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25/09 - Bitcoin: por que decisão da China fez cair preço da criptomoeda
Banco Central da China implementou última de uma série de ações para eliminar uso de criptomoedas no comércio local; anúncio gerou grande perda para bitcoin. Banco Central da China anunciou que todas as transações de criptomoedas são consideradas ilegais no país Reuters/BBC O Banco Central da China anunciou na sexta-feira (24/9) que todas as transações de criptomoedas são consideradas ilegais no país, incluindo o popular bitcoin. "As atividades comerciais relacionadas com a moeda virtual são atividades financeiras ilegais", disse a instituição, alertando que elas "põem seriamente em risco a segurança dos bens das pessoas". Bitcoin: o que explica sobe e desce da criptomoeda Como funcionam o bitcoin e outras criptomoedas? G1 Explica Bitcoins: a confusão em El Salvador com a adoção da criptomoeda como moeda oficial A China é um dos maiores mercados de criptomoedas do mundo. As flutuações ali geralmente afetam o preço global dessas moedas virtuais. Após o anúncio, o preço do Bitcoin caiu mais de US$ 2 mil (R$ 11 mil). A proibição na China é a mais recente de uma série de ofensivas contra o que Pequim vê como um investimento especulativo e volátil, na melhor das hipóteses, e lavagem de dinheiro, na pior. Movimentos de Pequim A negociação de criptomoedas foi oficialmente proibida na China desde 2019. No entanto, ela continuou a ser feita online por meio de transações no exterior. Em maio, as autoridades financeiras alertaram os compradores que eles poderiam perder dinheiro e, no mês seguinte, bancos e plataformas de pagamento receberam notificações para evitar transações de criptomoedas. Mas o anúncio de sexta-feira é a indicação mais clara de que a China quer fechar ao cerco ao comércio de criptomoedas em todas as suas formas. A declaração deixa claro que os envolvidos em "atividades financeiras ilegais" estão cometendo um crime e serão processados. E sites estrangeiros que fornecem esses serviços online para cidadãos chineses também são considerados ilegais. 'Perdi R$ 3,6 milhões em golpe com bitcoin' Migração de mineração A tecnologia no núcleo de muitas criptomoedas, incluindo o bitcoin, é baseada em milhares de computadores distribuídos ao redor do planeta que verificam e controlam as transações em um livro-razão conhecido como "blockchain". Novas "moedas" são distribuídas aleatoriamente como recompensas para aqueles que se engajam em um trabalho conhecido como "mineração" criptográfica. Há muito tempo, a China, com seus custos de eletricidade relativamente baixos e hardware de computador mais barato, é um dos principais centros de mineração do mundo. Mas a repressão do gigante asiático às criptomoedas já atingiu a indústria de "mineração". Pequim proibiu o comércio de computadores de alta capacidade para uso nessa atividade. O efeito é claro: enquanto em setembro de 2019, 75% do uso de energia do Bitcoin no mundo estava concentrado na China, em abril deste ano, essa taxa havia caído para 46%. No YouTube, G1 explica como funcionam as criptomoedas
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25/09 - Com gasolina cara, brasileiros se arriscam com gás de cozinha em carro
Conversão é ilegal, perigosa e não entrega economia que promete. Projeto de lei aprovado na CCJ da Câmara quer liberar o uso, hoje proibido. Explosão provocada por conversão clandestina de veículo para GLP em Natal, no Rio Grande do Norte, em 2020 Assessoria do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte Os brasileiros viram voltar em 2021 o que não queriam que voltasse, como a fome, a inflação, o fogareiro a lenha e o sequestro relâmpago. Agora, mais um item pode ser acrescentado a essa lista: a conversão clandestina de veículos para GLP (gás liquefeito de petróleo), mais conhecido como gás de cozinha ou gás de botijão. Preço médio da gasolina sobe pela 8ª semana seguida nos postos, mostra ANP Preço do gás de cozinha sobe 5 vezes a inflação do ano e botijão chega a custar R$ 135; entenda os motivos da alta Na plataforma de comércio eletrônico Mercado Livre, o kit para conversão de automóveis para GLP é vendido por valores que variam de cerca de R$ 500 a R$ 1 mil, com a promessa do vendedor de uma economia de "30% na cidade e 50% na estrada". A economia prometida não é verdadeira, segundo cálculo feito por professor de finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas) e da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) a pedido da BBC News Brasil. E a prática ilegal expõe motorista e passageiros a risco elevado de explosão. Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei (PL 4217/19) que autoriza o e, incluindo o de veículos, foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto e está pronto para ir à votação em Plenário. O projeto divide opiniões no setor de gás. Representantes do segmento de GNV (gás natural veicular) — combustível que é diferente do GLP e pode ser usado em automóveis legalmente — são contrários à aprovação. Eles argumentam que ela pode estimular a conversão clandestina e, com o aumento de demanda, encarecer o gás de cozinha para as famílias, já que entre 27% e 30% do GLP consumido no Brasil é atualmente importado. Em agosto, o preço médio do botijão de gás de 13 kg estava em R$ 93, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), mas já superava os R$ 100 em diversos estados brasileiros, como Mato Grosso (R$ 114), Rondônia (R$ 111), Amapá (R$ 109), Roraima (R$ 109) e Pará (R$ 102). SAIBA MAIS: Por que o preço dos combustíveis está subindo – e quem são os 'culpados' por isso Os representante dos distribuidores de GLP, por sua vez, acusam o setor de GNV de querer manter reserva de mercado e defendem a liberdade de escolha dos consumidores, lembrando que o combustível é utilizado em automóveis na Europa. Procurado, o Mercado Livre disse que a venda de kits de GLP na plataforma é proibida e que, assim que identificados, os anúncios com esse teor são derrubados e o vendedor, notificado. Após a resposta da empresa à BBC News Brasil, diversos anúncios foram apagados. 'Serve para carro Uno, ano 92, carburado?' O anúncio diz que é de "Kit Gás GLP Botijão P13 para Empilhadeiras Barcos Geradores", mas as dúvidas dos compradores e respostas do vendedor não deixam dúvidas: o principal uso pretendido por quem compra um desses kits é a conversão clandestina de automóveis. "Bom dia, serve [para] carro uno ano 92 carburado?", pergunta um comprador. "Olá, serve sim", recebe de resposta. "Kit para Saveiro injetada", pede outro cliente. "Qual ano e motor? Monoponto ou 4 bicos? Especifique", responde o vendedor. "Boa tarde. Esse kit consigo instalar em um Chevette 1.6 a gasolina? Desde já agradeço", questiona um terceiro. "Consegue sim", é a resposta. Para quem pergunta a economia obtida com a conversão, a resposta é sempre a mesma: "Economia em R$ [reais], 30% cidade e 50% estrada, essa é a média", promete o vendedor. Além do kit supostamente para empilhadeiras — único veículo no qual o uso de GLP é autorizado —, muitos outros anúncios trazem explicitamente o modelo de veículo a que o produto se destina: "Kit Gás GLP Botijão P13 Vectra Ano 98 Motor 2.2 8v", "Kit Gás GLP Botijão P13 Doblo 1.3 16v 2005 Gasolina", "Kit Gás GLP Botijão P13 Meriva 1.4 Flex", eram alguns dos exemplos disponíveis na quinta-feira (23/9). Inflação e proibição A busca por economia no combustível é justificada: segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a gasolina acumula alta de 31% no ano, até agosto, e de 39% em 12 meses. Já o etanol subiu 41% entre janeiro e agosto e 62% no acumulado de 12 meses. No entanto, a conversão para GLP é ilegal. A Lei 8.176 de 1991 define como crime contra a ordem econômica o uso do "gás liquefeito de petróleo em motores de qualquer espécie, saunas, caldeiras e aquecimento de piscinas, ou para fins automotivos". A resolução 673 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) diz que utilizar gás de cozinha em automóveis é uma infração grave. O motorista flagrado perde cinco pontos na carteira, pode ser multado em R$ 195,23 e ter o veículo apreendido. A infração também está descrita no artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e em normativa da ANP (Resolução ANP nº 49 de 2016). A conversão clandestina de veículos para GLP era uma prática comum no Brasil dos anos 1980, particularmente nas periferias, mesmo sendo proibida pelo Contran desde 1986. Já a definição do uso como "crime contra a ordem econômica" aconteceu em 1991, em meio à Guerra do Golfo, uma das principais regiões produtoras de petróleo do mundo — o GLP é um derivado do óleo. Mesmo após a proibição, a prática continuou nos anos 1990. Uma reportagem da Folha de S. Paulo de 1998, por exemplo, relatava que cerca de 25 mil veículos rodavam movidos a gás de cozinha na região de Irecê, no interior da Bahia. "Os proprietários dos veículos argumentam que o gás de cozinha é mais econômico. Com um botijão de gás (13 kg), o proprietário de um veículo pode rodar até 170 km", dizia a reportagem. "O botijão de gás custa R$ 9 nos postos de Irecê." Botijão de gás a R$ 9. Realmente, eram outros tempos. Conversão clandestina de veículos para GLP era prática comum no Brasil dos anos 1980, particularmente nas periferias, mesmo sendo proibida pelo Contran desde 1986 Agência Brasil Economia de 30%? Longe disso! E atualmente, compensa fazer a conversão clandestina com o botijão acima dos R$ 90? O professor Fabio Gallo Garcia, da FGV e da PUC-SP, é taxativo: não compensa, nem do ponto de vista econômico, nem no da segurança de motoristas e passageiros. A pedido da BBC News Brasil, o especialista em finanças estimou o custo por quilômetro rodado dos diversos tipos de combustíveis, considerando um preço médio de R$ 6,076 por litro para a gasolina, R$ 4,704 por litro para o etanol, R$ 4,146 por metro cúbico para o GNV e R$ 16,12 por metro cúbico para o GLP (equivalente a R$ 98,33 por botijão de 13 kg). Pelas contas do professor, considerando apenas o preço dos combustíveis, o GNV — que é usado legalmente nos veículos — gera uma economia por quilômetro rodado de 51% em relação à gasolina e de 56% em relação ao etanol. Já no GLP — de uso clandestino —, a economia é de apenas 4,4% em relação à gasolina e 13,5% na comparação com o etanol. Ou seja: nem de longe a economia chega nos 30% ou 50% prometidos pelo vendedor de kits do Mercado Livre. Como a economia por quilômetro rodado é menor, o tempo de retorno do investimento na conversão também é pior para o GLP, em relação ao GNV, estima Gallo Garcia. Considerando o desconto dado por muitos estados no IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e a economia por quilômetro rodado, um veículo convertido da gasolina para o GNV recupera o investimento de cerca de R$ 5 mil na conversão em pouco mais de 12 meses, se rodar 1.000 km por mês. Já para o GLP, considerando um kit de conversão de R$ 1 mil, levaria 38 meses para o investimento se pagar, rodando 1.000 km por mês. "Isso confirma que a economia propalada não é verdadeira. Além de todo risco", conclui o professor. GLP Vs. GNV Por ser uma prática ilegal, não há dados de quantos veículos rodam a GLP atualmente no país. Já os veículos a GNV são hoje 2 milhões, segundo a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado), menos de 5% da frota de cerca de 46,2 milhões de automóveis em circulação no Brasil, pela estimativa do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores). Gustavo Galiazzi, gerente técnico da Abegás, explica que o GLP (gás de botijão) é uma mistura de dois gases, propano e butano, a proporção de mais ou menos 50/50. Ele é obtido através do refino do petróleo. O GNV (gás natural veicular), por sua vez, é composto em quase 90% de metano e é extraído diretamente de reservatórios no subsolo. Do ponto de vista físico, o GLP tem mais moléculas de carbono e o gás natural, menos. Na prática, isso significa que o GLP pode ser pressurizado no botijão e ele vira líquido. Já o gás natural só tem uma molécula de carbono. Como ele é muito leve, não pode ser facilmente liquefeito, por isso é sempre comercializado encanado. "Como o GNV é mais leve do que o ar, em caso de vazamento, ele se dissipa com facilidade. Já o GLP é mais pesado do que o ar, então quando vaza, ele fica no fundo da mala do carro", diz Galiazzi, lembrando ainda que a temperatura de autoignição do GNV é bastante superior à do GLP, o que também torna o gás natural mais seguro do que o de botijão para uso automotivo. Táxi sendo abastecido com GLP em Manila, capital das Filipinas Getty Images Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo), concorda que a conversão clandestina é perigosa, mas afirma que o uso legalizado e com as devidas certificações do GLP automotivo é seguro, como atesta o crescimento desse mercado na Europa. "O maior desenvolvimento de utilização de GLP no mundo é o que se chama de Autogas, que é o GLP automotivo", argumenta Mello. "Tecnicamente, em termos de segurança, o GLP é um combustível espetacular para motores." Segundo dados da Acea (sigla em inglês para a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis), o registro de novos veículos movidos a GLP cresceu 134% na União Europeia no segundo trimestre de 2021, em relação a igual período do ano passado, para 59,4 mil unidades. Já o registro de novos veículos a GNV cresceu 42% no período, para 13,5 mil. Ambos os mercados, no entanto, são bastante pequenos se comparados, por exemplo, ao de veículos elétricos, que somou mais de 400 mil novas unidades na Europa no período. Projeto de lei na Câmara Um projeto de lei na Câmara tenta tirar o uso do GLP em motores do âmbito da gambiarra para a legalidade. O deputado federal Felício Laterça, ex-delegado de polícia e atualmente no PSL-RJ, diz que a ideia veio de um amigo seu, também policial. "A motivação foi minha experiência policial. Não raro, nós vemos certas situações que são criminalizadas para se resolver um problema que não é criminal", diz Laterça. "Um colega policial civil me apresentou esse problema e eu falei: é agora. Porque, por uma questão de política econômica, vedaram o uso do gás para caldeiras e motores, o que é uma situação completamente esdrúxula e anômala", avalia. Em sua justificativa para o projeto, o deputado argumenta que a lei que define o uso do GLP em motores como crime contra a ordem econômica "foi elaborada [em] um contexto que reclamava medidas de contenção do consumo de derivados do petróleo". "Passados quase 30 anos, o cenário atual contraria o cenário econômico daquela época, registrando aumento substancial da produção interna de petróleo e considerável independência do GLP importado", escreve o ex-delegado. Questionado se não há um equívoco na argumento, posto que o Brasil ainda importa entre 27% e 30% do GLP que consome, Laterça diz que a produção de gás no país está crescendo e que eventualmente chegaremos à autonomia. No entanto, o que tem crescido no Brasil é a produção de gás natural (GNV), enquanto a produção de GLP é limitada pela capacidade nacional de refino de petróleo — mesmo motivo pelo qual o país ainda importa outros combustíveis, apesar de ser autossuficiente em óleo cru. O Sindigás apoia o projeto de lei, mas lembra que, mesmo que ele seja aprovado, o uso do GLP em veículos ainda seria proibido, devido às normativas do Contran e da ANP. "Se alguém está comprando kit para adaptação para GLP, significa que ele é competitivo. Não seria a hora de ser permitido que o GLP seja usado para qualquer fim e o consumidor faça — com normas — a escolha pelo combustível que ele queira?", questiona Mello. A Abegás, por sua vez, é contrária à mudança, segundo Galiazzi. "Esse projeto não faz sentido. Para liberar para veículos, vamos ter que aumentar as importações — são divisas que vamos ter que alocar para fora do país. Quem vai acabar pagando a conta são as famílias de baixa renda."
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25/09 - Preço médio da gasolina sobe pela 8ª semana seguida nos postos, mostra ANP
Valor segue acima de R$ 6 por litro. Pesquisa também mostra alta nos valores do etanol e leve recuo no óleo diesel. Bomba de gasolina na zona sul de São Paulo Marcelo Brandt/G1 O preço médio da gasolina subiu pela 8ª semana nos postos de combustíveis do Brasil e permanece acima da marca de R$ 6 por litro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A cotação média da gasolina comum nas bombas atingiu R$ 6,092 por litro nesta semana, ante R$ 6,076 na semana anterior. ENTENDA: Por que o preço dos combustíveis está subindo – e quem são os 'culpados' por isso A pesquisa também mostrou alta nos valores do etanol, que chegou a R$ 4,715 por litro, versus R$ 4,704 na última semana. O óleo diesel teve leve recuo e foi cotado a R$ 4,707 por litro, pouco abaixo dos R$ 4,709 registrados na semana passada. O que faz os preços da gasolina e diesel subirem? Impacto na inflação Em 2021, o combustível se transformou num dos vilões da inflação, responsável por afetar duramente o orçamento das famílias brasileiras – já prejudicadas pela alta dos alimentos e da energia elétrica. Segundo o IBGE, a gasolina acumula no ano uma alta de 31,09%. Os preços de venda dos combustíveis seguem o valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e/ou uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil, por exemplo.
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25/09 - Executiva da Huawei é liberada de prisão domiciliar e volta para a China após acordo com EUA
Meng Wanzhou ficou quase três anos em prisão domiciliar no Canadá, acusada de fraude bancária. Os canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor, presos na China, também foram libertados. A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, deixa sua casa em Vancouver, após audiência sobre sua libertação Jesse Winter / Reuters A diretora financeira da fabricante de tecnologia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, retornou para a China neste sábado (25), após quase três anos em prisão domiciliar no Canadá, acusada de fraude financeira nos Estado Unidos. Huawei: por que a gigante chinesa virou alvo de vários países e teve executiva presa Na sexta-feira (24), Wanzhou chegou a um acordo com promotores norte-americanos, que retiraram um pedido de extradição, e ganhou a liberdade, durante uma audiência na corte de Vancouver. Logo depois, ela deixou o país com destino à cidade chinesa de Shenzhen. No acordo, a executiva teria concordado em admitir que cometeu delitos. Ela foi acusada ter violado sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Irã. Em 2018, um tribunal de Nova York emitiu um mandado de prisão para Meng, acusada de mentir para o banco HSBC sobre a relação da Huawei com a subsidiária Skycom, que vendia equipamentos para o Irã, colocando o banco em risco de violar as sanções dos EUA contra o Irã. Meng é filha do fundador da Huawei, Ren Zhengfei. A empresa é a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações e a segunda maior fabricante de smartphones do mundo. Crise diplomática O caso prejudicou as relações da China com os Estados Unidos e o Canadá. Também gerou acusações de que a China deteve cidadãos canadenses em retaliação, o que o país negou. Os canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor foram presos na China em 2018, acusados de espionagem e roubo de segredos de Estado. Segundo as autoridades chinesas, Kovrig violou "gravemente" as leis do país, atuou como "espião" e "roubou segredos de Estado" por meio do empresário Spavor. Kovrig e Michael Spavor também foram liberados na sexta-feira (24) e já voltaram para o Canadá, em um aparente ato de reciprocidade de Pequim, de acordo com a agência Reuters.
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25/09 - Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (26/09/2021)
O programa vai mostrar a macadâmia, noz que, quando plantada em conjunto, beneficia a safra de café, gerando aumento de produtividade e melhora na qualidade dos grãos. Veja os destaques do Globo Rural deste domingo (26/09/2021) O Globo Rural deste domingo (26) mostra a macadâmia, noz que, quando plantada em conjunto, beneficia a safra de café, gerando aumento de produtividade e melhora na qualidade dos grãos. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Tem ainda a alta da arroba bovina e a queda da negociação do animal, a presença de cigarrinhas nas lavouras de milho no Rio Grande do Sul e mais. Não perca, o Globo Rural começa a partir das 8h00. Veja os vídeos mais assistidos do Globo Rural
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25/09 - Auxílio Emergencial 2021: Caixa paga sexta parcela a trabalhadores fora do Bolsa Família nascidos em maio
Para quem faz parte do Bolsa Família, pagamentos da sexta parcela começaram no dia 17 de setembro. A Caixa Econômica Federal (Caixa) paga neste sábado (25) a sexta parcela do Auxílio Emergencial aos trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em maio. Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Os recursos serão depositados em poupança social digital da Caixa, e estarão disponíveis inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber a 6ª parcela neste sábado serão liberados em 8 de outubro. Auxílio emergencial 2021: regras da prorrogação Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ VEJA QUEM RECEBE NESTE SÁBADO: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em maio A Caixa lembra que os recursos também podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem e na rede lotérica de todo o país. Como realizar o saque Para sacar o dinheiro, é preciso fazer o login no aplicativo Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado para saque em dinheiro nas agências, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui. As agências da Caixa abrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. Não é preciso madrugar ou chegar antes do horário de abertura. Todas as pessoas que procurarem atendimento durante o horário de funcionamento serão atendidas. Continua disponível aos beneficiários a opção de utilização dos recursos creditados na poupança social digital para a realização de compras, por meio do cartão de débito virtual e QR Code, pagamento de boletos, contas de água, luz, telefone, entre outros serviços. Com o aplicativo Caixa Tem, também está disponível a funcionalidade para pagamentos sem cartão nas cerca de 13 mil unidades lotéricas do banco. Calendários de pagamento Segundo o governo, o novo calendário é o definitivo. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a ideia é não mais prorrogar o benefício após o pagamento da sétima parcela. Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial O
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24/09 - Conta de luz da tarifa social continua com bandeira vermelha 2 em outubro, informa Aneel
Custo adicional é de R$ 9,49 por 100 kWh consumidos. Famílias de baixa renda não pagam bandeira de escassez hídrica, em vigor até abril para demais consumidores. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (24) que a conta de luz das famílias de baixa renda incluídas na Tarifa Social de Energia Elétrica continuará com a bandeira tarifária vermelha 2 em outubro. O sistema de bandeiras tarifárias é uma cobrança adicional aplicada às contas de luz quando o custo de produção de energia aumenta. O valor extra é reflexo da crise hídrica que afeta os reservatórios das usinas hidrelétricas. Para preservar água, o governo acionou as usinas termelétricas, que são mais caras e mais poluentes. Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, a cobrança adicional na conta de luz da tarifa social é de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos. Os consumidores da tarifa social são isentos de pagar a bandeira escassez hídrica, que entrou em vigor para os demais consumidores em setembro e deve permanecer até 30 de abril de 2022. A nova bandeira, que é a mais cara do sistema, representa alta de 49,63% em relação à bandeira vermelha patamar 2. Com a bandeira escassez hídrica, o custo da energia tem um adicional de R$ 14,20 por 100 kWh consumidos. As famílias de baixa renda continuam tendo direito ao desconto nas tarifas, que varia de 10% a 65% de acordo com a faixa de consumo. O desconto é concedido nos primeiros 220 kWh consumidos mensalmente por clientes residenciais. Entenda as bandeiras tarifárias G1 Inclusão automática O presidente Jair Bolsonaro sancionou, no início de setembro, uma lei que determina a inscrição automática de famílias de baixa renda como beneficiárias da tarifa social. A ideia é facilitar as inscrições no programa a partir do compartilhamento das informações do Cadastro Único pelo Executivo. Antes da lei, interessados precisavam solicitar a inscrição por telefone ou dirigir-se à distribuidora para pedir o benefício. Têm direito à tarifa social: famílias inscritas no Cadastro Único do governo federal, com renda per capita menor ou igual a meio salário mínimo; idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC); famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até três salários mínimos com um integrante que, devido a uma doença ou a uma deficiência, faça uso contínuo de aparelhos médicos que consomem energia elétrica. VÍDEOS: notícias sobre política
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24/09 - Petróleo fecha com valor máximo desde 2018 em meio à oferta restrita
Na avaliação de especialistas, alta se deve à oferta insuficiente da commodity no mundo, enquanto a demanda segue crescente. Preços do petróleo fecharam em alta pelo quarto dia consecutivo nesta sexta-feira (24) Gregory Bull/AP/Arquivo Os preços do petróleo fecharam em alta pelo quarto dia consecutivo nesta sexta-feira (24), com o Brent alcançando um valor máximo em quase três anos, em um mercado onde a oferta se anuncia persistentemente insuficiente e diante da demanda crescente. O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em novembro fechou a US$ 78,09 em Londres, em alta de 1,08% em relação ao fechamento de quinta. Trata-se do seu nível de fechamento mais elevado desde 22 de outubro de 2018. Em Nova York, o barril de WTI para entrega no mesmo período, fechou em alta de 0,92% a US$ 73,98. Para Michael Lynch, presidente da consultoria Strategic Energy Group; Economic Research (SEER), esta alta se deve à opinião dos operadores, que consideram a oferta de petróleo insuficiente no mundo. "Ver baixar as reservas (comerciais americanas) cada vez mais faz pensar que o mercado continuará tenso pelo menos por algum tempo", comentou. No Golfo do México, 31 plataformas que foram evacuadas antes do furacão Ida, há quatro semanas, continuam inoperantes. Segundo a analista Louise Dickson, da Rystad Energy, as perturbações provocadas por Ida vão privar o mercado de 300 mil barris diários entre o fim de agosto e dezembro. A demanda, enquanto isso, não dá sinais de fragilidade, com alta nas importações de petróleo na Índia, uma melhora da situação sanitária na Europa, a suspensão das restrições de entrada no território pelos Estados Unidos, o que deverá reativar as viagens e a demanda de combustível pelas companhias aéreas.
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24/09 - Petrobras conclui venda de participação na GásLocal para White Martins por R$ 60,6 milhões
Do valor total estimado da venda, R$ 56 milhões serão pagos na presente data e R$ 4,6 milhões em até 13 meses. 78ª fase da Lava Jato mira ex-funcionário da diretoria de Serviços da Petrobras Reprodução/RPC A Petrobras concluiu a venda da sua participação de 40% na empresa GásLocal para a White Martins, por R$ 60,6 milhões, informou a empresa, em comunicado nesta sexta-feira (24). Do valor total estimado da venda, R$ 56 milhões serão pagos na presente data e R$ 4,6 milhões em até 13 meses, a partir da data do fechamento do acordo, explicou a petroleira. O acordo prevê ajustes nas condições comerciais para o fornecimento de gás pela Petrobras, na qualidade de participante do Consórcio Gemini — formado pela petroleira com White Martins e GásLocal —, até o fim de 2023, atendendo à determinação do órgão antitruste Cade. A venda está em linha com estratégia da companhia, que vem buscando se desfazer de ativos não essenciais para focar nas atividades de petróleo em águas profundas e ultraprofundas de das bacias de Campos e Santos.
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24/09 - E se eu me arrepender? É seguro? Em vídeo, entenda o que muda com o open banking, 'sistema financeiro aberto'
Sistema de open banking chegou ao Brasil, mas ainda há dúvidas sobre a implementação. Em vídeo, g1 explica como funciona o sistema financeiro aberto, em que bancos podem acessar informações dos clientes de outras instituições. Open Banking: veja quais dados podem ser compartilhados e quem pode ver Open Banking (ou Sistema Financeiro Aberto) é um sistema de compartilhamento de dados financeiros de forma padronizada. Em uma única plataforma integrada, as diferentes instituições financeiras têm acesso a dados de clientes para oferecer produtos e serviços personalizados e mais vantajosos para cada caso. Mas, claro, restam muitas dúvidas sobre o novo sistema. O que muda? Quem pode acessar seus dados? Quais dados? E se o cliente se arrepender de autorizar o compartilhamento? Entenda tudo no vídeo acima. O Banco Central (BC) pretende terminar em 2021 a maior parte da implementação do sistema no Brasil. Tudo deve ser feito com autorização expressa do cliente, que decide que dados são compartilhados, com quem e por quanto tempo. Segundo o BC, a integração pode melhorar a avaliação de crédito e estimular a competição no sistema financeiro, com produtos mais adequados e baratos. Entenda o que é Open Banking LEIA MAIS Banco Central implementa segunda fase do open banking Open banking vai criar 'sistema financeiro do futuro', diz presidente do BC Mais de 1 mil instituições terão participação obrigatória em open banking PODCAST: O que é open banking e o que você pode ganhar com isso? PIX já representa mais da metade das transações bancárias As instituições têm acesso a dados antigos ou apenas aos gerados depois do consentimento? Se o cliente permitir, é possível compartilhar o histórico financeiro de até um ano com outras instituições. Banco Central prevê implementação do 'Real digital' em até 3 anos Quais são as fases do open banking? Para que tudo seja feito com tranquilidade, o BC separou em quatro fases. Nesta sexta-feira (13), entra em vigor a segunda delas.
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24/09 - Uber exclui motoristas por cancelamento constante de corridas
Segundo motoristas ouvidos pelo g1, as contas foram desativadas sem aviso prévio; associação fala em 15 mil condutores excluídos, mas Uber contesta o número e diz que "cancelamentos excessivos ou para fins de fraude" violam o Código da Comunidade. A Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp) acusa a Uber de excluir, em todo o país, mais de 15 mil motoristas de aplicativo da plataforma por excesso de cancelamentos. Seria o equivalente a 1% de toda a base de motoristas do país, segundo a associação. A empresa nega a quantia e fala em 1,6 mil. Como mostrou o g1 em julho, os condutores passaram a selecionar corridas em virtude do aumento do preço dos combustíveis. Do gasto diário de um motorista, a gasolina representa entre 40% e 50% e segundo o resultado do IPCA-15, divulgado nesta sexta-feira (24), o combustível acumula alta de 39,05% nos últimos 12 meses. Mesmo com reajuste da corrida feita pelos aplicativos, motoristas de SP escolhem as viagens para economizar combustível Com alta do combustível, Uber e 99 reajustam ganho da corrida para motoristas Preço dos combustíveis aperta lucro de motoristas de app e motoboys – que escolhem corridas e pensam em largar a profissão A Amasp diz que, entre efeitos da pandemia e, agora, da alta de combustíveis, cerca de 25% da frota paulistana de motoristas desistiu de trabalhar no segmento — nacionalmente, não há um levantamento. A oferta menor de motoristas aumentou o tempo de espera para passageiros. “Foi uma exclusão sumária, o que deixou os motoristas em situação complicada. Nos termos de uso da plataforma, não há proibição à prática do cancelamento”, diz Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp. Souza diz ainda que foi procurado por quase 1 mil motoristas retirados da plataforma. Alta dos combustíveis afetam lucro de motoristas por aplicativos 'Desativada permanentemente' O g1 conversou com três motoristas de aplicativo que foram excluídos da plataforma. Todos admitem os cancelamentos, mas dizem que os números apresentados pela plataforma não correspondem à quantia de viagens canceladas e que não foram avisados da possibilidade de exclusão. Ao retirar um motorista da plataforma, a Uber envia uma mensagem dentro da plataforma e restringe o acesso para novas corridas. Alegando violação do Código da Comunidade Uber, a conta é “desativada permanentemente”. “Na Uber, o cancelamento de viagens é um direito tanto do motorista quanto do usuário. Porém, o abuso desse recurso configura mau uso da plataforma, pois prejudica intencionalmente o seu funcionamento”, diz a nota enviada aos motoristas. Francisco Peixoto Neto, de 33 anos, foi excluído da plataforma nesta semana Arte/g1/Arquivo pessoal Falta de notificação O motorista Francisco Peixoto Neto, de 33 anos, conta que foi notificado pela empresa na terça-feira, mas tinha por hábito cancelar corridas em áreas de risco da cidade de São Paulo e, mais recentemente, as que fossem pouco rentáveis pelo custo de combustível. Ele diz que nunca foi notificado de que estava quebrando alguma regra. “Se eu tivesse recebido uma mensagem antes, teria parado de cancelar porque dependo disso para sustentar minha filha de 5 meses. A gente não teve uma chance de defesa”, diz Peixoto. O mesmo padrão é descrito por Douglas Santana, de 36 anos. “Estou há quase 4 anos na Uber, nunca tive problema e nem reclamação”, diz. Douglas Santana, de 36 anos, foi excluído da plataforma nesta semana Arte/g1/Arquivo pessoal Já Carlos Alberto Rocha, de 37 anos, diz que depois de tirar um intervalo na terça-feira não conseguiu voltar ao aplicativo. Além disso, ao ter a conta desativada, não consegue contato com a empresa para negociar um retorno. “O que me deixa chateado é que somos simplesmente excluídos, sem importar se precisamos sustentar nossa família ou pagar prestação do carro, seguro e licenciamento”, afirma Rocha. Nota da Uber Procurada, a Uber emitiu duas notas de esclarecimento. A primeira, publicada nesta reportagem por volta das 18h, não contestava o números da Amasp. A segunda, enviada às 19h30, está abaixo. A Uber esclarece que não "excluiu mais de 15 mil motoristas", como afirma a associação ouvida pela reportagem. São cerca de um milhão de motoristas e entregadores parceiros cadastrados na plataforma da Uber no Brasil, e apenas uma minoria, cerca de 0,16% do total, apresenta comportamentos que prejudicam intencionalmente o funcionamento da plataforma e atrapalham outros motoristas e usuários que apenas desejam gerar renda ou se deslocar. Motoristas parceiros são profissionais independentes e, assim como os usuários, podem cancelar viagens quando julgarem necessário. Cancelamentos excessivos ou para fins de fraude, porém, representam abuso do recurso e configuram mau uso da plataforma, pois atrapalham o seu funcionamento e prejudicam intencionalmente a experiência dos demais usuários e motoristas. A Uber tem equipes e tecnologias próprias que revisam constantemente as viagens e os cancelamentos para identificar suspeitas de violação ao Código da Comunidade e, caso sejam comprovadas, banir as contas envolvidas. Comportamentos como a prática de cancelar diversas viagens em sequência e logo após terem sido aceitas prejudicam negativamente todos que usam a plataforma porque, de um lado, impedem que outros motoristas parceiros gerem renda atendendo as mesmas solicitações de viagens canceladas, e, por outro, deixam os usuários esperando mais tempo ou até desistindo da solicitação. O abuso no cancelamento de viagens não tem nada a ver com a liberdade do motorista parceiro de recusar solicitações. Na Uber, o motorista é totalmente livre para decidir quais solicitações de viagem aceitar e quais recusar. A conexão entre parceiro e usuário - quando nome, modelo e placa do carro são compartilhados e o usuário recebe a confirmação de que o motorista está a caminho - só ocorre depois do motorista ter conferido as informações da solicitação (tempo, distância, destino etc.) e decidido aceitar a realização da viagem."
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24/09 - Governo pode arrecadar R$ 10,6 bi com leilão do 5G; vencedoras terão que investir outros R$ 39,1 bi
Anatel aprovou nesta sexta (24) versão final do edital do leilão, marcado para 4 de novembro. Valor total supera o previsto inicialmente pela agência. O leilão do 5G, marcado para 4 de novembro, deve movimentar R$ 49,7 bilhões, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Desse total: R$ 10,6 bilhões devem ser desembolsados pelas empresas vencedoras do leilão para pagamento das outorgas, ou seja, pelo direito de explorar comercialmente o 5G. Esse valor irá para o caixa do governo; R$ 39,1 bilhões terão que ser investidos pelas empresas vencedoras para cumprir as contrapartidas, exigências previstas no edital (leia mais abaixo). Inicialmente, a Anatel previa que o leilão do 5G movimentaria 45,6 bilhões. De acordo com a agência, o encarecimento se deve à atualização da cotação do dólar utilizada nos cálculos mas também ao cumprimento de exigências do Tribunal de Contas da União (TCU) para o texto do edital. Entre essas exigência estão a utilização de uma base de dados mais recente do IBGE para classificação das áreas urbanas, o que levou ao aumento dessas áreas e, consequentemente, a elevação do preço do leilão. Também houve alteração no número de estações de rádio-base que deverão ser instaladas para transmissão do sinal. Aprovação do edital O Conselho Diretor da Anatel aprovou em reunião extraordinária nesta sexta-feira (24) a versão final do edital do 5G, a nova geração de internet móvel. A previsão do governo é que a oferta do 5G comece até julho de 2022, inicialmente nas capitais dos estados. Anatel aprova versão final do edital do 5G e marca leilão para 4 de novembro No leilão do 5G, serão oferecidas às operadoras de telefonia quatro faixas de frequência: 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz. Essas faixas funcionam como "avenidas" no ar para transmissão de dados. É por meio das faixas que o serviço de internet de quinta geração será prestado. Contrapartidas O edital prevê, para cada uma das quatro faixas, contrapartidas que terão que ser cumpridas pelas empresas vencedoras do leilão. As contrapartidas foram definidas pelo Ministério das Comunicações. Entre elas estão: disponibilizar 5G nas capitais do país até julho de 2022; levar internet 4G para as rodovias do país; migrar o sinal da TV parabólica para liberar a faixa de 3,5GHz para o 5G; construir uma rede privativa de comunicação para a administração federal; instalar rede de fibra óptica, via fluvial na região amazônica; e levar internet móvel de qualidade às escolas públicas de educação básica. O plano de conectividade será desenvolvido pelo Ministério da Educação e executado e custeado pelas operadoras vencedoras da faixa de 26GHz. A construção da rede privativa e instalação de rede de fibra óptica ficará a cargo das empresas vencedoras dos lotes nacionais da faixa de 3,5GHz. As vencedoras terão de formar uma Empresa Administradora da Faixa (EAF), uma entidade que vai executar essas duas obrigações, além da migração do sinal da TV parabólica. A EAF terá que ser criada em até 70 dias após assinatura dos contratos. REDE PRIVATIVA A construção da rede privativa de comunicação em Brasília foi a solução encontrada pelo Ministério das Comunicações para atender a pedido do presidente Jair Bolsonaro, que é contra o uso de equipamentos da empresa chinesa de tecnologia Huawei nas redes do governo por temer uma suposta "espionagem". O ministro das Comunicações, Fábio Faria, já afirmou que a Huawei não se enquadra nos critérios de transparência e governança exigidos pelo Brasil para a construção da rede privativa. Esses critérios constam em portaria editada pelo ministério em janeiro. Faria disse ainda que o governo não excluiu a empresa do leilão, mas que ela não demostrou interesse em fornecer os equipamentos para a rede governamental. Ainda não se sabe como será essa restrição à Huawei. A empresa chinesa afirma que o texto não prevê a sua exclusão do fornecimento de equipamentos para a rede privativa. A versão final do edital ainda não foi publicada pela agência. Questionado nesta sexta pelo g1 se Huawei poderá fornecer os equipamentos à rede privativa, o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, afirmou que "não existe nada orientado contra ou a favor da empresa A ou B". Ele apontou que a intenção do governo é ter uma rede privativa segura e que a portaria editada em janeiro traz alguns requisitos funcionais mínimos para essa rede. Entre eles, um parágrafo que diz que deverão ser utilizados "equipamentos projetados, desenvolvidos, fabricados ou fornecidos por empresas que observem padrões de governança corporativa compatíveis com os exigidos no mercado acionário brasileiro". Para as faixas de frequência comerciais, não haverá o impedimento. Se a Huawei fosse impedida de participar também das faixas comerciais, o leilão seria inviabilizado, já que ela é a principal fornecedora mundial de equipamentos de telecomunicações. Os Estados Unidos são contrários ao uso de tecnologia da Huawei pelo Brasil em instalações de segurança, embora empresas brasileiras de telecomunicações já tenham construído redes utilizando amplamente componentes chineses. A Huawei foi colocada em uma lista negra de exportações norte-americanas em 2019 e foi proibida de acessar tecnologias importantes de origem norte-americana, o que afetou sua capacidade de desenvolver seus próprios chips e de obter fontes de componentes de vendedores internacionais. 4G DAS RODOVIAS No caso das rodovias, por exemplo, as operadoras terão de ofertar sinal de internet 4G em rodovias federais que atualmente não contam com a tecnologia. As rodovias selecionadas para receber o sinal foram as consideradas estratégicas para o transporte de passageiros e para o escoamento da produção agropecuária, como a BR-163, BR-364, BR-242, BR-135, BR-101 e BR-116. Os trechos exatos serão detalhados no edital, que ainda não foi publicado pela agência. INTERNET MÓVEL NAS ESCOLAS A inclusão da obrigação de levar internet móvel de qualidade às escolas públicas de educação básica do país foi um pedido da frente parlamentar da Educação do Congresso. A obrigação não estava prevista inicialmente no edital, porque o Ministério das Comunicações argumenta que, ao levar internet 5G para as cidades, as escolas já seriam beneficiadas. O TCU, contudo, entendeu que essa obrigação poderia estar no edital, de modo que possa ser fiscalizada pela Anatel. A recomendação foi feita e acatada pela agência. VÍDEOS: notícias de economia
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24/09 - Uso de drones na agropecuária é regulamentado pelo Ministério da Agricultura
Equipamento é voltado pra a aplicação de agrotóxicos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. Mapa regulamenta o uso de drones em atividades agropecuárias Divulgação / Mapa O uso de drones em atividades agropecuárias foi regulamentado nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por meio da Portaria n° 298 publicada no Diário Oficial da União. A operação de aeronaves remotamente pilotadas (ARP), ou seja drones, será para a aplicação de agrotóxicos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. Segundo nota do ministério, o objetivo da regulamentação é simplificar os procedimentos e adequar as exigências legais às especificidades da tecnologia. Os operadores dos drones deverão ter registro no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) e um curso destinado a aplicação aeroagrícola remota. Em alguns casos, a atividade deve ser coordenada por um responsável técnico, engenheiro agrônomo ou engenheiro florestal. Já o aparelho deve estar regularizado junto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com a nota, a segurança operacional deve envolver todo o processo de aplicação, desde o preparo da substância, o monitoramento das condições ambientais e o registro e arquivamento dos dados, de forma que possam ser auditados, sempre que necessário. “Esperamos que a normativa traga a segurança jurídica necessária para os operadores, ao mesmo tempo que garanta a harmonização e a segurança das operações e uso responsável da tecnologia. A norma também servirá como um ‘norte’ para a coordenação e a fiscalização das atividades, tanto por parte do Mapa, como por parte dos órgãos estaduais, responsáveis pela fiscalização do uso de agrotóxicos”, disse a chefe da Divisão de Aviação Agrícola, Uéllen Lisoski. Vídeos: tudo sobre agronegócios
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24/09 - Criptomoedas recuam após China proibir operações
Bitcoin perde mais de 5% na tarde desta sexta-feira. As criptomoedas são negociadas em forte baixa nesta sexta-feira (244), após o governo chinês anunciar a proibição da negociação desses ativos no país. Um comunicado publicado nesta sexta-feira no site do banco central chinês, o Banco Popular da China, declara que todas “as atividades comerciais vinculadas a moedas virtuais são atividades financeiras ilegais”. Por volta das 14h (de Brasília), o bitcoin era negociado em baixa de 5,14%, a US$ 41.998,50, segundo informações do site especializado CoinDesk. O ethereum perdia 7,50%, a US$ 2.890,20, o litecoin recuava 8,18%, a US$ 148,36, e o bitcoin cash cedia 7,56%, a US$ 504,92. LEIA TAMBÉM: Bitcoin: o que explica sobe e desce da criptomoeda Como funcionam o bitcoin e outras criptomoedas? G1 Explica Bitcoins: a confusão em El Salvador com a adoção da criptomoeda como moeda oficial Banco Central da China declara ilegais todas as transações com criptomoedas A China anunciou a medida cumprindo a promessa feita recentemente de eliminar atividades ilegais nas operações com bitcoin e outras moedas virtuais e de decretar uma proibição nacional à mineração dessas divisas. No comunicado desta sexta-feira, o Banco Popular da China também afirma que a proibição “coloca em grave perigo os ativos das pessoas”.
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24/09 - Reservas internacionais brasileiras sobem US$ 15 bilhões em agosto após alocação do FMI
Em resposta à crise econômica gerada pela pandemia, o valor total repassado pelo fundo aos países foi recorde, de US$ 650 bilhões. Notas de dólar REUTERS/Dado Ruvic O Banco Central informou nesta sexta-feira (24) que as reservas internacionais brasileiras subiram a US$ 370,4 bilhões em agosto, alta de US$ 14,7 bilhões sobre julho, principalmente por alocação promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa alocação de US$ 15 bilhões para o Brasil foi efetivada em 23 de agosto. Ela fez parte da distribuição dos chamados Direitos Especiais de Saque (DES) para os países membros da entidade. Em resposta à crise econômica gerada pela pandemia, o valor total foi recorde, de US$ 650 bilhões. Cada país recebeu o correspondente a sua cota no FMI, sendo que a do Brasil é de 2,32%. Banco Central da China declara ilegais todas as transações com criptomoedas Ao comentar o dado, o chefe do departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, disse que os formuladores de política no país "identificaram que não tem nenhuma perspectiva de utilização" dos recursos repassados pelo FMI. "Nós recebemos na reserva, registramos na dívida externa. Não tem, portanto, pagamento de juros em termos líquidos", disse Rocha. Ele explicou que esse pagamento de juros só aconteceria se o país utilizasse os recursos, uma vez que deixaria de receber juros sobre o ativo (nas reservas) e passaria a pagar juros sobre o passivo (na dívida). Em 2009, o país recebeu 3,5 bilhões de dólares em DES, equivalente a sua cota de então no FMI --de 1,42%-- sobre o montante total de 250 bilhões de dólares que fora distribuído em meio à crise financeira global.
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24/09 - Tesouro Direto: emissões de títulos públicos somam R$ 3,3 bilhões em agosto
No mês passado, vencimentos somaram R$ 2,02 bilhões. Com isso, houve emissão líquida de R$ 1,29 bilhão em agosto. As vendas de títulos públicos por meio do Tesouro Direto, programa para pessoas físicas via internet, somaram US$ 3,31 bilhões em agosto deste ano, informou o Ministério da Economia nesta sexta-feira (24). Essa é a terceira maior venda mensal de títulos por meio do programa, perdendo apenas maio de 2019 (R$ 5,86 bilhões) e para março deste ano - quando somou R$ 3,39 bilhões. De acordo com o Tesouro Nacional, os resgates de títulos públicos R$ 2,02 bilhões no mês passado. A diferença entre o que foi emitido e resgatado, resultando em uma emissão líquida, foi, portanto, de R$ 1,29 bilhão em agosto. Juro mais alto O aumento nas vendas de títulos públicos por meio do Tesouro Direto acontece em um momento de alta da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,25% ao ano. Com essa alta, cresce também o rendimento dos papeis vendidos pelo governo federal. Segundo o Tesouro Nacional, a demanda por títulos públicos do Tesouro Direto apresenta uma tendência de crescimento nos últimos anos, mesmo que haja uma variação ao longo dos meses, e o resultado do mês de agosto de 2021 reflete isso. "O nível das taxas de juros do mercado representa mais um elemento que favorece o interesse dos investidores por esta oportunidade de investimento segura, transparente e com boa rentabilidade", acrescentou a instituição. Investidores cadastrados De acordo com o Tesouro Nacional, 516.099 novos investidores se cadastraram no programa em agosto. Com isso, o número total de investidores cadastrados até o fim do mês passado atingiu 12.465.896, um aumento de 53,9% nos últimos doze meses. "Em agosto de 2021, o total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, atingiu a marca de 1.635.257 pessoas, um aumento de 37.855 investidores no mês", informou a instituição. Volume total Em agosto, o saldo total (estoque) de títulos em mercado alcançou o valor de R$ R$ 69,83 bilhões, uma alta de 2,86% em relação ao mês anterior (R$ 67,89 bilhões). "Os títulos remunerados por índices de preços [inflação] se mantêm como os mais representativos do estoque somando R$ 38,44 bilhões, ou 55,06% do total. Na sequência, vêm os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 17,80 bilhões (25,49%), e os títulos prefixados, que somaram R$ 13,58 bilhões, com 19,45% do total", informou o Tesouro Nacional.
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24/09 - Contratação de temporários para vendas no Natal será a maior em oito anos, prevê CNC
Estimativa é que 94,2 mil trabalhadores temporários sejam contratados; maiores volumes de contratações deverão acontecer nos ramos de vestuário e de hiper e supermercados. 560 mil vagas de empregos temporários no último trimestre estão abertas em todo o Brasil O avanço da vacinação e o consequente aumento da circulação de consumidores deverão fazer com que o Natal de 2021 registre a maior oferta de vagas temporárias para o período nos últimos oito anos. De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a estimativa é que 94,2 mil trabalhadores temporários sejam contratados para atender ao aumento sazonal das vendas neste fim de ano. A entidade prevê ainda aumento de 3,8% nas vendas natalinas, em comparação com o ano passado. Em 2020, a principal data comemorativa do comércio coincidiu com a segunda onda da pandemia, o que fez com que a contratação de temporários para o Natal fosse a menor em cinco anos (68,3 mil). Veja a evolução das contratações na tabela abaixo: Contratação de temporários Economia G1 565 mil vagas temporárias devem ser abertas no último trimestre, prevê associação do setor Varejo e serviços devem abrir 105 mil vagas de emprego para o fim de ano, diz pesquisa da CNDL e SPC Brasil O que muda no currículo para conquistar vagas temporárias neste ano? Veja dicas VÍDEOS: dicas para se destacar no mercado de trabalho Regionalmente, São Paulo (25,55 mil), Minas Gerais (10,67 mil), Rio de Janeiro (7,63 mil) e Paraná (7,19 mil) concentrarão mais da metade (54%) da oferta de vagas. Os maiores volumes de contratações deverão acontecer nos ramos de vestuário (57,91 mil vagas) e de hiper e supermercados (18,99 mil). Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo, lembra que as lojas de vestuário, acessórios e calçados são, historicamente, as que respondem pela maior parte dos empregos temporários neste período do ano. “Enquanto o faturamento do varejo cresce em média 34% na passagem de novembro para dezembro, no segmento de vestuário o faturamento costuma subir 90%”, diz Bentes. Salário médio cresce Segundo os cálculos da CNC, o salário médio de admissão para as vagas temporárias no Natal deverá ser de R$ 1.608, valor 5,1% maior em relação a igual período do ano passado. Assim como em 2020, os maiores salários deverão ser pagos pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.866) e pelo ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.647) – contudo, esses segmentos deverão responder por apenas 0,8% das vagas totais. Em relação às profissões, a CNC estima que 8 em cada 10 vagas criadas devem ser preenchidas por vendedores (60,7 mil) e operadores de caixa (15,2 mil). Farmacêutico (R$ 3.373) e gerente administrativo (R$ 3.054) devem receber os maiores salários médios. A taxa de efetivação dos temporários após o Natal deverá ser maior do que nos últimos cinco anos, com a expectativa de absorção definitiva de 12,2% desses trabalhadores. Veja no gráfico abaixo: Taxa de efetivação das vagas temporárias Economia g1 “As incertezas quanto à rapidez no combate aos fatores que têm dificultado uma evolução ainda mais favorável das condições de consumo e os desdobramentos decorrentes da crise hídrica tendem a impedir uma taxa de efetivação próxima àquelas observadas antes de 2016”, explica Bentes.
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24/09 - Agência de Recursos Hídricos declara estado de atenção sobre situação hídrica no ES
Cenário de atenção foi declarado devido ao risco de aumento do déficit hídrico em rios e demais cursos d'água. Agência de Recursos Hídricos declarou estado de atenção sobre situação hídrica no ES A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) declarou estado de atenção sobre a situação hídrica no Espírito Santo. A resolução com a declaração e recomendações de uso racional da água foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (24). O cenário de atenção foi declarado devido ao risco de aumento do déficit hídrico em rios e demais cursos d'água de domínio do Espírito Santo. Íntegra da resolução De acordo com o diretor-presidente da Agerh, Fábio Ahnert, a queda nas vazões dos mananciais e a possibilidade de não ocorrência de chuvas em volumes suficientes demandam maior atenção do poder público, das companhias de abastecimento e dos usuários de água. “Diferentemente das regiões banhadas pela bacia hidrográfica do Rio Paraná, que sofrem com a falta d’água desde o primeiro semestre, o Espírito Santo ainda está conseguindo ofertar água em quantidade e qualidade para todos, mesmo em um dos meses mais críticos do período seco. No entanto, chegamos a um momento, no qual os volumes dos rios seguem em queda, o que requer atenção e esforços de economia para evitarmos a escassez hídrica”, explicou Ahnert. Crise hídrica: apesar de reservatórios baixos, ONS descarta racionamento Recomendações A resolução que declara o estado de atenção para a situação hídrica recomenda uma série de medidas voltadas ao uso racional da água em vários segmentos. Companhias públicas e privadas de saneamento e serviços autônomos municipais de água e esgoto Às empresas e organizações responsáveis pelo abastecimento urbano de água, a Agerh recomenda medidas de incentivo à economia do consumo diário de água pela população, intervenções para redução do índice de perdas do sistema de distribuição, e a agilidade no atendimento às solicitações de reparos de vazamentos em suas redes. Prefeituras Às prefeituras dos 78 municípios do Espírito Santo são recomendadas ações que reduzam e responsabilizem atividades promotoras do desperdício de água, como lavagem de calçadas, fachadas, muros e veículos com o uso de mangueiras; a rega de gramados, jardins, vias públicas com água que não seja de reuso. Indústrias Medidas de reuso, reaproveitamento e reciclagem de água em suas unidades são as recomendações da Agerh para a redução do consumo em empreendimentos industriais. Agricultura Aos usuários e empreendedores agrícolas, o estado de atenção demanda a adoção do período noturno para a irrigação de lavouras, a ampliação do uso racional e de captação de águas de chuva. Órgãos licenciadores A Agerh recomenda aos órgãos responsáveis pelo licenciamento de atividades poluidoras, potencialmente poluidoras, degradadoras ou potencialmente degradadoras, que imponham aos empreendimentos a adoção de medidas para a ampliação do uso racional, do reuso e aproveitamento de águas residuais tratadas, da captação de águas de chuva e de ações de reflorestamento e conservação de água e solo. Recomenda ainda a desburocratização do licenciamento de atividades e intervenções emergenciais destinadas ao aumento da oferta hídrica. “Em paralelo, a Agerh vai reforçar ainda mais o monitoramento dos rios e da chuva, em parceria com os órgãos estaduais e federais, e ampliar as ações de fiscalização nos locais mais sensíveis à estiagem”, complementou o diretor-presidente da Agência. Fábio enfatizou ainda a importância do comprometimento de todos. “É muito importante que todos os capixabas se unam em prol de um uso mais consciente da água, para que continuemos atravessando esse período seco com tranquilidade e sem prejuízo, até o retorno das chuvas”, recomendou. Agência Estadual de Recursos Hídricos declara estado de atenção sobre situação hídrica no ES Rodrigo Mello/Agerh VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo
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24/09 - Ex-presidente da empresa mais valiosa do setor de destilados do mundo é condenado à prisão perpétua por subornos
Yuan Renguo, ex-presidente do grupo chinês Kweichow Moutai, teria aceitado dinheiro e bens que totalizam 112,9 milhões de yuanes (US$ 17,8 milhões) entre 1994 e 2018. Yuan Renguo, então presidente da Kweichow Moutai Co. Ltd., fala em evento em 2017 Huang zheng/Imaginechina/Imaginechina via AFP/Arquivo O ex-presidente do grupo chinês Kweichow Moutai, a empresa de destilados de maior valor do mundo, foi condenado à prisão perpétua por aceitar subornos de quase US$ 18 milhões, informou o tribunal. Yuan Renguo, 64 anos, aceitou dinheiro e bens que totalizam 112,9 milhões de yuanes (US$ 17,8 milhões) entre 1994 e 2018, anunciou o tribunal da cidade de Guiyang (sul da China), onde fica a sede da empresa. Expulso do Partido Comunista da China (PCC) em 2019, ano de sua detenção, Renguo perdeu os direitos políticos e teve seus bens confiscados. "O acusado Yuan Renguo foi condenado à prisão perpétua por aceitar subornos", afirmou o tribunal em um comunicado. O empresário foi julgado no fim de 2019 em um processo no qual se declarou culpado e arrependido, de acordo com a imprensa oficial. Yuan Renguo é o caso mais recente de uma grande figura do mundo empresarial a cair na campanha de combate à corrupção iniciada pelo presidente chinês Xi Jinping desde que chegou à liderança do PCC, em 2012. O grupo Kweichow Moutai é conhecido por produzir o Moutai, um tipo de licor branco conhecido como baijiu obtido a partir da destilação do sorgo e que está entre os mais caros da China. O baijiu é a bebida alcoólica mais consumida do mundo devido à grande população da China, de 1,4 bilhão de habitantes, seu principal mercado. A campanha anticorrupção de Xi Jinping reduziu fortemente as vendas de Moutai porque a bebida cara era oferecida com frequência a políticos em troca de favores.
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24/09 - Cade aprova aquisição de ações da BRF pela Marfrig sem restrições
Em junho, a processadora de carne bovina elevou sua participação na empresa de alimentos BRF para aproximadamente 31,66%. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu parecer aprovando, sem restrições, a aquisição de ações da BRF pela Marfrig Global Foods, conforme comunicado divulgado na quinta-feira (23) pela Marfrig. Marfrig em Ji-Paraná (RO)' Reprodução/TRT-RO Em junho, a processadora de carne bovina elevou sua participação na empresa de alimentos BRF para aproximadamente 31,66%, por meio de leilão na B3. Um mês antes, a companhia já havia feito um movimento para compra de 24,23% no capital da BRF. Quando a última negociação foi anunciada, a Marfrig ressaltou que não pretendia eleger membros para o conselho de administração ou exercer influência sobre as atividades da BRF e que não celebrou quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto.
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24/09 - Rombo nas contas externas é o menor em 14 anos até agosto; investimento direto sobe 15%
Déficit em transações correntes somou US$ 6,5 bilhões nos oito primeiros meses do ano, e investimento estrangeiro direto subiu para US$ 36,2 bilhões - mas ainda não retomou patamar pré-pandemia. O rombo das contas externas do Brasil recuou de janeiro a agosto deste ano e foi o menor registrado, para este período, nos últimos 14 anos, ao mesmo tempo em que os investimentos estrangeiros diretos na economia do país avançaram 15% — mas ainda não retornaram ao patamar pré-pandemia. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Banco Central (BC). Segundo a instituição, o déficit registrado nas contas externas nos oito primeiros meses deste ano foi de R$ 6,539 bilhões, com queda de 49,5% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 12,957 bilhões). Este também é o menor valor para este período desde 2007, quando foi registrado um superávit em transações correntes de US$ 2,407 bilhões de janeiro a agosto. O resultado em transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). De acordo com o BC, a melhora no rombo das contas externas na parcial de 2021 está relacionada com o bom desempenho da balança comercial, com o déficit menor da conta de serviços, relacionado com a queda nos gastos com viagens de brasileiros ao exterior, e também com a redução nas remessas de lucros e dividendos por empresas para fora do país. Em um cenário de recessão por conta do coronavírus, o déficit das contas externas recuou 75% em 2020 e foi para US$ 12,517 bilhões. Para todo ano de 2021, a expectativa do Banco Central é de uma nova melhora nas contas externas, por conta do bom saldo da balança comercial (fruto do dólar alto, que torna as exportações mais rentáveis e as compras do exterior mais caras). A estimativa da instituição é de um saldo positivo de US$ 3 bilhões nas contas externas neste ano. Investimento estrangeiro O Banco Central também informou que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 36,245 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, com alta de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 31,550 bilhões). Entretanto, ainda de acordo com números oficiais, o ingresso de investimentos estrangeiros, de janeiro a agosto deste ano, ainda não ficou acima do registrado em igual período de 2019, antes da eclosão da pandemia do coronavírus — quando houve a entrada de US$ 43,881 bilhões no Brasil. Segundo informações do Banco Central, o ingresso de investimentos estrangeiros diretos no país, nos oito primeiros meses deste ano, também foi suficiente para cobrir o rombo de R$ 6,539 bilhões nas contas externas no período. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, os investimentos estrangeiros somaram US$ 49,4 bilhões em doze meses até agosto deste ano, contra US$ 70,4 bilhões no ano terminado em março de 2020, antes da pandemia. Com isso, houve uma queda de 30% nos investimentos diretos nesta comparação. Quando o déficit não é "coberto" pelos investimentos estrangeiros, o país tem de se apoiar em outros fluxos, como ingresso de recursos para aplicações financeiras, ou empréstimos buscados no exterior, para fechar as contas. Em todo ano passado, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 44,661 bilhões em 2020 (dado revisado), com queda de 35,4% frente a 2019. Para 2021, o Banco Central estima um ingresso de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira. Para o mercado financeiro, o ingresso será de US$ 50 bilhões neste ano. Gastos de brasileiros no exterior Segundo o Banco Central, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 447 milhões em agosto. Esse é o terceiro mês seguido, após o início da pandemia da Covid-19, que essas despesas ficam acima da marca de US$ 400 milhões. O patamar de gastos em agosto deste ano é 65% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando somou US$ 270 milhões. Porém, ainda ficou abaixo do patamar de agosto de 2019, antes da pandemia, quando somou US$ 1,3 bilhão. O aumento de gastos de brasileiros no exterior acontece em meio à reabertura dos países para o turismo, com a redução do distanciamento — consequência da ampliação do processo de vacinação — e a um crescimento maior da economia brasileira. O crescimento, ainda modesto, também é registrado em um momento que o dólar segue em patamar eleado. Na quinta-feira (23), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,09%, a R$ 5,3086. Com a disparada do dólar, as viagens de brasileiros ao exterior ficam mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira. "Com uma parcela crescente da população brasileira já está imunizada com duas doses e vários países reabrindo suas fronteiras para pessoas vacinadas, junto com a recuperação econômica, é natural um aumento das despesas líquidas com viagens. É claro que um dólar em um valor mais depreciado trabalha em sentido contrário. Os gastos ainda estão aquém do que as viagens apresentavam na pré-pandemia", disse Rocha, do BC. Apesar do aumento em agosto, na parcial dos oito primeiros meses deste ano ainda foi registrada queda nos gastos de brasileiros no exterior. Nesse período, as despesas lá fora somaram US$ 2,843 bilhões, contra US$ 4,111 bilhões no mesmo período do ano passado.
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24/09 - Bovespa fecha em queda com inflação em alta e decisão da China de tornar ilegais operações com criptomoedas
Nesta sexta-feira, o principal índice da bolsa caiu 0,69%, aos 113.282 pontos. A semana na bolsa termina com alta de 1,65%. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em queda nesta sexta-feira (24), diante de dados que mostram que a inflação continua pressionando os preços, e da decisão da China de declarar ilegais todas as transações financeiras com criptomoedas. O Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,69%, aos 113.282 pontos. Veja mais cotações. Já o dólar fechou em alta. Na quinta-feira, o principal índice da bolsa subiu 1,59%, aos 114.064 pontos. Com o resultado de hoje, a semana na bolsa termina com alta de 1,65%. No mês, a perda é de 4,63%. No ano, é de 4,82%. LEIA TAMBÉM: IPCA-15: prévia da inflação acelera para 1,14% em setembro, maior taxa para o mês desde o início do Plano Real Selic a 6,25%: veja como fica a rentabilidade da poupança e de outros investimentos o Real está entre as moedas mais vulneráveis à desaceleração da China Cenário Na cena externa, permaneceram no radar as preocupações com a endividada incorporadora China Evergrande. A empresa não deu sinais de que efetuaria o pagamento de US$ 83,5 milhões referente a juros dos seus títulos corporativos a investidores internacionais, alimentando os temores sobre a capacidade da companhia de lidar com as suas dívidas de US$ 305 bilhões. A Capital Economics avalia que é uma questão de tempo até que a empresa entre em default (situação de inadimplência). Outra preocupação vinda da China foi a decisão do BC local de declarar ilegais todas as transações financeiras com criptomoedas. "As atividades comerciais vinculadas a moedas virtuais são atividades financeiras ilegais", anunciou o BC da China em um comunicado, que também afirma que isto "coloca em grave perigo os ativos das pessoas". Nos EUA, os índices acionários recuaram nesta sexta-feira, depois de o Federal Reserve ter sinalizado que pode reduzir suas compras mensais de títulos "em breve". Por aqui, o IBGE divulgou pela manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou para 1,14% em setembro – a maior taxa para o mês desde o início do Plano Real –, acumulando alta de 10,05% em 12 meses. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta mensal de 1,02%. Já a FGV mostrou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 6,5 pontos em setembro, para 75,3 pontos, menor patamar em 5 meses. Nesta semana o Banco Central elevou a taxa básica de juros para 6,25% para tentar conter a inflação. Neste ano, a meta de inflação foi abandonada. A projeção do Copom para o IPCA de 2021 é de 8,3%, enquanto o teto é de 5,25%. A expectativa dos analistas é de que a taxa Selic 8,25% ao ano no fechamento de 2021. Ibovespa em 24.09.21 Economia g1
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24/09 - Dólar avança 0,65% e termina semana no positivo, com prévia da inflação acima do esperado
Nesta sexta-feira (24), a moeda norte-americana fechou em alta de 0,65%, a R$ 5,3433. Esse foi o maior patamar de fechamento em um mês frente ao real. Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira *4) REUTERS/Bruno Domingos O dólar fechou em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,3433, nesta sexta-feira (24), no maior patamar em um mês frente ao real, após o IBGE mostrar que a inflação acelerou mais do que o esperado em setembro, chegando a 10,05% no acumulado em 12 meses. Na semana, o avanço foi de 1,07%. Os problemas com a incorporadora chinesa Evergrande também se somaram à pressão de alta no dólar, com investidores se questionando se um eventual calote da empresa poderia ter desdobramentos severos na economia mundial. Com o resultado desta sexta, a moeda norte-americana também acumula alta de 3,36% no mês, e de 3,01% no ano. Já o Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,69%, aos 113.282 pontos. LEIA TAMBÉM: IPCA-15: prévia da inflação acelera para 1,14% em setembro, maior taxa para o mês desde o início do Plano Real Selic a 6,25%: veja como fica a rentabilidade da poupança e de outros investimentos s Cenário Na cena externa, permaneciam as preocupações com a endividada incorporadora China Evergrande. A empresa não deu sinais de que efetuaria o pagamento de US$ 83,5 milhões referente a juros dos seus títulos corporativos a investidores internacionais, alimentando os temores sobre a capacidade da companhia de lidar com as suas dívidas de US$ 305 bilhões. Por aqui, o IBGE divulga nesta manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou para 1,14% em setembro, acumulando alta de 10,05% em 12 meses. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta mensal de 1,02%. Já a FGV mostrou que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 6,5 pontos em setembro, para 75,3 pontos, menor patamar em 5 meses. Nesta semana o Banco Central elevou a taxa básica de juros para 6,25% para tentar conter a inflação. Neste ano, a meta de inflação foi abandonada. A projeção do Copom para o IPCA de 2021 é de 8,3%, enquanto o teto é de 5,25%. A expectativa dos analistas é de que a taxa Selic 8,25% ao ano no fechamento de 2021. BC sobe juros para 6,25% ao ano para tentar conter inflação Variação do dólar em 2021 g1
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24/09 - IPCA-15: prévia da inflação acelera para 1,14% em setembro, maior taxa para o mês desde o início do Plano Real
Gasolina e energia elétrica foram, novamente, as 'vilãs' da alta de preços no país. Com o resultado, inflação acumulada em 12 meses passa de dois dígitos e atinge quase o dobro do teto da meta do governo. Preço do litro da gasolina em setembro passa dos R$ 7 em postos de combustíveis no Rio Grande do Sul Reprodução/RBS O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou de 0,89% em agosto para 1,14% em setembro, apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o IBGE, "trata-se do maior resultado para o mês de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando ficou em 1,63%", além de ser a maior taxa da série histórica do indicador desde fevereiro de 2016, quando ficou em 1,42%. LEIA TAMBÉM: Renda média do trabalho encolhe e é a menor desde 2017 Efeito pandemia: Baixo consumo derruba preços de serviços mesmo com escalada da inflação IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) Economia/G1 No ano, o índice acumulou alta de 7,02%. Já no acumulado em 12 meses, o indicador superou os dois dígitos, ficando em 10,05%, quase o dobro do teto da meta estabelecida pelo governo para a inflação deste ano, que é de 5,25%. O resultado veio pior do que o esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1,02% para o período. Inflação acumulada em 12 meses passa dos dois dígitos em setembro e é quase o dobro do teto da meta do governo para o ano Economia/G1 Gasolina e energia: as vilãs da inflação De acordo com o IBGE, a gasolina e a energia elétrica foram os itens que exerceram os maiores impactos individuais sobre o IPCA-15 de setembro, de 0,17 ponto percentual cada. O preço médio da gasolina subiu 2,85% entre agosto e setembro e acumulou alta de 33,37% no ano e de 39,05% nos últimos 12 meses. Já o preço médio da energia elétrica teve alta de 3,61% em setembro, abaixo da registrada em agosto, que foi de 5%. No ano, a alta acumulada foi de 20,27%, enquanto nos últimos 12 meses o aumento acumulado foi de 25,26%. O IBGE destacou que em agosto d vigorou a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. A partir de 1º de setembro, passou a valer a bandeira tarifária de Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 para os mesmos 100 kWh. Quase tudo mais caro O aumento de preços na passagem de agosto para setembro foi, mais uma vez, generalizado entre os produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para o cálculo do IPCA-15. Dos 367 itens que compuseram a cesta analisada pelo órgão no mês, 253 registraram alta. Com isso, o índice de difusão da inflação ficou em 68,9%. Dos nove grupos pesquisados, oito registraram aumento de preços - somente o de educação teve taxa negativa no mês, embora próxima da estabilidade. Segundo o IBGE, a alta da inflação no mês foi puxada pelo grupo de transportes, cuja variação mensal foi o dobro da registrada na passagem de julho para agosto, resultado influenciado pela alta de 3% nos preços médios dos combustíveis, acima da alta de 2,02% registrada em agosto. Além do grupo de transportes, outros três registraram variação superior à do mês anterior (alimentação e bebidas, artigos de residência e saúde e cuidados pessoais). Os outros cinco grupos registraram desaceleração da taxa na comparação com agosto. Veja o resultado do IPCA-15 para cada um dos grupos: Alimentação e bebidas: 1,27% Habitação: 1,55% Artigos de residência: 1,23% Vestuário: 0,54% Transportes: 2,22% Saúde e cuidados pessoais: 0,33% Despesas pessoais: 0,48% Educação: -0,01% Comunicação: 0,02% Comida cada vez mais cara A inflação do grupo Alimentação e bebidas acelerou de 1,02% em agosto para 1,27% em setembro. Desde março, a taxa para este grupo acelera a cada mês. A principal influência do aumento em setembro, segundo o IBGE, partiu da alimentação no domicílio, que acelerou de 1,29% em agosto para 1,51% em setembro. As carnes tiveram reajuste de 1,10% e foram as principais responsáveis pelo resultado, com impacto de 0,03 p.p. Todavia, os alimentos que registraram os maiores aumentos de preços no mês foram a batata-inglesa (10,41%), o café moído (7,80%), o frango em pedaços (4,70%), as frutas (2,81%) e o leite longa vida (2,01%). No lado oposto, de queda de preços, os destaques ficaram com o arroz (-1,03%), que registrou a oitava deflação mensal consecutiva, a cebola (-7,51%), a sexta taxa negativa seguida. A alimentação fora do domicílio também acelerou na passagem de agosto para setembro, passando de 0,35% para 0,69%. “No entanto, observaram-se movimentos distintos nos dois principais componentes desse subgrupo: enquanto a refeição subiu 1,31%, frente à alta de 0,10% no mês anterior, o lanche registrou recuo de 0,46%, após alta de 0,75% em agosto”, destacou o IBGE. Passagens aéreas voltam a subir Os preços médios das passagens aéreas subiram 28,76% em setembro, após terem registrado queda de 10,90% em agosto. No acumulado do ano, as passagens aéreas continuaram registrando deflação. Mas a alta mensal fez com que essa queda acumulada fosse reduzida em mais da metade - passou de -34,52% em agosto para -15,70% em setembro. Já o indicador acumulado em 12 meses quase dobrou, passando de 29,03% para 56,68%. Alta em todas as regiões pesquisadas A alta do IPCA-15 foi registrada em todas as 11 áreas regionais do país em que o IBGE realiza a pesquisa de preços para calcular o indicador. Fortaleza registrou a menor taxa, influenciada pela queda nos preços do tomate, das carnes e dos produtos farmacêuticos. Já a maior variação foi registrada em Curitiba, onde pesaram as altas da gasolina e da energia elétrica. Alta de preços foi registrada em todas as áreas pesquisadas pelo IBGE para cálculo da prévia da inflação Economia/G1 Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 14 de agosto e 14 de setembro de 2021 e comparados com aqueles vigentes entre 14 de julho a 13 de agosto. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos Inflação persistente e acima da meta A meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). Na última quarta-feira (22), a entidade monetária decidiu aumentar a Selic de 5,25% para 6,25%. Foi a quinta alta consecutiva da taxa, que atingiu o maior patamar desde julho de 2019. Na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central dois dias antes do aumento da Selic, os analistas do mercado financeiro aumentaram de 8% para 8,35% a expectativa para a inflação de 2021. Para 2022, o mercado financeiro subiu de 4,03% para 4,10% a estimativa de inflação - foi a nona alta seguida no indicador. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.
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24/09 - Ministra da Agricultura informa que está com Covid e cancela compromissos
Ao contrário de Marcelo Queiroga (Saúde), Tereza Cristina não fez parte da comitiva brasileira em Nova York. Ministra afirmou que está bem e que cancelou compromissos oficiais. Tereza Cristina, ministra da Agricultura, diz que está com Covid A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, informou nesta sexta-feira (24) que está com Covid. Ao contrário de Marcelo Queiroga (Saúde), que também pegou a doença nos últimos dias, Cristina não fazia parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro na viagem para Nova York. Cristina tem 67 anos de idade. Ela disse que está se sentindo bem. ENTENDA: por que é possível pegar Covid mesmo vacinado “Bom dia! Informo a todos que testei positivo para Covid-19. Estou bem. Cancelei meus compromissos presenciais e permanecerei em isolamento durante o período de orientação médica”, publicou a ministra em uma rede social. A ministra Tereza Cristina durante uma live em setembro de 2020 Reprodução Outros membros do governo também estão isolados em razão dos protocolos de segurança da Covid. Queiroga nem chegou a voltar para o Brasil e cumpre quarentena em Nova York. Autoridades que tiveram contato com ele na viagem, por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não saíram de casa depois da chegada ao Brasil. O próprio presidente Jair Bolsonaro cumpre isolamento na residência oficial do Palácio da Alvorada. Além de Cristina e Queiroga, pelo menos outros 13 ministros que fazem ou fizeram parte do governo Bolsonaro já tiveram Covid. O presidente e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também já pegaram a doença. VÍDEOS: notícias de política
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24/09 - Auxílio Emergencial: novo lote de aprovados tem 1.125 beneficiários
Trabalhadores foram aprovados após análise de pedidos de contestação; beneficiários que tiveram o auxílio cancelado na revisão mensal de setembro ou que ficaram inelegíveis no novo lote divulgado terão até as 23h59 de segunda-feira (27) para contestar decisão. O governo vai pagar o Auxílio Emergencial para 1.125 trabalhadores que foram aprovados após análise de pedidos de contestação. O valor total do repasse para esse público é de R$ 204 mil. Os resultados estão disponíveis no site: https://consultaauxilio.cidadania.gov.br. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Os trabalhadores que tiveram o auxílio cancelado na revisão mensal de setembro ou que ficaram inelegíveis no novo lote divulgado terão até as 23h59 de segunda-feira (27) para contestar a decisão. O objetivo é permitir que essas pessoas tenham uma nova análise com bases mais atualizadas de seus dados. Como fazer a contestação Mensalmente, os CPFs dos beneficiários passam por análises para conferir se atendem aos critérios previstos na lei para continuar recebendo o Auxílio Emergencial. Quem teve o pagamento suspenso deve solicitar a contestação pelo site do Ministério da Cidadania. Para contestar a não aprovação do benefício, o cidadão deve informar os dados de identificação e clicar na aba correspondente ao Auxílio Emergencial 2021. Depois é preciso verificar o resultado do processamento e clicar no botão “Solicitar contestação”. Para contestar o cancelamento, após ingressar com os dados de identificação e clicar na aba correspondente ao Auxílio Emergencial 2021, a pessoa deve verificar a situação das parcelas, depois clicar no ícone de "informação" para exibir o detalhamento do motivo do cancelamento. Após esse processo, o requerente deve clicar no botão: “Contestar”. A partir daí, precisa aguardar até que seja realizada uma nova análise da situação do benefício. Se a razão que motivou o indeferimento ou cancelamento permitir contestação, o registro do cidadão será reanalisado pela Dataprev e o trabalhador poderá se tornar elegível ou voltar a receber, caso seja aprovado o pedido. Sexta parcela Além dos beneficiários do Bolsa Família, que recebem conforme o calendário habitual do programa – em setembro o pagamento teve início no dia 17 –, a sexta parcela do Auxílio Emergencial já está sendo paga aos demais trabalhadores que se inscreveram pelos meios digitais ou que integram o Cadastro Único. As transferências da sexta parcela para este público vão de 21 de setembro a 3 de outubro, enquanto os saques serão realizados de 4 a 19 de outubro. Já o pagamento da sétima parcela vai de 20 a 31 de outubro, com saques no período de 1 a 19 de novembro. O Auxílio Emergencial 2021 é limitado a uma pessoa por família. Mulher chefe de família monoparental tem direito a R$ 375, e indivíduo que mora sozinho (família unipessoal) recebe R$ 150. A cota para os demais é de R$ 250.
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24/09 - Confiança do consumidor atinge menor patamar desde abril
Segundo FGV, piora é determinada pela combinação de fatores como a inflação e desemprego elevados, risco de crise energética e o aumento da incerteza econômica e política. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 6,5 pontos em setembro, para 75,3 pontos, menor patamar desde abril de 2021 (72,1 pontos), segundo divulgou nesta sexta-feira (24) a Fundação Getulio Vargas. Houve piora tanto na percepção dos consumidores tanto sobre as expectativas em relação aos próximos meses e quanto em relação à situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA) cedeu -1,0 ponto no mês, para 68,8 pontos, menor nível desde maio passado (68,7), enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou -9,8 pontos, para 81,1 pontos, menor nível desde abril de 2021 (79,2 pontos). Confiança do consumidor Economia G1 "A queda foi determinada pela combinação de fatores que já vinham afetando a confiança em meses anteriores, como a inflação e desemprego elevados, e de novos fatores, como o risco de crise energética e o aumento da incerteza econômica e política com impacto mais acentuado sobre as expectativas em relação aos próximos meses", afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do Ibre/FGV. O pessimismo é maior entre as famílias de menor poder aquisitivo - cujas expectativas em relação à evolução da situação econômica geral atingiu o pior patamar desde abril de 2016. "A fragilidade da confiança dos consumidores tem sido marcada pela grande distância em relação à confiança empresarial e pela alta sensibilidade a qualquer novo fator, tornando muito difícil a antecipação de alguma tendência para os meses seguintes", completou Bittencourt. LEIA TAMBÉM: Renda média do trabalho encolhe e é a menor desde 2017 Comida, gasolina, conta de luz: por que está tudo tão caro no Brasil?
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24/09 - Mercado de ações da China fecha em queda com crise da Evergrande ainda sem desfecho
Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, perdeu 0,08%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,8%. As ações da China recuaram nesta sexta-feira (24) uma vez que as perdas em empresas de matérias-primas compensaram os ganhos em consumo básico, enquanto o setor imobiliário registrou queda em meio às preocupações do investidor com a perda de prazo para um pagamento de título pela incorporadora China Evergrande Group. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, perdeu 0,08%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,8%. O setor de matérias-primas caiu 3,97%, enquanto o financeiro terminou em queda de 0,86% e o imobiliário perdeu 0,84%. O setor de consumo básico terminou o dia em alta de 3,55%. A fraqueza nas empresas imobiliárias deve-se ao vencimento de um prazo para pagamento de juros de títulos do China Evergrande Group, com os detentores de títulos informando que ainda não foram pagos. O grupo está entrando agora em um período de tolerância de 30 dias, durante o qual ele ainda pode acertar as contas com os seus credores antes de entrar em default (inadimplência). A Evergrande possui dívidas estimadas em US$ 305 bilhões, está sem dinheiro e os investidores estão preocupados que um colapso possa representar riscos sistêmicos para o sistema financeiro da China e repercutir em todo o mundo. Na Europa, as bolsas também operavam em queda. Às 7h48 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 caía 0,75%, a 1.790 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 0,8%, a 464 pontos. Veja as cotações de fechamento dos mercados asiáticos: Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 2,06%, a 30.248 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,30%, a 24.192 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,80%, a 3.613 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,08%, a 4.849 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,07%, a 3.125 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,07%, a 17.260 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,49%, a 3.061 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,37%, a 7.342 pontos. Sardenberg analisa a situação do mercado financeiro após crise da Evergrande
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24/09 - Banco Central da China declara ilegais todas as transações com criptomoedas
Bitcoin caiu quase 5% depois do anúncio, que representa uma intensificação da repressão sobre esse tipo de operação. Banco Central da China declara ilegais todas as transações com criptomoedas O Banco Central da China decidiu nesta sexta-feira (24) que todas as transações financeiras com criptomoedas são ilegais, o que representa uma uma intensificação da repressão sobre esse tipo de operação e comércio. "As atividades comerciais vinculadas a moedas virtuais são atividades financeiras ilegais", anunciou o BC da China em um comunicado, que também afirma que isto "coloca em grave perigo os ativos das pessoas". LEIA TAMBÉM: Bitcoin: o que explica sobe e desce da criptomoeda Como funcionam o bitcoin e outras criptomoedas? G1 Explica Bitcoins: a confusão em El Salvador com a adoção da criptomoeda como moeda oficial O Bitcoin caiu quase 5%, para US$ 42.874, depois do anúncio do banco central da China, segundo a agência Reuters. Com a medida, bolsas estrangeiras ficam proibidas de fornecer serviços relacionados a criptomoedas a investidores do continente via internet. A cotação das criptomoedas, incluindo o bitcoin, registrou grandes flutuações nos últimos meses. Isso se deu, em parte, devido às regulamentações chinesas, que pretendem prevenir a especulação financeira e a lavagem de dinheiro. Em maio, as autoridades chinesa já tinham proibido bancos e firmas de pagamento de fornecer serviços relacionados a transações de criptomoeda. Entenda como funciona o sistema de criptomoedas e saiba como se proteger O que está proibido Em seu comunicado, o Banco Central da China adverte que aqueles que não respeitarem as normas serão "investigados por responsabilidade penal, de acordo com a lei", reforçando a linha dura adotada pelo país contra os rivais digitais à emissão de dinheiro pelo governo. A decisão proíbe todas as atividades financeiras vinculadas com criptomoedas, como: o comércio com criptomoedas, a venda de "tokens", transações que envolvem derivados de criptomoedas, e "arrecadação de fundos ilegais". O Banco Central da China afirmou que, nos últimos anos, "o comércio e a especulação com bitcoin e outras moedas virtuais se estenderam, alterando a ordem econômica e financeira, aumentando a lavagem de dinheiro, a arrecadação de fundos ilegais, os esquemas de pirâmides e outras atividades criminosas e ilegais". Dificuldade de controle dos governos O bitcoin, a moeda digital mais importante do mundo, e outras criptomoedas não podem ser rastreadas pelo Banco Central de um país, o que dificulta sua regulamentação. Os analistas opinam que a China teme a proliferação de investimentos ilícitos e a arrecadação de fundos de criptomoedas na segunda maior economia do planeta, que também tem regras rígidas sobre a saída de capital. Esta ofensiva contra as criptomoedas também abre as portas para que a China introduza sua própria moeda digital, o que já está em processo, o que permitiria ao governo central controlar as transações. As autoridades chinesas informaram em junho que mais de mil pessoas foram detidas por lucrar com atividades criminosas para comprar criptomoedas. Várias províncias importantes do país já haviam proibido a operação criptomoedas desde o início do ano. Numa iniciativa em direção contrária, El Salvador se tornou em 7 de setembro o primeiro país a instaurar o bitcoin como uma moeda de curso legal, assim como o dólar, divisa que vigora na economia do país da América Central há 20 anos. Dez dias depois, 1,1 milhão de salvadorenhos tinham o sistema "Chivo", com o qual podem fazer transações em bitcoins. O dispositivo é uma carteira eletrônica que salvadorenhos dentro e fora do país podem baixar no celular para fazer transações nesta criptomoeda. Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
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24/09 - Sine de Porto Velho oferta mais de 100 vagas de emprego nesta sexta-feira (24)
Estão disponíveis vagas para babá, soldador, gerente comercial, empregada doméstica, eletricista, agente de viagens, entre outras. Cadastro pode ser realizado pela internet. Há vaga para soldador no Sine de Porto Velho Movidagrafica Barcelona/Pexels O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está ofertando 108 vagas de trabalho nesta sexta-feira (24). Entre as oportunidades, dez são para manicure, oito para vendedor, oito para médico veterinário e três para soldador. Seis vagas são para pessoas com deficiência. Para se candidatar a uma das vagas, o morador precisa realizar um cadastro online e apresentar documentos como carteira de trabalho, registro geral, comprovante de residência e currículo atualizado. Confira as vagas disponíveis por cargo no Sine e faça o cadastro Os atendimentos presenciais serão realizados das 07h30 às 13h30 para os que não possuem acesso à internet. O Sine Municipal atende em dois pontos em Porto Velho, sendo a sede central localizada na Rua Brasília, 2512, São Cristóvão, e a unidade da Zona Leste na Praça CEU, situada na Rua Antônio Fraga Moreira, 8250, bairro JK I Os canais para agendamento ou tirar dúvidas são: o telefone fixo (69) 3901-3213, 3901-3181, o celular (69) 9 8473-7437 (WhatsApp) e o e-mail sinemunicipal@gmail.com Confira as vagas disponíveis no Sine de Porto Velho: Agente de viagens Ajudante de carga e descarga de mercadoria Ajudante geral Analista de marketing Assistente administrativo Assistente de departamento pessoal Auxiliar administrativo Auxiliar de cozinha Auxiliar de escritório Auxiliar de serviços gerais Auxiliar externo Babá Barbeiro Barman Biomédico ou bioquímico Cabeleireiro Caseiro Chapeiro Cirurgião dentista - clínico geral Conferente Cozinheiro geral Eletricista Empregada doméstica Encarregado de obras Estagiário em técnico de segurança do trabalho Estagiário engenharia civil Garçom Gerente comercial Manicure Mecânico de moto Médico veterinário - anestesista Médico veterinário - cirurgia de esterilização Médico veterinário - clínico geral Médico veterinário - coordenador Médico veterinário - patologista clínico Mestre de obras Montador de móveis Motorista Motorista - serviços gerais Motorista operador de munck Operador de bomba de concreto Operador de utilidades Padeiro Pintor de peças automotivas Podóloga Primeiro emprego Primeiro emprego - PCD Representante comercial Secretária Serralheiro Serviços gerais Soldador Técnico administrativo Técnico em edificações Técnico em refrigeração Técnico em segurança do trabalho Vendedor Vendedor externo Veja mais notícias de Rondônia
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24/09 - Confira as 495 vagas de emprego disponíveis através da Agência do Trabalho em 21 municípios de Pernambuco nesta sexta-feira
Repositor de mercadoria, marceneiro, montador de móveis e eletricista estão entre oportunidades ofertadas. Interessados devem agendar atendimento pela internet. Oportunidades desta sexta-feira (24) foram ofertadas em 21 municípios do estado Devanir Gino/EPTV O sistema público da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco (Seteq-PE) oferece 495 vagas de emprego em 21 municípios do estado, nesta sexta-feira (24). Os interessados devem se candidatar às oportunidades através das Agências do Trabalho. Eletricista, assistente de vendas, motorista entregador, babá, estampador de tecido, marceneiro, gerente de supermercado e cozinheiro de restaurante estão entre os postos de trabalho ofertados nos municípios (confira lista completa mais abaixo). As vagas foram disponibilizadas no Recife (138) e em Araripina (15), Arcoverde (3), Belo Jardim (1), Bezerros (9), Cabo de Santo Agostinho (125), Caruaru (32), Garanhuns (2), Goiana (12), Igarassu (1), Ipojuca (58), Nazaré da Mata (6), Paudalho (7), Paulista (2), Pesqueira (8), Petrolina (12), Salgueiro (9), Santa Cruz do Capibaribe (34), São Lourenço da Mata (1), Serra Talhada (10) e Vitória de Santo Antão (10). Os interessados devem realizar agendamento para as unidades da Agência do Trabalho através do site da Seteq-PE. Vagas de emprego Vagas para pessoas com deficiência Vagas temporárias Carteira digital Atualmente, o trabalhador pode usar a versão digital da carteira de trabalho (veja vídeo abaixo): Veja como ter acesso à carteira de trabalho digital VÍDEOS: Mais assistidos de PE nos últimos 7 dias
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24/09 - Veja as vagas de emprego oferecidas em Petrolina, Araripina e Salgueiro nesta sexta-feira (24)
Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. Carteira de Trabalho Divulgação Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (24) em Petrolina, Araripina e Salgueiro, no Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE
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24/09 - Renda média do trabalho encolhe e é a menor desde 2017
Desemprego elevado, aumento do trabalho por conta própria e subocupação recorde têm reduzido salários de admissão e dificultado o orçamento das famílias. Depois de ficar quase 1 ano praticamente sem trabalhar, a diarista Lizete Pereira, de 53 anos, voltou a fazer faxina em diferentes casas, mas ainda não conseguiu recuperar a renda de antes do início da pandemia. E nos últimos meses se viu forçada a aceitar ganhar menos pelo dia de trabalho para conseguir novos clientes. "Tem semana que trabalho de segunda a sexta, tem semana que é só um dia e chega a ter semana que eu não trabalho. Só tenho uma casa que é toda semana. O resto é a cada 15, 20 dias. E voltei recebendo menos porque aquele valor de antes da pandemia a maioria não quer pagar, acha que está caro", diz. Mesmo com o avanço da vacinação e com o retorno de trabalhadores informais e por conta própria ao mercado de trabalho, a recuperação da economia segue em ritmo lento. Já o rendimento médio dos brasileiros com algum tipo de ocupação está encolhendo e atingiu o valor mais baixo desde 2017. LEIA TAMBÉM: Brasil tem recorde de 30 milhões de pessoas recebendo até um salário mínimo Trabalho por conta própria atinge recorde de 24,8 milhões de pessoas Salário mínimo em 2022 pode subir para R$ 1.192 A renda média real do trabalho ficou em R$ 2.433 no 2º trimestre de 2021, o que representa uma queda de quase 7% na comparação com o mesmo trimestre de 2020 (R$ 2.613) já descontada a inflação do período. Veja no gráfico abaixo: Renda média real do trabalho principal Economia G1 Os números integram levantamento elaborado pela consultoria IDados, com base nos indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do segundo trimestre nos últimos 40 anos, e considera a renda real habitual da ocupação principal do trabalhador. Ou seja, valores já descontando a inflação. Embora a renda média ainda esteja em nível semelhante ao do valor pré-pandemia, um achatamento ainda maior ao longo dos próximos meses é dado como inevitável em razão do elevado número de desempregados em busca de uma oportunidade e pela retomada dos setores que concentram as remunerações mais baixas. "Ainda são mais de 14 milhões de desempregados e a tendência é que as pessoas voltem subocupadas, ou seja, trabalhando menos horas do que gostariam e em empregos informais. Com mais gente nesses empregos que pagam menos, o rendimento médio vai cair mais. E as perspectivas de aumento da inflação só prejudicam ainda mais o quadro", afirma Bruno Ottoni, pesquisador do IDados e autor do estudo. O pesquisador explica que o aumento da renda real média em 2020 foi uma melhora "artificial", uma vez que a elevação é explicada pela maior redução do número de ocupados nas atividades com menor remuneração, principalmente, entre trabalhadores informais e por conta própria do setor de serviços, enquanto que trabalhadores com ensino superior e com renda relativamente mais alta foram menos atingidos pelo desemprego. Rendimento médio por categoria de ocupação Economia G1 Mais gente em ocupações que pagam menos Segundo os últimos números divulgados pelo IBGE, o aumento do número de ocupados no país tem sido puxado pelo trabalho por conta própria, também chamado de bico quando o pessoa não atua como microempreendedor individual (MEI) formalizado. Ao término do 2º trimestre, o Brasil ainda tinha menos 6,7 milhões de pessoas com algum trabalho na comparação com o período pré-Covid – eram 94,5 milhões trabalhando em dezembro de 2019 e são 87,8 milhões agora. O estudo do IDados mostra também que o setor de serviços tradicionais, que inclui os restaurantes, o setor de lazer e os serviços doméstico atividades – além de ter sido o mais afetado pela pandemia – é o que possui uma das menores rendas médias, perdendo só para a agricultura. "Quando as pessoas começarem a conseguir novamente empregos nesses serviços tradicionais, como a renda desse setor é mais baixa, isso provavelmente também vai puxar o rendimento médio para baixo", afirma Ottoni, acrescentando que o desemprego elevado também contribui para reduzir os salários de admissão. De acordo com os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, o salário médio de admissão em julho no país foi de R$ 1.802, o que corresponde a uma redução real de -R$ 22,72 na comparação com junho. O IDados projeta que a taxa de desemprego deverá se manter acima de 12% até o final de 2022, podendo ficar acima de 13% dependendo do agravamento da crise hídrica e da piora das expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto), inflação e taxa de juros. Rendimento médio por setor da economia Economia G1 Ganhando pouco e trabalhando menos horas do que gostaria O número de trabalhadores que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar também atingiu recorde de 7,5 milhões no final de junho, o que também contribui para pressionar a renda. Estudo divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou forte queda nas horas efetivamente trabalhadas que alcançaram apenas 78% das horas habituais, o que representa uma jornada semanal média efetiva de 30,7 horas. Neste grupo está a diarista Elizete. "Antes da pandemia, dependendo do tamanho da casa, eu recebia até R$ 200. Agora, peço R$ 170 mais a condução e a pessoa ainda faz cara feia. Estou cobrando até mais barato porque é melhor pingar do que faltar, e tenho que fazer um bico a mais para não faltar nada em casa", diz a trabalhadora por conta própria, que é viúva, pensionista do INSS e mora com 5 filhos numa comunidade do Jardim Elba, na Zona Leste de São Paulo. A diarista Lizete Pereira conta que ainda está trabalhando menos do que gostaria e que está aceitando receber menos para não ficar sem renda. Arquivo pessoal Renda corroída pela inflação Com a disparada da inflação, que atingiu atingiu 9,68% no acumulado em 12 meses, até mesmo a renda daqueles que estão empregados e que tiveram algum reajuste salarial tem caído em termos reais. Segundo o boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 50,5% dos acordos e convenções coletivas realizadas no país entre janeiro e agosto resultaram em reajustes abaixo do o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até a data-base. A pesquisa mostra que apenas 22,1% das negociações resultaram em ganhos reais e que 27,3% dos reajustes empataram com o INPC. Em agosto, o reajuste mediano ficou 1,4 pontos percentuais abaixo do INPC e apenas 9,5% das negociações resultaram em ganhos reais. A inflação projetada para as próximas datas base tende a se manter perto dos 10%, comprimindo o espaço para ganhos reais. "A inflação corrói os rendimentos e, dada a situação de desaquecimento da economia, a tendência é que as negociações trabalhistas também não sejam muito favoráveis nos próximos meses. E isso tudo deve pressionar para baixo também a renda de quem tem carteira assinada", afirma Ottoni. A renda média mais baixa também significa menos dinheiro circulando na economia e um menor consumo das famílias, componente fundamental para a retomada da economia. Segundo o IBGE, a massa mensal de rendimentos do trabalho somou R$ 215,5 bilhões em junho, se mantendo 1,7% abaixo (menos R$ 3,8 bilhões) do patamar de junho de 2020. Ao final do 2º trimestre, 28,5% dos domicílio brasileiros sobreviviam sem nenhuma renda de trabalho, contra uma taxa de 25% no pré-pandemia, segundo o Ipea, evidenciado a recuperação lenta da ocupação e da economia. Comida, gasolina, conta de luz: por que está tudo tão caro no Brasil? Mais da metade da inflação é resultado da disparada dos combustíveis, energia e carne País encerrou junho com 87,7 milhões de trabalhadores ocupados, a maioria como empregados com carteira assinada Economia/G1 30,2 milhões de trabalhadores brasileiros sobrevivem com até um salário mínimo
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24/09 - Mesmo com reajuste da corrida feita pelos aplicativos, motoristas de SP escolhem as viagens para economizar combustível
Motoristas argumentam que o aumento das taxas de repasse de valor feito pelos aplicativos Uber e 99, ainda não é suficiente para arcar com o preço da gasolina, a manutenção do carro e as contas de casa. Passageiros relatam dificuldade em conseguir transporte por aplicativo Com a alta no preço do combustível e o aumento do preço da manutenção de veículos, motoristas que trabalham para aplicativos alegam que mesmo com o reajuste das corridas feito pelos aplicativos, estão optando por corridas mais vantajosas para economizar e lucrar mais. O preço médio da gasolina subiu pela 7ª semana nos postos do país, de acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com alta de R$ 6,076 por litro, contra R$ 6,059 por litro na semana anterior, o que representa uma alta de 0,28%. Neste mês, em São Paulo, o ganho das viagens para motoristas com a modalidade UberX - a mais popular- foi reajustado em até 35% sem aumento para o consumidor. Já a 99 informou que vai aumentar o ganho dos motoristas entre 10% e 25%. Edimilson Bispo dos Santos, de 43 anos, trabalha para aplicativos há 5 anos e o transporte de aplicativo é sua única fonte de renda. Ele diz que não sentiu a diferença do reajuste. "As empresas disseram que aumentaram a taxa para tornar a corrida mais vantajosa, mas não sentimos essa diferença. A mesma viagem com a mesma quilometragem fica no mesmo valor de antigamente". Marcelo Gomes, de 47 anos, que faz corridas desde 2018 disse que o reajuste nos valores voltou ao mesmo valor que era pago aos motoristas antes da pandemia. "A Uber abaixou esse valor mínimo e reajustou ao valor anterior da pandemia, não teve aumento de taxa, só reajustou os valores, aproveitando que aumentou a demanda". Ele também parou de correr para a 99 por conta de problemas no aplicativo. Com alta do combustível, Uber e 99 reajustam ganho da corrida para motoristas Tácita Muniz/G1 "Estamos reivindicando um aumento justo, uma tarifa mínima justa de pelo menos R$ 10. Ganhamos em uma corrida mínima entre R$ 5,25 e R$ 5,40, menos do que o preço da gasolina, vários motoristas estão desistindo por causa disso, só não desisti porque ainda não encontrei nenhum trabalho". A 99 informou que o cálculo para o repasse utiliza uma equação que leva em conta a distância percorrida e o tempo de deslocamento. Com um teto máximo nacional de 30% de desconto e "que a eventual redução para os passageiros não são retirada dos motoristas". A Uber não detalhou como o aumento do valor repassado para os motoristas será absorvido pela empresa de forma a evitar uma alta no preço da viagem para o passageiro. Sobre o impacto do aumento da gasolina no gasto dos motoristas parceiros, a 99 informou que oferece um desconto de 10% em todos os postos da rede Shell do país, com pagamento feito via Cartão99. (veja a nota completa no final da reportagem) 'Se aumentar mais, profissão acaba', diz motorista profissional há mais de 20 anos Preço dos combustíveis aperta lucro de motoristas de app e motoboys Entenda como são formados os preços da gasolina e do diesel Já a Uber informou que está "intensificando esforços para ajudar os motoristas parceiros a reduzirem seus gastos, com parcerias que oferecem desconto em combustíveis, por exemplo, assim como tem feito revisões e reajustado os ganhos dos parceiros, em diversas cidades, além de lançar promoções com ganhos adicionais em viagens de curta distância". (veja a nota completa no final da reportagem) Por que a demora para conseguir uma corrida? Os motoristas ouvidos pelo g1 explicaram que por conta da alta no preço do combustível estão optando por corridas mais longas e vantajosas. Nesta quarta-feira (22), às 21h, o g1 tentou solicitar uma corrida da Zona Sul para a Zona Oeste, e somente após sete desistências e 40 minutos conseguiu um carro. Desde o mês de agosto, usuários estão enfrentando dificuldades para conseguir corridas. “Estamos escolhendo corridas que dão mais lucro. Normalmente, as mais longas são mais rentáveis, isso se não tiver trânsito. Uma corrida longa e com trânsito também não é vantajosa porque gastamos mais combustível", afirma Marcelo Gomes. "Ainda assim, estamos tirando leite de pedra, não se ganha como antes trabalhando com aplicativos", continua. Edimilson Bispo contou que está evitando realizar corridas pela 99. "Elas são mais complicadas de realizar. O aplicativo sempre me joga para corridas distantes do lugar onde estava, com isso gasto mais gasolina. Trabalho cerca de 12 horas por dia. Para ganhar dinheiro tem que ser assim. Então estou fazendo de tudo para economizar". Ele conta que evita trabalhar durante a manhã e na região do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, por conta do trânsito e assim economiza ainda mais combustível. "Antes, colocávamos cerca de R$ 60 e dava para rodar o dia todo, hoje não dura nem 6 horas. Em Guarulhos antigamente era ótimo porque tinha muita solicitação de corrida com valores altos, hoje passamos muito tempo no trânsito, então evito a região". De volta para o trabalho formal Tanto Marcelo quanto Edimilson disseram que voltaram a procurar emprego, ambos tem os aplicativos de como a única renda, no entanto, com o valor recebido não é possível arcar com todas as despesas de casa. "Quando comecei, o aplicativo dava uma boa grana, valia a pena. Hoje o que faço em 12 horas conseguiria em 8 horas antigamente. Apesar de temos mais passageiros, o ganho é muito menor. Ainda estou trabalhando, mas estou procurando outras opções para pagar minhas contas”, afirma Marcelo. "Tudo aumentou, lá em casa sou eu, minha esposa, dois filhos e meus pais. Imagina os gastos, estamos tentando economizar em tudo, controlando os gastos em tudo para não ficar no aperto. Por enquanto, continuo realizando corridas, mas estou procurando um outro emprego", afirma Edimilson. O que diz a Uber "A Uber opera um sistema de intermediação de viagens dinâmico e flexível, por isso buscamos sempre considerar, de um lado, as necessidades dos motoristas parceiros e, de outro, a realidade econômica dos consumidores, tendo em vista a preservação do equilíbrio oferta-demanda que é fundamental para a plataforma. Se nos meses iniciais da pandemia a demanda caiu abruptamente devido às orientações de isolamento social, agora pessoas que antes não usavam a Uber no dia a dia passaram a optar pelo app. Diversas pesquisas, como do Datafolha, mostram essa mudança de comportamento dos brasileiros por considerarem os apps de mobilidade mais seguros para se locomover e evitar aglomerações. Esse cenário de demanda crescente por viagens vem se acentuando ainda mais com o avanço da vacinação e a reabertura progressiva de atividades pelas autoridades. Nesse sentido, os usuários estão tendo que esperar mais tempo por uma viagem porque, especialmente nos horários de pico, há momentos em que há mais solicitações do que motoristas parceiros disponíveis para atendê-las. Com esse desequilíbrio temporário do mercado, também podem ocorrer com mais frequência tanto cancelamentos pelo usuário (que não deseja esperar mais tempo pela viagem) quanto recusa de viagens pelo motorista (que, pelo cenário de demanda em alta, pode presumir que haverá novos chamados de maior ganho na sequência, por exemplo). A Uber vem implementando iniciativas adicionais que buscam promover o reequilíbrio do mercado no curto e no longo prazo. Nos momentos de desequilíbrio localizado, o mecanismo de preço dinâmico entra em vigor automaticamente. A ferramenta é eficiente porque, por um lado, faz alguns usuários adiarem a viagem à espera de um preço menor e, por outro, aumenta os ganhos dos motoristas para incentivar que mais parceiros se desloquem para atender aquela região. O preço dinâmico é temporário e atualizado constantemente, por isso a dica para os usuários é esperar algum tempo antes de verificar o preço novamente no app. Já frente ao cenário de aumento da demanda mais rápido do que o aumento de parceiros, a Uber tem reforçado campanhas de indicação, nas quais motoristas que já dirigem com a plataforma ganham uma recompensa quando novos parceiros indicados realizam certo número de viagens. Os critérios das promoções variam de cidade para cidade: em São Paulo, por exemplo, uma indicação concluída pode resultar em recompensa de até R$ 750. Outra iniciativa é o programa Uber Mentores, recentemente lançado, em que motoristas que usam a plataforma há mais tempo compartilham suas dicas com quem está começando. A demanda em alta faz deste um bom momento para dirigir com o app da Uber. Os ganhos dos motoristas parceiros nas últimas semanas têm sido os maiores desde o início do ano - em São Paulo, por exemplo, quem dirige por volta de 40 horas tem ganhado, em média, de R$ 1.300 a R$ 1.400 na semana. É importante lembrar que os ganhos na plataforma da Uber são bem particulares para cada motorista parceiro, já que há diversas variáveis para serem levadas em conta. Além disso, como os parceiros têm liberdade para decidir em quais dias e horários preferem dirigir, quem concentra a atividade no app em dias e horários de maior movimento tem maior probabilidade de realizar mais viagens e ganhar mais. Com o aumento constante dos combustíveis, a Uber também vem intensificando esforços para ajudar os motoristas parceiros a reduzirem seus gastos, com parcerias que oferecem desconto em combustíveis, por exemplo, assim como tem feito revisões e reajustado os ganhos dos parceiros, em diversas cidades, além de lançar promoções com ganhos adicionais em viagens de curta distância". O que diz a 99 "A 99 atua para reduzir o impacto gerado pela conjuntura econômica que vem pressionando o valor dos combustíveis e busca oferecer um transporte eficiente e acessível, tanto que reajustou, há duas semanas, os ganhos dos motoristas parceiros entre 10% e 25% - a plataforma está subsidiando esse aumento. Além disso, lançou um pacote de ações que prevê, entre outras iniciativas, o repasse integral do valor da corrida aos parceiros em localidades e horários específicos. Outra medida é o desconto de 10% em todos os postos da rede Shell do país, com pagamento feito via Cartão99, o que já gerou uma economia de R$ 5 milhões. Em relação à taxa de transferência para os parceiras praticada na plataforma, a 99 esclarece que o cálculo para o repasse utiliza uma equação que leva em conta a distância percorrida e o tempo de deslocamento. É importante observar que há um teto máximo nacional de 30% de desconto e que a eventual redução para os passageiros não são retirada dos motoristas. O objetivo é garantir que os motoristas parceiros sempre tenham ganho nos serviços prestados. Neste sentido, há casos em que é empregada a taxa negativa, ou seja, o valor repassado ao motorista é maior que o pago pelo passageiro e esta diferença é custeada pela empresa para democratizar o acesso das pessoas. Os motoristas parceiros podem checar os detalhes dos seus ganhos por viagem no próprio aplicativo ou em páginas online de suas respectivas cidades, como neste exemplo de São Paulo: https://motoristas.99app.com/ganhos-sp/. Já para os passageiros, a empresa lançou o Economiza99 em que o usuário pode comprar um pacote de descontos para as próximas 15 corridas. O pacote custa entre R$1 e R$2,99 e concede desconto de 10% (limitado a R$ 10) nas próximas 15 corridas do passageiro, gerando uma economia de até R$ 150. Os descontos não impactam os ganhos dos motoristas parceiros, pois são subsidiados pela companhia. A empresa esclarece, ainda, que não registrou redução no número de motoristas parceiros e vem registrando maior demanda, especialmente nos horários de pico. Segundo o Datafolha, com a pandemia, 40% das pessoas da classe C passaram a fazer mais uso de carros por aplicativo e 31% começaram a solicitar corridas. Somado a isso, há um número significativo de passageiros das classes A e B que voltaram a se locomover pela cidade com a flexibilização das regras de isolamento social. Isso pode acarretar uma demora em alguns horários e aumento do valor, uma vez que a tarifa dos passageiros é calculada a partir de uma equação que envolve oferta e demanda". Vídeos: Tudo sobre São Paulo e região Metropolitana
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24/09 - Extraindo água do ar: nova tecnologia quer solucionar escassez de água potável
Chamado de condensador, o aparelho se baseia no mesmo fenômeno que presenciamos nas janelas durante o inverno: a condensação do vapor de água ao sair de um ambiente mais quente e entrar em um mais frio. Nova tecnologia quer solucionar escassez de água potável Veja reportagem completa no VÍDEO acima Resumo: Um aparelho é apresentado por seus desenvolvedores como capaz de resolver a questão de escassez de água potável. O equipamento, que não depende de energia e funciona 24 horas por dia, é capaz de extrair água do ar, mesmo sob o sol escaldante. (VEJA TAMBÉM: Abaixo, VÍDEO mostra tartarugas invasoras que se tornaram canibais) As tartarugas invasoras que se tornam canibais
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24/09 - Auxílio Emergencial 2021: veja quem recebe os pagamentos do 6º lote nesta sexta
Para quem faz parte do Bolsa Família, pagamentos da sexta parcela começaram no dia 17 de setembro. A Caixa Econômica Federal (Caixa) paga nesta sexta-feira (24) a sexta parcela do Auxílio Emergencial a mais um grupo de beneficiários. Quem recebe agora são os trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família nascidos em abril. Também nesta quinta, recebem a ajuda os beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 6. Veja perguntas e respostas Veja o calendário completo Saiba como contestar se você teve o beneficio negado Beneficiário precisa estar com o CPF regular; saiba como fazer SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Para que não faz parte do Bolsa Família, os recursos serão depositados em poupança social digital da Caixa, e estarão disponíveis inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber a 6ª parcela nesta sexta serão liberados em 6 de outubro. Para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, os pagamentos são feitos da mesma forma que o benefício original, com depósito em conta. Auxílio emergencial 2021: regras da prorrogação Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial, pelo site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/ VEJA QUEM RECEBE NESTA SEXTA: trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família, nascidos em abril beneficiários do Bolsa Família com NIS encerrado em 6 A Caixa lembra que os recursos também podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem e na rede lotérica de todo o país. Como realizar o saque Para sacar o dinheiro, é preciso fazer o login no aplicativo Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código de saque na tela do celular, com validade de uma hora. O código deve ser utilizado para saque em dinheiro nas agências, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui. As agências da Caixa abrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h. Não é preciso madrugar ou chegar antes do horário de abertura. Todas as pessoas que procurarem atendimento durante o horário de funcionamento serão atendidas. Continua disponível aos beneficiários a opção de utilização dos recursos creditados na poupança social digital para a realização de compras, por meio do cartão de débito virtual e QR Code, pagamento de boletos, contas de água, luz, telefone, entre outros serviços. Com o aplicativo Caixa Tem, também está disponível a funcionalidade para pagamentos sem cartão nas cerca de 13 mil unidades lotéricas do banco. Calendários de pagamento Segundo o governo, o novo calendário é o definitivo. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a ideia é não mais prorrogar o benefício após o pagamento da sétima parcela. Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial 2021 - beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Calendário atualizado de pagamentos do Auxílio Emergencial 2021 Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial o
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23/09 - Bancos têm até 4 de outubro para limitar transferências noturnas pelo PIX a R$ 1 mil
Limite valerá para operações realizadas via PIX, TED e DOC, além de pagamentos de boletos e compras pelo cartão de débito, conforme anunciou o BC no fim de agosto para coibir fraudes. O Banco Central (BC) informou nesta quinta-feira (23) que as instituições financeiras têm até o dia 4 de outubro para estabelecer o limite de R$ 1 mil para transferências e pagamentos realizados por pessoas físicas das 20h às 6h. Pessoas jurídicas (empresas) não serão atingidas com a medida. A mudança faz parte de conjunto de medidas anunciadas pelo Banco Central no fim de agosto. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade dos sistemas às ações de criminosos, como sequestros relâmpagos. O PIX - mecanismo de transferência de recursos que opera em tempo real, 24 horas por dias - vem sendo usado por criminosos para a prática do crime. O limite de R$ 1 mil valerá para operações realizadas via PIX, TED e DOC, além de pagamentos de boletos e compras pelo cartão de débito. O limite poderá ser alterado a pedido do cliente, através dos canais de atendimento eletrônicos. Porém, a instituição financeira deve estabelecer prazo mínimo de 24 horas para a efetivação do aumento. Esse prazo mínimo também precisa entrar em vigor até 4 de outubro. Até esta data, os bancos também devem oferecer aos seus clientes a opção de cadastrar previamente contas que poderão receber transferências acima dos limites estabelecidos. As instituições financeiras precisam implementar, ainda, registros diários das ocorrências de fraudes ou de tentativas de fraude na prestação de serviços de pagamento, além das medidas corretivas adotadas. O prazo para implementação dessa medida é até 16 de novembro. Com base nesses registros, as instituições deverão elaborar relatório mensal consolidando as ocorrências e as medidas adotadas. VÍDEOS: notícias sobre economia
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23/09 - Ipea reduz previsão de PIB agropecuário do Brasil em 2021
Estimativa caiu de 1,7% para 1,2%. Declínio na produção de milho deve influenciar negativamente o índice. Colheita de milho foi prejudicada por estiagem em Mato Grosso do Sul. Semagro/Reprodução O PIB do setor agropecuário do Brasil em 2021 deve crescer 1,2% segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que revisou para baixo a estimativa anterior de 1,7%, refletindo reduções na produção de milho e cenário menos favorável para o leite. "O valor adicionado da produção vegetal em 2021 também foi revisto para baixo: de 1,7% para 1,2%, devido à revisão para a estimativa de produção do milho, que deve apresentar queda de 15,5%", informou o Ipea nesta quinta feira (23). Em agosto, a estimativa já tinha caído de 2,6% para 1,7%. LEIA TAMBÉM: Como as mudanças climáticas podem impactar a produção de alimentos no Brasil Seca vai deixar alimentos ainda mais caros; entenda Ciência dá alternativas para agricultura sobreviver com seca e crise hídrica Cana-de-açúcar (-3,7%) e café (-21,1%), afetados por questões climáticas, também limitaram a projeção de 2021. Apesar de menor, o resultado positivo de 2021 será sustentado pelas significativas altas nas produções de soja (+10,1%), arroz (+4,3%) e trigo (+32,9%). A produção animal também foi revista de 1,8% para 1,2% este ano, mesmo com avanço na produção de aves (+6,8%), suínos (+8,7%) e ovos (+1,4%). Dois produtos com maior participação no valor adicionado têm perspectiva negativas para 2021: bovinos (-0,9%) e leite (-0,4%). Recuperação em 2020 Para 2022, a estimativa foi ligeiramente revisada de 3,3% para 3,4% no valor adicionado do setor agropecuário, com crescimento de 2,2% na produção animal e 3,9% na produção vegetal. "Há perspectiva positiva por conta de expectativas de crescimento nas culturas de soja e milho; de recuperação do crescimento da produção de bovinos (após dois anos consecutivos de queda) e de nova alta estimada para a produção de suínos", destacou o Ipea. O instituto aponta que para 2022 ainda há incertezas sobre o ciclo climático e seus efeitos na safra, sua intensidade e sobre a produção vegetal. Por outro lado, o cenário é de normalização da oferta de bovinos em 2022. Vídeos: tudo sobre agronegócios
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23/09 - Economia pede a Meio Ambiente para avaliar afrouxamento de regras a pedido do setor privado
Pedido foi enviado em maio ao Ministério do Meio Ambiente, que repassou demanda para o Ibama na última terça-feira (21). Entidades ambientais falam em 'pacote antiambiental'. A título de reduzir o custo de fazer negócios no Brasil, o Ministério da Economia pediu para o Ministério do Meio Ambiente avaliar a possibilidade de afrouxar 14 regras ambientais a partir de “dificuldades listadas pelo setor privado”. O ofício foi enviado em 13 de maio. Entre os pedidos do empresariado repassados pelo Ministério da Economia, estão: a concessão automática de licenças caso haja demora na análise dos pedidos de licenciamento ambiental; a revogação de regras que dificultam o desmatamento da vegetação nativa da Mata Atlântica; e a redução de exigências para a fabricação de agrotóxicos voltados à exportação, com o objetivo de tornar o Brasil “um polo produtor de agroquímicos”. Em ofício enviado na última terça-feira (21), a Secretaria Executiva do Ministério do Meio Ambiente pediu que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) analisasse os pedidos do setor privado e encaminhasse "as informações concernentes a esse instituto” até o próximo dia 30. No documento enviado pelo Ministério da Economia, a pasta afirmou que a política pública para reduzir o chamado Custo Brasil foi “pautada na parceria e no diálogo com o setor privado”. O objetivo do projeto, segundo a pasta, é “identificar e eliminar dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e econômicas” que comprometeriam investimentos e tornariam produtos nacionais mais caros. As demandas de afrouxamento incluem ainda: extinguir a lista do Conselho Nacional do Meio Ambiente que define atividades em que se exige o estudo prévio de impacto ambiental (EIA) ou o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA); dispensar licenciamento ambiental para utilização de rejeito e estéril de mineração; alterar o mapa de biomas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e excluir da delimitação da Amazônia as áreas com características de Cerrado; cancelar a consulta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para empreendimentos agrossilvipastoris consolidados – sistemas agroflorestais em que árvores são associadas com cultivos agrícolas e atividade pecuária –, com atividade preexistente a 22 de julho de 2008. Secretaria contesta A Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia nega que tenha solicitado alterações nas regras ambientais. De acordo com nota da secretaria (leia a íntegra ao final desta reportagem), as solicitações são encaminhadas "para análise e avaliação dos órgãos competentes, sem nenhum julgamento prévio". Segundo a nota, proposições — mesmo as "sensíveis" — de representantes do setor produtivo "precisam ser encaminhadas ao órgãos competentes para análise, não cabendo à SEPEC descartá-las de antemão". Mas no ofício em que o Ministério da Economia encaminha as propostas do setor privado, a pasta afirma que está "à disposição para esclarecimentos adicionais e apoio no que for necessário com o fito de superarmos as dificuldades apontadas como geradoras de custos adicionais ao empreendedorismo brasileiro". Ainda no documento, o Ministério da Economia diz que enviou a relação de propostas para avaliação do Meio Ambiente "com o fito de imprimir continuidade e efetiva resposta às demandas apresentadas pelo setor privado". Entidades ambientais reagem Ao terem acesso aos ofícios, entidades ambientais reagiram e divulgaram uma nota nesta quinta-feira (23) chamando a proposta de “pacote antiambiental”. No comunicado, as organizações afirmam que a lista proposta ao Ministério do Meio Ambiente “denotam desconhecimento e descaso em relação à legislação ambiental”. Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, as medidas listadas pelo empresariado “nos levarão a cavar ainda mais o fundo do poço”. A diretora de políticas públicas do SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro, diz que o Ministério da Economia propõe o “ecocídio ao Brasil”: “Ao atacar a Lei da Mata Atlântica, de forma explícita, o documento do Ministério da Economia deixa evidente que a condução da boiada sobre a proteção do meio ambiente é uma estratégia desastrosa e retrógrada do governo brasileiro”. O assessor em políticas públicas do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Guilherme Eidt, explica que a proposta de alteração do mapa de biomas do IBGE tem o objetivo de “anistiar o desmatamento ilegal” em regiões da Amazônia que têm características do bioma Cerrado. “A intenção clara é anistiar o desmatamento ilegal na região, aplicando a mesma legislação frouxa que temos para as áreas de reserva legal no Cerrado, onde apenas 20% da vegetação nativa tem obrigação legal de ser mantida em pé”, apontou Eidt. Custo Brasil O Custo Brasil representa o valor que as empresas brasileiras gastam a mais, para fazer negócios, do que aquelas sediadas nos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Estudo realizado pelo Ministério da Economia em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) concluiu que o custo adicional de fazer negócios no Brasil chega a R$ 1,5 trilhão, cifra equivalente a 22% do PIB brasileiro em 2019. As maiores dificuldades dos empresários, de acordo com o estudo, estão ligadas ao custo do emprego, ao ambiente jurídico e regulatório do Brasil, abertura e fechamento de negócios, acesso a insumos e possibilidade de reinventar o negócio. Regras ambientais derrubadas e disputa judicial: entenda trajetória das decisões de Salles Nota da Economia Leia abaixo íntegra de nota divulgada pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia: A Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (SEPEC) informa que, no âmbito de suas competências e no escopo do projeto de Redução do Custo Brasil, mantém um intenso e continuado diálogo com o setor produtivo, para identificar os principais pontos que atrapalham os negócios no país. Quando os pleitos solicitados envolvem outras áreas do governo, encaminhamos as solicitações para análise e avaliação dos órgãos competentes, sem nenhum julgamento prévio. São improcedentes as informações que têm circulado pela imprensa a respeito de que a Secretaria Especial ou o Ministério da Economia teriam solicitado alterações de regras ambientais. Conforme está claro no Ofício que deu margem a essas matérias, as proposições não foram avaliadas ou chanceladas por esta Secretaria Especial. Buscamos sempre o desenvolvimento sustentável, que gere emprego e renda para os brasileiros. Isso depende da redução do Custo Brasil - incluindo eliminar burocracia excessiva que atrapalhe nossas empresas, dê margem a corrupção e não contribua para a preservação ambiental. Temos trabalhado intensamente com o Ministério do Meio Ambiente para avançar em iniciativas que potencializem o crescimento por meio dos nossos diferenciais como maior potência verde do planeta, tais como: projetos de desenvolvimento sustentável na região amazônica, uso de energia limpa, financiamento de projetos ambientalmente responsáveis e ações de descarbonização que já fazem parte do setor produtivo brasileiro. Reforçamos que mantemos um canal de comunicação democrático para receber proposições de representantes do setor produtivo. Mesmo que algumas delas sejam sensíveis, elas precisam ser encaminhadas ao órgãos competentes para análise, não cabendo à SEPEC dercartá-las de antemão. VÍDEOS: notícias de economia
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23/09 - Política de vacinação é chave para recuperação econômica sustentável, diz diretora da OMC
Segundo Ngozi, não é aceitável que 58% das pessoas de países desenvolvidos estejam totalmente vacinadas, enquanto que em países de baixa renda esse percentual seja de apenas 1% Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Emma Farge/Reuters A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou que a recuperação econômica e comercial sustentável só pode ser alcançada com uma política que garanta o rápido acesso global às vacinas. “Nós temos uma escolha: ou convergimos para baixo, permitindo que o vírus nos arraste de volta para baixo, ou convergimos para cima, vacinando o mundo”, analisou a diretora. Segundo Ngozi, não é aceitável que 58% das pessoas de países desenvolvidos estejam totalmente vacinadas, enquanto que em países de baixa renda esse percentual seja de apenas 1%, e até mesmo os profissionais de saúde da linha de frente tenham o acesso negado por falta de fornecimento. PIB em queda no 2º trimestre: entenda os motivos e veja 10 riscos que podem frear retomada PIB do Brasil recua 0,1% no 2º trimestre, e recuperação perde fôlego Retomada econômica favorece mais ricos e deve levar 1,2 milhão de famílias para as classes D e E Na avaliação da diretora, uma recuperação econômica e comercial sustentável só é possível quando a política de vacinas for acertada. De acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), as economias avançadas crescerão 5,6% neste ano, ante apenas 3,9% para os países em desenvolvimento de baixa renda. As projeções da OMC mostram uma tendência semelhante no comércio: Ásia, América do Norte e Europa estão no caminho para um crescimento comercial mais forte do que a África e a América Latina. "80% das exportações mundiais de vacinas vêm de 10 países e a política de pandemia nos mostrou que isso pode ser problemático. A produção deve ser mais descentralizada para os mercados emergentes e países em desenvolvimento", acrescentou a diretora. De acordo com a OMC, um relatório está sendo elaborado para mostrar que investir US$ 50 bilhões antecipadamente na vacinação de 40% das pessoas em todos os países até o final deste ano, e pelo menos 60% no primeiro semestre de 2022, faria a produção econômica global aumentar em US$ 9 trilhões até 2025.
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