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29/03 - Financiamento para ajudar empresas aéreas estará disponível em abril, diz presidente do BNDES
Gustavo Montezano afirmou que a linha não vai ter subsídio e que deve ser usada na operação das companhias. De acordo com ele, a taxa de juros será competitiva. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano Divulgação/Ministério da Economia O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou neste domingo (29) que espera disponibilizar ainda em abril uma linha de financiamento para ajudar as companhias aéreas. Segundo Montezano, o financiamento será exclusivo para a operação brasileira das companhias e não vai ter subsídios. A situação das aéreas, que vêm sofrendo com a queda na demanda por voos internacionais e nacionais diante da crise de coronavírus, preocupa o governo. As empresas têm registrado quedas de mais de 70% no mercado doméstico e de mais de 90% no mercado internacional. “Estamos em discussão intensa e o nosso objetivo é disponibilizar a linha em abril, que em abril esteja no caixa das empresas”, disse Montezano durante entrevista coletiva transmitida pela internet. Segundo ele, a taxa do financiamento deve ser "baixa", mas sem subsídio. “O objetivo é dar taxa competitiva, taxa baixa, que não pressione o fluxo de caixa dessas empresas, mas sem a presença de subsídios. A ideia é que o Tesouro, o BNDES, o setor público tenha alguma remuneração da operação que pague suas contas. Não faremos operação subsidiada”, afirmou . Montezano destacou que todas as companhias poderão ter acesso à linha de financiamento. Ele disse ainda que os recursos não poderão ser usados para pagar outros financiamentos e, sim, para a operação das empresas. “Os outros credores terão, sim, como o BNDES, que fazer um esforço de alongamento, de refinanciamento para que as empresas possam passar por esse período temporário de redução da demanda”, declarou. De acordo com Montezano, o financiamento será feito por uma debenture reversível. Nesse sistema, o dinheiro é disponibilizado para as companhias a uma taxa de juro baixa. Se, no futuro, as ações da empresa aérea tiverem uma valorização acima de determinado ponto, o BNDES receberia uma remuneração extra. No dia 18 de março, o governo anunciou algumas medidas para ajudar as empresas, entre elas uma ampliação no prazo para devolução do valor pago pelas passagens aéreas canceladas. Financiamento para saúde Durante a entrevista, o presidente do BNDES comentou as medidas já anunciadas pelo banco e citou a linha de crédito, anunciada na sexta (27), de R$ 2 bilhões para financiar empresas que produzam, comprem ou transportem equipamentos usados para o combate à crise do coronavírus devem beneficiar cerca de 30 empresas. Segundo o presidente do BNDES, essas 30 empresas mapeadas podem ter potencial para produzir 15 mil ventiladores, 5 mil monitores, 3 mil leitos de UTI e 80 milhões de máscaras cirúrgicas. Estimativa do banco aponta que a produção extra desses equipamentos representará: 15 mil ventiladores - 50% da necessidade do SUS para 90 dias; 5 mil monitores - 20% da necessidade do SUS para os próximos 120 dias; 80 milhões de máscaras cirúrgicas - 1/3 da necessidade do SUS para os próximos 120 dias; 3 mil leitos de UTI - aumento de 10% na capacidade atual. Outra medida adotada pelo banco foi a permissão para a suspensão do pagamento de empréstimos dados pelo BNDES por seis meses. Ele informou que, em apenas dois dias, 259 empresas pediram a suspensão. Segundo o presidente da instituição, a partir do dia 1º de abril, quem tem financiamentos indiretos com o BNDES também poderá solicitar a interrupção do pagamento de juros e do principal do empréstimo por seis meses. Para isso, as empresas terão que procurar o banco que fez o repasse do financiamento. A previsão do BNDES é que sejam refinanciados R$ 19 bilhões de crédito direto com o BNDES e R$ 11 bilhões em crédito indireto disponibilizado por algum repassador bancário. Initial plugin text
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29/03 - Latam Airlines anuncia suspensão de parte de suas rotas internacionais
Companhia aérea informou que suspensão é temporária e que deve manter operando rotas para Santiago, Nova York e Miami. O Grupo Latam Airlines anunciou neste domingo que vai suspender temporariamente parte de suas rotas internacionais até 30 de abril. A medida foi tomada em decorrência das restrições de viagem por causa da pandemia de coronavírus e pela queda na demanda. Passageiros que tiveram os voos cancelados terão o valor das passagens mantido como crédito, ou poderão reagendar o voo até o fim de 2020. A Latam vai manter, em menor quantidade, os voos entre Santiago e São Paulo, de São Paulo para Miami e Nova York, e os voos de Santiago para Miami e Los Angeles. Veja direitos dos consumidores diante da pandemia do coronavírus. Voos cancelados em aeroporto da Indonésia durante a pandemia de coronavírus Nicolas Puglisi Initial plugin text
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29/03 - Guedes defende aprovação de lei de emergência para flexibilizar Lei de Responsabilidade Fiscal
Ministro da Economia afirmou que risco de cometer crime de responsabilidade fiscal impede ação mais rápida do governo nas ações para enfrentar a crise do coronavírus. Paulo Guedes defende flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal Em videoconferência com integrantes da Frente Nacional dos Prefeitos, Guedes afirmou que, em razão da necessidade de elevar gastos para enfrentar o coronavírus, a LRF preocupa o governo devido ao risco de se cometer crime de responsabilidade por eventual violação de pontos da lei. O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu neste domingo (29) a aprovação pelo Congresso Nacional de uma lei de emergência que permita flexibilizar, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em casos de calamidade como o que o Brasil enfrenta atualmente em razão da pandemia do novo coronavírus. “Qual o nosso problema hoje? É a LRF, pedalada fiscal, impeachment, esse tipo de coisa. Tem que ter cláusula qualquer que, em caso de calamidade, suspende e nos permite agir rapidamente. Tenho vários secretários que dizem que não podem assinar esses atos porque dizem que se assinar vão presos e depois tem ação de impeachment contra o presidente”, disse. “Nós precisamos de uma lei de emergência. Nós precisamos trabalhar”, disse. Fontes do Ministério da Economia afirmaram que já estão preparando, para enviar ao Congresso, uma proposta de emenda à constituição (PEC) que autoriza a ampliação do limite de gastos do governo durante a pandemia do novo coronavírus. O ministro também defendeu que os estados e municípios também não sejam obrigados a cumprir resultado primário este ano. “Da mesma forma que ocorreu com o governo federal tem que acontecer a mesma coisa para estados e municípios. Suspender a obrigação de cumprir resultado primário”, disse. O ministro Paulo Guedes (abaixo, à dir.) durante videoconferência com prefeitos Reprodução / rede social Dívida dos municípios Durante a videoconferência, que contou com a participação de diversos prefeitos, Guedes afirmou também que as dívidas das prefeituras vão ser roladas, inclusive as dívidas com bancos públicos e privados, mas que isso ainda precisa ser operacionalizado. “A ideia é de não pagar bancos públicos, privados e rolar dívidas. Estamos lutando nessa frente. É evidente que tudo isso vai ser rolado. O FMI já está oferecendo dinheiro, o Banco Mundial já está oferecendo dinheiro. Vamos rolar essa dívida toda. A ideia é não tirar o dinheiro da base”, disse. Guedes também afirmou que o governo vai aplicar mais recursos em cidades mais atingidas pelo coronavírus. Segundo ele, depois de dar uma “chuveirada” em todos os estados e municípios, o governo vai se concentrar agora cidades com mais focos da doença.
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29/03 - Brasil deveria fazer 'esforço de guerra' para manter as pessoas em casa, diz economista da Universidade de Chicago
Professor na escola em que o ministro Paulo Guedes se formou, Luigi Zingales critica a postura do governo diante de pandemia e defende renda universal para brasileiros financiada por taxação de riquezas. Universidade de Chicago, nos Estados Unidos Universidade de Chicago O economista italiano Luigi Zingales é professor há quase 30 anos na faculdade de negócios da Universidade de Chicago, celeiro de ideias capitalistas liberais na qual o ministro da Economia, Paulo Guedes, se orgulha de ter estudado. Os dois discordam, no entanto, sobre os caminhos a seguir diante da pandemia de coronavírus que já contaminou 660 mil pessoas e matou ao menos 30 mil no mundo todo. Últimas notícias de coronavírus de 29 de março Guedes e sua equipe defendem o isolamento vertical, em que só pessoas consideradas de grupos de risco tem sua circulação restringida, mas têm tido dificuldade de se desvencilhar dos limites do teto de gastos públicos e defenderam uma ajuda às famílias vulneráveis de um quinto de salário mínimo. Zingales afirma que a crise de Covid-19 exige uma resposta dos governos à altura de um esforço de guerra e que deveriam fazer todo possível para manter o maior número possível de seus cidadãos em casa. O economista italiano defende a criação de uma renda emergencial universal, condicionada ao cumprimento do confinamento por semanas. O dinheiro viria da taxação de riquezas, uma pauta historicamente ligada à esquerda no Brasil, e da impressão de moeda, com o cuidado de manter a inflação sob controle. Autor de Saving Capitalism from the Capitalists (2003; Salvando o Capitalismo dos Capitalistas, em tradução livre) e A Capitalism for the People: Recapturing the Lost Genius of American Prosperity (2012; Um capitalismo para o povo: recuperando o talento perdido da prosperidade americana, em tradução livre), o economista é considerado um dos mais importantes pensadores liberais da atualidade. Ele diz que não se baseia em um imperativo moral ao recomendar a quarentena irrestrita. A partir dos dados disponíveis da pandemia, ele calcula que, nos Estados Unidos, se o governo não fizer nada para reduzir a circulação do vírus, isso custaria o equivalente a três vezes o PIB anual americano. Zingales conhece pessoalmente as agruras impostas por pandemias: em 1919, a irmão de seu avô morreu em decorrência da gripe espanhola. Agora, o economista acompanha com aflição o quadro de saúde da filha, que vive em Paris e está infectada pelo Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus. Zingales falou à BBC News Brasil por telefone. Ele tem respeitado quarentena, embora Chicago, onde vive, não seja um epicentro da doença no país. BBC News Brasil - Existe realmente uma escolha entre garantir a saúde das pessoas ou manter a economia dos países nos trilhos? Luigi Zingales - Se você puder conter cedo os efeitos da epidemia, se fizer o que a Coreia do Sul fez, testagem e rastreamento em massa desde o ínício para evitar o espalhamento do vírus, você salva vidas e você salva a economia. Dá pra fazer as duas coisas ao mesmo tempo. No entanto, conforme as coisas se desenrolam, fica difícil conter o espalhamento do vírus sem alguma forma de confinamento. E confinamento é apenas uma das peças do pacote de ações. Sozinho, ele não é suficiente, mas é sim um passo necessário. E, com o confinamento, você tem algumas repercussões negativas na economia. Não nego isso. Mas o problema fundamental é: se não tomarmos nenhuma precaução pra conter a epidemia, quantas pessoas vão morrer porque temos capacidade limitada nos hospitais? Esse é o maior problema que temos de enfrentar agora. BBC News Brasil - As pessoas que defendem o fim imediato da quarentena porque temem morrer de fome têm razão de se preocupar? Deveríamos voltar à vida normal e aceitar as mortes que virão? Ou isso nos custaria mais caro, se quisermos pensar só economicamente? Zingales - Em primeiro lugar, existem muito mais considerações além da questão econômica nessa decisão de confinar ou não as pessoas. Mas, mesmo se não quisermos mencionar a moralidade do dilema e quisermos nos ater a um cálculo puramente econômico, os economistas criaram uma ferramenta para lidar com essas situações, que se chama análise de custo e benefício. Em termos técnicos, a gente assume que podemos estimar valores para todas as coisas, o que na prática, não é tão simples, claro. Mas, neste raciocínio, a análise de custo benefício vai colocar um valor em cada vida que nós salvarmos. Pra saber se vale a pena manter essas políticas de confinamento, precisamos saber quantas vidas podemos salvar com elas, o que é extremamente difícil de responder, porque temos uma escassez de dados bons, e o desejável seria ter muito mais do que temos no momento. Mas o desafio era esse, e fiz esse cálculo: é claro que há espaço para variações, mas a conclusão é que a quantidade de perdas de vidas é comparável à perda de todo o PIB americano em 3 anos. O valor da estimativa para a vida humana nos Estados Unidos pode variar entre US$ 7 milhões e US$ 10 milhões (nota da redação: Zingales se baseia no valor estimado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, que usa o valor para calibrar medidas antipoluição, por exemplo). Vamos considerar então um valor entre um ponto e outro: US$ 9 milhões. Se você puder salvar um milhão de vidas — na verdade é muito mais — é como se você tivesse deixado de perder US$ 9 trilhões, o que equivale a um terço do PIB. Então, você poderia interromper completamente a atividade econômica dos Estados Unidos por quatro meses para chegar no mesmo nível de perda. (nota da redação: considerando os dados de estimativas de doentes e o percentual de letalidade da doença em sistemas de saúde saturados, Zingales afirma que sem qualquer medida de contenção, a epidemia pode custar US$ 65 trilhões aos Estados Unidos, ou o equivalente a três vezes o PIB anual do país). Mas a boa notícia é que não é preciso paralisar toda a economia para cumprir a quarentena. Muitas coisas hoje seguem funcionando remotamente, mesmo com as pessoas em casa. Claro que haverá sim grandes perdas econômicas, mas, a partir dos cálculos, concluímos que vale a pena encará-las. Existe uma segunda questão da qual vamos ter que cuidar e que é igualmente importante à preservação das vidas: precisamos distribuir os custos do combate à pandemia. Por um lado, sabemos que a doença mata mais os idosos, não apenas eles, mas majoritariamente eles. E, ironicamente, todas as medidas que estamos tomando para parar o vírus, como o distanciamento social, tendem a prejudicar mais economicamente os jovens e os mais pobres. Isso porque os mais velhos costumam ter algum tipo de aposentadoria, então, mesmo trancados em casa, eles estão com essa renda garantida. O mesmo vale pra quem faz trabalho intelectual, que pode ser feito de casa. Mas quem faz trabalho manual vai ser impedido de trabalhar pelo confinamento. Então, vai ser necessário redistribuir essa renda, dos mais velhos pros mais novos, dos mais ricos pros mais pobres BBC News Brasil - Por isso o Congresso americano aprovou o maior pacote de estímulo econômico da história na semana passada, com seus US$ 2 trilhões em orçamento, certo? Zingales - Sim, a redistribuição é uma política necessária. Mas tenho grandes dúvidas se os Estados Unidos estão fazendo isso certo, porque me parece que eles estão mais garantindo subsídios a empresas do que realmente distribuindo para as famílias jovens. BBC News Brasil - Temos hoje governos que prometeram reduzir o tamanho do Estado em países como Estados Unidos, Brasil e Reino Unido, em uma nova abordagem neoliberal. Isso é compatível com o combate de uma crise pandêmica como a atual? Zingales - Acho que, a princípio, é compatível, mas, na prática, não me parece estar sendo bem feito. Em 2003, escrevi um livro chamado Salvando o capitalismo dos capitalistas. Um dos pontos que argumentava ali é que é muito importante ter alguma rede de proteção social, porque, quando há uma crise, como a atual, que força os governos a intervir, os governantes tomarão as medidas sob pressão, e essa intervenção vai ser distorcida pelos grupos de interesse. Se você cria um sistema preventivo de seguridade social, você tende a ter algo mais eficiente. Infelizmente a atual pandemia de coronavírus comprova a minha tese. Países que têm sistemas de bem estar social mais consolidados, como a Dinamarca, o Norte europeu, estão se saindo muito melhor em lidar com a crise, sem a necessidade de uma série de intervenções agudas, como as que estamos vendo nos Estados Unidos, onde não há rede de proteção social. Mas essas intervenções emergenciais são altamente distorcidas, e é por isso que o Senado americano aprova um pacote de US$ 2 trilhões, o que em tese significaria conceder US$ 6 mil por pessoa ou US$ 24 mil por família, mas ninguém vai receber isso tudo de dinheiro (a estimativa é que cada família receba US$ 1,2 mil). E a maior parte desse valor vai ser dado pra empresas, e muita gente vai ganhar muito dinheiro no caminho. Então, isso é um tipo terrível de socialismo corporativista. BBC News Brasil - Muitas pessoas têm questionado o fato de que são cobradas a ter reservas financeiras para viver por 6 meses sem salário, mas que não se cobra das empresas que tenham poupanças para casos de crise como esse. Por que há essa diferença de tratamento dos governos entre pessoas e empresas? Zingales - Infelizmente, é verdade que grupos organizados recebem mais atenção do governo do que indivíduos. Então, as empresas, especialmente as maiores, são as instituições mais organizadas e influentes. Aqui nos Estados Unidos, as empresas sustentam a atividade política. Se meu doador de campanha me diz 'preciso de ajuda', eu vou ouví-lo e vou provalvelmente atendê-lo. Nenhum indivíduo sozinho tem essa força. BBC News Brasil - Pensando na diferença entre países ricos e países pobres, o que você acha que vai acontecer de diferente no combate à crise do ponto de vista tanto da saúde quanto da economia em países como Brasil, Índia, México? Zingales - Na minha visão, as diferenças não se devem tanto à riqueza de um país, mas à qualidade de suas instituições e, infelizmente, há uma grande correlação entre essas duas variáveis. O que vimos até agora foi mais uma divisão mais entre Ocidente e Oriente do que propriamente entre Norte e Sul. Se você pega o jeito como Taiwan, Coreia, Singapura responderam à crise, eles foram muito mais eficientes do que países com governos menos organizados, como Itália e Espanha, que estão protagonizando desastres. Claro que quanto mais cedo a pandemia chega a seu país, menor seu tempo de resposta, e isso pode afetar a qualidade da sua reação. Em parte, acho que a Itália também sofreu por isso. Na América Latina, curiosamente, o problema chegou por último, havia muito tempo para se planejar, mas os países latinos basicamente desperdiçaram essa vantagem. E, para piorar, no Brasil, Bolsonaro não está levando o vírus a sério, então, o país está começando a guerra com uma desvantagem imensa. Infelizmente, a solução para a questão é a mesma para todos os países, desenvolvidos ou não: diminuir o espalhamento da doença por meio do confinamento geral, testar o máximo de pessoas, rastrear e isolar os infectados, tenham eles sintomas ou não. E a capacidade de fazer isso depende de duas coisas: primeiro, da quantidade de infectados, e segundo, da eficiência do governo e da administração pública. Meu medo é que, nos Estados Unidos, a organização pública já não é particularmente eficiente, mas não é tão ineficiente quanto no Brasil. E se você tem um percentual alto de infectados, é praticamente impossível seguir o modelo coreano. Está fora de questão rastrear metade da população. O que me aterroriza é que chegamos a uma situação muito dramática: se você tem muita gente contaminada em meio a uma sociedade aberta, é impossível ter a quantidade de leitos necessária para tratar todo mundo. Então, você tem um aumento na mortalidade. BBC News Brasil - Vamos pensar no Brasil, uma economia que vem de sua pior crise econômica histórica, cujo crescimento do PIB seria de apenas algo em torno de 1,5% esse ano em uma projeção antes da epidemia, cuja moeda vale menos de um quarto de dólar e com 40% dos trabalhadores informais. Se fosse o ministro da Economia do Brasil, o que você faria? Zingales - Essa é uma pergunta muito difícil, não só pelo que você listou, mas, sem querer fazer parecer ainda pior, a economia brasileira depende muito de commodities. Os preços das commodities estão em baixa, e é esperado que continuem assim no futuro próximo. Então, acho que a perspectiva para a economia brasileira não é assim tão boa. Então, se eu fosse o ministro, tentaria dividir as medidas entre o que é necessário imediatamente para vencer o vírus e o que fazer depois pra consertar a economia. Em uma situação de guerra, você resolve primeiro o perigo mais iminente, depois se preocupa com o resto. E o principal problema agora é conter o espalhamento da doença. Então, o Brasil deveria fazer esforço de guerra para manter as pessoas em casa. E, nesse caso, isso significa que você precisa dar alguma forma de seguro desemprego, alguma renda mínima universal ou para uma grande fração da população por um período de tempo, e condicionando isso a ficar em casa. Precisa haver um incentivo muito forte para ficar em casa, e a melhor forma de fazer isso é por meio de um subsídio agora e no futuro próximo, condicionados a você não ser pego perambulando pela rua e arruinando o plano. Se você violar o toque de recolher, você perde o benefício. Se ficar doente, vai para o isolamento em um hospital. Se o governo age dessa maneira, consegue a atenção das pessoas, as sensibiliza. A questão é que não parece haver entendimento político e vontade política para seguir esses passos. E, sinceramente, acho que esse é agora o maior problema no Brasil. Numa situação como essa, quanto mais você espera para fazer o que é necessário, maior será o custo disso. Você começou essa entrevista me perguntando se eu via uma contradição entre salvar vidas e salvar a economia, e o que te disse foi: não há desde que você aja cedo. Mas se você esperar, há sim. O mais triste é que essa crise acontece em um momento muito difícil para (o presidente americano Donald ) Trump, por causa das eleições (presidenciais, em novembro). Mas Bolsonaro tem muito mais tempo de mandato pela frente que Trump e poderia ter entendido isso, tomado uma ação, mesmo que isso afetasse sua popularidade nesse momento, porque o resultado no longo prazo o recuperaria disso. O risco de pandemia era claro e foi subestimado. BBC News Brasil - Seu raciocínio de custo-benefício implica que, de qualquer maneira, o impacto sobre a economia será muito alto. Se a crise custar US$ 2 trilhões a cada dois ou três meses só nos EUA, ou se o Reino Unido vai bancar 80% dos salários pelos meses que a crise durará, qual será o resultado de um endividamento tão grande dos governos depois da crise? Zingales - Sim, você tem razão nesta preocupação, porque, em nosso cálculo, estimamos o valor de vidas humanas, mas não estamos criando renda monetária a partir disso, então, os governos terão que fazer dívidas que terão de pagar em algum momento. E, para países como o Brasil ou a Itália, países que não são desenvolvidos, é muito mais difícil pagar do que para países como Estados Unidos, que, por terem uma moeda forte, podem contrair dívidas altas sem detonar uma crise de confiança. É difícil traçar essa linha para países como o Brasil fazer o que quer que seja necessário para salvar vidas, porque, ao fazer isso, pode se chegar ao ponto em que não se consegue mais dinheiro emprestado. E entra um novo cálculo de custo benefício: quão longe podemos ir com essa política sem que nossa situação fique muito ruim. BBC News Brasil - Mas é muito difícil saber qual é essa linha, afinal. Zingales - Sim, nós não sabemos, e podemos chegar a múltiplos resultados a depender das nossas premissas. Acho que se os Estados Unidos fizessem um pouco mais de financiamento monetário do seu déficit, isso não seria o fim do mundo, teríamos um pouco mais de inflação. No Brasil, a situação é diferente, porque o país tem uma longa história de hiperinflação, e, nos últimos tempos, tem conseguido controlar isso. O risco de retornar à hiperinflação não é trivial. Se você quiser fazer massivos financiamentos da dívida, isso vai ser problemático. Por outro lado, esse nível de crise demanda alta intervenção. Vejo uma provável necessidade de criar impostos sobre grandes fortunas, porque, durante guerras, seus meios de financiar um país são basicamente imprimindo dinheiro ou criando alguma maneira de taxar riquezas. Sou sempre contrário a esse tipo de solução em tempos comuns, mas, em situações extremas, essa pode ser a forma para resolver. Isso traria o benefício de salvar o país do desespero, um bem público geral. Mas quem ganha mais com isso são os ricos, porque não só salvam suas vidas como também preservam muito do valor de sua riqueza. Parece contraditório, mas é simples: imagine um país que perdeu um percentual grande de sua população, um monte de coisas simplesmente perdem o valor ali já que a demanda cai drasticamente. Então, em uma situação como essa, é preciso ao menos criar esse imposto sobre fortunas para poder ser mais agressivo em custear uma redistribuição de renda que permita o confinamento da população. É claro que sempre existe o risco de uma fuga de capitais, de as pessoas simplesmente tirarem seu dinheiro do Brasil, mas é justamente pra isso que o Brasil precisa melhorar seus sistemas de rastreamento de dinheiro. Não sei se o Congresso brasileiro estaria disposto a dar esse passo, mas certamente seria uma linha racional de ação. BBC News Brasil - O senhor é italiano, no seu país há uma epidemia muito grave, com um mortalidade de quase 10%. O que deu tão errado na Itália? Zingales - É sempre uma combinação de fatores. As regiões que se saíram melhor, como Veneto, de onde eu venho, adotaram testes massivos, rastreamento de infectados e um isolamento maior. Na Lombardia, eles foram arrogantes e descuidados. Um pouco como o Bolsonaro. Na verdade, o Prefeito de Milão foi às ruas no fim de fevereiro, com um drink em mãos, pra dizer que ali a doença não os tinha abatido. Isso foi um erro gigante. Initial plugin text
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29/03 - De onde vem o novo coronavírus e qual a relação dele com os animais?
Existem vários tipos de coronavírus e os que afetam os bichos não necessariamente atingem os humanos. Portanto, nenhuma vacina serve para as pessoas. De onde vem o novo coronavírus e qual a relação dele com os animais? A Covid-19 assusta a humanidade, mas ainda não se sabe a origem desta doença. Isso porque, segundo cientistas, existem vários tipos de coronavírus. Veja perguntas e respostas sobre o novo coronavírus Alguns deles só contaminam bichos e não passam para o ser humano, já o novo coronavírus atinge apenas as pessoas, mas não contamina os animais. Desde a década de 1970, a família dos coronavírus vem sendo estudada por cientistas do mundo todo, e são dezenas de tipos da doença que infectam animais silvestres, como os morcegos; animais de criação, como gado, porco e cavalo; e animais de estimação, como gato, cachorro. Agora, também os humanos. Mas toda essa história começou há muito mais tempo, e foi com as galinhas. A origem Na década de 1930 foi descrita uma doença que até hoje atinge esses animais: a bronquite infecciosa. o veterinário Paulo Brandão, da Universidade de São Paulo (USP), dedica seus estudos ao mundo dos vírus. ele explica que esta foi a primeira doença registrada por coronavírus. “Depois, várias doenças foram descritas, em bovinos, suínos e em humanos Até que a famílias dos coronavírus começou a ser formalizada, ali pelos anos 1960 e, dali, os estudos mais aprofundados continuaram”, afirma. Foram essas pesquisas que deram a certeza de que os coronavírus dos animais não passam para o homem, assim como o novo coronavírus não passa do homem para os animais. “Cada animal tem o seu próprio coronavírus. Para qualquer vírus, para ele entrar no seu hospedeiro é como uma chave e a fechadura. Se ele quer entrar no meu organismo, na minha fechadura, tem que ser a chave própria.O coronavírus de bovino tem a chave para entrar no nosso organismo? Não.” “Esse coronavírus novo, humano, tem a chave certinha para entrar na nossa fechadura e entrar no nosso organismo. Coronavírus não gosta de passar de hospedeiro (animal) para hospedeiro (humano)”, acrescenta Brandão. Nessa regra, houve apenas uma exceção. “O único animal implicado em passar coronavírus para humano até hoje foram os morcegos. Não tem nenhum outro, que é de onde veio esse novo agora aqui”, afirma o veterinário da USP. Paulo Brandão explica que, na natureza, os morcegos funcionam como um reservatório com vírus de todos os tipos. Ele afirma que existem duas teses que justificam a passagem do coronavírus deles para os humanos. “Ou o vírus já veio pronto do morcego e já sabia infectar humanos muito bem. A pessoa foi lá se expôs a esse morcego, pegou o vírus prontinho já. Ou esse vírus foi se adaptando aos poucos nas pessoas.” Mas fica o alerta: caçar morcego é proibido por lei. Além disso, é perigoso, já que ele transmite a raiva. E tem papel importante na natureza, espalhando sementes e polinizando plantas. Vacina de animais não servem em humanos A primeira vacina contra o coronavírus dos animais surgiu já na década de 1970, em uma corrida para diminuir as perdas na criação. Vale lembrar que ela não serve para curar humanos. “Nem pensar em usar nenhum produto veterinário, e nem essas vacinas de coronavírus muito menos, para humano. Os vírus são totalmente diferentes”, explica Paulo Brandão, veterinário da USP. A venda das vacinas que combatem os coronavírus em animais, movimenta algo em torno de R$ 184 milhões por ano no Brasil. incluindo a medicação para cães, aves e ruminantes. Assim, no dia a dia, as atitudes são as mesmas tanto para quem mora na cidade quanto para quem vive no campo. A pessoa doente, ela tem que ficar em quarentena. Não porque ela vai infectar o animal, mas porque o animal pode servir como um carregador ali, né, no pelo, na rédea, na sela, para não infectar essas coisa e para não contaminar o seu colega de trabalho”, diz. Prejuízos na criação de aves O coronavírus atua diretamente nas células, desorganizando a estrutura até levá-las à morte. Nas aves, por exemplo, se não houver nenhuma prevenção, a conta pode ficar alta. “A gente fez um estudo, por exemplo, em avicultura que tem bronquite infecciosa das galinhas. O que a gente encontrou foi: que para mil matrizes, a perda é de US$ 4,6 mil”, diz. Initial plugin text
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29/03 - Vídeos que contrariam indicações de médicos e cientistas para conter o coronavírus ganham espaço em grupos políticos no WhatsApp
FGV-Dapp, que monitora centenas de grupos do aplicativo, levantou os links de vídeos mais difundidos em março. G1 encontrou erros e informações falsas em 14 dos 30 vídeos mais compartilhados. O número de vídeos do YouTube compartilhados em grupos de discussão do WhatsApp cresceu 21 vezes desde o início de março, de acordo com um levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Dapp). O centro de pesquisa há anos estuda o debate político e a circulação de informações em plataformas digitais. O levantamento da FGV-Dapp considerou mensagens trocadas em 162 grupos públicos de debate político no aplicativo — que podem ser acessados mediante convites. No período, foram coletadas mais de 830,2 mil mensagens. O debate sobre novo coronavírus (Sars-Cov-2) aconteceu em 153 grupos, com menções à doença Covid-19 em 67 mil mensagens. O G1 analisou os 30 links de vídeos mais compartilhados nesses grupos entre 2 de março e 26 de março (até o meio-dia). E 14 desses vídeos (46%) têm incentivo a condutas que desprezam orientações sanitárias, apresentam informações falsas ou ignoram o impacto da doença. O material foi dividido nestas três categorias de desinformação: vídeos que contrariam orientações de médicos e cientistas – 6 links; vídeos com mentiras sobre a Covid-19 e o coronavírus – 4 links; vídeos que minimizam os efeitos da doença – 4 links. Os outros 16 dos 30 mais compartilhados não trazem desinformação – são comentários e entrevistas coletivas, por exemplo. Um dos vídeos foi removido por violar diretrizes do YouTube. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Para Victor Piaia, pesquisador da FGV-Dapp, o YouTube sempre foi um destino dominante entre links compartilhados em grupos de política, mas ele acrescenta que o crescimento durante o mês de março é "fora do padrão e mostra a urgência do tema". "A simbiose entre Whatsapp e YouTube é muito forte. Não só a nossa pesquisa mostra isso, várias outras também. É muito relevante", afirma Piaia. Número de links saltou de 254 para 5 mil Ao longo do mês de março, cresceu o envio de links pelo WhatsApp que direcionavam para o YouTube. A análise da FGV-Dapp levou em consideração o aumento em três diferentes períodos do mês: entre 2 e 10 de março, foram compartilhados 254 links que direcionavam para o YouTube nos grupos entre os dias 11 e 18 de março, o número subiu para 2.557 entre os dias 19 e 26, foram compartilhados 5.572 links para o YouTube Entenda as três categorias de desinformação Na análise feita pelo G1 do conteúdo dos vídeos, o vídeo mais compartilhado dentre os que contrariam a orientação de especialistas é o pronunciamento feito na noite de terça-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro. Em sua declaração, ele pediu "volta à normalidade" e o fim do "confinamento em massa". No esforço para evitar o agravamento do surto da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o distanciamento social e contraindica aglomerações. E autoridades de saúde pública de diversos países gravemente afetados pela pandemia, como China, Itália e Espanha, recomendam que as pessoas fiquem em casa. O link para o canal da TV Brasil com o pronunciamento de Bolsonaro também foi o mais compartilhado durante todo o mês mês dentre os avaliados pela FGV-Daap e foi citado em 285 mensagens compartilhadas no universo analisado. A fala do presidente recebeu críticas de profissionais de saúde e de cientistas. Outros vídeos que contrariam orientações de especialistas falam sobre "histeria" (termo também usado por Bolsonaro), que ações de isolamento podem "criar caos social" e que as medidas atuais "vão quebrar completamente o país". Já o vídeo mais compartilhado na categoria "mentiras" cita que a China não teve "o crescimento econômico afetado” em crises como a do coronavírus. Ocorre que o país, em decorrência da Covid-19, teve contração da produção industrial pela primeira vez em 30 anos, além de redução em outros indicativos econômicos. Outras mentiras inclusas em outros três vídeos dizem que: o vírus Sars-Cov-2 não resiste a climas quentes – isso é #FAKE não há mortos em decorrência da doença – na verdade, já morreram mais de 22 mil no mundo todo o coronavírus foi criado em laboratório pela China – a tese foi desmentida por estudo com pesquisadores dos EUA, Reino Unido e Austrália O vídeo mais compartilhado com informações que minimizam os efeitos do coronavírus e da Covid-19 afirma que a doença irá matar somente "velhinhos e crianças imunodeprimidas". A OMS já divulgou alerta afirmando que jovens não são imunes ao coronavírus. Além disso, há relatos de morte de jovens saudáveis. Outros três vídeos dessa categoria chamam a doença de "gripezinha", afirmando que o coronavírus "não é perigoso para quem é saudável" ou dizendo que "índice de mortes está dentro do normal". Contudo, nesta quinta o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, escreveu em rede social: "A pandemia da Covid-19 está se acelerando a uma taxa exponencial. Sem ação agressiva em todos os países, milhões poderão morrer". Coronavírus: especialistas em saúde alertam para o perigo das fake news Donos de lanchonete descobrem que atendente ajudou assaltante após ela ficar online no WhatsApp em celular roubado por criminoso AFP Initial plugin text
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29/03 - Chuva ajuda no desenvolvimento dos cafezais do Espírito Santo
Apesar da boa notícia, produção deverá ser parecida com a de 2019, reflexo dos efeitos da seca nas lavouras durante o ano passado. Chuva ajuda no desenvolvimento dos cafezais do Espírito Santo noroeste do Espírito Santo, a chuva ficou acima do esperado nos primeiros meses de 2020, mas os cafezais ainda sentem os efeitos da seca que atingiu a região no ano passado. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O motivo é que 2019 foi um ano quente e seco e isso prejudicou os pés. Em algumas cidades, é estimada uma perda de até 30%, refletindo na produção estadual, que é o maior fornecedor da variedade conilon no país. A expectativa é que o espírito santo colha em torno de 10,5 milhões de sacas. A colheita do café começa no final de abril. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1
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29/03 - Seca atinge em cheio o RS e produtores pedem ajuda do governo
Prejuízos afetam da produção de soja até a pecuária de leite. Estudos apontam aquecimento global como motivo. Seca atinge em cheio o RS e produtores pedem ajuda do governo Agricultores e produtores de leite do Rio Grande do Sul enfrentam uma grave seca, e mais de 200 municípios decretaram situação de emergência. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Falta água para as plantas, para os animais e até para as pessoas que moram nas cidades. Em março, a chuva no estado ficou em 28 milímetros – um quarto da média histórica. Para amenizar a crise atual, o setor agropecuário do Rio Grande do Sul pediu ajuda ao governo federal. O ministério da agricultura afirma que está avaliando as reivindicações dos produtores. Durante 10 dias, o Globo Rural 3 mil km e 6 municípios gaúchos castigados pela falta de chuva.No município Tupanciretã, o produtor rural Carlos Chelotti e o filho produzem grãos e cria gado de corte em 1.430 hectares. “O que eu posso dizer? As contas não são pagas, as coisas complicam. Você não sabe o que faz”, lamenta Carlos Chelotti. Há cerca de 10 km da fazenda de Chelotti, na propriedade do agricultor Ricardo Prado, a colheita dos 700 hectares de soja já começou. O resultado também é desanimador: a produção caiu de 70 sacos por hectare para 20. Dados da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) do estado mostram que o Rio Grande do Sul tem 270 mil produtores, e, na safra passada, foram colhidos 19,4 milhões de toneladas do grão. Para este ano, a expectativa é de pouco mais de 9 milhões de toneladas, uma quebra de quase 60% da produção. A dívida dos produtores rurais com custeio da lavoura, maquinário e arrendamento de terras já passa dos R$ 15 bilhões. Em Garibaldi, capital nacional do espumante, a produção de uvas também foi afetada pela seca. Das 460 toneladas que costumava colher só conseguiu 250. “Lá em outubro e novembro, choveu bastante, 21 dias consecutivos de chuva e acabou atrapalhando a floração do cacho. Então foi diminuindo, diminuindo e agora vem com uma falta de chuva drástica e aí prejudicou a produção, não a qualidade, a qualidade melhorou”, explica o produtor Cristiano Brigolini. Na Serra Gaúcha, em Farroupilha, o pecuarista Itamar Tang também teve prejuízo na produção de leite. Em 14 hectares, ele mantém 35 vacas em lactação e, antes da seca, tirava uma média de 1400 litros por dia. Agora, mal chega aos 900 litros. Tang resolveu irrigar a lavoura de uma forma improvisada. Despeja nela, a água que foi usada para lavar o barracão das vacas. Mas esse esforço não vai ser suficiente. “A única opção é vender alguns animais e comprar alimento”, diz. Ele e mais 3.060 produtores da região fazem parte uma cooperativa, por enquanto a diminuição na produção de leite foi de 10%, mas a expectativa é que a queda seja pior nos próximos meses por causa da falta de alimento para os rebanhos. Soledade, cidade com cerca de 30 mil habitantes, também enfrenta dificuldades por causa da falta de chuvas. O rio Espraiado, responsável pelo abastecimento urbano, está com o nível muito baixo. “Nunca tínhamos visto uma situação tão grande de estiagem no município, nós temos falta de água no perímetro urbano, como também temos problemas sérios falta de água para o consumo humano no interior, como também para os animais, afirma o prefeito Paulo Ricardo Cattaneo. Na zona rural de Soledade, a Defesa Civil socorreu as propriedades fornecendo água em bolsões de lona com capacidade para 4.500 litros, que são abastecidos a cada dois dias. É com essa água que o produtor rural Josir Silvara tenta manter o rebanho. “Teve quatro já que já morreu já por causa disso daí (fome e sede). Essa aqui já vem sendo a quinta a sexta já que está nesse estado”, conta. A seca prolongada prejudicou a produção de milho para silagem que alimenta as vacas leiteiras. A expectativa era colher 600 toneladas de silagem de milho, mas, só conseguiram 120. Menos comida, menos leite. A produção caiu para 1.500 litros por dia, metade do que a família Silvara conseguia antes da seca. “Não está fechando as conta, a gente tá pagando para trabalhar”, conta Elisandra, esposa de Josir. A ciência explica Muitos cientistas acreditam origem da estiagem pode estar nas mudanças climáticas. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Eduardo Assad estuda o clima há 25 anos. Para ele, a seca prolongada no Rio Grande do Sul está diretamente ligada ao aquecimento global. “Por aumento de temperatura e aumento de emissão de gás efeito estufa, essa maior emissão de gás de efeito estufa provoca o aumento de temperatura e aí você provoca um desequilíbrio no sistema planetário”, afirma. Ainda, segundo o pesquisador, a estiagem deste ano já havia sido apontada em estudos antigos. “Em 2007 a gente soltou um primeiro trabalho que mostrou que a seca em 2020 no Sul poderiam chegar a R$ 5 bilhões (de prejuízo). Esse estudo foi repetido em 2012, 2014, 2016, 2012, e todos esses estudos apontavam para perdas grandes”, explica Assad. O professor afirma ainda, que para enfrentar os problemas climáticos, é preciso investir em preservação, gestão e tecnologia. Veja notícias do Agronegócio no G1
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29/03 - Delivery de hortaliças vira alternativa para manter renda de agricultores no interior de SP
Isolamento social fez com que os produtores precisassem inovar para manter a atividade em funcionamento. Delivery de hortaliças vira alternativa para manter renda de agricultores no interior de SP No cinturão verde de São Paulo, as incertezas tomam conta da produção de hortaliças. O motivo são as dificuldades de levar o produto até os consumidores. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Em Mogi das Cruzes, os prejuízos para os pequenos agricultores da região já chegam a 70%. Neste cenário de isolamento social provocado pelo coronavírus, o jeito é usar a criatividade. É o que está fazendo o agricultor José Carlos Moreira, que planta hortaliças e agora faz delivery de seu produtos em uma rede social. Em pouco tempo, a quantidade de pedidos disparou. Ele está fazendo, em média, 200 entregas por dia. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1
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29/03 - Com falta de procura, produtores de coco de Pernambuco enfrentam preços baixos
Pandemia do novo coronavírus fez diminuir o volume de negócios da fruta. Com falta de procura, produtores de coco de Pernambuco enfrentam preços baixos Em Pernambuco, produtores de coco que estão com os estoques parados por conta da pandemia do novo coronavírus. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Com o cancelamento de pedidos e a queda na procura, o preço do coco acabou despencando junto. No início do verão, o coco estava sendo vendido por R$ 1 a unidade, o preço foi caindo até chegar aos atuais R$ 0,30. “Não tem o que fazer. nesse momento é esperar que essa pandemia passe logo pra voltar a vender a produção”, lamenta o produtor Pedro Ximenes. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1
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29/03 - Produtores de flores amargam prejuízos por queda na demanda provocada pelo coronavírus
Na principal região produtora do país, valor do produto caiu cerca de R$ 10 por unidade. Produtores de flores amargam prejuízos por queda na demanda provocada pelo coronavírus Em São Paulo, estado que mais produz flores no Brasil, os agricultores estão amargando prejuízos por causa da crise do coronavírus. Assista a todos os vídeos do Globo Rural Na maior fazenda produtora de plantas de Holambra, a cidade das flores, os funcionários que ainda não entraram em férias trabalham para descartar o que deveria estar em festas e eventos pelo país. As flores de corte foram as primeiras afetadas pela falta de consumo, O valor de venda também despencou, uma flor que custava R$ 15 agora está valendo menos de R$ 5. O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) ressalta a preocupação não só com os produtos que podem perder mas com o mercado de trabalho do setor. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1
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29/03 - Produtores de frutas, hortaliças e flores do DF lidam com prejuízos causados pelo isolamento social
Medida de segurança para controlar o avanço do coronavírus afeta a cadeia de produtos perecíveis. Produtores de frutas, hortaliças e flores do DF lidam com prejuízos causados pelo isolamen A pandemia do novo coronavírus provoca impactos diferentes em cada setor da agropecuária brasileira. Em alguns casos, nada mudou. Já no Distrito Federal, produtores perecíveis, como hortaliças, flores e frutas, afirmam que as vendas caíram e boa parte está se perdendo. Assista a todos os vídeos do Globo Rural O presidente do Conselho de Desenvolvimento Rural de Brazlândia, Lauro Correia, que representa cerca de 4 mil agricultores, diz que o prejuízo ocorre em diversas culturas. “Já nos primeiros dias das medidas restritivas de isolamento, a gente já sentiu, de imediato, as consequências porque não vende. As feiras e estão esvaziadas, e o produtor precisa de dinheiro toda semana para pagar os seus funcionários”, explica. Saiba mais na reportagem completa no vídeo acima. Veja notícias do Agronegócio no G1
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29/03 - Pequenas Empresas & Grandes Negócios: contatos de 29/03/2020
Veja como obter informações das empresas citadas no programa. Veja a reportagem: Empresários contam como enfrentam a concorrência ANCONA CONSULTORIA Paulo Ancona - Consultor de Estratégia e Gestão de Negócios Rua Santonina, 75 – 1º andar – Vila Madalena São Paulo / SP – CEP: 05432-050 Telefone: (11) 3360-0343 www.anconaconsultoria.com.br OLÍVIO - BAR E RESTAURANTE Rua Delfina, 196 - Vila Madalena São Paulo / SP - CEP: 05443-010 Telefone: (11) 4680-2967 www.oliviobar.com.br TEMAKI FRY – UNIDADE MOEMA Av. República do Líbano, 2186 - Moema São Paulo / SP – CEP: 04502-200 Telefone: (11) 2385-0886 DIVINO FOGÃO – UNIDADE SHOPPING ELDORADO Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros São Paulo / SP – CEP: 05402-600 www.divinofogao.com.br Veja a reportagem: Mercado de coworking tem novidades para conquistar clientes GO WORK – UNIDADE PAULISTA Av. Paulista, 302 - Bela Vista São Paulo / SP – CEP: 01310-000 Telefone: (11) 3181-2921 www.gowork.com.br LIVANCE – UNIDADE VILA MARIANA Rua Domingos de Morais, 2781 - 14° andar - Vila Mariana São Paulo / SP – CEP: 04035-001 Telefone: (11) 3230-0206 www.livance.com.br Veja a reportagem: Startup brasileira desenvolve software de reconhecimento facial FullFace Biometric Solutions Alameda Vicente Pinzon, 54, Vila Olímpia São Paulo - SP - CEP: 04547-130 Telefone: (11) 2891-6994 Email: contato@fullface.com.br www.fullface.com.br C6 Bank Aplicativo disponível para iOS (App Store) e Android (Play Store) E-mail: faleconosco@c6bank.com.br Central de atendimento: 3003-6116 (capitais e regiões metropolitanas) 0800-660-6116 (demais localidades) www.c6bank.com.br Instagram: @c6bank LinkedIn: www.linkedin.com/company/c6bank Facebook: www.facebook.com/C6bank Veja a reportagem: Startup desenvolve teclado para quem tem problema de coordenação motora TIX Tecnologia Assistiva Endereço: Rua Bento Mendes Castanheira, 31, 2º andar – Dona Clara Belo Horizonte – MG, CEP: 31260-270 Telefone e whatsapp: (31) 3495-1497 E-mail: tix@tix.life Instagram: @tixstartup Facebook: @TiXstartup https://tix.life/ Clínica Lugar de Fala Endereço: Rua Dr. Zuquim, 449, sala 23, Santana São Paulo – SP Telefone: (11) 3530-4130 Facebook: @lugardefalafonoaudiologia http://lugardefala.com.br/ Veja a reportagem: Empresa fatura reciclando celulares usados Yesfurbe Rua Bonnard (Green Valley I), 980 - Bloco 26 - Nível 2 Barueri/SP - CEP: 06465-134 Telefone: (11) 2424-9300 E-mail: atendimento@yesfurbe.com.br Instagram: @yesfurbeoficial https://www.yesfurbe.com.br/
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29/03 - Empresa fatura reciclando celulares usados
Ganham o meio ambiente e o consumidor, que paga menos. Empresa fatura reciclando celulares usados Uma pesquisa feita pela ONU mostra que uma pessoa produz, em média, quase sete quilos de lixo eletrônico por ano. Um dos objetos mais descartados é o celular. Em São Paulo, um marketplace focou no mercado de usados. Os empresários reciclam aparelhos e revendem. Ganham o meio ambiente e o consumidor, que paga menos. Quase 70% da população mundial têm algum tipo de aparelho celular e a cada ano surgem mais e mais modelos novos no mercado. O empresário Danilo Martins viu uma mina de ouro no lixo: “Os celulares estavam sendo descartados de forma incorreta no mercado, de qualquer jeito. Muitas vezes, não aproveitava mesmo os celulares. As pessoas, cada vez mais, trocam esses aparelhos muito rápido. A gente viu uma oportunidade de recuperar esses aparelhos”. Danilo e três sócios investiram R$ 2 milhões para montar o negócio: uma plataforma de comércio que ganha de duas formas: com a venda de smartphones usados e novos. A empresa recebe um celular velho do cliente, paga com crédito, um desconto pra ele comprar um novo da própria empresa. O usado, a empresa conserta e vende pra outra pessoa. Vantagem também pro cliente, porque compra mais barato, e pro meio ambiente, porque o processo evita o descarte do lixo eletrônico. O smartphone recuperado custa, em média, 70% do novo. A empresa se responsabiliza pela procedência do aparelho e dá garantia de seis meses contra defeitos. A empresa vende cinco mil aparelhos por mês e não consegue atender toda a procura. Por isso, fechou parceria com lojas em todo o país para poder comprar celulares usados dos clientes delas. Yesfurbe Rua Bonnard (Green Valley I), 980 - Bloco 26 - Nível 2 Barueri/SP - CEP: 06465-134 Telefone: (11) 2424-9300 E-mail: atendimento@yesfurbe.com.br Instagram: @yesfurbeoficial https://www.yesfurbe.com.br/
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29/03 - Startup desenvolve teclado para quem tem problema de coordenação motora
O teclado tem teclas grandes, que parecem botões e ficam distantes uma das outras. Para digitar uma letra, é preciso apertar dois botões. Startup desenvolve teclado para quem tem problema de coordenação motora Uma startup de Minas Gerais desenvolveu um teclado inteligente para quem tem problema de coordenação motora. No Brasil, 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência e a tecnologia pode melhorar a qualidade de vida dessa população. Uma atividade tão rotineira pode ser algo desafiador para algumas pessoas. Patrícia Feria dos Santos teve síndrome de adem, uma doença que afeta o sistema nervoso central. Ela tem problemas para falar e para se movimentar. Na fonoaudióloga, ela faz exercícios e aprendeu a usar um teclado muito especial. “O teclado ajuda o paciente que tem sequela neurológica e tem dificuldade motora o reintegrando na sociedade para entrar em rede social, escrever no computador”, afirma a médica fonoaudióloga Giuliana Castellano. O produto foi desenvolvido pela startup do Adriano Rabelo Assis, em Belo Horizonte, a partir da ideia de uma pessoa que ele conheceu em uma feira de tecnologia em São Paulo: “Tive um encontro imprevisível com um cientista da computação que nasceu com paralisia cerebral e teve uma ideia de fazer um teclado pra usar as mãos pra escrever. Essa foi a origem do projeto”. O teclado foi pensado para quem não tem coordenação motora. As teclas são grandes, parecem botões e ficam distantes uma das outras. Para digitar uma letra, é preciso apertar dois botões. O investimento foi de R$ 65 mil. Para pessoas que não conseguem utilizar o teclado porque não tem a mobilidade de tocar nas teclas, tem outra solução que o Adriano desenvolveu: um sensor para óculos O teclado e o sensor são alugados. São dois planos: um de R$ 165 por mês, que dá direito a utilização do aplicativo e dos óculos. O outro é de R$ 185 mensais, voltado para pessoas com limitação de movimento e inclui o teclado. Poder realizar atividades rotineiras, como se comunicar, é uma ajuda e tanto para o tratamento e inclusão de pacientes “Ela está mais independente, se comunica sozinha e tem mais privacidade”, conta a mãe de Patricia, Maria de Fátima. TIX Tecnologia Assistiva Endereço: Rua Bento Mendes Castanheira, 31, 2º andar – Dona Clara Belo Horizonte – MG, CEP: 31260-270 Telefone e whatsapp: (31) 3495-1497 E-mail: tix@tix.life Instagram: @tixstartup Facebook: @TiXstartup https://tix.life/ Clínica Lugar de Fala Endereço: Rua Dr. Zuquim, 449, sala 23, Santana São Paulo – SP Telefone: (11) 3530-4130 Facebook: @lugardefalafonoaudiologia http://lugardefala.com.br/
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29/03 - Startup brasileira desenvolve software de reconhecimento facial
Empresa criou um software que reconhece até quem já fez plástica no rosto. Startup brasileira desenvolve software de reconhecimento facial Uma startup conquistou o mercado da biometria facial. É incrível: a empresa criou um software que reconhece até quem já fez plástica no rosto. A biometria facial é um sistema que faz o mapeamento de 1,24 mil pontos no rosto. Ele entende o volume dos ossos, distância entre os olhos e toda essa informação fica armazenada no sistema como dados, não é preciso guardar nenhuma imagem. “Se por algum motivo, alguém interceptar um banco de dados nosso ou tiver acesso a alguma transação não vai ver a foto de nenhum cliente. Vai ver apenas um número de 16 mil dígitos, que impedimos a reversa, ou seja, do número não se reconstrói a foto. Então, garantimos a privacidade das informações”, explica o empresário Danny Kabiljo. O sistema à prova de hackers foi criado há oito anos pelo Danny e pelo sócio José Guerreiro. “O mundo está cada vez mais digital. Nós temos que começar a identificar as pessoas pelas características que elas nos passam, as características biométricas”, afirma Danny. No começo não foi fácil. A coisa só deslanchou em 2016. Em 2018, eles receberam aporte de R$ 5 milhões de um fundo de investimento. Hoje, a startup tem 40 clientes e a empresa foca em quatro setores: aéreo, educação, financeiro e saúde. A startup trabalha com o software, não com o hardware, o produto físico. Assim, ela consegue adaptar o serviço para qualquer necessidade. Em um banco, por exemplo, o serviço é usado para desbloquear os armários para funcionários. O software é uma alternativa para substituir os gaveteiros que ficavam embaixo das mesas. Facilita a movimentação e dá agilidade ao trabalho. A startup cobra pelo volume de identificação de usuários e o melhor de tudo: a biometria facial é a prova do tempo. “Dos 17 aos 90 anos, a gente consegue te reconhecer. Mesmo que surjam novas ruguinhas, maquiagem, plástica não vai fazer diferença”, garante Danny. FullFace Biometric Solutions Alameda Vicente Pinzon, 54, Vila Olímpia São Paulo - SP - CEP: 04547-130 Telefone: (11) 2891-6994 Email: contato@fullface.com.br www.fullface.com.br C6 Bank Aplicativo disponível para iOS (App Store) e Android (Play Store) E-mail: faleconosco@c6bank.com.br Central de atendimento: 3003-6116 (capitais e regiões metropolitanas) 0800-660-6116 (demais localidades) www.c6bank.com.br Instagram: @c6bank LinkedIn: www.linkedin.com/company/c6bank Facebook: www.facebook.com/C6bank
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29/03 - Mercado de coworking tem novidades para conquistar clientes
Coworking oferece ambientes inusitados para interação. Outro modelo é um local apenas para profissionais da área da saúde. Mercado de coworking tem novidades para conquistar clientes Trabalhar em coworking faz parte do dia a dia de muitas startups e empresários. A novidade no mercado é o jeito de trabalhar. Em alguns, nem parece que o pessoal está trabalhando. Na Avenida Paulista, em São Paulo, um coworking oferece a possibilidade de trabalhar com pé na areia. A ideia de criar um ambiente inusitado nos fundos do prédio comercial foi do empresário Fernando Bottura. “A gente imaginou que a prainha seria um lugar que o pessoal fosse fazer um jogo de beach vôlei, utilizar esporadicamente, mas não. Hoje a gente vê mais gente na prainha do que na sala de reunião”, conta. Além da “prainha”, quem trabalha no coworking tem quadra de basquete, jogos de mesa, cadeiras com guarda-sol e espaços de reunião nada convencionais. “O intuito é criar ambientes de interação entre as pessoas pra conectar micro, pequenas, médias e grandes corporações”, explica Fernando. A rede de coworking tem 14 unidades espalhadas pela capital paulista. Elas reúnem 6,5 mil estações de trabalho e uma rede social que conecta todo mundo. “As pessoas gastam muito tempo com redes que são abertas, buscando clientes longe e na sala do lado pode ter um cliente em potencial”, afirma Christopher Toya, CTO e cliente do coworking. Cada unidade tem uma cara diferente. Na unidade que tem a “prainha”, também tem motos que chamam bastante atenção. O coworking cobra uma mensalidade a partir de R$ 500 por usuário. O custo varia de acordo com a quantidade de estações de trabalho que a empresa precisa. “A gente acredita que unindo o microempresário, que paga R$ 500 por mês para ter uma estação de trabalho, o médio empresário, que tem quatro ou cinco estações, e grandes corporações, a gente cria um ecossistema onde todos saem ganhando”, afirma Fernando. Novos negócios podem surgir nos espaços de convivência. “Eu coordeno uma clínica que é exatamente no prédio ao lado e a gente achou que seria uma ideia muito inteligente e inovadora sair do nosso ambiente de trabalho pra poder interagir com outras pessoas de tecnologia, pessoas com outras visões de negócio, pra gente poder incorporar isso com ideias criativas e prestar serviço melhor pro nosso cliente”, conta o psiquiatra Henrique Leite. No ano passado, a rede de escritórios compartilhados cresceu 100%. Coworking segmentado Outro modelo de coworking é um lugar pensado só para os profissionais da área da saúde. É um coworking de consultórios. Carolina Magnani é médica ginecologista e escolheu o espaço moderno para atender pacientes: “Isso atrai bastante as pacientes, elas acham o lugar mais descolado, mais informal, então não tem tanto aquela cara de consultório médico que às vezes assusta alguns pacientes”. Larissa Cunha é médica dermatologista e também não tem consultório próprio: “Eu vim aqui com uma colega, que também é dermato. Ela me apresentou ao espaço e eu acabei gostando muito por ser moderno e tudo mais, acabei fechando e isso já faz mais ou menos um ano”. O coworking para profissionais da saúde foi ideia do empresário Claudio Mifano e de dois sócios. Eles não revelam o faturamento. “A gente passou um ano entrevistando mais de cem médicos ao vivo, começamos a desenvolver a plataforma de tecnologia, interagir com esse público e fizemos um piloto na clínica do médico até a gente lançar isso”, conta Claudio. Os profissionais de 40 especialidades pagam mensalidade fixa de R$ 236 para usar todo espaço do coworking. Eles podem fazer pesquisas ou discutir casos e quando usam o consultório é cobrada uma taxa de R$ 1 por minuto de atendimento. “O primeiro ponto com certeza é o custo, porque é uma mensalidade muito baixa que você paga e aí é tipo um pay-per-use, você paga pelo tempo de atendimento que você utiliza”, afirma Carolina. “É interessante porque no começo a gente via mais profissionais jovens. Agora, a gente vê profissionais mais experientes com 30, 40 anos de carreira, com consultório próprio, fechando seus consultórios, cansados de altos custos fixos, principalmente tarefas administrativas e migrando pra esse tipo de estrutura”, explica Claudio. É pelo aplicativo da empresa que o médico é avisado em que sala ele vai fazer o atendimento. O sistema libera a porta e tá tudo pronto pra consulta. “O sistema sabe quantos minutos foi utilizado pra efeito de cobrança e, nesse momento, nossa camareira é avisada no tablet dela que a sala tal foi liberada. Ela vem aqui, faz a higienização e, nesse momento, a sala tá liberada para alocar um novo médico”, explica o idealizador do coworking. Hoje, o coworking pra profissionais da saúde tem uma rede com quatro unidades: três na capital e uma em Campinas. Mais de mil profissionais atendem como se fosse uma grande clínica, com várias especialidades. “Quando a gente não tá atendendo aqui, a gente tá no coworking. Sempre rola uma troca de informação. Você acaba conhecendo muita gente, então é muita riqueza de informação”, garante Carolina. GO WORK – UNIDADE PAULISTA Av. Paulista, 302 - Bela Vista São Paulo / SP – CEP: 01310-000 Telefone: (11) 3181-2921 www.gowork.com.br LIVANCE – UNIDADE VILA MARIANA Rua Domingos de Morais, 2781 - 14° andar - Vila Mariana São Paulo / SP – CEP: 04035-001 Telefone: (11) 3230-0206 www.livance.com.br
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29/03 - Empresários contam como enfrentam a concorrência
Restaurantes usam estratégias diferentes para lidar com a concorrência. Mas ambos investem em inovação para atrais clientes. Empresários contam como enfrentam a concorrência Enfrentar a concorrência é um desafio. Será que é bom abrir um negócio longe de seus iguais ou o melhor é enfrentar os concorrentes de frente? O Pequenas Empresas & Grandes Negócios visitou dois restaurantes que usam estratégias diferentes para lidar com a concorrência. A principal arma para ambos, no entanto, é investir em inovação, sempre. O primeiro restaurante fica na praça de alimentação de um shopping de São Paulo, onde um estabelecimento fica ao lado do outro. O empresário Reinaldo Varela é franqueador dessa rede de restaurantes: “A gente tem que fazer promoções, coisas diferentes, pra quando o cliente chegar na praça de alimentação lembrar da marca. Olho pro concorrente pra me diferenciar e não copiar”. Reinaldo criou a rede de restaurantes self service há 35 anos. Já são 188 unidades que só funcionam em shoppings. O principal diferencial é oferecer ao cliente o clima de fazenda, com detalhes que vão da decoração ao sabor dos pratos. “Queremos passar a tradição, o gostinho da fazenda. Pra isso tem que fazer a comida na hora”, explica. E tem mais um chamariz: a opção de comer dentro do restaurante. “Mesas internas dão aconchego, diferente de estar num barulho de praça de alimentação”, afirma o empresário. O outro restaurante se instalou em um lugar onde não tinha nada parecido: um posto de gasolina. É um restaurante japonês, também uma franquia, criado há 11 anos pelo empresário Roni Torrens. Todas as 10 unidades funcionam em áreas de conveniência de postos de gasolina. A vantagem? o cliente não paga estacionamento, tem segurança e pode comer de madrugada. O restaurante oferece o cardápio digital, no tablet, e se adaptou ao público também. O empresário percebeu que muita gente ia sozinha ao posto de gasolina e lançou uma opção não tão comum em casas do gênero: a mini porção. “Vinte e cinco por cento das pessoas vêm sozinhas. Elas querem comer sozinhas num restaurante japonês e aí elas vêm pra cá. Não é só ser diferente, é inovar”, afirma Roni. Para o consultor Paulo Ancona, perto ou longe da concorrência, a regra no mundo dos negócios é sempre a mesma: “A formula é ser diferente, diferente para se manter”. ANCONA CONSULTORIA Paulo Ancona - Consultor de Estratégia e Gestão de Negócios Rua Santonina, 75 – 1º andar – Vila Madalena São Paulo / SP – CEP: 05432-050 Telefone: (11) 3360-0343 www.anconaconsultoria.com.br OLÍVIO - BAR E RESTAURANTE Rua Delfina, 196 - Vila Madalena São Paulo / SP - CEP: 05443-010 Telefone: (11) 4680-2967 www.oliviobar.com.br TEMAKI FRY – UNIDADE MOEMA Av. República do Líbano, 2186 - Moema São Paulo / SP – CEP: 04502-200 Telefone: (11) 2385-0886 DIVINO FOGÃO – UNIDADE SHOPPING ELDORADO Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros São Paulo / SP – CEP: 05402-600 www.divinofogao.com.br
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29/03 - Família de Várzea Paulista ganha a vida fabricando charretes
Modelo de charrete mais caro pode chegar a R$ 10 mil. Família de Várzea Paulista ganha a vida fabricando charretes Reprodução/TV TEM Na oficina de Renato Ferreira, todo o trabalho é voltado para a fabricação de charretes. Ele herdou a profissão do pai. É um ofício que está na família há várias gerações. O filho, Anderson, está seguindo o mesmo caminho e já toma conta de algumas etapas da produção. As charretes são como carruagens, mas feitas para transportar no máximo duas pessoas e, geralmente, são puxadas por apenas um cavalo. Elas existem há vários séculos, antes mesmo de Cristo. Já foram usadas pelas Forças Armadas e, antes dos carros existirem, tomavam conta das ruas das cidades. Atualmente, mesmo no interior, é difícil encontrar quem use uma charrete como meio de transporte. Elas acabaram se tornando um objeto de lazer. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2020) Família de Várzea Paulista ganha a vida fabricando charretes Reprodução/TV TEM Em média, três charretes são fabricadas por mês na oficina do Renato. As encomendas chegam de várias partes do país e, segundo ele, vêm aumentando nos últimos anos. O empresário Antônio Ligeri comprou uma charrete para o filho. Na hora do passeio, há um problema: todo mundo quer tirar foto. O preço de uma charrete de luxo pode variar de R$ 4 mil a R$ 10 mil. Alguns detalhes podem deixá-la ainda mais especial, como o varal curvo, a tapeçaria personalizada e as parte de ferro cromadas, além do paralama. Família de Várzea Paulista ganha a vida fabricando charretes Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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29/03 - Produtores colhem safra de soja
Produtividade agrada no centro-oeste do estado. Produtores colhem safra de soja Reprodução/TV TEM Na região de Ourinhos (SP), quase 120 mil hectares foram cultivados com soja. Nessa safra, grãos de qualidade têm animado muitos produtores. Na propriedade de Miguel de Almeida, a produtividade alcançou 65 sacas por hectare e ele diz que não tem do que reclamar. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2020) Produtores colhem safra de soja Reprodução/TV TEM A soja é uma commoditie usada na fabricação de óleo e de farelo. A China é o principal destino, onde é usada como ração animal. Isso cria um pouco de incertezas diante de um possível desaquecimento da economia do país asiático e também dos reflexos causados pela pandemia de coronavírus. No Brasil todo, a safra de soja deve ficar em 124 milhões de toneladas. Em São Paulo, deve passar de 3,9 milhões de toneladas. Produtores colhem safra de soja Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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29/03 - Produtores do noroeste de SP colhem safra de quiabo
Região de Piacatu é uma das principais produtoras da hortaliça no Brasil. Produtores do noroeste de SP colhem safra de quiabo Reprodução/TV TEM Ricardo Lemes espera colher cerca de oito mil caixas de quiabos até o fim do ano. Ele conta que plantou em uma área nova e que o clima também ajudou. A produção deve aumentar 20% em relação ao ano passado. O trabalho segue o sistema de parceria. Ricardo arrenda a terra, arca com os custos de plantio e produção. Outros produtores, como Nice Pereira, entram com a mão de obra. Depois de colher, ela classifica as hortaliças, separando em diferentes tamanhos: pequenos, médios e grandes. Isso acaba ajudando a melhorar o preço na hora de vender. Uma caixa com 15 quilos de quiabo pode chegar a R$ 200. Cerca de 30% ficam com quem faz o transporte. O restante do lucro é dividido ao meio. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2020) Produtores do noroeste de SP colhem safra de quiabo Reprodução/TV TEM A região é uma das maiores produtoras de quiabo do país, com destaque para o município de Piacatu (SP), mas o cultivo da hortaliça vem diminuindo nos últimos tempos. No ano passado, a hortaliça ocupou 120 hectares em Piacatu, o que representou uma redução de 40% em relação a 2017. No sítio de Luka Vendrame, o espaço destinado ao quiabo também diminuiu. Ele está plantando em 20 hectares. No ano passado, a área foi de 36 hectares. Para ele, esse cenário sente o impacto da dificuldade para encontrar pessoas para trabalhar na lavoura. A família de Luka buscou uma saída para melhorar os ganhos. Começou a produzir quiabo em conserva. Toda semana, cerca de 300 vidros são vendidos a R$ 10. Produtores do noroeste de SP colhem safra de quiabo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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29/03 - Tecnologia é aliada na produção de uva gourmet
Pilar moscato é uva gourmet que se destaca pela doçura. Uva pilar moscato Reprodução/TV TEM Poucas uvas têm tanto a oferecer: o dobro de diâmetro das variedades tradicionais, nada de sementes e um sabor doce como o mel. Só no município de Pilar do Sul (SP) são 24 produtores que cultivam a pilar moscato em pelo menos 60 hectares. A expectativa é colher 400 toneladas durante a safra. O produtor Daniel Nakano explica que a medição do grau de doçura é feita em 100% dos cachos para garantir o sabor desejado. A estrutura dos parreirais é um diferencial. 50 mil plantas ficam cobertas por telas. Cada cacho é ensacado e ainda tem um plástico para ajudar a proteger. (Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 29/03/2020) Uva pilar moscato Reprodução/TV TEM Nos últimos anos, a tecnologia avançou com ganhos para a produção. Aos poucos, o refratômetro analógico, um aparelho que mede o índice de açúcar da uva, cedeu espaço ao digital, que é mais preciso. Enquanto o grau de doçura da fruta não for superior a 18 graus brix, não tem colheita. Sérgio Massunaga é um dos consultores da cooperativa que representa os produtores da uva na região. Eles visitam todo dia cada sítio para checar se os padrões de qualidade estão sendo seguidos. Produtores colhem uva que pode custar mais de R$ 100 Reprodução/TV TEM Ele diz que a colheita só é liberada após uma análise para comprovar que não há sinais de resíduos. Os cachos também são medidos e só os que apresentam os padrões de qualidade são colhidos. Cerca de 20% de toda a produção da uva pilar moscato é embalada na sede da cooperativa. As frutas são higienizadas, os talos são cortados e as uvas defeituosas são descartadas. As embalagens devem pesar 500 gramas. No mercado nacional, dependendo do grau de doçura, o cacho de 1,5 quilo pode passar de R$ 100. Além do consumo no Brasil, hoje a pilar moscato é exportada para países da Ásia e Europa. Uva pilar moscato Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo
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28/03 - ‘Fomos atingidos por um meteoro’, diz Paulo Guedes sobre impacto do coronavírus
Ministro da Economia listou medidas já tomadas pelo governo no campo econômico para mitigar efeitos da crise e afirmou que deverá anunciar também a rolagem da dívida dos municípios. O ministro da Economia, Paulo Guedes Wilson Dias/Agência Brasil O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste sábado (28) que o Brasil foi atingido por um “meteoro” ao comentar o impacto financeiro da pandemia de coronavírus no país. Ele afirmou ainda que pretende anunciar a rolagem das dívidas dos municípios com a União, assim como já fez com os estados. Diante do aumento de casos da doença, diversos estados e cidades adotaram medidas, em diferentes graus, para conter o contágio na população, como o fechamento de comércio e empresas. Em videoconferência realizada por uma corretora de valores, o ministro afirmou que a tramitação das reformas estruturantes, como a tributária e o pacto federativo, já estava acertada com o Legislativo e que a expectativa era de que o trimestre na economia fosse “excepcional”, “quando chegou o coronavírus”. “Nós fomos atingidos por um meteoro. Isso que aconteceu é um meteoro. Mas nós sabemos sair da formação. Vamos combater o meteoro. E, no ano seguinte, estamos de volta para o trilho das reformas estruturantes de novo. Aliás, neste ano mesmo. Vamos retomar as estruturantes este ano mesmo”, declarou. Em outro momento, Guedes disse que se trata do "momento mais difícil da nossa história". "Não sabemos da amplitude dessa bomba genética que cai sobre nós". Mas, segundo ele, o Brasil vai "saber fazer a coisa certa". Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Guedes descartou deixar o governo em meio à crise. “Isso é conversa fiada [sobre a minha saída]. Esquece. Esquece. Esquece. Conversa fiada total. O presidente tem confiança no meu trabalho. Eu tenho confiança de que o presidente quer consertar essa parte econômica. Não existe isso de sair. Não tem esse negócio de sair. Como eu vou deixar o país no momento mais grave sabendo que eu tenho condições de ajudar? Estou 24 horas por dia dedicado a isso”, afirmou. Dívidas dos municípios O ministro listou as medidas já tomadas pelo governo no campo econômico para mitigar os efeitos da crise e afirmou que deverá anunciar também a rolagem da dívida dos municípios. "Não anunciamos ainda, mas vamos fazer os municípios também. Rolamos a dívida dos estados, mas vamos rolar também a dívida dos municípios", afirmou. No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo vai implementar um plano de R$ 85,8 bilhões para fortalecer os estados e os municípios no período da pandemia do coronavírus. Entre as medidas, está a suspensão das dívidas dos estados com a União, que, de acordo com o presidente, vai garantir aos estados R$ 12,6 bilhões a mais em caixa para enfrentamento da crise. Segundo Guedes, as ações voltadas para reduzir o impacto do coronavírus somarão uma injeção de cerca de R$ 750 bilhões, correspondendo a 4,8% do PIB. "Quando você coloca tudo isso junto [todas as medidas do governo], já passou de R$ 750 bi. Está subindo. Já estamos em 4,8% do PIB. Vai ser realmente um déficit extraordinário, de déficit primário. Não tem problema. Não vamos deixar os brasileiros para trás. Isso vai passar", disse. Isolamento Guedes afirmou que o Ministério da Saúde estima em três meses o contínuo aumento de casos da doença no país, mas que a economia não aguenta o tempo que a área da saúde precisa para controlar a epidemia. "A economia já se entendeu com a saúde para saber quando tempo deve durar o lockdown [fechamento total]? E eu respondi com muita franqueza: não. Nós sabemos quanto tempo a economia aguenta antes de começar a entrar em colapso. Nós sabemos que, se as linhas básicas de suprimentos em alimentos, transportes, produtos médicos, farmacêuticos, se essa linha for mantida, a gente até consegue esticar o período de quarentena. A gente não sabe quanto é. Mas, evidentemente, o período que a economia aguenta possivelmente é menor do que a saúde exige", afirmou. Ele observou, no entanto, que só a testagem em massa poderia abrir espaço para o isolamento vertical, modelo defendido pelo presidente Bolsonaro. Por essa estratégia, apenas grupos específicos, como idosos ou pessoas com doenças que poderiam agravar o seu quadro de saúde, teriam de ficar isolados em casa. Os demais estariam liberados para circular, trabalhar ou estudar. Guedes reconheceu ainda que há dentro do governo uma “disputa política” entre quem quer o isolamento social mais amplo, com o fechamento de escolas e comércio, e quem quer vertical. Outras medidas Ao detalhar as medidas a serem tomadas, o ministro adiantou que o Banco Central vai comprar carteiras de créditos "justamente para abrir janelas de liquidez e não deixar virar crise mais aguda". "Tudo isso é discutido na base diária", afirmou. Ele ressaltou ainda que será "turbinado" o Fundo de Apoio à Micro, Pequena e Média Empresa para impulsionar os empresários que usam as chamadas maquininhas de crédito. "Essas maquininhas estão girando. São microempresários. Os caras, às vezes, têm receitas de [R$] 200 mil, [R$] 150 mil e tem aí a PagSeguro, Stone. Por que o Banco Central não pode redescontar deles? O BC tem que redescontar só com banco? Não. Esses caras têm capilaridade, tão pequeninhos lá na ponta. A gente tem que conseguir que o BC chegue lá também. Que não fique só no sistema bancário", afirmou. Initial plugin text
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28/03 - Governo aceitará autodeclaração de quem não tem renda e prevê déficit de R$ 300 bilhões em 2020
'É melhor deixar algumas pessoas que não sejam [elegíveis ao auxílio de R$ 600] entrar e depois você resolve', disse secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, sobre gasto devido a coronavírus. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, em foto de fevereiro de 2020 Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou neste sábado (28) que o governo vai "acreditar" no cadastro das pessoas que se apresentarem como trabalhadores informais para receber o pagamento do benefício de R$ 600 como forma de auxílio diante da pandemia do coronavírus. Segundo ele, se alguém receber o valor indevidamente, isso será resolvido depois. Ele também disse que o déficit primário das contas públicas (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) vai superar a barreira dos R$ 300 bilhões neste ano devido aos gastos para combater a pandemia do coronavírus e reduzir os efeitos da crise sobre a economia e o desemprego (veja mais abaixo). Benefício de R$ 600 Pelo projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados, bastará que os autônomos façam uma autodeclaração dizendo que não dispõem de renda fixa para ter direito ao auxílio. A expectativa é de que o texto seja votado no Senado na segunda-feira (30). "O CadÚnico [Cadastro Único] é maior que o Bolsa Família. Tem bases de dados que mostram que aquela pessoa não tinha nenhum vínculo. A gente vai acreditar no cadastramento dessas pessoas. Depois, você checa. Pode usar toda essa estrutura grande da Caixa, INSS, para chegar a essas pessoas", disse Mansueto Almeida, durante videoconferência promovida por um banco. Ele também indicou flexibilidade nesse pagamento. "É melhor deixar algumas pessoas que não sejam [beneficiárias] entrar [neste momento] e depois você resolve. Esse 'know how' do Brasil de fazer programa social nos deixa orgulhosos nessas horas. Vai ser difícil achar essas pessoas no espaço de duas semanas", acrescentou o secretário do Tesouro Nacional. O Cadastro Único é um conjunto de informações sobre as famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. Essa base de dados é utilizada pelo governo federal, pelos estados e municípios para implementação de políticas públicas capazes de promover a melhoria da vida dessas famílias. Estão inscritas no CadÚnico as famílias de baixa renda que ganham até meio salário mínimo por pessoa ou que ganham até três salários mínimos de renda mensal ​tota​l. Atualmente, há mais de 28 milhões de famílias cadastradas, mas não estão incluídos nessa base de dados todos os mais de 46 milhões de trabalhadores informais do país - elegíveis ao benefício de R$ 600 por mês, durante três meses. Nesta sexta-feira (27), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o benefício de R$ 600 para trabalhadores informais e autônomos, em função da pandemia do novo coronavírus, custará R$ 45 bilhões aos cofres públicos. Pelo projeto de lei, os informais receberão a ajuda por três meses. O pagamento será feito pela Caixa Econômica Federal em agências lotéricas e até via celular, mas a data de início ainda não foi definida. A proposta de auxílio aos autônomos partiu do governo federal que, inicialmente, previa a transferência de R$ 200 ao mês. Depois de críticas, foi acordado com o Congresso o aumento do valor para R$ 600. Rombo fiscal Durante a videoconferência, Mansueto Almeida, também informou que o déficit primário das contas do governo ficará acima de R$ 300 bilhões neste ano, devido aos gastos extraordinários motivados pela pandemia do coronavírus. Segundo ele, o déficit primário vai "com certeza" ultrapassar R$ 300 bilhões. "É um déficit primário que com certeza vai superar 4% do PIB", disse. Mansueto afirmou que, somente com a perda adicional de arrecadação devido à desaceleração da economia neste ano, o déficit primário já ficaria em cerca de R$ 200 bilhões neste ano. "Em cima de R$ 200 bilhões [de rombo fiscal só com a perda de arrecadação], a gente vai ter a expansão de despesas acima de R$ 100 bilhões", declarou. Ele citou, por exemplo, o programa de R$ 600 para autônomos e informais, com impacto de aumento de R$ 45 bilhões em gastos neste ano, além de outro programa em estudo, a ser anunciado nos próximos dias, de adiantamento do seguro-desemprego, pelo qual a empresa reduz o salário e, com a antecipação, o governo federal paga parte do salário. "É um programa que deve ser algo superior a R$ 30 bilhões", afirmou. O secretário do Tesouro também citou o programa de empréstimo para empresas, coordenado pelo Banco Central, que envolve R$ 34 bilhões em recursos (relativo à parcela do governo no valor total de R$ 40 bilhões anunciado). Retração do PIB Questionado sobre a projeção do governo sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que atualmente está em zero (sem crescimento nem retração), Mansueto Almeida observou que essa estimativa foi feita duas semanas atrás e que, no momento, isso já está defasado. "A projeção de PIB zero é de duas semanas atrás. Possivelmente, em uma nova projeção o PIB pode vir negativo. Mas a gente está em uma situação de incerteza. A gente nunca teve um 'shut dowm' [paralisação] no setor de serviços. Tanto faz o crescimento do PIB ser 0, -1 ou -2. Não muda nada o custo da ação. Não pode faltar nada para a saúde nos municípios", declarou. Para proteger as pessoas mais vulneráveis, haverá, segundo ele, um crescimento da dívida pública acima do projetado anteriormente. "Não podemos é exagerar na dosagem do remédio que comprometa nos próximos anos. E nós, sociedade, vamos ter que pagar essa conta, uns mais do que outros", afirmou.
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28/03 - Coronavírus: Holambra perde R$ 297 milhões com queda nas vendas de flores e prevê falência de 66% dos produtores
Ibraflor defende que caso medidas restritivas que provocaram cancelamentos de eventos e fechamento de pontos de venda siga até maio, setor terá prejuízo de R$ 1,3 bi. Flores que seriam usadas em eventos são descartadas em Holambra (SP) Helen Sacconi As medidas de isolamento social e restrição para evitar a disseminação do novo coronavírus têm impactado no mercado de flores. Um levantamento feito pelo Comitê de Crise do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), que reúne as principais lideranças do setor, em Holambra (SP), aponta que os produtores deixaram de faturar R$ 297,7 milhões nas últimas duas semanas com os cancelamentos de eventos e fechamento de pontos de venda. Coronavírus: veja perguntas e respostas Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus Venda de flores cai 70% e produtores de Holambra têm prejuízo de R$ 50 milhões Diante desse cenário, o Ibraflor fez uma projeção que caso as medidas restritivas se estendam até maio, mês que concentra a principal data de vendas do setor, os prejuízos podem chegar a R$ 1,3 bilhão, o que resultaria na falência de até 66% dos produtores de flores e plantas ornamentais e a demissão de 120 mil pessoas. O estudo aponta os prejuízos das últimas duas semanas de março, calcula o impacto em abril e projeta as perdas de maio, período mais aguardado pelo produtores por conta do Dia das Mães, considerado "o Natal da floricultura". Segundo o Ibraflor, em permanecendo as exigências sanitárias de quarentena, o setor será afetado da seguinte maneira: Flores e folhagens de corte: falência de todos os produtores, responsáveis por 50% dos empregos e 30% do mercado. Flores e plantas de vaso: falência de 60% dos produtores, responsáveis por 25% dos empregos e 39% de participação no mercado. Plantas ornamentais e para paisagismo (exceto grama): falência de 40% dos produtos, responsáveis por 25% dos empregos no setor e 31% nas vendas. “Totalizando os três períodos, teremos deixado de vender cerca de R$ 1,364 bilhão. É esse o valor que necessitamos, sendo 30%, pelo menos, a curtíssimo prazo, para já evitar a falência de produtores, transportadores e comercializadores, entre outros que fazem parte dessa importante cadeia para a economia nacional. Após o Dia das Mães, se nada for feito agora, teremos um cenário devastador com a falência de 66% dos produtores e o desemprego de 120 mil pessoas nas áreas produtivas”, detalha, em nota, Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor. Pátio do leilão de flores em Holambra vazio durante a pandemia do novo coronavírus. Helen Sacconi/EPTV Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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28/03 - Governo pede a prefeitos manutenção do funcionamento de serviços à beira de estradas
Objetivo é assegurar atendimento a caminhoneiros para não prejudicar abastecimento durante a crise do coronavírus. Ministério da Infraestrutura enviou modelo de decreto para os municípios. Caminhoneiros não param durante a pandemia de coronavírus O Ministério da Infraestrutura pediu às prefeituras a manutenção do funcionamento de restaurantes, borracharias, oficinas mecânicas, autopeças e demais estabelecimentos localizados às margens de rodovias, a fim de assegurar atendimento aos caminhoneiros durante a crise do coronavírus. O objetivo do governo federal é evitar que eventuais medidas de restrição adotadas pelos prefeitos atrapalhem o transporte de mercadorias entre os estados. O ministério enviou à Confederação Nacional de Municípios (CNM) um modelo de decreto que será distribuído às prefeituras. O modelo de decreto também prevê manter em funcionamento terminais e estações ferroviárias, além de serviços destinados ao transporte e distribuição de alimentos, medicamentos e outras atividades essenciais ao abastecimento.
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28/03 - Após confisco do estado, Sumaré também recebe máscaras de empresa
Na sexta-feira, estado determinou a entrega dos equipamentos; 51 mil máscaras foram levadas da companhia; total será de 500 mil. Ação foi tomada baseada em lei federal. Coronavírus: governo de SP determina o confisco de 500 mil máscaras de empresa em Sumaré A Prefeitura de Sumaré (SP) também recebeu máscaras fabricadas por uma empresa da cidade para uso de profissionais de saúde no combate ao coronavírus. O lote foi entregue junto com o carregamento levado pelo estado, que determinou o confisco de 500 mil equipamentos. Na sexta-feira (27), a Secretaria Estadual de Saúde, com apoio da administração municipal e da Polícia Civil, foi até a companhia e retirou os objetos. O carregamento destinado para a Prefeitura de Sumaré foi de 50 mil máscaras. De acordo com a 3M, o repasse ao Executivo foi feito após um decreto municipal que definiu que 10% dos equipamentos relacionados ao combate ao coronavírus produzidos na cidade fossem destinados à rede de saúde municipal. O número total de máscara requisitadas pelo estado à empresa foi de 500 mil. Na sexta, após um impasse de 6 horas com a empresa, foram entregues 51 mil objetos de proteção. Neste sábado (28), outras 183,6 mil máscaras foram enviados ao governo. O restante será distribuído durante o mês de abril. A companhia ainda informou que ficou surpresa com a ação e que havia se comprometido a fornecer o volume, aguardando apenas "a colocação do pedido". MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil Coronavírus: veja perguntas e respostas Veja o que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus A ação foi tomada baseada no artigo 3 da lei federal 13.979, de fevereiro deste ano, que trata de uma série de medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública. É a primeira ação do Estado nesse sentido. Art. 3º Para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus, poderão ser adotadas, entre outras, as seguintes medidas: VII - requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa; O secretário de Segurança Pública de Sumaré, Ricardo Zequin, afirmou que a ação foi necessária porque o estado havia feito o pedido de compra há dois meses, mas a solicitação ficou parada na empresa, segundo ele. Caminhão do governo de São Paulo chega à empresa em Sumaré (SP) para confiscar 500 mil máscaras Jonatan Morel/EPTV A ação A ação desta sexta foi organizada pelas Secretarias de Estado da Saúde e de Governo e teve o apoio da Polícia Civil. Segundo o estado, eles representantes estiveram na unidade fabril da 3M para "entregar ofício de requisição à diretoria da empresa". "O Estado solicita que a 3M contribua nas medidas de enfrentamento ao coronavírus e libere cerca de 500 mil máscaras que serão usadas por profissionais da rede estadual da Saúde", diz, em nota. Ainda segundo o Estado, a medida "de caráter excepcional consistente na utilização coativa de bens ou serviços particulares pela administração, para, em situações de urgência, fazer frente a necessidades coletivas prementes e superar iminente perigo público, assegurada indenização ulterior, se houver dano". O que diz a 3M Em nota, a 3M destaca que ficou surpresa com a ação do governo de São Paulo, uma vez que havia se comprometido a fornecer 120 mil respiradores [máscaras de uso dos profissionais de saúde] ao longo de abril e que aprovou a expansão do volume para 500 mil, aguardando apenas a colocação do pedido por conta do governo. Além disso, a 3M diz que aumentou sua produção e "tem investido esforços para fornecer a todos dentro de sua capacidade produtiva". Caminhão a serviço do governo estadual chega a empresa que produz máscaras de segurança em Sumaré (SP) Jonatan Morel/EPTV Polícia Civil dá suporte a operação do governo de São Paulo em confiscar máscaras na 3M, em Sumaré (SP) Jonatan Morel/EPTV Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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28/03 - Pará é o 10º estado a ter dívida com União suspensa pelo STF para usar dinheiro contra coronavírus
Pedidos de Alagoas e do município do Rio de Janeiro estão pendentes de decisão. Ministro Alexandre de Moraes ordenou comprovação do uso do dinheiro com saúde. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (27) suspender por seis meses a dívida do Pará com a União a fim de que os recursos sejam usados para conter a disseminação do coronavírus. Como uma das parcelas de R$ 5 milhões venceria nesta segunda-feira (30), o ministro determinou que a Advocacia Geral da União (AGU) seja notificada por meio de uma rede social para não efetuar a cobrança. O governo paraense informou que o valor total da dívida com a União até o fim deste ano é de R$ 67 milhões. O Pará foi o décimo estado a obter o benefício por decisão do ministro. Os anteriores são Bahia, São Paulo, Paraíba, Paraná, Maranhão, Pernambuco, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Acre. Estão pendentes ainda pedidos de Alagoas e do município do Rio de Janeiro. Os pleitos dos estados foram direcionados para o ministro Alexandre de Moraes, mas o da Prefeitura do Rio está com o ministro Luiz Fux. Os estados argumentaram ao Supremo que as medidas de combate à doença vão gerar gastos públicos e que os reflexos da pandemia na economia vão diminuir a arrecadação. O ministro Alexandre de Moraes concordou com a suspensão, mas destacou que os estados precisam comprovar que os recursos não utilizados na dívida sejam aplicados em medidas locais de combate ao novo coronavírus. Uma audiência virtual entre União e estados beneficiados será marcada para discutir a questão, mas ainda não há data prevista. Dívidas por estado Pernambuco informou que as dívidas de 2020 com a União e bancos públicos somam R$ 1,6 bilhão. Santa Catarina argumentou que vai precisar para conter o coronavírus de cerca de R$ 3,7 bilhões. Bahia tem dívida com a União de R$ 5,3 bilhões. Maranhão tem dívidas com bancos públicos que somam R$ 7,4 bilhões. Para 2020, a previsão é de R$ 1,1 bilhão. Paraná tem parcelas mensais a pagar de R$ 53 milhões. O valor total do débito é de R$ 106 bilhões. São Paulo paga por mês aproximadamente R$ 1,2 bilhão para abater a dívida com a União. Paraíba informou que tem a pagar, de abril a dezembro, R$ 193,2 milhões. Mato Grosso do Sul informou que tem parcelas a pagar de R$ 31,3 milhões por mês. Já o Acre paga mensalmente R$ 2,6 milhões à União e outros R$ 20,5 milhões a bancos públicos. Pará informou que a dívida é de R$ 5 milhões mensais e totaliza R$ 67 milhões até o fim do ano. Alagoas, cujo pedido está pendente, informou que as parcelas mensais da dívida com a União são de R$ 32 milhões (soma de R$ 385 milhões ao ano). Initial plugin text
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28/03 - Agência Nacional de Aviação Civil libera por 180 dias transporte de carga por empresas de táxi-aéreo
Maioria das empresas do setor só tem autorização para transportar passageiros. Objetivo é agilizar transporte de exames e medicamentos em razão da crise do coronavírus. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou portaria permitindo por 180 dias que qualquer empresa de táxi-aéreo faça transporte de cargas, sem a necessidade de anuência prévia da agência. Algumas das empresas do setor têm autorização específica para transportar carga. A portaria da Anac amplia essa autorização para os táxi-aéreos que atualmente só podem transportar passageiros. Mas proíbe o transporte de passageiros junto com as cargas. Atualmente há cerca de 120 empresas com certificado de táxi-aéreo. Segundo a agência, a decisão vai contribuir para dar mais rapidez ao transporte de medicamentos e exames em razão da crise do coronavírus. Redução da malha aérea A partir deste sábado (28), começou a vigorar uma nova malha aérea que reduziu de 14.781 para 1.241 o número de voos semanais pelas companhias aéreas brasileiras. A nova malha deve vigorar até o final de abril e foi elaborada para manter a interligação entre as principais cidades do país. Por causa da queda da demanda aérea em decorrência da crise provocada pela pandemia de coronavírus, havia o risco de uma paralisação total do serviço aéreo. Initial plugin text
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28/03 - Coronavírus: Por que testes de anticorpos podem levar a uma guinada na saúde e na economia
Uma aplicação em massa deste tipo de exame pode nos levar a descobrir se os números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg ou não e elaborar estratégias mais eficazes de lidar com a pandemia. Profissionais de saúde fazem testes em drive-thru para a Covid-19 neste sábado (28) em Petaling Jaya, Malásia. Lim Huey Teng/Reuters Onde está a luz no fim do túnel da pandemia de coronavírus, que já infectou em torno de 500 mil pessoas ao redor do mundo? Em que momento quase 3 bilhões de pessoas vão poder sair de casa normalmente sem medo de ficar doente? Para responder isso, precisamos de menos incerteza ao fazer, por exemplo, cada vez mais testes para determinar quem está infectado, medida que pode aplacar a preocupação de muita gente e garantir uma estratégia eficiente de combate ao vírus, como na Coreia do Sul. Mas uma das respostas que podem marcar uma virada nessa pandemia, junto com remédios e vacinas que funcionem, passa não por quantas pessoas estão doentes hoje, mas por quantas já enfrentaram silenciosamente o vírus e sequer perceberam. Uma busca em massa por anticorpos nas pessoas pode permitir descobrir se todos esses números de infectados e mortos que crescem a cada dia são apenas a ponta de um iceberg. Se for o caso, será possível tirar duas conclusões. A primeira é que a taxa de letalidade, hoje estimada em cerca de 3,4% pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser bem menor do que se sabe. A segunda é que milhões de pessoas podem já ter contraído o vírus, desenvolvido algum grau de imunidade e, portanto, não precisariam ficar isoladas. Essa informação pode influenciar decisões políticas e determinar se o principal "remédio" adotado pelas autoridades contra essa crise — no caso, quarentenas de quase 3 bilhões de pessoas — está na dose certa ou se ele vai ser pior que a doença e matar o paciente, como tem se questionado, a exemplo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. O debate em torno da real gravidade do novo coronavírus, que matou quase 24 mil pessoas desde dezembro, se agrava ainda mais porque trata de vidas humanas. Minoria reage a confinamentos BERLIM - Um casal de idosos atravessa a Pariser Platz deserta, perto do Portão de Brandenburgo, em Berlim, na Alemanha, nesta segunda-feira (23) Odd Andersen/AFP Há uma grande divergência entre basicamente dois grupos. De um lado, uma pequena minoria que inclui os presidentes de Estados Unidos, Brasil e México e alguns especialistas. De outro, amplamente majoritário, estão mais de cem líderes mundiais, a OMS e a maioria dos pesquisadores. O primeiro grupo, no qual estão Donald Trump e Jair Bolsonaro, defende que os dados disponíveis, ainda que escassos, apontam que a doença não é tão devastadora para a população em geral. Ela se parece com a gripe (ou uma "gripezinha") que circula todo ano. Por isso, seria possível contê-la sem tamanha perda econômica. Ou seja, argumentam eles, qual é a necessidade de confinar a população inteira se apenas uma minúscula parcela corre de fato o risco de morrer? No caso, as pessoas com mais de 60 anos e aquelas com condições pré-existentes, como doenças cardíacas e diabetes. Segundo a abordagem defendida por esse grupo minoritário, chamada de isolamento vertical, bastaria proteger os mais vulneráveis e retomar a vida do restante da sociedade até que todo mundo fique imunizado com conta própria. A conta é que, quando mais de 50% da população estiver imunizada, seria como se todos estivessem vacinados. Ocorreria a chamada "imunidade de grupo ou de rebanho", na qual a imunidade de um acaba protegendo o outro por reduzir a cadeia de transmissão do vírus. É importante deixar claro que ainda há dúvidas se de fato as pessoas que tiveram a doença uma vez a não terão de novo, como em geral acontece. Saber isso é chave nesse debate. Os anticorpos são uma espécie de memória de batalha do nosso corpo contra um invasor. Em geral, a gente o derrota uma vez e não se esquece como faz isso. O problema é que essa imunidade nem sempre ocorre ou é completa. O sarampo tem, por exemplo, a capacidade de fazer o corpo se esquecer de como o combater. Por outro lado, a grande maioria das autoridades e de especialistas defende que a falta de dados não permite tirar conclusões precipitadas que podem levar ao colapso do sistema de saúde, mesmo que todo esse confinamento gere enormes custos econômicos. Veja as recomendações para evitar o contágio pelo novo coronavírus Para esse segundo grupo, não se trata de um cenário hipotético baseado em modelos matemáticos, mas da realidade, e equívocos aqui podem levar à morte de milhares ou milhões de pessoas. Ou seja, uma "gripezinha" seria capaz de lotar hospitais ao redor do mundo de uma forma sem precedentes na história recente. Não há até o momento qualquer remédio, vacina ou certezas sobre o novo coronavírus. Por isso, o mundo tem se isolado para evitar que as pessoas transmitam a doença entre umas para as outras e que muita gente fique doente ao mesmo tempo, impedindo que o sistema de saúde tenha a capacidade de atender todo mundo. Anticorpos podem influenciar debate Foto mostra novo exame de sangue para detectar anticorpos à Covid-19 em um laboratório em Los Angeles, na Califórnia, no dia 26 de março. Alan Devall/Reuters Há então como sair desse impasse? Ou essa situação de confinamento durará meses ou até anos? Bem, uma saída que vem sendo discutida em alguns lugares do mundo, principalmente no Reino Unido, é o teste sorológico massivo e controlado, feito a partir de amostras de sangue, para encontrar nas pessoas anticorpos ligados ao novo coronavírus. Diversos países estão desenvolvendo e investindo nesses testes, entre eles o Brasil. Especialistas ressaltam que é essencial que essas análises sejam seguras e confiáveis, sem falsos positivos ou falsos negativos, que poderiam ter consequências catastróficas, como expor à contaminação alguém que acredite falsamente que está imune. O governo britânico decidiu comprar 3,5 milhões de unidades destes testes. A estratégia pode envolver enviar esse material para a casa de habitantes selecionados a fim de tentar descobrir de fato quantas pessoas contraíram o vírus sem saber. Há uma pequena parcela de pesquisadores que estima que o número de pessoas infectadas que podem já ter adquirido imunidade pode ser dez, cem, mil vezes maior. Ou que a doença mata uma pessoa a cada cem, uma a cada mil ou uma a cada dez mil, como uma gripe. Para o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o resultado desse experimento pode vir a representar uma grande virada na estratégia de combate à pandemia. Se descobrirmos que a maioria da população já teve contato com o vírus, as medidas de distanciamento social poderiam até ser flexibilizadas ou extintas. Em última instância, no cenário mais otimista, isso poderia levar à reabertura de lojas, escolas e locais de trabalho, por exemplo. Para se ter uma ideia, pesquisadores de Oxford estimaram em um exercício teórico que até metade do Reino Unido já pode contraído o vírus. Mas isso é apenas uma hipótese. Só esses testes massivos e controlados com anticorpos poderão esclarecer isso. Esses testes sorológicos são importantes também para as equipes de saúde serem monitoradas constantemente e evitar que elas contaminem outras pessoas ou sejam contaminadas. E se esse experimento não encontrar um percentual expressivo de pessoas com anticorpos? Isso não deixa de ser uma informação extremamente relevante também. Caso se confirme essa hipótese, teremos ainda mais certezas sobre: a importância do distanciamento social para evitar a disseminação da doença e todas as medidas de higiene recomendas, como lavar as mãos com sabão por ao menos 20 segundos; o investimento e a mobilização inédita em testes clínicos para encontrar possíveis tratamentos, já que nenhum até agora foi aprovado para esse fim; e de que o desenvolvimento de uma vacina é essencial, algo que pode levar no mínimo mais um ano, já que é preciso garantir também que ela funcione e não tenha o efeito contrário, de nos deixar mais vulneráveis ao vírus. Initial plugin text
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28/03 - Brasil é suficientemente rico para garantir ajuda aos afetados pelo coronavírus, diz um dos criadores do Bolsa Família
Ricardo Paes de Barros avalia, no entanto, que país tem de melhorar sua rede de comunicação para identificar quais pessoas são mais prejudicadas economicamente e socialmente pelo vírus. Um dos criadores do programa Bolsa Família, o economista Ricardo Paes de Barros avalia que o Brasil tem os recursos necessários para ajudar a população mais afetada a superar a crise do coronavírus. O economista afirma, no entanto, que o país tem de melhorar a sua rede de comunicação para que o governo consiga focar suas medidas nas pessoas mais prejudicadas economicamente e socialmente pelo vírus. "Nós precisamos ter um novo sistema de informação que seja capaz de identificar quem são as pessoas que estão sendo afetadas e que precisam de ajuda. O país é suficientemente rico para garantir ajuda para essas pessoas", diz Paes de Barros, também professor do Insper. Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC Ricardo Paes de Barros, professor do Insper Sérgio Castro/Estadão Conteúdo/Arquivo A seguir os principais trechos da entrevista. A crise atual tem aspectos sérios na saúde e na economia. Como lidar com ela? Em primeiro lugar e, sem dúvida alguma, nós temos de proteger as pessoas. Em segundo lugar, temos que garantir o mínimo (de recursos) para todo mundo. Coronavírus: Câmara aprova projeto que prevê R$ 600 por mês para trabalhador informal Como garantir o mínimo para todo mundo? Para garantir o mínimo a todo mundo, é preciso saber quem são as pessoas que estão sendo mais afetadas por este evento (coronavírus). Como ele era imprevisível, a gente não necessariamente tem os mecanismos governamentais para identificar os brasileiros que estão sendo mais atingidos. Nós precisamos ter um novo sistema de informação que seja capaz de identificar quem são as pessoas que estão sendo afetadas e que precisam de ajuda. O país é suficientemente rico para garantir ajuda para essas pessoas. Como criar toda essa rede de informação? Nós precisamos do apoio das instituições comunitárias idôneas e do nosso serviço de assistência social, com o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) funcionando de tal maneira que ele possa informar para municípios, estados e governo federal exatamente em quais locais estão as necessidades e qual é a magnitude de cada uma delas. É uma guerra contra o vírus e nós precisamos de informação local para poder direcionar a ajuda melhor. O governo tem anunciado algumas medidas de ajuda, como uma renda para trabalhadores informais. Qual é a sua avaliação dessas medidas? O que o governo está tentando fazer é uma ajuda meio generalizada, mas é uma boa ideia. Na falta de informação, é melhor ajudar todo mundo do que ser muito seletivo em um primeiro momento. Na medida em que isso for durar meses e, para gente conseguir lidar com essa crise no médio prazo, daqui a dois, três, quatro meses, nós temos que crescentemente ter mais informação sobre em quais locais estão as pessoas mais vulneráveis. O país pode partir para mais uma frente. Mitigar os efeitos da crise tem a ver com a saúde pública, mas também tem a ver com que as pessoas consigam trabalhar o máximo possível, de uma maneira segura, dentro dos padrões que a saúde acha que são adequados. Todo mundo está precisando de ajuda, logo nós temos de trabalhar mais para ajudar todo mundo. O momento é importante para gente ter frentes de trabalho público, por exemplo. Governo anuncia R$40 bi para financiar salário do trabalhador de pequena e média empresa Como isso pode ser feito? Nas comunidades mais pobres, vamos precisar de apoio para manter a limpeza dessas áreas e ajudar a população mais idosa. Ou seja, uma série de serviços, de atividades, que a gente não dava muita atenção no nosso dia a dia até esse evento. E isso significa mais empregos. A única instituição capaz de contratar estes trabalhadores é o governo. O governo deveria criar frentes de trabalho voltadas para enfrentamento e atendimento da população. Nós temos vários trabalhos produtivos a serem feitos. O mais importante deles é alimentar o setor público com informação de qualidade sobre o que realmente está acontecendo em cada comunidade. Com isso, nós vamos ser capazes de enfrentar o desafio (da crise). A gente não pode estar mal informado sobre o que acontece em cada local, da mesma maneira que a saúde pública não pode estar mal informada de quem tem ou quem não tem o vírus. Ricardo Paes de Barros, professor do Insper Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo Há muita comparação em relação aos benefícios que outros países, sobretudo os da Europa, estão oferecendo para a população. No combate à pobreza, os nossos sistema são bem diferentes. Primeiro, o Brasil tem uma característica habitacional da população pobre com uma qualidade muito inferior a de qualquer país europeu. Nas comunidades mais pobres, a questão de isolamento, limpeza e higienização vai ser muito mais complicada do que na Europa. E nós temos um número de pessoas invisíveis para o estado, que é completamente diferente do sistema europeu. Temos um grau de bancarização, de inclusão financeira, muito menor. A capacidade do Brasil de se comunicar financeiramente e eletronicamente com as famílias é pior. Os nossos pobres vão sentir mais, logo temos de ter mais cuidado com a economia porque existe uma quantidade de pessoas que não está nos nossos cadastrados e que vai sofrer com esse evento. O Brasil tem registrado uma piora da desigualdade. Qual pode ser o impacto dessa crise? É difícil prever o que vai exatamente acontecer com a desigualdade. Neste momento, talvez, as áreas mais ricas do Brasil estão sendo mais afetadas do que as mais pobres. O que a gente tem de se preocupar é com as garantias das necessidades básicas de todo mundo, de que todos os brasileiros tenham as suas necessidades básicas satisfeitas. Essa é uma crise que pode levar para a pobreza pessoas que estavam fora dela ou dos registros de famílias pobres. Portanto, a gente precisa que os nossos sistemas de informações da assistência social e da saúde estejam muito casados com as organizações comunitárias e que sejam capazes de informar em quais locais estão os problemas. O governo vai ter de gastar nesta crise. Qual é o tamanho da restrição fiscal do país? Toda vez que o governo pega algum recurso emprestado e aumenta a sua dívida pública ele está colocando uma carga nas gerações futuras. Este é o momento em que as gerações futuras, embora não estejam presentes, não vão se importar de que parte desse custo recaia sobre elas. Tenho certeza. E é para isso que o governo existe, para administrar essas transferências intergeracionais. Eu acho que o futuro do Brasil é de um país muito mais rico e, portanto, não vejo nenhum problema neste momento de o país tomar emprestado das gerações futuras o quanto for necessário para lidar com essa crise. Obviamente que isso tem de ser feito da maneira mais eficiente possível. Initial plugin text
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28/03 - Coronavírus e desafios à prevenção: Brasil tem 31,3 milhões sem água encanada e 11,6 milhões em casas 'superlotadas'
Lavar as mãos e manter a higiene pessoal e da casa são algumas das principais medidas para evitar a infecção respiratória. Lavar as mãos é uma das principais medidas para evitar a Covid-19 Carlos Poly Evitar aglomerações e lavar bem as mãos com água e sabão são as melhores formas de prevenir a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). E a recomendação do Ministério da Saúde para quem está com suspeita de infecção é: isolar-se em casa, num cômodo separado de outras pessoas. Mas, no Brasil, a pobreza extrema, a falta de saneamento básico e a precariedade das moradias são desafios para conter a expansão do vírus. Há dois pontos fundamentais que indicam as dificuldades do país no enfrentamento à pandemia do coronavírus: 31,1 milhões de brasileiros (16% da população) não têm acesso a água fornecida por meio da rede geral de abastecimento; 74,2 milhões (37% da população) vivem em áreas sem coleta de esgoto e outros 5,8 milhões não têm banheiro em casa. 11,6 milhões de brasileiros (5,6% da população) vivem em imóveis com mais de 3 moradores por dormitório, o que é considerado adensamento excessivo. Os números sobre condições de habitação são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outra pesquisa, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2018, também do IBGE, mostra que o país tem 13,5 milhões de pessoas na pobreza extrema (vivendo com até R$ 145 por mês). Já os números sobre o saneamento são de 2018 e foram divulgados no início de março pelo Instituto Trata Brasil, formado por empresas que atuam no setor de saneamento e proteção de recursos hídricos. Segundo o presidente-executivo do órgão, Édison Carlos, é possível afirmar que a situação continua a mesma da época em que os dados foram coletados. “Temos tido um avanço [no saneamento básico], mas é muito pequeno, principalmente em relação à água tratada, cuja oferta está estagnada há mais ou menos dez anos. O que o país tem investido em água tem coberto apenas o avanço demográfico, a expansão das cidades – mas não consegue atacar o déficit", afirma ele. O Ministério da Saúde já considera que há transmissão comunitária do novo coronavírus em todos os estados brasileiros. Isso significa não é possível rastrear qual a origem da infecção – e que o vírus circula entre pessoas que não viajaram para fora do país nem tiveram contato com quem esteve no exterior. "Como é que vai lavar as mãos se não tem água em casa?", questiona o presidente do Trata Brasil. Édison Carlos destaca que mesmo em lugares com abastecimento de água tratada muitas vezes recebem fornecimento é intermitente, ou seja, a população não conta com água tratada em tempo integral. Segundo ele, faltam dados precisos para informar exatamente quantos domicílios brasileiros recebem água tratada 24 horas por dia, sete dias da semana, sem interrupção. VÍDEOS: incubação, sintomas e mais perguntas e respostas BOATOS: O que é #FATO ou #FAKE sobre o coronavírus GRUPOS VULNERÁVEIS: veja quais grupos têm mais complicações SINTOMAS: febre, tosse e dificuldade de respirar, entenda em detalhes Sem água tratada o tempo inteiro A casa da recepcionista Carla Ponce no Grande Recife está há dias sem água, e a família teme o avanço da Covid-19 no estado Arquivo pessoal A recepcionista Carla Ponce, moradora do bairro do Mauriti, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, é uma dessas pessoas sem acesso a água tratada em tempo integral. Ela não tem água nas torneiras de casa desde a sexta-feira (20). Os pratos e as roupas se acumulam, mas a principal preocupação é a higienização dos moradores da residência. “Eu tenho um reservatório, mas está com menos de dois palmos. Estamos mais preocupados por causa da pandemia que está acontecendo”, afirmou em entrevista ao G1. Em Camaragibe, também no Grande Recife, a babá Ana Cláudia Santos enfrenta o mesmo cenário. "É desesperador, porque eu não posso deixar a minha filha para buscar água, e tenho que reaproveitar a água do banho dela para tomar banho ou para dar descarga”, diz ela, que é mãe de uma menina de 3 anos com um tumor cerebral e está sem água em casa há 13 dias. Reservatório de água da recepcionista Carla Ponce, que sofre com falta de água no Recife Arquivo pessoal Desigualdade social e regional Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, chama a atenção para o fato de que a população mais vulnerável social e economicamente é, também, a que enfrenta maior escassez de saneamento. "São pessoas que moram nas periferias das grandes cidades, em favelas, áreas de invasão, áreas rurais, no semiárido”, disse. Considerando dados do IBGE, dos cerca de 5,8 milhões de brasileiros que não têm banheiro em casa, 4,7 milhões são pretos ou pardos – e 4 milhões não têm sequer o ensino fundamental completo. O Nordeste – que até terça-feira (24) tinha 16% dos casos confirmados de coronavírus do país – tem a maior quantidade de gente sem fornecimento de água: são mais de 11 milhões de pessoas (37% de toda a população que não tem acesso à água). Já o Sudeste – que tem 58% dos casos de Covid-19 – tem índices melhores de saneamento básico, mas, ainda assim, são perto de 7 milhões de pessoas sem água (21% de toda a população brasileira sem fornecimento de água) e mais de 10 milhões sem coleta de esgoto (14%). Levando-se em conta apenas a população que não tem banheiro em casa, 60% vive na Região Norte do país – são 3,5 milhões de pessoas nesta condição. No Nordeste, estão 1,9 milhão, no Sudeste cerca de 250 mil e no Sul 22 mil. No estado de São Paulo, onde está concentrado o maior número de casos de Covid-19, são cerca de 33,4 mil pessoas vivendo em casas sem banheiro. Isso representa 0,1% de toda a população do estado, estimada em 45,5 milhões. “É muita gente, por se tratar do estado mais rico do país, com uma das maiores e melhores empresas de água e esgoto do mundo, que investe sozinha um quarto do que o Brasil investe em saneamento”, afirmou o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. Dicas de prevenção contra o coronavírus Arte/G1 *Colaborou Marina Meireles, do G1 PE. Initial plugin text
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27/03 - Preços dos combustíveis nos postos recuam na semana, diz ANP
Valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 1,9%, a R$ 4,40, nesta semana. Preços dos combustíveis recuam na semana Marcelo Brandt / G1 Os preços dos combustíveis recuaram nos postos nesta semana, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (23) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda dos preços segue a tendência de redução do valor da gasolina e do diesel nas refinaria diante da queda da cotação do petróleo e da desaceleração global. De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro da gasolina para o consumidor recuou 1,9%, a R$ 4,40, nesta semana. O preço do litro do diesel caiu 2,6% no período, para R$ 3,492. O preço do etanol recuou 2,7%, para R$ 3,139. Os valores são uma média calculada pela ANP com dados coletados em postos em diversas cidades pelo país. Os preços, portanto, variam de acordo com a região. Preços nas refinarias Nesta sexta-feira, a Petrobras informou que vai reduzir o preço médio da gasolina em 5% e o do diesel em 3% nas refinarias a partir deste sábado (28). Segundo a estatal, o preço médio da gasolina passa a ser de R$ 1,08 por litro - o menor desde 31 de outubro de 2011. Foi a segunda redução no preço da gasolina esta semana, e a primeira no diesel. Na quarta-feira, o preço da primeira foi reduzido em 15% nas refinarias. Com isso, no acumulado do ano a redução do preço da gasolina é de 43,5%. Já no caso do diesel, é de 31,3%.
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27/03 - Google disponibiliza US$ 800 milhões em ajuda para organizações de saúde e empresas por causa do coronavírus
Valor será oferecido em dinheiro, em créditos publicitários na plataforma da empresa e em processamento nos serviços de computação em nuvem. Google doará o equivalente a US$ 800 milhões a empresas e organizações de saúde Arnd Wiegmann/Reuters O Google prometeu nesta sexta-feira alocar US$ 800 milhões para apoiar organizações de saúde e centros de pesquisa que respondem à pandemia de coronavírus. O valor também deve ajudar empresas afetadas pela crise. A ajuda será em dinheiro, créditos em publicidade e serviços de computação em nuvem, de acordo com o presidente do Google, Sundar Pichai. Desse total, US$250 milhões serão oferecidos em doações à Organização Mundial do Comércio e a mais de 100 organizações em todo o mundo que fornecem informações para interromper a expansão do coronavírus, segundo Pichai. Cerca de US$ 340 milhões serão disponibilizados para que pequenas e médias empresas publiquem anúncios na rede de publicidade do Google. Essas empresas estão entre as atingidas pelo isolamento, devido ao risco do vírus. "Esperamos que isso ajude a aliviar parte do custo de manter contato com seus clientes", disse Pichai em uma postagem na Internet. Um fundo comum global de US$ 20 milhões em créditos para os serviços de hospedagem em nuvem do Google também estará disponível para pesquisadores e instituições acadêmicas que exploram maneiras de combater a pandemia ou que estão rastreando dados críticos sobre sua disseminação. "Juntos, continuaremos ajudando nossas comunidades, incluindo empresas, educadores, pesquisadores e organizações sem fins lucrativos, a enfrentar os desafios futuros", disse Pichai. O Google trabalha há um mês com seus parceiros para aumentar a produção de equipamentos de proteção, como máscaras para profissionais de saúde. Os funcionários das divisões da Alphabet, incluindo Google, Verily e X, por sua vez, estão trabalhando em projetos, cadeia de suprimentos e assistência médica com fabricantes de equipamentos para aumentar a produção de respiradores hospitalares, necessários para manter vivos alguns pacientes com Covid-19, de acordo com Pichai.
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27/03 - Fitch corta rating do Reino Unido por impacto de coronavírus nas finanças públicas
Agência de classificação de risco reduziu o rating soberano do Reino Unido para de AA para AA-. A agência de classificação de risco Fitch cortou nesta sexta-feira (27) o rating soberano do Reino Unido para "AA-", de "AA", culpando um enfraquecimento significativo das finanças públicas do país devido ao surto de coronavírus e a uma postura de afrouxamento fiscal. A mudança de classificação ocorreu no dia em que foi divulgado que o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, testou positivo para o coronavírus, que infectou mais de 14.500 pessoas e matou 759 até a tarde desta quinta-feira no Reino Unido, um aumento de quase um terço em 24 horas. Boris Johnson está infectado com o novo coronavírus A agência manteve a perspectiva "negativa" para a nota do país.
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27/03 - Trump promulga pacote de US$ 2 trilhões para aliviar impactos do coronavírus na economia
Pacote tem o objetivo de inundar a economia com dinheiro em uma tentativa de conter o impacto da epidemia. Trump promulga pacote de US$ 2 trilhões para aliviar impactos do coronavírus na economia nesta sexta-feira (27). REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promulgou nesta sexta-feira (27) o pacote de US$ 2 bilhões que tem o objetivo de aliviar os impactos do surto de coronavírus na economia norte-americana. "Quero agradecer aos democratas e republicanos por se unirem e colocarem os EUA em primeiro lugar", disse o presidente Trump, pouco antes de assinar a maior iniciativa federal de intervenção econômica da história do país. Aprovado pelo Congresso, o pacote de ajuda é o maior da história dos EUA. O valor equivale a aproximadamente R$ 10,2 trilhões representa um montante maior do que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em valores correntes, que em 2019 totalizou R$ 7,3 trilhões. Trump assina pacote trilionário de ajuda à economia americana, O pacote tem o objetivo de inundar a economia com dinheiro em uma tentativa de conter o impacto da epidemia. Os Estados Unidos se tornaram o novo epicentro da crise, com mais de 1,3 mil mortes. PANDEMIA: veja quais países já registraram casos da doença GUIA ILUSTRADO: sintomas, transmissão e prevenção CORONAVÍRUS: veja perguntas e respostas O que está previsto O pacote prevê remuneração direta à maioria dos americanos, ampliação de benefícios de seguro-desemprego, dinheiro para estados e um programa para pequenas empresas poderem remunerar funcionários que precisam ficar em casa para conter o contágio do coronavírus no país. Entre outras provisões, segundo a agência Reuters, o plano inclui: US$ 500 bilhões para fundo voltado a ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia similar para pagamentos diretos de até US$ 3 mil para milhões de famílias dos EUA US$ 350 bilhões para empréstimos a pequenas empresas e 250 bilhões para auxílio-desemprego US$ 100 bilhões para hospitais e sistemas de saúde, junto com dinheiro adicional para outras necessidades ligadas a saúde US$ 150 bilhões para ajuda a governos locais e estatais para combaterem o surto Initial plugin text
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27/03 - Coronavírus: Rede Mário Gatti faz seleção emergencial para 210 vagas na saúde de Campinas
Objetivo é fortalecer estrutura de urgência e emergência para enfrentamento do novo coronavírus. Salários variam de R$ 3,5 mil a R$ 6 mil, mas médicos têm outros benefícios. O Hospital Ouro Verde, em Campinas Fernanda Sunega / Prefeitura A Rede Mário Gatti, em Campinas (SP), abre nesta segunda-feira (30) o período de inscrições para um processo seletivo emergencial para contratar 210 profissionais da área de saúde. O objetivo é fortalecer a estrutura de urgência e emergência no enfrentamento contra o novo coronavírus e as inscrições devem ser feitas até o dia 3 de abril pelo site da instituição, onde está disponível edital. A Secretaria Municipal de Saúde contabilizou até a tarde desta sexta-feira 19 casos confirmados e 489 suspeitos, enquanto outros 59 já foram descartados. Coronavírus: veja perguntas e respostas MAPA: casos de coronavírus pelo Brasil A expectativa da administração é contratar 40 vagas médicos (clínico geral), 26 enfermeiros, 30 fisioterapeutas e 114 técnicos em enfermagem. Os salários variam de R$ 3.528,20 a R$ 6.002,58, mas no caso dos médicos haverá também pagamento de prêmio produtividade e adicional emergencial. Os contratos são válidos por um ano e os profissionais serão direcionados para os hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, além do Samu e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) São José, Anchieta, Carlos Lourenço e Campo Grande, informou a assessoria da rede. Veja aqui o edital do concurso Critérios A contratação pelo município é feita com base em lei aprovada em 2019. Em nota, a Rede Mário Gatti informou que a classificação dos candidatos será feita com base na soma dos títulos apresentados. "Os candidatos serão convocados respeitando a ordem de classificação, por meio de publicação no site da Rede. No caso de empate na pontuação, serão utilizados os seguintes critérios: maior número de filhos menores de 14 anos, maior período de desemprego ou por sorteio", informa texto. Coronavírus: infográfico mostra principais sintomas da doença Foto: Infografia/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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27/03 - Ipea propõe medidas para proteger os 30% mais pobres no Brasil durante crise do coronavírus
O conjunto de ações inclui a criação de um benefício temporário de R$ 450 para as famílias de baixa renda, zerar a fila do Bolsa Família e reajustar os benefícios do programa social em cerca de 29%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) propôs, em estudo, nesta sexta-feira (27) medidas para proteger a população mais vulnerável do país em meio aos impactos da disseminação do coronavírus sobre a economia. O conjunto de ações sugeridas inclui a criação de um benefício temporário de R$ 450 para as famílias de baixa renda, zerar a fila do Bolsa Família e reajustar os benefícios do programa social em cerca de 29%. Coronavírus: veja as medidas econômicas já anunciadas pelo governo federal e pelo BC O estudo, feito a pedido do Ministério da Economia, é assinado pelos pesquisadores Luís Henrique Paiva, Pedro Ferreira de Souza, Letícia Bartholo e Sergei Soares. Segundo eles, essas medidas aumentariam em R$ 68,6 bilhões os gastos com transferências assistenciais pelo governo federal, em 2020. Confira as medidas propostas: 1. Benefício temporário de R$ 450 Criação de um benefício mensal de R$ 450,00, durante um período de seis meses, para todas as famílias com dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) que tenham renda familiar per capita (por pessoa) inferior a meio salário mínimo, ou seja, de R$ 522,50. Essa benefício poderia ser estendido aos beneficiários do Bolsa Família. Com isso, 30% da população mais vulnerável do país poderia ter acesso a algum nível de proteção contra a crise associada à Covid-19. 2. Zerar a fila e reajustar o Bolsa Família O Ipea recomenda zerar a fila do Bolsa Família e incluir 1,7 milhão de famílias habilitadas a receber os repasses. Além disso, propõe o reajuste permanente dos pagamentos e das linhas de elegibilidade do programa em aproximadamente 29%. O Bolsa Família atende famílias em situação de extrema pobreza (renda per capita de até R$ 89 por mês) e de pobreza (renda per capita de até R$ 178 mensais). Os autores do estudo propõem que as linhas de elegibilidade sejam reajustadas para, pelo menos, R$ 115 e R$ 230, respectivamente. Impactos das medidas Caso seja adotada na folha de pagamentos do mês de abril e estendida até o final do ano, a decisão de zerar a fila do Bolsa Família teria um impacto de R$ 2,24 bilhões no orçamento federal, ou menos de 10% de aumento frente à situação atual. "O fundamental é partir da estrutura que já construímos para atender de imediato às famílias mais pobres. Caso contrário, o risco é de só conseguirmos operacionalizar o benefício tarde demais. Além disso, nossas simulações também mostram que é possível garantir uma renda mínima para as famílias vulneráveis com custos relativamente baixos, considerando a gravidade da situação", afirmou um dos autores da pesquisa, Pedro Ferreira de Souza, do Ipea. Segundo o Ipea, o custo total com transferências (incluindo os meses de janeiro a março) subiria de 0,4% para algo entre 0,8% e 1,4% do PIB. O estudo também ressalta que 39 países já utilizam alguma forma de transferência de renda como parte das respostas à Covid-19, alcançando pobres, trabalhadores autônomos, idosos e crianças. “A cada dia, mais países adotam transferências de renda como parte da resposta à Covid-19, o que sinaliza o potencial que essa medida tem de funcionar no Brasil”, pondera o pesquisador Luís Henrique Paiva.
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27/03 - Coronavírus: Impostômetro de SP é desligado nesta sexta para se ajustar à nova realidade tributária
Painel será religado dia 1º de abril. Para a ACSP, é preciso recalcular dados porque a economia crescerá menos e a receita vai diminuir. O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) foi desligado nesta sexta-feira (27), às 18 horas. O medida tem o objetivo de adaptar o painel a novos parâmetros, diante dos impactos na economia provocados pelo novo coronavírus (Covid-19). “Será preciso recalcular os dados do impostômetro porque a economia vai crescer menos e, consequentemente, a arrecadação diminui. Isto é, da mesma forma que as empresas terão seu faturamento afetado, o governo também sentirá os mesmos efeitos na arrecadação de impostos”, diz Alfredo Cotait, presidente da ACSP. Para ele, o Impostômetro precisa ser reajustado para que reflita a nova realidade tributária brasileira, tendo em vista o cenário impactante da pandemia de coronavírus, no qual a arrecadação terá queda abrupta sem a alta contribuição empresarial. Com cálculo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o Impostômetro da ACSP deverá ser religado no dia 1º de abril, às 10 horas, já sistemicamente ajustado.
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27/03 - Petróleo fecha em forte queda e tem quinta semana seguida de perdas
Os contratos do Brent para maio encerraram a semana a US$ 24,93 o barril, em desvalorização de 5,35% e os do WTI para janeiro recuaram 4,82%, a US$ 21,51 o barril. Os contratos futuros do petróleo voltaram a desabar nesta sexta-feira (27) e terminaram a sessão nos menores níveis desde o início do século. Os investidores seguem monitorando o avanço da propagação da pandemia de coronavírus pelo mundo, com governos adotando a medidas de distanciamento social, o que enfraquece a demanda global pela commodity. Com isso, as referências do petróleo registraram a quinta semana consecutiva de queda. Os contratos futuros do Brent para maio encerraram a semana negociados a US$ 24,93 o barril, em desvalorização de 5,35% na ICE, em Londres. Já os preços do West Texas Intermediate (WTI) para janeiro recuaram 4,82%, a US$ 21,51 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Campo terrestre de exploração de petróleo da Petrobras no Nordeste Divulgação No acumulado da semana, as quedas foram de 7,26% e 3,03%, respectivamente. Foi o menor valor de fechamento para o WTI desde fevereiro de 2002. "O coronavírus está interrompendo a atividade econômica global muito mais do que havíamos pensado anteriormente. Como resultado, agora, esperamos que a demanda global de petróleo caia 6,5% em 2020, para pouco menos de 94 milhões de barris por dia”, afirmou Samuel Burman, economista assistente de commodities da Capital Econômica. Para o petróleo, "o foco continua no lado da demanda do mercado, com a expectativa de que a demanda por petróleo estenda seu declínio a um recorde nas próximas semanas, à medida que um número crescente de países implementa medidas de bloqueio", disse Robbie Fraser, analista de commodities da Schneider Electric. Segundo ele, até que a demanda comece a se recuperar, qualquer negociação entre a Arábia Saudita e a Rússia para restaurar os cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, “ou os esforços contínuos da Arábia Saudita para inundar o mercado, parecerão relativamente pequenos em comparação com o forte recuo de demanda ”, afirmou Fraser, em uma nota diária. Os atuais cortes na produção do OPEP + expiram no final deste mês. "Do ponto de vista econômico, a produção dos EUA e do Canadá está sob extrema pressão com os preços atuais e deve cair nos próximos meses", acrescentou. Nesta sexta-feira, a Arábia Saudita disse que o reino ainda não teve nenhum contato com Moscou sobre cortes na produção de petróleo ou na construção da aliança OPEP +, de acordo com a Bloomberg News.
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