP Photo/Alastair Grant, Pool, File Em 2002, Warsh deixou o setor privado para integrar o governo do então presidente George W. Bush (2001–2009). Na Casa Branca, ocupou os cargos de assistente especial para política econômica e secretário executivo do Conselho Econômico Nacional. Nessa função, aconselhava diretamente o presidente sobre temas ligados à economia dos EUA, mercados financeiros, sistema bancário e seguros. Em 2006, foi indicado por Bush para o Conselho de Governadores do Fed, tornando-se o mais jovem membro da história da instituição, aos 35 anos. Durante seu mandato, representou o banco central americano no G20 --- grupo das principais economias do mundo ---, e atuou como emissário para economias da Ásia, além de exercer a função de governador administrativo, responsável pela gestão interna da instituição. 🔎 Warsh teve papel relevante na condução da política monetária durante a crise financeira de 2008 e ficou conhecido por discursos sobre o período, como “The End of History?” ('O fim da história?', em português) e “The Federal Funds Rate in Extraordinary Times” ('A taxa dos fundos federais em tempos extraordinários', em tradução livre), nos quais abordou os desafios do sistema financeiro e da política de juros. Desde que deixou o Fed, em 2011, Warsh atua no meio acadêmico e no mercado financeiro. É pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover, da Universidade de Stanford, e professor na Escola de Negócios da mesma instituição. Também é sócio-consultor da gestora de investimentos Duquesne Family Office, ligada ao bilionário americano Stanley Druckenmiller. Além disso, integra conselhos de administração de empresas como a United Parcel Service, uma das maiores empresas de logística do mundo, e a varejista americana de tecnologia Coupang. Warsh também participa de fóruns de discussão econômica, como o G30 --- conselho global independente que reúne líderes econômicos e financeiros ----, e o painel de consultores econômicos do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA. Novo indicado de Trump O anúncio de Warsh como novo indicado para presidir o Fed foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na manhã desta sexta. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. “Tenho o prazer de anunciar que estou nomeando Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. Publicação do presidente dos EUA Donald Trump sobre o enfermeiro morto em Minneapolis após divulgação de vídeo de briga com agentes do ICE Reprodução/Redes Sociais O anúncio deve reduzir a incerteza sobre quem substituirá o atual presidente do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. Powell tem sido alvo de críticas frequentes de Trump, que defende cortes mais rápidos nos juros para impulsionar a economia. (leia mais aqui) O nome de Warsh vinha sendo citado como possível indicado antes do anúncio oficial. A Bloomberg havia informado nesta quinta-feira que Warsh era o principal nome considerado por Trump. Também na quinta, Trump disse que a indicação não representaria “uma grande surpresa” para os mercados. “Muita gente acha que é alguém que poderia ter ocupado esse cargo há alguns anos. Será alguém muito respeitado, conhecido por todos no mundo financeiro”, afirmou o presidente. À agência Reuters, duas fontes próximas das negociações afirmaram que Warsh se reuniu com Trump na Casa Branca na quinta e que o ex-dirigente deixou boa impressão no presidente. Após a indicação de Warsh, Trump afirmou que considerou Kevin Hassett, mas decidiu mantê-lo na Casa Branca por avaliar que ele exerce um papel estratégico no governo. 🏦 Warsh é visto como favorável a juros mais baixos, mas considerado menos radical do que outros nomes avaliados. Ele defende reduzir a atuação do Fed na economia americana, o que indica uma postura mais cautelosa em relação a estímulos mais fortes à economia. A possível nomeação ocorre em um momento de instabilidade nos mercados globais. O ouro caiu 3,7%, a prata recuou 6%, o petróleo Brent perdeu 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%. Investidores avaliam como a troca no comando do Fed pode influenciar as decisões sobre juros, em meio a pressões políticas e incertezas na economia. A indicação, que depende do aval do Senado, ocorre em meio a críticas de Trump à política de juros. A escolha é estratégica porque afeta a economia dos EUA e os mercados globais. Veja a reportagem completa abaixo.
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30/01 - Taxa média de desemprego fica em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, diz IBGE
Taxa de desemprego fica em 5,6% em 2025, menor patamar da série histórica A taxa média anual de desocupação do Brasil ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%. Na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de Covid-19, a queda foi ainda mais expressiva, de 6,2 pontos percentuais. Já em relação a 2012, quando a taxa era de 7,4%, o recuo foi de 1,8 ponto percentual. No trimestre encerrado em dezembro, a taxa foi de 5,1%. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Sobre o cenário de desemprego em patamares baixos, mesmo com juros elevados, Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela PNAD, explica que o movimento reflete os efeitos distintos da política monetária sobre a economia. “O efeito da taxa de juros não é uniforme. As atividades que mais ampliaram o emprego e o consumo não foram as mais dependentes de crédito”, afirma Beringuy. 🔎 Em outras palavras: a redução do desemprego no país se concentrou em setores menos sensíveis à alta da taxa de juros. 📉 A taxa de desemprego mostra que o mercado de trabalho segue forte e resistente, mesmo em um cenário de juros elevados no país. 🏦 Isso chama atenção porque a Selic está no maior patamar em cerca de 20 anos, a 15% ao ano. Em geral, juros altos encarecem o crédito, reduzem investimentos e levam as empresas a contratar menos, o que costuma esfriar a economia. 📊 O fato de o emprego continuar aquecido, apesar desse aperto monetário, indica que a atividade econômica ainda mantém um ritmo elevado. Esse quadro ajuda a explicar por que as pressões sobre a inflação seguem no radar e reforça a postura de cautela do Banco Central na definição dos juros. De acordo com a analista, não houve uma forte expansão do consumo de bens duráveis, como imóveis ou itens de maior valor, tradicionalmente mais afetados pelo custo do crédito. “O que impulsionou a economia foi o crescimento da renda do trabalhador, e não o acesso ao crédito”, explica. Esse avanço da renda, segundo Beringuy, ocorreu por diferentes canais. Um deles foi a expansão do emprego em atividades de serviços com maior nível de escolaridade e remuneração, como informação, comunicação, atividades financeiras, administrativas e o setor público. Outro fator relevante, segundo Beringuy, foi o aumento do salário mínimo, que beneficiou trabalhadores de menor renda e com vínculos mais frágeis no mercado de trabalho. Segundo a analista do IBGE, o cenário atual é resultado da combinação de vários fatores, que acabam “amortecendo o impacto dos juros elevados” sobre o emprego. 👉 Com mais renda disponível, o consumo se concentrou principalmente em bens não duráveis e serviços, como alimentação, vestuário e serviços pessoais. Além disso, a analista destaca a melhora na qualidade da ocupação, com redução da subutilização da força de trabalho. População ocupada e subutilização da força de trabalho O nível de ocupação — proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — também atingiu recorde, ao chegar a 59,1% em 2025. O indicador avançou 0,5 ponto percentual em relação a 2024 (58,6%) e ficou acima do patamar observado em 2012, de 58,1%. A população ocupada alcançou 103 milhões de pessoas em 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2012. O total ficou 1,7% acima do registrado em 2024 e 15,4% maior do que em 2012, quando havia 89,3 milhões de ocupados. Já a população desocupada somou 6,2 milhões de pessoas em 2025, uma redução de cerca de 1 milhão em relação a 2024, o que representa queda de 14,5% frente aos 7,2 milhões registrados no ano anterior. A taxa anual de subutilização da força de trabalho foi estimada em 14,5% em 2025, recuo de 1,7 ponto percentual frente a 2024, quando estava em 16,2%. O indicador havia sido de 24,4% em 2019, 15,8% em 2014 e 18,6% em 2012. A população subutilizada foi estimada em 16,6 milhões de pessoas em 2025, queda de 10,8% em relação ao ano anterior. Apesar da redução, o contingente ainda ficou 2,0% acima do menor nível da série, registrado em 2014, com 16,3 milhões de pessoas. O número de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,6 milhões em 2025, recuo de 7,0% frente a 2024. Já a população desalentada foi estimada em 2,9 milhões de pessoas em 2025, queda de 9,6% em relação ao ano anterior. O maior nível da série foi registrado em 2021, com 5,5 milhões de desalentados, enquanto o menor ocorreu em 2014, com 1,6 milhão. 🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acharem que não encontrariam, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo. Mercado de trabalho formal e informal No mercado formal, o número de empregados do setor privado com carteira assinada cresceu 2,8% em 2025 frente a 2024, chegando a 38,9 milhões de pessoas — o maior patamar da série iniciada em 2012. Em sentido oposto, o número de trabalhadores sem carteira assinada recuou 0,8% em 2025, para 13,8 milhões de pessoas. Ainda assim, o contingente permanece 28,8% acima do registrado em 2014, quando havia 10,7 milhões de trabalhadores nessa condição. Já o número de trabalhadores por conta própria totalizou 26,1 milhões em 2025, alta de 2,4% em relação a 2024. Na comparação com 2012, início da série histórica, quando eram 20 milhões, o aumento foi de 30,4%. Em 2025, o número de trabalhadores domésticos recuou 4,4%, totalizando 5,6 milhões de pessoas. No mesmo período, a taxa anual de informalidade caiu de 39%, em 2024, para 38,1%, indicando uma leve melhora na estrutura do mercado de trabalho. O rendimento real habitual anual foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% em relação a 2024 — o equivalente a um ganho médio de R$ 192. Na comparação com 2012, o avanço acumulado chega a 15,5%. Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 361,7 bilhões em 2025, o maior valor da série histórica. O montante representa um crescimento de 7,5% frente a 2024, com acréscimo de R$ 25,4 bilhões. Entre 2012 e 2024, a massa total de rendimentos acumulou expansão de 36,1%. População ocupada por grupamento de atividades Entre os grupamentos de atividade, o conjunto de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas registrou o maior avanço percentual da população ocupada em 2025, na comparação com 2024. O crescimento foi de 6,8%, elevando o total de ocupados no setor para 13,4 milhões de pessoas. Na comparação com 2012, o aumento acumulado é de 40,1%, o equivalente a mais 3,8 milhões de trabalhadores. O grupo de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, que segue como o grupamento com maior número absoluto de ocupados, somou 19,5 milhões de pessoas em 2025. O avanço em relação a 2024 foi discreto, de 0,3%, o que representa mais 62 mil pessoas ocupadas no ano. Ainda assim, desde o início da série histórica, quando empregava 17,0 milhões, o setor acumula alta de 14,5%. A administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais manteve-se como o segundo maior contingente de ocupados em 2025, com 19 milhões de pessoas. O grupamento cresceu 5% em relação a 2024. Na comparação com 2012, quando reunia 14 milhões de ocupados, o aumento chega a 34,9%. A construção interrompeu a trajetória de expansão observada nos anos anteriores e registrou queda de 3,9% em 2025. O número de pessoas ocupadas recuou em 302 mil, passando de 7,7 milhões em 2024 para 7,4 milhões. Após quatro anos consecutivos de crescimento, entre 2020 e 2024, o setor voltou a registrar retração no emprego. A indústria geral, por sua vez, apresentou recuperação moderada. O número de ocupados aumentou 2,3% de 2024 para 2025, alcançando 13,3 milhões de pessoas. Esse contingente: 🏭 está 2,7% acima do nível registrado em 2012, quando havia 13 milhões de ocupados; 📉 permanece 0,5% abaixo do pico da série, registrado em 2014, quando o setor empregava 13,4 milhões de pessoas. Na agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, houve crescimento de 1,1% em 2025, com o total de ocupados chegando a 7,9 milhões de pessoas. Apesar do avanço recente, o setor segue em um patamar significativamente inferior ao do início da série histórica: 🌱 em 2012, o total era de 10,1 milhões de ocupados; 📊 desde então, a queda acumulada é de 22,3%. Outra retração relevante foi observada nos serviços domésticos. Em 2025, o grupamento passou a empregar 5,7 milhões de pessoas, queda de 4,1% em relação a 2024, quando o total era de 6 milhões. A redução anual foi de 243 mil pessoas ocupadas, mantendo o setor em um nível próximo ao observado em 2012, início da série. 'Qualidade' dos vínculos De acordo com Adriana Beringuy, além do crescimento do emprego, houve melhora na qualidade dos vínculos, marcada por maior formalização e aumento do rendimento médio. “Há uma massa crítica de fatores que mantém esse impulso, combinando expansão da ocupação e crescimento da renda do trabalhador, tanto formal quanto informal”, explica. Esse cenário ajuda a explicar por que o emprego avançou justamente em atividades menos sensíveis ao crédito e aos juros, enquanto setores mais dependentes de financiamento perderam ritmo. Entre os principais destaques setoriais, estão: 💻📡 Informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos: registraram o maior avanço percentual da ocupação, impulsionados por atividades intensivas em serviços e menos dependentes de crédito. 🏛️🏥📚 Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: apresentaram crescimento expressivo do emprego, sustentado pela demanda contínua por serviços essenciais. 🏗️ Construção: setor mais sensível à alta dos juros, interrompeu a trajetória de expansão e registrou queda no número de ocupados, após quatro anos consecutivos de crescimento. Segundo a analista, com a inflação mais controlada, o ganho de renda real reforçou o consumo das famílias, estimulando a atividade econômica e sustentando níveis elevados de ocupação. “Esse processo faz com que, mesmo após a recuperação do pós-pandemia e apesar dos juros altos, o mercado de trabalho continue apresentando resultados positivos”, conclui Beringuy. Efeitos colaterais para juros e inflação Na avaliação de economistas, os dados indicam que o baixo desemprego, o avanço da renda e a maior formalização ajudam a sustentar a atividade econômica, em linha com a análise do IBGE sobre o apoio de setores menos dependentes de crédito. Heliezer Jacob, economista do C6 Bank, afirma que os dados confirmam uma tendência estrutural positiva. Segundo ele, o avanço da ocupação e da renda ao longo do ano criou uma “base sólida” para sustentar o consumo das famílias, ainda que imponha desafios adicionais à política monetária. “Acreditamos que a taxa de desemprego seguirá em níveis baixos para os padrões históricos ao longo de 2026, sustentada por um crescimento do PIB próximo ao que consideramos potencial. Nossa projeção é de que a taxa de desemprego termine 2026 em torno de 5,5%”, diz Jacob. Ainda assim, ele avalia que o cenário não altera, por ora, a expectativa de início gradual de cortes na taxa básica de juros ao longo de 2026, em um contexto de desaceleração controlada da economia. Rafael Perez, economista da Suno Research, ressalta que a solidez do emprego em 2025 não se limitou ao volume de vagas, mas também à composição do mercado de trabalho. Ele observa que indicadores como formalização, renda real e massa de rendimentos atingiram máximas históricas, refletindo “um ambiente de forte demanda por trabalho, baixo desemprego e aumento real do salário mínimo”. Apesar de sinais pontuais de perda de fôlego no emprego formal ao fim do ano, o economista avalia que esses movimentos sazonais não comprometem o quadro geral. A expectativa, segundo ele, é de uma elevação gradual do desemprego ao longo de 2026, “sem deterioração relevante do cenário”, mantendo o mercado de trabalho como um dos principais sustentáculos da renda e do consumo no país. “O mercado de trabalho seguirá aquecido, sustentando a renda e o consumo das famílias, mas a taxa de desemprego deverá encerrar 2026 em nível levemente superior ao observado em 2025, refletindo o menor crescimento esperado para o ano”, aponta Perez. Carteira de trabalho, em imagem de arquivo Agência Brasília
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30/01 - Dólar sobe e fecha em R$ 5,24, mas acumula queda de mais de 4% no mês; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar encerrou a sessão desta sexta-feira (30) em alta de 1,03%, cotado a R$ 5,2476. No mês, no entanto, a moeda acumulou perdas de mais de 4%, dando continuidade à trajetória de queda vista em 2025. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou queda de 0,97%, aos 181.364 pontos. No mês, acumulou ganhos de mais de 12%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, Trump indicou Kevin Warsh para substituir Jerome Powell na liderança do Fed. O mandato de Powell termina em maio, e a nomeação ainda depende de aprovação do Senado. Há grande expectativa no mercado sobre como o economista deve conduzir a política monetária no país, se aprovado como novo líder do Fed. Warsh já afirmou publicamente que o BC americano deveria reduzir significativamente as taxas de juros, mas analistas acreditam que o economista pode estar mais alinhado com o acompanhamento de dados econômicos para a tomada de decisão sobre os juros. Quem é Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o Federal Reserve ▶️No Brasil, as atenções ficaram com os novos dados do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), medida pela Pnad Contínua. A taxa média anual de desemprego foi de 5,6% em 2025, a menor desde 2012. O índice caiu 1,0 ponto percentual em relação a 2024 (6,6%) e recuou 1,8 ponto percentual na comparação com o início da série histórica. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,74%; Acumulado do mês: -4,39%; Acumulado do ano: -4,39%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,40%; Acumulado do mês: +12,56%; Acumulado do ano: +12,56%. O que o futuro reserva para o Fed? O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira a indicação do economista Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (Fed), em substituição a Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. 🔎 A indicação vem após meses de atritos entre Trump e Powell sobre os juros. Enquanto o Fed manteve as taxas altas para tentar controlar a inflação, Trump defendeu cortes mais rápidos para estimular a economia. Após a última reunião do Fed nesta semana, quando a instituição manteve os juros inalterados, Trump voltou a atacar Powell publicamente, dizendo que ele mantém os juros “altos demais” e prejudica a economia dos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: 'Mula', 'cabeça oca', 'estúpido': insultos e pressão por juros baixos marcaram embate Trump x Powell Warsh é pesquisador visitante no Instituto Hoover, professor da Universidade Stanford e sócio da gestora Duquesne Family Office. Já foi diretor do Fed entre 2006 e 2011, tornando-se o mais jovem a ocupar o cargo, aos 35 anos. O novo indicado de Trump é visto como um defensor de taxas de juros mais baixas, mas também como uma opção menos radical entre os nomes cogitados. Ele é a favor de que o banco central tenha menos dinheiro e ativos sob sua administração, o que o levaria a ser mais cuidadoso ao usar medidas fortes para estimular a economia. Segundo Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP, o anúncio foi bem recebido pelo mercado, já que Warsh é um "nome mais técnico, que já participou da diretoria do Fed em outro momento". "Com isso, a percepção é que ele possa ser um presidente mais alinhado com o acompanhamento dos dados econômicos para tomada de decisão sobre os juros, reduzindo o risco institucional sobre o Fed", afirmou a analista, em nota. Além de Warsh, Trump também considerou Kevin Hassett para o cargo, mas decidiu mantê-lo na Casa Branca por considerá-lo estratégico. Novos dados sobre desemprego A taxa média de desemprego no Brasil caiu para 5,6% em 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE. O índice recuou 1 ponto percentual em relação a 2024 (6,6%). 🔎A população desocupada somou 6,2 milhões de pessoas, queda de 14,5% frente a 2024, enquanto a população ocupada atingiu recorde de 103 milhões. O nível de ocupação chegou a 59,1%, também o maior da série. Mesmo com a Selic em 15% ao ano, o mercado de trabalho seguiu forte porque o crescimento do emprego se concentrou em setores menos dependentes de crédito, como serviços, setor público, informação, comunicação e atividades financeiras. O aumento da renda — impulsionado pelo avanço do salário mínimo e pela maior formalização — sustentou o consumo, sobretudo de serviços e bens não duráveis. No mercado formal, os empregados com carteira assinada cresceram 2,8%, alcançando 38,9 milhões, enquanto a informalidade caiu para 38,1%. Já o rendimento médio real subiu 5,7%, para R$ 3.560, e a massa de rendimentos bateu recorde: R$ 361,7 bilhões. Economistas avaliam que o mercado de trabalho forte ajuda a sustentar a economia, mas dificulta o controle da inflação, sobretudo de serviços. A expectativa é de uma alta gradual do desemprego em 2026, sem deterioração relevante do cenário. (Leia mais aqui) Bolsas globais A escolha do novo nome para presidir o Fed por parte Trump também foi o destaque nos mercados internacionais. Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira. O Nasdaq Composite teve um recuo de 0,94%, enquanto o Dow Jones recuou 0,36% e o S&P 500 caiu 0,42%. Já na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou em alta nesta sexta-feira, marcando sua maior sequência mensal de ganhos desde 2021. Os principais índices da região também fecharam em alta, com destaque para o FTSE 100, de Londres, que subiu 0,51%, e para o DAX, da Alemanha, que avançou 0,94%. Na Ásia, as bolsas recuaram, com destaque para Hong Kong, onde o índice Hang Seng caiu mais de 2%, e para Xangai, que fechou em baixa próxima de 1%. O CSI300, que reúne as maiores empresas chinesas, também caiu cerca de 1%. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
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30/01 - Desemprego fica em 5,1% no trimestre terminado em dezembro, diz IBGE
Carteira de trabalho vaga de emprego Sine Maceió Jonathan Lins A taxa de desocupação ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. O indicador caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior, quando estava em 5,6%, e recuou 1,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024, que registrava 6,2%. Em paralelo, a taxa média de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, também no nível mais baixo desde o início da série histórica do IBGE. Veja os destaques da pesquisa Taxa de desocupação: 5,1% População desocupada: 5,5 milhões de pessoas População ocupada: 103 milhões População fora da força de trabalho: 66,2 milhões População desalentada: 2,6 milhões Empregados com carteira assinada: 39,42 milhões Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões Trabalhadores por conta própria: 26,1milhões Trabalhadores informais: 38,7 milhões Taxa de informalidade: 37,6% A população desocupada somou 5,5 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. O número recuou 9,0% no trimestre, o equivalente a 542 mil pessoas a menos, e caiu 17,7% na comparação anual, com redução de cerca de 1,2 milhão. Já a população ocupada alcançou 103,0 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica. O total avançou 0,6% no trimestre, com acréscimo de 565 mil pessoas, e cresceu 1,1% no ano, o que representa mais 1,2 milhão de ocupados. O nível da ocupação — proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — também atingiu o maior patamar da série, ao chegar a 58,9%. O indicador subiu 0,2 ponto percentual no trimestre e permaneceu estável na comparação anual. Taxa de desemprego fica em 5,6% em 2025, menor patamar da série histórica Subutilização da força de trabalho A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 13,4%, a menor da série histórica. O indicador recuou 0,5 ponto percentual frente ao trimestre anterior e caiu 1,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024. A população subutilizada totalizou 15,3 milhões de pessoas, patamar semelhante ao menor já registrado, no trimestre encerrado em dezembro de 2014. O contingente diminuiu 3,3% no trimestre, com redução de 515 mil pessoas, e recuou 12,3% no ano, o equivalente a 2,1 milhões a menos. Já a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas somou 4,5 milhões de pessoas, mantendo-se estável no trimestre e apresentando queda de 7,1% na comparação anual, com redução de 343 mil. A população fora da força de trabalho foi estimada em 66,2 milhões de pessoas. O número ficou estável no trimestre, mas cresceu 2,1% no ano, o que representa um aumento de 1,3 milhão de pessoas. A população desalentada chegou a 2,6 milhões de pessoas, sem variação significativa no trimestre e com queda de 11,5% no ano, o equivalente a 343 mil pessoas a menos. O percentual de desalentados ficou em 2,4%, mantendo-se estável no trimestre e recuando 0,3 ponto percentual na comparação anual. 🔎 Os desalentados são pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por acharem que não encontrariam, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde moram, por exemplo. Carteira assinada, setor público e por conta Já o número de empregados no setor privado atingiu 53 milhões de pessoas, também um recorde da série histórica. O contingente não apresentou variação significativa no trimestre, mas cresceu 1,1% no ano, com acréscimo de 578 mil trabalhadores. O número de empregados com carteira assinada no setor privado — excluídos os trabalhadores domésticos — atingiu um recorde na série histórica, ao somar 39,4 milhões de pessoas. O contingente ficou estável no trimestre, mas cresceu 2,4% em relação a 2024, o equivalente a mais 939 mil trabalhadores. Já o total de empregados sem carteira no setor privado chegou a 13,6 milhões, com estabilidade no trimestre e queda de 2,6% no ano, o que representa 361 mil pessoas a menos. No setor público, o número de ocupados também alcançou o maior patamar da série, com 13 milhões de trabalhadores. O resultado reflete estabilidade na comparação trimestral e expansão de 3,9% em 12 meses, o que corresponde a um aumento de 483 mil pessoas. Entre os trabalhadores por conta própria, o contingente chegou a 26,1 milhões, outro recorde histórico. O grupo manteve-se estável no trimestre e registrou crescimento de 2,5% no ano, com acréscimo de 638 mil trabalhadores. Entenda como o desemprego é calculado no Brasil Informalidade e renda Com esse movimento, a taxa de informalidade ficou em 37,6% da população ocupada, o equivalente a 38,7 milhões de pessoas. O patamar é praticamente estável em relação ao trimestre encerrado em setembro, quando estava em 37,8%, e inferior ao registrado no trimestre encerrado em dezembro de 2024, de 38,6%. O avanço do emprego veio acompanhado de melhora na renda. O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos alcançou R$ 3.613, o maior valor da série, com altas de 2,4% no trimestre e de 5,0% no ano. Já a massa de rendimento real habitual somou R$ 367,6 bilhões, também em nível recorde, após crescer 3,1% no trimestre — um acréscimo de R$ 10,9 bilhões — e 6,4% em 12 meses, o equivalente a mais R$ 22 bilhões. Análise por grupamento de atividades O contingente da força de trabalho — que reúne pessoas ocupadas e desocupadas — foi estimado em 108,5 milhões no trimestre encerrado em dezembro de 2025. O total permaneceu estável tanto na comparação com o trimestre imediatamente anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela PNAD, além do crescimento quantitativo do emprego, houve melhora na qualidade dos vínculos, marcada por maior formalização e aumento do rendimento médio. “Há uma massa crítica de fatores que mantém esse impulso, combinando expansão da ocupação e crescimento da renda do trabalhador, tanto formal quanto informal”, explica. Segundo ela, esse padrão ajuda a entender por que o maior avanço percentual da ocupação ocorreu em atividades menos dependentes de crédito e mais intensivos em serviços (veja os dados abaixo). Na análise por grupamentos de atividade, a comparação com o trimestre de julho a setembro de 2025 mostra crescimento concentrado em dois setores: 🚗🛠️ Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas: alta de 1,6%, com acréscimo de 299 mil pessoas ocupadas 🏛️🏥📚 Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: avanço de 1,5%, o equivalente a mais 282 mil ocupados Os demais grupamentos não registraram variações estatisticamente significativas no período. No rendimento médio mensal real, a comparação com o trimestre de julho a setembro de 2025 também indica aumento em dois grupamentos: 🌱🚜 Agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: alta de 3,7%, com ganho médio de R$ 82 💻📡🏦 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: avanço de 5,1%, com aumento médio de R$ 254 Já na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o crescimento do rendimento médio foi mais disseminado, alcançando vários grupamentos: 🌱🚜 Agropecuária: +9,3% (mais R$ 196) 🏗️ Construção: +5,5% (mais R$ 147) 💻📡🏦 Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: +5,8% (mais R$ 287) 🏛️🏥📚 Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +4,7% (mais R$ 219) 🧹🏠 Serviços domésticos: +4,8% (mais R$ 63)
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30/01 - Estatais federais registram rombo de R$ 5,1 bilhões em 2025, segundo pior da história
O Banco Central informou nesta sexta-feira (30) que as empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,13 bilhões em 2025. 🔎O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. Em 2024, o resultado também foi negativo, mas em maior proporção: R$ 6,73 bilhões (recorde anterior). O maior superávit foi apurado em 2019, no valor de R$ 10,3 bilhões. O rombo de 2025 foi o segundo pior desde o início da série histórica, em 2002. A série do Banco Central, que tem início em 2002, não considera a Petrobras, a Eletrobras e nem as empresas do setor financeiro (bancos públicos). O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras foram excluídos do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). ➡️ O resultado das empresas estatais já está afetando as contas públicas. Por conta do rombo acima do autorizado, o governo foi obrigado a bloquear R$ 3 bilhões no orçamento em 2025. São recursos que poderiam ser liberados para outras áreas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Correios e Eletronuclear Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 ➡️O resultado ruim foi agravado, principalmente, pelos Correios, que passa por grave crise fiscal, com forte piora do seu resultado financeiro em 2025. 🔎 Os Correios possuem monopólio em serviços como o recebimento, transporte e entrega de cartões-postais e correspondência, além da fabricação de selos. Em 2024, o déficit dos Correios foi de mais de R$ 2,5 bilhões. No acumulado até setembro de 2025, o prejuízo foi de R$ 6 bilhões – e pode ter chegado a R$ 10 bilhões no ano fechado (resultado ainda não foi divulgado). Em entrevista à GloboNews no ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo não tem planos para pôr os Correios à venda, ao contrário do que pretendia o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Não vejo um debate dentro do governo sobre privatizar Correios. Não vejo isso acontecer da parte de nenhum ministro que tenha proposto isso. Inclusive porque fizemos levantamento mais recente sobre a situação dos serviços postais no mundo. E é muito difícil um Estado nacional abrir mão de serviços postais, até porque parte dos quais são mesmo subsidiados para garantir a universalização”, disse Haddad, na ocasião. Em dezembro, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias (com garantia do Tesouro Nacional), para quitar dívidas e aliviar o caixa. Rombo bilionário de estatais pressiona contas públicas, desafia Orçamento do governo e prejudica investimentos Jornal Nacional/ Reprodução E o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou, no fim do ano passado, que os Correios precisarão de mais R$ 8 bilhões em 2026 para o enfrentamento da crise financeira da empresa — o que poderá ocorrer por meio de aportes do Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo. ➡️Ao mesmo tempo, a Eletronuclear, responsável por usinas nucleares, informou que está em um "nível de caixa totalmente baixo". Por conta disso, seu diretor-presidente interino, Alexandre Caporal, informou ao g1 em dezembro que a empresa só vai conseguir honrar seus compromissos por um período relativamente curto de prazo, de dois a três meses. O principal problema, segundo ele, é a interrupção das obras da usina de Angra 3, algo que está drenando recursos públicos. Caporal disse que a estatal não deve pedir aporte de recursos ao Tesouro Nacional mas informou que será necessário que bancos públicos que emprestaram quase R$ 7 bilhões à estatal suspendam temporariamente a cobrança da dívida. Sem essa interrupção, explicou ele, a empresa vai "sangrar até morrer". Posição do governo Questionado pelo g1, o Ministério da Gestão, responsável pelas empresas estatais, informou que, até o terceiro trimestre de 2025, as empresas estatais registraram um faturamento de R$ 1,02 trilhão, resultado 6,3% superior ao de igual período de 2024. A pasta também destacou que os investimentos realizados pelas empresas também aumentou. "O investimento das companhias também cresceu, pelo terceiro ano consecutivo. No acumulado até o terceiro trimestre de 2025, o investimento realizado por essas companhias somou R$ 86,4 bilhões, um crescimento de 34,3% em relação ao mesmo período de 2024. Entre 2022 e 2024, o investimento das estatais federais já havia aumentado 87%, em termos nominais", afirmou a Gestão. Sobre os déficits, a pasta não comentou.
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30/01 - Trump indica Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve, o banco central dos EUA
Kevin Warsh REUTERS/Brendan McDermid/Foto de Arquivo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (30) a indicação do economista Kevin Warsh para comandar o Federal Reserve (Fed), o banco central do país. A nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. “Tenho o prazer de anunciar que estou nomeando Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. O anúncio deve reduzir a incerteza sobre quem substituirá o atual presidente do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. Powell tem sido alvo de críticas frequentes de Trump, que defende cortes mais rápidos nos juros para impulsionar a economia. (leia mais aqui) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Trump indica Kevin Warsh para presidir o banco central dos Estados Unidos Reprodução/Truth Social Warsh é pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover e professor da Escola de Negócios da Universidade Stanford. Ele também é sócio da gestora Duquesne Family Office, ao lado do investidor Stanley Druckenmiller. Trump destacou também a trajetória acadêmica e profissional do indicado. Warsh é formado em políticas públicas com ênfase em economia e estatística pela Universidade Stanford, e em direito pela Universidade Harvard. Construiu carreira no setor financeiro, com passagem pelo Morgan Stanley, antes de ingressar no governo George W. Bush. Na Casa Branca, Warsh atuou como assessor especial do presidente para assuntos econômicos e como secretário-executivo do Conselho Econômico Nacional entre 2002 e 2006. Warsh também atuou no Fed. Ele foi o mais jovem integrante do Conselho de Governadores ao assumir o cargo aos 35 anos e permaneceu na função entre 2006 e 2011. Nesse período, representou o Fed no G20 e atuou como emissário em países da Ásia. Trump disse ainda que Warsh teve papel relevante em mudanças na política monetária do Reino Unido ao elaborar um relatório para o Banco da Inglaterra, cujas recomendações foram adotadas pelo Parlamento. “Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será um dos grandes presidentes do Fed, talvez o melhor”, escreveu Trump. “Ele nunca vai decepcionar”, acrescentou. Brasil se une a bancos centrais globais em defesa do presidente do Fed após ameaça de Trump Nome já era esperado O nome de Warsh vinha sendo citado como possível indicado antes do anúncio oficial. A Bloomberg havia informado nesta quinta-feira que Warsh era o principal nome considerado por Trump. Também na quinta, Trump disse que a indicação não representaria “uma grande surpresa” para os mercados. “Muita gente acha que é alguém que poderia ter ocupado esse cargo há alguns anos. Será alguém muito respeitado, conhecido por todos no mundo financeiro”, afirmou o presidente. À agência Reuters, duas fontes próximas das negociações afirmaram que Warsh se reuniu com Trump na Casa Branca na quinta e que o ex-dirigente deixou boa impressão no presidente. A possibilidade de Warsh assumir o comando do Fed provocou reação imediata nos mercados. Na madrugada desta sexta, o principal índice da MSCI para ações da Ásia-Pacífico, sem o Japão, caiu até 1,3%, a maior queda diária do último mês. Em Hong Kong, o índice de empresas chinesas recuou 2,1%, enquanto o Nikkei 225, no Japão, caiu 0,1%. Nos EUA, os contratos futuros do S&P 500 caíram 0,4% e os do Nasdaq, 0,5%. O índice do dólar subiu 0,3%, para 96,481, após um período de queda. Já o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos avançou 4 pontos-base, para 4,265%. No mercado de apostas Polymarket, a chance de Warsh ser escolhido por Trump para liderar o Fed subiu de 35% para 92%. Plataformas como Polymarket e Kalshi chegaram a apontar probabilidades acima de 80% para o ex-dirigente. Warsh é visto como favorável a juros mais baixos, mas considerado menos radical do que outros nomes avaliados. Ele defende reduzir a atuação do Fed, o que indica uma postura mais cautelosa em relação a estímulos mais fortes à economia. A possível nomeação ocorre em um momento de instabilidade nos mercados globais. O ouro caiu 3,7%, a prata recuou 6%, o petróleo Brent perdeu 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%. Investidores avaliam como a troca no comando do Fed pode influenciar as decisões sobre juros, em meio a pressões políticas e incertezas na economia. A indicação, que depende do aval do Senado, ocorre em meio a críticas de Trump à política de juros. A escolha é estratégica porque afeta a economia dos EUA e os mercados globais. Outros nomes avaliados Segundo a Reuters, além de Warsh, outros nomes foram avaliados por Trump. Rick Rieder, da BlackRock, chegou a ser apontado como favorito, enquanto o dirigente do Fed Christopher Waller e o conselheiro econômico da Casa Branca Kevin Hassett também foram citados. Na quinta-feira, porém, Warsh passou a ser o principal candidato. Após a indicação de Warsh, Trump afirmou que considerou Kevin Hassett, mas decidiu mantê-lo na Casa Branca por avaliar que ele exerce um papel estratégico no governo. Segundo Trump, Hassett é “altamente respeitado” e seria um “excelente presidente do Fed”, mas o assessor tem atuado de forma decisiva na equipe econômica da Casa Branca. “Ele está fazendo um trabalho extraordinário comigo e com meu time na Casa Branca, e eu não quis deixá-lo sair”, declarou. Trump elogiou o trabalho de Hassett e disse que, diante de seu desempenho, optou por não fazer mudanças. “Se você não pode fazer melhor, não tente consertar”, afirmou, ao agradecer publicamente o assessor. Trump afirmou que chegou a considerar a indicação de Kevin Hassett Reprodução/Redes Sociais Presidente do Fed diz que governo Trump ameaçou acusá-lo criminalmente Trump e o Fed Trump tem pressionado publicamente o Fed a reduzir os juros. O banco central, que cortou as taxas três vezes em 2025, manteve o patamar entre 3,50% e 3,75% após a última reunião, na quarta-feira (28). Após o anúncio, Trump afirmou que Jerome Powell não tinha motivo para manter os juros “tão altos” e voltou a chamar o chefe do Fed de “idiota”, dizendo que ele estaria “prejudicando o país e a segurança nacional”. "Ele está custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessários e injustificadas", afirmou o republicano, reiterando que as taxas americanas deveriam ser as "menores do mundo" devido à "vasta quantia de dinheiro" que entra no país por conta das tarifas alfandegárias. Trump diz que os juros deveriam ser dois a três pontos percentuais mais baixos, apesar de a economia dos EUA ter crescido 4,4% no terceiro trimestre, segundo o Departamento de Comércio. Powell deixa a presidência em maio, mas tem mandato como membro do Conselho de Governadores até 2028, e Trump tenta manter influência sobre o banco central, cuja autonomia é considerada essencial para conter a inflação. O governo também abriu uma investigação criminal contra Powell por gastos acima do previsto em reformas na sede do Fed, medida que ele classificou como um “pretexto” para pressioná-lo. O caso é conduzido pelo Departamento de Justiça, com intimações de um grande júri, mas ainda não há acusação formal. Powell diz que a apuração é sem precedentes e ameaça a independência do banco central. Após a ofensiva contra o presidente do banco central, o senador republicano Thom Tillis, integrante do Comitê Bancário do Senado — que analisa indicações ao Fed — afirmou que a possibilidade de indiciamento coloca em dúvida a “independência e a credibilidade” do Departamento de Justiça. Na ocasião, Tillis afirmou que se oporia a qualquer indicado por Trump para o Fed “até que essa questão legal seja totalmente esclarecida”.
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30/01 - Com aumento de gastos do governo e juros altos, dívida pública avança para 78,7% do PIB em 2025
A dívida bruta do setor público consolidado subiu pontos percentuais em todo ano de 2025, para 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) — o equivalente a R$ 10 trilhões, informou o Banco Central nesta sexta-feira (30). Ao fim de 2024, o endividamento do setor público consolidado, que engloba o governo federal, os estados, municípios e empresas estatais, estava em R$ 9 trilhões, ou 76,3% do PIB. 🔎 A dívida do setor público consolidado é considerada um termômetro da chamada "solvência" de uma nação, ou seja, da capacidade de honrar seus compromissos futuros. Quanto maior o indicador, maior o risco de um calote em momentos de crise. 💵 Em termos práticos, com uma dívida mais alta há uma pressão maior sobre a taxa de juros brasileira. Isso se reflete nos juros cobrados pelo mercado financeiro ao setor produtivo da economia, restringindo o crescimento do país. ➡️No acumulado do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou seja, em três anos, a dívida já avançou sete pontos percentuais. ➡️O Tesouro Nacional prevê que a dívida pública continuará avançando, atingindo 83,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim de 2026, e também nos próximos anos. ➡️A metodologia utilizada no cálculo do indicador pela autoridade monetária não observa as normas internacionais. Não são contabilizados, nesse conceito, todos títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro. ➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país somou 93,4% do PIB em dezembro do ano passado (veja a comparação internacional e histórica mais abaixo nessa reportagem). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Aumento de gastos, de estímulos e despesas com juros ➡️No terceiro mandato de Lula, houve aumento de despesas públicas, algo que pressionou a dívida pública. Veja exemplos abaixo: PEC da transição: ampliou o limite para gastos públicos, permanentemente, em cerca de R$ 170 bilhões por ano. Reajuste real do salário mínimo: é um dos principais motivo da alta, pois os benefícios previdenciários têm como piso o salário mínimo. Pisos saúde e educação: retomada da política de atrelar à receita os gastos mínimos em saúde e educação. Pagamento de precatórios atrasados: valores que deixaram de ser pagos com Bolsonaro foram acertados com Lula, um montante que supera R$ 100 bilhões. Reajustes a servidores públicos: retomada dos reajustes a servidores públicos, represada com Bolsonaro, com base na inflação. Cerca de 100 categorias contempladas. ➡️Além disso, o governo tem tomado outras medidas que aumentam os gastos da população e também pressionam a inflação. Veja: Minha Casa Minha Vida: ampliação, de R$ 8 mil para R$ 12 mil, no teto da renda das famílias que podem financiar um imóvel pelo programa, em um aceno à classe média. Liberação de saque-aniversário do FGTS que estava retido: pagamento aos trabalhadores que optaram pela modalidade de saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa. Medida injetou R$ 12 bilhões na economia ano passado e vai liberar mais R$ 7,8 bilhões em 2026. Consignado do FGTS ao setor privado: governo anunciou nova linha de crédito ao setor privado com desconto em folha de pagamento e garantia do FGTS. Medida já resultou na entrada de R$ 52 bilhões na economia. Ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda: governo enviou ao Congresso, que ainda debaterá o assunto, proposta de ampliar a faixa de isenção do IR para até R$ 5 mil, e de que rendas entre R$ 5 mil e R$ 7 mil paguem menos IR. Medida amplia gastos e pressiona a inflação. Endividamento sobe o governo Lula e continuará avançando nos próximos anos Fecomércio Com o aumento de gastos, as contas do governo ficaram no vermelho nos três primeiros anos do governo Lula. Isso ocorre apesar da alta de impostos. E o Tesouro Nacional admite que as contas seguirão no vermelho, ao menos, até 2027. ➡️Ao mesmo tempo, para conter a inflação, o Banco Central teve de elevar a taxa básica de juros ao patamar de 15% ao ano em 2025 — o maior nível em quase 20 anos. ➡️Como a taxa Selic corrige boa parte da dívida pública, as despesas com juros do setor público atingiram R$ 1 trilhão no ano passado, ou 7,91% do PIB - também impulsionando fortemente o endividamento público. Causa ou consequência? ➡️Nas últimas semanas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem avaliado que a dívida pública está aumentando, principalmente, por conta dos juros altos e não devido ao déficit fiscal. "A dívida está aumentando pelo juro alto, não está aumentando pelo déficit porque o déficit está menor", disse Haddad, em janeiro, em entrevista à jornalista Míriam Leitão, do jornal o Globo. ➡️Analistas, porém, avaliam que o aumento de gastos e de estímulos à economia são fatores que têm obrigado o Banco Central a praticar juros mais altos, como forma de conter a inflação. E que isso, por consequência, tem elevado as despesas com juros da dívida pública. ▶️Entenda: O Banco Central explica que sua atuação é reativa, ou seja, a instituição apenas reage ao cenário da economia. Se há um aumento de despesas, que estimula demais a economia e pressiona a inflação, por exemplo, tem que adotar uma política de juros mais agressiva. ➡️O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (indicado por Jair Bolsonaro), avaliou, em 2023, que o juro é alto no Brasil por conta do elevado nível do endividamento. "Na parte dos juros, a gente não pode confundir causa e efeito. A dívida não e alta porque os juro é alto. É o contrário, o juro é alto porque a dívida é alta. Quando você endividado vai ao banco, e o banco faz uma análise que você é endividado e não paga a dívida, o juro é alto", declarou Campos Neto, na ocasião. Comparação internacional e histórica ➡️ No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento, a dívida pública brasileira somou 93,4% do PIB no fechamento de 2025. 🌎Na comparação internacional, o endividamento brasileiro já está um pouco acima do padrão de países da Zona do Euro em 2024; bem acima de países da América Latina e de nações emergentes. Mas segue abaixo endividamento de países desenvolvidos. Relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) recomendou em 2023 que os países da América Latina e Caribe reduzam sua dívida pública para um patamar entre 46% a 55% do PIB. O objetivo seria aumentar a confiança dos investidores e possibilitar a redução da taxa de juros, com efeitos positivos sobre o nível de atividade e sobre o emprego. Dívida pública por mandatos pelo critério do FMI Pelo critério utilizado pelo FMI, a dívida pública brasileira fica, em média, cerca de 12 pontos acima do padrão registrado pelo Banco Central. Considerando a projeção do Tesouro Nacional de um endividamento de 83,6% do PIB em 2026, ela somaria cerca de 95,6% do PIB no final do atual mandato de Lula — no critério do FMI. Lula (2003 a 2006): queda de 11,5 pontos do PIB; Lula (2006 a 2010): recuo de 2,2 pontos do PIB; Dilma Rousseff (2010 a 2014): queda de 0,8 ponto do PIB; Dilma Rousseff (2014 a agosto de 2016): alta de 10,7 pontos do PIB; Michel Temer (setembro 2016 a dezembro de 2018): alta de 12,5 pontos do PIB; Jair Bolsonaro (2019 a 2022): recuo de 0,8 ponto do PIB; Lula (considerando a projeção do Tesouro Nacional): alta de 11,6 pontos percentuais. Ajuste fiscal Para tentar frear o crescimento da dívida, em 2023 o governo aprovou o chamado "arcabouço fiscal", ou seja, novas regras para as contas públicas em substituição ao teto de gastos. Por essas regras: a despesa não pode registrar crescimento maior do que 70% do aumento da arrecadação; a alta de gastos fica limitada, em termos reais, a 2,5% por ano; o arcabouço busca justamente conter o crescimento da dívida pública no futuro. ➡️Analistas observam, porém, que o arcabouço não foi efetivo para impedir o aumento da dívida, e ponderam que, da forma como está, terá de ser alterado nos próximos anos, pois suas regras são insustentáveis. O próprio ministro Haddad admite mudanças. ➡️Para conter o crescimento da dívida pública, analistas avaliam que o governo tem de conter gastos obrigatórios e, com isso, retomar um resultado positivo das contas públicas. ➡️O cálculo é que o ajuste terá de ser de dois pontos do PIB, com o resultado do governo saindo de um déficit de cerca de 0,5% para um superávit de 1,5% do PIB. A lógica é que isso ajudaria o BC a baixar a taxa Selic e, como consequência, haveria menores despesas com os juros da dívida pública. Seria a almejada "harmonização" entre a política fiscal (gastos públicos) e monetária (contenção da inflação). Quais gastos podem ser revisados: Gastos com servidores, por meio de uma reforma administrativa; Gastos previdenciários, por meio de uma nova reforma da Previdência ou medidas pontuais; Reforma de gastos sociais para impedir o acúmulo de benefícios; Deixar de da aumento real (acima da inflação) ao salário mínimo, reduzindo gastos previdenciários; Desvincular as despesas com saúde e educação da receita. Em agosto do ano passado, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que o sistema previdenciário brasileiro está pressionado e que esse tema precisará ser discutido, inevitavelmente, em até dez anos. Ele destacou que esse debate é complexo, e que o reajuste real do salário mínimo (acima da inflação), traz desafios "relevantes" para as despesas públicas — embora tenha um papel "correção de desigualdades muito importante". Já em novembro de 2025, o Tesouro Nacional avaliou que uma redução sustentada da dívida/PIB, no médio prazo, depende da continuidade de reformas que melhorem o ambiente de negócios e maior crescimento do PIB, com destaque para aquelas que promovam a "consolidação fiscal" (contenção de despesas permanentes).
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30/01 - O dilema da Europa: bloco cresce pouco e se vê pressionado por dólar baixo e valorização do euro
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Layen, discursa durante a 56ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça Reuters A economia europeia registrou crescimento modesto no fim do ano passado, superando turbulências relacionadas ao aumento de tarifas dos Estados Unidos. Agora, porém, enfrenta um novo obstáculo: um euro mais forte em relação ao dólar, o que pode pesar sobre as exportações. O crescimento nos 21 países que utilizam a moeda comum europeia foi de 0,3% nos últimos três meses de 2025, repetindo o resultado do terceiro trimestre, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, na sexta-feira (30). Em comparação com o quarto trimestre de 2024, a alta foi de 1,3%. Sem recessão, mas pouco otimismo O crescimento moderado contrariou temores de recessão vistos no início do ano, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou elevar tarifas a níveis que poderiam devastar o comércio. As negociações resultaram em um teto de 15% para as tarifas americanas — ou impostos de importação — sobre produtos da União Europeia. A taxa mais alta não é ideal para os negócios, mas a previsibilidade trazida pelo acordo permitiu que as empresas ao menos seguissem com seus planejamentos. Essa segurança foi abalada após o fim do trimestre, quando Trump, em 17 de janeiro, ameaçou países-membros da UE com tarifas mais altas por apoiarem a Groenlândia diante de seus apelos por uma tomada de controle dos EUA sobre o território. Mais tarde, ele recuou da ameaça. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O setor de serviços europeu — uma categoria ampla que vai de salões de beleza a tratamentos médicos — mostrou crescimento moderado, segundo a pesquisa da S&P Global com gerentes de compras. As exportações despencaram, e a indústria continua atrás, mas apresentou melhora no fim de 2025. A inflação mais baixa, de 1,9% em dezembro — após um pico doloroso em 2022–2023 — e a alta dos salários deram aos consumidores mais poder de compra e disposição para gastar. A ameaça mais recente é a forte queda do dólar frente ao euro. A moeda americana está em seu nível mais fraco em quatro anos e meio, o que torna as exportações europeias menos competitivas em preço em um mercado externo importante. O dólar enfraqueceu devido a temores de que as tarifas de Trump desacelerem o crescimento e de que seus ataques ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, prejudiquem o papel do banco central dos EUA como combatente da inflação e guardião do valor da moeda. O euro subiu 14,4% frente ao dólar nos últimos 12 meses e era negociado a US$ 1,19 na sexta-feira. Dilema dos juros Analistas afirmam que, se a fraqueza do dólar frente ao euro continuar, o Banco Central Europeu poderá cortar as taxas de juros ainda este ano para estimular o crescimento. O BCE realiza uma reunião de política monetária na quinta-feira, mas não se espera mudança nas taxas neste encontro. A Alemanha apresentou melhora no crescimento, com alta de 0,3% no trimestre — seu melhor desempenho trimestral em três anos — mas ainda enfrenta dificuldades sérias no curto e no longo prazo. A maior economia da zona do euro ainda aguarda que os investimentos em infraestrutura e defesa, iniciados pelo chanceler Friedrich Merz, gerem efeitos por meio de maior crescimento. A Alemanha cresceu 0,2% no ano passado, seu primeiro ano de expansão após dois anos de retração da produção. Na quarta-feira, o governo reduziu sua projeção de crescimento para este ano, de 1,3% para 1%. O país enfrenta uma série de problemas: preços mais altos de energia após a perda do gás natural russo devido à guerra na Ucrânia, escassez de mão de obra qualificada, aumento da concorrência chinesa em setores-chave de exportação como automóveis e máquinas industriais, anos de subinvestimento em infraestrutura que impulsiona o crescimento e excesso de burocracia. O crescimento na União Europeia como um todo, composta por 27 países, também foi de 0,3% no quarto trimestre de 2025 e de 1,4% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Nem todos os membros da UE adotaram o euro, que ganhou seu 21º integrante em janeiro, quando a Bulgária passou a usar a moeda comum.
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30/01 - Mercados globais recuam à espera de anúncio do novo presidente do Fed
Telão com cotações acionárias em Xangai Reuters As bolsas globais apresentam desempenho negativo nesta sexta-feira (30). O movimento foi influenciado tanto pela forte queda do preço do ouro quanto pela expectativa pelo anúncio do novo presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. Na noite de quinta-feira (29), o presidente Donald Trump afirmou que divulgará nesta manhã o nome do escolhido para comandar o Fed. 🔎A maioria dos investidores aposta que o indicado será Kevin Warsh, que já integrou a direção da instituição no passado. A possibilidade de sua nomeação já provocou ajustes nos preços dos ativos em todo o mundo. Na Ásia, as perdas foram mais intensas na China e em Hong Kong. Em Xangai, o índice caiu cerca de 1%, depois de ter recuado mais de 2% durante o pregão. Apesar disso, a bolsa chinesa acumulou alta de 3,8% em janeiro, o melhor resultado mensal desde agosto. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, também caiu 1% no dia, mas subiu 1% no mês. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou mais de 2%. As ações de empresas ligadas ao ouro lideraram as perdas, após a queda do preço do metal e novas medidas das autoridades chinesas para conter a especulação, como o aumento das exigências de margem para negociação. Mineradoras como Chifeng Gold, Shandong Gold e Zhongji Gold chegaram a cair o limite diário de 10%. O nervosismo também se espalhou para outros mercados. Nos Estados Unidos, os contratos futuros indicam abertura em baixa das bolsas. Antes da abertura dos mercados, Dow Jones recuava 0,57%, S&P 500 caía 0,62% e Nasdaq, que reúne as principais empresas de tecnologia, recuava 0,74%. 💸No mercado de câmbio, o dólar se valoriza diante de outras moedas, refletindo a percepção de que os juros nos Estados Unidos podem recuar em ritmo mais lento do que o previsto. Com taxas elevadas por mais tempo, os ativos americanos se tornam relativamente mais atrativos, o que favorece a moeda norte-americana. Os juros dos títulos do governo dos EUA também avançam, sinal de que os investidores estão mais cautelosos e exigem maior retorno para emprestar dinheiro. Já produtos como ouro, prata e petróleo registram queda de preços. Anúncio do novo presidente do Fed Warsh, que já integrou o Conselho de Governadores do Fed, é visto como um defensor de taxas de juros mais baixas, mas também como uma opção menos radical entre os nomes cogitados. Ele defende um balanço patrimonial menor para o Fed, o que o tornaria mais cauteloso em relação a estímulos monetários agressivos. A possível nomeação de Warsh ocorre em meio a um cenário de volatilidade nos mercados globais. O ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%. Investidores avaliam como uma mudança no comando do Fed poderia alterar a política monetária americana, especialmente em um momento de pressões políticas e incertezas econômicas. Ainda de acordo com a Reuters, além de Warsh, outros nomes chegaram a ser considerados por Trump. Rick Rieder, da BlackRock, foi visto até recentemente como favorito, enquanto o atual governador do Fed Christopher Waller e o conselheiro econômico da Casa Branca Kevin Hassett também figuraram na lista. No entanto, na quinta-feira, Warsh emergiu como o principal candidato. O anúncio deve encerrar meses de incerteza sobre quem assumirá o comando do Fed no lugar de Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. Trump tem criticado Powell publicamente e defende cortes mais rápidos nos juros. A escolha do novo presidente do banco central é considerada decisiva para o rumo da economia americana e para o comportamento dos mercados globais ao longo de 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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30/01 - Trump processa Receita Federal dos EUA em US$ 10 bilhões por vazamento de declaração de imposto de renda
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa enquanto se dirige ao helicóptero Marine One para viajar a Iowa REUTERS/Jonathan Ernst O presidente Donald Trump apresentou na quinta-feira (29) uma ação contra o Serviço de Receita Interna (IRS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, reivindicando 10 bilhões de dólares (cerca de 51,9 bilhões de reais) pelos danos aos seus negócios que, segundo ele, foram provocados pelo vazamento de suas declarações de imposto de renda. Trump apresentou a demanda a título pessoal e não como presidente, ao lado de seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e do conglomerado familiar, a Trump Organization. A ação afirma que o IRS e o Departamento do Tesouro "tinham o dever de salvaguardar e proteger as declarações de impostos confidenciais dos demandates". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante seu primeiro mandato presidencial, as declarações de impostos de Trump foram foco de especulação depois que o presidente rompeu com a tradição de seus antecessores e se recusou a divulgá-las como candidato. Os documentos foram vazados à imprensa por Charles "Chaz" Littlejohn, um ex-funcionário do IRS, entre maio de 2019 e setembro de 2020, de acordo com a ação. Littlejohn se declarou culpado em 2023 pelo vazamento. Atualmente, ele cumpre uma pena de prisão de cinco anos. O jornal New York Times informou em setembro de 2020 que Trump pagou apenas 750 dólares de imposto federal de renda em 2016 e 2017. E não pagou nada durante 10 dos 15 anos anteriores.
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30/01 - Mapa dos tributos no Brasil: 100 municípios concentram 77% de toda a arrecadação; veja ranking
Veja os cinco municípios com maior arrecadação no Brasil Os 100 municípios com maior arrecadação de tributos no Brasil concentram 77,6% do total recolhido no país, embora abriguem pouco mais de um terço da população brasileira (36,4%). O estudo usa informações da Receita Federal de 2024 e considera os valores recolhidos em cada município, mas que não correspondem necessariamente ao dinheiro que entrou, de fato, nos cofres públicos. Segundo o documento, esses municípios arrecadaram mais de R$ 1,9 trilhão no ano. O destaque ficou com São Paulo, que recolheu sozinho R$ 581,2 bilhões — o equivalente a 23,1% de toda a arrecadação nacional. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Osasco. (Veja a lista completa ao final desta reportagem) Veja os 10 municípios que mais arrecadaram em 2024: São Paulo (SP): R$ 581,2 bilhões Rio de Janeiro (RJ): R$ 306,9 bilhões Brasília (DF): R$ 180,1 bilhões Belo Horizonte (MG): R$ 54,7 bilhões Osasco (SP): R$ 50,2 bilhões Curitiba (PR): R$ 44,5 bilhões Barueri (SP): R$ 36,5 bilhões Porto Alegre (RS): R$ 33,7 bilhões Itajaí (SC): R$ 27,1 bilhões Campinas (SP): R$ 26 bilhões Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a forte concentração de arrecadação no Sul e no Sudeste se explica principalmente pela maior presença de atividades industriais e comerciais nessas regiões. “Existem municípios que, mesmo com menor população, ainda registram uma arrecadação muito elevada por conta da concentração de indústrias, comércio e prestadores de serviços”, explica o executivo. “Mesmo regiões que se destacam em setores como o turismo ainda não têm arrecadação suficiente para se equiparar ao que vemos no Sul e no Sudeste”, completa Olenike. Entre os municípios que se destacam por seus polos industriais e comerciais estão Jundiaí, Sorocaba, Caxias do Sul, Joinville, Itajaí, Porto Alegre, Curitiba, Osasco, Barueri e Campinas. Em relação à arrecadação per capita, o destaque é Barueri (SP), que arrecadou R$ 110,4 mil por pessoa no ano. São Paulo, que lidera o ranking geral de arrecadação, ficou na 12ª posição entre os municípios com maior arrecadação per capita, com R$ 48.854,61 — abaixo de Itajaí, Osasco e Brasília, por exemplo. Mudanças com a reforma tributária O presidente do IBPT reforça que parte do ranking dos municípios com maior arrecadação deve mudar com a implementação da reforma tributária. Isso ocorre porque a reforma altera a forma de cobrança dos tributos no país: Pelas regras atuais, o imposto é cobrado na origem, ou seja, onde os bens são produzidos. Isso favorece municípios com polos industriais e comerciais; Com a reforma em vigor, a cobrança passa a ocorrer no destino, onde o consumo acontece. Isso tende a beneficiar municípios mais populosos. “Isso não deve acontecer de forma imediata, mas a expectativa é que, com a mudança na tributação, os municípios que recebem as mercadorias passem a ter mais destaque na arrecadação”, diz Olenike, citando regiões do Norte e do Nordeste como possíveis beneficiadas. “Nesse caso, o Norte e o Nordeste atualmente compram mais produtos de outras regiões do que vendem e devem ver alguma mudança nesse ranking com a reforma tributária”, completa. Distribuição dos 100 municípios que mais arrecadam pelo Brasil Região Sudeste: (total de 53 municípios) São Paulo (SP): 36 municípios. Minas Gerais (MG): 9 municípios. Espírito Santo (ES): 4 municípios. Rio de Janeiro (RJ): 4 municípios. Região Sul: (total de 26 municípios) Santa Catarina (SC): 12 municípios. Rio Grande do Sul (RS): 7 municípios. Paraná (PR): 7 municípios Região Nordeste: (total de 12 municípios) Bahia (BA): 3 municípios. Pernambuco (PE): 2 municípios. Ceará (CE): 1 município. Maranhão (MA): 1 município. Alagoas (AL): 1 município. Sergipe (SE): 1 município. Paraíba (PB): 1 município. Rio Grande do Norte (RN): 1 município. Piauí (PI): 1 município Região Centro-Oeste: (total de 6 municípios) Goiás (GO): 3 municípios. Distrito Federal (DF): 1 município. Mato Grosso (MT): 1 município. Mato Grosso do Sul (MS): 1 município. 🔎 Brasília se destaca na região pela concentração de tributos arrecadados, por ser a capital federal. Região Norte: (total 3 municípios) Amazonas (AM): 1 município. Pará (PA): 1 município. Rondônia (RO): 1 município Veja o ranking completo dos municípios com maior arrecadação Veja a lista de municípios com a maior arrecadação per capita São Paulo é o município que mais arrecada no país. TV Globo/Reprodução
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30/01 - Novo leilão da Receita tem lote com vários PlayStations 5 e Xbox por R$ 6,9 mil e SUV por R$ 22,5 mil; veja como participar
Como funcionam os leilões A Receita Federal em São Paulo vai realizar, em fevereiro, mais um leilão regional de mercadorias apreendidas ou abandonadas. Previsto para o dia 10, o novo leilão reúne 321 lotes, que incluem uma grande variedade de vinhos, notebooks, smartphones, smartwatches, consoles de videogame, óculos de realidade virtual, esculturas, entre outros itens. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o Fisco, o leilão será realizado de forma eletrônica e é destinado a pessoas físicas e jurídicas. O período para recebimento das propostas vai das 8h do dia 2 de fevereiro até as 21h do dia 9 de fevereiro. A sessão de lances está prevista para as 11h do dia 10 de fevereiro (horário de Brasília). Os lances devem ser feitos para lotes fechados — ou seja, conjuntos específicos de itens previamente definidos. O lote mais barato tem lance inicial de R$ 15 e contém resíduos de plástico cinza. Outros dois lotes, com lances a partir de R$ 80, reúnem smartphones da Motorola. Já o lote mais caro tem lance inicial de R$ 325 mil e reúne milhares de peças para celulares. Outros destaques do leilão incluem: No lote 1, é possível adquirir seis vinhos diferentes com lances a partir de R$ 135; No lote 3, é possível adquirir um automóvel Gol, da Volkswagen, e uma motocicleta CG 150 da Honda, com lances a partir de R$ 4,6 mil; No lote 24, é possível adquirir vários PlayStations 5, Xbox e controles de videogames com lances a partir de R$ 7 mil; No lote 33, é possível adquirir um Honda Civic ano 2014/2015 com lances a partir de R$ 3,3 mil; No lote 34, é possível adquirir um Onix, da Chevrolet, sem bancos e tapeçarias traseiros com lances a partir de R$ 1,9 mil; Nos lotes 38 a 54, é possível adquirir iPhones com lances a partir de R$ 214; Nos lotes 74 a 113, é possível adquirir diferentes vinhos e champagnes, com lances a partir de R$ 853; No lote 273, é possível adquirir um SUV Brilliance, ano 2019, com lances a partir de R$ 22,5 mil. Diversos videogames e acessórios disponíveis no novo leilão da Receita Federal. Reprodução/Receita Federal De acordo com o Fisco, os lotes estarão disponíveis para visitação entre 2 e 6 de fevereiro, nas cidades de Araraquara, Campinas, Bauru, Guarulhos, São Paulo, Guarujá, Santos, Sorocaba, Jacareí, Santo André, São Bernardo do Campo e Taubaté. Os lotes poderão ser examinados presencialmente, mediante agendamento, em dias de expediente normal. Os endereços e horários para visitação, assim como os contatos para agendamento, estão indicados no edital do leilão. A Receita destacou ainda que os bens arrematados por pessoas físicas não podem ser revendidos, assim como alguns lotes específicos adquiridos por pessoas jurídicas. Além disso, os licitantes terão 30 dias para retirar os lotes arrematados. O pagamento das mercadorias é feito por meio do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). Quem pode participar do leilão? Pessoas físicas podem participar do leilão desde que atendam aos seguintes critérios: ser maior de 18 anos ou pessoa emancipada; ser inscrito no Cadastro de Pessoas Física (CPF); ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Já para pessoas jurídicas, os critérios são os seguintes: ter cadastro regular no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ); ou, no caso do responsável da empresa ou de seu procurador, ter selo de confiabilidade Prata ou Ouro no sistema de identidade digital do governo federal. Como participar do leilão? Para participar do leilão com a apresentação de um lance, o interessado deve seguir os seguintes passos: entre 2 e 9 de fevereiro, observados os horários estabelecidos pela Receita, acessar o Sistema de Leilão Eletrônico por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC); selecionar o edital do leilão em questão, de número 0800100/000009/2025 - SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 8ª REGIÃO FISCAL; escolher o lote em que se quer fazer o lance e clicar em "incluir proposta"; aceitar os termos e condições apresentados pelo site da Receita; e incluir o valor proposto (que, necessariamente, deve ser maior do que o valor mínimo estabelecido pela Receita), e salvar.
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30/01 - Trump diz que vai anunciar novo presidente do Fed nesta sexta; jornal aponta Kevin Warsh como escolhido
Kevin Warsh REUTERS/Brendan McDermid/Foto de Arquivo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende anunciar nesta sexta-feira (30) o novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Segundo o portal de notícias Bloomberg, o escolhido será Kevin Warsh, ex-governador do banco central americano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Anunciarei o presidente do Fed amanhã de manhã”, disse Trump a jornalistas, nesta quinta-feira (29). Segundo o presidente, o nome não será “uma grande surpresa” para os mercados. “Muita gente acha que é alguém que poderia ter estado lá há alguns anos. Será alguém muito respeitado, conhecido por todos no mundo financeiro”, afirmou. À agência de notícias Reuters, duas fontes familiarizadas com o assunto disseram que Warsh se reuniu com Trump na Casa Branca na quinta-feira e que o ex-governador do Fed teria impressionado o presidente, embora nada esteja definido até o anúncio oficial. A possibilidade de Warsh assumir o comando do Fed provocou forte reação no mercado financeiro, ainda segundo a Reuters. O índice mais amplo da MSCI para ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, caiu até 1,3%, registrando a maior queda diária no último mês. Em Hong Kong, o índice de empresas chinesas recuou 2,1%, enquanto o Nikkei 225, no Japão, caiu 0,1%. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 recuaram 0,4% e os do Nasdaq caíram 0,5%. O índice do dólar subiu 0,3%, para 96,481, revertendo uma recente fraqueza. O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos avançou 4,0 pontos-base, para 4,265%. Já no mercado de apostas Polymarket, a probabilidade implícita de Warsh ser escolhido por Trump para liderar o Fed saltou de 35% para 92%. Plataformas como Polymarket e Kalshi chegaram a atribuir chances superiores a 80% ao nome do ex-governador. Warsh, que já integrou o Conselho de Governadores do Fed, é visto como um defensor de taxas de juros mais baixas, mas também como uma opção menos radical entre os nomes cogitados. Ele defende um balanço patrimonial menor para o Fed, o que o tornaria mais cauteloso em relação a estímulos monetários agressivos. A possível nomeação de Warsh ocorre em meio a um cenário de volatilidade nos mercados globais. O ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%. Investidores avaliam como uma mudança no comando do Fed poderia alterar a política monetária americana, especialmente em um momento de pressões políticas e incertezas econômicas. Ainda de acordo com a Reuters, além de Warsh, outros nomes chegaram a ser considerados por Trump. Rick Rieder, da BlackRock, foi visto até recentemente como favorito, enquanto o atual governador do Fed Christopher Waller e o conselheiro econômico da Casa Branca Kevin Hassett também figuraram na lista. No entanto, na quinta-feira, Warsh emergiu como o principal candidato. LEIA MAIS PicPay faz seu IPO nos EUA, o primeiro de uma empresa brasileira desde 2021 A Europa quer substituir os EUA? Enquanto Trump ergue barreiras, a União Europeia busca novos parceiros A relação de Trump com o Fed Brasil se une a bancos centrais globais em defesa do presidente do Fed após ameaça de Trump Trump vem pressionando publicamente o Fed a reduzir drasticamente os juros. O banco central, que cortou as taxas três vezes em 2025, manteve a taxa básica na faixa de 3,50% a 3,75% após sua última reunião, nesta quarta-feira (28). Após o anúncio, o republicano afirmou que o presidente do Fed, Jerome Powell, não tinha nenhum motivo para manter os juros americanos "tão elevados", reiterando que o banqueiro central é um "idiota" e está "prejudicando o país e a segurança nacional". "Ele está custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessários e injustificadas", afirmou o republicano, reiterando que as taxas americanas deveriam ser as "menores do mundo" devido à "vasta quantia de dinheiro" que entra no país por conta das tarifas alfandegárias. O presidente afirma que o nível deveria ser dois a três pontos percentuais menor, apesar de a economia americana ter crescido a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre, segundo dados do Departamento de Comércio. Powell tem mandato como membro do Conselho de Governadores até 2028, e o presidente tenta manter influência sobre o banco central, cuja independência é considerada fundamental para o controle da inflação. O governo também abriu uma investigação criminal contra Powell por estouros de orçamento em reformas na sede do Fed, medida que o próprio Powell classificou como um “pretexto” para pressioná-lo. *Com informações da Reuters
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30/01 - Quais frutas não podem ser guardadas juntas? Veja dicas para evitar perdas
g1 em 1 Minuto: Saiba quais frutas não devem ser guardadas juntas Antes de lamentar por aquela fruta que estragou antes da hora, é preciso entender se ela deveria ter sido guardada longe das outras ou se era melhor ter colocado o produto na geladeira, e não na fruteira. Saber como e onde guardar cada tipo de fruta, além de conhecer a forma correta de higienização e transporte, ajuda a conservar o alimento e evitar perdas. Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas O g1 ouviu o pesquisador Marcos Fonseca, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e consultou uma cartilha da instituição para reunir dicas que ajudam a evitar a perda das frutas. Veja: Cesto de frutas Ray Shrewsberry/Unsplash LEIA TAMBÉM: Figo não é fruta e nem planta carnívora, mas consegue digerir vespas Plantas carnívoras: elas têm armadilhas até debaixo da terra e água Quais frutas não devem ser guardadas juntas? Frutas chamadas climatéricas, como banana e mamão, aceleram o amadurecimento uma da outra. Por isso, quando estão juntas, podem acabar estragando antes da hora. A recomendação é manter essas frutas separadas, a não ser que a ideia seja justamente acelerar o amadurecimento delas. Essa influência de uma sobre a outra ocorre porque as frutas climatéricas produzem mais etileno, um hormônio vegetal gasoso que se difunde pelo ambiente e afeta o amadurecimento das frutas. De onde vem o que eu como: banana Algumas frutas climatéricas (que amadurecem depois da colheita): banana mamão maçã pera abacate manga pêssego figo kiwi Frutas não climatéricas (não amadurecem depois da colheita): morango uva cereja amora preta frutas cítricas, como laranja, limão e tangerina Frutas sortidas lifeforstock/Freepik LEIA TAMBÉM: 🍌 Você sabia? Banana tem família e até coração 🍋‍🟩 Limão-taiti não é limão de verdade; entenda a diferença 🍲 Saiba o que entra e o que é melhor deixar de fora da geladeira Como guardar na geladeira De modo geral, as frutas podem ser guardadas na geladeira, desde que fiquem em potes e separadas umas das outras. Como o frio ajuda a retardar o amadurecimento, o ideal é refrigerar apenas as frutas que já estão maduras. Se ficarem soltas na gaveta da geladeira, as frutas podem ressecar e perder o frescor. Potes fechados ajudam a evitar esse desgaste e também reduzem a influência de uma fruta sobre a outra. A parte intermediária da geladeira costuma ter uma temperatura mais equilibrada e é a mais indicada para guardar os alimentos. Uma lembrança: o abacaxi deve ir para a geladeira apenas se estiver descascado. De onde vem o que eu como: melancia Mamão e banana podem ir para a geladeira? Sim, especialmente quando já estão maduros. No caso do mamão, a dica é cortar a fruta em pedaços pequenos e armazenar em potes. Já a casca da banana costuma escurecer quando a fruta é refrigerada, o que faz algumas pessoas acharem que ela estragou. Mas se a parte de dentro não apresentar sinais de deterioração, a banana está conservada e pode ser consumida normalmente. 👉 Você sabe onde deve guardar cada alimento na geladeira? Teste seus conhecimentos Como organizar a fruteira? A fruteira deve ficar em um lugar bem ventilado. Isso ajuda a espalhar o etileno e a reduzir o efeito do gás nas frutas. Também é importante observar se há muitas frutas climatéricas juntas, e em que estágio de amadurecimento elas estão. Além disso, a fruteira deve ficar longe da luz solar direta, já que o calor estimula a produção de etileno e pode fazer com que as frutas amadureçam rápido demais. LEIA TAMBÉM: 🍊 Tangerina é 'mãe' da laranja e seu nome pode ser usado em vão DE ONDE VEM: conheça a produção de açaí, cogumelo e mais De onde vem o que eu como: laranja Dicas para a compra das frutas Compre frutas e hortaliças uma ou duas vezes por semana, sempre considerando o que será consumido. Escolha frutas que não tenham a casca machucada e nem cortes. Transporte as frutas com cuidado, especialmente as mais sensíveis. Retire as frutas do saco plástico assim que chegar em casa. No caso de frutas embaladas, como morangos, verifique se alguma está com sinais de contaminação e descarte, para não prejudicar as demais. Como higienizar as frutas Deixe de molho por 10 minutos em uma solução com 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio (ou água sanitária sem alvejante) diluída em 1 litro de água. Também é possível usar produtos próprios, que são vendidos em supermercados, para essa higienização. Enxague a fruta em água corrente e seque com papel toalha ou centrífuga antes de guardar. A umidade favorece o surgimento de fungos.
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30/01 - Antecedentes criminais, vida pessoal e ‘nome sujo’: veja quando a empresa pode ou não checar os candidatos
Mais de um milhão de paraibanos está inadimplente, aponta Serasa Reprodução/Banco de imagens Nesta semana, a multinacional norte-americana Eaton Ltda. firmou um acordo judicial com o Ministério Público do Trabalho (MPT) que prevê o pagamento de R$ 1,8 milhão por danos morais coletivos. A medida foi tomada após investigação que identificou a contratação de uma empresa para apurar a vida pessoal de trabalhadores. Além da indenização coletiva, a indústria também deverá pagar R$ 60 mil, a título de danos morais, para cada trabalhador citado no processo. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Casos desse tipo não são inéditos. No ano passado, uma empresa de São Paulo foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos após realizar consultas a antecedentes criminais e restrições de crédito de candidatos antes da contratação. O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu denúncia de um candidato que fez entrevista para motorista na Intercement Brasil. Mesmo aprovado nos exames admissionais, ele teria sido descartado por ter restrições de crédito no SPC/Serasa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O órgão entrou com ação pedindo indenização coletiva e multa de R$ 20 mil por candidato caso a empresa continuasse com a prática. O empregador admitiu que fazia as consultas, mas disse que eram apenas “informações adicionais” e que já havia contratado pessoas com restrições. A 3ª Vara do Trabalho de Santos e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) deram razão à companhia, afirmando que não havia prova de discriminação, já que nenhum candidato foi preterido em favor de outro apenas por apresentar restrições cadastrais. O MPT entrou com recurso, reafirmando que a conduta da empresa configura prática discriminatória. “O que se vê é uma invasão desmedida na esfera íntima, na honra e na vida privada dos candidatos a vagas de emprego da empresa”, disse o Ministério. O caso chegou ao ministro Hugo Carlos Scheuermann, relator no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ele afirmou que provar que um candidato foi rejeitado por conta de restrições cadastrais é muito difícil, já que os motivos da recusa não são divulgados pelas empresas. Scheuermann ainda destacou que o fato de alguns funcionários da empresa terem antecedentes criminais ou restrições no SPC/Serasa não significa, de forma lógica, que essas informações nunca foram usadas para recusar candidatos. Ainda segundo o relator, deve prevalecer o direito à intimidade do trabalhador, resguardar a privacidade e impedir discriminação no ambiente de trabalho por conta da sua situação financeira. Por unanimidade, a Primeira Turma acompanhou o voto de Scheuermann. ➡️ O caso veio como um alerta para os trabalhadores: quando é permitido que a empresa pesquise antecedentes criminais ou restrições de crédito (SPC/Serasa) de um candidato? O trabalhador é obrigado a apresentar essas informações durante a entrevista de emprego? O g1 conversou especialistas para explicar essa e outras dúvidas comuns a partir dos seguintes pontos: 🔎 Investigação de candidato no processo seletivo ⚖️ Eliminação de candidatos x consequências legais 🫨 Provar discriminação é um desafio ⁉️ “Rotina” interna não justifica ilegalidade Tribunal mantém demissão por justa causa de funcionária que teve caso com marido da patroa 🔎 Investigação de candidato no processo seletivo Segundo a advogada trabalhista Ana Gabriela Burlamaqui, as empresas brasileiras não podem exigir certidões de antecedentes criminais ou pesquisar restrições de crédito (SPC/Serasa) de candidatos durante processos seletivos. A legislação brasileira permite este tipo de consulta para algumas profissões, como, por exemplo, motoristas, vigilantes e profissões ligadas ao trato com crianças e idosos, ou bancários. A advogada explica que a exigência só é legítima quando há previsão legal e o trabalho envolve alto grau de confiança ou proteção a pessoas vulneráveis. Porém, a pesquisa é considerada ilegal quando não tem relação com as responsabilidades do cargo. Não tem previsão em lei dessa pesquisa para trabalhadores domésticos, mas os tribunais trabalhistas podem aceitar porque são atividades de confiança, desenvolvidas no âmbito familiar, muitas vezes com pessoas em situação vulnerável. Para demais funções, a exigência de certidões é considerada abusiva. “A pesquisa de antecedentes ou de crédito, quando não relacionada às atribuições do cargo, viola a intimidade e pode gerar indenização por danos morais”, ressalta Burlamaqui. Segundo a especialista, a checagem de restrição de crédito é, em geral, ainda mais grave. Burlamaqui destaca que “não há justificativa plausível para impedir a contratação de um candidato porque ele está com o nome restrito”. "Qualquer restrição a candidatos por nome em listas de empresas de proteção ao crédito é discriminatória e também ofende princípios constitucionais como dignidade humana, intimidade e valor social do trabalho, além de violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)", completa. O advogado trabalhista Bruno Minoru Okajima afirma que a consulta só faz sentido em cargos diretamente ligados à análise ou concessão de crédito, como em bancos ou financeiras. “Fora dessas situações, pode ser considerado ato discriminatório.” Para Hugo Luiz Schiavo, advogado trabalhista e sócio do escritório A. C. Burlamaqui Consultores, a empresa precisa equilibrar o direito à intimidade do empregado — especialmente em relação às informações de saúde — com a necessidade de apurar eventuais irregularidades. Segundo ele, essa avaliação deve ser feita caso a caso, de forma proporcional e com acesso apenas ao mínimo de informações necessárias, para evitar violações à dignidade do trabalhador. ⚖️ Eliminação de candidatos x consequências legais Outro ponto levantado pelos especialistas é que eliminar um candidato com base nessas consultas, quando não há relação direta com a função, é proibido e pode resultar em indenizações. Burlamaqui esclarece que em uma seleção para o cargo de vigilante, por exemplo, a empresa pode eliminar um candidato que possua antecedentes criminais. O Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras determina expressamente que não ter antecedentes criminais é um dos requisitos para o exercício dessa função. “Já para a contratação de um pedreiro, a certidão não guarda qualquer impedimento legal e não pode ser exigida”, completa a especialista. Em regra, eliminar candidatos nessas circunstâncias configura discriminação. “O trabalho é essencial para a dignidade humana e a inclusão social. Essa prática, além de abusiva, mantém a exclusão e gera impactos negativos para toda a sociedade”, alerta a advogada. O candidato que sofrer discriminação na contratação por esses motivos pode entrar com uma ação trabalhista para pedir indenização por danos morais e, dependendo do estágio do processo seletivo, por ter a promessa de contratação frustrada. Além disso, é possível denunciar a situação aos órgãos responsáveis, como o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho, para que essas práticas sejam investigadas. 🫨 Provar discriminação é um desafio Comprovar que a eliminação ocorreu por esses motivos, no entanto, pode ser difícil. Isso porque, por lei, a empresa ou o recrutador não são obrigados a informar os motivos da reprovação no processo seletivo. “As provas podem vir de anúncios de vaga que mencionem antecedentes ou ‘nome limpo’, mensagens de recrutadores pedindo certidões sem justificativa, testemunhas que confirmem o procedimento, além de políticas internas ou documentos que mostrem que a prática existe”, explica o advogado Bruno Minoru Okajima. Em alguns casos, isso também pode ser evidenciado comparando situações semelhantes de terceiros ou candidatos com condições semelhantes (sem antecedentes) que foram contratados. ⁉️ Rotina interna não justifica ilegalidade Os advogados ressaltam que justificar esse tipo de pesquisa em seleções como uma "rotina" interna não torna a prática aceitável. "Não se torna legal só porque é costume da empresa. As rotinas empresariais não podem ferir direitos fundamentais, como a igualdade de acesso ao emprego e a proteção da vida privada", afirma o advogado trabalhista. Para os especialistas, o tema vai além de casos individuais. “Condutas abusivas que perpetuam a exclusão não apenas ferem a pessoa discriminada, mas aprofundam desigualdades e retardam o avanço da sociedade brasileira”, diz Burlamaqui. Okajima complementa: “Quando a função exige um nível maior de confiança, a exigência é válida e até recomendável. Porém, a pesquisa não pode ser usada como filtro geral para todos os cargos, e deve ser aplicada de forma criteriosa em casos específicos”. Assim, empresas precisam adotar critérios claros e respeitar os limites legais para não transformar processos seletivos em práticas discriminatórias — e candidatos têm direito de questionar e buscar reparação em caso de abuso. Traição no trabalho dá justa causa? Entenda o que diz a lei
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30/01 - A Europa quer substituir os EUA? Enquanto Trump ergue barreiras, a União Europeia busca novos parceiros
A Europa quer substituir os EUA? A política de Donald Trump pode estar fortalecendo a Europa no comércio global. Parece contraditório, mas é simples. Se os Estados Unidos fecham a porta para o mundo, quem fica de fora precisa procurar novos parceiros. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp E a União Europeia está focada em se apresentar como a melhor alternativa aos americanos. Além do Mercosul, a União Europeia acabou de fechar um acordo com a Índia, que cria uma zona de livre comércio com 2 bilhões de pessoas. Quase duas vezes maior que aquela com a América do Sul. "Estamos enviando um forte sinal para o mundo. Em uma época em que o mundo está se tornando mais fragmentado e conflituoso", disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Bandeiras da União Europeia Stephanie Lecocq/Reuters É verdade que o processo nem sempre é tão fácil, como está acontecendo com o Mercosul. Mas a sinalização dos europeus é clara. O continente quer ampliar não só a sua influência econômica, mas também a política. O bloco tem acordos comerciais com 76 países. Quer também aderir à Parceria Transpacífica, um bloco de livre comércio com 12 membros como Canadá, Austrália, Reino Unido, Peru e Singapura. Outras negociações com Malásia, Filipinas e Emirados Árabes Unidos estão em andamento. Assim como uma revisão de outro acordo já vigente com o Reino Unido. Todos são importantes para a diversificação das cadeias de suprimentos, facilitando a entrada de insumos na Europa. Mas, por trás disso, também existe uma mensagem: a de que um mundo sem truculência ainda é possível. E a Europa está disposta a ser protagonista na nova ordem mundial.
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30/01 - Café tem maior alta da cesta básica em 2025, e preço deve manter patamar atual, diz indústria
O café não vai dar trégua em 2026 O café foi o item da cesta básica que mais encareceu em 2025, apontou um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), divulgado nesta quinta-feira (29). E o preço da bebida deve continuar alto em 2026. Isso porque, mesmo com a expectativa de uma maior oferta, devido à boa safra, os estoques mundiais do grão estão esvaziados e a colheita deste ano deve ser usada para recompor essas reservas, aponta Pavel Cardoso, presidente da Abic. O faturamento da indústria de café torrado cresceu 25,6% em 2025, na comparação com 2024, e chegou a R$ 46,24 bilhões. Segundo a associação, a alta foi provocada pelo aumento do preço do café no supermercado. Entre 2021 e 2025, o valor subiu 116% para o consumidor. Mesmo assim, a alta foi menor do que a registrada pela indústria para a compra do alimento dos produtores. O preço do arábica, o tipo mais comum consumido no Brasil, cresceu 212%. Esse aumento é resultado de problemas climáticos que afetaram as lavouras nos últimos anos, como geadas, secas e temperaturas elevadas. Com menos grãos disponíveis no mercado, os preços ficaram mais altos. Como resultado, houve uma queda do consumo em 2,31% em 2025. Apesar da queda, Cardoso avalia que o consumo no Brasil é resiliente e se manteve relativamente estável, mesmo após aumentos expressivos nos últimos anos. Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas Veja como ficou a inflação do prato feito em 2025 e o que esperar de 2026 Por que o café encareceu O estudo da Abic considerou seis alimentos da cesta básica. Quatro ficaram mais baratos em 2025 em relação ao ano anterior: açúcar (-13,3%), leite (-4,9%), arroz (-31,1%), feijão (-14,3%). Dois encareceram: o preço do óleo de soja subiu 1,2% e o do café torrado e moído, 5,8%. Diversos fatores fizeram com que o café ficasse mais caro em 2025. Confira abaixo: ☕O tarifaço de 50% dos EUA sobre o café brasileiro, que fez o preço do grão disparar na bolsa de Nova York, que é referência mundial para a negociação do grão; ☕Os baixos estoques de café no mundo, resultado de quatro anos seguidos de queda na colheita dos principais produtores do mundo em razão dos problemas climáticos; ☕A queda na produção causada por problemas climáticos, afetando principalmente o café arábica, principal variedade produzida no país. ☕O repasse do aumento de custos para os consumidores, que, ao longo dos anos, foi transmitido em menor proporção nas gôndolas. Por exemplo, Cardoso afirma que o café ainda subiria cerca de 70% se a indústria fosse repassar toda a alta de custos desde 2021 para o consumidor. Cafezinho em risco: como sombra de árvores pode ser solução para aumento da temperatura Como fica o café em 2026 Mesmo sem balanços oficiais da safra, o presidente da Abic avalia que o Brasil deve ter uma boa colheita em 2026. Isso porque o La Niña, evento climático vigente no ano passado, provocou menos extremos climáticos nas áreas produtoras. Isso permitiu calor quando era necessário e chuvas nas épocas em que elas são importantes e no volume certo. Contudo, Cardoso afirma que seriam necessárias ao menos duas boas safras, ou seja, boa colheita por dois anos seguidos, para gerar uma queda real nos preços do café. O foco da indústria, neste momento, é recuperar os estoques. Por outro lado, ele acredita ser possível uma recuperação do consumo. Com mais grãos disponíveis, os preços tendem a oscilar menos, o que pode abrir espaço para promoções nos supermercados. "Qualquer baixa do preço na prateleira, o consumidor já faz uma compra adicional e monta seu próprio estoque em casa. Ele não abre mão do café", afirma. Uma leve queda nos preços já foi observada em dezembro. O café tradicional extraforte, por exemplo, ficou 7,1% mais barato em relação ao mês anterior. A redução ocorreu após a queda no preço da matéria-prima, repassada pela indústria ao consumidor. O café em cápsulas ficou 13,2% mais barato em dezembro, na comparação com novembro. Em relação a janeiro de 2025, a queda chega a 16,8%. Segundo Cardoso, isso ocorre porque a quantidade de café por quilo comercializado é diferente nas cápsulas em relação aos pacotes tradicionais. Além disso, ele avalia que a indústria pode ter fechado acordos para vender o produto mais barato a partir de abril, após a queda na cotação do café, impulsionada pela expectativa de uma boa safra de robusta. Saiba mais: Como o agro brasileiro deve se beneficiar do acordo UE-Mercosul Só 3 países ampliaram compras de café brasileiro em 2025 entre os grandes importadores; veja quais Preço do café pode continuar caindo em 2026, mas não vai ficar barato
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30/01 - MEIs: prazo para aderir ao Simples Nacional e regularizar dívidas termina hoje; veja como fazer
MEIs pagam impostos por meio do DAS Freepik Os microempreendedores individuais (MEIs) que foram excluídos do Simples Nacional e pretendem retornar ao regime em 2026 devem ficar atentos aos prazos. O pedido de reenquadramento precisa ser feito até esta sexta-feira (30), último dia útil do mês. A mesma data também marca o fim do prazo para a renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União, conforme as regras da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Apesar de terem o mesmo prazo, o reenquadramento do MEI e a renegociação de dívidas são processos distintos, realizados em sistemas diferentes e com finalidades específicas. A seguir, o g1 explica como funciona cada procedimento e como fazer a solicitação: 📝 Adesão ou regularização do Simples Nacional 📆 Prazo para quitar dívidas ➡️ Diferença entre cada situação ⚠️ Cuidado com golpes Veja os vídeos que estão em alta no g1 📝 Adesão ou regularização do Simples Nacional Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até esta sexta-feira (30) para fazer a solicitação. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e querem reingressar em 2026. ➡️ Podem optar pelo Simples Nacional os microempreendedores individuais (MEIs), as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP). O regime permite o pagamento simplificado de tributos em uma única guia e, no caso do MEI, garante valores fixos mensais e acesso a benefícios previdenciários e a políticas públicas voltadas aos pequenos negócios. Para solicitar a opção, a empresa precisa estar com o CNPJ regular, sem pendências cadastrais ou fiscais junto à Receita Federal, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, além de possuir inscrição municipal e, quando exigido, inscrição estadual. O pedido deve ser feito no Portal do Simples Nacional, com acesso por certificado digital ou código de acesso. Após a solicitação, o sistema realiza uma verificação automática de pendências. Se não houver irregularidades, a opção é aprovada. Caso contrário, o pedido fica “em análise” até a regularização. O acompanhamento pode ser feito no próprio portal. Veja o passo a passo: Acesse o Portal do Simples Nacional; O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso; Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional; Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”; É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional. Para MEIs excluídos do Simples e do Simei, o retorno ao regime exige duas etapas: optar pelo Simples Nacional e, após a aprovação, solicitar o reenquadramento no Simei. A regularização de débitos deve ser feita no e-CAC da Receita Federal, com acesso pela conta gov.br. Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A permanência é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas. Segundo a Receita Federal, entre os principais motivos de exclusão do Simples estão débitos tributários, parcelamentos pendentes, excesso de faturamento, falta de documentos e o exercício de atividades não permitidas no regime. Para empresas em início de atividade, o prazo para solicitar a adesão é de 30 dias contados a partir do último deferimento de inscrição municipal ou estadual, desde que não tenham se passado 60 dias da data de abertura do CNPJ. O resultado dos pedidos de opção pelo Simples Nacional está previsto para a segunda quinzena de fevereiro. Quem perder o prazo só poderá solicitar a adesão ou o retorno ao regime no próximo ano. O Ministério do Empreendedorismo orienta que o empreendedor acompanhe o pedido diariamente, já que eventuais pendências precisam ser resolvidas dentro do prazo legal. 📆 Prazo para quitar dívidas Empreendedores têm até esta sexta-feira (30) para quitar ou renegociar dívidas que impedem a permanência ou o retorno ao Simples Nacional. O prazo vale para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). A regularização pode ser feita de forma totalmente digital. Débitos com a Receita Federal devem ser negociados pelo Portal do Simples Nacional ou pelo Portal de Serviços da Receita Federal, na área “Minhas Dívidas e Pendências”. Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União precisam ser renegociadas pelo Portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que permite descontos de até 100% sobre juros, multas e encargos, além de parcelamento, conforme a situação do débito e a capacidade de pagamento. No caso de débitos estaduais ou municipais, a negociação deve ser feita diretamente com o órgão local responsável pela cobrança. Segundo o Sebrae, é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro, enquanto o saldo pode ser parcelado. Quem não regularizar todas as pendências até o fim do prazo permanece fora do Simples Nacional e, no caso dos MEIs, é automaticamente desenquadrado do Simei, passando a recolher tributos por outro regime. 💰 Como quitar ou negociar dívidas Consulte as pendências no Portal do Simples Nacional ou no e-CAC da Receita Federal, com login gov.br. Negocie conforme o tipo de débito: Receita Federal: Portal do Simples Nacional; Dívida Ativa da União: Portal Regularize (PGFN); Débitos estaduais ou municipais: órgão local. Pague à vista ou parcele, com entrada ainda em janeiro. Regularize todas as pendências para poder aderir ou retornar ao Simples Nacional. ➡️ Diferença entre cada situação Os prazos para regularização de dívidas e para adesão ou retorno ao Simples Nacional se encerram em 30 de janeiro, mas o procedimento muda de acordo com o perfil do contribuinte. Entenda as diferenças: MEI desenquadrado do Simei: Microempreendedores que saíram do Simei precisam regularizar os débitos, solicitar a opção pelo Simples Nacional e, após a aprovação, pedir o reenquadramento no Simei. Empresas excluídas do Simples Nacional: MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte retiradas do regime por dívidas devem quitar ou renegociar as pendências e solicitar nova adesão ao Simples. Empresas que querem aderir ao Simples: Negócios que nunca optaram pelo regime precisam verificar se o CNPJ está regular e pedir a adesão pelo Portal do Simples Nacional. ⚠️ Cuidado com golpes Neste período do ano, golpistas costumam intensificar tentativas de fraude. As práticas mais comuns incluem o envio de boletos falsos, mensagens com tom alarmista e a criação de sites que simulam comunicações oficiais do governo. O Governo Federal não envia mensagens, e-mails ou correspondências exigindo pagamento. Serviços como inscrição, alteração cadastral, baixa do MEI e envio da DASN-SIMEI são realizados exclusivamente nos sistemas oficiais, sem cobrança. O boleto mensal do MEI (DAS) deve ser emitido apenas pelos canais oficiais da Receita Federal. 🚨 Desconfie de: Boletos recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp sem solicitação prévia; Sites que simulam o Programa Gerador do DAS do MEI (PGMEI); Cobranças de associações ou sindicatos aos quais o empreendedor não se filiou — o registro como MEI não gera vínculo automático com essas entidades. 🔒 Como pagar o DAS com segurança Gere o documento somente nos canais oficiais da Receita Federal; Verifique o domínio do site: ele deve conter receita.fazenda.gov.br; Antes de pagar, confira se o beneficiário é o CNPJ 00.394.460/0058-87; Redobre a atenção ao clicar em links exibidos em mecanismos de busca. ❗ Outra opção segura é utilizar o App MEI, aplicativo oficial do Governo Federal. Se você recebeu uma cobrança indevida: A inscrição como MEI não obriga filiação a nenhuma entidade; Se você não se associou, não pague. 🧾 Se já pagou um boleto falso Registre um boletim de ocorrência, inclusive pela internet, no site da Polícia Civil do seu estado; Faça uma reclamação no consumidor.gov.br, já que o MEI é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor. 💡 Dicas para evitar golpes Não responda mensagens que peçam retificação da DASN-SIMEI — o procedimento é feito apenas no Portal do Empreendedor ou no site do Simples Nacional; Não pague boletos recebidos por e-mail sem verificar a origem; Evite clicar em links de remetentes desconhecidos; Nunca informe dados pessoais, bancários ou empresariais por telefone ou mensagens; Busque informações sempre em canais oficiais do Governo Federal.
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30/01 - Antes da liquidação da Will, diretor do BC disse que eventuais problemas na instituição poderiam aumentar prejuízo do BRB
Em depoimento à Polícia Federal, o diretor do Banco Central Ailton Aquino afirmou que eventuais problemas na Will Bank poderiam ampliar o prejuízo do BRB, devido à forte exposição do banco público aos ativos da instituição. Ele deu essa declaração em 30 de dezembro, antes da liquidação do Will Bank, ligada ao Banco Master, que foi liquidado pelo BC em novembro. Criado com foco em inclusão financeira, o Will Bank era um banco digital voltado principalmente a pessoas com pouco acesso ao sistema financeiro tradicional, especialmente clientes de renda média e baixa. Desde a liquidação do Master, o Will Bank vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do BC. 🔎 Quando uma instituição está em Raet, o Banco Central assume temporariamente o controle para evitar que a situação piore e cause prejuízos maiores aos clientes e ao sistema financeiro. Segundo Aquino, havia muitos ativos da Will registrados no balanço do BRB, o que elevava o risco de perdas em caso de deterioração da carteira. Ele destacou que a base de clientes da Will era formada majoritariamente por consumidores das classes C e D, com operações concentradas em cartão de crédito. A Polícia Federal apura se houve omissão dos gestores do BRB e falhas nos métodos de prudência e governança na aquisição de carteiras que chegaram a representar cerca de 30% dos ativos do banco público. Segundo a investigação, o Master teria adquirido créditos da empresa Tirreno sem realizar pagamento e, posteriormente, revendido esses ativos ao BRB por cerca de R$ 12 bilhões, sem que eles valessem isso. “Existem muitos ativos da Will dentro do balanço do BRB. Se não for possível resolver dentro do RAET, o prejuízo do BRB será maior”, afirmou. O diretor do BC explicou que, nesse perfil de clientela, a interrupção do uso do cartão tende a aumentar a inadimplência. “Quando a dona Maria não conseguir comprar mais com cartão de crédito, a probabilidade, com base na nossa experiência, é que ela não pague o boleto do cartão. Vai usar outro cartão”, disse. Aquino citou que a carteira envolvia entre 7 milhões e 11 milhões de clientes e afirmou que a avaliação apresentada se baseava em experiências anteriores acompanhadas pela supervisão do Banco Central. O depoimento integra o conjunto de apurações da Polícia Federal sobre operações envolvendo o BRB, o Banco Master e instituições ligadas ao grupo, incluindo a análise da exposição do banco público a ativos considerados de maior risco. Em outros depoimentos no inquérito, o Banco Central afirmou que cabe às instituições financeiras a responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos adquiridos e pela gestão dos riscos assumidos.
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30/01 - Mega-Sena, concurso 2.966: prêmio acumula e vai a R$ 115 milhões
G1 | Loterias - Mega-Sena 2966 O sorteio do concurso 2.966 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quinta-feira (29), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 115 milhões. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 06 - 07 - 09 - 43 - 44 - 53 5 acertos - 68 apostas ganhadoras: R$ 50.520,02 4 acertos - 5.798 apostas ganhadoras: R$ 976,66 O próximo sorteio da Mega será no sábado (31). Como funciona a Mega-sena Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Mega-Sena bilhete volante Loterias Millena Sartori/g1
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29/01 - Ex-presidente do BRB diz à PF que não tem 'clareza' de fraude no caso Master
Ex-presidente do BRB diz à PF que não tem 'clareza' de fraude no caso Master Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que não há clareza de que as operações envolvendo o Banco Master tenham configurado fraude. Segundo ele, o que foi identificado pelo banco público foi uma mudança no padrão documental e na forma de originação dos créditos, mas não indícios de inexistência dos ativos. “A gente não tem clareza até hoje que isso foi uma fraude. O que a gente percebeu foi uma mudança de padrão documental e de originação do crédito”, afirmou. Paulo Henrique disse que os arquivos recebidos pelo BRB indicavam a ocorrência regular de averbações e débitos mensais. Destacou ainda o volume da operação, que envolvia cerca de R$ 12 bilhões, aproximadamente 400 mil CPFs e cerca de 1 milhão de contratos. Segundo ele, ao adquirir os créditos, o banco adotou os procedimentos usuais de mercado, incluindo o registro das operações e o envio das informações ao Banco Central. A Polícia Federal apura se houve omissão dos gestores do BRB e falhas nos métodos de prudência e governança na aquisição de carteiras que chegaram a representar cerca de 30% dos ativos do banco público. Segundo a investigação, o Master teria adquirido créditos da empresa Tirreno sem realizar pagamento e, posteriormente, revendido esses ativos ao BRB por cerca de R$ 12 bilhões, sem que eles valessem isso. O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, após identificação de problemas de liquidez. De acordo com o ex-presidente, apesar de algumas reclamações registradas na ouvidoria, não houve relatos de clientes negando a existência dos créditos após serem informados de que se tratava de operações adquiridas de terceiros. Ele afirmou ainda que testes realizados em uma amostra de cerca de 130 contratos constam de relatório circunstanciado do Banco Central. O depoimento ocorre no contexto das investigações da Polícia Federal sobre operações entre o Banco Master e o BRB. No fim de dezembro, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa prestaram acareação à PF e apresentaram versões divergentes sobre a origem das carteiras de crédito vendidas ao banco público. Na acareação, Vorcaro afirmou que informou ao BRB que as carteiras seriam originadas por terceiros e disse não ter conhecimento, à época, de que os papéis vendidos eram da empresa Tirreno. Paulo Henrique, por sua vez, afirmou que o entendimento do BRB era de que se tratava de créditos originados pelo próprio Master, posteriormente negociados com terceiros e revendidos ao banco público. Os vídeos da acareação foram divulgados pelo portal “Poder360” e, posteriormente, tornados públicos por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. A Polícia Federal apura se houve omissão dos gestores do BRB e falhas nos métodos de prudência e governança na aquisição de carteiras que chegaram a representar cerca de 30% dos ativos do banco público. Segundo a investigação, o Banco Master não teria recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025, teria adquirido créditos da empresa Tirreno sem realizar pagamento e, em seguida, revendido esses ativos ao BRB, que desembolsou cerca de R$ 12 bilhões. Posições do Banco Central Em depoimento à PF, o diretor do Banco Central Ailton Aquino afirmou que a governança do BRB deveria ter sido capaz de identificar se os créditos adquiridos existiam ou não. Segundo ele, a aplicação de técnicas adequadas permitiria essa verificação, e houve falha nos mecanismos de governança do banco público. Aquino disse ainda que a área de supervisão do Banco Central questionou o BRB diversas vezes, por meio de ofícios formais, sobre a geração dos créditos adquiridos do Banco Master. Em nota, Banco Central afirmou, em nota, que tem obrigação legal de acompanhar permanentemente as condições de liquidez das instituições financeiras e monitorar riscos para preservar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. O BC ressaltou, no entanto, que cabe a cada instituição financeira a responsabilidade exclusiva pela análise da qualidade dos créditos que adquire no mercado e pela manutenção de controles internos adequados para o gerenciamento dos riscos. Paulo Henrique Costa afirmou que, assim que o BRB identificou um padrão documental diferente, ampliou as auditorias, comunicou o Banco Central e adotou medidas para resguardar o banco, como a exigência de garantias e a substituição dos ativos. Segundo ele, cerca de R$ 10,5 bilhões já haviam sido substituídos, restando aproximadamente R$ 2,5 bilhões, enquanto o BRB mantinha cerca de R$ 9 bilhões em garantias constituídas.
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29/01 - Trump declara emergência nacional contra Cuba e autoriza tarifas a países que fornecem petróleo à ilha
O presidente Donald Trump visita uma montadora de veículos em 13 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou emergência nacional em relação a Cuba e criou um mecanismo para impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo à ilha. A ordem executiva foi assinada nesta terça-feira (29). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o governo americano, as tarifas poderão atingir produtos importados de países que, direta ou indiretamente, abasteçam Cuba com petróleo, com base em avaliações de segurança nacional e política externa. 🔎 Ainda não estão claros os possíveis impactos para o Brasil. Em 2025, o país importou US$ 2,9 milhões de Cuba e exportou US$ 283,3 milhões, com destaque para produtos do agronegócio. Embora não haja registro de venda de petróleo cru ao país caribenho, foram exportados derivados de petróleo já processados. A ordem da Casa Branca cita acusações de que o governo cubano mantém vínculos com países e grupos considerados hostis aos EUA, como Rússia, China e Irã, além dos grupos Hamas e Hezbollah, classificados como terroristas por Washington. O texto também menciona violações de direitos humanos e ações que, segundo o governo americano, desestabilizam a região. “Os Estados Unidos têm tolerância zero para as atrocidades do regime comunista cubano e agirão para proteger a política externa, a segurança nacional e os interesses nacionais”, diz a ordem. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As tarifas não são automáticas. O Departamento de Comércio ficará responsável por identificar os países que fornecem petróleo a Cuba, enquanto o Departamento de Estado decidirá se e em que nível as tarifas serão aplicadas. A medida entra em vigor nesta quinta-feira (30). O texto prevê ainda que o governo dos EUA poderá endurecer as ações caso países afetados reajam ou adotem retaliações. Trump vem endurecendo o discurso contra Cuba desde o início do ano, quando os Estados Unidos executaram uma operação para capturar o ditador deposto Nicolás Maduro, na Venezuela. No dia 23 de janeiro, o site norte-americano Politico revelou que o presidente estava estudando um bloqueio naval contra Cuba para impedir a chegada de importações de petróleo ao país. O objetivo seria pressionar por uma mudança de regime. Uma estratégia semelhante foi adotada contra a Venezuela em dezembro, quando forças americanas passaram a impedir o trânsito de navios petroleiros alvo de sanções dos Estados Unidos. Três autoridades ouvidas pelo Politico disseram que a medida é apoiada por integrantes do governo, incluindo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Filho de imigrantes cubanos, Rubio é um dos principais críticos do regime cubano dentro da administração Trump. Na terça-feira (27), Trump afirmou que o regime cubano vai “cair muito em breve”, alegando que a Venezuela — que já foi o principal fornecedor da ilha — deixou de enviar petróleo e recursos financeiros a Cuba. LEIA TAMBÉM Legislativo da Venezuela aprova flexibilização do controle estatal sobre petróleo Nubank recebe aprovação para operar como banco nos Estados Unidos Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025, pior saldo desde 2020 VÍDEOS: mais assistidos do g1
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29/01 - Em depoimento à PF, diretor do BC diz que BRB deveria ter identificado problemas nos créditos do Master
Em depoimento à PF, diretor do BC diz que BRB deveria ter identificado problemas Em depoimento à Polícia Federal, o diretor do Banco Central Ailton Aquino afirmou que a governança do Banco de Brasília (BRB) deveria ter sido capaz de identificar problemas nos créditos adquiridos do Banco Master. Os vídeos do depoimento, prestado em 30 de dezembro, foram tornados públicos nesta quinta-feira (29) pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A Polícia Federal apura se houve omissão dos gestores do BRB e falhas nos métodos de prudência e governança na aquisição de carteiras que chegaram a representar cerca de 30% dos ativos do banco público. Segundo a investigação, o Master teria adquirido créditos da empresa Tirreno sem realizar pagamento e, posteriormente, revendido esses ativos ao BRB por cerca de R$ 12 bilhões, sem que eles valessem isso. O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, após identificação de problemas de liquidez. Segundo Aquino, seria possível verificar se os créditos efetivamente existiam a partir da aplicação de técnicas adequadas de análise. Para ele, houve falha na governança do banco público. “Tenho certeza que a governança do BRB deveria ter identificado. Não tenho dúvida disso. Aplicando-se técnicas é possível identificação da existência ou não dos créditos. Falha na governança do BRB”, afirmou. De acordo com o diretor, a área de supervisão do Banco Central questionou o BRB diversas vezes sobre a geração dos créditos adquiridos do Banco Master, por meio de ofícios formais. “O time da supervisão inquiriu muito o BRB em vários ofícios, acerca da geração dos créditos”, disse. Acareação Toffoli também divulgou vídeo da acareação entre o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa,. Eles apresentaram versões divergentes sobre a origem das carteiras de crédito vendidas ao banco público. Na acareação, Vorcaro afirmou que informou ao BRB que as carteiras seriam originadas por terceiros, e não pelo próprio Master, e disse não ter conhecimento, à época, de que os papéis vendidos eram da empresa Tirreno. Paulo Henrique Costa, por sua vez, afirmou que a informação recebida pelo BRB era de que os créditos haviam sido originalmente originados pelo Master. “Eram carteiras dos mesmos originadores que faziam originação para o Master, mas não especificamente originadas por nós”, declarou Vorcaro. Porém, Paulo Henrique disse: “O entendimento que eu coloquei é que eram carteiras originadas pelo Master, negociadas com terceiros, e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente”, afirmou o ex-presidente do banco público.
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29/01 - Sonda da Petrobras na Foz do Amazonas passa por auditorias de segurança da ANP
Sonda da Petrobras na Foz do Amazonas passa por auditorias de segurança da ANP A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai realizar duas auditorias na sonda da Petrobras na foz do Amazonas. O procedimento será feito em duas etapas: de 2 a 7 de fevereiro e de 9 a 13 do mesmo mês. A ação busca avaliar a segurança do equipamento após o vazamento de fluidos registrado em 4 de janeiro. Segundo a Petrobras, a perfuração na área está suspensa desde o incidente. A ANP determinou que a retomada só poderá ocorrer com autorização da agência. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A primeira auditoria será presencial, entre 2 e 7 de fevereiro. De acordo com a ANP, o foco será o sistema de gerenciamento da segurança operacional da empresa, com base nos normativos da agência. Durante a análise, também serão coletadas informações na área de perfuração sobre o ocorrido nas duas tubulações de apoio que ligam o navio-sonda da estatal ao poço de pesquisa. Além disso, a ANP vai acompanhar as ações da Petrobras na investigação do incidente e as eventuais adequações realizadas. Segundo a estatal, o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental. A empresa afirma que não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação. LEIA MAIS: ONGs de proteção animal adotam movimento ‘Justiça Por Orelha’; relembre casos semelhantes no Amapá Escritora do AP vence prêmio com poesia sobre mulheres sem acesso à água potável na Amazônia Retomada da perfuração A liberação depende da entrega de um diagnóstico inicial que explique as causas imediatas do vazamento, os impactos sobre as barreiras de segurança e sobre a operação. De acordo com a resolução nº 882/2022 da ANP, a Petrobras tem 90 dias, a partir da constatação inicial do vazamento, para apresentar o relatório completo. O documento deve incluir as causas imediatas do incidente, os impactos sobre as barreiras de segurança e as ações mitigadoras adotadas. O local do vazamento fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O bloco da Petrobras está a 175 km da costa do Amapá e a cerca de 500 km da Foz do Rio Amazonas Jornal Nacional/ Reprodução Vista geral do navio-sonda NS-42 Gea/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: VÍDEOS: reveja os vídeos mais recentes do g1 Amapá| em G1 / AP / Amapá
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29/01 - Legislativo da Venezuela aprova flexibilização do controle estatal sobre petróleo
Trabalhadores da estatal petrolífera venezuelana PDVSA fazem ato de apoio a um projeto de reforma do setor de petróleo em Caracas, Venezuela, em 29 de janeiro de 2026. AP O Legislativo da Venezuela aprovou nesta quinta-feira (29) a abertura do setor petrolífero à participação privada, revertendo um dos pilares do modelo estatal defendido pelo movimento autoproclamado socialista que governa o país há mais de duas décadas. A Assembleia Nacional aprovou a reformulação da lei do setor de energia menos de um mês após a prisão do então presidente Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O projeto agora aguarda a assinatura da presidente interina Delcy Rodríguez, que propôs as mudanças poucos dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que seu governo assumiria o controle das exportações de petróleo da Venezuela e buscaria revitalizar a indústria em crise ao atrair investimentos estrangeiros. A legislação, cujo rascunho foi visto pela Associated Press, promete dar às empresas privadas controle sobre a produção e a venda de petróleo e permitir que disputas sejam resolvidas por tribunais internacionais ou instâncias fora da Justiça venezuelana. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo de Rodríguez espera que as mudanças funcionem como garantia para investidores estrangeiros que, até agora, evitaram voltar ao país, considerado instável. Algumas dessas empresas perderam investimentos quando o partido governista aprovou a lei atual, há duas décadas, para favorecer a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA). A lei revisada mudaria os impostos sobre a extração, estabelecendo um teto de royalties de 30% e permitindo que o governo defina percentuais para cada projeto com base na necessidade de investimento, na competitividade e em outros fatores. A lei também elimina a exigência de que disputas sejam resolvidas apenas pela Justiça venezuelana, amplamente controlada pelo partido governista. Investidores estrangeiros há muito defendem a participação de instâncias independentes para se proteger contra possíveis expropriações no futuro. Debate político O deputado governista Orlando Camacho, chefe do comitê de petróleo da Assembleia, disse que a reforma “vai mudar a economia do país”. O deputado de oposição Antonio Ecarri pediu que a Assembleia inclua mecanismos de transparência e prestação de contas na lei, como a criação de um site para tornar públicos dados sobre financiamento e outras informações. Ele observou que a atual falta de supervisão levou à corrupção sistêmica e argumentou que essas medidas também podem ser consideradas garantias jurídicas. Essas garantias estão entre as principais mudanças que investidores estrangeiros buscam ao avaliar a entrada no mercado venezuelano. “Que a luz incida sobre a indústria do petróleo”, disse Ecarri. Histórico do setor A lei havia sido alterada pela última vez há duas décadas, quando o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, transformou o forte controle do Estado sobre a indústria do petróleo em um pilar de seu projeto político. Nos primeiros anos de seu governo, a forte entrada de petrodólares, impulsionada por preços globais recordes do petróleo, transformou a PDVSA na principal fonte de receita do governo e na base da economia venezuelana. As mudanças promovidas por Chávez em 2006 na lei de hidrocarbonetos passaram a exigir que a PDVSA fosse a principal sócia em todos os grandes projetos de petróleo. Ao romper contratos assinados por empresas estrangeiras nos anos 1990, Chávez expropriou grandes ativos de companhias americanas e de outros países ocidentais que se recusaram a cumprir as novas regras, incluindo ExxonMobil e ConocoPhillips. Essas empresas ainda aguardam o recebimento de bilhões de dólares em indenizações definidas por decisões de tribunais internacionais. Desde aqueles anos de forte gasto estatal, a produção da PDVSA — e a do país — caiu à medida que os preços do petróleo recuaram e a má gestão do governo reduziu os lucros e prejudicou a atividade, primeiro sob Chávez e depois sob Maduro. O país, que abriga as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, enfrentou uma crise econômica profunda que levou milhões de pessoas a deixar o país desde 2014. Sanções impostas por sucessivos governos dos EUA também enfraqueceram ainda mais a indústria petrolífera.
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29/01 - Nubank recebe aprovação para operar como banco nos Estados Unidos
Logo do Nubank na Bolsa de Valores de Nova York. Brendan McDermid/ Reuters O Nubank anunciou nesta quinta-feira (29) que recebeu aprovação condicional do órgão regulador dos Estados Unidos para operar como banco no país. A autorização foi concedida pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para a criação de um novo banco nacional, o Nubank, N.A. Com a licença completa, a empresa poderá oferecer serviços como contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais. Em comunicado, o fundador e presidente-executivo do Nubank, David Vélez, afirmou que a aprovação marca um avanço na estratégia internacional da empresa. “Essa aprovação não é apenas uma expansão de nossas operações; é uma oportunidade de comprovar nossa tese de que um modelo digital e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros em todo o mundo”, disse. Segundo Vélez, a expansão nos Estados Unidos não muda o foco da empresa nos principais mercados da América Latina. 'Embora continuemos totalmente focados em nossos principais mercados no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração de serviços bancários nos EUA", afirmou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O pedido para operar como banco nacional nos Estados Unidos foi apresentado ao OCC em 30 de setembro de 2025. A operação nos EUA será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que se mudou para o país para comandar o desenvolvimento do negócio. O ex-presidente do Banco Central do Brasil Roberto Campos Neto será o presidente do conselho de administração. Junqueira afirmou que a aprovação representa um passo relevante no processo de consolidação da empresa no país. "Receber a aprovação federal para uma licença de banco nacional é um passo significativo em nossa jornada para nos tornarmos uma instituição regulamentada sólida e competitiva nos EUA", disse. Com a licença condicional, o Nubank entra na fase de organização do novo banco. Nesse período, a empresa ainda precisa obter aprovações da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e do Federal Reserve. A previsão é capitalizar a operação em até 12 meses e inaugurar o banco em até 18 meses, conforme exigência dos reguladores. O processo regulatório faz parte do plano da empresa de estabelecer hubs estratégicos em Miami, na área da Baía de São Francisco, no norte da Virgínia e no Research Triangle, na Carolina do Norte. Fundado em 2013 e com sede em São Paulo, o Nubank atende cerca de 127 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. A subsidiária Nu México recebeu autorização para se organizar como banco em abril de 2025 e aguarda aprovação para iniciar as operações. No Brasil, o Nubank atua como instituição financeira totalmente regulamentada desde 2016 e anunciou a intenção de obter uma licença bancária plena em 2026. Nos Estados Unidos, as ações da empresa são negociadas na Bolsa de Nova York desde 2021, sob o código NU. Nubank passa Itaú em número de clientes e se torna o 3º maior do país
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29/01 - Vídeo: em acareação, Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem sobre origem das carteiras vendidos pelo Master
Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem sobre origem dos papéis vendidos pelo Master O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entrou em contradição com o ex-presidente do Branco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em acareação conduzida pela Polícia Federal no dia 30 de dezembro. O centro das investigações são carteiras podres da empresa Tirreno vendidas pelo Master ao BRB, quando o banco público negociava a compra da companhia de Vorcaro. As investigações apontam que essas carteiras não tinham lastro real (não valiam o preço do negócio). Por isso, causaram um prejuízo bilionário ao BRB. Na acareação, Costa disse que Vorcaro havia prometido vender carteiras do Master ao BRB, e não de terceiros duvidosos. Vorcaro, por sua vez, disse que sempre deixou claro que a carteira seria de terceiros. Isso faz diferença porque o BRB quer deixar claro que não sabia que o negócio envolvia ativos podres. A PF investiga justamente se, no processo de negociação, o banco público do governo do Distrito Federal pagou cifras bilionárias a Vorcaro mesmo sabendo que os papéis do Master não valiam nada. Para Vorcaro, está em jogo provar que não agiu de má-fé no processo de venda. "Na verdade a gente anunciou que a gente faria vendas naquela ocasião de originadores terceiros. A Tirreno, nem eu mesmo sabia naquela ocasião, se eu não me engano, que existiu o nome Tirreno. Acho que a gente chegou a conversar por algumas vezes, que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros e não mais originação própria", afirmou Vorcaro na acareação. Segundo ele, o que foi comunicado ao BRB foi apenas a mudança do modelo de negócios, com a venda de carteiras originadas por terceiros. Já Paulo Henrique Costa apresentou entendimento diferente. Segundo ele, a informação recebida pelo BRB era de que se tratava de carteiras originalmente originadas pelo Master, que teriam sido vendidas a terceiros e, posteriormente, recompradas e revendidas ao banco público. “O entendimento que eu coloquei é que eram carteiras originadas pelo Master, negociadas com terceiros, e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente”, afirmou. Vorcaro rebateu a versão. Disse que não havia informação de recompra pelo Master e que as carteiras vinham de originadores que já atuavam no mesmo ambiente de negócios do banco, mas não haviam sido originadas pela instituição. “Eram carteiras dos mesmos originadores que faziam originação para o Master, mas não especificamente originadas por nós”, declarou. O Banco Master foi liquidado em novembro pelo Banco Central, após identificação de problemas de dinheiro para garantir seus negócios. Entenda as investigações A PF apura se houve omissão dos gestores do BRB e falha de seus métodos de prudência e governança em relação à aquisição de carteiras de crédito que significavam 30% de todos os ativos do banco público. Isso, segundo a investigação, pode indicar que o BRB buscou auxiliar irregularmente o Master em sua crise de liquidez. Segundo a investigação, o Banco Master não tinha fundos suficientes para honrar os títulos que emitiu com vencimento em 2025. Comprou, então, créditos – sem realizar qualquer pagamento – da empresa Tirreno. Em seguida, revendeu esses mesmos créditos ao BRB, que pagou cerca de R$ 12 bilhões pelo negócio. A Tirreno A Tirreno é uma consultoria financeira, focada em fundos de investimento. Em depoimento à PF, o diretor do Banco Central Ailton de Aquin afirmou que, nas análises sobre o negócio entre o Master e o BRB, ficou claro que a Tirreno é uma empresa "desconhecida". “Quando foi que nós decidimos de fato fazer a comunicação e a certeza da inexistência [dos créditos]? Foi quando nós fizemos uma reunião com os representantes da Cartos e da Tirreno. E está na minha agenda pública. A gente começa a discutir dado que a Cartos é uma empresa pequena, a Tirreno é uma empresa desconhecida que aparece como Cartos/Tirreno. É o CEO André. E eu pergunto várias vezes: quanto você gerou de crédito? Ele começa: eu gerei 50, gerei 30, gerei R$ 50 milhões. E a gente sabia que ele não geraria", afirmou Ailton. O diretor continuou explicando que as alegações dos responsáveis da Tirreno sobre o valor das carteiras eram impossíveis. "Depois de uma hora de inquirição, os valores iam subindo, alguns diretores da Cartos falavam: 'Eu nunca ouvi falar da Tirreno, nunca ouvi falar da Tireno'. Ao fim e ao cabo, o André responde: ‘Não foi 200, não foi 300, nós geramos R$ 6,2 bilhões’. Isso é impossível, do ponto de vista técnico, uma empresa gerar isso. Ótimo! Onde estão os PIXs, os TEDs de transferência?" , explicou Aquino para a PF. Vorcaro diz que avisou que eram créditos de terceiros Ao ser indagado na acareação se havia avisado explicitamente que se tratava de créditos de terceiros, Vorcaro respondeu que sim, mas disse não se recordar da data exata. “A gente chegou a conversar em algum momento que teria essa comercialização desse novo tipo de carteira”, disse. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Banco Master Leia também: Blog da Ana Flor: investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master VÍDEO: Vorcaro diz ter conversado com Ibaneis 'em algumas poucas oportunidades' sobre compra do Banco Master pelo BRB Aval do BC Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Daniel Vorcaro afirmou que a eventual compra do Banco Master pelo BRB teria sido recomendada por auditorias e pela fiscalização do Banco Central. Segundo ele, o negócio seria positivo não apenas para o BRB, mas para o sistema financeiro como um todo, ao permitir a expansão do banco público e o aumento de sua competitividade no mercado. Vorcaro disse ainda que a operação foi considerada “um bom negócio para o sistema financeiro” antes mesmo de ser formalizada, mas acabou não avançando após ser negada. Após a divulgação do teor do depoimento, o Banco Central afirmou, em nota divulgada na semana passada, que tem obrigação legal de acompanhar permanentemente as condições de liquidez das instituições financeiras, inclusive operações de compra e venda de ativos, com o objetivo de assegurar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional. O BC ressaltou, no entanto, que cabe a cada instituição financeira a responsabilidade exclusiva pela análise da qualidade dos créditos que adquire no mercado, bem como pela manutenção de procedimentos e controles internos adequados para o gerenciamento dos riscos de seus negócios. Durante a acareação, também houve divergência sobre a documentação apresentada na venda das carteiras. Questionado se o documento que identifica o originador do crédito fazia parte do material entregue à instituição compradora, Vorcaro afirmou que não tinha conhecimento detalhado do procedimento e que, em sua avaliação, essa informação não era relevante para a análise de risco. Paulo Henrique, por sua vez, afirmou que a documentação normalmente inclui planilhas com dados detalhados dos créditos — como CPF, data de originação, valor e taxa — além de amostras de contratos e comprovantes de averbação, mas sem a identificação explícita de quem originou o crédito. Segundo Vorcaro, o foco do processo sempre foi o risco do cliente final. “O risco final é o cliente na ponta. Quem originou não é relevante no processo de risco”, afirmou. Defesa diz que atuação foi técnica Em nota, a defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa afirma que as aquisições de carteiras de crédito originadas pelo Banco Master começaram em julho de 2024, “no curso ordinário das atividades bancárias”, antes de qualquer discussão societária, e em linha com o planejamento estratégico e os ritos de governança da instituição. Segundo os advogados, ao identificar ativos com “padrão documental distinto”, o BRB “atuou de forma técnica e diligente”, adotou medidas de contenção, comunicou a autoridade supervisora, exigiu garantias adicionais e a substituição dos ativos, com acompanhamento do Banco Central. Sobre a operação societária anunciada em março de 2025, a defesa afirma que é “incorreto” classificá-la como tentativa de salvamento. De acordo com a nota, a transação foi estruturada com participação de áreas técnicas e assessores externos independentes, submetida às instâncias colegiadas de governança e condicionada à segregação de ativos e passivos não alinhados à estratégia do banco, que somaram R$ 51,2 bilhões. A defesa sustenta ainda que o depoimento de Paulo Henrique Costa foi prestado com “clareza, consistência e compromisso com a verdade” e afirma que sua atuação sempre foi orientada “exclusivamente pelo interesse do BRB” e pelo cumprimento dos deveres fiduciários.
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29/01 - Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025, pior saldo desde 2020
Carteira de Trabalho Divulgação/Prefeitura de Mogi das Cruzes O Brasil registrou a criação de 1,279 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse foi o menor resultado desde 2020, ano da pandemia da Covid-19, quando houve fechamento de vagas formais. Veja os postos de trabalho formais criados por ano: 2025: 1.279.498 2024: 1.677.575 2023: 1.455.279 2022: 2.014.894 2021: 2.782.295 2020: - 189.393 Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas no ano passado: ➡️26,599 milhões de contratações; ➡️25,320 milhão de demissões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o saldo de 2025 foi afetado pelo impacto dos juros no país. A taxa Selic, definida pelo Banco Central, chegou a 15% ao ano. “Procurei dialogar com o Banco Central mostrando que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo, não de desaceleração da economia. Não se trata de queda da economia, mas do ritmo de crescimento. Mas um processo de diminuição da velocidade. E isso acabou acontecendo”, disse Marinho. Segundo ele, o efeito do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros foi bem menor do que a elevação de juros. “O tarifaço impactou, claro que sim, mas acho que o impacto dos juros foi maior do que do tarifaço. E o impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo, tomou ações importantes ao longo do tempo", mencionou. "O presidente Lula abriu novos mercados e isso deu uma amenizada muito grande na história do tarifaço. E ele impactou segmentos pontuais. Olhando para a economia como um todo ele praticamente não foi sentido”, prosseguiu o ministro. De acordo com técnicos do ministério, segmentos específicos como madeira, móveis, sapatos cujas encomendas eram para os EUA foram afetados pelas medidas do presidente norte-americano Donald Trump. Mas a avaliação do governo é que a maior dificuldade do setor industrial foi a falta de liquidez – o custo elevado para conseguir acesso a crédito por causa dos juros. Setores Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2025 mostram que foram criados empregos formais em todos os cinco setores da economia. O ramo de serviços teve a maior alta, enquanto agropecuária e construção civil tiveram as menores criação de empregos formais. Serviços: 758,3 mil; Comércio: 247,1 mil; Indústria: 144,3 mil; Construção: 87,9 mil; Agropecuária: 41,9 mil. Dezembro Historicamente, o mês de dezembro registra fechamento de postos de trabalho formais no país. Em dezembro de 2025, foram 618,2 mil vagas encerradas — um aumento em relação a dezembro de 2024, quando 555,4 mil empregos com carteira assinada foram encerrados. - Esta reportagem está em atualização.
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29/01 - Perdas do BRB em operações com Master podem chegar a R$ 5 bilhões, diz agência
A reserva de recursos que o Banco de Brasília (BRB) vai precisar separar para cobrir operações feitas com o Banco Master pode chegar a R$ 5 bilhões. A afirmação foi feita pelo diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil (BC), Ailton Aquino, em depoimento à Polícia Federal visto pela Reuters. O valor é quase o dobro do montante inicialmente pedido pelo Banco Central à instituição financeira — de R$ 2,6 bilhões —, para cobrir eventuais rombos em operações feitas com o Master, que sofreu uma liquidação extrajudicial em meados de novembro decretada pelo BC. "Em virtude da qualidade dos ativos que o BRB conseguiu buscar no Master, a gente também está ponderando que faltam mais, tem que ser feita provisão de mais R$ 2,2 bilhões", disse o diretor de Fiscalização do BC no depoimento à PF segundo a Reuters. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 "A dimensão da provisão dentro do balanço do BRB será de elevada monta. Será de mais de R$ 4 bilhões. [...] A probabilidade é que seja mais de R$ 5 bilhões de ajuste", acrescentou. O diretor de Fiscalização prestou depoimento à PF no final de dezembro, em um inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga, entre outros fatos, fraudes nas transações entre BRB e Master. Plano para cobrir prejuízo bilionário do BRB com o Master pode incluir empréstimo e até aporte de acionistas O Banco Master foi alvo de liquidação extrajudicial decretada pelo BC em 18 de novembro, e, no mesmo dia, seu dono, o empresário Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação deflagrada pela PF para investigar suspeita de fraudes bilionárias. Vorcaro posteriormente foi solto, mas cumpre medidas cautelares. Em setembro, o BC havia rejeitado a compra do Master pelo BRB, que fora anunciada em março, após concluir análise acerca da capacidade financeira da instituição para fazer frente ao negócio. Aquino também disse que o BC questionou o banco desde maço, mostrando preocupação com o BRB em relação a operações. "Não necessariamente para mim, mas sim para o meu time, formado pelo supervisor, pelo auditor, pelo chefe da divisão que toca o banco", observou o diretor. Questionada sobre o depoimento de Aquino, a defesa de Vorcaro disse em nota que as carteiras de crédito objeto das tratativas com o BRB foram efetivamente substituídas por outros ativos, todos regularmente registrados no balanço da instituição, auditados e precificados de acordo com metodologias formais de classificação de risco, sob supervisão do BC. Segundo os advogados de Vorcaro, o BRB aprovou a aquisição dos ativos dentro dos parâmetros técnicos e contábeis vigentes à época. "A defesa de Daniel Vorcaro lamenta que trechos de depoimentos estejam sendo divulgados fora de contexto, segue colaborando integralmente com as autoridades competentes e confia que a apuração técnica completa dos fatos afastará interpretações que não correspondem à realidade", ressaltou. Procurados, o BC e o BRB não responderam de imediato a pedido de comentário. Entenda por que o Banco Central rejeitou a venda do Master para o BRB Jornal Nacional/ Reprodução *Com informações da agência de notícias Reuters.
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29/01 - Preços do petróleo sobem 5% com ameaças de Donald Trump ao Irã
Uma tocha de gás em uma plataforma de produção de petróleo nos campos de petróleo de Soroush é vista ao lado de uma bandeira iraniana no Golfo Pérsico, no Irã Raheb Homavandi/File Photo/Reuters Os preços do petróleo subiram nesta quinta-feira (29) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã — um dos principais produtores da commodity — com possíveis ataques militares e afirmou que o tempo para um acordo que limite o programa nuclear de Teerã está se esgotando. O principal contrato de petróleo dos EUA, o WTI, avançava 5,1%, a US$ 64,43 por barril. O Brent subia 5%, a US$ 71,84 por barril, após ultrapassar mais cedo a marca de US$ 70 pela primeira vez desde setembro. O preço do ouro também disparou e atingiu um novo recorde nesta quinta-feira, com cotação próxima de US$ 5.600 (mais de R$ 29 mil) por onça (31,1 gramas), após Trump ameaçar um ataque militar contra o Irã. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 Favorecido também pela desvalorização do dólar, o aumento da procura por metais preciosos — vistos como proteção em momentos de incerteza nos mercados — também impulsionou uma alta temporária da prata. O ouro chegou a subir mais de US$ 300 em um momento da sessão no mercado asiático, superando US$ 5.595 por onça, depois que Trump afirmou que Teerã deveria negociar um acordo sobre seu programa nuclear, que países ocidentais acreditam ter como objetivo a produção de uma bomba atômica.
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29/01 - Contas do governo têm déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025, mas meta fiscal é cumprida
As contas do governo registraram um déficit primário de R$ 61,7 bilhões em 2025, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29).  🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo as despesas do governo. 🔎 Se as receitas excedem as despesas, o resultado é um superávit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública. O resultado representa uma piora em comparação a 2024, quando foi registrado R$ 42,9 bilhões de déficit primário. Ou seja, trata-se de um aumento de 32%.  O desempenho das contas públicas no ano passado também foi o pior desde 2023, quando o resultado negativo somou R$ 250,1 bilhões (valor corrigido pela inflação). Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o Tesouro, no acumulado do ano a receita total apresentou elevação de R$ 90,8 bilhões (3,2%), enquanto a receita líquida apresentou elevação de R$ 64,3 bilhões (2,8%) em termos reais frente ao acumulado do mesmo período de 2024.  A variação é fruto do efeito conjunto de aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), Explorações de Recursos Naturais e redução de dividendo, entre outros.  Já em dezembro de 2025, a receita total apresentou elevação de R$ 7,6 bilhões em comparação ao mesmo período de 2024. A receita líquida, por sua vez, aumentou em R$3,9 bilhões, também em comparação ao mesmo período.  Meta fiscal Com o déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025, a meta fiscal para o ano foi atingida. O objetivo era de zerar o rombo das contas públicas. Entretanto, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual previsto no arcabouço fiscal (a nova regra das contas públicas). Ou seja, pode haver variação de até R$ 31 bilhões, para cima ou para baixo, em relação ao objetivo. Além disso, foram excluídas do cálculo da meta o abatimento de R$ 41,15 bilhões em precatórios (sentenças judiciais). Também pôde ser abatido o valor de R$ 2,83 bilhões por conta do ressarcimento de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios.  Outros R$ 2,5 bilhões, despesas com projetos estratégicos em defesa nacional, igualmente puderam ser deduzidos da meta. Foram excluídos ainda da meta gastos de R$ 2,2 bilhões em despesas temporárias em educação.   Contando tudo isso, o rombo de 2025 poderia ser de até R$ 79,65 bilhões sem que a meta fosse formalmente descumprida. Avaliação Segundo o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, o objetivo do governo é que as contas públicas tenham superávit primário neste ano, com as exclusões previstas no arcabouço fiscal — saúde, educação, precatórios e defesa. "Nossa expectativa é novamente entregar o resultado que foi estabelecido e, de preferência, mais próximo do centro do que do piso [da meta fiscal]”, disse Ceron. O secretário informou, ainda, que com um "superávit em torno de 1% do PIB [Produto Interno Bruto]" as preocupações quanto a estabilização da dívida pública ficam mais "relativizadas". "Não é pouco, mas não é difícil também. Acho que o país consegue fazer em um horizonte relativamente curto", comentou. Ceron avaliou que o resultado do ano é muito satisfatório. "Consideramos o resultado do ano muito satisfatório, diante de todas as adversidades. Estamos no caminho certo de manter o resultado primário cada vez mais próximo do equilíbrio", afirmou. Congresso Nacional, em Brasília (DF) Jornal Nacional/ Reprodução
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29/01 - Caso Master: Haddad diz que não houve diálogo entre Fazenda e BC na gestão de Campos Neto
Caso Master: Haddad diz que não havia diálogo entre BC e Fazenda na gestão Campos Neto O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que não houve diálogo entre o Banco Central (BC) e o Ministério da Fazenda na gestão do ex-presidente da autoridade monetária Roberto Campos Neto. O BC abriu um procedimento interno em novembro do ano passado para investigar eventuais falhas no processo de fiscalização e liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro. A medida foi tomada pelo presidente do órgão, Gabriel Galípolo, após a decretação de liquidação extrajudicial do banco. A informação foi revelada somente nesta quinta, já que o processo está em sigilo no BC. O g1 procurou Campos Neto, que não havia se manifestado sobre a declaração de Haddad até a última atualização desta reportagem. Segundo informações obtidas pelo blog da Ana Flor, no g1, o foco da auditoria está nas medidas tomadas durante a gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto, que estava à frente do órgão desde 2019. Apesar dos questionamentos das defesas de ex-gestores do banco investigado, de que a liquidação teria sido precipitada, a principal linha de trabalho da auditoria é a de que existiam elementos para a medida ter sido tomada antes, segundo o blog. Banco Central lança ferramenta que impede abertura de contas sem a autorização do titular Jornal Nacional/ Reprodução Questionado sobre a questão nesta quinta, Haddad afirmou que não havia interlocução entre o ex-presidente do BC, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governo Lula. "Não houve dialogo do BC com Fazenda a não ser a partir da posse do [atual presidente, Gabriel] Galípolo. O Gabriel, logo que assumiu, percebeu o tamanho do 'acabaxi' que ele tinha, viu que a situação era muito grave, em poucos meses envolveu Ministério Público e Polícia Federal porque havia suspeitas de fraude em carteiras", afirmou o ministro. "E quando você detecta uma fraude, que envolveu o Banco de Brasília, o BRB, ai não tem muito como manter no interior do Banco Central o problema. Você não está falando de má gestão, você está falando de crime", prosseguiu. Haddad também foi questionado sobre um eventual encontro com Vorcaro, e disse que "sequer conhecia a imagem dele". "Sabia do problema do banco [Master], tinha uma disputa de narrativa acontecendo, alguns diziam que era uma grande instituição financeira que estava surgindo e isso estava incomodando a concorrência, e outros dizendo isso não é sustentável, vai estourar. Tinha uma disputa de narrativas, mas logo que o Gabriel assumiu essa questão se desfez, porque o Gabriel se debruçou sobre o assunto e logo percebeu o tamanho do problema", disse. A auditoria é um processo sigiloso e começou logo depois da liquidação do banco, no ano passado. A medida visa, principalmente, descobrir por que a área técnica demorou para detectar o aumento das operações de risco do Banco Master, segundo informações do blog Valdo Cruz.
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29/01 - Powell está custando bilhões de dólares aos EUA, diz Trump após Fed manter juros inalterados
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a aumentar a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), um dia após a instituição manter as taxas do país inalteradas na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Em uma publicação no seu perfil no Truth Social, o republicano afirmou que o presidente do Fed, Jerome Powell, não tinha nenhum motivo para manter os juros americanos "tão elevados", reiterando que o banqueiro central é um "idiota" e está "prejudicando o país e a segurança nacional". "Ele está custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessárias e injustificadas", afirmou o republicano, reiterando que as taxas americanas deveriam ser as "menores do mundo" devido à "vasta quantia de dinheiro" que entra no país por conta das tarifas alfandegárias. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na véspera, o Fed interrompeu o ciclo de cortes de juros e manteve a taxa americana entre 3,50% e 3,75% ao menor, no menor nível desde setembro de 2022. A decisão veio em linha com as expectativas do mercado financeiro. Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirmou que a geração de empregos nos EUA permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue "um pouco alta". "A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]", diz o texto. A decisão não foi unânime: enquanto dez dirigentes do Fomc votaram para manter as taxas de juros inalteradas, dois se posicionaram a favor de um novo corte de 0,25 ponto percentual — um deles foi J. Waller, cotado para assumir a presidência do Fed após o fim do mandato de Powell. Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas em Maryland Julia Demaree Nikhinson/AP Ataques à Powell Essa não foi a primeira vez que Trump aumentou a ofensiva contra Powell. Desde o início de seu mandato, o republicano tem pressionado o Fed por novos cortes de juros, como uma tentativa de estimular o consumo e o crescimento da economia americana. Sem resposta por parte de Powell, Trump já chegou a ameaçar demitir o banqueiro central e a chamá-lo de "burro" e "teimoso" por manter a independência do BC americano e não reduzir os juros. No início deste mês, o Departamento de Justiça dos EUA processou Powell, acusando-o de má administração em uma reforma na sede do Fed e de mentir ao Congresso sobre os gastos com a obra. Dois dias depois, Powell divulgou um vídeo em que afirmava que a "ameaça de processos criminais é uma consequência no fato de o banco central fixar as taxas baseado na avaliação sobre o que vai beneficiar o público e não seguindo as preferências do presidente". "Essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo", disse o banqueiro central. "Isso é sobre saber se o Fed poderá continuar a definir as taxas de juros com base em dados e nas condições econômicas — ou se a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação", completou. A forte ofensiva de Trump ao Fed também se refletiu nos mercados financeiros, que seguem cautelosos quanto ao futuro da instituição. A expectativa é que o republicano anuncie um novo nome para comandar o BC americano em breve — e o receio dos investidores é sobre o quanto o indicado cederá à pressão política por novos cortes de juros, o que pode colocar em xeque a independência do Fed. Qual a origem e os riscos da briga entre Trump e o presidente do Banco Central dos EUA
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29/01 - Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master
Investigação do BC joga luz sobre atuação da gestão Campos Neto no caso Master A investigação interna aberta no Banco Central para apurar possíveis falhas no caso do Banco Master tem como prioridade acompanhar o processo e as medidas tomadas pelo órgão desde 2019. Ou seja, o foco está nas ações durante a gestão do ex-presidente Roberto Campos Neto, que estava à frente do órgão. Apesar dos questionamentos das defesas de ex-gestores do banco investigado, de que a liquidação teria sido precipitada, a principal linha de trabalho da auditoria é a de que existiam elementos para a medida ter sido tomada antes. A liquidação de uma instituição financeira é uma medida drástica, mas que poderia ter evitado um rombo financeiro que, só ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), custa quase R$ 50 bilhões, além dos fundos de pensão e outros investidores não cobertos pela garantia do FGC. Caso Master: PF ouve depoimento de mais um investigado Jornal Nacional/ Reprodução Segundo fontes ouvidas pelo blog, a auditoria abrange desde a autorização do BC para a transferência do controle do banco Máxima para o Master, passando pela consolidação do processo, que levou cerca de dois anos, até os problemas de liquidez identificados pelo órgão em 2024. A investigação interna responde ao avanço de apurações conduzidas pelo Ministério Público Federal no caso Master, que trazem fortes indícios de problemas de liquidez e de vendas de carteiras fictícias ainda em 2024. Em entrevista à Globonews em 27 de outubro, antes da liquidação do Master, Campos Neto disse que a negociação entre o BRB e o Master, cuja compra foi vetada pelo BC, não chegou a ser tratada em sua gestão. “O tema da negociação com o BRB eu fiquei sabendo pelos jornais, eu não sabia até a minha saída do Banco Central, isso nunca tinha sido ventilado, eu fiquei sabendo depois”, disse. Naquele momento, afirmou ainda que o Master não representava risco sistêmico, mas sim risco de imagem ao setor financeiro. A abertura da sindicância foi decretada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em novembro, e é conduzida de forma independente. Isso porque um processo de liquidação extrajudicial, como ocorreu no caso do Master, é um fato grave e precisa ser devidamente documentado. A informação, no entanto, foi revelada pelo jornal "O Globo" e confirmada pelo blog somente nesta quinta-feira (29), porque o processo é sigiloso dentro do órgão. Após a abertura da auditoria, os chefes do departamento Departamento de Supervisão Bancária (Desup) Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza foram afastados dos cargos. Até o momento, não há acusações contra eles (entenda mais aqui).
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29/01 - Preço do ouro se aproxima de US$ 5.600 após ameaças de Trump contra o Irã
Barras de ouro de diversos valores são armazenadas em um cofre em Munique, Alemanha Reuters O preço do ouro disparou nesta quinta-feira (29) e atingiu um novo recorde, com cotação próxima de US$ 5.600 (mais de R$ 29 mil) por onça (31,1 gramas), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar ordenar um ataque militar contra o Irã. 🔎Favorecido também pela desvalorização do dólar, o aumento da procura por metais preciosos — considerados investimentos de proteção em momentos de incerteza nos mercados — impulsionou ainda uma alta temporária da prata. O ouro chegou a subir mais de US$ 300 em um momento da sessão no mercado asiático, superando US$ 5.595 por onça, depois que Trump afirmou que Teerã deveria negociar um acordo sobre seu programa nuclear, que países ocidentais acreditam ter como objetivo a produção de uma bomba atômica. “Esperamos que o Irã se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes — ARMAS NUCLEARES NÃO”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social. “O tempo está se esgotando, é realmente essencial.” “O próximo ataque será muito pior. Não deixem que isso volte a acontecer”, acrescentou, em referência aos bombardeios dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas em junho do ano passado. Um grupo de ataque naval americano, descrito por Trump como uma “armada” e liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, está em águas do Oriente Médio. O presidente afirmou estar “pronto, disposto e capacitado para cumprir rapidamente sua missão, com força e rapidez, se necessário”. A rede CNN informou que Trump estaria considerando um ataque após o fracasso das negociações nucleares. “Confiança” “O ouro é o oposto da confiança. Quando a credibilidade das políticas enfraquece, o metal deixa de atuar apenas como proteção e passa a ser uma alternativa. É isso que estamos vendo agora. Não se trata de medo de recessão”, avaliou o analista de mercados Stephen Innes. Em Hong Kong, investidores que buscam lucrar com a alta dos metais preciosos passaram a comprar barras de prata como alternativa ao ouro, que se tornou inacessível devido ao preço recorde. Apesar do aumento da oferta para atender à forte demanda, lojas do centro financeiro semiautônomo chinês relataram o esgotamento de centenas de barras em pouco mais de uma hora. Ken Wong, aposentado de 65 anos, entrou na fila da loja Lee Cheong por volta das 5h e conseguiu comprar cinco barras de prata. Ele afirmou à AFP que a compra permite investir rapidamente em um ativo em alta, já que o ouro ficou “caro demais”. Em outro movimento, o aumento das tensões geopolíticas também elevou os preços do petróleo em quase 2%. O West Texas Intermediate atingiu o nível mais alto desde setembro, enquanto o Brent do Mar do Norte alcançou a maior cotação desde julho, em meio a preocupações com a oferta. O dólar segue pressionado, mesmo após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarar à CNBC que “os Estados Unidos sempre tiveram uma política de dólar forte”, um dia depois de Trump ter demonstrado apoio à desvalorização da moeda. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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29/01 - Dólar fecha em R$ 5,19 e renova menor patamar em 20 meses; Ibovespa cai com piora em NY
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,22% nesta quinta-feira (29), cotado em R$ 5,1940, no menor patamar de fechamento desde maio de 2024. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também registrou perdas no pregão, após alcançar uma nova máxima intradiária, aos 186 mil pontos. Ao final da sessão, a bolsa caiu 0,84%, aos 183.134 pontos. ▶️ Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, os mercados passaram a se concentrar em novos indicadores econômicos. Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil manteve a Selic em 15% ao ano. (entenda mais abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No Brasil, a agenda do dia trouxe os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro. Segundo as informações divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou a criação de 1,279 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025. 🔎 Esses dados ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026 e indicam se há espaço para cortes na taxa básico de juros (Selic) pelo Banco Central. ▶️ Um dia após o Fed decidir manter os juros inalterados, o presidente Donald Trump voltou a pressionar a instituição. Em postagem no Truth Social, ele afirmou que Jerome Powell não tinha motivos para manter a taxa tão elevada, dizendo que a decisão prejudica o país, custa bilhões de dólares aos EUA e compromete a segurança nacional. ▶️ Ainda nos EUA, os investidores acompanharam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana. Balanços corporativos também ficaram no radar. (Veja mais abaixo) Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,75%; Acumulado do mês: -5,37%; Acumulado do ano: -5,37%. 📈Ibovespa x Acumulado da semana: +2,39%; Acumulado do mês: +13,66%; Acumulado do ano: +13,66%. Juros dos EUA e do Brasil Na véspera, a Superquarta trouxe as decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, ambas conforme o esperado pelo mercado. EUA O Fed decidiu manter a taxa básica de juros do país no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano, o nível mais baixo desde setembro de 2022. 👉 Com essa decisão, o Fed interrompe uma sequência de três reduções seguidas nos juros. Na reunião anterior, realizada em 10 de dezembro, o banco central havia cortado a taxa em 0,25 ponto percentual. No comunicado divulgado após a reunião, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) informou que o mercado de trabalho segue mostrando pouca criação de vagas, embora o desemprego esteja relativamente estável. O grupo também destacou que a inflação ainda permanece um pouco acima do desejado, o que ajuda a explicar a cautela do banco central. Em entrevista, o presidente do Fed, Jerome Powell, adotou um tom mais firme do que o visto em dezembro e indicou que novos cortes de juros não devem acontecer no curto prazo. Segundo o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung, a economia dos Estados Unidos ainda está longe de uma recessão. “Dados do terceiro trimestre de 2025 apontaram um crescimento forte da atividade, impulsionado principalmente pelo consumo das famílias, pelas exportações e pelos gastos do governo.” Para Sung, o principal risco à frente não está ligado ao desempenho da economia em si, mas a fatores institucionais. Ele chama atenção para a sucessão no comando do Federal Reserve, já que o mandato de Jerome Powell termina em maio, o que pode levantar dúvidas sobre a independência do banco central. “A possibilidade de maior interferência política ou da nomeação de um presidente com viés dovish [mais favorável a juros baixos] representa um risco relevante para a credibilidade do regime monetário, com potenciais impactos sobre as expectativas de inflação, o dólar e os mercados financeiros.” Brasil No Brasil, o Banco Central também decidiu manter os juros no nível atual. O Comitê de Política Monetária (Copom) deixou a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou que pode começar a reduzir os juros já na próxima reunião, marcada para março. A indicação de corte está ligada à expectativa de que a inflação esteja mais controlada nos próximos meses. Mesmo assim, o Banco Central deixou claro que pretende agir com cautela. Em comunicado, o Copom afirmou que, se o cenário esperado se confirmar, deve iniciar a redução dos juros na próxima reunião, mas reforçou que seguirá mantendo um nível ainda restritivo. Na prática, isso significa que o BC quer baixar os juros de forma gradual, sem comprometer o retorno da inflação à meta oficial. 👉 Atualmente, a Selic está no maior nível em quase 20 anos. Em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a taxa chegou a 15,25% ao ano. Desde o ano passado, integrantes do governo vêm defendendo uma queda dos juros. A avaliação da equipe econômica é que taxas muito altas encarecem o crédito, desestimulam o consumo e os investimentos e acabam freando a atividade econômica. Para Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio da GO Associados, a decisão do Copom reflete uma combinação de fatores. De um lado, há a projeção de que a inflação fique próxima da meta apenas no início de 2027. De outro, o economista avalia que reduzir os juros imediatamente poderia ser precipitado, especialmente diante das incertezas no cenário externo e das dúvidas em relação à política fiscal do país — ou seja, ao controle das contas públicas. Segundo ele, o principal sinal dado nesta reunião foi a comunicação mais clara sobre o início de um ciclo de queda dos juros. “A novidade dessa reunião do Copom é que o comunicado deixa claro que deve haver um início do ciclo de baixa, com grande chance de isso acontecer já na próxima reunião”, afirma. Ainda assim, Gesner ressalta que o mercado segue atento a uma dúvida central: qual será o ritmo desse corte inicial. A discussão gira em torno de uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,50 ponto percentual na reunião de março. Agenda econômica Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez caiu levemente na semana passada, sinalizando que as demissões seguem em patamar baixo nos EUA. Ainda assim, o ritmo fraco de novas contratações tem aumentado a preocupação das famílias com o mercado de trabalho. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram 1.000 solicitações na semana encerrada em 24 de janeiro, totalizando 209 mil pedidos, já com ajuste para efeitos sazonais. O dado da semana anterior foi revisado para cima, passando de 200 mil para 210 mil pedidos. O resultado veio um pouco acima das expectativas do mercado, que projetava 205 mil solicitações. A leitura dos números, no entanto, foi influenciada pelo feriado de Martin Luther King Jr., celebrado na segunda-feira da semana passada. Esses pedidos costumam oscilar mais em semanas com feriados, especialmente no início do ano, quando os ajustes estatísticos ficam mais difíceis. Balança comercial americana O déficit comercial dos EUA — diferença entre o que o país importa e exporta — teve um salto expressivo em novembro, registrando o maior aumento em quase 34 anos. O avanço foi puxado principalmente pelo forte crescimento das importações, em especial de máquinas, computadores e semicondutores, em um movimento associado ao aumento dos investimentos em inteligência artificial. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Escritório de Análise Econômica e pelo Census Bureau, o déficit comercial cresceu 94,6%, chegando a US$ 56,8 bilhões no mês. O resultado superou com folga as expectativas do mercado, que projetava um saldo negativo de US$ 40,5 bilhões. Essa foi a maior variação percentual desde março de 1992. O relatório, que teve sua divulgação adiada por causa da paralisação de 43 dias do governo americano, mostra que as importações totais aumentaram 5,0%, somando US$ 348,9 bilhões. Dentro desse grupo, as compras de bens avançaram 6,6%, para US$ 272,5 bilhões, com destaque para os bens de capital — equipamentos usados na produção — que cresceram US$ 7,4 bilhões e atingiram um recorde histórico. O principal impulso veio das importações de computadores e semicondutores, embora acessórios para computadores tenham registrado queda. Bolsas globais Em Wall Street, os mercados americanos fecharam sob a influência da decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados, movimento que já era amplamente esperado. A fala do presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou a avaliação de que as taxas estão “em um bom patamar” no momento. Enquanto isso, os investidores acompanham a divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia e aguardam os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego. Também chamou a atenção a alta do ouro, que avança mais de 2% e chegou a US$ 5.543 por onça-troy. O Dow Jones Industrial Average fechou em alta de 0,11%, aos 49.071,56 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,20%, aos 6.963,76 pontos, e o Nasdaq Composite teve queda de 0,72%, aos 23.685,12 pontos. Na Europa, o clima foi de cautela com os investidores analisando os resultados das empresas de tecnologia, em busca de pistas sobre como elas estão monetizando a inteligência artificial, após terem gasto bilhões no desenvolvimento dessa tecnologia nos últimos anos. No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,2%. Entre os principais mercados, o CAC 40, de Paris, subiu 0,06%, e o FTSE 100, de Londres, avançou 0,17%. Na Alemanha, o DAX recuou 2,07%. Na Ásia, o humor dos mercados melhorou após notícias de que reguladores chineses deixariam de exigir alguns indicadores financeiros das construtoras, conhecidos como as “três linhas vermelhas”. No fechamento, o Hang Seng subiu 0,51%, aos 27.968 pontos, enquanto o índice de Xangai avançou 0,16%, aos 4.157 pontos, e o CSI300 teve alta de 0,76%, aos 4.753 pontos. Ainda na região, o Nikkei, de Tóquio, avançou 0,03%, o Kospi, de Seul, subiu 0,98%, e o Taiex, de Taipé, recuou 0,82%. Já as bolsas de Cingapura e Sydney fecharam em alta de 0,42% e queda de 0,07%, respectivamente. Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters
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29/01 - Com Selic alta para conter inflação, juro bancário sobe em 2025, crédito desacelera e inadimplência bate recorde
Arquivo/Agência Brasil A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 6,5 pontos percentuais em 2025 – e fechou o mês de dezembro em 47,2% ao ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central. O aumento de 6,5 pontos percentuais registrado em 2025 foi o maior desde 2022 — quando a taxa média de juros dos bancos cresceu 7,8 pontos percentuais. O juro foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rural e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). ➡️Em 2025, a taxa Selic subiu 2,25 pontos percentuais e, atualmente, está no maior nível em quase 20 anos. Com isso, os bancos não só repassaram o aumento dos juros básicos da economia, definidos pelo BC para conter a inflação — como também elevaram sua taxa acima disso. De acordo com o BC, o juro médio cobrado nas operações com empresas subiu de 21,7% ao ano, em dezembro de 2024, para 25% ao ano no fim do ano passado. A alta foi de 3,3 pontos percentuais. Já nas operações com pessoas físicas, a taxa avançou de 53,1% ao ano, em dezembro de 2024, para 60,1% ao ano no fechamento do último ano. A alta foi de 7 pontos percentuais. Copom mantém selic em 15% ano ano pela quarta vez seguida Cheque especial e cartão de crédito 🔎No cheque especial das pessoas físicas, a taxa subiu de 134,8% ao ano, em dezembro de 2024, para 138,6% ao ano no fechamento do ano passado. O aumento foi de 3,8 pontos percentuais em 2025. 🔎Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo, por sua vez, recuou de 451,6% ao ano, no fim de 2024, para 438% ao ano em dezembro do ano passado. A queda do juro do cartão de crédito rotativo foi de 13,6 pontos percentuais em 2025. Mesmo com o recuo em 2025, o juro do cartão de crédito rotativo segue elevado. Isso acontece apesar de o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter limitado, desde janeiro de 2023, o valor total da dívida dos clientes no cartão de crédito rotativo. O valor do débito não pode mais exceder 100% da dívida original. Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200. O custo do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cálculo. Isso vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro. Acima de 400% ao ano, essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro. O patamar está cerca de 30 vezes acima da taxa básica da economia, que serve de parâmetro para os bancos buscarem recursos no mercado. O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa linha de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente. Crédito bancário O volume total do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Central, avançou 10,2% em 2025, para R$ 7,12 trilhões. Com isso, houve desaceleração na comparação com o ano de 2024, quando foi registrada uma expansão maior: de 11,5% (valor ajustado). ➡️Esse ritmo menor de crescimento já era esperado pelo Banco Central, diante da alta da taxa Selic, que, em 15% ao ano, está no maior patamar em décadas. ➡️Para 2026, a autoridade monetária prevê nova desaceleração, com um crescimento de 8,6% no salto total de crédito dos bancos. Inadimplência em alta De acordo com dados do Banco Central, a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito subiu fortemente em 2025, fechando o ano passado em 4,1,% – contra 3% no final de 2024. ➡️Com isso, a inadimplência bateu novo recorde da série histórica do BC, que tem inicio em março de 2011. O recorde anterior havia sido registrado em novembro de 2025 (4%). Nas operações com pessoas físicas, a inadimplência subiu de 3,5% em dezembro de 2024 para 5% no final do ano passado — uma alta 1,5 ponto percentual. Trata-se do maior valor desde dezembro de 2012 (5,1%). Já a inadimplência das empresas cresceu de 2% no fechamento de 2024 para 2,5% em dezembro de 2025, um 0,5 ponto percentual. É o maior valor desde outubro do ano passado (2,6%).
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29/01 - BC abre investigação interna para apurar condução do caso Master; servidores foram afastados
BC abre auditoria interna para fiscalizar caso do Banco Master O Banco Central (BC) abriu uma investigação interna para apurar a condução do caso do Banco Master. O objetivo é verificar eventuais falhas no processo de fiscalização e liquidação extrajudicial da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro. A auditoria é um processo sigiloso e começou logo depois da liquidação do banco, no ano passado. A medida visa, principalmente, descobrir por que a área técnica demorou para detectar o aumento das operações de risco do Banco Master, segundo informações obtidas pelo blog. A abertura da sindicância foi decretada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, ainda em novembro, e é conduzida de forma independente. Isso porque um processo de liquidação extrajudicial, como ocorreu no caso do Master, é um fato grave e precisa ser devidamente documentado. A informação, no entanto, foi revelada pelo jornal "O Globo" e confirmada pelo blog somente nesta quinta-feira (29), porque o processo é sigiloso dentro do órgão. Após a abertura da auditoria, os chefes do departamento Departamento de Supervisão Bancária (Desup) Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza foram afastados dos cargos. Até o momento, não há acusações contra eles (entenda mais abaixo). PF ouve dois investigados no inquérito sobre fraude bilionária do Master com o Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução ➡️Paulo Sérgio Neves de Souza é ex-diretor de Fiscalização do BC. Ele era chefe-adjunto do departamento Departamento de Supervisão Bancária (Desup) e foi afastado do cargo em novembro do ano passado, logo após o início da auditoria. Em 19 de janeiro, pediu para deixar a função. ➡️Belline Santana ocupava o cargo de chefe do Desup. É dele um ofício encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) relatando a operação suspeita de compra de carteiras de crédito fraudulentas pelo Master no final de 2024, que acabou sendo desfeita. Ele foi afastado do cargo no início do mês, e pediu para deixar a função nessa quarta-feira (29). Dentro do BC, Galípolo tem dito a seus assessores que não está fazendo uma caça às bruxas, mas uma auditoria para evitar que se repita o que ocorreu com o Master, que foi crescendo de forma muito arriscada sem que fosse adotada alguma medida. Caso criou instabilidade institucional A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco, em novembro. A medida, no entanto, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre seus fundamentos. 🔎Na prática, a liquidação extrajudicial significa que o BC encerrou as atividades do banco e nomeou um liquidante, responsável por assumir o controle da instituição e encerrar operações até a extinção do banco. Com isso, a instituição deixa de integrar o sistema financeiro nacional. Nos últimos meses, o Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o BC, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF). No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master era justificada pela “situação econômico-financeira da instituição” e pela “infringência às normas que disciplinam a atividade bancária”. Entenda aqui os principais pontos da investigação. TCU questionou liquidação A decisão do Banco Central de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master passou a ser questionada em outras instâncias, ampliando o alcance do caso. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou inicialmente a realização de uma inspeção para analisar documentos relacionados ao processo de liquidação. O BC, no entanto, entrou com recursos (embargos de declaração) contra a decisão. Dias depois, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, reuniu-se com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para tratar do tema. Em 12 de janeiro, o Banco Central retirou o recurso. Segundo o BC, a medida faz parte de uma saída negociada para encerrar o impasse institucional entre as duas entidades. Como resultado do acordo, BC e TCU definiram que as próximas etapas envolverão diligências técnicas sobre a documentação, e não uma inspeção formal.
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29/01 - Conselheiros do BRB renunciam após convocação de assembleia para mudar direção do banco
Banco Central determina que BRB reserve R$ 3 bilhões para manter operações em segurança Reprodução/TV Globo Dois integrantes do conselho de administração do Banco de Brasília (BRB) renunciaram aos cargos nesta quarta-feira (28). Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende deixaram suas funções com efeito imediato, segundo informou a própria instituição em comunicado ao mercado. Além dos assentos no conselho, os dois também saíram dos comitês internos do banco, conforme previsto nas regras da empresa e na legislação vigente. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As renúncias acontecem cerca de duas semanas depois que o principal acionista do BRB — o governo do Distrito Federal — convocou uma assembleia para escolher um novo conselho de administração. A reunião está marcada para o dia 19 de fevereiro. Nessa data, os acionistas vão votar os nomes indicados para integrar o novo colegiado: Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré. Em janeiro, o BRB já havia feito alterações importantes em sua estrutura de comando. Raphael Vianna de Menezes foi eleito presidente do conselho de administração, enquanto Antônio José Barreto de Araújo Júnior assumiu o cargo de diretor executivo de finanças. As trocas na administração ocorrem em meio à repercussão de uma investigação da Polícia Federal realizada em novembro do ano passado. A operação envolveu dirigentes do Banco Master e do próprio BRB. Segundo as autoridades, o suposto esquema poderia ter causado prejuízos superiores a R$ 10 bilhões ao banco público. O caso ainda está sob apuração. Entenda o caso Master–BRB A crise envolvendo o Banco Master e o BRB começou após negociações para a compra do Master pelo banco público do Distrito Federal. O negócio chegou a avançar, mas foi barrado pelo Banco Central, que identificou problemas nas condições da operação. Paralelamente, investigações da Polícia Federal e do Ministério Público passaram a apurar possíveis irregularidades nas transações entre os dois bancos. Segundo as autoridades, o BRB teria transferido bilhões de reais ao Banco Master por meio da compra de carteiras de crédito consideradas problemáticas, sem garantias suficientes e, em alguns casos, sem pertencer de fato ao Master. O Banco Central estima que o prejuízo para o BRB possa ultrapassar R$ 3 bilhões, enquanto investigadores apontam que as perdas potenciais podem ser ainda maiores. Operação policial e afastamento de dirigentes Em novembro, a Polícia Federal deflagrou a operação que apura fraudes financeiras envolvendo dirigentes do Master e do BRB. Com isso, o então presidente do BRB foi afastado e posteriormente demitido. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso preventivamente e passou a usar tornozeleira eletrônica. Ele afirmou ter tratado da venda do banco diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que nega a versão. Após a operação policial, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, encerrando suas atividades. A medida foi justificada por problemas de liquidez e indícios de fraudes na gestão da instituição. Outro desdobramento foi a abertura de um inquérito para apurar se influenciadores digitais foram pagos para criticar o Banco Central após a liquidação do Master. Segundo a PF, os conteúdos teriam como objetivo defender o banco e colocar em dúvida a decisão do regulador. Veja os vídeos que estão em alta no g1
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29/01 - Samsung registra lucro trimestral recorde graças à demanda por chips de IA
Prédio da Samsung em Seul. JUNG YEON-JE / AFP O grupo de tecnologia sul-coreano Samsung Electronics anunciou nesta quinta-feira (29) um lucro trimestral recorde, impulsionado pela forte demanda por chips de memória utilizados na Inteligência Artificial (IA). A corrida global para construir centros de dados de IA e desenvolver esta tecnologia em rápida evolução provocou uma disparada dos pedidos por microchips avançados. Também encareceu os chips menos chamativos usados em eletrônicos de consumo, o que pode elevar os preços dos smartphones, laptops e outros dispositivos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No trimestre encerrado em dezembro de 2025, a Samsung registrou "sua receita trimestral consolidada mais elevada da história, 340,65 bilhões de reais", um aumento de 9% em comparação com o trimestre anterior. "O lucro operacional também atingiu um máximo histórico de R$ 76,4 bilhões, acrescentou a empresa.
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29/01 - A volta dos IPOs? Entenda por que empresas brasileiras escolheram agora para retornar à bolsa
Entenda por que empresas brasileiras optam pelo mercado americano e o que esperar à frente Após um longo período de “ressaca”, as primeiras empresas brasileiras começaram a retornar à bolsa de valores. A primeira oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em quatro anos ocorre na quinta-feira (29), com o banco digital PicPay. 🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. Outro IPO anunciado recentemente foi o do Agibank, ainda sem data definida. Em ambos os casos, as empresas optaram por listar suas ações nos Estados Unidos. Essa não é a primeira vez que uma empresa brasileira escolhe o mercado americano para abrir capital — e essa preferência também lança luz sobre outros aspectos do mercado nacional, que limitam a demanda por IPOs no país. Segundo especialistas consultados pelo g1, o movimento reflete, em grande parte, as taxas de juros elevadas do país, atualmente em 15% ao ano — o maior patamar em 20 anos. “O que aconteceu no Brasil é que os juros subiram e não recuaram. Estamos falando de uma taxa real de dois dígitos, que é muito alta. Isso acaba inibindo investidores de fazer qualquer coisa que não seja comprar um instrumento de renda fixa”, afirma o diretor global de investment banking do Itaú BBA, Roderick Greenlees. Só em 2021 — ano em que o país registrou mais de 40 IPOs —, a Selic subiu 7,25 pontos percentuais (p.p.), de 2% em janeiro para 9,25% em dezembro. Apesar da alta, a taxa de um dígito permanecia atrativa para empresas que buscavam financiamento no mercado de capitais. Desde então, porém, a Selic entrou em trajetória de alta, até alcançar 15% em junho do ano passado — um aumento de 5,75 p.p. em relação a 2021. “Essa é uma parte importante do quebra-cabeça que acabou se desfazendo nos últimos anos. À medida que os juros subiram, fundos de equity perderam muito dinheiro”, diz o corresponsável pela área de banco de investimentos do Bank of America (BofA) no Brasil, Bruno Saraiva. Isso ocorre porque juros mais altos tornam a renda fixa mais atrativa. Com menos recursos direcionados à bolsa, os volumes negociados caem e as carteiras de renda variável ficam sob pressão. O resultado é um menor apetite por risco e uma demanda reduzida por novas ofertas de ações. “Se você observar os fundos multimercados e, principalmente, os de ações, eles foram praticamente extintos nos últimos dois ou três anos. Muitos acabaram sendo descontinuados por causa desse cenário”, completa Greenlees. Por que nos EUA e não aqui? Nos EUA, o ciclo de cortes de juros começou em setembro do ano passado, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) reduziu as taxas em 0,25 p.p., para a faixa de 4% a 4,25%. Desde então, realizou mais dois cortes. Atualmente, as taxas estão na faixa de 3,50% a 3,75%. Segundo Leonardo Resende, superintendente de empresas e mercado de capitais da B3, esse não é o único fator que explica os recentes lançamentos de empresas brasileiras nos mercados americanos. “Essa escolha depende de uma série de fatores, definidos caso a caso. Envolve uma análise do setor, da tese de investimento, do histórico da empresa e de onde os concorrentes estão listados, seja no Brasil ou em outros mercados”, explica. No caso do PicPay, outras empresas do setor financeiro e de pagamentos também estão listadas em Wall Street, como Nubank, PagSeguro, StoneCo e XP. “Abrir capital no exterior não é uma solução com resposta única para todos os casos. Vemos algumas companhias testando o mercado americano, mas também temos conversas com empresas interessadas em fazer uma emissão de ações na B3”, completa Resende. O que esperar à frente? Para os especialistas consultados pelo g1, a expectativa de que o Banco Central do Brasil (BC) inicie o ciclo de cortes já no primeiro trimestre traz uma visão mais otimista para o mercado brasileiro de IPOs nos próximos meses. Dados do último boletim Focus indicam que a Selic deve terminar este ano em 12,25% ao ano, uma redução de 2,75 p.p. em relação ao patamar atual. “Não sei se essa queda esperada dos juros é suficiente para termos um mercado abundante como no passado, mas é suficiente para retomar algumas ofertas. A taxa ainda deve permanecer elevada, mas, para os padrões brasileiros, já é um bom sinal”, diz Greenlees, do BBA. Além dos juros, fatores como o cenário geopolítico global e os sinais de compromisso com a trajetória das contas públicas por parte do novo governo eleito no Brasil também estão no radar de investidores e empresas para o mercado de ações. “Estamos cautelosamente otimistas para 2026, mas ainda será apenas o início de uma retomada, com poucas operações no Brasil”, conclui Saraiva. “Se houver uma agenda de reformas com ajuste fiscal em 2027, independentemente do governo, e uma trajetória contínua de queda dos juros, acredito que voltaremos a um cenário de atividade muito maior no mercado de capitais brasileiro.” Touro de Wall Street, localizado no distrito financeiro de Manhatttan. Carlo Allegri/Reuters
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29/01 - MEI: confira valores de contribuição, prazos para quitar dívidas e obrigações em 2026
MEIs pagam impostos por meio do DAS Freepik Com o reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição previdenciária que os Microempreendedores Individuais (MEIs) precisam pagar todos os meses também subiu em 2026. Além disso, é preciso ficar atento ao prazo para a regularização de dívidas, além dos critérios para se manter no Simples Nacional em 2026. Veja abaixo as principais obrigações do MEI e datas para ficar atento em 2026: 🤑 Contribuição mensal 📝 Adesão ou regularização do Simples Nacional 📆 Prazo para quitar dívidas 👩🏽‍💻 Declaração anual Veja os vídeos que estão em alta no g1 🤑 Contribuição mensal A contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) foi atualizada no início de 2026. O valor é tabelado e representa 5% do novo salário mínimo, de R$ 1.621. A contribuição do MEI em geral sobe de R$ 75,90 para R$ 81,05; O MEI caminhoneiro, cuja alíquota é maior, passa a recolher R$ 194,52 por mês. Os MEIs que atuam em atividades sujeitas ao ICMS, como comércio e indústria, têm acréscimo de R$ 1 por mês no DAS. Para atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o valor adicional é de R$ 5. Com isso, em 2026: O MEI em geral vai pagar entre R$ 81,05 e R$ 87,05 por mês, a depender da atividade exercida. O MEI Caminhoneiro pode pagar entre R$ 194,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de carga transportada e o destino. O valor é recolhido por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que reúne a contribuição ao INSS e os tributos cobrados conforme a atividade exercida pelo microempreendedor. O pagamento mensal da contribuição garante ao MEI acesso aos principais benefícios da Previdência Social. Entre eles, estão: Aposentadoria por idade; Auxílio-doença; Aposentadoria por invalidez; Salário-maternidade; Pensão por morte; e Auxílio-reclusão. O vencimento do DAS é sempre no dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo App MEI, disponível para celulares com sistemas Android e iOS. O pagamento pode ser realizado por boleto, PIX, débito automático ou outras opções oferecidas pelas instituições financeiras. 📝 Adesão ou retorno ao Simples Nacional Empreendedores que desejam aderir ou retornar ao Simples Nacional têm até 30 de janeiro para fazer o pedido. O prazo vale tanto para empresas que nunca optaram pelo regime quanto para aquelas que foram excluídas e desejam reingressar. Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) têm direito a optar pelo regime, que possibilita o pagamento simplificado de impostos. Todas as empresas que desejam optar pelo Simples Nacional precisam ter inscrição no CNPJ, inscrição municipal e, quando exigível, inscrição estadual. Em seguida, realizar o passo a passo: Acesse o Portal do Simples Nacional; O acesso é feito com certificado digital ou código de acesso; Na aba Simples – Serviços, clique em Opção e depois em Solicitação de Opção pelo Simples Nacional; Uma verificação automática de pendências é feita logo após a solicitação. Não havendo pendências, a opção será aprovada. Se tiver alguma pendência, a opção ficará “em análise”; É possível acompanhar o andamento do processo dentro do Portal do Simples Nacional, na opção Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional. A verificação é feita de forma conjunta pela Receita Federal, estados e municípios. Por isso, a empresa não pode ter pendências cadastrais ou fiscais nem débitos com nenhum ente federado. A Receita Federal permite a regularização por meio de parcelamentos e transações. Caso o pedido de reinclusão seja aprovado, a empresa retorna ao regime com efeito retroativo a 1º de janeiro do ano vigente. Os contribuintes que já estão no Simples Nacional e não foram excluídos continuam no sistema, sem necessidade de nova solicitação. A renovação é automática, exceto nos casos em que a empresa tenha sido excluída do regime, por exemplo, por dívidas. Para ingressar ou reingressar no Simples Nacional, é essencial que o CNPJ esteja regularizado, ou seja, sem pendências junto às administrações tributárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Entre as principais irregularidades que levam à exclusão do Simples, segundo a Receita Federal, estão a falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários, parcelamentos pendentes e o exercício de atividades não permitidas nesse regime de tributação. A divulgação do resultado da opção está prevista para a segunda quinzena de fevereiro. Para empresas em início de atividade, o prazo para solicitar a adesão é de 30 dias contados a partir do último deferimento de inscrição (municipal ou estadual), desde que não tenham se passado 60 dias da data de abertura do CNPJ. 📆 Prazo para quitar dívidas Empresas que foram excluídas do Simples Nacional por causa de dívidas, mas regularizaram todas as pendências, precisam solicitar novamente a adesão se quiserem voltar ao regime. O prazo para o pedido também termina no dia 30 de janeiro. Os MEIs nessa situação, além de solicitarem a adesão ao Simples, devem, em seguida, pedir o enquadramento no Simei, por meio de outro serviço disponível no Portal do Simples Nacional. ➡️ A verificação da situação fiscal e os pedidos de renegociação podem ser feitos de forma totalmente digital pelo Portal de Serviços da Receita Federal, acessando a seção do Simples Nacional no menu principal e na sequência a opção "Minhas Dívidas e Pendências", ou pelo Portal do Simples Nacional. A Receita Federal avisou empreendedores endividados de que eles poderiam ser excluídos do Simples Nacional entre novembro e dezembro do ano passado. O empreendedor que foi excluído do regime ainda pode fazer os pagamentos e, se não tiver outros impedimentos legais, solicitar novamente a adesão ao Simples até o fim do mês. Segundo o Sebrae, para regularizar a situação é necessário pagar uma entrada ainda em janeiro. O valor restante pode ser parcelado, de acordo com as regras do órgão responsável pela cobrança. Quando o débito for com a Receita Federal, a regularização deve ser feita pelo Portal do Simples Nacional. Já as dívidas inscritas na Dívida Ativa da União devem ser negociadas pelo Portal do Regularize. No caso de débitos estaduais ou municipais, o acerto precisa ser feito diretamente com o órgão local. A empresa que perder o prazo só poderá solicitar nova adesão em janeiro de 2027. O CNPJ permanece ativo, mas passa a enquadrar-se em outro regime de tributação — Lucro Real ou Lucro Presumido —, no qual os impostos são recolhidos de forma individual. 👩🏽‍💻 Declaração anual Todos os anos, o MEI deve declarar o valor do faturamento do ano anterior por meio da Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI). Ela pode ser preenchida pelo próprio MEI até o último dia de maio de cada ano, no Portal do Empreendedor. A entrega fora do prazo da DASN-SIMEI gera uma multa de 2% a cada mês de atraso, limitada a 20% sobre o valor total dos tributos declarados, ou mínimo de R$ 50. Na declaração anual, é necessário preencher o valor total da receita bruta obtida pelo MEI no ano anterior. Entram as vendas de mercadorias ou prestação de serviços, além de ser necessário indicar se houve ou não o registro de empregado. Para isso, o MEI precisa: Acessar o portal do empreendedor e selecionar a aba "Já sou MEI"; Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e clique em entregar a declaração; O CNPJ do MEI será solicitado. Depois, o empreendedor deve escolher o ano que deseja declarar e preencher os dados com as receitas obtidas; Uma tela com o resumo dos valores dos impostos pagos naquele ano será aberta; Por último, é só clicar em transmitir. Nos casos de não movimentação ou faturamento, os campos de Receitas Brutas, Vendas e/ou Serviços devem ser preenchidos com o valor de R$ 0,00 – indicando que, de fato, não houve rendimentos. O documento reúne as informações sobre as contribuições e o faturamento da empresa em 2025 e de empregados que eventualmente o MEI tenha tido. Mesmo quem não teve faturamento, precisa fazer a declaração. Para facilitar a entrega da declaração, todo mês, o MEI deve preencher o Relatório Mensal das Receitas Brutas que obteve no mês anterior. Essa também é uma obrigação prevista em lei, segundo o governo federal. "Apesar de não precisar ser entregue em nenhum órgão, ele [o relatório] deve ser preenchido até o dia 20 do mês seguinte às vendas ou prestações de serviços. Ele deve ser arquivado, junto com as notas fiscais de compras e vendas, por um período mínimo de 5 anos", diz a orientação no Portal do Empreendedor.
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29/01 - Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas
Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas O figo não é uma fruta, como muita gente imagina. Na verdade, ele é uma flor invertida, que abriga um sistema capaz de digerir a vespa-do-figo. Apesar disso, o figo não é considerado uma planta carnívora. Isso porque a digestão faz parte de um mecanismo de defesa, explica Paulo Minatel Gonella, professor do Departamento de Ciências Exatas e Biológicas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) Na natureza, o figo precisa ser polinizado para produzir sementes férteis. Como o pólen fica no interior da flor, apenas a vespa-do-figo consegue alcançá-lo, entrando por uma pequena abertura. Já as plantas carnívoras, em geral, vivem em solos pobres em nutrientes. Portanto, elas vão capturar os insetos como uma fonte de complementação, principalmente de nitrogênio e fósforo, que são nutrientes fundamentais para que elas sobrevivam, explica Gonella. 🦟É possível comer um figo com vespa? O consumidor dificilmente irá encontrar o inseto na fruta que comprou no supermercado. Isso porque o produto comercializado se reproduz de uma forma diferente e não precisa mais da polinização. Ao longo dos anos, os pesquisadores foram reproduzindo figos geneticamente com as características que mais agradavam ao consumidor. Como resultado, o alimento para consumo só possui flores internas femininas e não precisa de sementes férteis, explica o professor da UFSJ. Além disso, os figos são ensacados durante seu desenvolvimento, evitando que as vespas entrem e que pássaros se alimentem com eles — na natureza, os pássaros são os responsáveis por espalhar as sementes. Como as sementes não são férteis, para cultivar o figo, os agricultores o reproduzem por meio de clonagem e estaquia, uma técnica que usa estacas para multiplicação das espécies, promovendo o enraizamento de partes da planta no solo, podendo ser ramos, raízes ou folhas. Quais frutas não podem ser guardadas juntas? Veja dicas para evitar perdas Scrolly teste Leia também: PLANTAS CARNÍVORAS: elas têm armadilhas até debaixo da terra e água ENTENDA: Banana tem família e até coração VEJA VÍDEO: Mel começa com o 'vômito' das abelhas, pode durar alguns anos e tem tipos venenosos Veja mais curiosidades dos alimentos: Açaí é melhor doce ou salgado? Cacau era considerado alimento dos deuses por diversos povos Conheça o limão exótico que custa quase R$ 800 o quilo
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29/01 - Mega-Sena pode pagar R$ 102 milhões nesta quinta-feira
Como funciona a Mega-sena O concurso 2.966 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 102 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (29), em São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp No concurso da última terça-feira, nenhuma aposta acertou as seis dezenas. A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e sábados. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
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29/01 - PicPay faz seu IPO nos EUA, o primeiro de uma empresa brasileira desde 2021
Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. Reuters O banco digital PicPay fez nesta quinta-feira (29) sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com isso, se tornou a primeira empresa brasileira a realizar um IPO desde 2021. 🔎 Um IPO (Initial Public Offering) é a primeira oferta pública de ações de uma empresa, quando parte do capital é vendida a investidores. O objetivo é captar recursos para expandir operações, investir em projetos ou reduzir dívidas. O banco digital foi listado na Nasdaq com o código “PICS”. O PicPay levantou cerca de US$ 434,3 milhões, com a oferta de cerca de 22,9 milhões de ações. Cada papel foi precificado a US$ 19 — no teto da faixa indicativa, que ia de US$ 16 a US$ 19. Os papéis da empresa abriram a sessão cotados a US$ 19,50, alta de 2,6%. Com isso, o valor de mercado ao PicPay chegou a US$ 2,53 bilhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente-executivo, Eduardo Chedid, afirmou na Nasdaq que o banco avalia a possibilidade de emitir recibos de depósito brasileiros (BDRs) lastreados em ações negociadas nos EUA, mas manterá foco exclusivo no Brasil pelos próximos dois a três anos. Os recursos obtidos com a oferta financiarão novos serviços no aplicativo, incluindo viagens, entrega de comida e loterias. "Esperamos aumentar o uso de produtos de crédito por nossos clientes de varejo e corporativos", disse Chedid. O PicPay também aguarda autorização do governo para lançar um serviço de apostas esportivas. A fintech, apoiada pela J&F Investimentos, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, realizou sua listagem nos EUA após ter planejado a operação originalmente para 2021. Em comunicado, o PicPay informou que o Citigroup, o BofA Securities e o RBC Capital Markets atuaram como coordenadores globais da oferta pública inicial. Além disso, Mizuho, Wolfe | Nomura Alliance, Bradesco BBI, BB Securities Ltd., BTG Pactual e XP Investment Banking atuam como coordenadores conjuntos da oferta, enquanto a FT Partners atua como co-manager. O logotipo do banco digital brasileiro PicPay é exibido no prédio da Nasdaq após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. Reuters Segundo pedido de IPO e lucro em alta O PicPay apresentou, em 5 de janeiro, o pedido para realizar um IPO na Nasdaq. A iniciativa veio após a empresa registrar lucro de R$ 313,8 milhões nos nove meses encerrados em 30 de setembro de 2025, ante R$ 172 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita total atingiu R$ 7,26 bilhões no período, ante R$ 3,78 bilhões no ano anterior. O número de clientes ativos também cresceu, passando de 37,5 milhões para 42,1 milhões em setembro de 2025. Com o lançamento da oferta pública inicial, o PicPay tenta pela segunda vez abrir capital nos EUA, após ter desistido de um IPO em 2021 devido a condições desfavoráveis de mercado. O mercado de IPOs nos EUA ganhou impulso em 2025, após quase três anos de atividade reduzida. No entanto, a expectativa de uma recuperação mais consistente foi limitada pela volatilidade provocada pelo tarifaço do governo de Donald Trump, pela paralisação prolongada do governo dos EUA (shutdown) e pela queda das ações de empresas de inteligência artificial no fim do ano passado. Analistas projetam que o mercado de IPOs volte a ganhar força em 2026, com mais empresas de criptomoedas e do setor financeiro digital anunciando planos de abertura de capital. Entre elas estão o banco digital britânico Revolut, a plataforma de ativos digitais Kraken e o aplicativo japonês de pagamentos PayPay. Eduardo Chedid, CEO do banco digital brasileiro PicPay, Joesley Batista, Wesley Batista e José Antonio Batista tocam o sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq na Times Square, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. Reuters Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. Reuters Logotipos do banco digital brasileiro PicPay são exibidos em prédios na Times Square após o toque do sino de abertura na bolsa Nasdaq durante o IPO da empresa, no site do mercado Nasdaq, na cidade de Nova York, EUA, em 29 de janeiro de 2026. Reuters * Com informações da agência de notícias Reuters
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29/01 - Petrobras eleva reservas provadas de petróleo e gás em 2025
Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio Marcos Serra Lima/g1 A Petrobras informou nesta quarta-feira (28) que suas reservas provadas encerraram 2025 em 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), ante 11,4 bilhões em 2024, segundo fato relevante divulgado pela companhia. Do volume, 84% são de óleo e condensado e 16% de gás natural, detalhou a empresa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Em 2025, a Petrobras seguiu a trajetória de adição significativa de reservas (1,7 bilhão de boe), mantendo o foco na geração de valor para a sociedade e acionistas", disse a empresa. 🔎 Barril de óleo equivalente (boe, na sigla em inglês) é uma unidade de medida que permite somar petróleo e gás natural em um único indicador. Para isso, o volume de gás é convertido em energia equivalente à de um barril de petróleo, o que facilita a comparação e o acompanhamento das reservas das empresas do setor. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Petrobras, o índice de reposição de reservas (IRR) foi de 175%, mesmo com a produção recorde registrada em 2025. A relação entre as reservas provadas e o nível de produção está estimada em 12,5 anos, acrescentou a companhia. A ampliação das reservas ocorreu principalmente devido ao bom desempenho dos ativos, com destaque para os campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos. A adição de reservas ocorreu, principalmente, em função do excelente desempenho dos ativos, com destaque para os campos de Búzios, Tupi, Itapu e Mero, na Bacia de Santos, do avanço no Também contribuíram o avanço no desenvolvimento dos campos de Budião, Budião Noroeste e Budião Sudeste, em águas profundas da Bacia de Sergipe-Alagoas, além de projetos de novos poços, sobretudo em Búzios, Tupi, Marlim Sul e Jubarte, nas bacias de Santos e Campos, segundo relatório da empresa.
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28/01 - Cade admite IPS Consumo em processo que questiona aporte da United Airlines na Azul
Avião da Azul decola do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ricardo Moraes/ Reuters O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) admitiu, nesta quarta-feira (28), o Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPS Consumo) como terceiro interessado no processo que analisa a entrada da United Airlines no capital da Azul. O IPS Consumo pede ao Cade uma "análise concorrencial aprofundada e conjunta da entrada da United Airlines e da American Airlines no capital da companhia". Procurada, a Azul informou que não irá comentar o assunto. Na avaliação de Juliana Pereira, presidente do IPSConsumo, "os riscos sobre a concorrência são reais", tanto pelo US$ 200 milhões em aportes projetados pelas duas companhias, como "pela participação acionária combinada de 17,6%, presença simultânea em empresas concorrentes e duas das cinco cadeiras do Comitê Estratégico". No inicio do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos (conhecido como Chapter 11), era previsto que as duas companhias norte-americanas entrassem com investimento na aérea brasileira. Até o momento, a Azul tratou apenas do aporte de US$ 100 milhões da United Airlines. “É preciso respeitar a autoridade de defesa da concorrência do Brasil. A operação entre United e Azul foi apresentada ao Cade como um investimento minoritário simples, o que dispensou uma análise complementar sobre o novo modelo societário e seus impactos na concorrência”, afirma Juliana Pereira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com os dados apresentados pelo IPS Consumo, a United deterá 8,8% da Azul e 8,8% da ABRA, holding ligada à Gol. Na avaliação do instituto, participações acionárias desse porte, com United e American como acionistas de referência, têm peso relativo maior na definição dos rumos da companhia, e as operações podem ter "efeitos típicos de um arranjo cartelizado, mesmo sem cartel explícito". “Obviamente que este fato implicará, se nada for feito, em uma redução de concorrência não apenas na rota Brasil-EUA, mas no mercado brasileiro como um todo, em que Azul e Gol agirão como uma só empresa, mimetizando os resultados para a sociedade de uma fusão, onde a concentração será de 60%, tendo um só competidor, a Latam, com 40%, inibindo a competição presente e potencial”, afirma Cristiane Alkmin, ex-conselheira do Cade. 'Concentração de poder' Citando documentos públicos, o IPS Consumo destaca que a nova estrutura de governança da Azul prevê a criação de um Comitê Estratégico com cinco membros, sendo dois indicados pelas duas empresas norte-americanas. Ou seja, United e American Airlines teriam 40% das cadeiras do comitê responsável por decisões sobre endividamento, estratégias comerciais, escolha de aeronaves e até a escolha de executivos e plano de remuneração. Segundo o material encaminhado ao Cade, o instituto defende que a formação de maiorias decisórias "dependeria da adesão de apenas um aliado adicional", o que "reforça a influência estrutural dos acionistas com assento no Comitê Estratégico". Embraer E1 Azul Linhas Aéreas Azul/Divulgação Novo empréstimo Pela manhã, a Azul anunciou o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031 como parte do plano de reestruturação financeira da companhia. A operação tem como objetivo pagar dívidas emergenciais e dar mais fôlego ao caixa da empresa. 📉O anúncio foi feito vinte dias depois de ações da empresa despencaram mais de 70% na bolsa de valores. No início de janeiro, a desvalorização chegou a 90%. Segundo comunicado ao mercado, os títulos serão emitidos por uma subsidiária da Azul sediada nos Estados Unidos (Azul Secured Finance LLP), mas contam com garantia da companhia e de outras empresas do grupo. O dinheiro captado será usado principalmente para quitar um financiamento feito durante a recuperação judicial — um tipo de empréstimo emergencial — e, caso haja recursos adicionais, para apoiar a reorganização financeira de longo prazo. Para garantir o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia receitas de áreas estratégicas do negócio, como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens e a Azul Cargo, além de marcas, propriedades intelectuais e participações em subsidiárias. A empresa informou que a conclusão da oferta depende das condições de mercado e que não há garantia de que a operação será finalizada. Ainda segundo a companhia, os títulos não serão vendidos ao público no Brasil, nem registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em nota, a Azul afirmou que segue cumprindo as etapas previstas no plano de recuperação, mantendo as operações regulares e o compromisso com a transparência junto a investidores, funcionários e passageiros. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
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28/01 - TCU vai recomendar mudanças na documentação de Angra 3 por economia de R$ 1,3 bilhão
Miriam Leitão: TCU recua e admite que não é supervisor bancário O Tribunal de Contas da União (TCU) deve recomendar à Eletronuclear mudanças na documentação preparatória e no orçamento de referência das obras de conclusão da Usina Nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. Segundo técnicos da Corte, a correção das inconsistências identificadas pode resultar em uma economia estimada de R$ 1,3 bilhão. De acordo com parecer da AudElétrica, setor especializado do TCU na área de energia, persistem falhas no orçamento-base da licitação, mesmo após revisões feitas pela estatal. Além disso, a indefinição do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre o futuro do empreendimento impede o avanço do projeto. Para os técnicos, é necessária a definição da outorga da concessão e do valor da tarifa de energia da usina para viabilizar a modelagem econômico-financeira. As obras de Angra 3 estão paralisadas desde 2015, em meio a entraves políticos e institucionais. No ano passado, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o futuro do empreendimento seria definido em 2025 pelo CNPE, o que ainda não ocorreu. Para o ministro relator do processo no TCU, Jhonatan de Jesus, a “inércia do CNPE” contribui para o aumento dos custos do projeto e para a elevação da tarifa de energia associada à usina. Em entrevista ao g1 em dezembro, o presidente da Eletronuclear, Alexandre Caporal, afirmou que os gastos com a manutenção de Angra 3 superam R$ 1 bilhão por ano. Outro ponto destacado pela AudElétrica é a insuficiência de recursos financeiros e orçamentários para a continuidade do projeto. Apesar disso, o relatório do ministro relator aponta que parte das falhas identificadas no novo orçamento ainda persiste. Segundo o documento, foram propostas diversas recomendações à Eletronuclear, como a revisão dos índices de BDI, a eliminação do índice de tolerância de 5%, a adequação dos preços de insumos e serviços e a adoção de alíquotas tributárias mais próximas das condições reais de mercado. Se implementadas, essas medidas podem gerar um benefício potencial de R$ 1,35 bilhão.
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28/01 - Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indica corte em março
Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indica corte em março O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 15% ao ano. O Copom, no entanto, sinalizou início de cortes a partir da próxima reunião, em março. Isso porque há uma expectativa de que a inflação esteja mais controlada. "O comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", escreveu o Copom. O atual patamar é o maior em quase 20 anos – em julho de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Selic estava em 15,25% ao ano. Desde o ano passado, integrantes do governo defendem que o Banco Central reduza os juros. A avaliação da área econômica do governo é que o patamar elevado dos juros tem diminuído a atividade econômica. A decisão do Copom desta quarta-feira, que não alterou a Selic, foi unânime. Expectativa confirmada A maioria dos economistas do mercado financeiro já previam a manutenção. No último anterior, divulgado no mês passado, o Comitê havia informado que a taxa será mantida nesse patamar por um "período bastante prolongado" de tempo. A Selic está em 15% desde o fim de junho. Portanto, são quatro reuniões seguidas em que o Banco Central decide manter a taxa nesse nível. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. O Copom é formado pelo presidente do Banco Central e por oito diretores da autarquia. Em 2025, os diretores indicados pelo presidente Lula formaram maioria no colegiado, ou seja, eles são responsáveis diretamente pela decisão tomada. Copom desfalcado A reunião desta quarta teve dois votos a menos, por causa das saídas do diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e do diretor de Política Econômica, Diogo Guillen. O governo ainda não indicou substitutos. Como age o Banco Central? Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo de 3% será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos. No documento, o presidente do órgão, Gabriel Galípolo, culpou a atividade econômica aquecida, o câmbio, o custo da energia elétrica, além de anomalias climáticas. Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses. Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
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28/01 - Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo após decisão do Copom; veja lista
Banco Central mantém taxa básica de juros em 15% ao ano, mas indica corte em março O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (28) manter a taxa Selic em 15% ao ano. 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,23%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A liderança do ranking, antes ocupada pela Turquia, passou para a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,88%. Os turcos aparecem na quarta posição, com juros reais de 6,45%. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou ressaltou que o Brasil ainda enfrenta incertezas inflacionárias, devido às preocupações com os gastos do governo. Por outro lado, destacou que o índice de preços do país vem mostrando alívio em diversos itens, impulsionado pela queda global do dólar e pela desaceleração da atividade econômica, reflexo dos juros elevados. A Argentina, que ocupava a quarta posição do ranking na última medição da MoneYou, subiu para o terceiro lugar em janeiro, com taxa real de 7,63%. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Selic inalterada Nesta quarta-feira, o Copom anunciou sua decisão de manter a taxa básica de juros inalterada na faixa de 15% ao ano. Com isso, a Selic segue no maior patamar em quase 20 anos — em julho de 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa estava em 15,25%. O anúncio desta quarta-feira marca a quinta decisão seguida pela manutenção da Selic. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição. Veja abaixo: Turquia: 37,00% Argentina: 29,00% Rússia: 16,00% Brasil: 15,00% Colômbia: 9,25% México: 7,00% África do Sul: 6,75% Hungria: 6,50% Índia: 5,25% Indonésia: 4,75% Filipinas: 4,50% Chile: 4,50% Israel: 4,00% Hong Kong: 4,00% Polônia: 4,00% Reino Unido: 3,75% Estados Unidos: 3,75% Austrália: 3,60% República TCheca: 3,50% China: 3,00% Malásia: 2,75% Coréia do Sul: 2,50% Nova Zelândia: 2,25% Canadá: 2,25% Alemanha: 2,15% Áustria: 2,15% Espanha: 2,15% Grécia: 2,15% Holanda: 2,15% Portugal: 2,15% Bélgica: 2,15% França: 2,15% Itália: 2,15% Taiwan: 2,00% Suécia: 1,75% Dinamarca: 1,60% Cingapura: 1,45% Tailândia: 1,25% Japão: 0,75% Suíça: 0,00% Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB
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28/01 - TCU aprova plano de auditoria para as 'emendas Pix'
Dino proíbe destinação de emendas parlamentares a ONGs ligadas a parentes de deputados e senadores O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira (28) um plano especial de auditoria sobre as chamadas “emendas Pix”, que vai abranger os repasses realizados entre 2020 e 2024. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos e analisados até 24 de junho. O cronograma foi definido para permitir o envio, até 30 de junho, de um relatório consolidado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em cumprimento a uma determinação do ministro Flávio Dino. 💲 As emendas individuais de transferência especial, conhecidas como emendas Pix, foram criadas em 2019 e ganharam esse apelido pela dificuldade de fiscalização. Nesse modelo, os recursos são transferidos diretamente por parlamentares para estados e municípios, sem exigência de projeto, convênio ou justificativa prévia, o que dificulta o controle sobre a destinação final do dinheiro. 💲 Além disso, essas emendas são impositivas, o que significa que o governo federal é obrigado a liberar os recursos. O plano aprovado pelo TCU prevê a realização de auditorias de conformidade em 85 objetos, distribuídos em cinco categorias: compras de materiais e suprimentos médico-hospitalares; outras aquisições de bens; contratações e locações; eventos culturais e esportivos; obras públicas. As auditorias relacionadas a obras públicas serão feitas in loco, enquanto as demais análises ocorrerão de forma remota. Segundo o tribunal, haverá um processo específico para cada auditoria de obra e um processo único para cada uma das demais categorias.
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28/01 - Dívida pública federal cresce 18%, mais do que na pandemia, e registra maior alta desde 2015
A dívida pública federal cresceu 18% no ano passado, subindo para R$ 8,635 trilhões. Essa foi a maior alta desde 2015. O avanço do endividamento superou inclusive o de 2020, ano da pandemia da Covid-19, quando o avanço foi de 17,9%. 🔎A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar as despesas do governo acima da arrecadação com impostos e contribuições. O estoque da dívida cresce também por causa dos juros. Ela surge e aumenta quando o governo gasta mais do que arrecada. Ou seja, quando os impostos e demais receitas não são suficientes para cobrir todas as despesas, o governo é financiado por seus credores — por exemplo, pessoas físicas, empresas e bancos que compram títulos da dívida. O endividamento estava em R$ 7,316 trilhões em dezembro de 2024, mas avançou mais de R$ 1,3 trilhão no ano passado. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No relatório, o Tesouro Nacional informou que o crescimento de 18% “foi impulsionado principalmente pela apropriação de juros, refletindo, em grande medida, o patamar da taxa de juros da economia”. O secretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que não são os gastos primários (sem considerar os juros da dívida) do governo que estão impactando. “Não é o quadro primário que está impulsionando a dívida", disse. Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros da economia, a Selic, definida pelo Banco Central. Com a alta da Selic, chegando a 15% no ano passado, a dívida pública também tende a aumentar. Além disso, outros 26% da dívida do Tesouro estão relacionados ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), ou seja, acompanham a inflação. Previsão para 2026 O Tesouro também divulgou o Plano Anual de Financiamento de 2016, que traz as previsões e metas para a dívida pública federal. De acordo com o Plano, o limite máximo da dívida é de R$ 10,3 trilhões. O limite mínimo é de R$ 9,7 trilhões. Portanto, poderá crescer até cerca de 19% neste ano.
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28/01 - Fed interrompe ciclo de cortes e mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (28), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro. O movimento interrompe um ciclo de três cortes consecutivos promovidos pelo banco central americano. Na reunião anterior, em 10 de dezembro, o Fed havia reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A primeira decisão sobre os juros em 2026 ocorre em meio à pressão crescente do presidente Donald Trump sobre a instituição, incluindo acusações diretas ao chefe do Fed, Jerome Powell, e a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook — caso que está sendo julgado pela Suprema Corte. O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) informou, em comunicado, que a geração de empregos permaneceu baixa no país, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue "um pouco alta". "A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]", diz o texto. Em entrevista a jornalistas, Jerome Powell reforçou o tom do comunicado — mais duro do que o de dezembro — e indicou que um novo corte de juros é improvável no curto prazo. (leia mais abaixo) ➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas ainda elevadas, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A decisão desta quarta-feira foi a nona desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico mais adverso, diante da guerra tarifária promovida pelo republicano. Economistas, agentes do mercado e o próprio Fed expressaram temores sobre os impactos, nos EUA, das sobretaxas aplicadas por Trump. Um dos principais receios é a alta da inflação ao consumidor, o que levou o banco central a adiar sucessivas vezes a redução dos juros. No segundo semestre do ano passado, dados de um mercado de trabalho mais fraco passaram a indicar uma desaceleração da economia americana. Ao mesmo tempo, a inflação seguiu sob controle, embora ainda acima da meta de 2% — o que dividiu o Fed, mas abriu espaço para cortes de juros. No comunicado desta quarta, o Fomc afirmou que "continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas" e que está "preparado para ajustar a política monetária, se necessário, caso surjam riscos que possam comprometer o alcance de seus objetivos". "As avaliações do Comitê levarão em consideração uma ampla gama de informações, incluindo dados sobre condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, além de desenvolvimentos financeiros e internacionais", acrescentou. Analistas avaliam que o comunicado teve um tom mais duro do que o divulgado em dezembro, indicando que a taxa de juros deve permanecer estável por algumas reuniões. Mais uma vez, a decisão desta quarta não foi unânime. Além do presidente do Fed, Jerome Powell, e do vice, John C. Williams, oito diretores votaram para manter a taxa inalterada. Por outro lado, dois se posicionaram a favor de um corte de 0,25 ponto percentual: Stephen I. Miran, nomeado por Trump, e Christopher J. Waller, cotado para substituir Powell na presidência da instituição. (leia mais abaixo) O que disse Powell Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. Reuters Em entrevista a jornalistas após a divulgação do comunicado, Powell indicou que um novo corte de juros é improvável no curto prazo. “Se você observar os dados que chegaram desde a última reunião, há uma clara melhora nas perspectivas de crescimento. Tudo indica que este ano começa com uma base sólida para as taxas de juros", disse. Para o chefe do Fed, a inflação americana teve um desempenho “basicamente dentro do esperado”, enquanto os dados do mercado de trabalho sugerem “evidências de estabilização”, em linha com o comunicado do Fomc. “Muitos dos meus colegas consideram difícil olhar para os dados recentes e dizer que a política monetária está significativamente restritiva neste momento”, afirmou. Ataques ao Fed Crítico das decisões do Federal Reserve, Trump disse que anunciará em breve o substituto para Powell — alvo frequente das críticas do republicano. O mandato de Powell termina em maio. Trump chegou a afirmar sua pretensão de indicar o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent — que recusou o convite. Com isso, o nome de Kevin Hassett, conselheiro econômico da Casa Branca, passou a ser apontado como um dos favoritos para o cargo. Em entrevista ao site Politico, em dezembro, o presidente dos EUA foi questionado se apoiar a redução dos juros seria um requisito para o próximo indicado a comandar o Fed. Ele respondeu: “Sim”. Os diretores do Fed Christopher Waller e Michelle Bowman também figuram entre os cotados para assumir a presidência da instituição. A escolha deve ocorrer em um momento marcado pela intensificação da pressão de Trump, que quer juros abaixo de 1%. No episódio mais recente, Trump ameaçou apresentar uma acusação criminal contra Powell em relação a uma reforma de US$ 2,5 bilhões (R$ 15,6 bilhões) na sede da instituição, em Washington. O caso levou à abertura de uma investigação criminal por procuradores federais. Powell é acusado de minimizar, em depoimento ao Senado, gastos elevados e considerados luxuosos na reforma da sede do Fed, o que levou parlamentares a comparar o projeto ao Palácio de Versalhes. Powell, por sua vez, afirmou que as acusações são imprecisas e enganosas, negou a compra de itens de luxo e disse que a reforma, financiada pelo próprio Fed, visa modernização e redução de custos no longo prazo. Dirigentes dos principais BCs do mundo divulgam nota conjunta em apoio a Jerome Powell O interesse de Trump No segundo semestre de 2025, Trump passou a se dedicar à indicação de nomes alinhados à sua agenda econômica para a diretoria do Federal Reserve. O republicano já nomeou Stephen Miran para substituir Adriana Kugler, diretora que antecipou sua saída do cargo, em agosto. Enquanto isso, a Suprema Corte analisa a tentativa do republicano de demitir Lisa Cook do cargo de diretora do Fed, em uma decisão que pode ser anunciada nas próximas semanas. Caso a Justiça confirme a demissão de Lisa Cook, Trump terá garantido ao menos duas indicações para a diretoria do Fed. O cargo de presidente da instituição também está no horizonte, já que o mandato de Powell se encerra em maio. Em meio às movimentações no Fed, caso Trump alcance maioria de aliados no conselho da instituição — que tem sete membros —, ele terá maior influência sobre a aprovação das nomeações nos 12 bancos regionais. Assim, ampliaria sua interferência sobre as decisões de juros. Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes. Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar. Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana. Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil. Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020) Kevin Lamarque / Reuters
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28/01 - Ministério do Trabalho anuncia pagamento de R$ 3,9 bilhões a trabalhadores com saque-aniversário
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que vai iniciar nesta segunda-feira (2) o pagamento de R$ 3,9 bilhões relativos à segunda parcela dos recursos retidos de trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025, que optaram pelo saque-aniversário. Ainda segundo a pasta, a liberação segue até 12 de fevereiro e vai beneficiar 822.559 trabalhadores. A maioria dos trabalhadores, segundo o MTE, receberá os valores automaticamente nas contas bancárias previamente cadastradas no aplicativo FGTS. Já aqueles que não possuem conta informada poderão realizar o saque nos terminais de autoatendimento da Caixa, nas casas lotéricas ou nas unidades do "Caixa Aqui". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Pelos cálculos do Ministério do Trabalho, das 14,1 milhões de pessoas com saldo disponível para saque, 9,9 milhões possuem parte dos recursos parcialmente comprometidos com empréstimos bancários, o que impede o recebimento do valor integral. Além desse grupo, informou a pasta, outras 2,1 milhões de pessoas têm o saldo totalmente comprometido, não havendo, portanto, valores disponíveis para saque. 🔎 Como funciona o saque-aniversário: ao aderir a essa modalidade, o trabalhador demitido sem justa causa pode sacar apenas o valor referente à multa rescisória de 40%, e não o saldo integral da conta vinculada, salvo em situações específicas previstas em lei, como aposentadoria, doenças graves ou aquisição de moradia. O trabalhador também pode pedir para voltar à modalidade anterior, mas a mudança só tem efeito dois anos depois da solicitação. Pelas regras do saque aniversario, o trabalhador demitido não tem direito a receber o saldo (valor acumulado na conta do FGTS). Mas o governo flexibilizou essa regra e está liberando o acesso ao saldo do FGTS a esses trabalhadores. App FGTS, aplicativo FGTS, saque aniversário, saque calamidade Stephanie Fonseca/g1
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28/01 - Brasil tem mais de 2,7 mil pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão em 2025
Governo resgata mais de 2,7 mil pessoas do trabalho escravo em 2025 O governo federal resgatou 2.772 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão no Brasil em 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número representa uma alta de 26,8% em relação a 2024, quando 2.186 trabalhadores foram encontrados nessas condições. O recorde, no entanto, segue sendo o de 6.025 resgates em 2007, o maior volume registrado nos 30 anos da série histórica. (veja o histórico abaixo) 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao longo de 2025, a Secretaria realizou 1.594 ações fiscais específicas de combate ao trabalho escravo contemporâneo em todo o país. Essas operações garantiram o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias aos trabalhadores resgatados. Ao todo, as fiscalizações alcançaram mais de 48 mil trabalhadores. Embora nem todos estivessem em condição irregular grave, eles tiveram outros direitos trabalhistas assegurados pela atuação dos auditores-fiscais em campo. No período, foram lavrados 4.924 autos de infração, que resultaram em um valor estimado de R$ 41,8 milhões em multas aplicadas aos empregadores autuados. As ações ocorreram em todo o território nacional, conduzidas tanto pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) quanto pelas unidades regionais do Ministério do Trabalho. Um dos principais destaques do ano foi a mudança no perfil das ocorrências. Pela primeira vez, o número de trabalhadores resgatados no meio urbano superou o do meio rural. Em 2025, 68% dos trabalhadores identificados em condição análoga à escravidão estavam em áreas urbanas. Em 2024, esse percentual era de 30%, evidenciando uma mudança relevante no padrão. De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), os setores com o maior número de trabalhadores resgatados em 2025 foram: 🏗️ Obras de alvenaria (601 resgatados); 👩🏽‍💻 Administração pública em geral (304); 🚜 Construção de edifícios (186); ☕ Cultivo de café (184); 🚧Extração e beneficiamento de pedras e outros materiais para construção (126). Segundo a SIT, o trabalho escravo contemporâneo não se restringe a um setor específico da economia e pode ser encontrado em atividades como agricultura, mineração ilegal, indústria têxtil, desmatamento e trabalho doméstico. No âmbito do trabalho doméstico, as ações de fiscalização tiveram crescimento expressivo em 2025. Ao todo, foram realizadas 122 ações fiscais, que resultaram no resgate de 34 trabalhadores, frente a 22 ações e 19 resgates registrados em 2024. Em nota, a secretaria informou que pretende ampliar a atuação nesse setor e construir uma agenda específica voltada às trabalhadoras domésticas, especialmente mulheres, que estão mais expostas a situações de vulnerabilidade. Segundo o órgão, esses grupos frequentemente enfrentam condições específicas de vulnerabilidade, que exigem políticas públicas direcionadas. Entre os estados com maior número de fiscalizações estão São Paulo (215 ações), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102). Já em número de trabalhadores resgatados, Mato Grosso lidera o ranking, com 607 pessoas, seguido por Bahia (482), Minas Gerais (393), São Paulo (276) e Paraíba (253). Veja abaixo o número de resgatados por estado: Combate ao trabalho escravo: apagão afeta fiscalização nos estados Em relação ao perfil social das pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão em 2025, dados do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado mostram que a maioria era composta por homens (86%). A faixa etária mais frequente foi a de 30 a 39 anos, que concentrou 26% dos casos. Do total, 65% residiam na região Nordeste. No recorte racial, 83% se autodeclararam pretos ou pardos, 12% brancos e 5% indígenas. Em relação à escolaridade, 24% informaram ter concluído o ensino médio. Os dados também indicam um histórico de baixa escolarização entre as vítimas: 8% dos trabalhadores resgatados eram analfabetos. Perfil dos trabalhadores resgatados em 2025 Arte g1 Entre as principais irregularidades encontradas, destacam-se práticas graves que violam a legislação trabalhista e as normas de proteção ao trabalhador. As infrações mais recorrentes são: Trabalho em condições degradantes: a irregularidade mais frequente foi a manutenção de empregados em condições contrárias às normas de proteção do trabalho, incluindo situações de trabalho forçado ou análogo à escravidão, com 274 registros; Falta de registro formal: foram identificadas 149 ocorrências de trabalhadores admitidos ou mantidos sem anotação em livro, ficha ou sistema eletrônico competente; Ambiente de trabalho inseguro: a fiscalização apontou 141 infrações relacionadas à ausência de condições adequadas de segurança, higiene e salubridade para trabalhadores de empresas prestadoras de serviços; Descumprimento de exames médicos: em 118 casos, empregadores deixaram de realizar exames médicos ocupacionais ou os fizeram em desacordo com a Norma Regulamentadora nº 31; Ausência de EPIs: foram lavrados 107 autos de infração pela não entrega gratuita de Equipamentos de Proteção Individual a trabalhadores rurais, conforme determina a NR-6; Omissão de comunicação ao governo: outras 94 ocorrências envolvem o descumprimento do prazo para informar ao Ministério do Trabalho e Emprego a admissão de empregados, conforme exigido em ações de fiscalização. Riscos para 2026 Mesmo com a melhora dos números, o cenário para 2026 começa preocupante. Documentos obtidos pelo g1 e informações de auditores que atuam diretamente nas operações de regaste dos trabalhadores apontam um "apagão" na fiscalização contra o trabalho análogo à escravidão. Em janeiro deste ano, operações foram canceladas e deixaram ao menos 78 denúncias sem fiscalização, segundo os servidores ouvidos pela reportagem. De acordo com os auditores, a situação reflete uma insatisfação com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Eles contestam decisões recentes do ministro de revisar pessoalmente processos de inclusão de empresas na lista suja do trabalho escravo. O g1 noticiou a situação à época. Em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou que as fiscalizações não foram paralisadas em janeiro e seguem ocorrendo nas unidades descentralizadas. Disse ainda que dificuldades pontuais na participação da Polícia Federal (PF) afetaram apenas as operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel. Veja a reportagem abaixo. Operações canceladas deixam ao menos 78 denúncias sem fiscalização, dizem auditores 📈 Série histórica O ano de 2025 marcou os 30 anos do reconhecimento oficial, pelo governo brasileiro, da existência de trabalho escravo contemporâneo no país. Desde então, mais de 65 mil trabalhadores foram resgatados, e R$ 157 milhões foram pagos em verbas rescisórias desde 2003. Não é possível contabilizar os valores de anos anteriores, pois o seguro-desemprego do trabalhador resgatado foi implementado somente naquele ano. A atuação da Inspeção do Trabalho envolve: Coordenação de ações de fiscalização; Resgate e garantia de direitos às vítimas; Cobrança administrativa dos empregadores; Emissão do seguro-desemprego especial para trabalhadores resgatados; Aplicação de autos de infração e inserção de nomes no Cadastro de Empregadores – a "lista suja". Veja abaixo o número de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão ano a ano: Em 2025, o Brasil registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão da série histórica. Ao todo, foram registradas 4.515 denúncias ao longo do ano, segundo dados inéditos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), obtidos com exclusividade pelo g1. Entre os registros de 2025 estão denúncias de trabalho escravo infantil, além de casos envolvendo adultos submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho, servidão por dívida e restrição de liberdade — práticas que caracterizam o crime segundo a legislação brasileira. ➡️ Assistência aos trabalhadores resgatados A secretaria também destacou que todo trabalhador resgatado tem direito, por lei, ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas no valor de um salário mínimo. O benefício tem como objetivo auxiliar na reconstrução da vida após a violação de direitos. Além disso, os trabalhadores são encaminhados à rede de assistência social e a outras políticas públicas, de acordo com seu perfil e necessidades específicas. Segundo a SIT, a erradicação do trabalho escravo no Brasil depende de uma ação ampla e articulada do Estado, em parceria com a sociedade civil, envolvendo políticas sociais, educacionais, de saúde e de geração de emprego. Por fim, o órgão destacou que as ações de 2025 contaram com a participação de diversos órgãos, como o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é “caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto”. Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do Trabalho tem, por lei, direito ao benefício chamado Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas no valor de um salário mínimo cada. Esse benefício, somado à garantia dos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições básicas para que o trabalhador ou a trabalhadora possa recomeçar a vida após sofrer uma grave violação de direitos. Além disso, a pessoa resgatada é encaminhada à rede de assistência social, onde recebe acolhimento e é direcionada às políticas públicas mais adequadas ao seu perfil e às suas necessidades específicas. ⚠️ COMO DENUNCIAR? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar — basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que, a partir das informações fornecidas pelo denunciante, a fiscalização possa analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. 36 bolivianos em situação análoga à escravidão em oficinas de costura em São Paulo Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 'Lista suja' do trabalho escravo é atualizada com 159 novos nomes
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28/01 - Programa para viabilizar shoppings e hotéis em aeroportos será ampliado para beneficiar terminais menores, diz governo
O Ministério dos Portos e Aeroportos (Mpor) vai ampliar o alcance do programa Investe Mais Aeroportos, que visa estimular a geração de receitas nos aeroportos concedidos à iniciativa privada, com a transformação dos terminais aéreos em plataformas para diferentes empreendimentos comerciais, como shopping e hotéis. Além dos aeroportos da União, o Investe Mais será expandido para os concedidos a estados e municípios, afirmou o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo ao g1. O lançamento da nova fase do programa deve ocorrer até o final de fevereiro. O programa prevê flexibilizar as normas dos contratos de cessão de uso de área em aeroportos permitindo que as concessionárias celebrem contratos com terceiros e com prazos maiores para amortizar o investimento realizado. Levantamento da pasta mapeou 46 aeroportos que serão beneficiados pela medida, dentre eles os de Porto Seguro (BA) e São José do Rio Preto (SP). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Longo defende que o programa propicia que os aeroportos possam explorar outros tipos de receita para além das tarifarias, o que pode ajudar na sustentabilidade econômica do negócio. "A restrição de contratos atrelados ao prazo de atuação da concessionária limitava investimentos. Estamos vendo agora uma movimentação que pode aproximar ainda mais o aeroporto dos moradores da cidade, com casas de espetáculo, escolas, hotéis, shoppings, clubes", diz o secretário. "O programa dá segurança jurídica para que empresas possam se instalar e investir no sítio aeroportuário com a garantia de que terão retorno no tempo necessário", completa. Entre os empreendimentos que podem ser instalados estão: Shoppings centers Hotéis Hospitais Galpões logísticos Escolas Centros de convenções Casas de espetáculo Unidades de energia Aeroporto de Porto Seguro, na Bahia Reprodução/TV Bahia
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28/01 - Dólar em queda frente ao real: o que explica o movimento e quais são os limites
Dólar comercial fecha no menor valor desde 28/05/2024 Depois de ter alcançado R$ 6,20 no fim de 2024, o dólar iniciou 2026 em trajetória de queda e voltou a operar em níveis semelhantes aos registrados em maio daquele ano (veja mais no gráfico abaixo). O movimento é resultado de uma combinação de fatores, com reflexos que começam a aparecer no consumo, na inflação e nas decisões de investimento. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça No cenário internacional, a moeda americana perdeu força diante da expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos e do aumento das incertezas políticas no país. Isso reduziu a atratividade do dólar e estimulou investidores a buscar outras oportunidades fora do mercado americano. Segundo Otávio Araújo, consultor-sênior da Zero Markets Brasil, essa mudança está ligada à perda de protagonismo do dólar como “porto seguro” — o ativo mais procurado em momentos de incerteza. Ao mesmo tempo, cresceu a disposição global para assumir mais riscos em busca de retornos mais elevados. “Esse ambiente favorece países emergentes, especialmente quando há entrada de recursos direcionados ao mercado acionário, o que amplia a oferta de dólares e pressiona as cotações para baixo.” É nesse contexto que o Brasil voltou a se destacar como destino de capital estrangeiro. O principal motivo é o elevado diferencial de juros, com a taxa básica no maior patamar em quase duas décadas — o que torna o país especialmente “atrativo” para investidores em busca de retornos mais altos. 💱 Trata-se da chamada estratégia de “carry trade”, na qual investidores captam recursos em países de juros baixos e aplicam em mercados com retornos mais elevados, como o brasileiro. 📈 Parte desses recursos tem sido direcionada à Bolsa brasileira, que passou a renovar recordes e superou, pela primeira vez, os 180 mil pontos. Esse movimento aumenta a entrada de dólares no país e ajuda a explicar a pressão de queda sobre a cotação da moeda americana. LEIA TAMBÉM Dólar opera abaixo de R$ 5,20, à espera de decisões de juros; Ibovespa sobe aos 185 mil pontos O Ibovespa vai bombar em 2026? Entenda o otimismo da Faria Lima — e o que pode frustrar os planos Trump diz que valor do dólar é 'ótimo', mas moeda atinge menor nível em quatro anos O que muda no bolso do brasileiro? Só que a movimentação do dólar vai além do campo dos investimentos. Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, destaca que a valorização do real começa a aliviar despesas diretamente ligadas à moeda americana. Segundo ele, eletrônicos, eletrodomésticos e medicamentos, que estão entre os principais produtos importados pelo Brasil, tendem a sofrer menos reajustes — ou até a ficar mais baratos — à medida que o custo de importação diminui. “Os impactos para o bolso dos brasileiros tem reflexo rápido no dia a dia, com os produtos importados com tendência de ficar mais baratos, e isso traz uma menor pressão inflacionária”, explica Riauba. Araújo acrescenta que o alívio também se estende aos gastos com viagens internacionais, como passagens aéreas e pacotes turísticos. Serviços atrelados ao dólar, a exemplo de assinaturas de streaming e compras em sites estrangeiros, também tendem a pesar menos no orçamento. “Isso não significa uma queda automática de preços na prateleira, mas reduz uma fonte importante de pressão inflacionária para os próximos períodos, contribuindo para um ambiente econômico mais equilibrado.” 📉 Esse movimento contribui para a melhora das expectativas inflacionárias e diminui o risco de repasses futuros, abrindo espaço para que o Banco Central avalie o início do corte na taxa básica de juros (Selic). 🔄 A trajetória recente da inflação acumulada em 12 meses reflete esse vai-e-vem (veja no gráfico acima): após acelerar ao longo de 2024 e atingir picos em meados de 2025, o indicador passou a desacelerar nos meses finais do ano, sinalizando um cenário gradualmente menos pressionado do ponto de vista inflacionário. E para quem faz investimentos? No mercado financeiro, a valorização do real tende a favorecer a Bolsa brasileira. Com a moeda local mais forte, aumenta o interesse de investidores estrangeiros pelo mercado acionário, o que beneficia especialmente empresas que têm parte dos custos atrelados ao dólar, mas faturam em reais. Segundo Riauba, para quem investe em ações, esse ambiente abre espaço para setores mais ligados ao consumo interno, como varejo, construção civil, educação, saúde, transporte e serviços em geral. Por outro lado, o especialista ressalta que empresas exportadoras — caso de setores como agronegócio, proteína animal e mineração — costumam ser prejudicadas. Como essas companhias recebem em dólar, a valorização do real reduz a receita quando convertida para a moeda local, ao mesmo tempo em que pressiona custos e preços de venda. “Com o real mais forte, esses setores enfrentam pressão sobre margens, reduzindo a lucratividade e a competitividade dessas empresas no curto prazo”, afirma o especialista da StoneX. Além disso, quando a moeda americana passa a operar de forma mais estável, diminui o risco de novas pressões inflacionárias vindas do câmbio. Isso traz mais previsibilidade para a economia e tende a favorecer investimentos de renda fixa com regras de rendimento definidas, como os títulos prefixados e os atrelados à inflação (IPCA+). Por outro lado, a perspectiva de cortes futuros na taxa Selic pode limitar o potencial de retorno desses papéis no médio prazo. Afinal, juros mais baixos reduzem a rentabilidade oferecida pelos novos títulos emitidos, o que exige maior atenção ao momento de entrada e à estratégia adotada pelo investidor. Com isso, especialistas avaliam que o atual movimento também pode abrir espaço para “colocar o lucro no bolso”. Segundo Araújo, parte dos ganhos com o dólar já foi capturada quando a moeda superou os R$ 6 no fim de 2024. Com a mudança de trajetória, o cenário passa a favorecer revisões na alocação dos investimentos. “Investidores que buscaram proteção cambial ou exposição a ativos no exterior, por sua vez, tendem a ver uma redução desses ganhos com a valorização do real”, afirma. Para ele, o momento pede ajustes estratégicos nas carteiras, alinhando riscos e objetivos ao novo patamar do câmbio. Riscos no horizonte eleitoral Apesar do cenário mais favorável para o real, a trajetória de queda do dólar não está livre de riscos. O principal deles é de natureza política. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, alerta que, a partir de abril de 2026, o debate eleitoral tende a ganhar espaço na formação de preços dos ativos brasileiros, reduzindo o peso dos fundamentos macroeconômicos nas decisões do mercado. “É esperado que, a partir de meados de abril e ao longo do segundo semestre, a pauta eleitoral passe a dominar a precificação dos ativos no Brasil. Nesse ambiente, os fundamentos perdem espaço, e o mercado passa a operar com maior sensibilidade ao noticiário político”, afirma. Segundo Shahini, a questão fiscal segue como um ponto especialmente sensível nesse contexto. A ausência de sinais claros de compromisso com o equilíbrio das contas públicas pode afetar a confiança dos investidores e ter reflexos diretos no câmbio. “Uma falha em endereçar esse problema com um discurso sério e crível tem potencial para reverter a tendência de queda do dólar”, diz. Em um cenário de maior incerteza, o chamado “prêmio de risco do Brasil” — a remuneração adicional exigida pelos investidores para aplicar no país — tende a aumentar. Isso pode interromper a valorização do real e voltar a pressionar o dólar. Esse movimento, ressalta Shahini, funciona como um “canal de transmissão negativa” para a economia, com impactos que podem voltar a se refletir na inflação e nas expectativas para a taxa básica de juros. O dólar opera cotado acima de R$ 6,00 no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 9, estendendo ganhos frente ao real pelo quarto pregão consecutivo, diante do acirramento da guerra comercial entre os EUA e a China. Adriana Toffetti/Estadão Conteúdo
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28/01 - Azul anuncia novo empréstimo para reorganizar dívidas, mirando saída do plano de recuperação judicial nos EUA
Avião da Azul decola do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Ricardo Moraes/ Reuters A Azul anunciou, nesta terça-feira (28), o lançamento de uma oferta privada de títulos de dívida com vencimento em 2031 como parte do plano de reestruturação financeira da companhia após o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (conhecido como Chapter 11). A operação tem como objetivo pagar dívidas emergenciais e dar mais fôlego ao caixa da empresa. 📉O anúncio foi feito vinte dias depois de ações da empresa despencaram mais de 70% na bolsa de valores. No início de janeiro, a desvalorização chegou a 90%. Segundo comunicado ao mercado, os títulos serão emitidos por uma subsidiária da Azul sediada nos Estados Unidos (Azul Secured Finance LLP), mas contam com garantia da companhia e de outras empresas do grupo. O dinheiro captado será usado principalmente para quitar um financiamento feito durante a recuperação judicial — um tipo de empréstimo emergencial — e, caso haja recursos adicionais, para apoiar a reorganização financeira de longo prazo. Para garantir o pagamento aos investidores, a Azul ofereceu como garantia receitas de áreas estratégicas do negócio, como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens e a Azul Cargo, além de marcas, propriedades intelectuais e participações em subsidiárias. A empresa informou que a conclusão da oferta depende das condições de mercado e que não há garantia de que a operação será finalizada. Ainda segundo a companhia, os títulos não serão vendidos ao público no Brasil, nem registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em nota, a Azul afirmou que segue cumprindo as etapas previstas no plano de recuperação, mantendo as operações regulares e o compromisso com a transparência junto a investidores, funcionários e passageiros. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Classificação de risco Junto com o anúncio da operação, agências internacionais de classificação de risco atualizaram suas avaliações sobre a Azul. A Moody’s atribuiu nota B2 à companhia e aos novos títulos, enquanto a Fitch Ratings deu rating esperado B-, ambos são considerados de alto risco especulativo, porém com perspectiva estável. De acordo com a companhia, as notas refletem o andamento do plano de reestruturação aprovado no Capítulo 11 de Falências, nos Estados Unidos, e indicam que, apesar de ainda haver riscos financeiros, a situação da empresa é considerada estável no momento. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
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28/01 - Rubio diz EUA dividiram com a Venezuela dinheiro da 1ª venda de petróleo venezuelano
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, presta depoimento sobre operação militar na Venezuela em audiência no Senado dos EUA, em Washington D.C., em 28 de janeiro de 2026. REUTERS/Jonathan Ernst O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28) que os EUA dividiram com a Venezuela o dinheiro da primeira venda de petróleo venezuelano desde a deposição do ditador Nicolás Maduro. Rubio disse em depoimento ao Senado norte-americano que dos US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 trilhões) levantados da venda, US$ 300 milhões (R$ 1,56 tri) foram enviados para o governo da Venezuela e outros US$ 200 milhões (R$ 1,04 tri) "estão parados em uma conta". A venda ocorreu há duas semanas, em 14 de janeiro, e o dinheiro havia sido colocado em uma conta no Catar, segundo a agência de notícias Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O secretário de Estado o governo Trump fez "diversas tentativas" para fazer o ditador Nicolás Maduro deixar a Venezuela voluntariamente antes de fazer operação militar para sua captura. "Ele não é alguém com quem se possa fazer um acordo”, afirmou Rubio em depoimento ao Senado dos EUA sobre a operação do Exército norte-americano no início do mês que resultou na deposição de Maduro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️ Tropas do Exército dos EUA entraram na capital venezuelana em 3 de janeiro e capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O casal foi levado a uma prisão em Nova York e é julgado por acusações de tráfico de drogas, crimes pelos quais eles se declararam inocentes. Desde então, eles estão em uma prisão de segurança máxima na cidade norte-americana. O aspecto legal da operação em Caracas ainda é obscuro: enquanto o governo Trump defende a legalidade, a ONU e a comunidade denunciaram violações do direito internacional. Desde a deposição de Maduro, a Casa Branca colocou o governo e o petróleo venezuelanos sob tutela. Sobre isso, Rubio disse ao Senado norte-americano que os EUA estabeleceram um diálogo “muito respeitoso e produtivo” com os líderes interinos da Venezuela. Ele afirmou também que o governo Trump quer estabelecer "bem rapidamente" uma presença diplomática em território venezuelano. Em um trecho antecipado pelo Departamento de Estado norte-americano mais cedo nesta quarta, Rubio falará ao Senado que o governo Trump pode depor a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, da mesma maneira que fizeram com Maduro, caso ela não coopere da maneira que Washington espera. Leia mais abaixo. Após sua audiência no Congresso, Marco Rubio terá uma reunião com María Corina Machado, opositora ao chavismo e vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025. Preterida por Trump para suceder Maduro, Corina Machado busca chegar ao poder na Venezuela e tenta manter aberto o diálogo com o governo norte-americano. Recado a Delcy: 'Pode ter mesmo destino de Maduro' Presidente interina da Venezuela anuncia liberação de fundos congelados por sanções dos EUA O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, vai avisar o Senado norte-americano nesta quarta-feira (28) que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, poderá ser deposta assim como ocorreu com o ditador Nicolás Maduro, segundo um trecho do discurso que pronunciará para os congressistas. O chefe da diplomacia dos EUA comparecerá nesta quarta perante uma comissão do Senado para explicar a operação em Caracas que levou à captura de Maduro, em 3 de janeiro, e os próximos passos do governo Trump no país sul-americano. Delcy, que agora lidera um processo gradual de mudanças, "conhece muito bem o destino de Maduro", afirmará Rubio, segundo o trecho de seu depoimento, que foi divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano. "Acreditamos que seu próprio interesse se alinha com o avanço de nossos objetivos-chave (...) Não se enganem: como afirmou o presidente, estamos preparados para usar a força para assegurar a máxima cooperação se outros métodos fracassarem", afirmará o secretário ao Congresso, segundo o trecho divulgado. A nova advertência ao Miraflores ocorre dias após Delcy ter dito que estaria "farta" da pressão dos EUA contra seu governo: "Chega de ordens de Washington". O governo e o petróleo venezuelanos estão sob tutela da Casa Branca desde a captura de Maduro, e Trump já disse que ela pagará um "preço muito alto" caso ela não coopere. Relatórios de inteligência dos EUA também levantaram dúvidas, nos últimos dias, se Delcy de fato cooperará com o governo de Donald Trump da forma que a Casa Branca deseja: com subserviência no Executivo e no petróleo, e também cortando laços com China, Rússia e Irã —aliados históricos do chavismo e oponentes dos EUA. Os documentos foram vistos pela agência de notícias Reuters. Ex-senador republicano, o secretário Rubio aceitou testemunhar perante seus antigos colegas após semanas nas quais os democratas acusaram o governo Trump de enganar os legisladores e de exceder sua autoridade ao usar a força. "Não estamos em guerra contra a Venezuela", garantirá Rubio. "Tudo isso foi conseguido sem a perda de uma única vida norte-americana, nem uma ocupação militar contínua". "A história oferece poucos exemplos nos quais se tenha conquistado tanto a um custo tão baixo", frisará o secretário. As autoridades venezuelanas dizem que mais de 100 pessoas morreram, tanto venezuelanos quanto cubanos, que tentaram proteger Maduro, sem sucesso. Trump exigiu que Delcy Rodríguez trabalhe para beneficiar as empresas petrolíferas norte-americanas. O republicano afirmou, horas após a derrubada de Maduro, que preferia pressionar a presidente interina em vez de tentar fortalecer a oposição venezuelana e afastou sua líder, María Corina Machado, a quem chamou de "mulher muito agradável", mas que não inspira "respeito".
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28/01 - Fachin tenta evitar 'fulanização' para avançar em debate sobre Código de Conduta
Há uma tendência de que caso Master não fique no STF, diz Fachin Em entrevista ao blog, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a discussão de um padrão ético para a Corte, a partir da criação de um Código de Conduta, não pode servir para "fulanizar o debate" ou para "antecipar juízos sobre situações individuais". Na prática, a propulsão que ganhou a discussão do debate sobre a criação de uma série de normas e procedimentos para magistrados está exatamente nas dúvidas sobre ações de ministros da Corte. O debate proposto por Fachin é mais antigo que o caso do Banco Master. Antes mesmo de assumir a presidência do STF, ele foi procurado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso, que já levava a sugestão do Código de Conduta. Nesta segunda (29) o Ministro Edson Fachin toma posse como presidente do Supremo Tribunal Federal e Ministro Alexandre de Moraes será o vice presidente. TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Nos últimos dias, a OAB-SP fez uma sugestão chancelada por juristas, inclusive ex-ministros do STF. O barulho que envolve os inquéritos do caso Master se dá exatamente pela possibilidade de nomes importantes da República estarem citados em conversas e documentos nos celulares do ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, e outros investigados. A clareza com que Fachin fala da necessidade de um aval dos seus pares a um código de conduta antes do processo eleitoral tem uma razão política. Fachin diz que "seria desejável concluir a deliberação antes do processo eleitoral, evitando que a discussão seja capturada por agendas externas". "Aliás, é precisamente quando surgem questionamentos concretos que a necessidade de parâmetros claros se evidencia com maior nitidez", afirma o presidente do STF. Pré-candidatos para as eleições de outubro já fizeram do ataque ao Supremo sua plataforma de campanha. Isso preocupa parte dos integrantes da Corte, mas também todos os defensores das instituições democráticas.
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28/01 - Trump diz que valor do dólar está ‘ótimo’, mas moeda cai ao menor nível em 4 anos
Notas de dólar. Rick Wilking/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (27) que o valor do dólar é “ótimo” ao ser questionado se achava que a cotação havia caído demais. A declaração aumentou a pressão sobre a moeda americana, que atingiu o menor nível em quatro anos. “Não, eu acho ótimo, o valor do dólar… o dólar está indo muito bem”, disse Trump ao ser perguntado por um repórter em Iowa, enquanto tenta mobilizar seus apoiadores rurais em um estado que terá disputas importantes para o Congresso em novembro. A recente fraqueza do dólar é atribuída a vários fatores: Expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve; Incertezas em torno da política de tarifas; Instabilidade na condução de políticas, incluindo ameaças à independência do Fed; e O aumento dos déficits fiscais, que tem enfraquecido a confiança dos investidores na estabilidade econômica dos EUA. Um dólar mais fraco também pode beneficiar exportadores americanos, embora Trump tenha afirmado que não busca uma nova desvalorização da moeda. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As perdas no DXY, índice do dólar que mede a força da moeda frente a uma cesta de seis divisas principais, se intensificaram após os comentários de Trump, levando o indicador à mínima da sessão, em 95,566 — o menor nível desde fevereiro de 2022. 🔎 O DXY compara o dólar com o euro, iene japonês, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço. Quando o índice sobe, significa que o dólar se valoriza, em média, frente a esse conjunto e vice-versa. A moeda americana tem permanecido sob pressão nas últimas sessões, à medida que operadores se preparavam para uma possível intervenção cambial coordenada entre EUA e Japão para sustentar o iene, que vem se mostrando fraco. O iene se valorizou até 4% nas duas últimas sessões após comentários sobre a realização de verificações de taxas pelos EUA e pelo Japão — frequentemente interpretadas como um sinal preliminar de intervenção oficial. “Os participantes do mercado cambial estão sempre à procura de uma tendência para seguir”, disse Steven Englander, chefe de pesquisa global de moedas do G10 e estratégia macro para a América do Norte do Standard Chartered, em Nova York. “Com frequência, autoridades reagem a movimentos abruptos nas moedas, mas quando o presidente demonstra indiferença ou até endossa esse movimento, isso incentiva vendedores de dólares a continuar pressionando.” Trump conversa com a imprensa durante viagem à cidade de Urbandale, Iowa Kevin Lamarque/Reuters Fraqueza do dólar tem alguns benefícios Embora a queda do dólar reflita preocupações dos investidores com a força da economia dos EUA e possa gerar pressões inflacionárias devido ao encarecimento das importações, ela pode beneficiar alguns setores. 🔎 Um dólar mais fraco reduz o custo da conversão de lucros obtidos no exterior por empresas multinacionais e aumenta a competitividade dos produtos exportados pelos EUA. Também reduz o peso para países estrangeiros e empresas com dívidas em dólar, já que eles precisam de menos moeda local para quitá-las. “O governo quer um dólar mais fraco”, disse Eugene Epstein, chefe de operações e produtos estruturados da Moneycorp, em Nova Jersey, acrescentando que isso também ajuda a reduzir o déficit comercial. “A questão é que ele deixa claro que é um presidente preocupado com o déficit comercial”, afirmou Epstein. Steve Sosnick, estrategista de mercado da Interactive Brokers, em Greenwich, Connecticut, afirmou que um dólar mais fraco é “uma faca de dois gumes”. “Por um lado, é positivo para multinacionais… Se você tem operações ao redor do mundo e receitas em moedas estrangeiras, há uma vantagem na conversão para dólares americanos. Por outro, isso torna os bens importados mais caros e pode gerar impacto inflacionário.”
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