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13/07 - Assessor de Trump propõe 'ação forte' contra TikTok
Segundo o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, aplicativo é utilizado para roubar a propriedade intelectual dos EUA. O assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, disse neste domingo (12) esperar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tome medidas firmes contra os aplicativos chineses TikTok e WeChat, em meio a tensões entre Washington e Pequim. Navarro disse à Fox News esperar uma "ação forte" do presidente contra os dois aplicativos que, segundo ele, enviam todos os dados "a servidores na China, diretamente aos militares chineses, ao Partido Comunista Chinês e às agências (oficiais), que querem roubar nossa propriedade intelectual". TikTok pertence ao grupo chinês ByteDance Dado Ruvic/Reuters O TikTok, que pertence ao grupo chinês ByteDance, tem quase 1 bilhão de usuários em todo o mundo. Já o WeChat é o aplicativo de mensagens líder na China, com mais de um bilhão de usuários. Trump disse na terça-feira que estava estudando a possibilidade de proibir o TikTok nos Estados Unidos. Na sexta-feira, a gigante americana de distribuição online Amazon enviou uma nota a seus funcionários, pedindo-lhes que apagassem o TikTok de seus telefones celulares. Horas depois, o grupo explicou que esta mensagem havia sido transmitida por engano. "Anuciaram e recuaram, o que demonstra o poder do Partido Comunista Chinês sobre as empresas americanas e este é o problema", afirmou Navarro. O banco americano Wells Fargo também pediu a seus funcionários que instalaram o aplicativo em seus celulares de trabalho que o apaguem. O Partido Democrata pediu o mesmo a seus funcionários que trabalham para a campanha presidencial. O TikTok tem tido que se defender com frequência de supostos vínculos com a China, onde sua sede tem um aplicativo similar com outro nome. O grupo sempre negou compartilhar dados com as autoridades chinesas.
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13/07 - Resultados das empresas nos EUA à mercê da pandemia
Os lucros das 500 principais empresas cotadas em Wall Street vão cair 44% com relação ao mesmo período de 2019. Nenhum setor passará ileso, mas algumas estratégias dão resultado Surpreendidas pelo aparecimento da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos em março, as empresas americanas foram atingidas em cheio pelas consequências do confinamento no segundo trimestre do ano. Um operador é visto durante o fechamento na Bolsa de Nova York. As ações de Wall Street mergulharam no vermelho depois que a Organização Mundial da Saúde declarou o coronavírus Covid-19 como uma pandemia Bryan R. Smith/AFP Enquanto os resultados de algumas se anunciam desastrosos, outras tiveram bons desempenhos. Os lucros das 500 principais empresas cotadas em Wall Street vão cair em seu conjunto 44% com relação ao mesmo período do ano passado, estima a empresa de dados financeiros Factset. Mas não é simples determinar o impacto de uma crise sanitária inédita nas atividades de cada empresa. Diante de uma doença imprevisível, muitas delas optaram por não divulgar prognósticos de desempenho. A priori, nenhum setor sairá ileso. Setores mais afetados Com a queda vertiginosa dos preços do petróleo, as empresas de energia deverão ver seus ganhos severamente reduzidos. Por outro lado, as companhias que dependem de gastos não essenciais, como lojas de roupas, automóveis ou bilhetes de avião, também foram fortemente impactadas. Uma amostra disso são as quebras de grandes nomes destes setores, como JC Penney, Hertz e Chesapeake Energy. Ao contrário, setores como de tecnologia e serviços de saúde terão resultados melhores, com "lucros que poderiam apenas baixar 10% ou menos que isso", segundo Nate Thooft, encarregado de estratégia em investimentos da Manulife Asset Management. As empresas que se adaptaram rapidamente ao imprevisto conseguiram diminuir o impacto da crise. A Nike, por exemplo, reportou 75% de aumento em suas vendas online entre março e maio, o que permitiu à fabricante de material esportivo compensar parte da queda de receita provocada pelo fechamento de suas lojas físicas. A Nike colheu benefícios de sua campanha com Colin Kaepernick, mas foi questionada por suas políticas internas de diversidade Getty Images via BBC Disparidade e incerteza De qualquer forma, vários elementos dificultam qualquer previsão. Em situações como esta, "de alguma forma é comum que as companhias 'joguem fora o bebê junto com a água do banho'", uma expressão usada para designar a perda de algo positivo na tentativa de se desfazer de algo ruim, alerta Thooft. Isto poderia "fazer com que as coisas pareçam ainda piores", acrescenta. A atividade foi afetada, ainda, por uma grande flutuação ao longo do trimestre, com um mês de abril marcado pelo confinamento quase generalizado e um relaxamento progressivo das restrições em maio e junho. Inclusive em um mesmo setor de atividade, os resultados têm sido díspares, como por exemplo em empresas que dependem do consumo. "As plataformas de comércio online prosperaram, as lojas de produtos essenciais e alimentícios viram suas vendas decolarem antes de manter certo crescimento, e os vendedores de artigos domésticos, de hobbies e brinquedos tiveram um desempenho melhor do que o habitual", destaca em nota o escritório especializado Earnest. Por outro lado, também segundo o Earnest, os setores "não essenciais" como restaurantes, vestuário e lojas de departamento têm enfrentado muitas dificuldades, enquanto setores de alto risco, como o de entretenimento e viagens, pararam completamente. Grupo se reúne em mesas de restaurante de Nova York colocadas do lado de fora do estabelecimento, em foto de 27 de junho Andrew Kelly/Reuters Redução de custos - e lucros Também é complexo avaliar o custo das diversas medidas adotadas pelas empresas para se adaptarem à emergência sanitária, da migração ao teletrabalho ou à instalação de divisórias sanitárias. De qualquer forma, tentaram reduzir suas despesas, inclusive o montante em dinheiro que entregam a seus acionistas. As empresas cotadas na Bolsa de Nova York pagaram US$ 42,5 bilhões a menos em dividendos durante o segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2019, a queda mais forte desde 2009. O desempenho das companhias está ligado, ainda, às suas próprias estratégias. É o caso dos grandes bancos, que darão início à temporada de publicação de resultados esta semana, e sobre os quais os analistas se perguntam até que ponto contemplaram como fazer frente aos empréstimos que não serão reembolsados. "Os bancos dependem muito da saúde financeira, portanto em tempos de crises é de se esperar que a atividade dedicada a pessoas físicas sofra", disse Joshua Mahony, da companhia IG.
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12/07 - Como jornadas de trabalho menores podem salvar o mundo
No momento, a raça humana enfrenta dois grandes desafios: o excesso de trabalho e as mudanças climáticas. Será que a solução é o ‘decrescimento’ da economia? Algumas empresas optaram por fornecer cadeiras e protetores de tela, por exemplo, para minimizar os impactos do trabalho remoto' Divulgação Se todas as pessoas no mundo consumissem o mesmo nível de combustível, comida, roupa e material de construção que os europeus, seriam necessários 2,8 planetas Terra. Se todos adotassem o estilo de vida americano, precisaríamos de cinco planetas equivalentes ao nosso. Sem dúvida, estamos vivendo de maneira insustentável – seja quando nos deslocamos, ganhamos ou gastamos dinheiro. No ano passado, o chamado Dia da Sobrecarga da Terra chegou mais cedo do que nunca, em 29 de julho. Ele marca o dia em que a demanda da humanidade por recursos naturais excede o que o planeta é capaz fornecer em um ano, de acordo com a organização internacional Global Footprint Network. A última vez que conseguimos chegar até dezembro foi em 1972. Há uma nova teoria, no entanto, que sugere que é possível reverter esse cenário: devemos trabalhar menos, desacelerando assim a economia global e diminuindo nosso apetite aparentemente insaciável por consumo. Mas será que isso é viável – e realmente salvaria o mundo? Nada pode crescer indefinidamente Mudar nossos hábitos de trabalho em escala global é uma tarefa monumental. O americano médio trabalha 44 horas por semana e tem apenas 10 dias de férias por ano. Na China, uma jornada de 72 horas, 6 dias por semana é comum. E, no Japão, se trabalham tantas horas por dia que existe até uma palavra para "morte por excesso de trabalho": karōshi. No entanto, uma análise da Universidade Amherst de Massachusetts, nos EUA, argumenta que “trabalhar menos é bom para o meio ambiente”. O estudo afirma que se passássemos 10% menos tempo trabalhando, nossa pegada de carbono seria reduzida em 14,6% – em grande parte devido à diminuição dos deslocamentos diários e do consumo de alimentos processados nos intervalos. Um dia inteiro de folga por semana reduziria, portanto, nossa pegada de carbono em quase 30%. Costumamos culpar a indústria e grandes empresas pelas mudanças climáticas. Mas a maneira como vivemos, trabalhamos e consumimos é, na verdade, a principal fonte de emissões. Um estudo multinacional conduzido pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia mostrou que os produtos que compramos são responsáveis por mais de 60% das emissões de gases de efeito estufa – e até 80% do uso da água no mundo. Aquecimento global afetará saúde das novas gerações, diz relatório na revista The Lancet Reuters/Yves Herman/File Photo Mas o aumento do consumo é a base da economia. Segundo o livro Prosperidade sem Crescimento, de autoria de Tim Jackson, professor da Universidade de Surrey, no Reino Unido, a economia global cresceu em média 3,65% por ano desde 1950. Em outras palavras, se nada mudar, a economia global será 200 vezes maior em 2100 do que em 1950. E esse crescimento pode ser 326 vezes maior se os países em desenvolvimento continuarem a se desenvolver. “A ideia de uma economia de não crescimento pode ser um anátema para um economista”, escreve Jackson. “Mas a ideia de uma economia continuamente crescente o é para um ecologista. Nenhum subsistema pode crescer indefinidamente, em termos físicos.” No entanto, há duas correntes de pensamento divergentes sobre como salvar o mundo trabalhando menos. Há os defensores do “crescimento sustentável”, que acreditam que nossos salários podem permanecer os mesmos, e as economias podem continuar a crescer a partir de reduções modestas nas horas de trabalho, avanços tecnológicos e eficiência energética. E há o movimento de "decrescimento" (degrowth), que defende que só cortando salários e dias úteis que as economias serão capazes de alcançar emissões zero de carbono até 2050. O crescimento sustentável A ideia de semanas de trabalho mais curtas aliadas ao crescimento sustentável está começando a ganhar força. No ano passado, quase 1 milhão de metalúrgicos na Alemanha ganharam o direito a trabalhar 28 horas por semana (a jornada deles antes era de 35 horas semanais), enquanto o Partido Trabalhista do Reino Unido (o segundo maior partido no Parlamento) flerta com a ideia de uma jornada de trabalho de quatro dias por semana. Will Stronge, cofundador e diretor da Autonomy, centro de estudos voltado para o futuro do trabalho, defende o crescimento sustentável. Ele cita o exemplo recente de funcionários dos correios do Reino Unido que pleitearam com sucesso por uma redução na jornada de trabalho de 39 horas para 35 horas semanais, mantendo o mesmo salário. "Em muitas empresas, se você disser que vai reduzir o salário (...) mas compensar com um dia extra de folga, a maioria dos funcionários não terá condições de aceitar." Do ponto de vista ambiental, ele diz que "o consumo de eletricidade [nacionalmente] diminui bastante nos fins de semana e feriados", sugerindo que há ganhos de eficiência energética ao se trabalhar menos. Outra defensora do crescimento sustentável, Alice Martin, chefe de trabalho e remuneração da New Economics Foundation, acredita que "se você diminuir a carga horária de trabalho mantendo o salário, as evidências sugerem que isso tem efeitos positivos na redução das emissões de carbono". Segundo ela, diminuir em 20% as horas trabalhadas, se traduz em uma redução semelhante nas emissões de carbono – devido a mudanças de comportamento, como menos deslocamentos diários, comer comida caseira em vez de alimentos processados e passar mais tempo localmente, até se envolvendo em trabalhos voluntários. "Ter mais tempo na vida para fazer as coisas que você realmente gosta pode resultar em uma mudança de estilo de vida, fazendo com que você, na verdade, pare de consumir tantos produtos com alto teor de carbono", diz ela. No entanto, o inverso também pode ser verdadeiro. Ao trabalhar quatro dias na semana e receber salário integral, será que não existe o risco de que, em vez de ficar em casa cozinhando alimentos orgânicos no dia de folga, o nosso consumo pode, na verdade, aumentar? Em outras palavras, fazer mais compras, sair para comer fora, aproveitar para fazer viagens de bate-volta... O decrescimento Os defensores do decrescimento acreditam que sim. Eles argumentam que a única maneira de reduzir o consumo é ter menos dinheiro: uma semana de quatro dias úteis, mas com remuneração proporcional aos dias trabalhados. O decrescimento é considerado um conceito econômico radical, até mesmo uma heresia. O Produto Interno Bruto (PIB) impera desde a década de 1930 como nosso meio de medir o sucesso econômico. No entanto, em um planeta com recursos finitos, o crescimento ilimitado sempre foi uma espécie de erro no código. Em 1972, um relatório de simulações computacionais do crescimento econômico e populacional exponencial, encomendado pela organização não-governamental Clube de Roma, mostrou que os recursos naturais do planeta estariam esgotados até 2072. O estudo, que virou o best-seller internacional Os Limites do Crescimento, afirmava que isso provocaria o "declínio repentino e incontrolável da população e da capacidade industrial". No entanto, a política dominante manteve seu curso. O consumo combinado dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aumentou quase 50% entre 1990 e 2008 – e, vejam só, cada aumento de 10% no PIB significou um aumento de 6% na pegada de carbono. O movimento moderno de decrescimento – que renasceu na Europa, após a primeira Conferência Internacional de Decrescimento em Paris, em 2008 – argumenta, portanto, que devemos começar a retrair a economia de maneira controlada, iniciando com uma redução acentuada da carga horária de trabalho. Não significa, no entanto, sinônimo de "recessão" e desemprego. "O decrescimento não significa decadência ou sofrimento… Em vez disso, o decrescimento pode ser comparado a uma dieta saudável realizada voluntariamente"., explica Serge Latouche, o principal economista do decrescimento Isso resulta, diz ele, em "uma sociedade autossuficiente e materialmente responsável". Mas ainda assim é uma dieta. Não podemos comer nosso “bolo” de crescimento sustentável. Defensora do decrescimento, Milena Buchs, professora de sustentabilidade, economia e transição para economia de baixo carbono na Universidade de Leeds, no Reino Unido, explica que se o “consumo de lazer” aumenta devido a uma jornada de trabalho mais curta, é exatamente por isso que a redução da carga horária de trabalho também exige uma redução na renda”. Um artigo da revista científica Global Environmental Change também questiona se um número maior de pessoas trabalhando menos horas poderia resultar em um aumento geral no volume de tráfego: "Se as jornadas mais curtas aumentarem a produtividade e os salários... o consumo e as emissões poderão aumentar", acrescenta. Como a renda básica universal poderia ajudar Os profissionais mais bem remunerados, e não o trabalhador médio, são os que causam a maior parte das emissões. Segundo a Oxfam, os 10% mais ricos do mundo produzem metade de todas as emissões globais de carbono, enquanto a metade mais pobre da população é responsável por apenas 10% das emissões. Neste contexto, Buchs argumenta que qualquer cenário de decrescimento exigiria um meio de redistribuir a riqueza "dos ricos para os pobres". E a principal proposta para isso é de uma renda básica universal. Em vez criar uma complexa rede de assistência social, o poder público simplesmente paga a todos os cidadãos uma mesma quantia fixa – que pode chegar a US$ 12 mil por ano. A renda básica universal é frequentemente associada à ideia do “jobpocalypse” (apocalipse no mercado de trabalho): se os robôs assumirem nossos empregos, como vamos conseguir dinheiro para sobreviver? Mas é igualmente fundamental para o decrescimento: se todo mundo trabalhar menos e consumir menos, como vamos proteger aqueles que já recebem salários baixos? “Assim como a redução da jornada de trabalho, a renda básica universal é uma das principais propostas para o decrescimento”, diz Buchs. "A ideia é dizer que sim, todos devem ter algum tipo de renda mínima para que suas necessidades básicas sejam atendidas.", reforça Buchs Outra maneira, acrescenta Buchs, pode ser por meio do acesso aos Serviços Básicos Universais: sem pagamento de salário, mas fornecendo serviços públicos gratuitos – de assistência médica a educação universitária. Problema interno bruto Tanto os defensores do crescimento sustentável quanto do decrescimento concordam que o PIB não é mais uma medida adequada do desempenho econômico, e que tentar aumentá-lo eternamente tem um efeito negativo no planeta. Como observa a economista Kate Raworth, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, o PIB ignora completamente a "economia dos cuidados não remunerados" e serviços ecológicos, como ar limpo e água potável. "Qualquer empresa que apresentasse apenas seu relatório de perdas e ganhos seria ridicularizada na bolsa de valores". Nina Treu, líder do movimento de decrescimento na Alemanha ("Postwachstum"), também argumenta que um sistema dependente do PIB "precisa sempre produzir mais para se manter estável”. “Esses produtos precisam ser consumidos, o que leva ao consumo excessivo. E isso esgota os recursos naturais disponíveis, levando à mudança climática, o que prejudica nossa própria fonte de vida”, acrescenta. Até o político americano Robert F. Kennedy declarou uma vez na década de 1960: "O PIB mede tudo, exceto o que faz a vida valer a pena.” Há, no entanto, indicadores alternativos ao PIB, como o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que inclui outros indicadores como expectativa de vida, educação e renda. Se todos trabalharmos quatro dias por semana, há boas razões para supor que indicadores de expectativa de vida, desigualdade e a escolaridade poderiam melhorar. Uma pesquisa recente da Henley Business School, no Reino Unido, realizada com empresas que adotaram uma jornada de trabalho de quatro dias por semana mostrou que mais de três quartos dos funcionários estavam mais felizes (78%), menos estressados (70%) e tiravam menos dias de folga (62%). ‘Parte do futuro da humanidade?’ No entanto, dizem os defensores do decrescimento, para que isso também beneficie de fato o meio ambiente, precisamos ganhar menos, consumir menos, levar uma vida mais simples. Pergunto a Buchs se essa poderia ser uma plataforma de governo na qual as pessoas votariam. "Esse é exatamente o problema", avalia. "Precisamos do decrescimento, mas não é politicamente viável no momento. Para ser bem sincera, não tenho uma boa resposta [sobre como podemos mudar isso]. " Talvez não tenhamos escolha. “No final, independentemente de se os líderes mundiais vão aceitar ou não, as limitações naturais da Terra – evidenciadas pela crescente população (...) que se esforça para viver como consumista – vão derrubar o mito do crescimento econômico contínuo, provavelmente devido a mudanças drásticas nos sistemas do planeta. Portanto, o decrescimento faz parte do futuro da humanidade”, argumenta Erik Assadourian em artigo sobre o caminho do decrescimento em países superdesenvolvidos. O Dia da Sobrecarga da Terra levou menos de 50 anos para passar de 29 de dezembro a 29 de julho – uma antecipação de cinco meses. Imaginar a mesma trajetória para os próximos 50 anos é impensável. Em 2002, os autores do livro Os Limites do Crescimento se reuniram para atualizar a publicação, 30 anos depois do lançamento. Com três décadas de dados a mais – e uma capacidade de processamento mais avançada –, as projeções se mostraram muito mais pessimistas do que em 1972: "A humanidade desperdiçou a oportunidade de corrigir nosso curso atual nos últimos 30 anos", concluíram os autores livro Os Limites do Crescimento E o ano previsto para a escassez total de recursos naturais no planeta foi revisado – não é mais 2072. E, sim, 2030.
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12/07 - De cozinheiro a mecânico: confira as vagas de emprego em Santa Bárbara d'Oeste e Piracicaba
São 69 oportunidades para vários níveis de escolaridade e segmentos diferentes. Carteira de Trabalho (CTPS) Digital Minne Santos O Desenvolve Santa Bárbara, posto de atendimento ao trabalhador de Santa Bárbara d'Oeste (SP), está com 64 vagas de emprego disponíveis nesta segunda-feira (13). São opções para alfabetizados, trabalhadores com ensino médio, cursos específicos e graduação. O atendimento, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), é feito por telefone/WhatsApp pelo número (19) 3499-1015 e por e-mail: empregos@santabarbara.sp.gov.br. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30. O candidato deve informar dados do RG, CPF e Carteira de Trabalho. Vagas para alfabetizado: Acabador Armador Gesseiro Marceneiro Padeiro Pedreiro Serralheiro esquadria alumínio Vagas para ensino fundamental (1º grau): Cortador Cromador Vagas para ensino médio (2º grau): Cozinheiro Montador de móveis Operador de trefila Padeiro Serralheiro Vagas que exigem cursos: Caldeireiro: curso de caldeiraria Desenhista mecânico: curso de solidworks, leitura e interpretação de desenhos e técnico em engenharia Montador de acessórios automotivos: curso de mecânico Oficial de manutenção técnica: curso de eletricista Operador de pá carregadeira: curso de pá carregadeira Serralheiro: curso de solda ou caldeireiro Técnico agrícola: curso técnico agrícola Vigilante condutor de veículo emergência: curso de vigilante e curso de condutor de veículo de emergência Vagas para graduação: Estagiário de marketing Piracicaba Em Piracicaba (SP), o Centro de Apoio ao Trabalhador (CAT) está com cinco vagas abertas. Para se candidatar, o interessado pode entrar em contato via Whatsapp pelo número (19) 99772-0416, informar a vaga de interesse e enviar foto do RG e CPF e outros comprovantes que a vaga exige. Outra alternativa é baixar o aplicativo SINE Fácil para fazer o encaminhamento. Para mais detalhes sobre as vagas, requisitos e salários, acesse o painel de vagas do CAT. Auxiliar de transportes Caseiro e doméstica (casal para morar em chácara) Mecânico de carros Técnico de enfermagem - vaga temporária Vigilante condutor de ambulância Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba
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12/07 - Veja concursos e seleções com editais publicados na PB de 12 a 19 de julho
Seis editais com inscrições abertas oferecem 563 vagas. Divulgação/UBM Pelo menos 563 vagas são oferecidas em seis editais de concursos e seleções publicados na Paraíba, nesta semana de 12 a 19 de julho. Concurso da prefeitura de Capim Vagas: 126 + 30 CR Níveis: todos Salários: R$ 1.045 a R$ 2,8 mil Prazo de inscrição: até quarta-feira (15) Local de inscrição: site da organizadora, Facet concursos Taxas de inscrição: R$ 75 (fundamental), R$ 85 (médio/técnico) e R$ 115 (superior) Provas: 13 de setembro Edital do concurso da prefeitura de Capim Concurso da prefeitura de Poço Dantas Vagas: 24 Nível: fundamental, médio e superior Salários: a partir de R$ 1.045 até R$ 8 mil Prazo de inscrição: até 25 de julho Local de inscrição: site da organizadora, Facet concursos Taxas de inscrição: R$ 60 (fundamental), R$ 80 (médio) e R$100 (superior) Provas: 30 de agosto Edital do concurso da prefeitura de Poço Dantas Concurso para Guarda Municipal de Pitimbu Edital do concurso para Prefeitura de Pitimbu Provas: 27 de setembro de 2020 Taxas de inscrição: entre R$ 70 e R$ 130 Local de inscrição: site da organizadora, Idib Prazo de inscrição: até domingo (19) Salários: variam de R$ 1.045 a R$ 2.892,67 Nível: fundamental, médio e superior Vagas: 305 para contratação imediata e 305 para cadastro de reserva Edital do concurso para Guarda Civil de Pitimbu Concurso para Prefeitura de Pitimbu Provas: 20 de setembro de 2020 Taxas de inscrição: R$ 100 Local de inscrição: site da organizadora, Idib Prazo de inscrição: até domingo (19) Salários: R$ 1.045 Nível: médio Vagas: 10 (sendo 5 para cadastro de reserva) Concurso da prefeitura de Mogeiro Vagas: 72 Nível: fundamental, médio e superior Salários: a partir de R$ 1.045 até R$ 6,9 mil Prazo de inscrição: até 7 de agosto Local de inscrição: site da organizadora, Facet concursos Taxas de inscrição: R$ 75 (fundamental), R$ 85 (médio) e R$ 115 (superior) Provas: 13 de setembro Edital do concurso da prefeitura de Mogeiro Concurso da prefeitura de Matureia Vagas: 34 Nível: fundamental, médio, técnico e superior Salários: de R$ 1.045 até R$ 8 mil Prazo de inscrição: até 14 de agosto Local de inscrição: site da organizadora, Facet concursos Taxas de inscrição: R$ 65 (fundamental), R$ 85 (médio) e R$ 105 (superior) Provas: 20 de setembro Edital do concurso da prefeitura de Matureia
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12/07 - Em rede social, transexuais reclamam de exclusão de perfil em aplicativo de paquera
Tinder afirmou que não bane usuários por conta da sua identidade de gênero, mas reconhece que a comunidade trans enfrenta desafios no aplicativo, 'incluindo ser injustamente denunciado por matches (parceiros) potenciais'. Imagem de tela de entrada do Tinder Divulgação/Kon Karampelas/Unslash Na manhã deste domingo (12), transexuais reclamaram em uma rede social da exclusão de seus perfis no Tinder, um dos aplicativos de paquera mais conhecidos. Na rede social, o Tinder tem uma conta na qual se diz que o aplicativo "é para todas nós, é para todos nós, é para todes nós" – essa expressão "todes" é empregada como forma de linguagem inclusiva para trans. A logomarca do aplicativo também estava nas cores do arco-íris, que representam a comunidade LGBTQI. No entanto, ativistas reclamaram que, frequentemente, o aplicativo exclui as contas de transexuais. Segundo Alina Dursi, de 20 anos, o Tinder não tem a categoria mulher trans ou homem trans. Ela diz que é comum o perfil ser excluído depois de denúncias de outros usuários do aplicativo – o que aconteceu com ela mesma em 2018, afirma. “Não conheço uma trans que não tenha passado por isso. Se se coloca na biografia que é trans, o perfil cai”, diz ela. Dursi afirma suspeitar que não há funcionários do Tinder que se certificam se são verdadeiras as denúncias de perfil falso no aplicativo de paquera. "É uma rede com muitos problemas e um suporte muito fraco", diz. Denúncias injustas e novas opções de identificação de gênero Em nota, o Tinder afirmou que não bane usuários por conta da sua identidade de gênero, mas reconhece que a comunidade trans enfrenta desafios no aplicativo, "incluindo ser injustamente denunciado por matches (parceiros) potenciais". "Esta é uma questão complexa e multifacetada e estamos trabalhando em estreita colaboração com organizações ao redor do mundo para melhorar constantemente nossas práticas." O aplicativo adotou novas opções de identificação de gêneros, mas as atualizações ainda estão acontecendo e devem levar algumas semanas, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa. "Recentemente, anunciamos a chegada de identidades de gênero no Brasil em julho, expandindo as opções disponíveis para membros que se identificam além dos gêneros binários." A empresa pede a aqueles que consideram terem sido injustamente banidos entrar em contato pelo endereço de e-mail questions@gotinder.com. Live do G1 fala sobre a mudança dos relacionamentos durante a pandemia Deu match! Idosos que se conheceram pelo Tinder e se casam em SP
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12/07 - Com pandemia, fechamento de vagas formais atinge mais quem ganha de 1 a 2 salários mínimos
75,5% do total de vagas fechadas no ano estão nesse patamar de renda; ocupações com maior número de postos criados estão nas áreas de saúde, educação e agricultura. A pandemia mudou o cenário de criação de vagas no país. Se em 2018 e 2019 o saldo positivo de vagas formais era restrito às faixas salariais de até dois salários mínimos, em 2020, até o mês de maio, esses foram os patamares de salário com maior fechamento de postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), enviados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho a pedido do G1. No acumulado de 2020, do total de 1,145 milhão de vagas fechadas, mais da metade foi na faixa salarial de 1,01 a 1,5 salário mínimo - um total de 635,1 mil postos de trabalho fechados. Essa faixa liderou o saldo de vagas criadas em 2018 e 2019. Já na faixa de 1,51 a 2 salários mínimos, foram 229,3 mil postos fechados até maio deste ano. Essas duas faixas corresponderam a 75,5% do total de vagas fechadas no ano. No caso da renda de 0,51 a 1,0 salário mínimo, que ficou na vice-liderança de criação de vagas em 2018 e 2019, foram fechadas mais de 45 mil vagas. A única faixa salarial com saldo positivo de vagas neste ano foi a de até meio salário mínimo: 24,2 mil vagas criadas. Veja no gráfico abaixo: Saldo de vagas por salário mensal Economia G1 Trabalhador menos qualificado será o mais atingido pelo desemprego; veja cenários para o mercado de trabalho pós-pandemia Brasil fecha quase 332 mil vagas de trabalho em maio; na pandemia, já são 1,487 milhão Organização Internacional do Trabalho afirma que trabalhadores vivem crise sem precedentes Setores e cargos com maior demanda A pandemia também mudou o ranking de ocupações que mais criaram vagas com carteira assinada nos primeiros meses de 2020. A predominância foi nas áreas de saúde, educação e agricultura. As medidas de restrição e isolamento social para reduzir a velocidade do avanço da doença provocaram a suspensão do funcionamento de serviços considerados não essenciais, o fechamento de boa parte do comércio e também de fábricas. Em janeiro, técnico de enfermagem e enfermeiro não apareciam entre os 30 cargos com maior saldo de vagas. No acumulado até maio, entretanto, ambos lideraram a lista de cargos, sendo responsáveis pela criação de quase 45 mil vagas (veja relação abaixo). Esse cenário tem relação com a demanda de profissionais para o tratamento da Covid-19. Já no ranking de ocupações que mais perderam vagas, vendedor de comércio varejista lidera, com 180.258 postos de trabalho fechados até maio. O quadro também tem relação com a pandemia, que levou ao fechamento de estabelecimentos. Em janeiro, o cargo também liderou o fechamento, com 28,8 mil vagas a menos. Entretanto, essa redução foi motivada principalmente pelo término de contratos temporários para as vendas de Natal. Vendedor com máscara em loja no Rio de Janeiro Pilar Olivares/Reuters Outras ocupações que fecharam vagas até maio, que têm relação com o encerramento de atividades devido à pandemia, são atendente de lanchonete, auxiliar de escritório, operador de caixa, cozinheiro geral e garçom. O comércio e serviços foram os setores que mais fecharam vagas até maio, o que explica o ranking de cargos com maior perda de postos. O setor agropecuário foi o único que registrou saldo positivo de vagas. Veja abaixo o saldo de vagas em cada setor no ano até maio: Comércio: -446.584 vagas Serviços: -442.580 vagas Construção: -44.647 vagas Indústria: -236.410 vagas Não identificado: -84 vagas Agropecuária: 25.430 vagas Ranking de ocupações que mais criaram vagas: Técnico de Enfermagem: 29.376 Enfermeiro: 15.501 Tratorista Agrícola: 12.635 Trabalhador Volante da Agricultura: 12.410 Motorista de Caminhão (Rotas Regionais e Internacionais): 12.301 Trabalhador da Cultura de Café: 9.867 Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental (1ª a 4ª Série): 8.389 Auxiliar de Processamento de Fumo: 7.398 Magarefe: 6.582 Trabalhador Agropecuário em Geral: 5.655 Professor de Nível Médio no Ensino Fundamental: 5.482 Auxiliar de Desenvolvimento Infantil: 4.914 Operador de Máquinas de Beneficiamento de Produtos Agrícolas: 4.335 Professor da Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental (1ª a 4ª Série): 4.201 Trabalhador da Cultura de Milho e Sorgo: 3.965 Professor de Nível Superior na Educação Infantil (4 a 6 Anos): 3.488 Professor de Nível Médio na Educação Infantil: 3.441 Fisioterapeuta Geral: 3.131 Auxiliar de Enfermagem: 2.771 Analista de Desenvolvimento de Sistemas: 2.728 Professor de Nível Superior na Educação Infantil (0 a 3 Anos): 2.559 Professor de Ensino Superior na Área de Prática de Ensino: 2.511 Embalador à Mão: 2.491 Professor de Ensino Superior na Área de Didática: 2.313 Abatedor : 2.249 Operador de Colheitadeira: 2.199 Professor de Disciplinas Pedagógicas no Ensino Médio: 2.063 Professor de Língua Inglesa: 1.906 Inspetor de Alunos de Escola Pública: 1.861 Orientador Educacional: 1.761 Ranking de ocupações que mais perderam vagas: Vendedor de Comércio Varejista: -180.258 Atendente de Lanchonete: -45.170 Auxiliar de Escritório, em Geral: -42.775 Operador de Caixa: -40.682 Cozinheiro Geral: -38.963 Garçom: -34.171 Auxiliar nos Serviços de Alimentação: -33.774 Assistente Administrativo: -33.675 Trabalhador da Cultura de Cana-de-Açúcar: -30.985 Recepcionista, em Geral: -23.385 Faxineiro: -22.918 Atendente de Lojas e Mercados: -22.401 Almoxarife: -21.165 Trabalhador no Cultivo de Arvores Frutíferas: -17.496 Camareiro de Hotel: -16.962 Frentista: -16.046 Promotor de Vendas: -15.395 Alimentador de Linha de Produção: -14.960 Supervisor Administrativo: -14.815 Costureiro na Confecção em Série: -12.190 Ajudante de Motorista: -12.120 Assistente de Vendas: -10.415 Operador de Telemarketing Ativo e Receptivo: -10.233 Motorista de Ônibus Rodoviário: -9.851 Gerente Administrativo: -9.605 Costureiro, a Máquina na Confecção em Série: -9.460 Pedreiro: -9.458 Motorista de Ônibus Urbano: -9.279 Trabalhador Polivalente da Confecção de Calçados: -9.100 Vendedor em Comércio Atacadista: -9.068 Menos escolarizados são mais afetados O maior fechamento de vagas se deu entre níveis de escolaridade mais baixos, com exceção dos analfabetos, que foram os menos afetados. Lideram no saldo negativo de vagas os profissionais com nível médio completo, seguidos de quem tem fundamental incompleto e completo. Além dos analfabetos, o desemprego afetou menos os profissionais de nível superior. Saldo de vagas por nível de escolaridade Economia G1 Já em relação à faixa etária, profissionais de 30 a 39 anos foram os mais afetados: 368,2 mil vagas fechadas. A única faixa etária que teve saldo de vagas positivo foi até os 17 anos. Saldo de vagas por faixa etária Economia G1 Na crise, mais qualificados perdem menos Para Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre, os números apontam que os trabalhadores mais qualificados tiveram uma piora bem menos significativa. “Quanto ao salário de admissão do Caged, eles aumentaram. Isso significa que estão sendo expulsos do mercado de trabalho aqueles com menores rendimentos, e os empregos formais criados no período de pandemia são os de maior salário, então você vê uma mudança de composição do mercado de trabalho”, comenta. Juliana Inhasz, coordenadora da graduação em economia do Insper, afirma que os efeitos para o trabalhador desempregado com renda mais baixa serão mais perversos porque, no geral, ele possui qualificação menor e terão de disputar vagas com aqueles que têm qualificação maior. “A gente tem um mercado com muita gente desempregada, inclusive com mais qualificação, que se mostra disposta a trabalhar por salários menores do que ganhava quando deixou o mercado. E essas pessoas vão acabar sendo talvez mais atrativas do que as com baixa qualificação. Então esses trabalhadores de baixa renda vão ter uma dificuldade maior para se recolocar”, diz. Daniel Duque considera que, quando há uma crise no mercado de trabalho, os mais atingidos são os que têm menor qualificação, em especial os jovens com menos experiência e menos a oferecer. “Então as pessoas que têm menor escolaridade e menos qualificação terão mais dificuldade de se recolocar do que quem tem formação superior e especializações. Os jovens tiveram a possibilidade do serviço de entrega que foi um certo colchão”, afirma.
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12/07 - Expedição de alunos de agronomia pelo Brasil une ensino teórico e prático
Estudantes do Grupo de Experimentação Agrícola da Esalq-USP visitam, anualmente, fazendas e centros de pesquisas, para expandir o conhecimento além da sala de aula. Expedição de alunos de agronomia pelo Brasil une ensino teórico e prático Em todo o mês de janeiro, os alunos do Grupo de Experimentação Agrícola (GEA) costumam realizar uma longa expedição por fazendas e centros de pesquisas do Brasil. O objetivo viagem é expandir o conhecimento e colocar na prática o que foi aprendido em sala de aula. Com isso, o GEA, que é parte da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP (Esalq-USP), ajuda a preparar os futuros agrônomos para a realidade da profissão. O fundador do GEA, o professor José Láercio Favarin, diz que as atividades do grupo são importante para tirar os estudantes da zona de conforto. "A hora em que ele começa a fazer, tira ele da zona de conforto, porque ele percebe que, apesar de ter passado por um conhecimento, não sabe aplicá-lo", diz. Assista a todos os vídeos do Globo Rural A estudante Ynayê Parente, que chegou a fazer um planejamento de milharal no GEA, vê o grupo como um lugar de intenso aprendizado. "A gente fez a teoria e aqui a gente aplicou a prática. Então, é gratificante demais isso". Jornada Em janeiro passado, antes da pandemia de coronavírus, 12 estudantes do grupo viajaram para laboratórios e fazendas dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No total, eles percorreram 5,8 mil km, de Piracicaba (SP) até Passo Fundo (RS), o ponto mais distante da viagem. No oeste paulista, os alunos encontraram o agrônomo Guido Aguilar Sanchez, consultor da Cooperativa Holambra, que contou a eles como a produção agrícola é capaz de transformar paisagens. Guido testemunhou como o algodão atraiu a agricultura para a região que, antes, só exercia atividades pecuárias. “Quando nós chegamos aqui, não tinha nem estrada asfaltada. Não tinha muitas lojas, não tinha hotel, não tinha nada. Hoje existem casas, existem lojas, tudo baseado nessa agricultura (do algodão)”, conta Guido aos alunos. Na mesma região, os estudantes também puderam conversar com a antiga aluna da Esalq, Maira Sardi, que já fez o mesmo tipo de expedição. Ela administra, há dois anos, a fazenda da família focada na cultura do algodão. Já durante a passagem pelo Paraná, os estudantes acompanharam a intensa movimentação de grãos em Paranaguá, o maior porto de exportação de produtos agrícolas do Brasil. Em Passo Fundo (RS), por sua vez, conheceram a Embrapa Trigo, uma importante unidade de pesquisa para cultivos em locais frios. Lá, o melhorista Pedro Schering contou aos alunos a história do trigo na região e falou sobre o trabalho de pesquisa para aumentar a produção. O passo a passo da expedição é sempre documentado por fotos e vídeos feitos pelos próprios estudantes. Na volta, eles sempre compartilham experiências com os demais alunos do curso. Porém, com a chegada da pandemia, as trocas e os debates tiveram que ser todas por reuniões on-line.
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12/07 - Investidores estrangeiros pedem comprometimento do Brasil com preservação do meio ambiente
Um grupo de 29 instituições financeiras enviou uma carta aberta a embaixadas brasileiras, pedindo demonstrações de que o país está comprometido em acabar com o desmatamento. Investidores estrangeiros pedem comprometimento do Brasil com preservação do meio ambiente Um grupo de 29 instituições financeiras de todo o mundo enviou uma carta aberta a diversas embaixadas brasileiras, pedindo demonstrações de que o país está comprometido em acabar com o desmatamento. Juntos, esses investidores administram recursos no valor de R$ 20 trilhões. No texto, eles também demonstram preocupação com os relatos de desmanche das políticas ambientais e de direitos humanos e das agências de fiscalização no Brasil. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O vice-presidente, Hamilton Mourão, negou essas acusações e disse que o país sofre pressão por ser um dos maiores produtores de alimento do mundo. "Óbvio que eles serão incomodados com isso, pelo avanço da produção brasileira. Eles buscarão impedir que essa produção evolua como ela vem ocorrendo", disse Mourão. Os grupo de estrangeiros também chamou a atenção, na carta, para o projeto de lei 2.633/2020 que pretende regularizar ocupações de terras públicas. A carta afirma que, caso a proposta seja aprovada, ela levaria a novas ocupações e a uma expansão generalizada do desmatamento. Segundo Mourão, o governo trabalha para atender às solicitações de empresários e investidores. Na última semana, grandes empresas do agronegócio também assinaram um manifesto contra o desmatamento na Amazônia.
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12/07 - Grandes empresas do agronegócio assinam manifesto de combate ao desmatamento na Amazônia
47 companhias, como Cosan, BRF, Cargill e Bayer chancelaram o documento. Para empresários, descontrole ambiental prejudica natureza e imagem do Brasil. Grandes empresas do agronegócio assinam manifesto de combate ao desmatamento na Amazônia Líderes de grandes empresas do agronegócio assinaram um manifesto que pede ações de combate ao desmatamento na Amazônia. O documento já foi assinado por 47 companhias nacionais e estrangeiras de diversos setores, e mais cinco entidades de classe. Na lista de assinaturas, estão grandes empresas do agro, como Cosan, BRF, Cargill e Bayer. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O manifesto foi enviado para o coordenador do Conselho Nacional da Amazônia Legal, o vice-presidente Hamilton Mourão. Na carta, o grupo expõe a "preocupação com o impacto nos negócios da atual percepção negativa da imagem do Brasil no exterior, em relação às questões socioambientais na Amazônia". As empresas também se colocaram à disposição para ajudar em ações contra o desmatamento ilegal, inclusão social e econômica das comunidades locais e redução do impacto ambiental no uso de recursos naturais da floresta. Números do desmatamento Os alertas de desmatamento aumentaram 25% no primeiro semestre de 2020, em relação a igual período do ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Se comparado com o primeiro semestre de 2017, os números mais que que dobraram. Na ocasião, o mesmo sistema de alerta apontava para um desmatamento de um pouco mais de 1.300 km². E, em 2020, já passam de 3 mil km².
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12/07 - Produtores do centro-oeste de SP colhem safra de laranja
Estado de São Paulo é o maior produtor mundial da fruta. Produtores do centro-oeste de SP colhem safra de laranja Reprodução/TV TEM Nesta época do ano, toda a atenção se volta para a colheita nos laranjais do centro-oeste de São Paulo. Na fazenda de Ismael Boiani, no município de Iacanga (SP), encontramos 90 mil pés em 200 hectares. A região é uma das principais produtoras de citros do Brasil, mas a safra atual não será tão grande quanto a do ano anterior. É o que aponta um levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). A safra 2020/2021 deve ser de 287,76 milhões de caixas de 40,8 quilos no cinturão agrícola formado pelo estado de São Paulo e pelo Triângulo Mineiro. O número representa uma redução de 25%. Se por um lado a safra será menor, por outro o aumento do interesse pela laranja ajuda. O consumo de suco vem aumentando durante a pandemia. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2020) Produtores do centro-oeste de SP colhem safra de laranja O engenheiro agrônomo Frauzo Sanches, que também é produtor de laranja, diz que o principal comprador do suco brasileiro é o mercado europeu, que registrou um aumento de cerca de 25% nas exportações. Devido ao clima, a fruta não está totalmente madura no pé e vai precisar ser colhida em três fases. A laranja verde deve demorar ainda três meses para ficar no ponto. As menores estão previstas para o fim do ano. Na fazenda, são 20 funcionários, além de 30 colhedores terceirizados. O pomar tem rendido até três caixas de laranja em cada árvore. São aproximadamente 40 toneladas por hectare. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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12/07 - Veja dicas para a produção de batatas
Publicação do Instituto Biológico de São Paulo traz informações sobre pragas e doenças da cultura. Veja dicas para a produção de batatas O Globo Rural separou dicas para quem produz batata. O Instituto Biológico de São Paulo lançou um livro para este agricultor. É a publicação “Cultura da batata: pragas e doenças”, que traz diversas informações sobre pragas, plantas daninhas e doenças que atingem essa cultura. Para fazer o download, clique aqui. Assista a todos os vídeos do Globo Rural
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12/07 - Alta nos reservatórios do sertão da Paraíba estimula a pesca
Atividade era impensável há alguns anos, mas boa temporada de chuvas garantiu emprego e mais carne na região. Alta nos reservatórios do sertão da Paraíba estimula a pesca O volume dos reservatórios públicos do semiárido brasileiro aumentou cerca de 25% desde o início deste ano. Na Paraíba, tanta água está movimentando uma atividade impossível de se imaginar há algum tempo: a pesca. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Em Coremas, cidade com pouco mais de 15 mil habitantes, a fartura de água trouxe muito trabalho na região. O maior reservatório do estado fica neste município e está com mais de 60% do volume. O pescador João Soares Neto comemora o bom ano. “São 10 anos de falta d’água, até para beber era difícil. Agora, a alegria é grande, a gente está o tempo todo dentro da água”, diz. A atividade está gerando empregos na região e oferecendo fartura de carne nos mercados locais. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima.
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12/07 - Colheita do café no Sul de Minas segue cuidados para evitar o coronavírus
Região deverá produzir 17 milhões de sacas do grãos. Colheita do café no Sul de Minas segue cuidados para evitar o coronavírus A colheita do café arábica avança nas fazendas do Sul de Minas, e a expectativa é que a produção na região seja de cerca de 17 milhões de toneladas. Em todo o país, a produção da variedade deve chegar próxima dos 45 milhões de sacas. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Nesta safra, o trabalho nas lavouras é marcado pelos cuidados com o novo coronavírus. Se antes era comum ter várias pessoas no mesmo corredor fazendo a coleta dos grãos, agora cada área só pode ter um trabalhador. Também não se pode mais compartilhar peneiras e outros equipamentos. Para ajudar o produtor, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) criou orientações quanto à segurança no campo, o que está sendo seguido à risca. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima.
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12/07 - Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos de 12/07/2020
Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Empresária se reinventa para manter loja de roupas em SP STUDIO POP Site: www.studiopop.com.br Telefone: (11) 93092-6886 Instagram: @studiopopstore Moema: Alameda dos Maracatins, 365 - Vila Leopoldina: Rua Schilling, 444/ Rua Schilling, 413 Lapa: Rua Roma, 601 Paraíso: Desembargador Eliseu Guilherme,101 Loja C Veja a reportagem: Empresária brasileira conta como foi a reabertura dos restaurantes na Alemanha TAPIOCARIA BERLIN Site: https://www.tapiocaria.de/ Facebook: https://www.facebook.com/tapiocariaberlin/ Instagram: https://www.instagram.com/tapiocariaberlin/ Veja a reportagem: Rafael Mendes traz os destaques do Collision CONFERÊNCIA COLLISION Sites: https://collisionconf.com/ https://www.youtube.com/channel/UC6MiQVyK_WaFlU5IvIT2b8A/videos Veja a reportagem: Nascidos na pandemia: a tensão de quem abriu empresa no meio da crise do coronavírus GRÃO PÃO PADARIA ARTESANAL Rua Linda Ferreira da Rosa 134, Perdizes - São Paulo/SP - CEP: 005010-030 Telefone: (11)3875-2363 WhatsApp (11) 93310-1883 E-mail: contato@graopao.com.br Site: www.graopao.com.br Facebook e Instagram:@graopaopadaria TQ REAL Telefone: (11) 95773-1224 Instagram: @tqreal Veja a reportagem: Sistema alerta empresas e clientes sobre contato com pessoas diagnosticadas com Covid-19 SMART TOUR BRASIL Rua Capitão Romualdo de Barros, 694 – Carvoeira - Florianópolis/SC Email: contato@smarttourbrasil.com.br Telefone: (48) 99642-7673 WhatsApp: (48) 99804-0253 Site: https://smarttourbrasil.com.br/smart-tracking Facebook: https://www.facebook.com/Smart-Tracking-113909307017185/ Veja a reportagem: Empresa de serenatas dá a volta por cima com apresentações online TROVADORES URBANOS Rua Aimberê, 651 - Perdizes– SP - CEP: 05018010 Telefone: (11) 96177-6802 E-mail: contato@trovadores.com.br Site: www.trovadoresurbanos.com.br Facebook: trovadores urbanos Instagram: trovadores urbanos
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12/07 - Empresa de serenatas dá a volta por cima com apresentações online
Fazer serenata do lado de fora da casa, sem contato com o público e de máscara... Essa é uma cena diferente do que o que estavam acostumados os seresteiros de São Paulo. Empresa de serenatas dá a volta por cima com apresentações online Uma empresa de serenatas com 30 anos se preparava para enfrentar um longo e silencioso inverno com a chegada da pandemia. Mas a dona do negócio não se conformou e deu a volta por cima. Fazer serenata do lado de fora da casa, sem contato com o público e de máscara... Essa é uma cena diferente do que o que estavam acostumados os seresteiros de São Paulo. Foi uma grande transformação, conta a empresária Maída Novaes, fundadora do grupo. “Música é um lugar de encontro. Uma serenata é transformadora, então o propósito é esse. A gente já se acostumou a colocar a máscara, a cantar na janela, a fazer online”. O ano de 2020 seria de festa. A celebração dos 30 anos da empresa, com muitos convidados, disco novo e documentário especial. Mas de repente os planos mudaram. “Quando aconteceu a crise, primeiro eu fiquei um dia de cama e no outro dia eu falei: levante-se! Então eu me atirei e consegui um novo caminho”, fala a empresária. Como ficar parada não era uma opção, a estratégia da empresa foi a transformação digital. Com R$ 5 mil eles equiparam um mini estúdio e passaram a oferecer serenatas online. “Melhorei a internet, comprei equipamentos, entendi que tinha que virar digital”. Maída percebeu que nadava na direção certa no Dia das Mães. Vendeu 100 serenatas online, até para fora do país. “Fiquei impactada. Daí entendi o que estava acontecendo na vida da minha empresa. Entendi que eu abri uma janela com milhões de possibilidades. O que eu vendia era para um público bem menor. Hoje não, meu produto é o mesmo para quem mora no Canadá, Maranhão ou em São Paulo”. As serenatas agora custam a partir de R$ 150. São várias opções e formatos que o cliente escolhe na loja virtual, criada também durante a pandemia. “Meus preços caíram pela metade, mas eu vi uma oportunidade de aumentar muito. Outra coisa, eu vendo um produto que é o afeto para o mundo inteiro”. A transformação digital fez a empresa recuperar o faturamento pré-pandemia. E os novos formatos garantem 80% disso. O restante continua sendo presencial, mas com todas as recomendações de segurança. “O verbo para essa pandemia é aprender – aprender, escutar as pessoas. Eu descobri uma nova empresa no meio da pandemia. Estou dentro do meu propósito, gosto do que eu faço, sou feliz. São 30 anos. Tem muito amor e afeto envolvido”. TROVADORES URBANOS Rua Aimberê, 651 - Perdizes– SP Telefone: (11) 96177-6802 E-mail: contato@trovadores.com.br Site: www.trovadoresurbanos.com.br Facebook: trovadores urbanos Instagram: @trovadoresurbanos
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12/07 - Banco de horas não pode ser usado em caso de redução de jornada ou suspensão de contrato de trabalho; entenda
Veja como fica o banco de horas em meio às diversas medidas que alteraram regras trabalhistas durante a pandemia. Por causa da pandemia, o governo federal editou a Medida Provisória 927/2020, que autoriza a implantação de um regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas. De acordo com o advogado trabalhista Fabricio Posocco, há empresas que interromperam suas atividades, mas mantiveram o vínculo de emprego e o salário de seus funcionários. Portanto, o trabalhador ficou devendo horas. Para suprir esse tempo parado, o empregado pode ter o seu turno habitual prorrogado em até duas horas quando voltar à atividade, desde que não exceda 10 horas diárias de trabalho. A compensação desse banco de horas em decorrência da interrupção das atividades deverá ser feita em até um ano e meio, contada da data de encerramento do estado de calamidade pública. No entanto, o trabalhador que tinha horas extras com o prazo expirado antes do dia 22 de março (data em que passou a vigorar a MP 927/2020) tem direito a recebê-las de forma remunerada. O advogado lembra que o banco de horas não pode ser usado em caso de redução de jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho, instituídos pela MP 936/2020. O advogado trabalhista Otavio Romano de Oliveira ressalta ainda que o banco de horas não pode ser descontado em caso de demissão. Ele esclarece que a MP 927 trouxe a possibilidade para as empresas instituírem o banco de horas negativo, já que o empregado deixa de trabalhar mesmo recebendo o salário normalmente e, posteriormente, compensa o saldo devedor de horas trabalhando além da jornada normal. “Porém, o empregador deve pensar bem quanto à introdução do banco de horas negativo, já que não há a possibilidade nenhuma de descontar o saldo de horas em caso de rescisão do contrato”, ressalta. Entenda as MPs que alteram regras trabalhistas Câmara aprova MP que flexibiliza regras trabalhistas A MP 927/2020 alterou regras trabalhistas durante a pandemia. Entre as medidas estão a previsão de adoção do banco de horas em caso de interrupção das atividades, implantação do teletrabalho, antecipação de férias e de feriados e concessão de férias coletivas. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 17 de junho e aguarda votação do Senado para ser transformado em lei. Veja o que muda na vida do empregado com a MP que altera regras trabalhistas O texto prevê ainda que acordo individual entre empregado e empregador deve se sobrepor a leis e acordos coletivos, respeitados os limites estabelecidos na Constituição. As regras são válidas durante o estado de calamidade pública em razão da Covid-19, que vai até dezembro. O empregador também poderá optar por celebrar acordo coletivo ou convenção coletiva com o sindicato da categoria. Já a MP 936 autoriza a redução de jornada e salário de 25%, 50% ou de 70% por um prazo máximo de 90 dias. A medida também permite a suspensão total do contrato de trabalho por até dois meses. Os trabalhadores que tiverem corte na jornada e no salário recebem do governo uma complementação financeira equivalente a uma parte do seguro-desemprego a que teriam direito se fossem demitidos. Já os com contrato suspenso recebem o valor mensal do seguro-desemprego. O empregado que participar desse programa terá seu contrato de trabalho preservado pelo mesmo período com a redução de salário ou a suspensão, sob pena de ser indenizado. Bolsonaro sanciona lei que permite a redução da jornada de trabalho e de salários Quase 12 milhões de brasileiros já tiveram redução de jornada e salário ou suspensão do contrato de trabalho em meio à pandemia de coronavírus. MP autoriza redução de jornada e salário por até 3 meses; veja perguntas e respostas Medidas do governo durante a pandemia mudam a vida do trabalhador; veja lista Nem sempre hora extra é paga Posocco salienta que o artigo 59 da CLT garante que a duração diária da jornada pode ser acrescida de horas extras. “O funcionário pode trabalhar até 2 horas a mais por dia. Essas horas devem ser remuneradas com acréscimo de, pelo menos, 50% do que ele ganharia pela hora normal”, diz. No entanto, nem sempre a hora extra é paga. “Quando há acordo individual ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas feitas em um dia pode ser compensado pela correspondente diminuição em uma outra data. Esse banco de horas deve ser liquidado em 6 meses”, informa o advogado. Caso essa compensação das horas não ocorra em até seis meses, deverá ser paga como hora extra, com o acréscimo de 50%. Além disso, a compensação das horas extras via acordo individual pode se dar pela redução de jornada e concessão de folgas. Quando isso ocorrer, o trabalhador não terá direito a receber o adicional de 50% de hora extra, ressaltam os advogados. 'Demissão do empregador' Posocco lembra que a falta de pagamento de hora extra representa descumprimento de obrigação contratual e conduta grave do empregador. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) entende que, quando essa infração é cometida, o trabalhador pode rescindir o contrato e pleitear a devida indenização. É a chamada rescisão indireta. Para o advogado, essa é uma decisão assertiva, prevista no artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Infelizmente, muitas vezes, o empregado não aguenta ver o seu direito ser desrespeitado e pede demissão. Mas, quando isso acontece, ele abre mão de outros direitos.” O especialista explica que, quando o funcionário pede desligamento da empresa, ele recebe o saldo de salário, 13º salário proporcional e férias proporcionais mais um terço do valor do salário normal. Já as verbas rescisórias do trabalhador que pede a rescisão indireta são: saldo de salário, aviso prévio proporcional, 13º salário proporcional, férias mais um terço do valor do salário proporcional e multa de 40% do FGTS. O trabalhador tem direito também ao saque dos valores depositados no FGTS, seguro-desemprego e indenização por danos morais. Veja outros motivos que geram rescisão indireta: falta do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); exigência de atividades que contrariem a lei, os bons costumes ou que não estejam previstas em contrato; abuso de poder; exposição ao perigo; agressão física; assédio moral por parte do empregador; atraso frequente do pagamento. “O profissional que deseja encerrar o contrato com rescisão indireta deve fazê-lo por escrito, explicando a causa. Assim, o empregador ficará ciente sobre o término do vínculo empregatício e não interpretará a atitude como abandono do serviço”, ensina o advogado.
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12/07 - Sistema alerta empresas e clientes sobre contato com pessoas diagnosticadas com Covid-19
Startup de Florianópolis criou um sistema de rastreamento inteligente para alertar empresas e clientes sobre o contato com pessoas diagnosticadas com Covid-19. Sistema alerta empresas e clientes sobre contato com pessoas diagnosticadas com Covid-19 Uma startup catarinense criou um sistema de rastreamento inteligente para alertar empresas e clientes sobre o contato com pessoas diagnosticadas com a Covid-19. A ferramenta foi considerada uma das dez soluções mais inovadoras em um concurso realizado pela Organização Mundial do Turismo da ONU. Uma preocupação quando a economia reabre e as pessoas voltam a circular e a trabalhar presencialmente, é saber se elas estão em contato com o coronavírus e se deveriam fazer um teste. Imagina então receber uma mensagem alertando que você esteve próximo de alguém diagnosticado com a doença e que deveria realizar o exame? A startup de Florianópolis, que tinha o foco voltado para o turismo, criou um sistema que avisa pessoas e estabelecimentos sobre o contato com um paciente contaminado pelo Covid-19. "Os usuários, com a câmera do celular só fazem a leitura, respondem um pré-cadastro, que é um questionário de saúde atual, que a gente utiliza pra banco de dados e cruzamento de dados depois", conta a fundadora Jucelha Carvalho Essas informações são cruzadas com dados da Secretária de Saúde. “Essa pessoa vai ser orientada a entrar em contato com a Secretaria de Saúde pra que nós possamos fazer o teste, inclusive, porque a probabilidade dela ter pego o vírus nesses estabelecimentos de risco maior é maior", diz Ana Cristina VIdor, gerente de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis. O serviço é gratuito para a população. Quem contrata e paga para a startup são as prefeituras. Doze municípios brasileiros usam a plataforma, entre eles Florianópolis, que começou a reabertura gradual da economia no final de abril. Apesar do sistema ser de rastreamento, isso não quer dizer que as pessoas são seguidas. A startup atua também na cidade de Aveiro, em Portugal, e espera expandir para Espanha, Alemanha, Itália e Noruega em breve. Confira a reportagem no vídeo acima. SMART TOUR BRASIL Rua Capitão Romualdo de Barros, 694 – Carvoeira - Florianópolis/SC Email: contato@smarttourbrasil.com.br Telefone: (48) 99642-7673 WhatsApp: (48) 99804-0253 Site: https://smarttourbrasil.com.br/smart-tracking Facebook: https://www.facebook.com/Smart-Tracking-113909307017185/
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12/07 - Quarentena contra o coronavírus faz aumentar a procura por imóveis maiores
Desejo por varandas, vista desimpedida e espaços dedicados para o home office entraram no radar de quem pretende se mudar. Prédios em São Paulo NurPhoto via AFP/Arquivo A pandemia do novo coronavírus está mudando comportamentos e hábitos. E a forma de morar nos grandes centros é uma das tendências que começa a se redesenhar. Desde o início das quarentenas para combater a disseminação da Covid-19, aumentou a procura por apartamentos maiores, com cômodos mais definidos e espaços para trabalho remoto. E o desejo por casas também subiu. Dados do site QuintoAndar, fornecidos com exclusividade ao G1, mostram que a liquidez de apartamentos do tipo aumentou com a pandemia. Isso significa que um imóvel grande ficou mais fácil de ser alugado na plataforma. Posso ou não deixar de pagar o aluguel? Como renegociar? A empresa detectou que a facilidade de saída para unidades com quatro quartos subiu 67% entre as semanas de 6 de abril e 25 de maio deste ano. Para um quarto, a aceleração foi de 8%. O aumento também foi modesto para dois e três dormitórios, com taxas de 4% e 6%, respectivamente. As casas também caíram no gosto dos clientes da empresa, dentro e fora de condomínios. A aceleração para imóveis com entorno fechado, que aliam o espaço ao ambiente de mais segurança, foi de 76%. Fora, o aumento foi de 42%. Renegociações de contrato de aluguel mantêm imobiliárias funcionando Julia Stabel, de 26 anos, é um exemplo de quem foi vencida pelas limitações de pequenos espaços. A designer procura um apartamento maior depois de dois anos morando com o namorado em um studio de 35 metros quadrados, ao lado da Avenida Paulista. Antes da quarentena, tudo ia bem. Ambos trabalhavam fora e se encontravam à noite. Com o início da pandemia, e deslocados para o home office, tiveram de encaixar duas estações de trabalho no local, diminuindo ainda mais o espaço. "A convivência fica mais difícil porque não temos nem portas para nos separar", diz Julia. Além da falta de momentos para si, as consultas dela com sua psicóloga tornaram-se símbolo da falta de privacidade. Sem a opção de fazer visitas semanais ao consultório, Julia é atendida por videoconferência enquanto o namorado vai ao mercado ou sai para se exercitar. "Como o apartamento é próprio, a ideia é usar o valor do aluguel para abater o que pagaremos em um maior, mesmo que seja um pouco mais caro", diz ela. Em 2017, a Vitacon anunciou o lançamento de unidades de 10 metros quadrados em São Paulo, uma tendência que vinha forte antes da pandemia Divulgação/Vitacon A advogada Amanda Sborgi, de 29 anos, segue um curso parecido. Cansada da falta de espaço e incomodada com a planta do apartamento em Pinheiros, partiu para uma compra junto com o namorado. "O apartamento tinha 64 metros quadrados, mas 20 eram de varanda. Tive que colocar nela uma escrivaninha que comprei para trabalhar", diz Amanda. O novo local, no Jardim América, tem 90 metros quadrados. Uma reforma será feita para deixar devidamente separado, desta vez, o escritório e a churrasqueira. Para dar de entrada no imóvel, o casal juntou as economias depositadas no FGTS. As parcelas do financiamento têm o mesmo valor do que pagavam de aluguel. "Conseguimos negociar um valor 20% menor do que a tabela de mercado", diz a advogada. A procura por mais paredes se confirma na pesquisa "A influência do coronavírus no mercado imobiliário brasileiro", do Grupo Zap. O levantamento mostra que 67% dos que estão atrás de um novo imóvel acham importante ou muito importante que os cômodos sejam bem definidos. Bons serviços por perto são importantes para 65% dos entrevistados. Uma vista desimpedida, para 60%. É o mesmo percentual dos que gostariam de ter uma varanda. "É uma tendência, sim, e corretoras dão indicativos que vão pisar no freio nos lançamentos de apartamentos muito pequenos", diz Laudimiro Cavalcanti, diretor executivo do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio de Janeiro. "Mas o que se tornou central é que se tenha um lugar destinado para o trabalho remoto." Diálogo entre inquilinos e proprietários ajuda a renegociar aluguel em meio à pandemia Tendência ou impulso? Como mostrou o G1 em junho, as empresas se adaptaram bem ao home office durante a pandemia e passaram a reavaliar o tamanho de seus escritórios. A projeção, inclusive, é de que a devolução de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo cause uma vacância de 23% no fim de 2020. O Rio de Janeiro deve seguir o mesmo curso, o que significa mais dias em casa nas grandes cidades. Número de paulistanos que não conseguem pagar aluguel cresceu 50% durante pandemia Nesse contexto, um levantamento da startup Loft – que compra e reforma imóveis para revenda – dá conta de que 45% dos clientes passaram a cogitar apartamentos maiores depois da quarentena. E, na hipótese de um aumento de espaço, 70% demonstraram desejo por uma área reservada para o trabalho remoto. Mesmo reunidas as primeiras evidências, Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), diz que é cedo para falar em tendências definitivas. "Um dos motivos que impulsionou a oferta de imóveis menores foi a renda, então essa movimentação é um fenômeno de nicho", diz a economista. "Se o home office realmente ganhar espaço, essa classe média e alta volta a pensar em apartamentos maiores. Mas é uma participação relativa no todo do mercado." Mais do que o interesse demonstrado pelos clientes das plataformas, Ana Maria afirma que é importante observar também o comportamento de investidores, que têm patrimônios aplicados em outros ativos. Com a taxa Selic em mínimas históricas, hoje em 2,25% ao ano, os imóveis voltam a ser investimentos atrativos. Se nos próximos meses houver rejeição maior ao mercado de studios e micro apartamentos, a curva de lançamentos pode realmente se alterar.
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12/07 - Nascidos na pandemia: a tensão de quem abriu empresa no meio da crise do coronavírus
O brasileiro Ricardo investiu nos pães. Já o venezuelano Jorge apostou numa iguaria do país natal. Nascidos na pandemia: a tensão de quem abriu empresa no meio da crise do coronavírus Em São Paulo, o ritmo de abertura de empresas caiu 72% do início de abril a maio deste ano, em relação ao mesmo período de 2019. Mas teve empreendedor que enfrentou a crise e começou a trabalhar mesmo com a chegada do novo coronavírus. Em pleno isolamento social, Ricardo Tahan abriu uma fábrica de pães artesanais em casa. “O planejamento já estava todo feito, não teve como correr para trás”. Esta não era a proposta inicial do advogado que virou pequeno empresário. Nos últimos meses, ele investiu R$ 70 mil em cursos e equipamentos para abrir a loja. “Eu estava pensando em focar para restaurantes, hotéis, bares. Daí eu falei: vou ter que trabalhar com delivery agora”. Ricardo passou a fazer divulgação e venda de pães nas redes sociais e no WhatsApp e caiu no gosto dos clientes. “Acho que as pessoas valorizam esse tipo de trabalho artesanal”. Mesmo em casa, Ricardo não deixa de ser profissional. Toda semana, prevê a demanda com base nas encomendas anteriores. Enquanto prepara um lote de massa, outro está fermentando, num processo natural que demora 24 horas. Ele também inventou um carrinho para levar os pães até a cozinha. Com esse jeito caseiro, ganhou eficiência e está produzindo 120 pães por dia. Os preços vão de R$ 9 a R$ 23 cada. A produção segue as regras de higiene, uso de máscaras. A entrega é por motoboy contratado. “Tem brioche de goiabada com chocolate branco e lascas de amêndoas que é um sucesso de vendas também”. Ricardo está lançando também um plano de assinatura. Em junho, o empresário faturou R$ 18 mil. “Agora vou fazer uma promoção com fondue de queijo para o inverno. Estou trazendo o pessoal que vende vinho para parceria. E assim vai”. Já o venezuelano Jorge Reyes começou o negócio sem um tostão no bolso. Dois anos depois de chegar ao Brasil, ele perdeu o emprego como supervisor de operações em plena pandemia. Pai de três filhos, virou empreendedor. “Minha esposa e eu tínhamos a responsabilidade de continuar avançando, continuar cumprindo com nossas obrigações familiares, financeiras e tivemos que tomar a decisão de ir em frente”, conta Jorge. A salvação veio do país natal. Um prato típico amado pela família chamado tequeño – um pastelzinho de 35 gramas e 8 centímetros de comprimento. Na Venezuela, o recheio é de queijo. No Brasil, ele criou os sabores de calabresa, bacon e goiabada. “Tínhamos que fazer algo para vender, mas não podíamos fazer algo do qual não tivéssemos conhecimento. Então o tequeño, nós sabíamos que era gostoso, delicioso, mas o brasileiro não conhecia”. Jorge investiu R$ 4 mil no cartão de crédito, em 12 prestações. Comprou cilindro para abrir massa, congelador, matéria-prima e uma bicicleta para entregar. E como vender sem dinheiro para divulgar o produto? Jorge fez duas coisas: primeiro, criou um concurso ‘dê um tequeño’ para quem comentasse mais nas redes sociais. Com isso, conseguiu um exército de divulgadores. Segundo, fez uma promoção agressiva – durante dez dias, vendeu o tequeño a um real cada (preço de custo). Ele atraiu um monte de gente e foi pro passo seguinte: a fidelização. Estava tudo indo bem. O empresário faturou mais do que a dívida no primeiro mês. Até que sua bicicleta foi roubada. “Postamos nas redes sociais para tentar achar. O que achamos foi muita solidariedade, muito amor por parte dos brasileiros, porque conseguimos uma bicicleta doada, que está nos ajudando a manter as vendas nesse momento”, fala o venezuelano. Jorge agora está atrás de um empréstimo para comprar maquinário maior e turbinar a produção. Para ele, abrir uma empresa em maio a uma das maiores crises virou história e um bom negócio. “Eu gosto do medo, porque o medo te ajuda a tomar a previsões necessárias para tomar melhores decisões. O que você tem que fazer é usar esse medo para se planejar, para tomar decisões em função dos melhores caminhos”, finaliza. Grão Pão Padaria Artesanal Rua Linda Ferreira da Rosa 134, Perdizes São Paulo/SP Telefone: (11)3875-2363 WhatsAapp (11) 93310-1883 Email: contato@graopao.com.br Site: www.graopao.com.br Facebook e Instagram:@graopaopadaria TQ REAL Telefone: (11) 95773-1224 Instagram: @tqreal
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12/07 - Empresária brasileira conta como foi a reabertura dos restaurantes na Alemanha
Mariana mora em Berlim e tem um restaurante especializado em tapioca. Veja o vídeo. Empresária brasileira conta como foi a reabertura dos restaurantes na Alemanha Na Alemanha, os restaurantes reabriram em meados de maio. Uma empresária brasileira, que mora em Berlim, mostrou as adaptações que ela e o marido fizeram no negócio. Eles são especializados em tapioca, um produto típico do Brasil. Veja o relato no VC no PEGN desta semana: “Eu sou a Mariana Pitanga, sou chefe e sócia proprietária da Tapiocaria Street Food aqui em Berlim. A tapiocaria começou em 2014, num estande. Em 2015, nós adquirimos e reformamos nosso food truck. Em 2019, encontramos o espaço e no dia três de agosto do ano passado finalmente abrimos nosso restaurante e café”. A empresa se preparava para temporada lucrativa do verão quando veio a pandemia. “A temporada do truck, dos eventos, das viagens, começava exatamente em março. Já tinha toda uma agenda fechada até junho, julho e foi caindo evento atrás de evento”, conta. Na sequência, foi a vez do restaurante fechar as portas. Mariana e o marido adaptaram o cardápio para entregas. “A própria goma, a massa da tapioca que a gente faz, a nossa do restaurante, a gente começou a embalar para vender. O molho de pimenta que servia no restaurante também, feijoada fria para que as pessoas pudessem congelar para ter sempre em casa, não ser só aquela comida pro dia”. A empresa recebeu dois tipos de ajuda do poder público: 14 mil euros (cerca de R$ 85 mil) que não precisam ser devolvidos, e o governo começou a pagar 60% dos salários dos funcionários. Tudo bem diferente do Brasil. “Sem essa ajuda, a probabilidade da gente ter fechado o restaurante, depois de seis meses de aberto era muito, muito grande”, relata a empresária. Até que veio a reabertura, no meio de maio. Todo dono de restaurante tinha regras para seguir. “Restaurantes que estão abertos para pessoa sentar e comer não tem que entrar de máscara, porque a pessoa vai se sentar, não tem como. O que a gente pede para os clientes é que, se for entrar apenas para fazer um pagamento, um pedido, que fique de máscara, até para própria proteção, até porque os outros clientes estão sem”. No vídeo, Mariana mostra como ficou o espaçamento entre as mesas. Dentro do restaurante, os janelões ficam quase sempre abertos. As mesas podem ter, no máximo, oito pessoas, desde que sejam de até duas famílias. Os bancos do balcão foram retirados. A capacidade passou de 45 para 20 lugares sentados. “Nós perdemos pouco mais de 50% da quantidade de cadeiras, mas ainda assim pelo menos podemos abrir”. O objetivo é claro: evitar o fechamento dos negócios de novo. “Está tudo sendo feito realmente com muito cuidado. Essa é a sensação que a gente tem tanto da parte do governo quanto dos restaurantes. As pessoas estão realmente levando essas regras a sério”, diz. O faturamento está em 50% de antes da crise. A esperança agora é que o verão traga mais clientes. “Está tendo dias mais quentes, mais bonitos. Agora que está esquentando as pessoas também vão se voltar a sair de casa e sentar no restaurante”, finaliza Mariana. TAPIOCARIA BERLIN Site: https://www.tapiocaria.de/ Facebook: Tapiocariaberlin Instagram: @tapiocariaberlin
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12/07 - Empresária se reinventa para manter loja de roupas em SP
Ela montou um site e tentou vender virtualmente, mas o retorno foi baixo. Então, partiu para o plano B: o contato com as clientes via WhatsApp. Empresária se reinventa para manter loja de roupas em SP O setor de moda e acessórios foi um dos mais impactados pela crise do coronavírus. Apenas 37% dos consumidores compraram alguma peça no período da quarentena. Os itens mais vendidos foram: blusas, camisetas, calças, roupa íntima e meias. E, a partir de agora, para manter as portas abertas é preciso trabalho e criatividade. A empresária Renata Mendonça tem cinco lojas de roupas femininas em São Paulo. As peças têm preço único: R$ 49,90 cada. Ela vendia, em média, 18 mil unidades por mês. Para enfrentar a crise, Renata fez promoção uma semana antes do fechamento do comércio. O que era acessível ficou mais barato ainda. A mega promoção com qualquer peça a R$ 35 garantiu 75 dias de caixa e deu tempo para a empresa planejar os próximos passos com tranquilidade. “Isso foi excepcional porque tinha tranquilidade para parar e organizar a vida em todos os sentidos”, conta a empresária. Depois da promoção e com caixa, Renata, que nunca trabalhou com venda virtual, montou um site. Mas o resultado não agradou. As vendas renderam 3% do faturamento. “Imagine eu, com site novo, dez dias no ar, concorrendo com investimento de empresas de Market place. De grandes marcas. Então o conteúdo que a gente gerava não atingia a nossa clientela. Tivemos que pensar num plano B”. O plano B foi trazer toda a equipe de vendas para junto do negócio e fazer atendimento personalizado. “Eu tinha carteira de 14 mil clientes em linhas de transmissão de WhatsApp. A gente começou a chamar e convidar uma a uma para fazer compra com super link pelo WhatsApp. Cheguei a contratar blogueiras para tirar fotos para mandar para as clientes. O trabalho foi árduo porque é uma venda mais lenta do que a gente está acostumada no dia a dia”, explica Renata. A estratégia deu certo. Com as lojas fechadas, as vendas pelo WhatsApp chegaram a 20% do faturamento. “É um conforto para elas e eu penso até daqui para frente ter uma equipe contratada só para fazer esse atendimento”. Com a reabertura das lojas, as vendas já cobrem 60% do faturamento. A cliente pode continuar pedindo por celular e pegar as roupas na entrada da loja. “Muita gente vai quebrar ou quebrou nessa crise. Mas não é nosso caso. A gente vai vencer e sair melhor do que entrou nessa”, finaliza a empresária. STUDIO POP Site: www.studiopop.com.br Telefone: (11) 93092-6886 Instagram: @studiopopstore Moema: Alameda dos Maracatins, 365 Vila Leopoldina: Rua Schilling, 444/ Rua Schilling, 413 Lapa: Rua Roma, 601 Paraíso: Desembargador Eliseu Guilherme,101 Loja C
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12/07 - Produtores paulistas colhem safrinha da uva
Colheita em Porto Feliz (SP) deve ser menor este ano. Produtores paulistas colhem safrinha da uva Reprodução/TV TEM A safrinha da uva em Porto Feliz, região de Sorocaba (SP), é possível graças a uma poda diferenciada. Ela garante uma renda importante nas pequenas propriedades no meio do ano. Desta vez, os agricultores estão tendo que colher adotando as medidas de segurança por causa da pandemia. O álcool está disponível no trator. Uma solução com cloro é usada para desinfetar o local onde serão colocadas as uvas e até a tesoura é limpa com cuidado. Máscara também não pode faltar. A família de Antônio Melaré está colhendo a uva Niágara de cinco mil pés. A produção deve ser 40% menor que no ano passado. Com as incertezas geradas pela pandemia, os produtores optaram por investir menos na safrinha deste ano. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2020) Produtores paulistas colhem safrinha da uva Se por um lado a produção reduziu, o lucro deve subir. É que o preço do quilo da fruta aumentou bem. Marcelo Melaré diz que, ano passado, o preço ficou entre R$ 3,50 e R$ 4 e que agora vem alcançando até R$ 6,50. As uvas vão para Belo Horizonte (MG), Rio de janeiro, São Paulo e Sorocaba. As plantas ficam cobertas por uma tela branca para proteger a fruta de pássaros e morcegos. Na plantação de Jeferson Castilho, a safra também será menor que no ano passado, resultado do impacto da pandemia e do clima. Ele conta que faltou água e que o calor em excesso atrapalhou o desenvolvimento da uva. Cerca de 100 produtores se dedicam ao plantio de uva em Porto Feliz. A metade deve colher em julho. A produção total prevista da safrinha é de cerca de 800 toneladas. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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12/07 - Delivery tem sido a salvação de muitos produtores
Venda direta ao consumidor virou a principal fonte de renda em muitos sítios. Delivery tem sido a salvação de muitos produtores Reprodução/TV TEM Aline e Wellington Pierini trabalham há mais de 10 anos com produção de alimentos orgânicos e nunca viram uma fase de demanda tão aquecida. O casal tem um sítio no município de Urupês (SP). São 16 hectares de área plantada. A maior parte é destinada à horticultura. Os agricultores dizem que a procura por orgânicos aumentou bastante desde o início da pandemia. Cerca de 60% da produção vai para a capital paulista. Uma parte do que ficava na região era destinada a contratos de merenda escolar e a outra para a loja de orgânicos da família. Como as escolas estão fechadas e o fornecimento foi interrompido, tudo está sendo vendido diretamente para o cliente que passou a gastar sem sair de casa. Nos últimos meses, 90% das compras têm sido por telefone, dentro do conhecido delivery. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2020) Delivery tem sido a salvação de muitos produtores Wellington diz que aumentou a procura de tudo, incluindo folhas, raízes e legumes. As encomendas são separadas e os kits montados do jeito que o cliente pede. O telefone toca o dia todo. Alguns consumidores ainda vão até a loja para buscar as sacolas, mas a maior demanda tem sido pelo delivery: uma média de 50 entregas por dia. Os clientes costumam ser fiéis e fazem compras toda semana. Thiago Nasser tem uma plantação de orgânicos no município de Neves Paulista (SP). Ele também precisou se adequar para atender à demanda. O perfil das vendas mudou bastante nos últimos meses. Ele conta que as entregas para restaurantes pararam e que hoje o delivery é a principal fonte de renda da família, o equivalente a 90%. Na roça, os canteiros têm recebido sementes de acordo com a preferência dos novos fregueses. Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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11/07 - Com delivery, pequenos agricultores orgânicos driblam crise e veem até aumento de vendas na pandemia
Contrariando a crise econômica, e diferentemente de produtores orgânicos de maior porte, alguns agricultores mudaram sua rotina e viram sua demanda crescer. Na contramão da crise, agricultor disse ter visto vendas aumentarem na pandemia DIVULGAÇÃO/AGROFLORESER via BBC Toda quarta, o dia de trabalho do agricultor Hélio Tavares começa mais cedo do que habitual na roça, onde mora e trabalha, em Paty dos Alferes, região serrana do Estado do Rio de Janeiro. Às 3h, Hélio já está na estrada com seu Fiorino carregado com cerca de 20 cestas de produtos orgânicos para entregar na capital — onde chega às 6h e trabalha até às 15h. As cestas, na verdade, são bolsas retornáveis de nylon que reúnem de 3kg a 5kg de diferentes alimentos plantados no sítio do Hélio e de outros agricultores da região. Contrariando a crise econômica que abala o mundo em pandemia, Hélio viu suas vendas aumentarem nos primeiros meses de quarentena. "A maior parte dos alimentos que distribuo é daqui de casa. O que eu não tenho, levo dos amigos e viabilizo também para os que não têm condição de transporte. A gente se organizou nesse sentido", relata o agricultor de 36 anos. Hélio viu no delivery a alternativa para escoar a sua produção, ajudar outros agricultores locais e suprir uma carência em outra cidade, devido ao fechamento de circuitos de feiras de orgânicos. Lucas Moya, membro de um grupo de distribuidores de produtos orgânicos em Brasília, viu a venda de seus produtos diminuir na feira e aumentar com o delivery. "Nossas vendas cresceram bastante. A pandemia nos fez ampliar nossa área de entrega e, consequentemente, aumentar os dias de entrega. No início foi uma loucura, mas estamos dando conta. Estamos mais organizados e conseguindo atender a demanda que continua alta. A pandemia afetou positivamente o nosso negócio", afirma Lucas. Essa organização dos agricultores familiares que já trabalhavam com feiras é fundamental para se adaptar a essa nova logística do setor durante a pandemia do novo coronavírus, garante Rogério Dias, presidente do Instituto Brasil Orgânico. Segundo Rogério, as entregas em domicílio são uma solução melhor para aqueles produtores que já tinham um processo organizativo, como os que trabalhavam em feiras, e para quem oferecia diferentes produtos de pronta entrega. Em diversas centros urbanos do país, as feiras livres tiveram regras de funcionamento mais restritas ou foram canceladas DIVULGAÇÃO/AGROFLORESER via BBC O fim das feiras A princípio, o grande problema para os agricultores rurais foi o fechamento das suas principais vitrines, as feiras livres, por conta das medidas para conter a transmissão do vírus. Para muitos, essa era a principal forma de relacionamento com o público. Outro complicador foi a suspensão das atividades escolares. Muitos produtores que abasteciam a alimentação da merenda foram prejudicados. A saída, para quem pôde, foi oferecer a entrega a domicílio. A produtora Inês Scarpa Carneiro, 69 anos, de Cosmópolis, em São Paulo, viu suas vendas caírem em 80%. A principal forma de escoar sua pequena produção sempre foi através de feiras, que, de um dia para o outro, foram fechadas. A forma que encontrou para superar, foi passar para o filho a responsabilidade de implementar uma nova forma de vendas, por entregas. "Quem assumiu (as vendas) foi meu filho e ele está fazendo entregas de cestas. Está nos ajudando muito. Meus amigos que são grandes produtores foram muito prejudicados, com muitas sobras, e estão doando - o que não é nosso caso", explica Inês. Esse cenário de dificuldades na produção pela diminuição da demanda fez com que a agricultora Sabrina Magaly Navas, de Brasília, interrompesse totalmente a produção de sua pequena empresa no meio da pandemia. "De maneira geral, o movimento diminuiu. A perda de espaços de comercialização como lojas, feiras e também a diminuição de acesso a supermercados afetou a venda de produtos orgânicos e/ou agroecológicos. Algo que ocorre também com restaurantes e bares, que as vezes compram insumos de agricultores e cooperativas", conta Sabrina, que aguarda o setor melhorar para voltar a produzir. Em diversas centros urbanos do país, as feiras livres tiveram regras de funcionamento mais restritas ou foram canceladas. Em relatório da Mintel, agência internacional que fornece pesquisas e análises de mercado, dados do último abril mostram que 79% da população brasileira reduziu as idas aos supermercados. Junto a isso, parte da população teve queda do poder aquisitivo com o impacto econômico da pandemia. Dados da pesquisa do Organis do ano passado mostram que o preço considerado elevado é o principal motivo pelos quais as pessoas não consomem produtos orgânicos (43%). As adaptações nas feiras se tornaram uma realidade em diversos municípios pelo Brasil. A livre circulação, com clientes colocando a mão nos produtos, não poderia acontecer neste momento. Em cidades com São Paulo e Rio de Janeiro, algumas feiras se tornaram algo similar a um drive-thru, em que as pessoas realizavam com antecedência a encomenda, os produtores deixavam separado e as pessoas passavam para buscar. Essa foi uma alternativa para quem não quis receber os produtos em casa. O aumento da demanda No município de Miguel Pereira, vizinho a Paty dos Alferes na serra do RJ, a pandemia do covid-19 pouco impactou nos negócios agrícolas da região. Inalva Mendes Brito, professora aposentada, de 74 anos, não cultiva com as próprias mãos, mas é uma incentivadora da produção orgânica. Promoveu a divisão de sua terra para a formação de uma agricultura familiar formada por quatro pessoas. Há uma rotatividade constante, sempre renovando esse ciclo. Mas, todos os dias há alguém produzindo. "Quanto à pandemia, parece que não chegou aqui no campo. Pelo menos, aqui na área que nós habitamos que é na montanha, e não é uma área muito isolada, é uma área até meio cidade, meio rural. A gente escuta sobre os impactos da pandemia, mas por aqui a produção só aumentou", diz dona Inalva, que também fornece produtos orgânicos para as cestas que o Hélio entrega no Rio de Janeiro. Apesar da pandemia, a agricultora Ana Rita, de São Sebastião da Bela Vista, Minas Gerais, também continua em atividade. Ela realiza duas feiras por semana, às quartas e sábados, seguindo as recomendações sanitárias. E faz entregas à domicílio em Varginha, às quintas-feiras. "As vendas não diminuíram. Na verdade, houve aumento na procura por nossos produtos. Estamos produzindo mais. Na feira todos tomam muito cuidado. Distanciamento, máscaras. Preferimos pagamento por cartão, para evitar dinheiro vivo, e muito álcool 70% à disposição de todos", conta Ana. O também mineiro José Antonio de Souza, mais conhecido como Neguinho, da cidade de São Sebastião da Bela Vista, reforça a ideia. A produção de Neguinho segue normal, e, pelo que ouviu de colegas agricultores, a procura aumentou entre eles também. Para ele, a pandemia de nada atrapalhou, muito pelo contrário. "As pessoas estarem em casa foi uma condição para que buscassem produtos mais saudáveis", confirma Neguinho. Consumidor consciente: a engrenagem Um dos clientes cariocas de Hélio, o consultor de gestão empresarial Humberto Renato Silva Brantes, morador da Freguesia, começou a consumir regularmente orgânicos a partir de setembro de 2019. Ele encara como uma oportunidade de ter uma alimentação mais fresca e saudável. "Durante a pandemia continuamos consumindo. Inclusive aumentamos o consumo. Passamos a dar preferência aos produtos orgânicos por ter mais tempo para cuidar da alimentação diária em casa", conta Humberto. A professora de ioga Cristina de Mello Souza, moradora de Copacabana, também é cliente do Hélio. Ela passou a consumir e comprar produtos orgânicos há mais de seis anos. "Antes da pandemia, eu ia a algumas feiras no meu bairro, mas depois migrei para as entregas do Hélio. Acho que quando compro de pequenos produtores, estou ajudando a transformar a realidade desses profissionais que lutam para manter seus produtos no mercado e com a concorrência de grandes produtores", explica Cristina. Quando terminar a pandemia, ela pretende continuar adepta do sistema de entregas em domicílio. Ascensão Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), realizado antes da pandemia e publicado em fevereiro deste ano, confirma que o setor de orgânicos no país está em uma crescente. De 2010 a 2018, o setor evoluiu aproximadamente 17% quanto ao número de produtores especializados no alimento orgânico. Segundo dados da Organis (associação sem fins lucrativos baseada em Curitiba, que trabalha para divulgar os conceitos e as práticas orgânicas), o setor de produtos orgânicos faturou R$ 4,6 bilhões no Brasil em 2019, ou 15% acima do ano anterior. O pesquisador Lucio Lambert, mestre em Agricultura Orgânica pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), entende que é difícil traçar um panorama no Brasil, porque existem diversos fatores e características que podem alterar as realidades regionais quanto aos orgânicos. Mas, de modo geral, ele analisa que a demanda dos orgânicos vem crescendo nos últimos anos e, com a pandemia, cresceu ainda mais. Segundo Lambert, isso ocorre por que as pessoas passaram a dar mais valor à saúde e estão mais tempo em casa, se arriscando na cozinha. Sara Fazito conecta pequenos agricultores do Sul do país com consumidores do Rio de Janeiro, onde mora. Ela também faz parte de um coletivo ligado às questões alimentícias, a Junta Local. Sara trabalha com os processados (arroz, feijão, farinhas, sementes, grãos, sucos) e viu seu negócio crescer antes de o vírus chegar. E, apesar das mudanças impostas pela pandemia, ela continua otimista com o setor. "Entre as principais mudanças, depois do início da quarentena, observo que a minha demanda basicamente triplicou, mesmo sem as feiras — que eram meu melhor canal de venda. Percebo que este movimento decorre de alguns fatores: com a pandemia as pessoas passaram a dar mais importância para a saúde, optando por alimentos limpos, livres de agrotóxicos e pesticidas (...). Além disso, com o confinamento, tem-se passado mais tempo fazendo a própria comida, o que leva à procura de ingredientes de maior qualidade e boa procedência", observa Sara. Políticas públicas Quanto às políticas públicas, dona Inalva, produtora de Paty dos Alferes, enxerga que há uma grande ausência delas no Brasil. "Segurança alimentar sequer (existe), nunca se trabalhou nisso nos espaços públicos, por exemplo, na escola", avalia. Bela Gil, chef de cozinha e defensora da alimentação saudável e consciente, acredita que o fator que faz a divergência ser muito grande entre os produtores que aumentaram suas rendas para os que precisaram interromper ou descartar suas produções é a ausencia do Estado. "A gente precisa de políticas públicas para garantir a renda desses agricultores e comida na mesa de quem precisa. Desde 2003, os programas como PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) vem perdendo muito dinheiro e valor. Em um momento como este, durante uma pandemia, a gente vê como faz falta um programa que ajude o agricultor", opina Bela. Para Rogério Dias, do Instituto Brasil Orgânico, aconteceram avanços nas políticas públicas, como quando se estabeleceu 30% da agricultura familiar, preferencialmente orgânica, no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Mas defende mais apoio ao setor, especialmente neste momento em que os agricultores estão sofrendo com os impactos da pandemia e sem poder fornecer a escolas e a parte dos restaurantes. Em Brasília, ainda está em tramitação, quase quatro meses depois da primeira morte por covid-19 no país, um projeto de lei na Câmara dos Deputados que busca criar medidas emergenciais em apoio à agricultura familiar enquanto perdurar a pandemia. Esse pacote de medidas urgentes incluiria, além do fomento às atividades de agricultura familiar, condições especiais na oferta de crédito, a criação do Programa de Aquisição de Alimentos Emergencial (PAA-E) e soluções para o endividamento desses agricultores familiares. ''É muito importante lembrar que 70% ou mais da comida que chega na nossa mesa vem da agricultura familiar. (...) Falta enxergar na agricultura familiar a fonte de produção de alimentos para a população", opina Bela Gil.
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11/07 - Fortuna de Elon Musk supera a de Warren Buffett, diz Bloomberg
Ações da Tesla, empresa liderada pelo empresário, subiram cerca de 500% no último ano. Buffet, por sua vez, doou US$ 2,9 bilhões em ações para a caridade. Elon Musk, fundador da Tesla, é a sétima pessoa mais rica do mundo, segundo a Bloomberg Joe Skipper/Reuters O valor líquido da fortuna de Elon Musk superou a de Warren Buffett na sexta-feira (10), quando o presidente executivo da fabricante de carros elétricos Tesla se tornou a sétima pessoa mais rica do mundo, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. A fortuna de Musk aumentou em US$ 6,070 bilhões, disse a Bloomberg News, depois de um salto de 10,8% das ações da montadora. Bezos bate seu próprio recorde de pessoa mais rica do mundo, com US$ 172 bilhões O patrimônio líquido de Buffett caiu no começo da semana quando ele doou US$ 2,9 bilhões em ações da Berkshire Hathaway para caridade, completou. As ações da Tesla subiram cerca de 500% no último ano, depois que a empresa aumentou as vendas de seu sedã Model 3. Relembre a falha no lançamento da Cybertruck, em 2019: Tesla Cybertruck promete robustez, mas falha em teste ao vivo
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11/07 - Ministro do TCU manda suspender publicidade do governo em sites que divulguem atividade ilegal
Decisão de Vital do Rêgo é motivada por representação do MP que apontou anúncios da reforma da Previdência em sites infantis e de jogo do bicho. Secretaria diz que cumprirá decisão. TCU determina que Governo Federal pare de anunciar em determinados sites O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou nesta sexta-feira (10), como medida cautelar, que o governo pare de anunciar em sites que promovam atividades ilegais ou cujo público-alvo não tenha relação com as campanhas publicitárias oficiais. A medida é motivada por representação do subprocurador do Ministério Público Federal junto ao tribunal, Lucas Furtado. Com base em reportagem publicada em maio pelo jornal "Folha de S.Paulo", ele apontou indícios de irregularidades em anúncios sobre a reforma da Previdência veiculados com recursos públicos. O jornal informou que os anúncios foram divulgados em sites infantis, de jogo do bicho e que veiculam "fake news". A campanha publicitária da reforma da Previdência foi realizada pela Secretaria de Comunicação, à época vinculada à Presidência da República e que agora integra a estrutura do Ministério das Comunicações. Vital do Rêgo deu prazo de 15 dias para que o governo informe os responsáveis pela campanha publicitária e o valor dos gastos. A Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) informou que vai cumprir as orientações e determinações do TCU. Segundo a secretaria, o processo de veiculação da campanha da reforma da Previdência ocorreu de forma transparente, sem privilégios, favorecimentos ou promoção pessoal de qualquer autoridade pública. A Secom informou que vai notificar a agência responsável pela campanha para explicar, de imediato, o processo de comunicação (leia a íntegra de nota da secretaria ao final desta reportagem). De acordo com a decisão de Vital do Rêgo, a publicação nesses sites representa "desperdício de recursos públicos". "É inconcebível que, em um país carente como o Brasil, os escassos recursos públicos, parte dos quais destinados a campanhas informativas do Governo Federal, estejam a irrigar mídias que patrocinam atividades ilegais – ou delas se aproveitam –, como é o caso do site que divulga resultados do chamado 'jogo do bicho'", escreveu o ministro. Nota da secretaria Leia a íntegra de nota divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação do Ministério das Comunicações: NOTA 1. A Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações tomou conhecimento da decisão do Tribunal de Contas da União sobre a campanha digital da Nova Previdência. 2. A Secom cumprirá todas as orientações e determinações emanadas pelo Tribunal, inclusive com as respostas aos questionamentos e dúvidas levantadas pelo eminente ministro da Corte, Vital do Rêgo. 3. A Secom reitera a normalidade, a transparência e a lisura de todo o processo de veiculação da campanha "Nova Previdência" nos meios digitais, de maneira profissional e criteriosa. Não ocorreram privilégios nem favorecimentos e menos ainda promoção pessoal de qualquer autoridade pública. 4. De qualquer modo, a Secom notificará mais uma vez a agência responsável pela campanha, a Artplan, bem como o Google, responsáveis pelo direcionamento dos investimentos, para que expliquem de imediato todo o processo de comunicação digital. A Secom também está revisando os processos de publicidade para torná-los mais eficientes ainda. Secretaria Especial de Comunicação do Ministério das Comunicações
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11/07 - Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (12/07/2020)
Programa mostra o projeto que faz alunos de agronomia aprenderem na prática. E mais notícias do campo. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (12/07/2020) O Globo Rural deste domingo (12) mostra como é a expedição que fazem alunos de agronomia aprenderem na prática. Tem também os cuidados com o coronavírus na colheita de café do Sul de Minas, a preocupação de investidores com a Amazônia e mais notícias do campo. Não perca! A partir das 7h40.
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11/07 - Renata Lo Prete, apresentadora de 'O Assunto', discute a importância dos podcasts em painel na Campus Party
Tema do painel será a importância que podcasts ganharam no último ano e as transformações do jornalismo diante da pandemia de coronavírus. Pandemia fez evento acontecer apenas no formato digital e com abrangência global. A jornalista Renata Lo Prete, apresentadora do podcast O Assunto Fabio Tito/G1 A apresentadora do podcast do G1 "O Assunto", Renata Lo Prete, participa da Campus Party neste sábado (11) para discutir a importância que este formato ganhou no último ano, e também para falar das mudanças no jornalismo diante da pandemia de coronavírus. O painel de discussão é chamado "O mundo mudou, o jornalismo também". Campus Party tem edição global on-line e gratuita Renata também é âncora do Jornal da Globo e do GloboNews Painel. O debate na Campus Party faz parte do palco Arena Podcast, e terá início as 14h, na edição Brasília do evento. Será possível acompanhar pelo site do evento, além de transmissão no YouTube. A apresentadora será acompanhada por Rodrigo Alves, comentarista de esporte da Globo e autor do podcast 'Vida de Jornalista'. Estarão presentes ainda PH Santos, coordenador de podcast do Grupo O Povo de Comunicação, e Luciano Potter, jornalista da Gaúcha ZH e comunicador do grupo RBS. A conversa será mediada por Andreh Jonathas, integrante da Associação Brasileira de Podcasters. Campus Party global e on-line A edição global e on-line da Campus Party conta com mais de 5 mil palestras simultâneas em 31 países. Por causa da pandemia do novo coronavírus, os organizadores do evento decidiram realizar todas as atividades de forma virtual este ano. É possível assistir aos debates em outros países, mas eles serão transmitidos em língua local. Os organizadores esperam cerca de 10 milhões de participantes. Essa escolha permitiu que a edição de 2020 seja toda gratuita. As atividades podem ser acompanhadas pelo YouTube e pelo site do evento. No Brasil, a Campus Party será a partir de três lugares: Brasília, Amazônia e Goiás, com "palcos" temáticos e palestrantes. Durante os três dias de atividades, os campuseiros poderão fazer doações para os Médicos Sem Fronteiras (MSF), parceiros desta edição. O MSF está na linha de frente contra a COVID-19 em quatro estados do Brasil e em mais de 70 países. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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11/07 - Bill Gates: remédio para Covid-19 precisa chegar a quem mais precisa, não a quem pagar mais
Bilionário e filantropo afirmou que, se a única lógica da distribuição de remédios contra Covid-19 for a do mercado, a pandemia vai ser mais longa e mortal. Fundador da Microsoft Bill Gates durante evento de tecnologia em Pequim, na China, em 2018 Thomas Peter/Reuters O bilionário filantropo Bill Gates afirmou que as drogas para combater a Covid-19 e uma eventual vacina devem ser disponibilizadas aos países e povos que mais precisam, e não a quem pagar mais --se a lógica da distribuição desses fármacos for a do mercado, afirmou, a pandemia vai se prolongar. As declarações foram divulgadas neste sábado (11), em uma conferência sobre Covid-19 organizada pela Aids Society. Coronavírus: Como Bill Gates virou alvo de teorias da conspiração sobre a pandemia "Se nós deixarmos as drogas e as vacinas irem para quem pagar mais, e não para as pessoas e locais onde são mais necessários, a pandemia será mais longa, mais injusta e mais mortal", afirmou. "Precisamos que os líderes tomem essas decisões difíceis sobre a distribuição com base em equidade, e não fatores de mercado", disse. Com centenas de projetos de vacina encaminhados --os governos europeus e dos Estados Unidos investiram bilhões de dólares em pesquisas--, há a preocupação que os países ricos iriam levar todas as drogas promissoras contra o coronavírus e deixar os países em desenvolvimento sem nada. A Comissão Europeia e a Organização Mundial da Saúde (OMS) avisaram que pode haver uma competição não saudável na busca por um medicamento. Dentista fala como é ser 1ª brasileira a participar de testes de vacina contra Covid-19 Autoridades do governo dos EUA, no entanto, já afirmaram que vão priorizar residentes do país. Gates disse que os esforços começaram há décadas, para combater a crise de HIV/Aids, quando os países se juntaram para que os remédios que combatem esse vírus e essa doença estivessem disponíveis em todo o mundo. Isso, de acordo com ele, pode servir como modelo para tornar os remédios contra Covid-19 mais acessíveis. Os exemplo são o Fundo Global para Combater a Aids, Tuberculose e Malária, de 2002, e o Plano Emergencial de Alívio para a Aids. "Uma das grandes lições na luta contra o HIV e a Aids é a importância de construir esse sistema global de distribuição para que as drogas cheguem a todos", ele afirmou. Gates é o fundador da Microsoft.
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11/07 - MPT pede paralisação de 11 frigoríficos em 6 estados após casos de Covid entre funcionários
Dados são de até o dia 7 de julho. Ação resultou no fechamento de 5 unidades, 1 foi paralisada por outro órgão, 4 tiveram que aumentar medidas de proteção e 1 pedido foi completamente negado. Empresas afirmam que estão seguindo legislação. 24 de abril – Funcionário de unidade da JBS em Passo Fundo (RS) tem a temperatura medida em meio à pandemia de coronavírus REUTERS/Diego Vara O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou na Justiça para pedir a interdição de 11 frigoríficos em 6 estados por casos de contaminação de Covid-19 entre funcionários. Essas são ações feitas até o dia 7 de julho. Os procuradores ainda avaliam 213 denúncias no país relacionadas ao problema. Dos 11 pedidos de fechamento, 6 ações resultaram em paralisação. Desse total, 5 unidades foram paradas em junho por causa do MPT e já retomaram as atividades. E uma unidade teve a interdição pedida, mas foi fechada a mando de outro órgão e também já retornou. Outras 4 unidades não chegaram a parar, mas, por causa da ação dos procuradores, tiveram que aumentar as medidas de proteção dos trabalhadores. Por fim, um pedido foi completamente negado. (leia mais abaixo). Segundo levantamento do G1 feito junto à Procuradoria-Geral do Trabalho e checagem dos processos na Justiça, as seguintes unidades tiveram pedido de interdição feito pelo MPT: Avenorte, de Cianorte (PR); BoiBrasil, de Araguaína (TO); Coopavel, de Cascavel (PR); Cooperativa Lar, de Cascavel (PR); Flamboiã, de Cabreúva (SP); JBS Aves, de Caxias do Sul (RS); JBS Aves, de Passo Fundo (RS); JBS Aves, de Trindade do Sul (RS); JBS, de São Miguel do Guaporé (RO); Nutriza, de Pires do Rio (GO); Seara Alimentos, de Três Passos (RS). O levantamento trata apenas de pedidos feitos por procuradores do trabalho. Houve fechamentos de fábricas, como da Marfrig, em Mineiros (GO), BRF, em Rio Verde (GO), e da Minuano, em Lajeado (RS), em que a ação partiu de outros órgãos, como a Prefeitura e o MP estadual. As três empresas assinaram Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com o MPT para adotar mais medidas de proteção e testagem em massa dos funcionários (leia mais abaixo). A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa frigoríficos, disse que todas as empresas citadas estão tomando medidas de proteção dos funcionários antes mesmo do período de quarentena e que estão obedecendo a legislação federal sobre o assunto (leia mais abaixo). O MPT tem constatado aumento de denúncias pelo país, o que indicaria um avanço da Covid no interior, porém não existe um levantamento nacional sobre casos da doenças em frigoríficos, o que aumenta a dificuldade de checagem. O Brasil tem mais de 400 unidades. Fecharam A unidade da Flamboiã de Cabreúva, interior de São Paulo, foi interditada no dia 17 de junho, a pedido do MPT. A Vigilância Sanitária da cidade enviou ao MPT dois relatórios de inspeções realizadas no frigorífico. Segundo o estudo, foram encontradas várias irregularidades com relação à prevenção ao coronavírus. Um funcionário da empresa morreu em decorrência de Covid-19. Justiça autoriza reinício de atividades em frigorífico de Cabreúva Os frigoríficos da JBS em Caxias do Sul, Passo Fundo e Trindade do Sul, todos no Rio Grande do Sul, também chegaram a ser paralisados por causa das ações do Ministério Público do Trabalho. Em Caxias do Sul, a unidade ficou interditada por alguns dias no início de junho. Até o dia 19 daquele mês, 412 casos foram confirmados na unidade, segundo informações do MPT-RS. De acordo com o órgão, 1,5 mil funcionários do local foram testados. Frigorífico de Caxias do Sul tem surto de coronavírus com 412 funcionários positivos Em Passo Fundo, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) interditou, a pedido do MPT, a unidade da empresa por três vezes: uma em abril, outra em maio e a mais recente no dia 24 de junho. Conforme o Ministério Público do Trabalho, 287 funcionários testaram positivo para doença. Frigorífico de Passo Fundo está proibido de exportar frango para a China No dia 12 de junho, a Justiça do Trabalho determinou, por ação dos procuradores, o afastamento de todos os funcionários da JBS em Trindade do Sul por 14 dias. Ainda está em discussão no judiciário se a empresa vai precisar testar todos os trabalhadores. Justiça do Trabalho determina que frigorífico adote normas de segurança em Trindade do Sul Conforme documentos anexados ao processo, dos 1.327 empregados, 343 estão afastados, 162 foram testados pelo SUS e 35 testaram positivo. Destes, três estavam assintomáticos. No estado, 4 trabalhadores de frigoríficos morreram em função da Covid até o dia 19 de junho. Os nomes das empresas dessas pessoas não foram divulgados. Uma outra unidade da JBS em São Miguel do Guaporé, em Rondônia, foi interditada duas vezes, a última sendo no dia 22 de junho, também por causa da ação do MPT. O frigorífico já tinha sido fechado no dia 27 de maio por infecção de Covid-19 em funcionários, mas o local foi reaberto em 5 de junho. Justiça volta a suspender atividades de frigorífico da JBS em São Miguel do Guaporé Ao decidir pela paralisação, a Justiça afirmou que o número de casos de coronavírus subiu mais de 1.000% em São Miguel entre 26 de maio e 15 de junho, quando o número de infectados saltou de 46 para 558. Sobre os casos envolvendo suas unidades, a JBS disse, em nota, que não comenta casos específicos, mas "reitera que não tem medido esforços para a garantia do abastecimento e da produção de alimentos dentro dos mais elevados padrões de qualidade e segurança e da máxima proteção dos seus colaboradores" (leia mais abaixo). Já o frigorífico BoiBrasil, de Araguaína, no Tocantins, teve um pedido de interdição pelo Ministério Público do Trabalho, mas a unidade acabou sendo paralisada por 15 dias por determinação de outro órgão, a Superintendência Regional do Trabalho, no dia 16 de junho. Quase 20% dos funcionários testaram positivo para o novo coronavírus. Segundo o MPT, foram 31 casos em um total de 166 trabalhadores. MP pede suspensão temporária de serviços em frigorífico de Araguaína; entenda Mais medidas de proteção Foram 4 ações dos procuradores que não resultaram em fechamento, mas que aumentaram as medidas de proteção dentro dos frigoríficos. A unidade da Seara (marca da JBS) em Três Passos não foi paralisada após pedido do MPT, porém a Justiça do Trabalho obrigou a empresa a testar todos os funcionários da unidade para o coronavírus. Até o dia 1º de julho, 165 funcionários da empresa testaram positivo para a doença, conforme o Ministério Público do Trabalho. Um deles morreu aos 48 anos, na semana passada. Justiça determina que frigorífico teste todos funcionários para Covid-19 em Três Passos No Paraná, três unidades tiveram pedidos de interdição: a Coopavel e a Cooperativa Lar, de Cascavel; e a Avenorte, de Cianorte. No caso da Coopavel e da Cooperativa Lar, a Justiça determinou que as empresas seguissem mais medidas de prevenção, como afastar trabalhadores em grupo de risco e fornecimento de equipamentos de proteção. Ao G1, a Lar disse que não vai comentar a decisão, e a Coopavel não respondeu ao pedido de resposta. A Avenorte fez acordo para manter suas atividades. No dia 22 de junho, a Justiça, a pedido do MPT, havia determinado a suspensão das atividades por 14 dias. Após negociação judicial, a empresa retomou as atividades com 40% do efetivo no dia 26 de junho. No dia 3 de julho, a unidade voltou a funcionar com 100% dos funcionários. A empresa confirmou o acordo em suas redes sociais (leia mais abaixo). Acordo permite que trabalhadores voltem ao trabalho em frigorífico de Cianorte Os procuradores também pediram a interdição de uma unidade da empresa Nutriza/Friato, em Pires do Rio, Goiás, no dia 16 de junho, mas o pedido liminar não foi aceito pela Justiça do Trabalho. Nem mesmo houve pedido para aumentar as medidas de proteção. Acordos O procurador Lincoln Cordeiro, que atua no grupo de trabalho que acompanha os casos de Covid em frigoríficos, afirma que o pedido de fechamento é uma medida extrema e que o objetivo do MPT é que se façam acordos extrajudiciais. Até o dia 7 de julho, o MPT fechou TACs com 87 unidades frigoríficas. Aurora, BRF, Marfrig e Minuano são algumas das empresas que assinam o acordo. Frigoríficos continuam enfrentando surtos de Covid no Brasil e preocupam a China No TAC, estão previstas medidas de proteção, como maior distanciamento entre os funcionários e a testagem em massa. “Ressalte-se que muitos casos são resolvidos extrajudicialmente, com empresas que se conscientizam da situação de maior gravidade e administrativamente afastam os trabalhadores da unidade, não trazendo ao órgão, nestes casos, a necessidade de requerer ao judiciário a decretação de tal medida.”, disse Cordeiro, em nota. O MPT informou que, até o dia 7 de julho, 213 denúncias pelo país estão sendo apuradas pelos procuradores. Portaria cria impasse No mês passado, os ministérios da Agricultura, da Economia e da Saúde definiram em uma portaria conjunta as medidas destinadas à prevenção e controle da Covid-19 nos frigoríficos e laticínios. No documento, a testagem em massa, que tem sido exigida pelo MPT em acordos com grandes empresas do setor, não consta entre as obrigatoriedades. Alguns estados, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul fizeram portarias próprias, consideradas pelo MPT mais rígidas em relação à normativa nacional. Porém, os frigoríficos pedem para que os estados, no caso Paraná e Santa Catarina, revoguem as medidas locais e seja mantida apenas a orientação do governo federal. China suspende importação de mais dois frigoríficos no RS em meio a receio sobre Covid-19 Em entrevista ao G1 no início da semana, Artur Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA), que representa a categoria, afirmou o governo não ouviu os trabalhadores na elaboração da portaria. Bueno também reclama da resistência dos frigoríficos em negociar medidas para contenção da doença, como o aumento de turnos para diminuir a aglomeração de funcionários. A confederação afirma que está tentando com parlamentares elaborar um decreto legislativo para tornar sem efeito as portarias do governo federal. Covid em frigoríficos Não existe um levantamento nacional sobre casos de coronavírus em frigoríficos. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou em entrevistas que há um estudo interno do governo com essa informação. O G1 pediu acesso ao conteúdo, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. Os frigoríficos são considerados como atividade essencial na pandemia e, portanto, não paralisaram seu funcionamento. Os locais possuem baixas temperaturas e costumam reunir muitos funcionários nas linhas de produção, o que é um risco para o contágio. O Brasil possui 446 frigoríficos, segundo dados do Ministério da Agricultura. Até maio, 8 frigoríficos foram interditados no país em função da Covid-19, segundo o Ministério da Agricultura. Essas indústrias têm sido apontadas como foco de contaminação da doença, o que ajudaria na interiorização da Covid. Os casos de contaminação fizeram a China suspender as exportações de 6 unidades no país, sendo 2 unidades da lista acima (JBS de Passo Fundo e Seara de Três Passos). Outro lado O G1 procurou individualmente todas as empresas citadas via assessoria de imprensa ou e-mail de contato. Até a última atualização deste texto, JBS e Avenorte responderam. A Cooperativa Lar disse que não vai comentar o assunto. Assim que houver retorno das outras empresas, as respostas serão publicadas. A ABPA, que representa os frigoríficos, enviou uma resposta ao G1 como um posicionamento de todo o setor. Nota da JBS "A JBS está com todas as suas unidades produtivas em operação e não fará comentários sobre casos específicos. A Companhia reitera que não tem medido esforços para a garantia do abastecimento e da produção de alimentos dentro dos mais elevados padrões de qualidade e segurança e da máxima proteção dos seus colaboradores. A JBS implementou um robusto protocolo com medidas eficazes para o controle, prevenção e segurança dos colaboradores em suas unidades e que está em conformidade com a Portaria interministerial nr. 19, de 18 de junho de 2020 (Ministérios da Saúde, Agricultura e Economia) e orientações de médicos infectologistas especializados, como Dr. Adauto Castelo Filho, e instituições de referência, como o Hospital Albert Einstein." Nota da ABPA A Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA destaca que, antes mesmo da determinação de quarentena em todo o país, suas empresas associadas já haviam implementado esforços contínuos e medidas eficazes para a proteção e cuidados com a saúde dos seus colaboradores. A ABPA e as agroindústrias estabeleceram protocolos setoriais validados cientificamente pelo Hospital Albert Einstein e adicionaram uma série de medidas protetivas aos colaboradores, como proteção buconasal, faceshield e outros, além dos habituais uniformes, luvas, máscaras e outras camadas de proteção. Esses cuidados e ações são fundamentais para proteção do trabalhador, e contemplam níveis de distanciamentos conforme Portaria Interministerial n° 19 e até mesmo equivalentes ao aplicado em alguns TACs do Ministério Público do Trabalho. Essas determinações se somaram às diversas medidas preventivas já adotadas previamente pelas empresas em que vale destacar: o afastamento de todos os colaboradores identificados como grupo de risco, a intensificação das ações de vigilância ativa, o monitoramento da saúde e a adoção de medidas contra aglomerações, além do reforço da rotina de higienização de todos os ambientes dentro e fora dos frigoríficos. Com estas medidas, o setor produtivo segue em seus esforços em prol da saúde dos seus trabalhadores e do abastecimento de alimentos - atividade considerada essencial no Brasil. Nota da Avenorte Avenorte Group vem ao público e aos colaboradores informar que, nos termos do que foi decidido em mediação nos autos do Mandado de Segurança 0001439-74.2020.5.09.0000 impetrado pela empresa, realizada pela Seção Especializada do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, foi autorizado o retorno de 40% dos colaboradores imediatamente. Os demais 60% farão o exame a partir de 03/07/2020. Realizaremos o protocolo de testagens em todos (RT - PCR e Sorológico), sendo autorizado o retorno do funcionário somente após o resultado do seu teste. Se o colaborador já testou positivo anteriormente, cumpriu a quarentena (14 dias) e já se encontra recuperado (está assintomático a mais de 72 horas), poderá retornar de imediato. A convocação para retorno ao trabalho será feita através de seus superiores (gerentes, supervisores e encarregados), podendo ser divulgada em redes sociais. Aos que não foram convocados neste momento, orientamos que fiquem tranquilos e aguardem o contato da empresa para realização dos exames e retorno ao trabalho. Reforçamos a recomendação para que permaneçam em suas casas, respeitando o isolamento e o distanciamento social, zelando por sua saúde e de sua família. Vamos voltar ainda mais fortes!
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11/07 - Auxílio Emergencial: Caixa libera saques e transferências para aprovados no terceiro lote nascidos em junho
Neste sábado, poderão sacar o dinheiro os nascidos em junho, um total de 400 mil trabalhadores. Auxílio emergencial Divulgação A Caixa Econômica Federal libera a partir deste sábado (11) os saques e transferências da primeira parcela do Auxílio Emergencial para os aprovados inscritos no aplicativo e site dentro do terceiro lote, e que aniversariam em junho - um total de 400 mil trabalhadores. Ao todo, o lote inclui 5,9 milhões de beneficiários. Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Os saques e transferências serão realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador e vão até o dia 14 de julho. Esses trabalhadores já tiveram o dinheiro liberado na poupança social digital entre os dias 16 e 17 de junho. Veja calendário abaixo: INSCRITOS VIA APP E SITE - TERCEIRO LOTE Economia G1 De acordo com o calendário inicial, na próxima segunda (13), somente os 400 mil inscritos no programa que nasceram em julho teriam direito ao saque. No entanto, o novo calendário publicado nesta sexta garante o saque também para quem nasceu nos meses de agosto e setembro, que só teriam acesso ao benefício a partir de terça e quarta-feira, respectivamente. Ao todo, 1,2 milhão de pessoas poderão sacar no mesmo dia. Além disso, os nascidos em outubro, novembro e dezembro, que receberiam os benefícios quinta (16), sexta-feira e sábado, respectivamente, poderão todos fazer os saques já a partir de terça-feira (14). Em vez dos 400 mil nascidos em agosto que poderiam fazer o saque a partir de terça, serão liberados os saques e transferências para mais 1,2 milhão de beneficiários. Já a segunda parcela para os aprovados do terceiro lote ainda não tem data definida. Balanço Segundo a Caixa, 65,2 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial dentro das parcelas 1, 2 e 3, totalizando R$ 121,1 bilhões. Dos 109,1 milhões de cadastros no programa, 107,8 milhões foram processados. Cerca de 860 mil ainda esperam por reanálise, todos inscritos no app e site do auxílio, enquanto cerca de 1,3 milhão ainda estão em primeira análise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.
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11/07 - Huawei diz que 5G será 'tropicalizado' para atender demanda local
Empresa participa de debate com governo para aplicação da nova tecnologia. Podemos esperar o avanço acelerado da cobertura 5G no ano que vem Getty Images/BBC Além de conexão mais veloz, empresa promete atuar em diferentes áreas ao mesmo tempo Ameaçada de ser barrada na implantação da telefonia móvel de quinta geração (5G) no Brasil, a Huawei segue participando de debates com integrantes do governo e apresentando as oportunidades que vão surgir no país com a chegada do padrão tecnológico. Em debate realizado nesta sexta-feira com parlamentares e integrantes dos ministérios da Economia e da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o diretor de soluções integradas da Huawei, Carlos Roseiro, disse que parte das aplicações da nova geração do serviço celular 5G será “tropicalizada”, como forma de atender à demanda da economia local. “Fazer o 5G para uma empresa não significa instalar o equipamento e garantir uma cobertura e, então, a eficiência vai vir. É muito mais do que isso”, disse Roseiro, ao participar promovido pela “Aliança Conecta Brasil F4” e transmitido pela internet. O diretor da Huawei explicou que o 5G, além de oferecer um dispositivo com conexão ainda mais veloz, atuará em diferentes áreas ao mesmo tempo. Ele deu o exemplo de uma fábrica que, ao passar por este processo de transformação digital, deverá contar com um servidor local, contratar um serviço de armazenamento e processamento de dados na nuvem, implementar processos por meio de inteligência artificial e desenvolver aplicações específicas que resolvam “problemas locais”, da realidade das empresas brasileiras. “Isso só os brasileiros conseguem fazer. Não há mágica que vem e resolve todos os problemas com uma solução universal. Tem que ser customizado, localizado, ou tropicalizado, se preferirem”, afirmou o executivo do fabricante chinês, considerado líder mundial no fornecimento de equipamentos de telecomunicações. Para Roseiro, essa característica do padrão 5G será capaz de proporcionar maior produtividade para segmentos da indústria e de serviços e gerar empregos para além do setor de telecomunicações. O leilão de licenças 5G está programado para o primeiro semestre de 2021. A proibição ao uso da de equipamentos chineses é defendida pela ala ideológica do governo, liderada pelo Itamaraty, que busca alinhamento com os Estados Unidos. Os americanos alertam para o risco de espionagem comandada pelo governo chinês. Isso, no entanto, é entendido como parte da guerra comercial entre as duas potências e o Brasil deveria ficar de fora para não sofrer retaliações. Infográfico explica o que é o 5G Fernanda Garrafiel/G1
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10/07 - Programa de preservação de empregos firmou acordo com 12 milhões de trabalhadores
Suspensão dos contratos de trabalho foram 5,4 milhões e redução de jornadas atingem quase 6,5 milhões. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho informou nesta sexta-feira (10) que 12,1 milhões de acordos foram firmados pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda desde o início da pandemia do novo coronavírus. A medida permite a empresários suspender o contrato ou reduzir a jornada de trabalho de funcionários em meio à crise. Bolsonaro sanciona lei que permite a redução da jornada de trabalho e de salários Jornada de trabalho: como fica com a nova MP? Para evitar demissões, o governo complementa a redução de salários com o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), calculado dentro de uma porcentagem do que o empregado receberia de seguro-desemprego relacionada à queda de renda. Segundo o Ministério da Economia, cerca de 5,4 milhões dos acordos dentro do programa correspondem à suspensão de contrato. Dentre as reduções previstas – de 25%, 50% e 75% das jornadas de trabalho –, 1,7 milhão foram reduzidos na primeira fatia, 2,2 milhões na segunda, e outros 2,5 milhões na terceira. Cerca de 170 mil acordos são referentes a trabalhadores intermitentes. A maior parte das alterações de contratos de trabalho está no setor no setor de serviços (5,5 milhões). Depois, vêm comércio (3 milhões) e indústria (2,8 milhões). Bolsonaro sanciona lei que permite a redução da jornada de trabalho e de salários Acompanhamento da medida Nesta sexta-feira, a Secretaria de Previdência inaugurou um painel de acompanhamento do BEm. A plataforma utiliza dados processados pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) e será atualizada todas as quartas-feiras, no período da manhã. A ferramenta traz informações como o número de acordos realizados; o tipo de acordo e os períodos em que foram feitos; os Estados e municípios em que foram firmados e o perfil de beneficiários. “Cabe informar que o painel trará sempre uma extração de dados de um intervalo temporal e, sendo assim, os números apresentados não serão exatamente coincidentes com os exibidos pelo contador do BEm (empregômetro), que informa sobre os números dos acordos em tempo real”, diz a secretaria. * (com informações do jornal Valor Econômico)
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10/07 - SulAmérica conclui venda de operações para Allianz e recebe R$ 3,18 bilhões
Fim da operação transfere o controle e as operações das companhias responsáveis pelos seguros auto e ramos elementares entre as duas seguradoras. Sede da SulAmérica no Rio de Janeiro Divulgação/SulAmérica A SulAmérica divulgou fato relevante para informar a conclusão da venda das operações de seguro de automóveis e ramos elementares para a Allianz. A transação foi anunciada em 23 de agosto do ano passado e recebeu a autorização da Susep no fim de junho. Com a conclusão, a Allianz passa a deter e operar as companhias responsáveis pelos seguros auto e ramos elementares, que até a data estavam funcionando ainda dentro do grupo SulAmérica. Segundo o documento, “em contrapartida à aquisição, foi pago pelo Grupo Allianz, também nesta data, o preço ajustado de R$ 3,18 bilhões, considerando o patrimônio líquido total das companhias vendidas estimado para o fim de junho de 2020 em R$ 881 milhões, sujeito, ainda, a determinados ajustes residuais previstos no contrato”. Os recursos, conforme ressalta a SulAmérica, representará resultado não recorrente no lucro líquido da ordem de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre. O recebimento dos valores pagos pela Allianz vai adicionar de aproximadamente R$ 2,1 bilhões nas disponibilidades da companhia, após as liberações de capital regulatório e custos da transação de compra e venda. A SulAmérica acrescentou ainda que os recursos serão destinados ao pagamento da aquisição da Paraná Clínicas, à execução do plano de recompra de ações de até 5% das units em circulação, ao pagamento, junto com os resultados apurados do exercício 2020, dos dividendos mínimos sobre o ganho de capital líquido não recorrente, ao pagamento da 7ª emissão de debêntures com vencimento em dezembro de 2020 e reforço do capital de giro da Companhia durante a pandemia e investimentos no plano estratégico, além de constituição de reserva para futuras aquisições nos segmentos de saúde e odonto. Conforme o fato relevante, os resultados das operações desinvestidas irão ainda constar das demonstrações financeiras da companhia referentes ao segundo trimestre de 2020, como resultados de operação descontinuada.
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10/07 - Wall Street sobe com dados da Gilead compensando temores com coronavírus
Dados de um estudo sobre o remdesivir acalmaram os ânimos mesmo após os Estados Unidos registrarem a maior elevação em um único dia de novas infecções na quinta-feira. Placa de Wall Street perto da bolsa de Nova York REUTERS/Shannon Stapleton As ações dos Estados Unidos avançaram nesta sexta-feira (10) conforme uma análise positiva do medicamento antiviral da Gilead para tratar a Covid-19 acalmou as preocupações dos investidores com um aumento recorde de casos no país. O Dow Jones subiu 1,44%, para 26.075,3 pontos, o S&P 500 ganhou 1,05%, para 3.185,04 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 0,66%, para 10.617,44 pontos. O Nasdaq registrou sua sexta máxima recorde de fechamento em sete dias. Bovespa fecha em alta, acima dos 100 mil pontos Dólar fecha em queda nesta sexta, encerrando semana de instabilidade O índice financeiro do S&P 500 subiu 3,5%, liderando os ganhos entre os setores e dando ao S&P 500 o seu maior impulso. As ações do Bank of America Corp valorizaram-se 5,5%, o Citigroup Inc saltou 6,5% e o JPMorgan Chase & Co subiu 5,5% antes da divulgação dos seus resultados financeiros na próxima semana, que marcarão o início da temporada de balanços do segundo trimestre. Rob Haworth, estrategista sênior de investimentos do U.S. Bank Wealth Management em Seattle, disse que houve uma alternância "de vencedores para retardatários" nas operações desta sexta-feira, com a safra de balanços aproximando-se. Estados Unidos chegam à marca de três milhões de casos de Covid-19 Os EUA registraram a maior elevação em um único dia de novas infecções pela Covid-19 globalmente pelo segundo dia consecutivo na quinta-feira, forçando os norte-americanos a adotarem novas precauções. Vários Estados já recuaram dos planos de reabertura. O remdesivir da Gilead melhorou significativamente a recuperação clínica e reduziu o risco de morte em pacientes com Covid-19, mostraram dados adicionais de um estudo em estágio avançado. As ações da farmacêutica, que disse que a descoberta ainda exige confirmação em ensaios clínicos, subiram 2,2%. Subida nos EUA e Brasil em 'patamar alto': especialistas analisam a média móvel de mortes por Covid em 7 países "Isso meio que atenuou parte da preocupação que vem surgindo nos últimos dias com o aumento de casos do vírus nos Estados do sul", disse Charlie Ripley, estrategista sênior de investimentos da Allianz Investment Management em Minneapolis.
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10/07 - Ciclone causa perdas em até 95% das plantações de banana no Paraná, aponta boletim
Nos locais atingidos, de 50% a 100% das plantas foram derrubadas; agrônomo avalia que atividade levará cerca de um ano para se recuperar, com reflexos nos preços ao consumidor. Os bananais estavam se recuperando da forte estiagem que atingiu o Paraná e que havia debilitado as plantas Arnaldo Alves/Arquivo AEN Um ciclone extratropical que atingiu o Paraná em 30 de junho causou perdas em até 95% das plantações de banana no estado. Nos locais atingidos, de 50% a 100% das plantas foram derrubadas, provocando prejuízos imediatos aos produtores. Até então, a expectativa era de uma safra promissora, conforme avaliação que consta no boletim divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná. De acordo com o relatório do engenheiro agrônomo do Deral Paulo Andrade, que atividade levará cerca de um ano para se recuperar, com reflexos nos preços ao consumidor. O agrônomo explicou que os cachos estavam "engordando" para a colheita. Os bananais, segundo ele, estavam se recuperando da forte estiagem que atingiu o estado e que havia debilitado as plantas. Perdas também foram registradas desde o litoral norte do Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina e chegando ao litoral sul de São Paulo. O relatório indica que a produção nacional para este ano estava estimada em 6,8 milhões de toneladas de banana colhidas em 458,9 hectares, conforme o IBGE. O Paraná é o 11º no ranqueamento, respondendo por 2,5% da produção nacional. Ainda de acordo com a análise do agrônomo, entre os atingidos no estado estão dois maiores produtores, que ficam em Guaratuba, no litoral, e em São José dos Pinhais, na região de Curitiba. Mesmo assim, no curto prazo a avaliação é de que aumente a oferta do produto, visto que os cachos com menores danos serão selecionados e irão ao mercado. O relatório também aponta que o prejuízo não se limitou às plantações, atingindo casas de embalagem, barracões de máquinas e equipamentos, e residências. "Ademais, a bananeira é caracterizada como cultivo perene, não possuindo cobertura do seguro rural, além de que parcela de pequenos produtores não acessam o crédito, ficando a descoberto frente a intempérie", diz trecho. O agrônomo afirma que há necessidade de prorrogação de créditos, tanto de custeio como de investimentos, e estudos sobre linhas emergenciais para os pequenos produtores. Estragos causados pelo ciclone O temporal de 30 de junho atingiu 14.392 pessoas em 70 cidades do o estado, de acordo com balanço da Defesa Civil. Foram identificados danos em 3.469 residências, e outras 18 casas foram destruídas. A Defesa Civil também informou que 11 pessoas ficaram feridas durante a chuva com ventos fortes. Em Palmeira, nos Campos Gerais, um idoso morreu após ser atingido por uma telha durante o vendaval. Em todo o estado, segundo o balanço oficial, 280 pessoas ficaram desalojadas, que é quando o morador precisa sair da casa, mas encontra abrigo com familiares ou amigos. Outras 20 pessoas ficaram desabrigadas, situação em que precisam de vagas em abrigos públicos. Ciclone bomba afeta clima no Sul e no Sudeste; veja 5 curiosidades sobre esse fenômeno Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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10/07 - Anac e ANP investigam suspeita de adulteração de gasolina de aviação
Gasolina adulterada pode ter causado danos e corrosões em tanques de combustível. Por causa do problema, pilotos estão se recusando a levantar voo. Anac investiga suspeita de adulteração de gasolina de aviação A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) investigam uma suspeita de adulteração de gasolina de aviação distribuída no Brasil. O combustível pode ter causado danos e corrosões em tanques de combustível e em peças de pequenas aeronaves, além de vazamentos. Atualmente, cerca de 12 mil aviões usam esse combustível para voos de táxi-aéreo, particulares ou de instrução. Por causa do combustível adulterado, muitos pilotos estão se negando a levantar voo. Os relatos sobre o possível combustível adulterado foram feitos no início desta semana por pilotos de diversos estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. A GloboNews apurou que fiscais da ANP estiveram no aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, na quinta-feira e coletaram amostrar para testes em laboratório. "Muitas aeronaves não estão apresentando esse problema. Não significa que elas estejam imunes", afirmou o presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves, Humberto Branco. "O que nós estamos orientando é que existe um indício grave de um problema. Se, de fato, esse problema existir, pode afetar a segurança de voo." Atualmente, 100% da gasolina de aviação distribuída no país é importada. A produção era nacional e feita pela Petrobras, mas foi interrompida em 2018 por causa de obras na planta da empresa em Cubatão, no litoral paulista. As obras, no entanto, estão atrasadas por causa da pandemia do coronavírus. A ANP e a Anac não fizeram uma interdição do combustível. As causas da suposta adulteração, a origem da gasolina e qual substância pode ter contaminado ainda não foram identificadas. Grupo de trabalho Em nota conjunta, a Anac e a ANP informaram que criaram um grupo de trabalho nesta sexta-feira (10) para apurar as denuncias sobre a qualidade da gasolina de aviação utilizada no Brasil. A nota diz que ainda que, desde quinta-feira (9), equipes de fiscalização da ANP estão verificando a qualidade do combustível verificado nos aeroportos. A Anac também emitiu um boletim aos operadores de aeronaves recomendando que, caso exista histórico ou evidência de contaminação, eles devem buscar uma oficina de manutenção credenciada para um avaliação. A Petrobras informou que os produtos comercializados pela companhia atendem plenamente aos requisitos de qualidade exigidos pela ANP. A estatal também se prontificou a colaborar e contribuir nas investigações. A empresa ainda afirmou que não é a única companhia importadora de combustível, mas que planeja a produção local da gasolina para aviões em outubro deste ano.
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10/07 - Índice de atividade econômica cresce 0,5% em maio, diz FGV
Resultado ainda é negativo quando colocado ao lado de queda de 9% no mês de abril. Mesas interditadas para manter distanciamento durante reabertura de bares e restaurantes em SP Marcelo Brandt/ G1 O Índice de Atividade Econômica da Fundação Getulio Vargas (IAE-FGV) mostra crescimento de 0,5% para o mês de maio, comparado a abril. Trata-se da primeira amostragem positiva desde o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira. O resultado de maio mostra uma leve recuperação do tombo do mês anterior, quando o indicador mostrou queda de 9%. Em março, quando começaram os primeiros efeitos das política de isolamento social, a redução havia sido de 4,9%. Em maio-junho, confiança empresarial recupera 61% das perdas do bimestre março-abril, diz FGV A comparação entre 2019 e 2020 dá mostras mais claras de como a atividade foi prejudicada pela pandemia. Comparado a maio de 2019, o IAE registra queda de 13%. A mesma redução se deu na comparação interanual para mês de abril. "As atividades industriais e de serviços seguem sendo as com os maiores impactos negativos, com quedas significativas, na análise interanual, embora sejam menores do que as registradas em abril", diz nota da FGV. "As quedas mais acentuadas na indústria total foram na transformação seguida da construção, e, nos serviços as maiores quedas foram no comércio, em outros serviços e nos transportes", afirma a instituição. Mesmo com liberação para abertura, bares no RJ ainda não se adaptaram às regras da covid Entre trimestres móveis, o IAE aponta retração de 10,3% no trimestre março, abril e maio em relação a dezembro, janeiro e fevereiro. Comparado com o mesmo trimestre de 2019, a queda é de 8,9%. O IAE é um indicador que, conforme explica a FGV, "antecipa a tendência da economia brasileira" por meio de pesquisas mensais de atividade divulgadas pelo IBGE: a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIMPF); Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).
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10/07 - Exportação do agronegócio brasileiro chega a US$ 10 bilhões em junho e bate recorde para o mês
Valor é o maior para o período desde 1997 e representa um aumento de 24,5% em relação a junho de 2019. Exportação de soja Divulgação As exportações do agronegócio brasileiro chegou a US$ 10,17 bilhões em junho, o maior valor para o mês desde o início da série histórica em 1997, e um aumento de 24,5% em relação a junho de 2019. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura nesta sexta-feira (10). A soja continua sendo o principal produto responsável pelo aumento da exportação do setor. As vendas da oleaginosa subiram de US$ 3,53 bilhões em junho de 2019, para US$ 5,42 bilhões em junho de 2020, uma alta de 53,4% no período. Somente os embarques da soja em grãos chegou a 13,8 milhões de toneladas. A China foi o principal país responsável pela alta das vendas, ao adquirir 70% da soja brasileira em junho. Com isso, o agronegócio aumentou a sua participação no total das exportações brasileiras de 44,4%, em junho de 2019, para 56,8% em igual mês deste ano. Já as importações diminuíram de US$ 984,55 milhões (junho 2019) para US$ 826,28 milhões em junho de 2020 (-16,1%). Desta forma, o saldo da balança atingiu US$ 9,3 bilhões. Carnes As exportações de carnes foram de US$ 1,41 bilhão (4,5%). O volume vendido foi recorde para os meses de junho (626,5 mil toneladas). A carne bovina representou mais da metade do valor exportado de carnes, com registros de US$ 742,56 milhões. Tanto o valor mencionado como o volume (176,6 mil toneladas) foram recordes para os meses de junho. A carne suína também apresentou valor e volume recorde em vendas externas para o mês de junho. As exportações foram de US$ 196,86 milhões, com volume de 95 mil toneladas. Já as exportações de carne de frango foram de US$ 438,23 milhões (-32,1%), com queda de 13,6% no volume exportado e redução de 21,4% no preço médio de exportação. A China se destacou mais uma vez nas aquisições de carnes brasileiras, tendo importado metade da carne bovina e suína exportada pelo Brasil. A participação da China nas aquisições de carne de frango também foi relevante, chegando a 23,7% do total exportado. Álcool e açúcar O complexo sucroalcooleiro foi o setor que teve o maior aumento percentual das vendas, dentre os principais setores, elevando-se 74,5% na comparação entre junho de 2019 e junho de 2020, ao passar de US$ 536,12 milhões para US$ 935,37 milhões. As exportações de açúcar de cana representaram a maior parte do valor exportado pelo setor, com US$ 810,80 milhões (+80,4%) e quase 3 milhões de toneladas (+94,8%). O álcool também registrou elevação nas vendas externas, subindo de US$ 85,83 milhões (junho de 2019) para US$ 122,71 milhões exportados em junho deste ano. O crescimento das exportações brasileiras de cana de açúcar é explicado pela quebra das safras de cana de açúcar 2019/2020 na Índia e na Tailândia, que possibilitou a ampliação das exportações para diversos mercados. A Indonésia é um mercado que não importou nada de açúcar brasileiro em junho de 2019 e adquiriu US$ 86,78 milhões em junho.
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